História Histórias macabras - Capítulo 36


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 36 - O hospital


Acordando na cama de um hospital, a primeira coisa que veio à minha mente foi o carro vermelho aparecendo de repente no cruzamento, fazendo-me desviar, perdendo o controle e a minha moto se chocando em um poste de energia. Lembrei-me da interminável vira volta no ar e finalmente o doloroso choque contra o asfalto molhado. Em seguida, a escuridão.


Inclinei-me um pouco na cama e olhei para os pés. Meu corpo estava coberto com gesso, mas surpreendentemente descobri que meu braço não estava engessado. Eles sairam completamente e milagrosamente ilesos do acidente. Minha cabeça estava ferida, um pouco tonto, com a visão turva. Virei-me para o lado onde estavam as janelas, queria ter uma noção do tempo, se ainda havia claridade solar, entretanto, as cortinas estavam fechadas, presumi que já era noite, pois o hospital estava calmo, nada habitual da correria que é escutada durante o dia.


- " Parece que você teve sorte ao sair do acidente com vida.". Disse uma voz à minha direita. Olhei naquela direção e vi um velho deitado em uma cama nas proximidades, lendo um livro. Disse-lhe que sim, que então provavelmente tenha tido sorte. Perguntei-lhe se sabia como chamar as enfermeiras.


Respondeu o velho em um tom de surpresa: - "Tem um sino aí perto de você. Algo machuca?".

Respondi prontamente: - "Não, mas estou com muita sede. Faz muito tempo que estou aqui?".

O velho disse: - "Não tenho idéia, amigo. Me trouxeram esta manhã, e você já estava no quarto.".


Tocava o sino várias vezes, mas ninguém aparecia. Mesmo morrendo-me sedento, então me levantei com muita dificuldade e fui ao banheiro, tomei água da torneira. Quando voltei, o velho parecia adormecido, e seu corpo flutuava, como um balão, a cerca de quarenta centímetros da cama. Ele começou a convulsionar, e quando abriu os olhos, vi que estavam ensanguentados e o rosto dele esboçava um semblante de dor e sofrimento. Deixei o quarto rapidamente, fiquei assustado com a cena que presenciei, fechei a porta do quarto, com o coração completamente acelerado. 

Ao olhar para o corredor do hospital, vi um paciente se apoiando em um tripé, ele estava com um roupão aberto e em suas costas havia algo se mexendo. O gritei, perguntando por uma enfermeira. Ele se virou para olhar para mim, e seu rosto era uma caveira sem olhos. Corri na direção oposta e encontrei as enfermeiras no final da sala de outro corredor. Entrei nessa sala, mas não havia ninguém lá. Pareceu-me que o lugar era tão sujo e bagunçado, como se ele não fosse usado há anos. Algumas telhas haviam caído, as paredes cheias de mofo e os móveis estavam cobertos de poeira e na alvenaria algumas fiações expostas e várias goteiras, as luzes piscavam de forma intermitente . Olhava para aquele lugar perplexo.

Em seguida, ouvi um grito estridente, as janelas começaram a estourar com o ruído, continuei correndo, mas ainda estava com gesso na perna, o que dificultava a minha locomoção, até que me deparei com uma escadaria escura. O desespero tomava conta de mim quando percebi que o hospital estava tremendo em suas bases, como se fosse um terremoto. Finalmente encontrei uma porta, tudo estava desmoronando até que consegui abrí-la.

Assim descobri que era noite, corria para o mais longe possível do hospital, até que em um determinado momento, parei e olhei para trás, mas a minha surpresa foi completa ao descobrir que não havia nenhum hospital, apenas um campo coberto com pastagens tão alta quanto os homens.

Caminhei alguns passos na rua deserta, sem saber o que fazer. Então eu vi um homem sentado tentando acender um cigarro. Perguntei-lhe com a voz trêmula:

- "Cara, não sei onde estou, por favor me ajude!".

Mas o homem não deu atenção para mim. Continuei andando, dois quarteirões depois me deparei com um grupo de pessoas que estavam aglomeradas na rua. Me aproximei, até que consegui ver um carro vermelho destruído e uma moto que havia se chocado com um poste, o impacto foi tão violento que a motocicleta virou uma massa de ferro retorcido.

Havia um corpo inerte em uma maca, estavam levando para uma ambulância. Me aproximei e assim pude perceber que a pessoa na maca era eu. Meu rosto estava ensanguentado e desfigurado, meus olhos já sem vida, até que um dos paramédicos o cobriu com um lençol.



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