História Histórias macabras - Capítulo 8


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - O Espelho


É tão plena a visão da morte.

Seus olhos, ainda abertos, envidraçavam o rosto dela, que há muito, olhava para ele. Seu corpo gélido, estendido no chão, era como um embrulho rasgado de um pedaço muito mal cortado de carne. Trazia no semblante a expressão mais plena de horror; expressão que proporcionou a sua única expectadora, uma sensação nunca antes tida de pena. Uma pena avassaladora, misturada com um corte profundo de mágoa.

Nunca havia passado por tal situação.

Ela olhou durante muito tempo para o que um dia foram os olhos daquela criança. Era a perda, ela sabia. Sabe-se o valor das coisas quando elas são perdidas.

O espelho da sua alma naquele momento, jazia na imagem refletida pelos olhos do pequeno defunto. Aliás, o seu próprio reflexo, que como nunca, a mostrou por inteiro.

Matou seu irmão...

A certeza dos fatos, as evidências, todas apontavam para ela. E apesar de dizer a si mesma que não fora sua culpa, a culpa a esfaqueava e trazia a tona o que no fundo do seu coração, residia: a verdade incontestável que ela não queria acreditar, ou que no mínimo devia ser, para ela, verossímil.

Não havia nada além dela, e dele, na pequena saleta de entrada; não contando com uma mesinha de vidro, e um espelho quebrado. O espelho.

Quando conduziu sua vista a ele, deu-se conta do que tinha em mãos. O único pedaço do maldito espelho já cortava a palma da sua mão. Como a culpa cortava o seu coração.

Ela se levantou, e viu seu reflexo; não nos olhos de seu irmão, mas no espelho. Olhar a sua imagem, cortada pelo pedaço excluso que estava em suas mãos, era quase tão doloroso quanto olhar para seu irmão. A imagem da morte, de uma assassina.

Matou seu irmão...

O sibilo do vento que passava cortante pelo espelho quebrado parecia condená-la, sussurrar para os quatro ventos a sua sina, o seu pecado. Era como se conversasse com ela.

Matou...

Seu irmão...

Estava enlouquecendo? Talvez. Talvez a culpa a estivesse consumindo a tal patamar que em sua mente surgiam vozes, como que dotadas de expor ao mundo os seus pecados. Mas ela sabia que era o espelho. Ah, o espelho. Lembrava de suas ordens. Sim! Ela lembrava! De como à noite ela acordava, guiada pelo sussurro irresistível do objeto, que apenas conversava com ela, assim que esta se via defronte dele.

Naquele momento, havia no seu reflexo, algo que nunca vira naquela peça, antes um simples espelho, agora, um terrível inimigo. Um sorriso parecia se desprender da rachadura. Ela, com as mãos já ensanguentadas, sentira o corte ser fortemente pressionado, e uma dor lancinante subir pelo seu braço. Foi como acordar de um sono profundo.

Nesse despertar, viu a ação do espelho, viu suas intenções, e tão rápido quanto podia, ergueu seu punho, e em um soco, preparou-se para quebrar o espelho, em definitivo. Mas seu braço foi estancado, como se alguém o tivesse agarrado. A outra mão, a que tinha em mãos o pedaço de vidro, forçou-se contra a sua vontade até acima de sua clavícula, seu pescoço.

Caiu no chão, e ao lado do seu irmão, jaziu. E apesar de tudo, jaziu com um mero sorriso. Talvez fosse melhor, do outro lado.

Nada mais os refletia, no chão frio.

É tão plena a visão da morte.

 #De



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