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História Histórias para o Senhor C - Capítulo 44


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Notas do Autor


Gente, é com dor e alegria que anuncio que nossa história está chegando ao fim... SIM MEU POVO :( Maaas estou pensando em uma segunda temporada para a alegria de todos.

Eu AMEI esse capítulo, está rico em detalhes e bem quentinho, acabei de terminar ♡ espero que gostem, boa leitura a todos e segurem o forninho, vai ser pesado daqui pra frente.

Capítulo 44 - A fuga.


Fanfic / Fanfiction Histórias para o Senhor C - Capítulo 44 - A fuga.

Com as mãos sob o balcão encaro uma das situações mais difíceis, injetar ou não o soro de Hera, eu sabia que aquela dose deveria ser altíssima, afinal até mesmo o pingüim já havia informado isso, que poderia ser fatal... porém nossas vidas poderiam depender disso, eu não sabia o que estava por vir, pra dizer a verdade ninguém sabia, aquela poderia ser nossa única salvação em meio ao caôs de tudo isso.

- Você vai injetar arlequina? - Helena me pergunta intrigada e ao mesmo tempo preocupada com o liquido verde que borbulhava dentro da seringa

- Ainda não sei... preciso pensar, eu não sei que riscos podemos ter, acho melhor guardar para outra hora. - guardo então o objeto dentro do meu bolso encarando o homem que estava curioso para saber do que se tratava aquilo - ei, vamos sair agora! - digo ao homem que me encara assustado

- Eu vou ficar preso?!

- Claro, ta achando que vou te soltar?! se duvidar muito te mato agora mesmo. - tento parecer séria e o homem se assusta - é brincadeira, as vezes as vozes falam por mim HAHAHA - vamos logo, Helena entra no carro, e voce bonitinho... - minhas unhas grudam no rosto pálido do homem - não tente nenhuma gracinha, se não já sabe, comida de hienas.
                                   (...)

Sobe a forte chuva que caia aquela noite, nosso carro seguia pelo caminho informado por um dos funcionários do laboratório Wayne's, mas precisavamos arriscar agora mais do que tudo, íamos entrar juntos e Helena ficaria no carro, só entraria junto ao meu comando, que seria o último caso... com as mãos agora soltas mas com um dispositivo preso a sua garganta, ele faria tudo o que eu mandasse ou morreria de qualquer forma, isso ele já sabia.

- Já sabe, se tentar qualquer coisa eu não penso duas vezes antes de estourar seu cérebro. - informo ao homem me entrelaçando em seus braços - Helena, fique aqui, vai terminar mais rápido do que está começando.

- tudo bem... ache minha mãe por favor. - a garota diz me abraçando antes de seguir nosso caminho

- Vou traze-la sã e salva, eu prometo pirralha, agora preciso ir. - digo me afastando dela enquanto vozes antigas apareciam em minha mente tentando me fazer voltar, eu não poderia voltar. - vamos. - digo ao homem que apenas permanecia sério no mesmo lugar me encarando, esperando meu sinal.

A chuva molhava um pouco meu jaleco branco e meu vestido preto colado ao corpo, a maquiagem escondia as tatuagens em meu rosto, eu iria entrar ali como uma enfermeira acompanhada de um guarda do local... ninguém levantaria suspeitas sobre a arma escondida dentro do meu jaleco ou sobre sua mochila pesada com bombas e munição, bem, pelo menos contávamos com isso.

Vejo se aproximar de nós um prédio espelhado com um letreiro iluminado indicando que havíamos chegado, biologos e seguranças dividiam a área de lazer enorme do lugar, com toda certeza Bruce Wayne era mais que um bilionário.

- O que vamos fazer agora?! - pergunto ao homem que me encara sério, a situação era difícil, qualquer erro e eu poderia ser morta ali mesmo.

- Você vai entrar comigo como minha noiva... ela passou no teste como enfermeira dos pacientes, irá começar semana que vem, o nome dela é Jennifer Hoston, se perguntarem dos documentos você diz que já foi encaminhado. - ele me diz enquanto se aproximamos da recepção do lugar.

- Olá Brad Hoston! - a recepicionista diz me encarando

- Olá Karen, essa é minha noiva, Jennifer...

- Olá Karen, é um prazer em conhece-la. - digo apertando sua mão sorridente enquanto ela sorri gentilmente para mim - sou a nova enfermeira, creio que meu nome já está na ficha de admissão... - digo a mulher que encara a tela do computador, em segundos prendo a atenção da mesma para mim - sabe, esqueci meus papéis, poderia me emprestar um bloco de notas? vou atender a ala infantil e preciso distrair as crianças... - digo olhando atentamente para a mulher que se comove quando informo sobre a ala infantil, afinal ela sabia que estavam matando meta humanos independente da idade

- Claro, eu vejo um pra você, ja sabe seu numero de matrícula? - sua voz doce vai de encontro ao meu sorriso largo

- Nossa, que cabeça a minha Karen... esqueci meu crachá, essa chuva me pegou de surpresa... deixe-me ver se não deixei no bolso do vestido... - digo fingindo procurar o objeto pelo bolso já imaginando sua reação

- Imagina senhora Hoston, eu busco um crachá de visitantes pra você, só me lembre de trazer a matrícula na próxima vez, ta bom? - a mulher de longos cabelos ruivos me diz enquanto a encaro sorridente

- Claro, Brad sempre me lembra de carregar os documentos mas nunca lembro... obrigada Karen, você é ótima... - deposito então nas bochechas da mulher um beijo - tenha uma boa noite de trabalho. - me afasto dela acenando enquanto encaixo minha cabeça nos ombros dos homem ao meu lado que parecia estar surpreso

- Como fez isso? digo, ela nem pediu seus documentos para avaliação... - seu olhar era de espanto

- Eu sou psiquiatra querido, já fui mulher do homem mais manipulador de Gotham... eu consigo fazer isso muito bem, acredite. - deposito um beijo carinhoso em sua bochecha deixando meu batom vermelho aveludado marcado do lado esquerdo - amorzinho, para onde vamos?!

- Precisamos chegar ao sétimo andar, os pacientes meta humanos ficam naquele lugar. - os olhares iam de encontro a nós dois, todos sorriam para mim, no caso Jennifer a mulher de Brad.

Devo admitir que esse lugar foi muito bem produzido, a elegância e sofisticação era bem aparente até nos corredores mais estreitos do ambiente... ao se aproximar do elevador, observo várias enfermeiras se chegando próximo a nós, para a minha sorte nenhuma delas me encarou atentamente, apenas abriram passagem para nós dois.

- Quando isso vai sair do meu pescoço? - ele me pergunta enquanto entrelaça seu braço ao meu para dispistar os olhares

- Está com pressa de perder a coleira doguinho? - sorrio baixo

- Estou falando sério, eu te ajudei e quero ver minha família... prometeu não me matar. - sua voz era séria

- E eu não vou se me ajudar a soltar todos

- Todos? você disse que queria apenas suas amigas soltas arlequina. - sua preocupação era visível e eu percebia

- As vozes me disseram para soltar todos, quero esse lugar abaixo... nada melhor que deixar as pessoas prejudicadas a isso fazerem o serviço, não acha?! - apoio minha cabeça sob seu ombro enquanto ele abaixa o olhar para me ver

- Arlequina...

- Sem estress Brad, vamos, é nosso andar. - me solto de seus braços piscando para ele logo a frente.

O corredor era vazio e sem nenhuma cela, apenas a iluminação perfeita e as plantas do lugar davam o ar da graça nesse andar... observo Brad passar por mim indo em direção a única porta no fim do corredor me deixando para trás

- Ei... - corro em sua direção puxando seu ombro - ficou louco? Nao saia de perto de mim Brad, eu te mato agora mesmo, eu só preciso apertar um unico botão. - mostro a ele um aparelho pequeno e preto preso ao meu dedo esquerdo

- Eu preciso desativar as câmeras arlequina... - ele diz suando frio, o medo na sua voz era aparente

- Entao me espere pra isso... vamos logo! - digo me aproximando dele - nem tente bancar o espertinho, eu conheço o ser humano muito bem Brad - passo as mãos por seu cabelo loiro - hidratadissimo hein.

Sem dificuldades, Brad destrava a porta onde dava acesso as câmeras de todo prédio, ao total era mais de 60 cameras e ele só tinha acesso a essa sala pois era o único segurança responsável por elas, o que no fundo era uma idiotice tremenda, quem coloca apenas um único funcionario como responsável por toda segurança de um prédio desses?! " são uns idiotas não é amiguinha" as vozes sussuram em minha mente me fazendo concordar em voz alta.

- Disse alguma coisa? - ele me diz saindo debaixo da mesa por onde desconectava os fios de acesso as câmeras

- Não é nada, são as vozes sabe... - digo apontando para a minha cabeça deixando o homem confuso, ao mesmo tempo assustado.

- Pronto, está tudo desconectado. - ele diz se levantando com alguns fios em mãos

- Desconectado? Está tudo ligado, olha as imagens! Brad... - digo apontando o botão para a sua face o ameaçando

- Calma ai ta bem?! são imagens de hoje cedo, está vendo? olha a claridade nesse ângulo... - ele então aponta para a última câmera que mostrava o pátio do lugar indicando ser 10 da manhã - se algum segurança de plantão chegar nao vai notar, irá achar que ainda está gravando normalmente.

- Brad, você é um gênio cara, deveria trabalhar para o FBI sabia? - Digo o abraçando forte enquanto o homem permanece intacto, assustado pelo botão em minhas mãos

- Tudo bem mas agora vem a parte difícil, seu crachá é provisório, você não tem acesso a sala dos detentos... eu também não tenho, como vai fazer?! - sua cara de preocupação era grande

- Acha que não pensei nisso? - levanto em sua direção o crachá de uma das enfermeiras que estavam com a gente no elevador minutos antes

- Como conseguiu fazer isso? - com a boca entre aberta ele encarava minha atitude com maestria

- Digamos que eu sou uma ótima ladra amiguinho... agora vamos lá. - digo o puxando para perto de mim

- Você disse que ia me soltar!

- Quando eu conseguir abrir tudo voce será um homem livre meu querido, mas por enquanto ainda não, me passa a mochila - digo puxando a mochila em suas costas onde estava todo o armamento necessário, e algumas bombas é claro. - o senhor C adorava brincar com bombas, acabei puxando isso nele HAHAHA

Observando atentamente o corredor saimos da sala de cameras sem deixar suspeitas, o lugar estava apenas com uma musica ambiente calma, porém bastante irritante.

No corredor a frente vejo a minha chance de entrar no lugar com todo armamento sem ser vista, até parecia que o destino estava a nosso favor aquela madrugada... um carrinho na qual continha algumas toalhas de banho, provavelmente de alguma ajudante de limpeza do lugar, estava parado próximo a uma porta que indicava ser o armazém do prédio.

Escondendo a mochila sob as toalhas brancas seguimos até o corredor ao lado direito onde havia uma grande porta de aço, nela havia dois seguranças que nos observaram assim que entramos no lugar... aquilo me arrepiou até a espinha, suas metralhadoras estavam engatilhadas, prontas para matar.

- Boa noite senhores... - me aproximo deles deixando o carinho ao meu lado, eu teria que seduzilos - bem, estou com algumas toalhas e roupas limpas para os internos...

- São 3 da madruga doutora Asheley. - o segurança encara meu crachá grudado ao corpo mostrando apenas meu nome, a foto havia sido embaçada por mim.

- Eu sei, mas não me avisaram nada... te avisaram que teria impedimento de horário Brad? - digo o encarando atrás de mim

- Podem deixá-la passar, está comigo, eu cuido dela lá dentro. - ninguem o questiona, apenas o deixam entrar junto a mim

- Que segurança mais falha desse lugar. - digo sorrindo com o carrinho em mãos caminhando para dentro do corredor, os seguranças pareciam desconfiados mas o chefe deles havia afirmando que nossa presença estava liberada, quem iria questionar?!

Dentro do ambiente escuro sou capaz de sentir o ar assasino daquele lugar silencioso... sem ascender a luz me direciono corredor a dentro gargalhando forte enquanto as luzes eram acessas pelo movimento, Brad apenas me encarava de canto mexendo no painel de controle das celas preso na parede.


- Boa noite senhora e senhores do andar 7, me desculpe incomodar o sono de vocês mas gostaria de avisar que nosso destino final é esse! - sinto o destrave de todas as celas serem abertas enquanto retiro da bolsa uma arma carregada e uma bomba. - é hora do recreio pessoal. - uma figura de cabelos verdes sai diante de todos alargando seu sorriso ao me ver.

Sinto cada membro do meu corpo perder o controle enquanto todos começam a fugir... os barulhos de tiros são escutados até alguém entregar a ele uma metralhadora de um dos seguranças do local que ja havia sido morto, provavelmente por algum de seus "amigos" do crime.

- Harley. - sua voz rouca me balança por inteira até sentir minha alma sair do corpo

- Pudinzinho.


Notas Finais


E ai gostaram? Ai eu amei ♡ não esqueçam de deixar a opinião de voces aqui, é importante pra mim xuxus


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