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História Histórias Assombradas Vol.1 - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, peregrino! Meu nome é Onna e vou contar uma história para você.

Jogadores.

Capítulo 10 - Jogadores


Milo era um adolescente que morava no interior de São Paulo e gostava de ir à casa dos tios, localizada na rua acima da de onde ele morava com seus pais. Quase em frente à sua casa, existia um campo de futebol no qual o time do bairro treinava e jogava a linha interbairros.

Uma noite, aproximadamente uma hora da manhã, Milo saiu apressado da casa dos tios, pois seus pais já o tinham telefonado, preocupados devido ao horário. Apertando o passo, o rapaz adentrou a rua de sua casa quando viu, ao longe, sete pessoas correndo lado a lado no campo de futebol, como se treinassem para um jogo.

“Como o time do bairro é dedicado.”

Ele pensou.

“Treinando assim a essa hora da noite.”

E, curioso, chegou mais perto para observá-los antes de retomar o rumo de casa. Mas, ao se aproximar mais, no alambrado, Milo não acreditou no que viu. Suas pernas se paralisaram e seu coração acelerou.

Os sete jogadores flutuavam pelo campo. Correndo de um lado para o outro, como se acreditassem que ainda estavam vivos e treinando para um jogo de quarta-feira ou domingo, sem dirigirem nem uma palavra sequer ao garoto incrédulo e ainda estático de medo. Ele quase não percebeu, mas ficou cerca de meia hora ali, encarando aquela cena, até ser encontrado pelo seu pai, que havia saído para procura-lo. Era quase uma e meia da manhã quando o homem achou seu filho ali, pálido como uma vela.

Anos depois, beirando a maioridade, Milo descobriu que tem mediunidade aflorada e está mais acostumado a ver esse tipo de coisa, porém sua primeira experiência com o outro mundo é algo que o agora jovem adulto jamais esquecerá, independentemente de quantos creem no que ele conta.


Notas Finais


Você gosta ou já gostou tanto, mais tanto, de uma coisa ou um hábito que você voltaria do pós-vida só para não deixar de fazê-lo? Não sei se foi o caso dos jogadores, mas todos com certeza tinham coisas pendentes relacionadas a esse esporte.
Parece até coisa de desenhos infantis com crianças intrometidas e um cachorro. Pena que Milo não estava acostumado a lidar com pessoas vestidas de fantasias monstruosas, ainda que não fosse o caso.
Muito obrigada pela visita, querido peregrino. Até a próxima.


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