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História Hit by Love - Capítulo 2


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Notas do Autor


Vamos de capítulo novo!! Esperamos que goste!

Capítulo 2 - Capítulo 2


Primeiro dia de aula. Estava apreensiva mesmo sendo o curso que sempre sonhei. Literatura.

Sempre fui apaixonada por livros, contos, poesias e tudo que eu pudesse me expressar através da escrita. Coloquei a mochila em um ombro só para descer. Eu estava usando uma calça jeans, tênis branco e uma regata branca com estampa de gatinhos pretos, a qual tinha um decote bem discreto. Optei por deixar meus cabelos soltos e desci para comer alguma coisa.

Susan estava com Half nos braços, enquanto Dylan comia e conversava com ela. Dylan. A imagem dele na piscina me perseguiu durante a noite toda. 

Ele usava uma calça jeans, uma regata preta que dava um contraste com sua pele branca e seu cabelo castanho, e um tênis surrado e estiloso. Em seu pescoço tinha uma corrente fina e prata que brilhava quando ele se movia e meus olhos acompanhavam o local onde a corrente se encontrava.

Suspirei e me aproximei com um sorriso meio forçado.

- Querida, venha comer alguma coisa. - Susan disse, colocando Half no chão.

Assenti e fui na direção da mesa farta. Dylan me acompanhava com seus olhos castanhos e eu senti meu rosto queimar de vergonha. Não conseguia encará-lo depois de ter praticamente babado na imagem dele saindo da piscina no dia anterior. E o pior de tudo é que eu sabia que ele tinha percebido.

- Qual curso você vai fazer mesmo, Rachel? - Susan perguntou, me fazendo encará-la.

- Literatura. - comentei, sorrindo.

Dylan olhou para mim e sorriu. Ele fazia de propósito.

- Teremos uma escritora por aqui... - ele disse, ainda sorrindo e me olhando.

- Peter disse que ela ganhou todos os concursos textuais do colégio. - Susan contou para ele como se eu não estivesse ali.

- É... - respondi sem saber o que dizer. Eu estava nervosa e nem sabia o porquê. Talvez eu soubesse sim. - O que você estuda lá? - finalmente olhei para ele, mas minha voz saiu um pouco baixa.

-Biotecnologia. - falou, dando de ombro e se levantando.

Dei de ombros também e terminei de comer. Quando saí pela porta da sala e ouvi um barulho de motor vindo da garagem. Era Dylan numa moto. Desci as escadas e fui andando pela calçada. Antes de eu me distanciar do jardim, ele me chamou.

- Aceita uma carona? - ele perguntou, arqueando as sobrancelhas e sorrindo torto.

Fiquei nervosa com aquela pergunta. Eu não teria coragem de ir de moto com ele. Se eu já ficava com o rosto quente quando ele sorrIa, imagina como eu ficaria indo de moto com ele, segurando em sua cintura e sentindo aqueles músculos que minha mente insistia em lembrar.

- Ah... Não, obrigada. - tentei sorrir simpática.

- Prefere ir a pé e sozinha no seu primeiro dia? - perguntou depois de dar uma gargalhada. Uma gargalhada bem fofa na verdade.

- Eu tenho... - pensei rápido no que dizer e continuei. - Medo de andar de moto.

Ele riu por um tempinho entendendo o meu tal medo. Ele assentiu, ainda sorrindo e saiu da moto. Desligou o motor e colocou a chave no bolso ao mesmo tempo que colocava a mochila em um dos ombros e caminhava em minha direção.

- Vamos a pé, então. - falou e parou ao meu lado.

Fiquei parada olhando para ele uns segundos. As minhas bochechas já estavam explodindo, e concluí que era verdade, pois ele sorriu se divertindo com a minha situação. Ele balançou a cabeça me incentivando a ir andando. Eu abri a boca umas duas vezes tentando dizer algo, mas resolvi assentir e começar a andar ao seu lado. 

Andamos em silêncio por uns minutos até Dylan falar:

- Literatura, é? - olhou para mim esperando uma resposta.

- Sim, gosto de escrever. - falei olhando em sua direção.

- Você tem cara daquelas garotas que só sabem estudar e esquecem que tem vida. - falou soltando uma risada. Eu me ofenderia se não fosse verdade o que ele tinha acabado de dizer.

- Você deve estudar muito também, não é? - perguntei olhando para ele. - Afinal, biotecnologia não deve ser muito fácil. - falei.

- É... - ele deu de ombros.

Ele não parecia gostar do curso que fazia. Sempre dava uma resposta vazia e mudava de assunto.

- Então, você só escreve? Não gosta de mais nada? - perguntou olhando para frente dessa vez.

Pensei em dizer sobre outro hobby que eu tinha. A dança. Eu amava dançar desde pequena e depois que completei 14 anos comecei a praticar com mais frequência. E era um escape para eu vencer a timidez. Porém, resolvi não revelar isso para Dylan. Eu me sentia insegura ao lado dele. Era estranho.

- Gosto de ler? - respondi, mas a resposta pareceu mais uma pergunta o que fez Dylan rir pelo nariz e olhar para mim ainda sorrindo.

Ele assentiu e continuamos caminhando. Finalmente, chegamos ao campus. Era lindo, tinha vários prédios e um jardim maravilhoso na entrada. Dylan pediu que eu o seguisse.

Caminhei ao seu lado e percebi que as pessoas começaram a olhar demais para mim e comentarem alguma coisa entre si. Por onde Dylan passava, ele era cumprimentado por alguém. Ele era popular. Típico. Rolei os olhos ignorando os olhares sobre mim, principalmente das garotas que me olhavam raivosas. Chegava a ser engraçado.

- Bom, acho que aqui você já se encontra. - ele disse, sorrindo e apontando para o prédio à nossa frente. Olhei para ele com as sobrancelhas arqueadas. - É o prédio do seu curso. -completou, rindo da minha cara de perdida.

- Ah... - falei, corando por conta do sorriso dele. De novo. - Obrigada. - falei.

Ele assentiu, acenou e se virou indo na direção de outro prédio. Fiquei observando suas costas largas por um tempo, mas minha própria consciência gritou um “Acorda, Rachel”.

Entrei no prédio e procurei pela sala da primeira aula. Não foi muito difícil de encontrar. Resolvi sentar na parte de trás da sala. Era tudo muito novo para mim. A lugar foi enchendo aos poucos.

Um garoto loirinho, magro e de rosto angelical sentou próximo à mim e sorriu. Sorri de volta tentando ser simpática.

- Sou Nathan. - estendeu a mão para mim.

- Rachel. - falei, segurando sua mão.

- Estou muito perdido aqui. - ele disse, rindo.

- Você não está sozinho nessa. - respondi, sorrindo.

Nathan e eu ficamos conversando por um tempo. Compartilhamos algumas coisas. Seguimos um ao outro nas redes sociais e outras coisas. Ele era tão tímido quanto eu. Ele parecia ser legal e eu fiquei feliz por arrumar alguém para almoçar comigo naquele dia. A aula começou, o que foi mais uma conversa sobre o curso e a turma ficou em silêncio. O professor se apresentou, explicou sobre provas e alguns costumes do curso. A hora passou rápido e Nathan e eu saímos em direção ao refeitório. Pegamos a comida e fomos nos sentar. Enquanto Nathan falava alguma coisa, percebi Dylan entrando no refeitório. Ele parou num grupo de garotos para conversar e alguns segundos depois uma loira peituda se apoiou em seu ombro. Dylan olhou a menina de cima a baixo e não pareceu se importar com a presença dela ali. Ele voltou a falar com os amigos enquanto a menina alisava seu tórax. Rolei os olhos com aquela cena e a voz de Nathan me chamou de volta para a conversa:

- Você ouviu alguma coisa que eu disse? - perguntou, rindo e olhando para onde meus olhos estavam antes. - Ah, já entendi. - falou ainda rindo.

- Entendeu o quê? - me fiz de desentendida.

- Tá olhando pro garoto desde quando ele entrou no refeitório e sua cara foi ótima quando a loira gostosa chegou nele. - disse enquanto comia.

- Ele é filho da minha madrasta. - suspirei e coloquei uma garfada na boca. Ele não perguntou nada, mas resolvi contar assim mesmo.

- Pelo menos, você já conhece alguém. - continuou comendo. - E parece que quer conhecer mais. - riu da expressão que eu fiz quando ele disse.

Dylan passou por perto da mesa onde eu estava, sorriu e piscou para mim o que me fez engasgar e dar um tchauzinho tentando agir normal e indiferente. Nathan não segurou a risada. Continuei comendo e conversando com o Nathan, mas a voz da garota ao lado era tão irritante e aguda que não consegui evitar de ouvir a conversa com sua amiga.

- Vai ter luta hoje no ginásio. - ele disse meio eufórica.

- Vamos assistir aquele gato sem camisa e suado dando uma surra nos outros garotos. - a outra respondeu igualmente animada.

Olhei para Nathan que também pareceu ouvir. Ele me chamou pra conferir a tal luta, eu dei de ombros e aceitei.

Pelo que ele tinha me dito durante a aula, a faculdade tinha muitas equipes esportivas e grupos de várias coisas.

Voltamos ao prédio, mas dessa vez fomos para outra sala. Depois que a aula acabou seguimos algumas pessoas que falavam da luta e calculamos que estavam indo para o ginásio. E realmente estavam. Sentei nas arquibancadas ao lado de Nathan. E as lutas começaram. Os garotos eram bons. Era MMA. Vários estilos de luta performados pelos garotos num octógono com um juíz observando os lutadores e pronto para separá-los se algo saísse do controle. Alguns lutavam no chão, outros preferiam de pé e na maioria das vezes um oponente derrubava o outro para finalizar. Eu não entendia muito as regras, mas era bem legal. Fiquei conversando com Nathan, enquanto uma luta acontecia após a outra e a torcida gritava pelo seu favorito, mas fomos interrompidos pelos gritos das garotas que estavam ao nosso redor. Olhei para onde elas apontavam e engoli o seco. Era Dylan sem camisa indo em direção ao octógono. Ele passou a mão por seus cabelos escuros e continuou andando. Meus olhos percorreram cada músculo que seu corpo tinha. Percebi um tatuagem em seu tríceps direito. Sua corrente prata ainda estava em seu pescoço. Ele tirou o objeto e entregou para alguém fora do ringue e foi nesse momento que ele olhou para arquibancada porque uma louca na minha frente o chamou. Mas não foi para ela que ele olhou. Ele olhou para mim, sorriu e piscou assim como fez no refeitório. Eu dei um sorriso sem dentes e senti meu rosto queimar. Recebi uns olhares revoltados de algumas pessoas, o que fez Nathan rir.

A luta começou. Dylan deu o primeiro soco já deixando o adversário meio tonto. O rival tentou chutar o rosto de Dylan, mas ele defendeu e num movimento rápido chutou o rosto do garoto fazendo ele cair no chão. O garoto levantou muito tonto e foi na direção de Dylan, mas mais uma vez foi golpeado. Levou um soco no queixo. Um nocaute. Todos na arquibancada gritavam seu nome. As meninas gritavam elogios e convites como “lindo”, “gostoso”, “vem para minha cama” e por aí vai.

- Parece que seu irmão é bom. - Nathan falou me cutucando.

- Que parte do “Ele é filho da minha madrasta” você não entendeu? - falei revirando os olhos fazendo Nathan gargalhar.

- É brincadeira, Rachel! - falou tocando em meu ombro. - Tem um pouco de baba aqui. - ele apontou para o canto da minha boca.

Eu bati em seu dedo, mas acabei rindo. Eu realmente devia ter babado vendo aquela cena. A arquibancada começou a esvaziar. Dylan foi saindo pelo outro lado do ginásio, mas foi impedido por algumas meninas pedindo abraço e fotos para ele. Ele atendeu todas simpaticamente, mas fugiu delas na primeira oportunidade. Desci junto com Nathan e fomos andando pelo campus. Já era bem tarde. Me despedi de Nathan e fui andando para casa. Uns minutos depois ouvi passos atrás de mim. Primeiro, eu achei que seria um assaltante e já virei assustada. Mas me deparei com um Dylan suado e sorrindo para mim. Sua camisa estava justa por conta do suor, o que deixou seus músculos evidentes e não consegui impedir meus olhos de apreciarem.

- Não imaginei que você gostasse de lutas. - falou me fazendo encará-lo. Ele estava sorrindo e seus olhos estavam semi cerrados mostrando que ele realmente estava sorrindo.

- Eu não entendo muito. - respondi, fazendo ele rir. - Mas parecia que você sabia o que estava fazendo. - continuei vendo ele sorrir torto.

- Eu realmente gosto de lutar. - comentou ainda sorrindo.

- Você tem bastante fã, não é? - minha voz saiu mais irônica que o desejado.

Dylan deu uma gargalhada meio alta e deu de ombros. Conversamos sobre algumas coisas. Rimos de outras. Ele era legal. Me deixava nervosa, mas sua companhia era boa. Finalmente, chegamos em casa. Dylan foi direto para o banheiro tomar banho. Segundo ele, eu era uma heroína por aguentá-lo suado ao meu lado. Eu realmente não me importava de tê-lo suado com a blusa colada ao meu lado, mas ele não precisava saber disso. Fui tomar um banho também, logo depois de cumprimentar Susan com um abraço e acenar para o meu pai que estava do outro lado da sala numa, provável, ligação de negócios. Vesti uma  blusa branca larguinha e uma calcinha, que parecia um shortinho, de estampa de unicórnio. Mais infantil impossível. Deitei na cama e fiquei pensando nas habilidades de Dylan no ringue. Seus movimentos precisos. Seus músculos movimentando conforme os golpes. Fiquei vermelha só de lembrar e acabei sendo vencida pelo sono.

Acordei ainda era 2h da manhã. Minha barriga protestava. Lembrei que eu não havia comido nada desde a hora que havia chegado. Percebi o silêncio na casa e saí do quarto do jeito que eu estava. Half veio em meu encalço. Fui para a cozinha, comecei a procurar alguma coisa no armário sem nem ao menos olhar em volta. Abri o armário de cima e achei uma caixa de cereal e era aquilo mesmo que eu comeria. Eu não alcançava direito. Me estiquei o máximo que pude e peguei a caixa. Quando me virei, a caixa caiu das minhas mãos espalhando todo cereal pelo chão. Dylan estava me observando do outro lado da cozinha com um sorrisinho torto no rosto. Ele estava sentado com um copo d’água na mão. Senti cada célula do meu rosto em chamas e tentei me esconder atrás da ilha da cozinha.

Ele soltou uma risada e se levantou, caminhou para frente da ilha, olhou para a bagunça que eu tinha feito, voltou o olhar para meu rosto envergonhado e disse:

- Precisa de um ajudinha?


Notas Finais


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