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História Histórias nunca contadas - Capítulo 1


Escrita por: e arstairs


Notas do Autor


Este ciclo apresenta o passado, presente e o futuro. Há situações que nos interligam com nossas vidas passadas, e no nosso universo, é a partir do deja vu.
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well, EU AMO ESSE PLOT e eu queria ter escrito mais, mas fiquei com medo de ficar cansativo também :c eu espero que vocês gostem de verdade ♡ e deem amor pra so what

Capítulo 1 - O brilho do colar


Em um momento desconhecido da história, Haseul correu em seu vestido pela floresta escura e densa. As mãos agarravam o tecido velho e frágil, enquanto os fios longos atrapalhavam sua visão. Contudo, o sorriso em seu rosto denunciava a brincadeira de pique pega o que estava tendo com seu irmão mais novo.

Então, sem se dar conta, Haseul deixou a floresta e parou em frente à praia. Em meio aos gritos buscando seu irmão e numa tentativa falha de descobrir como voltar para casa, alguém chamou seu nome.

Um menino apareceu à sua frente, carregando um arco em suas costas, mas que não desviava a atenção de suas estonteantes asas. Haseul sentiu a boca secar e o coração, cada vez mais, diminuir as batidas.

Mas Haseul o conhecia e o reconheceria em qualquer lugar do mundo. Pois como poderia não reconhecer o único homem que amou por toda a sua vida?

Seus pés falsearam por um momento, mas logo se recompôs e foi ao seu encontro. Com o mar ao fundo, Haseul lhe deu o beijo mais profundo que poderia dar, sabendo das consequências, mas não se importando o suficiente para deixá-las acima de tudo e todos.

Contudo, as ondas congelaram e o sol parou de brilhar. O anjo tão belo não estava na mais na praia e então o destino de Haseul foi reescrito.

 

 

A rua principal da pequena cidade onde vivia era cheia de opções. As lojas das mais variadas podiam vender desde velas e decorações até livros dos mais antigos. Quando os moradores não tinham nada para fazer durante o final de semana era ali que ficavam; bebiam nos bares, passavam um tempo na biblioteca, visitavam o parque ou até mesmo passeavam pelas lojas, observando suas vitrines.

Haseul não era diferente. Com um pé atrás do outro, tentando não pisar fora da linha do meio fio, observava as vitrines enquanto tentava se equilibrar no all star branco sujo e velho. A saia quadriculada dançava conforme o vento, despertando o medo de Haseul de deixá-la subir em público. No entanto, com os fios soltos e batendo em seu rosto, Haseul desequilibrou e quase bateu em uma vitrine de livros.

O pequeno sebo do Sr. Yoon era conhecido até mesmo pelas cidades vizinhas. Ele colecionava livros desde pequeno — e ele era muito, muito velho —, sabia restaurar os que ninguém mais acreditava que poderiam ser salvos e gostava de vendê-los as pessoas certas. Mas Yoon era solitário e sua única companhia eram os livros. Nunca teve um companheiro de vida, muito menos um filho, por isso todos diziam que ele viveu uma vida vazia. Mas Haseul não acreditava nisso... Por mais que Yoon fosse solitário, os livros ainda eram sua maior companhia e, provavelmente, faziam sua tristeza ir embora.

Os livros extremamente bem trabalhados fizeram os olhos de Haseul brilhar, tanto que o Sr. Yoon foi até a porta com um livro velho e fedorento em suas mãos. Haseul arqueou as sobrancelhas e sua curiosidade foi atiçada.

Desde pequenina, era curiosa e adorava desobedecer ordens que lhe eram dadas. Explorava a floresta, mesmo durante a noite, e gostava de colecionar folhas de diferentes cores para colá-las nas paredes de seu quarto. Um detalhe importante era que tudo isso era proibido por sua falecida mãe, mas Ha não parecia se importar, pois algo lhe dizia que um dia precisaria de seu espírito curioso para trassar o próprio destino.

— Eu estava esperando você passar por aqui, mocinha. — Haseul não soube o que dizer. Todos acreditavam que o Sr. Yoon, mesmo sendo tão inteligente, era um homem estranho e disso Haseul não poderia discordar.

— Boa tarde, Sr. Yoon. — Sorriu. Suas mãos foram colocadas atrás de seu corpo e seus pés se juntaram lentamente. Sr. Yoon esticou a mão que segurava o livro para Haseul. — O que é isso? — Haseul esticou o pescoço e Yoon balançou o livro no ar, para que ela pudesse pegá-lo. Haseul assim o fez.

— Eu senti que era a hora de lhe dar isso. — Sr. Yoon sorriu também. Os dentinhos pequenos em sua boca denunciavam a dentadura, mas faziam seu sorriso parecer ainda mais sincero. — E talvez seja.

Sr. Yoon entrou na loja e o sininho que ficava acima da porta balançou. Haseul observou o livro.

— Boa noite, Sr. Yoon! — Mas não obteve resposta.

O livro era mais pesado do que parecia, mesmo tendo pouquíssimas páginas. A capa do livro era dura e antiga, tão antiga que pensou que fosse esfarelar em suas mãos. Enquanto que as páginas eram amareladas, mas tudo foi explicado quando Haseul abriu o livro e a data de 1912 foi reluzida pelo sol que já estava se pondo.

Haseul andou pelas calçadas e em meio às conversas alheias enquanto ainda admirava a capa tão bem trabalhada. Passou o dedo pela primeira página do livro, tão amarelada e áspera que ao tocar levou um susto. Seu olhar vagou até o final da página, onde as palavras “Encontre a si mesmo” reluziam em cinza.

Por algum motivo, sua mente a levou até seus falecidos pais. O incidente trágico que os rondou resultou em torná-la uma órfã e ser levada para morar com sua avó em uma pequena casinha no fim da cidade. Não poderia deixar de admitir que a casa, ainda que simples, era perfeita para passar as férias de inferno, mas não para se morar o tempo todo, pois não se tinha acesso a nada, nem mesmo a um pequeno mercado. Mas não havia nada que pudesse reclamar sobre sua avó. A doce velhinha e matriarca da família vivia uma vida simples e gostava de passar o tempo cuidando de seus gatos. Ela também não se importava de Haseul ter terminado o ensino médio e ainda não ter decido o que gostaria de fazer pelo resto de sua vida. Afinal, tinha 19 anos e quem toma decisões tão importantes em um tempo tão curto?

No pequeno livro havia uma figura de um anjo, tão belo que Haseul jurou que poderia ser a coisa mais bonita que viria em sua vida, junto a uma menina de fios longos e de vestido bordado a mão. Os dois estavam se beijando em frente ao mar, exatamente como um filme de romance piegas. Embaixo, a palavra “destino” reluzia em cinza.

Na segunda página, no entanto, não havia sentido algum. Um pequeno colar de cor amarela aparecia entre duas meninas, como uma linha frágil as que interligava. Haseul aproximou o livro de seu rosto e parou no meio da calçada, o que fez com que o homem que estava atrás de si quase a derrubasse.

A sua curiosidade estava batendo em sua porta, mas todas as páginas do livro ainda estavam em branco. Como um livro poderia ter apenas duas páginas com desenhos? Até que Haseul lembrou de sua avó e o colar que ela carregava. O colar amarelado era uma herança de família, assim ela dizia, e carregava alguns espíritos que por ali ficaram aprisionados, mas Haseul nunca soube quais e sempre achou que sua avó acreditava demais em lendas antigas.

Mas o colar estava ali, naquela página amarelada. Seria esse livro sobre a sua avó? Então correu o mais rápido que pôde, passando entre as pessoas e chegando até a trilha que daria na sua casa. O sol já havia sumido atrás das montanhas e a lua já começou a subir no céu. Com isso, as estrelas brilhavam, assim como as presilhas no cabelo de Haseul.

Ao chegar em casa, buscou por sua avó, que estava sentada na cozinha com uma pequena xícara de chá. Sem nem ao menos dizer uma palavra, Haseul pôs o livro na mesa e apontou para o colar amarelado. Sua avó, no entanto, pôs a xícara de lado, como sempre fazia ao começar uma história.

— O Sr. Yoon é um homem muito intrigante. Ele disse que eu deveria guardar o colar por mais um tempo, no entanto, ele lhe deu o livro. — Sua avó sorriu e Haseul sentou ao seu lado, segurando suas mãos.

— O que a senhora está tentando me dizer? — sussurrou. A voz doce de menina entregava o amor que sentia pela mulher que a criou por boa parte de sua vida.

— Que eu preciso lhe contar a verdade. — Sorriu. As mãos bateram contra as de Haseul e ela se levantou enquanto tirava o colar de seu pescoço. — Você, acima de todas as pessoas, teve um propósito roubado no passado. — Sua avó a puxou para a sala, onde buscou por sua poltrona preferida ao lado da lareira. Como fazia quando criança, Haseul sentou no sofá com o corpo jogado para a frente, como qualquer criança curiosa disposta a ouvir qualquer coisa que lhe fizesse viver uma nova aventura. — Todos nós renascemos em algum ponto da vida, mas nem sempre temos os mesmos propósitos, mas isso não se aplica em você. Nossa família passa por uma lenda muito antiga, tão antiga que até o deuses duvidariam. Há muito tempo houve uma você que se apaixonou por um anjo, mas não foi sua culpa...

— Espera. — Haseul segurou o livro na página do beijo e mostrou a sua avó. — Esse anjo? — Franziu o cenho, incrédula. Sua avó, no entanto, carregava um semblante sério e afirmou.

— Anjos são seres muito belos e únicos, do tipo que vemos apenas uma vez, mas para beijar um anjo é preciso reivindicar do próprio destino; amarrá-lo a outro ou perdê-lo. — Sua avó recostou-se na cadeira com o colar na mão. — Mas o anjo realmente a amava e então lhe deu um colar que prometia a fazer encontrar o seu próprio destino. A pérola mostra quando ela chega perto de você.

— Isso é impossível. — Haseul sorriu. — Eu não sou a protagonista que descobre que é uma semideusa.

— Mas você não é! — Sua avó elevou a voz. — Você é um tropeço do universo porque roubou o coração de um anjo e isso a impediu de conhecer seu verdadeiro destino. — Sua avó olhou em seus olhos e segurou suas mãos novamente. — Eu sei que você sente a solidão, a necessidade dentro do próprio peito.

Haseul sentia. Sentia todos os dias, sentia todas as noites, que eram os piores momentos do dia. Durante os dias, tinha tudo o que poderia ter em sua mão: livros, poucos amigos, milkshakes, mas à noite não tinha nada além de si mesma e a falta de um propósito.

— Então isso é seu. — Sua avó colocou o colar entre seus dedos e sorriu.

— Como o Sr. Yoon sabia? — sussurrou.

— Ele é sensitivo, mesmo sendo chamado de louco. — Sua avó sorriu. — Talvez ele seja um pouquinho louco, mas suas sensações nunca falham. Se ele lhe deu esse livro, significa que seu destino está aqui.

— O que é o meu destino? — Haseul arregalou os olhos. Suas mãos ainda seguravam as de sua avó.

— A pergunta é quem.

Haseul pensou em Hyunjin, mas ela estava em outra cidade para passar as férias. Kahei estava ocupada demais com seu namorado e tentando ser melhor do que as outras pessoas. Heejin estava em um intercâmbio e Yeojin não era seu destino. Então desceu as escadas de casa e despediu-se de sua avó. Se ele deveria lhe mostrar algo, então lhe mostraria agora.

Vagou pelas ruas da cidade carregando o colar no pescoço. Tentava se aproximar das pessoas que não conhecia, mas a única para quem o colar acendeu foi Jinsoul, a menina da cafeteria com quem teve um breve romance no ano passado.

Mas não sentia nada por Jinsoul, ainda que o colar dissesse que era seu destino. Então parou em frente a vitrine da cafeteria e viu a menina, dona dos fios louros, atender carinhosamente os clientes que ali chegavam. Então sentiu o seu coração palpitar e seu corpo fraquejar.

Talvez seu destino sempre fosse Jinsoul, mas nunca soubesse. Mas bastou um sorriso vindo da atendente que Haseul soube que deveria tentar mais uma vez, então entrou na cafeteria.

— Você cortou o cabelo! — Jinsoul exclamou. Quando terminaram o namoro, Haseul precisava de algo novo e revigorante, então decidiu que cortaria o cabelo de uma maneira drástica. — Eu disse que esse corte ficaria lindo em você.

Jinsoul era boa com as pessoas. Exatamente por isso que trabalhava com público. As pessoas, por vezes, iam a cafeteria só para poder ter uma conversa com ela, contudo, Jinsoul era mais complexa do que parecia. Sua mente sempre estava à mil, mas ela nunca sabia as coisas certas a se dizer quando o assunto era relacionamento. Por mais irônico que seja, seu namoro acabou por falta de diálogo.

— Hm, sim, eu... — Haseul apoiou os braços no balcão. — Eu achei que ficaria melhor assim.

Jinsoul sorriu e Haseul também, com o peito aquecido pelo colar amarelo que agora brilhava ainda mais forte. Em menos de meia hora, havia encontrado o amor de sua vida e aquela que restauraria seu destino. Sem hesitar, a convidou para tomar um café depois do expediente e assim o fizeram.

Jinsoul era ótima sobre assuntos aleatórios e era uma ótima ouvinte também, o que fez com que Haseul falasse mais em alguns minutos do que havia falado todo o mês.

Talvez os defeitos de Jinsoul não estivessem mais ali e então Haseul poderia passar o resto de sua vida sem se preocupar com o que sua avó havia acabado de dizer. Não seria estúpido da sua parte dizer que qualquer um teria acreditado que era uma mentira, mas, mesmo com todas as informações que precisavam ser digeridas, Haseul sabia que era verdade, como se seu coração lhe dissesse que era.

 

 

Em três anos, Haseul descobriu sua verdadeira vocação: estava estudando arqueologia na universidade da cidade vizinha. Todos os dias, acordava às 5h da manhã e dirigia por uma hora até chegar no horário de aulas. Na parte da tarde, ajudava o Sr. Yoon com os livros em troca de algumas gorjetas. Por outro lado, Jinsoul havia conseguido uma promoção no café e ainda não havia pensado em universidades.

O colar amarelado estava guardado na cômoda de Haseul e, vez ou outra, via sua avó admirá-lo. Jinsoul o achava feio e por isso sempre dizia que parecia algo que as pessoas mais velhas guardavam por motivo nenhum. Mas Haseul nunca lhe contou a verdade sobre o livro ou sobre o colar, e nem pretendia contar.

Apesar de estar feliz na maior parte do tempo, Jinsoul ainda não era totalmente boa com relacionamentos. Ao menos uma vez na semana, tinham uma briga forte o suficiente para impedir que Haseul não dormisse por uma madrugada inteira.

Era horrível, ela sabia, mas o colar não mentia. Se ele não mentia, Jinsoul era seu destino.

Na quinquagésima noite do ano, Haseul desceu pela trilha da floresta que dava no lago do Oeste. O lago era conhecido por ter diversos peixes incrivelmente belos e passeios de barco por todo o lago. Era o lugar perfeito para um encontro romântico, mas não era por isso que Haseul buscava.

Seu colar, por algum motivo que sua avó não sabia a resposta, não havia brilhado perto de Jinsoul, como um vagalume que estava prestes a morrer.

Haseul queria ir até o lago para pensar e colocar os pensamentos em ordem. Mesmo que ele tenha voltado a funcionar depois e perfeitamente, Jo ainda queria entender o porquê.

Talvez, no fundo, Haseul quisesse um motivo para terminar com Jinsoul — qualquer um que tirasse o peso em sua consciência. Mas o medo de enganar o destino era ainda maior. Não era só o medo das consequências para si, mas também sobre o que isso resultaria em seu renascimento.

Desde que descobriu a verdade, Jo se aproximava cada vez mais das lendas que rondavam a história de sua vida e da cidade. Buscou, durante meses, tudo o que queria saber sobre anjos e sobre o amor entre humanos e celestiais, mas era difícil ter mais informações quando nem sabia o homem que havia lhe dado aquele colar.

No entanto, fez uma pequena descoberta que fez seu coração pular para fora do corpo. Em um dos livros mais antigos do Sr. Yoon dizia que o colar brilhava ao se aproximar de alguém que já teve uma parte de seu coração e isso fez Haseul duvidar de si mesma e de suas escolhas. Não sabia se Jinsoul era, de fato, o seu destino e a pessoa que o colar queria destinar, mas como poderia se tudo envolvia um mistério que parecia insolucionável?

Desceu pelas pedras e observou os casais nos pequenos barquinhos. As risadas podiam ser ouvidos dali, o que a fez imaginar que a energia em volta daquele lago era boa e serena. Suas mãos se apoiaram no chão e Haseul sentou em uma das pedras. Os pés balançavam para frente e para trás e fios negros balançavam conforme o vento forte.

Apesar de ser uma noite estrelada, a meteorologia havia avisado que uma tempestade atingiria a cidade. Mesmo de longe, Haseul podia observar as nuvens carregadas chegando ao Oeste. O vento forte a faria chegar rapidamente na cidade que, provavelmente, acordaria com as ruas encharcadas.

Abaixo de seus pés, o lago batia na pedra. Aquela era uma das partes mais fundas do lago, portanto, era a parte que os jovens mais evitavam visitar.

Em suas mãos, segurava o colar e o encarava. Nunca desejou estar em um filme da Disney, mas agora era o seu maior desejo: queria que o colar desse todas as respostas e que falasse com ela, mas não importava o quanto encarasse, pois o colar não lhe daria a resposta mais importante de sua vida.

Uma mão tocou seu ombro e despertou Haseul do devaneio.

— Poderia me ajudar? — A menina de fios avermelhados lhe perguntou. — Onde é a festa do barco?

A festa do barco acontecia algumas vezes no ano e era repleta de adolescentes e universitários viciados em virar a noite até desmaiar de sono. A festa tinha esse nome porque era comum que alguns andassem de barco até o meio do lago e se jogassem na água gelada.

— É só seguir o caminho iluminado e você vai ver a entrada da festa. — Haseul apontou. A menina agradeceu e partiu.

Depois de encarar o lago por alguns segundos, Haseul tocou o colar novamente e um brilho azul acendeu.

A menina. Precisava encontrar a menina.

Levantou das pedras e tentou descê-las o mais rápido que pôde, mas no segundo pulo, alguém gritou e despertou sua atenção. Haseul desequilibrou da pedra e precisou apoiar as mãos para retomar o equilíbrio, mas então o colar foi de encontro a água e sua luz se apagou. Desesperada, Jo se jogou.

Apesar de ser péssima para prender a respiração, Haseul mergulhou o mais fundo que pôde, mas não havia sinal do colar. Do outro lado do lago, os gritos não eram de alegria: alguém escorregou nas pedras úmidas e caiu na água.

Embaixo d’água, Haseul gritou o que guardou por três anos e perdeu o seu bem mais precioso e todas as respostas que um dia ele poderia lhe dar.



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