História Histórico dos Toques - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Baekyeol!cegueira, Chanbaek, Doçãodoexofanfics, Exo, Exo!3shot
Visualizações 387
Palavras 1.134
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Escrevi escutando The Kills - Satellite e Björk - Quicksand (strings version) ~ link nas notas finais

Capítulo 2 - Dançando no escuro


 

 

 

Baekhyun gostava de gravar as expressões de Chanyeol com o seu tato: tinha o rosto pequeno como o de um menininho, embora fosse alto como o homem que realmente era, e estava certo de que era bonito como um anjo de Bouguereau. Era possível sentir inveja de alguém sem nunca tê-lo visto? Sim, pois invejava um rapaz que não enxergava; invejava-o os traços, a voz máscula, a altura e a câmera fotográfica.

Já Chanyeol o invejava o café, o cachorro e o dom de tocar piano sem nem sequer enxergar as teclas: o mais velho costumava dedilhar uma por uma, gravando os ruídos, para, então tirar, dali, uma bela música. Gostava de Diamanda Galás e ainda cantava bem, pois sua voz, ao mesmo tempo em que era viril, também conseguia soar melíflua sobre a clave de Sol.

Sempre que ia visitá-lo, levava sua câmera, pois adorava fotografá-lo, e ele adorava ser fotografado; Baekhyun não se importava em não ver as fotos, o que o aprazia era escutar, depois de muito tempo, o som das engrenagens da câmera estralando quando uma foto era feita. Tinha muitas fotos de Baekhyun rodopiando no centro da sala até cair no tapete numa gargalhada gostosa enquanto escutava alguma música vibrante. Naquele dia, pulavam na cama ao som de The Kills - Satellite, naquela vibe esquisita de estar viajando de carro pelas próprias imaginações enquanto desafiavam a força do estrado com os próprios pesos. As mãos se seguravam e os olhos, bem, Chanyeol mantinha-se imerso nos orbes apagados de Baekhyun quanto mantinha aquela música socada na cabeça.

 

Operator, operator dial her back

Operator, operator don’t take her too

 

O mais velho era tão bonito naquela camisa listrada de mangas longas, a qual o fazia parecer menor do que já era, que queria parar com os pulos apenas para fotografá-lo: seus olhos se deliciavam com a faceta típica de criança ardilosa, que aprontava enquanto os pais se ocupavam no quarto ao lado. Assim, no quarto ao lado não havia ninguém, então poderiam fazer a arte que quisessem por aquele apartamento minúsculo, pois ninguém os julgaria.

E Chanyeol parou de pular por um segundo, e logo o menor também.

 

– Baekkie, continue pulando. – soltou as mãos do rapaz.

– E se eu cair da cama? – segurou-se pelos seus ombros.

 

– É só ficar no mesmo lugar. – desceu da cama para buscar a câmera deixada sobre o criado-mudo.

 

Ao subir de volta no colchão, pediu que Baekhyun voltasse a pular, permitindo que este segurasse um de seus ombros com apenas uma mão. Em seguida, voltou a saltitar também apenas para seguir o rosto dele: havia um pouco de receio em suas entrelinhas, então esperou para que este receio se dissipasse e voltasse a exalar confiança em seus traços. Quando, finalmente, o rapaz pareceu tranquilo em pernear-se “sozinho”, focou bem em seus lábios e o fotografou.

 

– Tirou foto? – ria.

– Você está muito bonito. – aquela frase se tornou corriqueira na relação de ambos. – Vou tirar mais uma.

 

Não uma, e sim várias, como sempre.

Baekhyun era o seu modelo favorito e, talvez, o mais bonito que teve nos últimos tempos. Ao descer da cama mais uma vez para voltar a câmera ao criado-mudo, começou a tocar “Quicksand”, da Björk, mas era uma versão sem o beat: apenas a orquestra e a voz de menina se faziam presentes naquela faixa. Pela primeira vez, notou o ritmo daquela música: era estranho, mas envolvente, e o despertava uma imensa vontade de mover as mãos como um maestro.

Ao se virar para Baekhyun, notou este deitado na cama, com ambas as mãos sobre o estômago e uma expressão que precisava registrar, no entanto, achou melhor não desconcentrá-lo da música, então sentou a seu lado na ponta do colchão.

 

– Eu dancei essa música com a minha irmã na formatura dela. – contou com um sorriso tão ameno quanto o seu tom de voz.

 

Ergueu uma sobrancelha. Sabia que aquele era um homem de mil e um talentos, então nem se impressionava mais.

 

– Você canta, toca, dança... O que mais falta?

– Eu queria atuar. – disse antes de se levantar da cama.

 

Em pé ao lado de Chanyeol, estendia a mão. Assim que seu convite fora aceito, arrastou-o para se afastar da cama e, com as mãos nos ombros alheios, deu início a um ritmo lento que o mais novo tentava acompanhar. Os pares de pés tilintavam sobre o carpete para lá e para cá, em um e dois; um e dois, e enquanto a mente de Baekhyun se mantinha em colapso pela sinfonia de Björk, o maior não podia deixar de notar o quão bonito ele ficava quando envolvido pela música.

Ousava fechar os olhos ao ter a nuca afagada vez ou outra pelos dedos instintivos do mais velho, cujo quadril se movia capcioso. Quando a música acabou, estavam tão envolvidos entre si que nem sequer se deram ao trabalho de dançar a próxima, a qual, para ambos, não tinha nome; era apenas alguns apenas ruídos bonitos a preencher o ambiente. Estavam, também, próximos até demais, e apenas alguns centímetros separavam os quadris.

Baekhyun podia sentir a respiração alheia em seu rosto, além dos lábios brandos sob o seu polegar. Riu, pois Chanyeol estava muito quente, claro sinal de nervosismo, e, a fim de mostrá-lo que estava tudo bem, seguiu os seus instintos, beijando-o na boca.

O mais novo levou alguns segundos para correspondê-lo, pois nem sequer acreditava que aquela criaturinha também o desejava. Como Baekhyun valorizava cada toque, a língua agia lenta e os beiços eram intensos em seus apertos, a fim de deleitar cada minúcia daquele beijo. Suas mãos foram até a cintura do pequeno, trazendo-o para mais perto enquanto este explorava a textura de seus lábios com uma cautela deliciosa, já característica de seu ser.

Chanyeol fechou os olhos e levou toda a sua concentração para a boca: o contato era tão mais gostoso que não evitou soltar um gemido lânguido quando teve o lábio mordiscado com deleite. Estava a se derreter nos beiços alheios, que o beijavam com uma maestria que jamais sentira noutro alguém. Era tão intenso que podia se dizer apaixonado por Baekhyun, mesmo tendo o conhecido há um mês; estava levemente excitado, a suspirar cada vez mais entre o beijo quando o menor se deliciava com os seus lábios; estava encantado por inteiro, pois aquele moço selava-se à sua boca com esmero, cuidando de cada movimento da mesma forma que dançava.

O jovem fotógrafo quem dera um fim ao beijo antes que caísse um abismo sem fim. Esteve tão absorto que sentiu uma leve vertigem ao se separar do mais velho, suspirou com os beiços avermelhados como cerejas. Trêmulo e um tanto bambo, estava certo de que, além de cantar, tocar e dançar, Baekhyun também beijava muito bem.

E quais seriam os outros talentos de seu pequeno modelo?

 

 


Notas Finais


O QUE ACHARAM?
Satellite: https://www.youtube.com/watch?v=_tCJBc-PozU
Quicksand: https://www.youtube.com/watch?v=EkA92QHENUY OUÇAM A VERSÃO ORIGINAL TAMBÉM QUE É LINDONA
e não se esqueçam de me importunar: https://curiouscat.me/JUSTDODOIT


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