História Hitchhiker - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma, Mills, Ouat, Regina, Swan, Swanqueen
Visualizações 712
Palavras 3.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, FemmeSlash, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem o atraso e não desistam de mim! Era pro cap ter saído hoje no começo da tarde, mas faltou energia no meu bairro e só voltou agora. Sem mais enrolações, só peço para que olhem as notas finais e POR FAVOR respondam o que eu perguntar lá.
A música de hoje é Right Here, Right Now do HSM (o terceiro se não me engano)
Cap revisado como sempre, qualquer erro me avisem.
Quero agradecer as leitoras eullana e swenlatina pelos comentários fofos que me deixaram. Um beijão pra vocês meninas, mwah!
Boa Leitura!

Capítulo 12 - Right Here, Right Now


Fanfic / Fanfiction Hitchhiker - Capítulo 12 - Right Here, Right Now

Regina

 

"Você pode imaginar o que aconteceria

 Se nós pudéssemos ter qualquer sonho?

 Eu desejaria que esse momento pertencesse a nós

 E que nunca acabasse.

 Então eu agradeceria àquela estrela

 que fez nosso desejo virar realidade, 

 Porque ela sabe que onde você está é onde eu deveria

 estar também."

 

- Linda, quer ir comigo comprar comida? - a voz de Emma surgiu atrás de mim, enquanto Ruby, Kill e eu terminávamos de fazer os rodapés da sala. A casa que escolhera era do tamanho ideal, além de aos poucos começar a ter o jeitinho dela.

- Ah, estou toda suja de tinta Emma. - Ruby resmungou, tentando em vão limpar a mancha de tinta do rosto.

- Ela estava falando com a Regina, sua lerda. - Retrucou Kill que também estava com tinta por toda face. Eu percebia como ele estava mais do que atento em tudo que acontecia entre Emma e eu, mesmo que fosse a menor interação.

- Ah... - a morena mais magra nos espiou e conteve um sorriso. - Pede pra minha avó caprichar hoje porque eu estou varada de fome, patinho.

- Pode deixar. - Emma sorriu e foi logo se retirando ao passo em que eu me livrava dos pincéis e utensílios para segui-la. Agradeci por eles realmente não estarem nos constrangendo, apesar de algumas alfinetadas que vez ou outra Jones insistia em nos dar.

Lá fora, ainda esperamos ter virado a esquina para darmos as mãos, sentia os olhos dos dois curiosos queimarem nossa pele enquanto nos afastávamos. Zelena e Roland chegariam no final da tarde para nos fazer companhia e eu ainda não tinha descoberto a melhor maneira de conversar com minha irmã sobre Emma e eu. Não era como se já não tivéssemos conversado ou como se ela não fosse me apoiar, mas eu ainda estava lidando com tudo e Zelena nunca foi muito discreta.

Encontramos alguns soldados de folga pela cidade, todos brincavam com Emma e apenas acenavam com a cabeça para mim. Havia bastante gente no Granny's na hora do almoço, mas fomos prontamente atendidas pela senhora de cabelos grisalhos. Fizemos nossos pedidos e ficamos esperando perto do balcão, mas logo os olhos verdes de Emma ficaram preocupados olhando para algo atrás de mim. Me virei e identifiquei Milah entrando no estabelecimento.

Tentei fingir indiferença encarando um ponto fixo qualquer. A morena alta de olhos claros se aproximou de nós e antes que conseguisse falar qualquer coisa Emma pegou minha mão e segurou firme, ato o qual a outra ignorou completamente.

- Oi. - disse, num tom sensual demais para o meu gosto. - A gente sempre se encontrando por acaso, hein. - riu e Emma lhe lançou um sorriso forçado. Permaneci séria ignorando a presença dela, que afinal de contas não dirigia a palavra à minha pessoa. - Tudo bem com vocês?

- Ah, sim, tá tudo bem sim, Milah. - Emma estava visivelmente sem jeito. 

- Sinto tanta sua falta, depois que a gente terminou nunca mais nos vimos. - usou um tom aborrecido que mais parecia estar gemendo. Revirei os olhos. Onde estava Granny com nossa comida? - Pensei que nós pudéssemos pelo menos ser amigas, sei lá, não custa tentar né? Você sabe que eu ainda gosto de você e me dói todo esse afastamento...

O que aquela garota estava querendo? Ela não estava vendo nossas mãos unidas? E porque Emma apenas ficava sem jeito e não fazia nada? Meu sangue estava fervendo na veia e aquela voz de taquara me tirando do sério.

- Milah, eu já disse que não gosto de você desse jeito. Não vamos piorar as coisas. - Emma sussurrou de volta. Acho que ela temia algum tipo de barraco, mas fiquei feliz por aquela negativa. Granny finalmente vinha carregando nossas marmitas quando a outra fez pirraça parecendo uma criança birrenta:

- Eu não acredito que não goste nenhum pouquinho de mim, Emma. E o que tivemos? Porque?

- Porque ela gosta de mim. - respondi, retirando o dinheiro da carteira e entregando para Granny. - E eu gosto dela, tá bom pra você ou quer mais? - me virei, já com as sacolas na mão e mirando seus olhos verdes com intensidade.

Ao meu lado Emma tinha os olhos tão arregalados que parecia que iam saltar da cara. Milah me olhava como se quisesse voar no meu pescoço e se eu não fosse o próprio diabo quando estava irritada diria até que ela podia parecer um pouquinho perigosa. Me estiquei ficando na ponta dos pés e deixei um longo selinho nos finos lábios de Swan.

- Vou te esperar lá fora, não esquece de pegar o refri. 

Desfilei pelo restaurante até a saída me sentindo vingada. Nem mesmo virei-me para ver a cara da dissimulada. Esperei por Emma debaixo da sombra de uma árvore do outro lado da rua. Minha jardineira tinha respingos de tinta, mas não me importei. Swan veio caminhando até mim com seus cabelos presos em um coque e o vento fazia com que alguns fios se soltassem. O corpo demasiadamente branco brilhava sob a luz do sol.

Ela tinha o sorriso mais bonito que eu já a tinha visto dar depois do nosso primeiro beijo, claro. Por algum motivo, quando se aproximou e inspirei o cheiro de canela que o vento trouxe de sua pele, me senti com raiva novamente. Aquela experiência não tinha sido nenhum pouco legal.

- Não sabia que era ciumenta, senhorita Mills. - depois de me dar um beijo na testa, Emma segurou minha mão com a sua livre e voltamos a caminhar pela calçada.

- O que? Não foi ciúmes. - neguei, aquela informação era totalmente nova até mesmo para mim. - Só achei que ela foi muito abusada e como você parecia mexida com a situação...

- Eu não estava mexida, Regina. - ela me interrompeu. Respirei fundo e dei de ombros. - Linda, ela gosta de mim e é uma mulher muito bacana. Eu só tento respeitar o sentimento dela...

- Ela não respeitou o nosso sentimento. - vociferei de volta. Eu não queria de maneira alguma ficar mal com Emma por conta de uma idiota qualquer, mas não conseguia evitar sentir raiva. - Eu não sou sua namorada ainda, ela viu que estávamos de mãos dadas e mesmo assim agiu daquela maneira petulante. - parei de caminhar. Estávamos próximas da rua de Emma e eu não queria chegar lá sem terminar aquela conversa.

- Ainda? - a voz dela soou doce e seu corpo prensou o meu contra uma árvore.

- Hã?

- Você disse que AINDA não é minha namorada. - sorriu, largando a sacola com o refrigerante no chão e vindo me beijar.

- Emma, nós estamos na rua. - desviei o rosto, sentindo seus beijos molhados descerem para o meu pescoço. Arfei com o contato.

- Milah não ligava de me beijar na rua. - a Major se afastou, abaixou pra pegar a sacola no chão e voltou a caminhar normalmente. Fiquei alguns segundos parada digerindo o que tinha ouvido antes de ir atrás dela. Loira abusada!

- Da próxima vez eu deixo ela te engolir inteira. - acertei um tapa em seu braço direito, mas a única resposta foi sua gargalhada. Viramos a esquina de sua rua e permaneci emburrada. - Liga pra ela e convida pra conhecer sua casa nova. - abri a portinhola da cerca do quintal com brutalidade e em seguida senti sua mão em meu braço me puxando de volta. - O que foi? - perguntei, vendo o mesmo olhar cínico de provocação de segundos atrás.

- Você é mesmo boba se acha que tem espaço pra qualquer outra pessoa na minha vida além da quase namorada mais linda do mundo. - disse, fazendo um biquinho manhoso. Eu fiquei totalmente derretida, embora não fosse esquecer tão cedo aquele episódio e teria a beijado mesmo com o risco de Kill e Ruby verem se Mary e David não tivessem chego.

- É aqui que precisam de mais dois pares de braços? - a voz firme de David soou brincalhona e todo nosso clima foi cortado. Cumprimentamos os dois e entramos para almoçar.

A tarde correu tranquila. Mary e eu fizemos algumas mudanças de decoração de última hora, David e Emma montaram todos os móveis e dispuseram nos lugares certos conforme a tinta ia secando.

Já era noite quando nos jogamos no chão sem forças. Ainda faltavam muitas coisas para preencher os móveis, paredes e etc, mas 85% tinha sido completado. Os pais de Emma foram embora e logo Zelena chegou. A noite estava fresca para compensar o dia quente.

- Cadê meu sobrinho? - perguntei assim que minha irmã atravessou a porta e não vi sinal algum do meu pequeno.

- Oi, sis. Tá tudo bem sim, e você? - ironizou. - É aniversário do sobrinho da Marian, ele preferiu ficar.

- Cadê o August? Pensei que ele viria com você. - Killian atravessou a conversa. Queria meu ursinho junto comigo.

- Ele teve um compromisso inadiável, mas disse que tentará vir amanhã de manhã. - minha irmã sentou no sofá novo de Emma, olhando para nosso estado caótico no chão. - Parece que você conquistou mesmo o coração do Gus, eu nunca vi ele se interessar tão facilmente por alguém.

- Ai, sério? - o moreno batia palminhas. - Ele é tão inteligente, sério, polido... - suspirou. - Será que ele vem mesmo? Preciso dar um jeito na minha cara, imagina se ele vem e eu tô nesse estado deplorável? 

- Ai, deixa de drama viado. - Ruby engatinhou até Zelena e ficando sobre os joelhos se inclinou para beijá-la. - Sua mãe já deu a resposta?

- Deu sim. - deu de ombros, como se não fosse nada demais. - Parece que a MT vai ter um novo rosto a partir de agora.

- Sério? Eu passei? Ela gostou de mim? - Ruby berrava. Em questão de segundos estávamos todos pulando e comemorando na sala ainda desorganizada de Emma. - Precisamos comemorar!

- Precisamos de um banho e cama, isso sim. - bati a poeira da minha roupa e ouvi resmungos.

- Mas nós vamos comemorar, só eu e você. - o braço de Zelena passou pela cintura da outra morena e as duas engataram num beijo de cinema.

- Parece que você vai ouvir sua irmã transar de novo, Regina. - Riu Killian e tudo que eu fiz foi revirar os olhos. - Ai, desgruda vocês duas ninguém tá afim de ver um pornô, ainda mais se for um lésbico. - o viado se enfiou no meio das duas, quebrando o beijo e puxando Ruby pelo braço. - Não foi assim que eu te criei Ruby Lucas!

- Eu juro que se vocês ficarem gritando feito gatas no cio eu sou capaz de jogar um balde de água fria nas duas. - avisei. Caminhei até o canto da sala onde nossas bolsas tinham sido deixadas e logo a coloquei nos ombros. 

- Ah, Regina eu não tenho culpa se você não transa. - retrucou minha irmã. Emma olhou para mim e mordeu o lábio, mas tratou logo de disfarçar quando viu que eu tinha visto. 

- Você é uma escandalosa. - bufei irritada. - Vamos embora logo. - caminhei até a porta. - Boa primeira noite pra você, Emma. - acenei e caminhei até o carro de minha irmã que veio atrás de mim em seguida.

Ela já tinha ligado o veículo quando Emma atravessou o quintal correndo.

- Gina! - chamou e eu pedi um minuto para Zel que apenas ergueu as sobrancelhas ruivas. Dei a volta no carro e parei em frente a loira. - Obrigada.

- Pelo quê?

- Por tudo. - sorriu. Nossos corpos estavam próximos e eu podia sentir os olhares de Kill, Ruby e Zelena nos observando como obras de arte. - Tenta vir pra cá depois. - pediu num sussurro e ele olhei para minha irmã com o rabo dos olhos. Um arrepio percorreu meu corpo. Ficar sozinha com Emma era tudo em que eu vinha pensando ultimamente.

- Não sei Emma, com Zelena em casa é complicado...

- Só tenta. - insistiu e acabei assentindo. - Manda uma mensagem avisando se for vir.

- Ok. - deixei um beijo em sua bochecha e voltei para o carro.

- E então? Continuam sendo apenas amigas? - a pergunta veio em tom malicioso assim que chegamos em casa. Eu queria tanto conversar com minha irmã, mas ela mesma não ajudava.

- Claro que sim. - menti. A ruiva me seguiu até o meu quarto e ficou me atormentando até que eu entrasse no banheiro para meu merecido banho.

Ruby apareceu uma hora mais tarde para jantar e eu me enfiei no meu quarto esperando que as duas fossem para o de hóspedes logo.  Enquanto esperava, fiquei pensando sobre o que dissera a respeito de Emma e eu AINDA não sermos namoradas. Apesar de querer ir com calma, no fundo eu tinha uma espécie de certeza que me dizia que não conseguiríamos fugir daquele destino e lembrar das investidas de Milah só me fazia queimar de raiva. Eu nunca fui ciumenta, em nenhum dos poucos relacionamentos sérios em que me meti. O ciúme partia apenas de meus namorados e nunca ao contrário.

Parte de mim queria quebrar tudo ao meu redor, principalmente a cara de Milah, mas a outra parte tinha medo disso afastar Emma. Eu não posso negar, o fim da minha paixão por Graham foi conta do ciúme excessivo e eu não queria ser a pessoa que ia transformar o sentimento de Emma por mim em algo ruim. Pelo menos agora eu conseguia entender um pouco o que ele passava.

Outra coisa que me dividia era o sexo. Eu adoro sexo, sempre fui uma mulher que não nega fogo e me arrisco a dizer que deixo Zelena no chinelo nesse quesito, talvez seja a genética latina, mas me bugava o cérebro quanto ao que fazer na hora H. Eu tinha plena noção de como era uma transa entre duas mulheres, mas não tinha certeza se seria uma boa parceira, já que, afinal, me faltava a prática.

Como a boa Jornalista que sou e o tempo de sobra que tinha enquanto as duas no andar de baixo não subiam, resolvi fazer uma pesquisa de campo. Fiquei surpresa ao constatar como era variado o leque de opções e como as dicas eram bem explicadas e específicas. Parecia tosco e idiota procurar por aquilo na internet, mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde iria acontecer e eu não queria ser um peso morto pra Emma carregar. 

Durante toda a minha vida sempre gostei de fazer tudo perfeitamente e como boa amante de sexo que sou, com certeza essa área teria que ser ainda melhor. Quando acontecer estarei preparada e tomara que seja logo.

Ouvi um barulho de passos e vozes no corredor e uma porta sendo batida em seguida. Desliguei o notebook e troquei de roupa, esperando alguns segundos antes de descer lentamente as escadas.

Me senti uma adolescente fugindo dos pais no meio da noite e ri sozinha enquanto caminhava apressada e mandava uma mensagem para Emma avisando que iria. A loira me esperava na porta quando cheguei.

- Oi, quase namorada. - beijou-me a boca e cedeu espaço para que eu entrasse.

- E o 'Pandinha'? - ri, passando os olhos pelo lugar ainda cru pela falta de decoração. Os braços de Emma me enlaçaram por trás e seu corpo empurrou o meu, guiando-me para o quintal, que além de ser enorme tinha uma casa na árvore que precisaria ser reformada. - Porque tem um colchonete no quintal?

- Porque vamos nos deitar e observar as estrelas. - soltou-me e foi se deitando, deixando um espaço ao seu lado pra mim. - Vem.

Deitei ao lado dela e descansei minha cabeça em seu peito. Eu estava deveras cansada do dia de trabalho na casa, e seu corpo quente combinado com sua mão me fazendo um cafuné nos cabelos não estava ajudando meus olhos a ficarem abertos.

- Você conseguiu falar com sua irmã? 

- Não. - suspirei. Eu não fazia ideia do que falar. - Ela já me questionou sobre, mas eu ainda estava relutante quanto ao que sentia...

- Precisa de ajuda? - Emma se virou, apenas o suficiente pra me encarar. Assenti. - A gente não precisa sentar e explicar nada, só agir naturalmente como quando estamos sozinhas.

- Vai ser engraçado. - ri e Swan me acompanhou. - Emma... - chamei enquanto bocejava de sono.

- Fala, minha linda...

- Acho que eu sou ciumenta. - confessei envergonhada, não era legal admitir aquilo em qualquer circunstância, ainda mais sendo teimosa como eu era. Emma soltou de mim e deixou seu corpo repousar sobre o meu. 

- Jura? Nem percebi. - brincou, passando sua mão nas laterais do meu corpo. 

- Você tá quentinha. - abracei-a, afundando seu rosto no vão do meu pescoço. Ficamos assim por algum tempo e me lembro de ter ouvido Emma sussurrar alguma coisa, mas meus olhos já não conseguiam se abrir mais.

 

Emma

 

- Gina? - chamei pela terceira vez e não obtive resposta. Levantei a cabeça para encará-la e ela dormia abraçada em mim como um bichinho preguiça. 

Não consegui conter um sorriso com sua imagem serena. Eu não queria acordá-la seria um judiação sem fim, ela estava tão cansada e o leve bico em seus lábios junto com a respiração pesada só me confirmava isso. Com jeitinho, arrumei ela nos meus braços e a levei para dentro. Eu tinha me esquecido de como ela podia ser pesadinha, ainda mais desacordada. 

Subi as escadas devagar, morrendo de medo de acordá-la assustada e rolarmos pelos degraus. Regina se acomodou muito bem na minha cama, tomando conta do meu travesseiro e coberta, enquanto eu fui procurar uma roupa mais confortável pra dormir.

Apesar da minha vontade de querer curtir mais aquele momento, também estava cansada e logo dormi com uma Pandinha grudada em mim.

Acordei mais cedo que ela. Estávamos em uma posição diferente, mas ainda em um nó humano. Me livrei de suas pernas e braços devagar, fiz minha higiene matinal, apesar de já ser quase horário de almoço e desci pra preparar alguma coisa para comermos.

- Droga! - resmunguei jogando o bule com água na pia. - Ai meu dedo. - dei alguns pulinhos, assoprando o indicador da mão direita que tinha encostado no recipiente quente.

- Emma, tá tudo bem? - a voz rouquinha de sono de Regina fez eu me virar rapidamente.

- Tá, eu sou uma desastrada. - sorri sem graça. - Eu te acordei? Me desculpa.

- Não, eu já tinha acordado. - deu de ombros e se aproximou de mim. - Como eu fui parar na sua cama?

- Eu te levei. - voltei a passar o café, dessa vez com mais cuidado. 

- Zelena deve estar louca atrás de mim, porque não me acordou? Eu devia ter ido embora.

- Você estava cansada, meu bem. - peguei duas canecas novas no armário. - Olhá só, não é um café tão bom quanto o seu, mas foi feito com todo carinho. - entreguei a caneca pra ela.

- Obrigada. - selou nossos lábios. 

Nós nos sentamos no sofá na sala enquanto despertávamos com a cafeína. Meu celular começou a tocar e eu o atendi. Era Kill avisando que Regina tinha sumido e todos almoçariam na casa das irmãs Mills para recepcionar August que deveria chegar a qualquer momento.

- E o que eu vou falar pra ela agora? - Regina me questionou. - Estou com a mesma roupa de ontem, ela não vai acreditar se eu disser que fui na redação resolver alguma coisa.

- Regina! - interrompi seu surto. - Você tem certeza que quer contar pra eles sobre nós?

- Quero, claro que eu quero. Não é como se eles pudessem falar qualquer coisa, tá todo mundo com um par...

- Então porque você quer inventar desculpas pra sua irmã? - ela ficou sem saber o que dizer. Puxei suas pernas para meu colo e acariciei a região, no intuito de passar alguma confiança. - Olha só, quando chegarmos lá você decide se vai ou não falar, ok?

Regina assentiu e ficou o resto do tempo que eu usei pra me trocar e o caminho até sua casa em silêncio. Tinha um carro diferente estacionado quando chegamos e presumi ser do tal August.

Lá dentro os dois casais conversavam e riam e ficou todo mundo sério quando surgimos na sala de mãos dadas. 

- Apareceu a margarida. - comentou Zelena, observando nossas mãos unidas e nos analisando. - Será que eu posso saber onde você estava?

- Eu não acho que te deva satisfações... - Regina começou a falar. Eu não ia passar por cima e dizer qualquer coisa, ela tinha que fazer aquilo. - Mas já que está tão preocupada: Eu fui dormir com a Emma, não estava nem um pouco afim de ouvir você e minha quase cunhadinha de novo. - deu de ombros e o olhar de Zelena passou de sério a feliz num segundo. Ela se levantou e me abraçou.

- Parece que não é só você que tem uma quase cunhada, né sis? - olhou para a irmã que reprimiu um sorriso. Regina estava morrendo de vergonha.

- Eu sabia! - foi a vez de Kill se pronunciar. Ao lado dele o tal August permanecia calado. - Eu conheço Emma Swan quando está apaixonada, vocês são péssimas para disfarçar. Ruby, eu te disse que tava rolando algo...

- Eu não acredito que você é a sapatão mais falsa do mundo, patinha. - a loba fez cara de fuinha. - Devia ter nos contado, somos seus melhores amigos, poxa...

- Eu pedi que ela não contasse. - explicou Regina. - Mas agora que vocês já sabem, será que podemos subir pra eu me trocar?   

- Hum, é pra trocar a roupa e voltar hein? - implicou Zelena. - E nada de portas fechadas.

Regina revirou os olhos e saiu me puxando para seu quarto. Ela tomou um banho e trocou de roupa. Nós voltamos para sala e finalmente as apresentações foram feitas.

Realmente August era muito diferente de Kill, mas parecia bem interessado no meu amigo. Ouvimos um coro de "Hum" quando nos beijamos e ficamos vermelhas, mas logo passou. Foi um dos melhores dias que eu já tive ao lado de Regina. Definitivamente.

 

"Aqui, agora

 Eu estou olhando para você, e meu coração ama o  que vê.

 Porque você significa tudo.

 Aqui, eu prometo, de alguma forma,

 que amanhã pode esperar, para que outro dia nasça.

 Mas agora é você e eu."


Notas Finais


Pessoas lindas do meu core, o hot tá vindo e eu quero saber: Vocês querem o HOT com tudo que tem direito ou preferem algo mais superficial? Eu já tenho uma ideia do que fazer, mas me deixe sugestões do que gostariam de ver nessa cena.
Beijão e até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...