História História de um Imortal - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Imortal
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Palavras 1.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Aniversário da Anne


Ficamos olhando um para o outro, eu esperando uma resposta e ela muito provavelmente calculando exatamente o que dizer¹.

-Eu me chamo Ruby, e a muito tempo atrás consegui a imortalidade, foi horrível e prefiro não comentar sobre. -Ruby disse.

-Sou Rafael, minha história não é lá essas coisas mas também prefiro não comentar.

-Tem relação com a morte daquela senhora? - ela perguntou entusiasmada.

-Não se ache uma detetive, mas sim, foi a mesma pessoa que me matou, meu pai. 

-É dele que você sente ódio?

-Também, mas o maior ódio que sinto é por mim mesmo, fui tolo em não ouvir meu irmão, ele sempre dizia para irmos visitar minha mãe e minha avó, mas por fim eu sempre dizia não e agora perdi todos eles.

-Eu entendo, quer ajuda para vingar todos eles? - ela perguntou com um olhar tão doce que nem parecia que estava me oferecendo ajuda para matar alguém.

-Que tipo de pessoa você acha que eu sou?

-Que tipo de pessoa você é?

-Por que não me respondeu?

-Sou obrigada a responder?

-Você sempre responde uma pergunta com outra?

-O que você acha?

-Chega, eu desisto.

Ela ri.

-Rafael, certo? Posso te pedir um favor?

-Não prometo fazê-lo.

-Quero que seja meu amigo, sei que pode ser um pouco estranho e repentino mas eu estou sozinha a tanto tempo que nem me lembro quando foi a última vez que tive um amigo.

-A quanto tempo você deveria estar morta?

-Entre três e cinco séculos.

-Na média 400 anos, com um rosto de 20, bom, acho que precisarei de companhia pela eternidade, então farei esse favor para você, serei seu amigo!

-Você fala isso como se só eu ganhasse algo.

-Enfim, recomendo que deixe essa história da minha avó de lado.

-Deixarei, até outra hora Rafael. - Ela fala saindo pela janela.

Me deito na cama, e após alguns minutos Pedro entra no quarto.

-Rafael, você comprou o presente de Anne? Espero que não tenha esquecido que amanhã é o aniversário dela. - Pedro diz.

-Eita...

Parte Ruby

Finalmente eu encontrei um amigo, após muito tempo vivendo sozinha. E o melhor, tenho certeza de que este não vai morrer.

-Quem é você? - Um homem que me viu saindo da casa de Rafael perguntou.

-Eu quem pergunto, quem é você?

-Sou Júlio, pai de Rafael. - Ele responde sorrindo.

-O homem que matou aquela senhora, está na minha frente, tenho que agir rápido, não Rafael me disse para deixar isso de lado. - Pensei - Ok, sou Maria² amiga dele. -Dou de ombros e saio andando.

Após caminhar por alguns quarteirões percebe que estou sendo seguida pelo mesmo homem que havia me parado anteriormente. Sigo andando até encontrar um beco escuro, onde entrei e caminhei bem mais lentamente, o homem deve ter aumentado a velocidade por medo de me perder de vista talvez. Ele entrou no beco e novamente me parou.

-Ei, garota! - Ele chamou. 

Não sei o motivo mas eu sentia que ele estava sorrindo.

-Está me seguindo senhor?

-Perdoe-me se foi o que pareceu, mas moro por aqui.

Em muitos anos de vida nunca vi alguém mentir tão ruim quanto esse homem. Me virei para encará-lo de frente.

-Sendo assim, o que deseja? - perguntei com uma voz serena.

-O quão amiga você é de Rafael?

-O suficiente para ele sentir falta caso eu suma³.

-Então assim está perfeito!

Ele retirou uma arma da cintura e atirou em meu tórax, caí como se estivesse agonizando e impedi que meu ferimento se regenerasse rapidamente⁴.

Consegui observá-lo virar as costas e correr para fora do beco, virou em uma direção aleatória, então me permiti regenerar. Continuei seguindo meu caminho.

Esse homem está disposto a fazer de tudo para acabar com Rafael aos poucos.

Parte Rafael

Não precisei sair para comprar presente, o destino fez esse favor por mim, nesta noite teria um lindo conjunto de eclipse lunar, chuva de meteoros, além da oposição de Júpiter.

Passei o resto do dia planejando como tudo aconteceria. Quando chegou meia-noite eu fui até o quarto de Anne bem devagar com uma bandeja, nela continha duas xícaras de café e alguns bolinhos.

-Parabéns Anne! -Falei em um tom alto o suficiente para ela pular da cama pelo susto.

-Ai Rafael, não precisava ser assim! - Ela eleva o tom.

-Você me chamou de Rafael? - Faço uma cara triste e permiti uma lágrima escorrer de meu rosto.

-Nem vem Fael, eu sei que não está chorando, ou esqueceu que acompanhei você no teatro?

Sorri novamente e me sentei na cama ao lado dela, tomamos café e comemos os bolinhos até não restar mais nada.

-Sabe que se Pedro souber que comemos sem ele, ele vai ficar enciumado, não sabe? - Ela sorriu.

-Eu me resolvo com ele.

-Enfim, espero que tenha preparado algo a mais pois eu perdi o sono.

-Teria problema se eu não tivesse preparado?

-Isso significa que você preparou! Onde está?

-Você e suas manias de me conhecer mais que eu mesmo. Está no quintal.

Se você realmente achou que eu havia esquecido do aniversário dela, você achou errado, uma garrafa inteira de café no quintal, além de refrigerante, pizza e um lindo telescópio que peguei emprestado de um amigo. Seria uma noite inesquecível, tanto para mim quanto para ela.

Fomos até lá, comemos, tiramos fotos, observamos o eclipse e tudo o que aquela bela noite tinha a oferecer. A madrugada chegou, mais especificamente 2 horas da madrugada, tudo já havia acontecido, inclusive já haviamos comido tudo, mas faltava o principal, para fechar a noite.

-Muito obrigado Fael, fazia tempo que eu não observava o céu a madrugada inteira.

-Eu sei que para você ele significa muito, então pensei que seria legal te mostrar ele, principalmente hoje.

-Para completar a noite só falta me pedir em namoro.

-Era o próximo passo. - Digo sorrindo.

-Até parece. - Ela olha para o lado e me vê ajoelhado. - Para Fael! - Ela ficou corada.

-Mas é sério, você aceita namorar comigo?

-Deixa eu pensar?

-Que bom que aceita!

-Mas eu nem respondi. - Ela faz cara de brava. - Você e sua mania de me conhecer mais que eu mesma.

Após umas boas gargalhadas ela finalmente disse sim, o resto da noite observamos as estrelas e acabamos por dormir.

-Devo parabenizá-lo. Se tivesse realmente morrido não viveria esse momento. - Light diz.

Eu estava de novo naquele local.

-Comi demais e agora estou tendo pesadelos, é a única explicação que consigo dar nesse momento, você me parabenizando. - Eu disse com tom sarcástico.

-Não se costume! - Light ri.

-O que o fez me trazer aqui novamente?

-Seu papo com a Ruby.

-Ela não é confiável?

-Muito pelo contrário, peço que cuide dela, se algo de ruim acontecer a ela, esse local perderá a cor de vez!

-Eu vivi e morri pra ver isso, você apaixonado - gargalho. - Eu darei o meu máximo.

-Obrigado Rafael.

Acordo e já estava de manhã, vejo Anne com uma bandeja com café e bolinhos.

-Que tipo de reciprocidade é essa? - sorrio.

Eu já estava cheio mas me permiti comer mais um pouco, afinal, foi Anne quem preparou.

-Fael... Promete me amar para sempre? - Anne pergunta corada.

-Até o último dia da minha vida*

Após comer fomos para a sala ver televisão e escuto alguém batendo na porta, fui atender.

-Ruby, que surpresa. - Disse eu.

-Seu pai tentou me matar, só vim dizer para tomar cuidado com aqueles que realmente podem morrer. - Ela fala e sai.

Fecho a porta e volto para o sofá.

-Quem era Fael?

-Meu amigo perguntando sobre o telescópio.

-Entendi, um homem veio aqui hoje cedo perguntando por você, ele disse ser seu pai.

-Anne... Cadê o Pedro?


Notas Finais


1-Achei bem a cara dela fazer esse tipo de coisa.
2-Eu já tenho tanto nome falso que inventaria 5 em 1 segundo se fosse preciso.
3-Já que é pra mentir, vamos entrar no jogo.
4-Imortais habilidosos conseguem fazer isso.
*-Alguém pegou a referência? // eu não tenho último dia de vida.


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