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História Hishigata - Capítulo 39


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Capítulo 39 - Capítulo 35


Caixas, caixas e mais caixas. Grandes, pequenas, enormes e minúsculas. Diferentes embalagens e cores formavam um verdadeiro arco-iris na sala de Haru.

— Mãe! — Disse Haru.

— O que foi, querido? — Ela tinha a cara de pau de se fingir de inocente.

— Eu disse que conversariamos sobre isso depois. — Brigou Haru. Pelo jeito era isso que ele não queria que Haku soubesse.

— Mas agora já é depois. — Mio inclinou a cabeça, do mesmo modo que Haru costumava fazer. O sorriso sapeca nos lábios vermelhos.

— Depois em particular, mãe. — Mio apenas sorriu e Haru suspirou. — Entrem logo.

Haru se apressou a tirar os sapatos e em seguida ajudou Mio a retirar os saltos. A altura dela diminuiu em dez centímetros.

— Eu realmente amo saltos, mas eles acabam comigo. — Reclamou Mio, agora ela estava mais baixa que Haru e Haku achou o fato engraçado.

— Eles são ótimos pra te deixar com dor. — Haru falava como se já tivesse usado um salto. Ele pausou um pouco. — Ei! Não tente desviar do assunto!

— Eu quase consegui. Mas veja bem filho... — Começou Mio. — Se eu não fizesse isso, você nunca contaria para Haku sobre o seu aniversário. E eu achei injusto você saber tudo dele e ele nem sequer saber quando é o seu aniversário.

— Eu ia contar, não nesse ano, mas eu ia contar. — Se defendeu Haru. — E eu não sei tudo dele! Ainda...

— Tem certeza? — Perguntou Haku, entrando na conversa. — Porque eu acho que essa pantufa na sua mão é exatamente o meu número.

— Você está comigo ou com a minha mãe? — Perguntou Haru, se levantando de onde estava e deixando os pares de pantufas no chão. Apenas para Haku e para Mio.

— Apenas quero saber quando é o seu aniversário pra gente comemorar. — Respondeu Haku, calçando as pantufas. As sacolas noa braços pesavam e os três carregavam elas.

— Na verdade... Ele já passou. — Haru mexeu nos cabelos, sorrindo sem graça.

— Quando foi?

— Papai chegou! — Gritou Haru. Pelo jeito, ele não tinha a intenção de responder a pergunta de Haku.

Haku foi puxado de lado por Mio.

— Os gêmeos nasceram dia nove de abril. — Sussurrou ela.

Haku fez as contas rapidamente. Eles estavam no dia vinte e cinco de abril. E Haru havia se aproximado no dia catorze, com eles começando a namorar no dia quinze de abril. Faziam mais de duas semanas.

Haru olhava para os lados, esperando que suas filhas aparecessem. Ele suspirou e pegou o que parecia ser uma barra de cereais de uma de suas sacolas. No momento em que abriu a embalagem uma das pilhas de caixas se mexeram.

Susu pulou direto em Haru, após sair de debaixo de uma das pilhas.

— Quando é pra comida você vem correndo! — Constatou Haru, sorrindo e fazendo carinho em Susu.

— O que ela estava fazendo lá? — Perguntou Haku.

— Dormindo. — Respondeu Haru, dando um pedaço da barra para Susu, pelo jeito era de carne e não de cereais. — Sabe, acho que você que deve ser o pai delas.

— Por que acha isso? — Haku se aproximou e fez carinho em Susu.

— É que elas dormem o dia inteiro. — Explicou Haru, rindo levemente.

Haku não respondeu e apenas soltou um 'ah' quando entendeu.

— Nem comprimenta mais, Susu. — Disse Mio, também se aproximando. Ela foi abraçada pela golden. — Acho que deveríamos guardar as compras antes de brincarmos.

— Tem razão, mãe. Me de as sacolas que eu vou guardar. — Haru se aproximou para pegar as sacolas, mas Mio se afastou.

— Eu posso guardar filho.

— Não, eu gosto das minhas coisas arrumadas. Então pode deixar que eu guardo. — Haru estava agindo naturalmente, mas Mio via através dele.

— O que você está escondendo, Haru? — Perguntou ela, dando um passo para o lado da cozinha. Haru a acompanhou.

— Nada, mãe. Apenas quero arrumar eu mesmo.

Mio o encarou. Os olhos violeta bem fixos nos olhos azuis. E então, sem falar mais nada, Mio seguiu para a cozinha.

— Eu estou morto. — Disse Haru, assim que ela saiu.

— O que você fez? — Perguntou Haku, se aproximando e mexendo nos cabelos de Haru.

— Já não importa mais, ela vai me matar. — Haru apoiou a cabeça no peito de Haku, acreditando que aquele seria o último carinho que ele receberia. — Eu quero que saiba... Que o tempo que passei com você foi o melhor!

Ele realmente estava se despedindo.

— Não acho que ela vai te matar. — Consolou Haku.

— Ah, ela vai sim.

— Então que tal isso? — Sugeriu Haku. — Se eu estiver certo e ela não te matar, vai ter que me deixar te dar um presente de aniversário.

— Okay, mas e se ela me matar?

— Então eu vou ser o próximo.

Eles se olharam e sorriram e então o grito de Mio soou.

— FUYUKI HARU!

— Já que você morreria pra ficar comigo, seja o meu escudo. — Disse Haru, se escondendo atrás de Haku e o empurrando em direção a cozinha.

A cozinha de Haru era enorme, como o resto do apartamento, e muito bem decorada. Armários nas paredes, geladeira duas portas e um fogão que era o sonho de qualquer cozinheiro.

Mas o que realmente surpreendia eram os armários. O que tinha dentro deles. Todos estavam abertos e cheios de chocolate. Eram barras de confeitaria, caixas de diversas marcas e todos os tipos de doces que tinham chocolate na fabricação.

— O que significa isso, Fuyuki Haru? — Perguntou Mio, os braços cruzados e o rosto sério.

— Éééé... Então....

— Você disse que se alimentaria direito, Haru.

— E eu me alimento.... Só não aqui.

— Jura? Então como é que só tem carne na sua geladeira?

— Não é só pra mim, Sasa também come e Charlie adora.

— Você está mesmo jogando isso nas costas delas?

— Talvez... — Haku queria dar risada, mas aquela parecia uma péssima hora para isso. Haru ainda se escondia em suas costas.

— Você acha que ele tem salvação, Haku? — Perguntou Mio.

— Provavelmente sim. — Respondeu ele.

— Ei! De novo, você está comigo ou com a minha mãe? — Se intrometeu Haru.

— Acho que vou mostrar para ele, as suas fotos de quando era criança! — Disse Mio.

— Eu ia adorar ver.

— Estou sendo ignorado? — Perguntou Haru, em voz alta.

— Acho que eu devo ter uma ou duas dele pelado.

— Mãe! — Disse Haru.

— O que?

— Se for pra ele me ver pelado, que seja como eu estou agora e não como eu era. — Haru finalmente saiu de trás de Haku.

Mio pausou e então explodiu em gargalhadas. Seguida por Haku e Haru.

— Você não tem um pingo de vergonha, filho!

— Eu sei. — Disse Haru. — Já que a senhora não vai me matar, deixe eu guardar logo essas compras.

Ele começou a guardar, colocando cada coisa em seu lugar. Mio se aproximou de Haku.

— Eu realmente tenho ótimas fotos dele. — Disse ela.

— Vou adorar ver elas.

— Se eu não me engano a mais recente do Haru, é uma em que ele está usando saía. — Poderou Mio, para em seguida começar a dar risada. Seguida de Haru.

— Aquele dia foi muito legal. — Disse Haru.

— Eu nunca vou esquecer. — Completou Mio.

— Acho que o mundo nunca vai esquecer. — Corrigiu Haru, e os dois deram mais risada ainda.

— Do que estão falando? — Perguntou Haku.

— Eu explico. — Mio se adiantou. — Há uns meses, ocorreu uma festa e bem, pessoas famosas foram convidadas. Eu fui com Haru, que resolveu ir vestido como mulher.

— E tudo isso porquê a autora de Harry Potter estava na festa. — Concluiu Haru. — Eu amo os livros mas ela como pessoa é péssima. Ela é transfobica.

— E você sabe o que dizem "sempre que você da risada de um homem de saía você está oprimindo uma mulher trans". — Explicou Mio. — Aquela mulher tentou humilhar Haru, mas ele virou o jogo.

— Eu gosto do estilo, mas nunca mais quero usar um salto na vida. — Haru suspirou.

— Onde está Charlie? — Perguntou Mio.

— Quem é? — Perguntou Haku.

— Ah, é a Charlotte. Nós a chamamos de Charlie. — Explicou Haru, terminando de guardar as coisas. — Charlie! Charlotte, papai chegou!

Ela surgiu do nada. Era pequena, baixinha, tinha cabelos loiros e segurava uma espada. Com ela na garganta de Haru.

— Você não é o papai! — Gritou a criança.



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