História Histórias Cruzadas - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation, Red Velvet
Personagens Irene, Jessica, Joy, Seulgi, Taeyeon, Tiffany, Wendy, Yeri, Yuri
Tags Joyri, Seulrene, Taeny, Yulsic
Visualizações 309
Palavras 7.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como eu vacilei semana passada e não postei nada...
Nada mais justa que postar dois nessa *-*
espero estar perdoada :D

APROVEITEM *-*

Capítulo 13 - Alguém Que Pensei Conhecer


Fanfic / Fanfiction Histórias Cruzadas - Capítulo 13 - Alguém Que Pensei Conhecer

CALIFÓRNIA 6 DE OUTUBRO 8:40

TAEYEON

-Seulgi mandou mensagem dizendo que precisa de você urgente, ela deve ter ficado chateado por a gente ter saído correndo dela ontem – Tiffany estava no banheiro terminando de se arrumar para ir até a Red Velvet – Eu falei pra ela vir aqui já que hoje vai ficar em casa.

- Sim pois, Bear é muito sentimental igual certas pessoas aqui – A personalidade de Seulgi tinha influência das quatro pessoas que mais conviveram com ela, e de Tiffany ela pegou o emocional, é agarrada em todo mundo. Coisa mais fofa – Eu to com saudades, o trabalho esses dias tem sido um pouco cansativo, mas está ficando tão lindo Fany-ah, estou orgulhosa dos meus meninos.

Realmente me encontrei na minha profissão, tudo que eu mais gostava era de compor e trabalhar com o pessoal da minha orquestra. Se não houvesse Tiffany, eu poderia dizer que meu trabalho é minha vida, eles me ensinaram muito. Quando saí da Coréia eu era boa, mas ainda era muito crua, com o treinamento certo eu conseguir minha acensão mais rápido do que esperava. Geralmente o sucesso para pessoas que seguem essa profissão nunca vem antes dos quarenta, mas nossa família só tinha prodígios. Yuri levando a taça antes dos trinta e Jess e Fany crescendo com a marca na mesma faixa. Isso só deixa nossa pequena Seulgi sob pressão, ela acha que tem que nos provar algo. Mas a verdade é que a gente só quer que ela seja feliz.

- Boo, não vai acreditar na figura que apareceu na empresa ontem, uma menina de quinze anos que é mais madura que eu e você juntas, ela está cuidado de parte da parceria que queremos com o senhor Chou. Uma criança, Boo. Eu só queria pagar um sorvete pra ela enquanto ela ficava falando de números – Fany riu da história que contava e eu também, pois sei que Tiffany ainda é muito criança apesar da idade.

- Então ela cuidou de você até sua mamãe Jessica chegar e as duas terem uma conversa de adultos?

A levei até seu carro e deixei um beijo em seus lábios, assim que ela saiu ia chegando um carro que identifiquei sendo o de Seulgi Bear. Ela estava radiante com um sorriso que parecia ter engolido um cabide, me abraçou e foi entrando.

- Tia, preciso que me ajude com isso – Me entregou o papel e ali tinha uma, composição talvez?

- Não sabia que você compunha – Lendo percebi o quando era bonito e delicada as palavras usadas, realmente uma ótima composição.

- Foi Irene, quero uma melodia pra encaixar. E vou pedir pra que ela escreva mais.

- Irene? – Joohyun compôs aquilo, não acreditando no que ouvi, voltei a ler aquelas palavras. Quando ela era bem pequenininha eu compunha melodias no piano pra ela, mas era ela quem colocava as palavras, assim se passava horas até que ela ficasse cansada demais pra continuar. O piano e Joohyun era o que me libertava um pouco daquela cadeia – Foi pra você? – Se aquelas palavras são direcionadas a Bear, então minha filha está mesmo apaixonada por esse serzinho na minha frente.

- Sim, foi tão aleatório. Alguns dias ela se afastou um pouco devido ao trabalho e a faculdade, mas eu não queria que ela se esquecesse que eu gosto dela – Seulgi sorriu, lembrando, provavelmente – Então diariamente eu pego alguma citação ou poema e literalmente arremesso na mesa dela. Ontem eu não fiz isso, porque ela estava muito concentrada e não me lançou nem um olhar, eu fiquei um pouco triste - o que eu disse sobre ela ser sentimental igual a tia? - mas na hora de ir embora ela me entregou isso e me levou pra sair. Eu não esperava, porque veja bem, Irene não é o tipo de pessoa que se declara assim, na maioria do tempo ela é fechadinha e apenas fica atrás de mim pra não ter que falar. Então quando ela faz algo desse tipo, ela simplesmente derrete meu coração.

Ouvir sobre Joohyun é um misto de alegria e tristeza. Alegria porque parece que estou a conhecendo aos poucos e formando sua personalidade na minha cabeça, mas é triste porque eu queria ter essa percepção sem ninguém me contar. Quero compor com ela novamente, e abraçar ela depois de algo assim acontecer e deixar que ela me conte como foi seu encontro.

Mas no momento ando um pouco ocupada tentando descobri mais sobre seu pai e ver se acho o possível noivo, quero monitorar a vida deles, para que nenhum a machuque, eu não vou permitir mais isso. Ainda não posso ir de encontro a ela, pois isso atrapalharia seu relacionamento com Seulgi, ela possivelmente iria embora e voltaria pra aquele homem.

Se Jisung pensa que pode vender minha filha, ela está muito enganado, está mais que na hora de ele tombar, ele já fez isso com tanta gente. Como eu fui idiota de pensar que ele cuidaria da minha menina, Jisung nunca foi mais que um egoísta capitalista que coloca seus negócios na frente de tudo, mas não Joohyun. Com ela ele não via mais mexer.

- Ela gosta mesmo de você, não a deixe escapar e cuide dela, okay? – Me dirigi até o piano com Seulgi do meu lado. Me sentei e fiz u gesto para que ela se sentasse do meu lado.

- Eu também gosto mesmo dela, ela despertou em mim um senso de proteção que eu não conhecia antes e me mostrou o amor sob uma nova perspectiva, talvez ela minha Jessica ou Tiffany – Sorriu e eu à acompanhei – Eu não vou deixar que ninguém machuque ela – Seulgi disse isso como se soubesse de alguma coisa, pois seus olhos ficaram negros por alguns instantes pode-se até dizer que havia raiva ali.

- É bom ouvir isso – Foi tudo que eu disse, seu olhar me deixou nervosa – Então vamos começar.

 

SEULGI

Passamos um bom tempo tentando formar algo, mas eu sentia que nada ficava bom foi então que foi quando tia Tae decidiu deixar o piano e pegar um violão. Então passamos mais tempo tentando encaixar as palavras e Tae conseguiu.

Ficou perfeito, pedi pra ela me ensinar, iria treinar o dia todo se preciso para depois finalmente mostrar à Irene.

- Ficou perfeita tia Tae, obrigada – Lhe dei uma braço e chequei as horas e de fato estava bem tarde, precisava ir logo pra casa pra depois ir para empresa.

Nos despedimos e fiz meu caminho de volta pra casa, não conseguindo tirar a música da cabeça, um sorriso me acompanhou todo o trajeto. Chegando em casa estacionei meu carro na garagem e como sempre joguei a chave na mesinha ali do lado, tirei meu casaco e o abandonei em alguma poltrona. Não sou o ser humano mais organizado do mundo, muito menos minhas mães, se não houve Maria, provavelmente essa casa seria um caos. Estranhei o fato das duas ainda estarem aqui, geralmente mãe Kwon vai até a sede do time organizar os papéis, para a tarde treinar com os rapazes. Mas sei também que elas tem horários flexíveis, na verdade fazem o que querem da vida e eu acho isso muito engraçado. Nada é normal nesse lugar.

- As madames estão aqui folga ao invés de ir trabalhar pra alimentar essa filha linda de vocês, posso saber por que?

- Porque um certo ursinho nos deixou na mão no jantar de ontem, era um assunto sério e foi lá se engraçar a Joohyun – Senti uma pontada de ciúme no tom de voz usado por mamãe. Jessica Jung é a pessoa mais possessiva desse mundo.

- Quanto drama, apenas há duas rainhas da minha vida que amarei eternamente e pra sempre. Quem vier depois terá que se contentar com o segundo lugar – Abracei ambas depositando um beijo em cada uma – Mas o assunto é tão sério a ponto das duas tirarem a manhã de folga? Desculpem eu não sabia.

- Na verdade fizemos isso por preguiça mesmo, mas aproveitamos também pra lhe contar as novidades – Me sentei à mesa em um lugar vago de frente para as duas – Primeiro não surte, não era nem minha intenção ser como foi.

- Bom, agora eu estou começando a ficar nervosa – Minhas mães raramente tinham esse tipo de conversa comigo, parecia sério demais.

- Bom, lembra da mina a qual Jessica falou? – Concordei com a cabeça – Fomos até lá ontem, e bom, vou ser direta... ela vem morar com a gente.

Eu sei que sou um pouco mimada, mas porque fazer uma tempestade por conta disso? Eu já tenho 21 anos, e vieram me dar a notícia como se eu fosse uma adolescente que fosse surtar.

- Tudo bem, mas, os pais não foram contra? – Quem deixa o filho ir embora assim?

- Ela mora com os tios, e esses não fizeram a mínima questão da garota, aliás, ganharam até uma casa. Vivem em situações não tão privilegiadas então sua mãe vai dar um apartamento pra eles. Eles também não gostam muito da menina, pelo menos foi o que pareceu.

- Que horrível, melhor pra ela, que vai ter a sorte de ter vocês duas, e euzinha – Sorri – Mãe me empresta seu violão, preciso mostra algo a vocês.

A verdade é que eu estou tão empolgada com a música que se pudesse pararia as pessoas na ruas para que elas me escutassem. Yuri omma voltou com o violão e ambas estavam bem curiosas, pois, não é do meu feitio sair tocando pela casa, primeiramente porque eu nem sei, e segundo porque eu nem sei.

- Irene fez a letra pra mim e eu vou dar a música completa pra ela – Sorri e comecei a tocar, ainda não estava cem porcento, pois veja bem, EU NÃO SEI TOCAR, mas isso não tirou em nada a atenção das mães babonas que ficaram olhando boquiabertas. Quando parei de tocar a música as duas aplaudiram e gritando como se estivessem em um show.

- Yuri, você tem cinco segundos pra me dar uma explicação do motivo de nunca ter feito uma música pra mim – Mamãe lançou um olhar feroz e apenas fiquei rindo, nem é bom envolver nessas horas.

- Estava sempre ocupada tirando os pretendentes de cima de você. Era um absurdo o que acontecia naquela faculdade, saía homem até do bueira pra dar em cima de você e no final das contas nem disso você gosta. Você também nunca me escreveu uma música.

- Pois é, nunca entendi o por quê de você ficar tão brava mesmo sabendo que eu não daria moral pra nenhum. Quando eu dava mole, era pra te fazer ciúmes sua boba. E eu não sei escrever nem lista de supermercado, você sempre foi a romântico incurável, eu sou a parte fria da relação, meu eu te amo é dito através de um belo EU ODEIO VOCÊ gritado aos quatro cantos - Elas riram como se estivessem tendo memórias, meu sonho era ver aquelas duas namorando, devia ser um caos.

 

CALIFÓRNIA 05 DE AGOSTO DE 1998

Há alguns dias que Yuri tem me perseguido pelo campus, não sei mais o que fazer, a doida está sempre por todo lugar. Quando ela vai entender que eu não estou tentando ser difícil? Apenas não estou interessada em participar da longa lista de pessoas que simplesmente se entrega pra ela.

Eu sequer tinha beijado uma menina antes, pelo menos não sem ser de brincadeira, e aquele beijo não foi nenhum pouco de brincadeira, poderia até ser classificado como assédio. Bom poderia, se eu não tivesse gostado. Enfim não importa, o importante é tirar essa player do seu pé.

Pensar na garota é o suficiente pra ela aparecer, ali estava na minha frente com aquele mesmo sorriso sacana. Seu modo simples de se vestir prendia a atenção de todos, ela não precisa de finos panos, precisa apenas desses shorts jeans uma camiseta e um all star. Ela anda pra todo lado como se tivesse indo na esquina comprar pão, e o pior é que ela fica tão bem assim, tudo bem Jung vamos parar de pensar nessa coisa, temos mais o que fazer, como por exemplo descobrir onde Tiffany passou essa noite.

- Oi princess – Claro que ela não me deixaria passar despercebido, como sou idiota de pensar por um segundo que meu dia poderia ser tranquilo – Eu levo pra você – Sem que eu pudesse impedir, ela pegou minha mochila e passou a caminhar do meu lado. Parei na sua frente antes que ela desse sequencia a essa atuação sem sentido.

- Primeiro, não me chame assim. Segundo, não toque no que é meu. Terceiro, me esquece, não aguento ver você se humilhar atrás de mim por todo campus, é constrangedor até pra você – Coloquei minha mochila sobre o ombro e dei largas passadas, pelo menos dessa vez ela não me seguiu.

Infelizmente ela já tinha manchado meu dia, não houve uma aula sequer que eu não pensei nela e na forma audaciosa como ela se intromete em tudo. Ela está acostumada como todos aos seus pés, mas eu não. NÃO VOU DAR ESSE GOSTINHO A ELA.

Na saída da aula andei pelos corredores quando finalmente achei Tiffany meu coração desacelerou um pouco, ela é muito idiota pra ficar sozinha, me deixa preocupada sempre que sai sem me falar.

- Stephanie Hwang, não estou exagerando nem um pouco em falar que minha vontade nesse momento é de arrancar sua cabeça. Você é uma puta que me deixa preocupada com você todo momento. Não custava nada deixar um email, ou um bilhete no quarto. Mas não, você prefere que eu fique de cabelos em pé esperando por sua alteza dar o ar graça.

- Jess não precisa gritar, que vergonha. Eu só conheci umas meninas que vão poder me ajudar com o lance de ser modelo.

Tiffany tinha uma queda por modelar já eu detestava isso, a maioria das pessoas que estão envolvidas nisso são falsas e estão a todo momento tentando passar por cima umas das outras. Mas se é a vontade dela, apenas aceito.

- Isso não resolvi em nada a questão de não ter dado notícias, você é idiota Hwang? Ficar por ai sozinha a noite? É perigoso – Antes que mais alguma palavra fosse dita, Yuri mais uma vez está ali parada na minha frente com seu sorriso bobo e beleza fora do normal – Era só que me faltava, DEUS TEM COMO ESSE DIA PIORAR? DÁ UMA FOLGA SÉRIO, DUAS IDIOTAS É DEMAIS PRA MIM. VEM HWANG, AINDA ESTOU PENSANDO NO SEU CASTIGO.

- Castigo? Você não é minha mãe Jessica, e outra, eu já pedi desculpas, sério eu perdi a noção do tempo, mas não foi minha intenção te preocupar. Será que você pode perdoar sua melhor amiga do mundo inteiro? – Infelizmente ela foi baixa o suficiente pra lançar um eye-smile, e ninguém sobrevive a ele, não restou o que fazer a não ser rir.

- Tudo bem, mas você – Apontei pra Yuri que ria da cena – Sério, some.

Nós três estávamos ali no meio de um corredor qualquer produzindo esse pequeno teatro,quando algum avulso apareceu e simplesmente me deu uma flor, as vezes isso acontecia, geralmente eu só jogava as coisas no lixo mais próximo, não é da minha personalidade ser gentil. Mas eu poderia aproveitar aquela situação pra fazer Yuri se tocar que não quero ela, então eu o beijei ali do nada. Talvez a maior parte de mim tentasse me convencer que fosse pra ela de afastar, mas um pequena parte torcia pra ver sua reação, ver o quanto ela estava disposta a correr atrás.

Ela logo se intrometeu, Yuri empurrou o garoto e ele voou uns bons metros, e quando ela tentou ir pra cima dele eu tive que entrar no meio. Coitado ele nem tinha nada haver, apenas levantou e saiu meio atordoado. Tinha muita raiva no olhar dela e minha vontade de rir foi enorme, era legal despertar esses lados de Yuri.

- Tá ficando loca Kwon? Agressão, sério? – A encarei me divertindo muito com a situação, mas por fora mostrava uma face incrédula.

- Você brinca com fogo Jung – Voltou a me olhar do mesmo jeito sacana de antes – Sorte sua que eu não me queimo – Me roubou um selinho rápido, jogou sua mochila nas costas e antes de sair do lugar ela olhou pra mim daquele jeito irritante e com um meio sorriso nos lábios.

- Você sabe que ainda vai casar comigo não sabe? – Mandou um beijo e saiu desfilando prendendo os olhares alheios.

- Vai sonhando – Tiffany ria alto do lado, contemplando tudo de camarote – E você, cala essa boca.

Alguns meses depois...

- Você é idiota Kwon

- Porque tá comigo então?

- Aparentemente eu sou mais. Você fica lá naquele campo se matando por uma bola, eu não entendo, e nem sei porque vou nesses jogos. Sabe que do meu lado minha uma monte de menininha fazendo torcida organizada pra você? ridículo – Mais ridículo ainda era eu ir a esses jogos, eu nem ao menos gosto de esportes, tenho preguiça de pensar em fazê-los. Mas meu coração era teimoso demais e ficava insistindo pra estar perto dessa idiota sempre.

- Isso é ciúmes? FLAGRA, JESSICA JUNG ESTÁ COM CIÚMES DA SUA FICANTE GOSTOSA KWON YURI – Ela se divertia muito as minhas custas, e me sobrava sempre dá uns bons tapas – AI,  VAI FICAR MARCADO, MAS VALEU A PENA... AI.

- Ciúmes de você? Entenda uma coisa Kwon, a fila de Jessica Jung é enorme e pra te trocar basta eu estalar os dedos, então diminua essa empolgação toda. Outra coisa, eu não exitaria em tirar a vida de nenhuma daquelas nanicas que ficar babando em você por ai. Espero que saiba disso – Fomos em direção ao campo, teria mais um jogo e mais uma fez eu ficaria ali ouvindo o gritos dessas ousadas enquanto eu ficava torcendo pra ninguém machucar a idiota que vestia a camisa 10.

Jogo estava correndo e por mais que eu não entendesse muito o que estava acontecendo, via pela expressão dos demais, que não estava sendo fácil porque seus rostos estavam tensos. Olhei o cronômetro e faltava menos de um minuto pra acabar. Foi então que a bola chegou aos pés de Kwon, e por um milésimo de segundo vi ela me achar na arquibancada e soltar um sorriso. Mas diferente das outras vezes, ela não foi correndo em direção ao gol, ela ficou brincando e driblando as pessoas em volta e quando eu pensei que não daria tempo pra mais nenhum lance ela simplesmente chutou, a filha da puta não tomou distância ela só chutou e foi gol. Como ela consegue?

Ela apenas acenou pro seu time que comemorava a vitória mas veio em direção a mim, o tempo estava bem chuvoso, e eu insistia em ficar ali olhando as meninas se jogando na frente daquela morena de corpo escultural, mas ela não dava o mínimo de atenção pra ninguém, apenas continuava vindo até que parou na minha frente.

- Você é a pessoa mais fria e calculista que eu já conheci na minha vida, possivelmente a mais metida, você se acha inatingível, e todos aqueles caras atrás de você só faz seu ego levantar cada vez mais, você é terrivelmente parecida comigo – Ela sorriu e eu estava sem palavras apenas ficava encarando com a boca aberta – Nossa diferença Jung é que eu não tenho medo de correr atrás de você, porque eu já entendi desde nos beijamos pela primeira vez, que nos pertencemos. Vocês é cabeça dura demais pra ver isso. Eu sou grossa, metida, gostosa pra caralho, egoísta, porém meu coração é seu. E eu não tenho medo ou vergonha de dizer isso, porque sei que o seu é meu também – Ela tirou um colar que usava – Por isso que eu nunca desisti de correr atrás de você, até você aceitar ficar comigo casualmente. Mas é óbvio que isso não seria o suficiente, nunca vai ser o suficiente ter mais de você. Não tem mais graça beijar outra boca, me embebedar em um lugar qualquer sem você. Eu quero você do meu lado nessas vitórias, quero ter seu corpo, quero fazer parte dos seus melhores pensamentos. ENTÃO ESPERO QUE TODOS NESSE CAMPO SAIBAM QUE KWON YURI APOSENTOU AS APOSTAS, PORQUE ELA SE ENCONTRA PERDIDAMENTE APAIXONADA PELA PRINCESINHA DE GELO AQUI, JESSICA JUNG ACEITA NAMORAR COMIGO?

Ela estava ali na minha frente esperando uma resposta minha, mas eu era incapaz de dizer alguma coisa. Não sabia que seus sentimentos eram fortes a esse ponto. Nunca pensei que passaria de diversão, mas ela estava ali na frente de todo mundo dizendo coisas que eu nunca imaginei ouvir de ninguém. Não sou a pessoas mais crente no amor do mundo. Nunca tive medo de me arriscar, mas confesso que me entregar pra Yuri e amedrontava um pouco. Sabia que tinha sentimentos por ela e tinha medo de me machucar.

- Então...

Desde a infância minha vida fora planejada – claro que meu pai não contava com minha personalidade um tanto quanto excêntrica – Mas na teoria eu deveria ao lado de minha irmã dar continuidade ao trabalho dele. Deveria me casar com um homem – provavelmente algum bom herdeiro que fosse de família parceira ao meu pai – mesmo que desde o início eu e minha irmã negasse esses padrões ao qual tentaram nos moldar, eu sempre tive medo de não conseguir sair de fato de ciclo mesquinho. Veja bem, todo adolescente tem o sonho de mudar o mundo, todos já pensaram em se rebelar contra tudo e todos, por isso são chamados de rebeldes pelas pessoas mais velhas.

É lindo ver as diferenças de cada uma e é lindo ver a força e a vontade que o jovem carrega dentro de si, a vontade de querer ver um mundo diferente daquele em que estamos inseridos, vemos nas nossas mãos as armas necessárias para que tudo seja diferente. Infelizmente esse desejo, essa chama, essa vontade, vai se perdendo a medida que vamos aceitando as imposições ao nosso redor, vamos nos moldando cada fez mais a nossa realidade. E um dia qualquer nos olhamos no espelho e vemos que não nos tornamos nada além dos nossos pais – aqueles mesmo pais que nos irritavam ha um tempo por serem tudo o que desprezávamos – não me entenda mal, eu amo meus pais, mas eu amo mais minha liberdade.

Essa ansiedade, esse medo de me tornar um deles influência em todas minhas decisões, eu tentava ser o mais espontânea possível, tenho medo da infelicidade me atingir, tenho medo de parar de sonhar, de parar de tentar, de me moldar a sombra de meu pai. Me orgulha o império que ele ao lado do meu avô construíram, mas me enoja isso ser feito a custas de suas personalidades. Não vende sonhos, se vive eles.

Mas em minha frente estava minha liberdade, Kwon Yuri era minha passagem direta ao meu novo mundo. Ela com seu jeito, malicioso, despreocupado, andando pelos corredores sem se importar com os elogios e muito menos com as críticas. Ela sabe bem viver sem regras, sem medo de pleno um jogo de futebol ir até o meio da arquibancada e gritar para todos que estava apaixonada por outra garota em uma das faculdades mais tradicionais da Califórnia. Ela que nem totalmente americana era, não se importava com os comentários como “olhos rasgados” ou “abre o olho”, saiu do bullyng diário para o posto de popular que organizava as melhores festas de todos campus. Ela que eu ainda não a conhecia tão bem, pois, a maioria estávamos pelos cantos nos beijando ou brigando,  ela representa o conforto, a proteção, ao mesmo tempo que esbanjava perigo e aventura. Eu tentei resistir a Kwon Yuri, Deus sabe como eu tentei.

- Você é muito, muito idiota, Kwon – Seu olhar vacilava, e no momento que ela abaixou o colar e tentou desviar o olhar, eu a agarrei o e a beijei de forma ansiosa, deixei que meus sentimentos falassem por mim pela primeira vez – EU TE ODEIO.

 

IRENE

Acordei desejando que o final da noite de ontem tivesse sido apenas um sonho, mas pelos barulhos vindos da cozinha, fatalmente aquilo tinha sido realidade, uma realidade bem bonita e educada por sinal. Seria mais fácil desprezar alguém que me tratasse mal, mas ele fora tão educado que seria complicado tentar ignorar sua presença.

Me levantei e após ir ao banheiro desci preguiçosamente até a cozinha, onde uma linda mesa de café da manhã me aguardava, até uma rosa tinha sobre meu prato. Ele estava sentado de frente pra mim, me esperando com um sorriso amigável e encantador,  parecia até uma cena de filme. Seria perfeito me ver casando com alguém tão bonito, bom seria... Se eu não estivesse apaixonada por outra pessoa.

Não importa quantas rosas, quantos sorrisos, ou galanteios, uma vez que seu coração é de outra pessoa, uma vez que seus pensamentos estão voltados sempre a ela. É impossível prestar atenção na mais bela das declarações, e também não sei até que ponto isso é real. Tudo pode ser apenas uma jogada, para que junto do meu pai elas possam me manipular para que eu haja da maneira que bem entendem. Meu pai usando seu típico autoritarismo, e Sehun usando o cavalheirismo.

- Bom dia Irene, espero que a noite tenha sido ótima – Estendeu a xícara para mim que aceitei de bom grado – Eu apenas vim duas vezes  nos Estados Unidos, estava pensando se você pode me levar pra conhecer o lugar. Se não for incomodar, claro.

- Ah claro que não, hoje a noite eu te levo pra conhecer mais de São Francisco, não que seja uma cidade agitada como Los Angeles, mas tem seu encantos – Sorri pegando uma uva – Onde você conseguiu tanta comida?

- Tem várias mercearias nessa rua, sabia? Se bem que você não tem cara de que levanta cedo pra comprar comida, eu arranjei esse habito com minha mãe.  Também foi um jeito de colocar um tratado de paz entre nós, veja bem, sei como é confuso isso de casamento arranjado, mas quero mostrar que posso ser um bom marido. Não posso negar que comecei pelos negócios – ele repouso sua mão sobre a minha – Mas quando vi sua foto... Irene, não paro de pensar em você um minuto desde que vi sua foto. Não pudi ao menos esperar até o fim do seu estágio, ansiava te conhecer, saber de sua personalidade. E estando aqui e te vendo pessoalmente,  só faz aumentar esse sentimento que tem crescido.

Cada palavra proferida só me deixava cada fez mais em uma corda bamba. Poderíamos voltar ao momento que ninguém ao menos ligava pra mim? Agora tempo esse aparente homem perfeito na minha frente, bonito, rico, gentil, educado e apaixonado. Do outro tempo Seulgi, que é tudo isso também, com a diferença de que tem meu coração.  Como posso me meter em tantos problemas? Meu objetivo era passar despercebida, mas agora é como se cada ser humano e notasse, só não quero que eles se machuquem por minha causa.

- É um pouco demais pra processar, eu nem sabia que seria você até algum tempo. Peço apenas um espaço pra eu possa pensar – Ele pareceu um tanto decepcionado, mas rapidamente voltou com seu sorriso.

- Tudo bem Joohyun, temos tempo. Hoje a noite quero que me leve pra comer um hambúrguer bem americanizado – Sorriu e voltou a dar atenção ao seu café. Ele nunca deixava o assunto morrer e me peguntava sobre várias coisas, parecia bem interessado em me conhecer. Mas eu só pensava que horas eu poderia ir pra empresa e respirar um pouco.

 

SEULGI

A tarde na empresa havia começado normal, a não ser pelo fato de Irene estar atrasada e isso nunca acontece, ela tem essa mania de perfeição irritante. Tudo tem que ser extremamente dentro dos seus conformes, mas infelizmente eu amava até seus exageros. Minha necessidade se tornava cada dia mais insuportável, a ponto de me pegar aqui parada sem poder fazer um movimento na esperança de que aquela porta se abra revelando a perfeição em forma de anjo.

 - Bom dia – E assim ela entra na sala, fazendo meu coração palpitar, rapidamente me levantei e fui em direção a mesma deixando um beijo cheio de saudade a noite e manhã que ficamos afastadas. 

Mesmo correspondendo o beijo após um tempo ela apenas sorriu e se afastou, claro que eu já estava me acostumando com essa bipolaridade loca, mas tinha esperança de ainda ter sobrado algum resquício da noite de ontem, e que ela estivesse mais carinhosa. As vezes penso que eu sou melosa demais, mas não deixei de ficar um pouco decepcionada.

- Tudo bem? – Minha preocupação com ela é maior que qualquer frustração, então é um hábito meu sempre priorizar Irene.

- Ah sim, é só que a faculdade não pega leve nenhum pouco – Ela sorriu de forma fadigada e eu sorri largamente em resposta passando a mão por seus cabelos e descendo as mesmas até seus ombros deixando uma massagem ali.

- Tudo bem Beachu, hoje a noite vamos no divertir na academia de dança, vai ser relaxante – Fiz questão de dizer tudo isso bem próxima ao seu ouvido, e sorri de vê-la arrepiada. Não é como se eu tivesse dito algo obsceno, mas era bom saber que seu corpo reagi assim à minha proximidade.

- Sobre a noite, infelizmente eu não vou poder ir, enho um trabalho pra fazer e é pra amanhã, desculpe Seul, mas podemos deixar pra outro dia? – Respirei pesado em frustração, mas não era culpa dela então não haveria nada que eu pudesse fazer, apenas concordei beijei sua cabeça e voltei para minha mesa. Afinal, uma hora ou outra teria que começar meus serviços aqui, ser demitida pela própria mãe deve ser horrível.

O dia foi longo e arrastado,  tentei mimar Irene levando café em sua mesa, até tentei roubar sua atenção quase me deitando na mesa. Eu era de fato irritante e sem senso nenhum do ridículo, mas prefiro parecer ridícula do que ficar me remoendo sozinha sem atenção de que eu quero. Nada disso pareceu animar Irene, apesar de ela me lançar sorrisos, uma hora até se sentou no meu colo, o que eu achei muito estranho porque sempre quem quebra as barreiras de contato sou eu, ela ficou descansando ali por um tempo.

Quando notamos já ela a hora de ir embora, ela se levantou me abraçou e inesperadamente me beijou de forma um tanto desesperada que prontamente correspondi, ela de certa forma ansiava ter o domínio dos movimentos, o que deixei de forma quase imediata, ela ditou as regras e apenas me entreguei. Valeu a penas passar um dia com um Irene fechada pra no final ter essa recompensa. De forma ousada minhas mãos apertaram sua cintura e pudi ouvi um gemido abafado sai entre seu lábios, o que me fez chocá-la contra a parede e descer o beijo pelo seu pescoço, suas mãos alisavam toda a extensão de minhas costas, mas nunca abandonando o local, era era tímida demais pra ser safada.

Minha boca tocava por todo seu pescoço e minhas mãos já sem nenhum controle explorava novos territórios, deixando até um leve aperto em sua bunda, as mesmas faziam trilhas por sua barriga e até mesmo se esconderam por dentro da camisa branca da mulher rendida contra a parede. Mas uma vez a boca de Irene encontrou a minha, suas mãos seguravam meu pescoço e e puxando cada vez mais pra si, minha mão direita encontrou os seio de Bae, por cima do sutiã redando deixei apertos que faziam Irene suspirar mais pesado, e ao mesmo tempo me levando cada vez a loucura, cada gemido dela era um fio a menos de sanidade minha.

Foi ai que a porta abriu e nos separamos tão rápido quanto ela me agarrou. Não rápido o suficiente para que Fany não soubesse o que estava acontecendo, seu sorriso  nos mostrava isso, olhei para Irene que estava levemente descabelada e escorada na na parede ainda meio atordoada e eu comecei a fuzilar tia Fany com os olhos pra ver se ela parava de rir, ou a garota desmaiaria de vergonha ali mesmo.

- Me desculpem, eu não esperava que vocês ainda... a deixa pra lá, só vim deixar essas pastas – Ela tentou fazer uma expressão séria ao passar por nos duas, mas seu eye-smile não abandou sua face – Boa noite, aliás ótima noite por sinal – Dito isso ela fechou a porta e Irene ainda estava de cabeça baixa e ajeitado sua roupa.

- Eu preciso ir Seul, até amanhã – Pegou sua bolsa e me deixou um selinho rápido. Assim que ela deixou o ambiente, minhas memórias ficavam se repetindo desde o momento que ela me beijou até a porta se abrir, ela estava se entregando a mim, isso com certeza é um vitória. Depois que deixei de encarar a parede a qual estávamos atracadas momentos antes, também peguei minha bolsa e fui deixando a empresa ruma a minha academia.

Minha desenvoltura hoje na dança estava excepcional, acho que isso se devia ao fato de eu estar extremamente feliz pelo meu relacionamento finalmente estar ganhando forma. Talvez fosse até o momento em pensar em uma proposta de namoro, claro que isso teria que ter a ajuda de Yuri, mamãe é a rainha das declarações de amor.

Falando nela, escutei quando seus passos fizeram presente na sala, depois que Irene desmarcou a dança, pedi pra que ela viesse me buscar, já que justo hoje eu estava sem meu carro. Ali estava ela me olhando cheia de orgulho, o bom de ser filha das  minhas duas mães, é que elas me amam ao ponto de babar na menor das coisas que eu faça, corresponder as suas expectativas ela fácil demais, e isso era aliviante.

- Oi mãe, eu to morrendo de fome será que podemos comer algo bem gorduroso hoje? – Ela sorriu em resposta, ela devido a profissão sempre deu atenção a comidas saudáveis, mas nunca deixou de lado coisas gordurosas o que era um alívio.

- Já sei onde vamos então – A seguir pra fora da sala de treino,  e entramos nos seu carro. Fomos conversando coisas aleatórias, ela me contou mais sobre a garota Sana e pediu pra que eu a ajudasse no que fosse possível, seria uma mudança grande pra menina. Eu pediria ajuda pra Irene, talvez elas se dessem bem visto que Irene tem mania de adotar as pessoas, assim como fez com Yeri.

- Mãe estou pensando em fazer algo para Irene, tem que ser especial pois planejo um pedido de namoro. E como você é a romântica incurável desse século de pessoas vazias pensei que poderia me ajudar em algo memorável – Ela riu do meu discurso, pois quem diz aquelas coisas é minha mãe. Ela diz que mamãe Kwon saiu de um livro da Jane Austin, que ninguém mais hoje em dia é assim tão romântico, mas que Yuri é assim e me fez ser assim também. De fato eu aprendi desde pequena a acreditar no amor, mas isso é culpa delas que se amam desse jeito invejável. Claro que brigam, e mamãe Jung grita e quebra coisas, mas nunca passam mais de um dia sem se falar, Kwon diz que a falta do calor e da presença de omma é grande demais pra ela não dar o braço a torcer depois de um tempo.

- Está pensando em que? Uma faixa em um jatinho? – Gargalhei com a ideia, isso faria Irene surtar, e seria mais brega que o aceitável. Comecei admirar a vista da cidade, era uma boa cidade, mas o que eu mais gostava dali eram das pessoas, dos meus amigos da escola e da faculdade.

- PARA O CARRO –Gritei pra minha mãe e ela freou na hora me direcionando um olhar assustado .

Nem me dignei a dar explicações apenas desci mal acreditando no que eu estava vendo, claro que era mentira, não tem como nem em um milhão de anos aquela cena ser real. Irene não pode estar ai com um homem a beijando, é mentira só pode ser, tem que ser apenas muito parecida com...

- Irene? – Perguntei, e a pessoa empurrou o homem que envolvia seu corpo, ela se virou pra mim e de fato não era uma miragem ou um imaginação como eu torci para que fosse. Ela e olhava assustada quase desesperada, eu olhei para o homem ao seu lado que me encarada com uma expressão vazia, provavelmente sem nem saber quem eu era – Quem é você? – Fiz a pergunta mais óbvia que me veio a cabeça.

- Oh Se-Hun, noivo de Joohyun – Ele sorriu de forma irritantemente bonita – Vocês são amigas?

Irene nada respondeu, continuou estática olhando pra mim com os olhos marejados. Não era necessário que ela falasse nada eu não esperava que ela o fizesse, nunca teve coragem de encarar ninguém e não seria agora. Senti meu coração ser quebrado quando a vi beijando, e se partiu mais quando ouvi a palavra “noivo”, não queria explicações, não haveriam palavras que me fizesse entender o porquê dela ter feito isso. Porque criar um personagem, porque tanta atuação, eu a escolhi e depositei sentimentos nisso que pensei ser real. Eu sou uma idiota mesmo, ela só queria brincar, aproveitar a vida longe da Coreia onde ela tem um noivo.

Sem mais ter o que fazer ali, Irene ainda em expressão e sem movimentos me olhava pálida, não era sua intenção ser descoberta tão cedo, seu teatro ainda iria durar por mais tempo, talvez até o dia que ela decidisse ir embora. Me deixando pra trás desse mesmo jeito que eu estou, quebrada.

- Apenas a confundi com uma amiga – Sorri para o rapaz, em seguida me virei e caminhei em direção ao carro pedi pra que minha mãe me tirasse dali rápido e sem questionar ela andou algumas quadras e então parou no acostamento. Foi quando me desmanchei em lágrimas, finalmente deixei  tudo sair, e sem dizer nada omma apenas me abraçou forte – Dói mãe, dói muito.

 

IRENE

Ainda estava atordoada com o que havia acontecido na empresa o sorriso não abandonava meus lábios, eu sou mais byun do que imaginava, fiquei pensando nos toques de Seulgi e como eles me deixa sensível, foi frustante escutar aquela porta se abrindo, se eu não fosse tão tímida provavelmente voaria no pescoço da Hwang.

Chegando no apartamento escutei o chuveiro ligado, então Sehun provalvemente começou a se arrumar para a noite. Não sabia onde o levaria, porque pra começar eu nem queria estar ali com ele. Mas como havia prometido, apenas fui pro banheiro tomar banho e me arrumar também.

Depois de algum tempo, nós dois estávamos devidamente arrumados para u noite em São Francisco e ele estava um pouco pesaroso não entendi porque estava assim. Descemos e fomos até meu carro, eu não sabia onde levá-lo então o levei até um hamburgueria que havia tinha no centro.

- MEU DEUS JOOHYUN ESSE E O MELHOR HAMGÚRGUER QUE EU JÁ COMI NA MINHA VIDA – Eu ri do jeito que ele ficou parecendo uma criança descobrindo uma fábrica de doce.

- Que bom que gostou, é meu favorito também – Tentava ser o mais legal possível com ele, mas não me abandonava a ideia do porquê dele estar ali.

Depois do lanche ele quis caminhar e assim eu fiz andávamos lado a lado e ele nos comprou sorvete, tudo indicava um encontro perfeito, mas não é ele quem eu quero do meu lado e cada minuto isso ficava mais evidente na minha cabeça e coração. Ele se sentia mais confortável em conversar e eu apenas escutava suas longas histórias sem o mínimo de interesse.

- Joohyun deve ter notado que não estou tão feliz como de manhâ não é? Seu pai me ligou e e pediu pra eu voltasse amanhã cedo para a Coréia, temos assuntos importantes a tratar e sabe como seu pai é, não posso desobedecê-lo – Senti um certo alívio ao ouvir aquelas palavras, tudo voltaria ao normal amanhã. Mas não queria mostrar que estava feliz para não chateá-lo, seria uma maldade sem necessidade.

- Que pena, eu planejava te mostrar mais da cidade – Forcei um sorriso e aquelas palavras pareceu alegrar com aquelas palavras e parou na minha frente.

- Confesso que estava com medo de você não gostar de mim, estou feliz que isso tenha sido só coisa da minha cabeça – Num ato repentino ele me beijou, seu braços me prenderam contra si, não ouve língua, apenas seus lábios tocando o meu. Ele me abraçou forte de modo que meus braços ficaram imóveis e ao menos consegui fechar os olhos, eu me assustei com os seus movimentos imprevistos. Não tinha a intensidade de Seulgi, ou os mesmo sentimentos envolvidos, era só uma pessoa qualquer beijando meu lábios que já eram tão pertecentes de Seulgi que nem ao menos reconhecia outro toque, então ficavam ali parados aflitos esperando Sehun se afastar. Ele não pareceu ser o tipo de pessoa que faz algo assim sem calcular antes, mas mesmo assim ali estava ele com seus lábios pregados nos meus.

- Irene? – Aquela voz me tirou dos meu estado de transe, apenas arranjei força de onde não tinha pra empurrar Sehun e então encarei a expressão incrédula de Seulgi, eu não sabia o que pensar ou o que fazer. Não me sujeitei a tentar explicar nada, não há explicação quando você duas pessoas se beijando, senti meus olhos queimarem – Quem é você?

- Oh Se-Hun, noivo de Joohyun – “Noivo” aquela palavra fez Seulgi mudar sua expressão de incrédula pra inexpressiva, ela voltou a me encarar e eu não tinha o que falar, nem o que dizer. Não há como pedir desculpas por algo tão baixo, porque não há mentira no que Sehun disse, de fatos somos noivos e de fato eu os traí – Vocês são amigas?

- Apenas à confundi com uma amiga – Ela sorriu de forma falsa para Sehun e se virou entrando dentro de um carro preto e em seguida sumindo da minha vista.

Parabéns Bae Joohyun, agora você fodeu com tudo.  

 

 

 


Notas Finais


INFERNOOOOOOOOO
meu shipp ta desmoronando, alguém me ajuda... não to sabendo lidar
*-*
até a próximo
foi triste mas é necessário pra desenrolar a história né mores *-*
é aquele ditado
"o show deve continuar"


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