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História Histórias em letras - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Casamento


Tudo estava lindo. Até mesmo o ar parecia levemente diferente, e o orgulho e o nervosismo retumbavam no corpo dela.

A decoração estava impecável. As mesas circulares foram dispostas no gramado da casa de praia de forma a criar um corredor no meio, levando direto para o arco feito de arranjo de flores, onde ficaria o juiz de paz. O corredor foi marcado por pétalas, começando desde a porta do casarão.

Cada mesa estava decorada com uma toalha de tecido fino e macio da cor azul claro e um arranjo de lírios amarelos. Tamanhos diferentes de acordo com a organização das pessoas, também ajustadas para que não houvesse conflito algum.

Lucy respirou fundo, olhando a imensidão azul marítima à sua frente. A praia se espalhava abaixo, tendo acesso a partir da escadaria de madeira que começava no morro, bem onde ela estava. Aquela festa tinha lhe dado um pouquinho de trabalho, mas estava dando tudo certo.

Agora, se concretizando o trabalho, ela só conseguia se lembrar do processo.

 

*~*~*

 

Lucy chegou no bar um pouco depois do combinado. Ok, quem ela queria enganar? Ela estava totalmente atrasada e, de quebra, não tinha nenhuma vaga no estacionamento, nem mesmo para seu pequeno fusca amarelo. 

— Cheguei, cheguei.— sentou na única cadeira livre, seus pés agradecendo pelo descanso.— Uma água tônica, com limão.— pediu para um garçom que passava. O bar estava bastante cheio, mas nada que fosse surpreendente. O 8Island era bom e barato, principalmente no Happy Hour.

— Podem passar a grana.— Levy exigiu, estendendo a palma. Juvia e Erza entregaram as notas, de forma contrariada.— Ah! A gente tava apostando. Erza disse que você ia inventar alguma desculpa e não vir, Juvia achou que você só vinha depois de uma hora e eu apostei em vinte minutos. Como foi meia hora, eu tô mais perto. Muito obrigada pelos mimos, chuchu, eu tava quase lisa.

— Por nada.— a loira respondeu, sorrindo para as outras.— Perdão pelo atraso, de verdade. A Aquarius me prendeu até mais tarde, e vocês não sabem o quanto eu só queria tomar todas e esquecer essa mulher, pelo menos só por essa noite.— mas se contentou com sua tônica, mesmo que a azulada mais baixa tivesse oferecido sua cerveja.

— Você aguenta tanto essa mulher, nem sei como.— Erza comentou, se deliciando com seu suco de morango. Cara, ela realmente amava aquela fruta.

— Sou eu tentando manter o meu emprego.— a loira resmungou.

— Vamos mudar de assunto? A gente acabou de sair do trabalho, não precisamos continuar falando sobre ele.— Juvia estabeleceu, sendo sempre a sensata.

— É isso aí garota. Agora, por que você marcou esse encontro?— a ruiva questionou, plantando a dúvida dentro das outras duas.

— Ué, uma mulher não pode querer sair com as amigas?— falou em um tom doce, apoiando uma das mãos no queixo.

— Pode, claro, mas a gente já sai todo fim de semana, praticamente, então realmente é meio estranho.— Levy argumentou.— E essa semana era na casa da Lucy.— a loira apontou pra si mesma, bebendo sua tônica. 

— Mas eu quis adiantar, não posso? Tá quente, né.— a azulada mais alta abanou a mão na frente do rosto, a que estava no queixo. Não demorou para que três gritos saíssem de forma sincronizada.

— Ai meu deus!— a baixinha tomou a mão da outra à sua frente, estendendo-a para que as outras também vissem. Um anel dourado com uma pedra de safira em formato de floco de neve na mão direita.

— O Gray pediu? Então ele deixou de ser um bundão?— a loira perguntou, provocando risos nas outras.

— Como foi?— os olhos de Erza brilhavam.

— Ele me pegou lá na loja depois do expediente e disse que tinha uma surpresa.— suspirou, completamente apaixonada.— Me levou naquele restaurante chique e foi um doce o tempo todo. Depois voltamos pra nossa casa e a sala tava decorada de forma tão romântica. Velas e flores pra todo lado. Ele se ajoelhou, disse que eu era a mulher da vida dele e que nem precisava de todas essas formalidades, mas que sabia o quanto eu queria me casar e todo o processo, que ele sempre seria meu.

— Tão romântico.— a ruiva também suspirou. Poderia até parecer durona por fora, um demônio às vezes, mas era uma manteiga derretida por dentro e amava o amor.

— Tão clichê.— a loira e a outra azulada disseram, mas ainda felizes pela amiga.

— De qualquer forma, nós vamos nos casar, vocês vão ser as minhas madrinhas e, Lu, eu quero que você planeje o meu casamento e a festa de noivado.

— Claro, é só passar lá no meu escritório e nós começamos a arrumar tudo.— se disponibilizou, sabendo que com a influência de Gray, Aquarius não se importaria nem um pouco que ela tomasse aquilo como prioridade.

— Na verdade, nós queríamos esse noivado o quanto antes, tipo domingo.— sua voz foi diminuindo, até se tornar um fiapo, que fez a loira se engasgar com sua bebida.

— Domingo? Juvia, é muito pouco tempo. Tudo pode dar errado de forma tão apressada, e você sabe disso.— fez questão de avisar, tentando não ser tomada pelo desespero.

— Eu sei.— ela gemeu, esfregando as mãos no rosto.— Eu queria tanto que fosse o quanto antes, mas se não der, pode ser no outro fim de semana sem problema.

— Não.— Lucy afirmou, depois de ter uma batalha interna. Seu lado sensato, obviamente, perdeu.— Se você quer tanto que seja domingo, então vai ser, mas é muito importante que você saiba que muita coisa pode dar errado.— a outra assentiu, com um sorriso enorme no rosto.

Sem falta, na manhã seguinte o casal saía do elevador, entrando na sede da Star. Três cafés em mãos e um saco de bolinhos. Somente se anunciaram à recepcionista e seguiram pelo corredor, entrando na terceira sala à esquerda.

— Meus amores! Tá cedo, né.— a loira se levantou, envolvendo os dois em um abraço.

— Eu quero resolver tudo para evitar que qualquer coisa dê errado.— Juvia anunciou, sorridente.

— E sabendo que seria cedo, e você não é uma pessoa da manhã, trouxemos isso.— entregou o outro copo a ela, que inalou o cheiro de cafeína, já se sentindo despertar.— E com um pequeno suborno para a melhor.— estendeu o saco, recebendo de volta um pequeno grito e um abraço apertado, que o fez rir.

— Vocês sabem mesmo como comprar a planejadora de vocês.— apontou para as cadeiras à sua frente, retornando para a própria.— Então, vamos começar com os convidados. Quantos pro noivado?

— São poucos, na verdade. E vai ser na casa dos meus pais.— Gray se adiantou.

— Isso é bom, lá é bem espaçoso e a cozinha é enorme. Eu só preciso que você confirme com eles se o jogo de jantar vai ser o deles e, se for, que já deixem separado. Eu sei o quanto sua mãe é possessiva com a louça e os itens de arte dela. — o outro não conseguiu esconder o riso diante a sinceridade da amiga.

— Quanto aos convidados, vão ser os padrinhos, as madrinhas, nossos pais, a tia e os primos do Gray. Isso deve dar umas 13 pessoas. Mas só.— Juvia fez questão de frisar, tentando não enraivecer a outra.

— O arranjo da mesa é tradicional, como dona Mika sempre exige. Comida?

— Pato com laranja e macarrão alfredo.— Lucy o olhou de forma confusa. Isso era novo.— Silver gosta de pato, mas Ur não come carne. E eu não acho que todo mundo vai gostar de pato.

— Então fazemos assim. O pato com laranja e a massa, mas eu vou consultar a nossa cozinheira pra ver o que ela pode fazer sem carne.— pegou um dos bolinhos, experimentando-o com vontade.— São do Natsu?

— A gente passou lá antes de vir.— o homem concordou, sem saber muito bem qual seria a reação da outra.

— Tem gosto de felicidade.— murmurou com um sorriso, o que não passou despercebido pelo casal.— Bebidas?

— Vinhos tinto e rosé, champanhe e bebidas sem álcool, preferência para o suco.— Juvia opinou, deixando o ocorrido passar batido.

O domingo chegou rápido demais para o gosto da loira. Não tinha acontecido nada de errado até o momento. A música estava agradável, a mesa estava toda arrumada e a cozinha a todo vapor. 

— Você tá linda, e muito cheirosa.— sussurrou atrás da loira.

— E os seus bolinhos estavam ótimos.— uma taça surgiu ao seu lado e um sorriso em seu rosto.— Você sabe como conquistar uma mulher.— virou de frente para o rosado, ambos mais afastados, parados ao lado de uma das enormes janelas que dava vista para o deque e a piscina.— Mas eu não posso aceitar. O vinho, eu quero dizer. Eu tô trabalhando.

— Mas também é uma convidada, como uma das madrinhas. Portanto, pode beber.— continuou com a taça estendida, enquanto segurava o próprio copo.

— Eu tô dirigindo.— tentou, mas viu nos olhos dele que nenhuma desculpa funcionaria.

— Gray não se importaria se você deixasse seu carro aqui, muito menos os pais dele. Ou eu poderia te deixar em casa, eu não bebo mesmo. Você vai realmente desperdiçar uma taça de vinho rosé tão boa?— ele sabia que já a tinha convencido antes mesmo de continuar a falar.

— Você sabe que eu não resisto a um vinho rosé.— pegou a taça, sentindo a eletricidade passar por seu braço quando seu dedos resvalaram.— Como você se sente, perdendo um dos seus companheiros de farra?

— Como sempre, ué. Afinal, eu não perdi.— sorriu para ela, vendo o amigo com olhar apaixonado para a noiva.— Nossas farras como você imagina já acabaram há algum tempo. E não é como se ele fosse ser preso, ou algo do tipo, só tá casando.

— Uau, você é um dos poucos que pensa assim, de todos que eu já conheci e com quem trabalhei.— bebeu um gole do vinho, reprimindo um gemido pelo sabor.— E, há quanto tempo essas farras acabaram?— perguntou, como quem não quer nada.

— Do Gray, desde que ele começou a sair com a Juvia.— deu um passo para mais perto.— Você quer saber das minhas?

— Hã...— ela balbuciou algo ininteligível até para si mesma, não conseguindo pensar direito com a proximidade do outro.

— As minhas pararam quando eu me apaixonei por você, pouco tempo depois que a gente se conheceu.— sussurrou, aproximando-se e abaixando levemente a cabeça.

O momento foi interrompido quando o celular de Lucy começou a vibrar em sua mão. Ela deu um passo pra trás, conferindo o que era.

— Eu...É...O jantar tá pronto. Eu tenho que avisar todo mundo.— murmurou, não conseguindo desgrudar os olhos das órbitas ônix.

— Você não vai?— questionou em tom baixo. A mulher balançou levemente a cabeça, contornando o rosado e se aproximando dos outros, mas não sem antes lhe dedicar uma última olhada.

 

*~*~*

 

Lucy tinha passado os últimos quatro meses andando de um lado para o outro com Juvia e, eventualmente, Gray, organizando a cerimônia. Os pais do moreno tinham disponibilizado a casa de praia, uma vez que a azulada disse que queria se casar em meio à natureza. De fato, não poderia ter tido um lugar melhor, era muito espaçosa, tanto a casa quanto o quintal, e ela pôde usar toda a imaginação.

Dando um último suspiro, a loira deu meia volta, abandonando a imensidão azul e voltando ao trabalho. Os convidados já estavam entrando e se acomodando em seus respectivos lugares, guiados por Loke. Ela teria que agradecê-lo depois.

Andou até a cozinha, certificando-se de que estava tudo nos conformes, e decidiu procurar o noivo. Gray estava no início do caminho de pétalas, com Natsu ao seu lado, batendo o pé no chão em sinal de nervosismo, mas cumprimentando os convidados com um sorriso tranquilo e feliz no rosto. Ele sabia fingir muito bem.

— Tá tudo bem?— questionou, alojando-se ao lado do rosado, com seu braço em sua cintura.

— Ele já tá começando a pirar.— falou pelo amigo, que se concentrava em parecer apresentável.

— Como que eu não taria começando a pirar?— o sorriso continuava preso em seu rosto.— Os convidados já estão quase todos aqui e nem sinal da Juvia. Você acha que ela desistiu? Pode falar, eu aguento.— seu desespero estava começando a aparecer e ele quase não conseguia mais manter o sorriso. Lucy só agradeceu que o fluxo dos convidados tava diminuindo e agora as chegadas eram mais espaçadas, dando espaço para que ele pudesse dar seu pequeno surto.

— Gray, respira.— a loira tentou acalmar o amigo, dando um tapa no peito do outro homem, que tinha começado a rir do desespero do moreno.— Ainda tá cedo, a Juvia deve tá terminando de se arrumar. E você, pode parar de rir e vai ajudar o seu amigo. Ele tá entrando em desespero e eu tenho certeza que ninguém quer um noivo cheirando a queijo. Eu vou ver a noiva.

— O que eu não faço por você, loirão.— deu um beijo no topo dos cabelos loiros muito bem arrumados antes da mulher voltar para dentro da casa.— Vem, gelinho, você tá precisando beber alguma coisa.

A casa era enorme e seria muito fácil se perder lá dentro, mas ela continuou focada em seu objetivo. Subiu as escadas, batendo na segunda porta à direita.

— Lucy! Ainda bem!— Erza abriu a porta, com um olhar desesperado.— Crise.

— Mais uma.— resmungou, entrando no quarto. Logo de cara ela já viu o problema, a noiva sentada na cama já em seu vestido com a azulada mais baixa agachada em sua frente.— Vamos lá, Juv, respira comigo.— guiou a amiga, que já encontrava-se ofegante e com lágrimas brotando no canto dos olhos.— O que aconteceu?

— Ela tava bem, aí do nada começou a pirar.— Levy começou, deixando a loira tomar seu lugar em frente a noiva, alisando o próprio vestido pra tirar qualquer ruga. Era um longo e reto, frente única e preso no pescoço, com uma fenda na perna direita da cor amarela. Erza e Lucy usavam o mesmo vestido, mas o da primeira era rubro e o da outra, azul marinho.

— E se der errado? Eu tropeçar no meio do caminho e estatelar minha cara no chão? E se o Gray mudar de ideia e decidir que não me ama mais? E se ele disser não?— a azulada começou a entrar em uma espiral novamente.

— Não, não. Volta aqui pra mim.— a loira apertou as mãos da amiga, atraindo sua atenção e instruindo sua respiração. Antes mesmo que pedisse, a ruiva já estendia um copo de água. A noiva assentiu, pegando com a mão um pouco trêmula e tomando um grande gole.— O Gray te ama mais que tudo nesse mundo. Eu conheço ele a muito tempo e nunca o vi tão apaixonado e tão bobo por uma mulher.— um sorriso fraco surgiu no rosto dela, iluminando-o.— Ele é completamente apaixonado por você. Completamente. E ele nunca arriscaria nada pra te magoar ou te perder. Isso porque você não viu ele lá em baixo. Tava suando todo de nervosismo e desespero, achando que você tava demorando porque tinha desistido ou tava repensando.— disse em um sorriso, arrancando uma gargalhada da outra. Esse simples gesto tirou um peso de seu coração.— Viu? Não tem a menor chance dele dar pra trás. Tá melhor?

— Muito. Obrigada, Lu.— apertou a mão a amiga em agradecimento.— Você definitivamente é a melhor.

— Tô acostumada com noivos desesperados e tendo crises. Pode-se dizer que eu tenho experiência.— levantou-se, alisando o próprio vestido.

— Deixa eu me recompor e refazer essa maquiagem. Eu não vou aparecer no meu próprio casamento como a noiva cadáver, porque aí sim o Gray vai fugir.— terminou em uma risada.— Cinco minutos e eu tô pronta, pode avisar.— diante da confiança da amiga, a loira assentiu, saindo do quarto.

Tudo estava organizado e sem problemas. Lucy avisou a Gray, que prontamente se pôs em seu lugar diante o arco de flores. Também avisou os padrinhos, que foram para o lado do noivo, e os músicos.

Cinco minutos depois, a marcha nupcial começou e Juvia apareceu pela porta da casa, seguindo o caminho de pétalas. Ela estava deslumbrante. Seu corpete em formato coração e sem alças era decorado por pedras prateadas e se estendia em uma saia lisa e totalmente branca. Seu cabelo foi arrumado em um coque baixo e muito bem feito, prendendo o véu, que chegava até o chão. De seu lugar no altar, ao lado das outras duas mulheres, Lucy conseguiu ver de camarote a reação de Gray. Seus olhos brilhavam e ela tinha certeza que tinha prendido a respiração, encantado demais pra poder pensar em qualquer outra coisa, até mesmo nas funções vitais.

Lentamente a azulada foi se aproximando, nunca desviando o olhar do noivo. A loira conseguia ver, de forma tão palpável, a força de Gray pra permanecer onde estava, e não sair correndo pra tomar a noiva nos braços. Quando ela chegou, o moreno não se demorou para pegá-la pela mão, depositando ali um beijo, virando-se para o juiz de paz, que começou de fato a cerimônia.

Lucy já tinha organizado muitos casamentos e outra cerimônias, mas ela não podia negar, nunca tinha visto um casal tão apaixonado quanto seus dois amigos. Eles se iluminavam quando estavam perto um do outro, se completavam e ficavam mais fortes. Ela não acreditava muito em destino ou alma gêmea, mas se existisse, eles eram a do outro.

Ela sentiu um olhar queimando-a do outro lado, ela até sabia quem era. Apesar de toda a cerimônia emocionante, ela sabia disso porque Erza secava uma lágrima do seu lado e Gray tentava segurar o choro, os olhos de Natsu estavam presos nela. Quando ela encontrou as penetrantes órbitas ônix, viu tudo lá dentro, coisas, cenas que ela nunca imaginara, mas que ela sabia que também estavam presentes em suas castanhas. Todo o amor, o futuro, o carinho estavam lá, gritante. Mas também o desejo, o tesão, a adoração, a gentileza, a simpatia. Toda a intensidade lhe arrepiou, mas ela sabia, sentia, que era muito mais, porque o que ela via, estava espalhado dentro de si mesma. Se existiam almas gêmeas ou não, isso ela não sabia, o que tinha certeza era que aquele era o homem da sua vida, e seu amor era tão intenso quanto, ou até mesmo mais, que o dos noivos. E nada era capaz de estragar ou ficar o meio de algo do tipo.



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