História História Nova Vida Descoberta - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias As Tartarugas Ninja
Visualizações 51
Palavras 3.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eaê, people! Estou repostando essa fic. Ela já foi excluída do site, por alguns problemas, mas já os corrigi.
Enfim, não vou ficar tomando o tempo de vocês. Fiquem com a fic <3<3

Capítulo 1 - Novos amigos... talvez?


Fanfic / Fanfiction História Nova Vida Descoberta - Capítulo 1 - Novos amigos... talvez?

Acordei bem cedo, pensando que seria um dia comum. Passaria mais um dia sozinha, como tem sido desde... sempre?

Já era quase uma da tarde, em um último dia de férias, mas estava fora do clima para fazer qualquer coisa que fosse. Por quê? Meus pais morreram faz cinco meses, e, desde então, não tenho muito pique para sair de casa, nem nada do tipo.

Joguei-me na cama. Não iria sair do meu quarto. Não QUERIA sair do meu quarto.

- Lilly! Vem comer! Hora do almoço! - Minha irmã mais velha, Laurie me chamava da cozinha.

Por mais que eu amasse a Laurie, não me dava muito bem com ela, não desde a morte dos meus pais. Ela era uma cópia feminina do meu pai, Ryan, com o cabelo liso bem preto, e de olhos azuis. Sua pele era clara, mas acabou ficando bronzeada depois de tanto tempo que ela ficava fora. Ainda me pergunto o motivo que ela não parava em casa antigamente.

- Não estou com fome, Laurie! - Gritei, e ouvi baterem na minha porta. Não é possível a Laurie ser tão rápida assim, levando em conta que ela odeia correr na escada e ainda meu quarto ser no fundo do corredor, e minha casa não é assim tão pequena para ter um corredor curto.

Fui até a porta quase me rastejando, e a abri, sendo recebida por um ser quase me derrubando quando pulou em mim.

- Lilly, a Laurie está chamando para comer. Vamos? Vamos? – Praticamente gritava May, minha outra irmã, a mais nova da família - Ainda está chateada pelo que aconteceu com a mamãe e o papai? – Ela perguntou, com um olhar melancólico.

Como Charlotte, minha mãe, sempre dizia, a pequena tinha certo talento para “ler” as pessoas de só olhar. Isso sem contar que May sabia exatamente tudo sobre mim. Não conseguia mentir para ela.

Ela era uma cópia idêntica da Charlotte. Tinha cabelo um pouco maior que a altura do ombro ondulados, ruiva e olho verde esmeralda. Estava vestindo um short na altura da coxa preta e uma blusa de manga curta bege.

- Para uma pirralha você me conhece bem mesmo – Brinquei com ela, a fazendo rir - Não se preocupe, mana. Ainda só estou um pouco chateada. Mas vou sobreviver. Vai lá almoçar, se não a Laurie vai fazer de jantar teu fígado. Já estou acostumada com a fera – Baguncei seus cabelos. Ela riu e saiu, rumo à cozinha.

Abri um pequeno sorriso. Tenho que admitir que eu queria mesmo ter nascido parecida com minha mãe. Mas não. Nasci como uma mistura exata dos meus pais. Meu cabelo é um pouco ondulado nas pontas, bem preto, que eu gosto de deixá-lo bem curto e repicado, e meus olhos eram esmeraldas.

Sabia que a Laurie daria uma bronca em mim mais tarde por não ter descido para almoçar, mas não queria comer. Mas tinha que melhorar meu alto-astral, afinal é o último dia de férias. Decidi-me, iria numa boate de noite, pra relaxar, pelo menos hoje. Coloquei despertador no meu celular para me arrumar mais tarde, me deitando e encarei o teto, decidida a me divertir.

***

Acho que adormeci, porque acordei com o despertador tocando no último volume do celular em um barulho irritante.

- Lilly, desliga logo essa porcaria! - Gritou Laurie, me fazendo revirar os olhos.

Logo em seguida, desliguei o despertador e me sentei na cama.

- Vamos acabar logo com isso – Dei um suspiro.

Entrei no meu closet, e comecei a remexer tudo. Peguei a primeira roupa que vi e depois o primeiro sapato que apareceu e joguei na cama.

Peguei a minha toalha da porta do closet, e entrei no meu banheiro. Amava ao fato de que meu quarto era suíte. Assim não precisava sair toda a hora para ir ao banheiro ou tomar banho, como agora.

Liguei o chuveiro no quente e deixei a água cair sobre mim. Fiquei pensando nos meus pais, e me toquei de uma coisinha: Não tinham me revelado o motivo da morte deles, não exatamente. Claro, não me interessava direito os detalhes, mas, fala sério, são os meus pais! Laurie havia falado para mim e pra May que havia sido um mísero acidente, mas, para mim, tem mais que isso nesta história. Sempre que eu pensava nisso, minha cabeça girava e eu ficava com uma enxaqueca enorme. Quer dizer, eu lembro que eu estava lá naquele momento, pois era normal que, bem naquele dia do mês, a gente saísse em família. Então, eu tinha que estar por perto, não? E, sempre que eu questionava isso para a minha irmã, ela ficava nervosa, e logo já trocava de assunto ou brigava comigo por algo que fiz cinco dias antes.

Mas pouco me importa. Hoje, minha preocupação seria não voltar tarde, já que amanhã tinha que acordar cedo, pois iria começar as aulas. Tirando esses pensamentos da minha cabeça, terminei meu banho.

Saí do chuveiro, me sentindo renovada. Tinha que admitir. Eu precisava mesmo sair pra curtir, nem que fosse um pouco. Fui para meu quarto, quando finalmente reparei na roupa que havia pegado. Um vestido vermelho, todo bordado na parte do corpete, e as sandálias eram pretas, com um salto grossos.

Eu simplesmente fiquei maravilhosa naquele vestido. Havia usado ele umas duas ou três vezes, nem lembrava mais como ele ficava no meu corpo. Mas sentia que faltava algo. Abri meu porta-joias e peguei meu brinco de rubi e meu colar que faz conjunto com os brincos. Sentei no banco da minha penteadeira. Com meu cabelo, eu simplesmente fiz um pequeno coque e o prendi com alguns elásticos. Depois, comecei a me maquiar.

Comecei pelo olho. Passei uma sombra verde claro, o que destacava meus olhos, e acabava combinando com meu vestido. Passei rímel e um lápis de olho preto. Passei um gloss, apenas para dar um brilho nos meus lábios. Por último, passei o fixador de make, e estava pronta para sair. Peguei uma bolsa de mão vermelha para terminar o look e guardar meu celular, um pouco de dinheiro e a chave de casa, e saí do meu quarto.

Cheguei até a porta de entrada, e me lembrei de que tinha que avisar minha irmã mais velha.

- Laurie! Eu vou sair! Não me espere acordada! - Gritei.

- Só não volte tarde, Lilly! - Ela gritou da sala – Lembre-se que você tem escola amanhã!

- Vai sonhando - Falei baixo - Tchau, Laurie! Tchau, May!

E fechei a porta, sem esperar uma resposta das minhas irmãs. Eu fui até a boate, pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo. Cheguei ao centro de New York sem nem perceber, e andei até a porta da boate, já entrando. Música estava tocando bem alto. Escolhi uma mesa mais afastada e me sentei.

***

Estava meio avoada do que estava acontecendo ao meu redor. Não sei quanto tempo já havia se passado desde que havia chegado, mas já havia recebido uns cinco ou seis convites para dançar, que rejeitei todos “educadamente”, se bem me entende. Se eu quisesse dançar, eu estaria dançando, não? Já estava na minha terceira lata de refri, quando tive a brilhante ideia de fazer uma coisa que já deveria ter feito logo que cheguei: ir embora. Paguei minha conta e sai da boate.

Estava a caminho de casa quando eu ouvi um barulho estranho. Eu sei que não é uma boa ideia eu ficar andando por aí nas ruas de New York sozinha quando já se passara da meia noite, mas minha curiosidade sempre foi maior do que meu bom-senso. Fui verificar de onde estava vindo o barulho. Só não sabia o que estaria por vir...

Segui o barulho até um prédio enorme. As paredes eram pretas, dando um ar de sinistro no lugar. Parecia ser algum tipo de fábrica abandonada, ou algo do tipo. Entrei, tentando não fazer muito barulho.

Se já era assustador por fora, por dentro era ainda mais. Não havia nada para me fazer tomar susto, mas o que realmente me assustava era o extremo silêncio. Andava cuidadosamente, atenta a qualquer coisa que pudesse acontecer naquele lugar que parecia não ter um fim.

Realmente queria saber o que tinha provocado o barulho, mas minha consciência implorava para eu sair daquele lugar o mais rápido possível. Foi quando eu encontrei um lugar que parecia um labirinto de corredores. O barulho ficava mais alto a cada passo que eu dava, até um ponto que eu conseguia distinguir o que era. Parecia um som de luta...

Andei até chegar a uma sala bem espaçosa, com umas grades em algumas entradas. Haviam também quatro estátuas gigantes. Parecia cenário de filme de ação. Foi quando finalmente vi o motivo do por que estava ali. Ninjas com a roupa totalmente preta atacavam duas pessoas. Uma delas eu conhecia. April O’Neil, uma garota da minha sala. Nós nunca havíamos conversado antes, mas acabava me esbarrando com ela às vezes pelos corredores da escola. A outra pessoa usava um taco de beisebol e estava com uma máscara e toca tampando seu rosto, mas parecia ser um garoto, ao levar pela força que ele atacava.

As outras quatro do grupo pareciam ser... tartarugas? Sim. Eram tartarugas em tamanho humano, e estavam lutando com inimigos diferentes do que os outros dois, e usavam armas ninjas. O que usava uma bandana vermelha estava lutando com um tipo de peixe com um tipo de armadura robótica usando dois sais. Outro, o de bandana laranja que usava dois muchachos, estava lutando com um tipo de cachorro esquelético com garras enormes (Certeza que daria um belo estrago se ele arranhasse algo). Outro, de bandana roxa com um bastão bô, lutava com uma mosca gigante, com algumas partes humanas (Que nojo!). E o último, um de bandana azul que usava duas katanas, lutava com um tigre gigante.

Não me perguntem como eu conhecia todos os nomes daquelas armas ninjas...

Escondi-me atrás de uma das estátuas. Com sorte, ninguém havia notado minha presença, e torcia para esse ser o caso.

Via cada movimento que eles faziam. Tudo parecia roteiro de filme. Os ninjas de preto sabiam exatamente o que seus adversários iriam fazer. Mas, a cada ataque, April e o outro estavam melhorando. Derrubavam a maioria, que saia fumaça de onde April os cortava com um tessen, um tipo de leque com lâminas, e quando o taco do garoto era enfiado no peito de cada ninja. Por outro lado, a luta das tartarugas pareciam bastante complicada. Até para mim que não sabia que muito de lutas ninja, ou de qualquer outro tipo, sabia que aquilo estava bem complicado para as tartarugas.

Fiquei vendo a luta por um bom tempo. Estava quase tudo acabado, dava pra ver, e April, o garoto e as tartarugas estavam ganhando. Tudo acabou em questões de segundos depois. As criaturas que lutavam com as tartarugas recuaram, assim como o restante dos “ninjas-robôs”. As tartarugas, April e o garoto estavam quase saindo, quando eu acabei escorregando por causa dos minhas sandálias, e fazendo barulho. Estava xingando minha sandália, e a mim mesma por usar aquilo, de todos os nomes que vinham em minha cabeça.

Mas isso não importava agora. Eles ouviram, e se viraram para olhar o que fez o tal “barulho de sandália de salto do inferno”. A tartaruga da bandana laranja jogou alguma coisa na minha direção, que se prendeu na minha cintura, e me puxou, me fazendo desequilibrar e cair no chão. É agora que eu estou frita.

- Lilly? Lilly Nakayama? - Surpreenderam-se April e o garoto juntos. Esse é o bom de ser popular na escola, mesmo sendo como “A Esquisita” aos olhos da maioria. Mas da onde o garoto mascarado me conhecia?

- Conhecem essa garota? - Perguntou a tartaruga da bandana azul.

- É uma garota da nossa escola - Falou o garoto, tirando a máscara. Agora sei como ele me conhecia. Casey Jones, um garoto da escola. Eu o sempre o via como alguém que apenas causava problemas.

April se aproximou de mim e me estendeu a mão. Segurei-a, e ela que logo me levantou, e comecei a passar a mão no meu vestido, desamassando ele.

- O que está fazendo aqui, Lilly? Não pensei te ver, pelo menos, até amanhã - Falou April - Sem ofensa.

- Não se preocupe com isso. Mas também não sei. Simplesmente sai de uma boate que estava e, de repente, ouvi um barulho e segui, encontrando um bando de “ninjas-robôs” lutando com dois adolescentes da minha escola e com quatro tartarugas gigantes e falantes. Afinal, que lugar é esse? - Disparei, sem nem pensar no que dizia. Acabei corando.

Às vezes, quando eu ficava nervosa, era normal disso acontecer. Quando percebia, acabava falado mais do que deveria, apenas. Isso quando, simplesmente, eu nem me tocava, e algumas pessoas ficavam bravas ou chateadas comigo, e, quando eu perguntava, nem me lembrava do que eu havia falado. Havia perdido as contas de quantas vezes isso levava a uma “pequena” discussão com a Laurie. Isso que dá ter a boca mais afiada do que o cérebro.

Consegui se ouvir um barulho vindo de algum lugar em algum dos túneis. E, pela expressão que todos fizeram, acho que não fui a única a reparar no barulho.

- Aqui não é um bom lugar para conversar agora - Falou a tartaruga de bandana azul - Vamos sair logo daqui. Shredder logo chagará.

Ele estendeu a mão para mim, enquanto as outras tartarugas, April e Casey lançavam um tipo de gancho com corda e subiam. Mesmo hesitando um pouco, segurei-a, que também lançou o mesmo gancho como todos os outros, me puxando junto enquanto eu via um cara com o rosto coberto por uma máscara de metal. Estranho. Aquele cara era estranhamente familiar para mim.

Minha visão ficou embaçada, e fiquei tonta. Senti minha pressão cair um pouco, e arrisco dizer que acabei ficando bem pálida. Fechei meus olhos com força, devido a enorme dor de cabeça que eu senti. O tempo pareceu se prolongar por várias horas para mim, fazendo parecer que tudo em minha volta estava em câmera lenta. Era exatamente isso que acontecia quando tentava me lembrar do que aconteceu com meus pais. Será que ele tem alguma coisa com isso tudo? Aquela simples hipótese me fez ficar completamente arrepiada. Por que eu estava com tanto medo apenas de pensar nesse cara? Meu subconsciente implorava para eu fugir dali o mais rápido possível, mas meus músculos nem se quer se mexiam. Para ficar o mais longe possível daquele cara. Por que eu me senti assim? E da onde eu parecia conhecer ele? Minha cabeça não parava de se encher com esses pensamentos.

Quando finalmente senti meus pés no chão, abri meus olhos lentamente. Estava no telhado. Os ninjas-robôs apareceram logo atrás de nós, e todos se prepararam para lutar.

- Fica pra trás, garota - Falou o Azul.

O quê? Eu não sabia quem eram aquelas tartarugas, então simplesmente resolvi chama-los pelas cores nas bandanas. Não me julguem!

- Nós damos um jeito neles - Falou o Vermelho, com um sorriso sarcástico no rosto.

Antes que eu pudesse dizer uma palavra sequer, eles já estavam indo em direção dos ninjas-robôs. Quem eles pensam que são para pensarem que podiam dizer o que eu tinha que fazer? Nem minha irmã mais velha, que era a responsável por mim e tinha esse “direito”, eu dava atenção. Realmente, por qual motivo eu ainda estava aqui mesmo?

Minha lista de perguntas foi cortada quando um dos ninjas-robôs segurou meu braço e começou a me puxar de volta para dentro daquele lugar que eu acabara de sair. Comecei a me debater, mesmo sentindo meus joelhos darem algumas falhas pelo medo apenas com a hipótese de me encontrar com aquele cara novamente, mas ele me apertava cada vez mais. Estava começando a me machucar, e não duvidava nada que aquilo deixaria uma marca mais tarde. Isso que dava ter a pele mais clara que um fantasma!

Uma onda de adrenalina subiu pelo meu corpo. Meu coração começou a bater mais forte e rapidamente. Não sei como fiz isso, mas acabei ganhando coragem e força para soltar meu braço da mão do robô e comecei a dar vários golpes nele com as pernas, e minhas mãos se moviam como se estivesse “arranhando” o ninja-robô, como se fosse um reflexo meu fazer aquilo. Foi como um estalo na minha cabeça. Num segundo, meu braço estava começando a ficar dolorido por causa do aperto do robô, e no outro ele estava completamente destruído, aos meus pés, soltando fumaça dos seus sistemas e ostentado alguns cortes na lataria onde eu havia o atacado com minhas mãos. Tenho que admitir. Aquilo foi muito divertido. Até mais do que sair para uma festa ou ir ao cinema. Foi quando percebi que o Azul olhava para mim e sorria um pouco. Ou ele estava surpreso por eu ter feito aquilo, ou estava tirando uma da minha cara. E, pode apostar, se fosse essa segunda opção, aquele robô não seria o único a ficar daquele jeito!

Deixando isso de lado, agora era oficial: Não sabia como eu sabia lutar se nunca tinha nem levantado um dedo nem para minhas irmãs, mas não iria deixar toda a diversão para as tartarugas, April e Casey. Tirei minha sandália, que já começava a pensar que aquele salto era de titânio por não quebrar enquanto chutava o robô, e entrei na luta, ouvindo um murmúrio do pessoal como “O que ela está fazendo?” ou “Ela está tentando se matar?”.

Não sei quanto tempo demorou, mas logo a luta acabou, e todos se aproximaram de mim.

- Onde aprendeu a lutar, garota? - Perguntou o Laranja.

Ouvi mais um barulho de metal se aproximando de nós rapidamente. Mais ninjas-robôs estavam vindo.

- Agora não dá pra falar. Tem mais vindo. Temos que sair daqui - Falei, tentando manter meu desespero longe da voz, coisa que eu não consegui.

Eles me olharam surpresos. Mas logo trocaram o olhar quando mais ninjas-robôs apareceram.

- Mike! Bombas ninja! - Falou o Azul.

- Cawabanga! - Gritou o Laranja, pelo jeito o tal do Mike, e jogou um tipo de bomba, que saiu uma fumaça, o que me fez lembrar aqueles filmes ninja que assistia quando criança. Num segundo, os ninjas estavam aqui, e, numa cena seguinte, estavam em um lugar longe.

Senti alguém tocar minha mão, e fechei meus olhos, por puro reflexo. Assim que senti me soltarem, abri meus olhos, e percebi que já estava em outro lugar. Para tartarugas, eles são bem rápidos.

- Certo. Já estamos longe o suficiente - Falou o Azul.

- Agora fala logo, garota. Quem é você, da onde saiu, e onde aprendeu a lutar - Falou o Vermelho, com a cara fechada.

Suspirei, e tentei parecer calma. Não gostei nada desse idiota.

- Meu nome é Lilly Nakayama, mas acho que isso já falaram. Ou não estava prestando atenção? - Comecei, não resistindo em soltar essa provocação, o que fez o Vermelho resmungar. Tive que me segurar para não rir com aquilo - Não sei quem são vocês, com exceção ao Jones e a O’Neil, e também não sei como acabei os encontrando. Apenas sei que estava saindo de uma boate, indo em direção a minha casa, ouvi um barulho, e minha curiosidade acabou me levando até aquele lugar - A esta altura, já estava andando de um lado para o outro, mania que eu tinha quando pensava e ficava um pouco preocupada - Não sei onde aprendi a lutar, e nem sei como fiz tudo aquilo - Pensei no estrago que fiz naquele ninja-robô - Apenas senti que era como um... reflexo. Pode até parecer loucura eu falando - Parei de andar, e me virei para eles -, mas apenas estou falando o que sei!

- Ei, ei, calma, Lilly. Já deu pra entender - Falou Mike.

- Mas, de qualquer forma, você agora sabe de mais - Falou o Vermelho, com um olhar desconfiado.

- Lilly, você pode prometer que não dirá para ninguém do que viu? - Falou o Azul.

Suspirei.

- E pra quem eu iria dizer? - Falei, revirando o olhar, mas logo olhei para eles novamente - E mesmo que eu falasse para alguém, quem iria acreditar em tudo isso que aconteceu? Ah, e o que me faz lembrar. Quem são vocês? - Perguntei, com a voz calma. Não poderia ficar os chamando pela cor da bandana para sempre, não é?

Eles se apresentaram. O da bandana azul se chamava Leonardo, o da bandana vermelha era o Raphael, o da bandana roxa era o Donatello, e o nome mesmo do Mike era Michelângelo. Que fofo! Todos tem nomes dos mestres da Renascença!

- Prazer todos - Bocejei - Mas agora tenho que ir pra casa. Tenho a impressão que minha irmã vai comer meu fígado por não estar em casa ainda. Nos vemos algum dia. Tchau! - Falei, já correndo em direção de casa, apenas acenando para eles.

Por mais que nos conhecemos de uma maneira um pouco... “estranha”, o pessoal parecia ser bem legal. Eu me sentia a vontade com eles, como se nos conhecêssemos há muito tempo, mas não tinha a mesma sensação de que seus rostos eram familiares, assim como o daquele cara da máscara. Ainda não podia dizer que éramos amigos, afinal nem os conhecia direito, mas espero que, algum dia, sejamos.


Notas Finais


Então foi isso, pessoal! Espero de coração que tenham gostado! Até a próxima!!


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