História Hogwarts, a mystery - Capítulo 9


Escrita por: e biiaa1

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Fantasia, Harry Potter, Hogwarts Mystery, Novela, Romance
Visualizações 12
Palavras 1.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Magia, Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse aqui é um pouquinho inesperado... Talvez muito

Capítulo 9 - Posso confiar em você, né?


Na mesa da Corvinal no Salão Principal, Rowan tomava o café da manhã enquanto contava a Chester que depois da briga com André, o menino passou a fingir que ela não existia mas, por outro lado, ela estava se aproximando de Gui. Chester disse que era bom mesmo que André ficasse longe dela e que estava feliz pela aproximação com Gui Weasley - mesmo tendo uma certa aversão pelo grifinório, o corvino sabia da queda da amiga por ele e teve de reconhecer que o garoto não tinha culpa.

Rowan sabia que o amigo não era de perdoar fácil, então valorizou o esforço que ele estava fazendo para fingir que gostava de Gui. Chester despediu-se dela e foi se juntar a seu melhor amigo. A corvina se distraiu observando o monitor caminhar até a mesa da Sonserina, mas uma voz terrivelmente familiar despertou-a de seus devaneios.

-Boa sorte na detenção hoje, srta. Khanna. - Snape parou atrás dela  enquanto se dirigia à mesa em que ficam os professores.

A garota murmurou um "obrigada" sem graça, pois sabia que o professor havia desejado sorte apenas para que ela se lembrasse que teria de ser castigada e se sentisse humilhada.


Quando Chester chegou à mesa da Sonserina notou algo muito estranho: Félix estava sentado ao lado de Mérula, mas ela não conversava com ele e sim com uma menina muito estranha, do outro lado dela, e um garoto que ele reconheceu ser o batedor da Sonserina. Os três discutiam entretidos  sobre como a Lufa-Lufa era uma casa dispensável e Félix comia mingau de aveia, sem participar do assunto e aparentemente sonolento demais para sequer prestar atenção.

O corvino sentou-se diante do amigo e perguntou o que estava acontecendo com uma voz quase inaudível, para que Barnaby, que estava do seu lado, não o ouvisse.

-Mérula fez amigos. - Félix contou.

-Achei que estariam todos chateados por conta do quadribol, mas parecem animados… - Chester disse ao amigo, mas percebeu que o trio ao lado deles havia finalmente notado sua presença.

-Ficamos bolados no começo, mas vida que segue e se tudo der certo ganharemos o próximo jogo… - Barnaby disse, com simpatia.

-Fiquei sabendo que a próxima partida vai ser Grifinória e Corvinal… - Félix comentou.

Os três garotos começaram a conversar sobre quadribol, enquanto Mérula - que não queria se misturar o corvino - repassou com Ismelda o esquema do ataque ao Ben, que ocorreria dentro de alguns minutos.


Os alunos da Corvinal do ano de Rowan tinham um horário vago na primeira aula. Em um dia normal ela teria ido mais que depressa à biblioteca, mas dessa vez chamou Tulipa Karasu para acompanhá-la à cabana de Hagrid. Rowan queria pedir ajuda ao guarda caça, porque aparentemente alguém havia lançado um feitiço em seu sapo, que agora estava laranja ("Por que logo laranja? Se era para mudar de cor bem que poderiam ter deixado o Douglas azul…)

As meninas saíram do castelo e foram recebidas por Hagrid com quadradinhos de chocolate. Ele resolveu o caso de Douglas, o sapo, explicando a elas que o feitiço lançado apenas mudava a cor, mas que o animal estava com a saúde perfeita. Rowan desabafou com o guarda caça e Tulipa sobre cumprir a detenção naquela noite, ajudando madame Pomfrey na ala hospitalar.


Grifinórios e lufanos já se encontravam no campo de treinamento para a aula de voo. Penny conversava com Ben e Tonks sobre a próxima visita à Hogsmeade, que ocorreria em breve.

-Não aguento mais ser proibida de sair dos terrenos do castelo! Foda-se, vou me transformar em algum corvino estudioso e ir à Hogsmeade. - Tonks falou, enquanto estava sentada na vassoura no ar como se fosse um banco

-Isso é ótimo, espero que Penny não crie nenhuma teoria maluca e verdadeira e o dia não termine com pessoas chorando de novo - Ben lembrou da última visita ao vilarejo, observando aterrorizado Tonks sentada na vassoura.

A aula começou e Ben era o único que ainda se amedrontava com a ideia de voar, mas a esse ponto ele já estava mais acostumado a aterrissar. Mesmo com o medo excessivo se sempre, ele colocou uma perna de cada lado da vassoura e deu um impulso que - mesmo sendo leve demais - o fez tirar os pés do chão.

Logo em houve uma sequência de acontecimento muito confusos: alguma coisa atingiu Ben no rosto, fazendo-o cair da vassoura. Penny voltou ao chão para ajudar o menino. Tonks praticamente se jogou da vassoura e começou a correr em direção a algum lugar enquanto gritava "Ei! Eu vi isso! Eu vi! Incarcerous!".

Mérula e Ismelda conseguiram se safar, mas Barnaby não teve a mesma sorte. Ele agora estava caído no chão, amarrado em cordas lançadas pelo feitiço de Tonks.

-Mais vinte pontos para a Lufa-Lufa! E menos trinta para a Sonserina! O que achou que estava fazendo, sr. Lee? - Madame Hooch estava possessa.

-Posso chamar a Sprout pra ela ver quem roubou a bosta de dragão? Não aguento mais aquele pedaço de estrume tirando pontos da casa por coisas que eu não fiz.

-TENHA MODOS, TONKS!


A detenção de Rowan não chegou nem perto de ser tão ruim quanto ela esperava. Ben e Barnaby precisaram passar a noite na enfermaria - um bem longe do outro - e a garota agradeceu por ter a companhia do seu amigo da Grifinória. Além disso, Chester pôde usar a desculpa de visitar Ben para ficar conversando com ela durante a última hora de detenção.

Quando madame Pomfrey liberou a corvina já era meia noite e Ben já havia pegado no sono. Rowan, então, chamou o monitor de sua casa para que pudessem voltar ao salão comunal. Chester concordou e começou a seguí-la em direção à porta, mas notou algo que não tinha percebido antes.

-Vá indo sem mim. Eu já vou. - disse à Rowan, que olhou com desconfiança, mas pensou que o amigo talvez fosse exercer sua função de monitor, então rumou ao salão comunal da Corvinal, morta de sono.

Talvez porque a ala hospitalar estava mais vazia agora ou porque o restante dos enfermos estava dormindo, Chester notou somente naquele momento que o garoto que havia conversado com ele e Félix no café da manhã estava em uma maca no fundo da enfermaria. Barnaby estava sentado tomando uma poção que madame Pomfrey deixou ao seu lado.

-Ora, o que aconteceu? Você estava tão bem de manhã…  - O garoto perguntou ao se aproximar.

-Hum… Vou te contar, mas não fale pra ninguém… - O sonserino respondeu. Chester sentou-se no banco do lado da maca do menino e ouviu toda a história sobre o ataque ao Ben.

-Ben me contou agora há pouco sobre o ataque, mas não sabia que Mérula estava envolvida. Já era de se esperar… Falando nisso foi ela que te colocou no meio disso tudo e quando a garota lufana te atacou ela não fez nada? Nem a tal da Ismelda?

-Não… Ficaram desesperadas. Até agora eu nem sei como elas conseguiram se esconder. - Os meninos falavam em voz baixa, já que eram os únicos que estavam acordados ali. E também tinham medo que madame Pomfrey os ouvisse e fosse lá expulsar Chester.

-Você é amigo do Rosier, né? Por favor não conte a ele sobre isso. Mérula me mataria.

-Relaxa… Mas porque você veio parar aqui de qualquer jeito? Pensei que só tinha sido amarrado por cordas…

-Fui, mas quando caí bati a cabeça no chão. Tudo por causa daquela maldita lufana. - Barnaby falou com raiva. Chester olhava para ele com pena, pois percebia que o garoto era uma pessoa boa, porém não era inteligente o suficiente para saber em quem colocar a culpa. Ou para saber em quem confiar.

-Olha, se você gosta da Mérula, tudo bem, ande com ela. Mas pense duas vezes antes de confiar em alguém de novo. Ok?

-Ok, vou prestar mais atenção… Mas posso confiar em você, né? - O sonserino disse, ajeitando-se sentado na maca.

-Bom, em mim pode. - Disse o corvino, achando graça.

-Posso te fazer uma pergunta um pouco invasiva? - Barnaby hesitou um pouco antes de questionar. Eles haviam se conhecido naquele mesmo dia, mas já estavam conversando por tanto tempo que achou que talvez Chester não se importasse.

-Pode. - Ele respondeu, realmente não se importando. Ele estava gostando de fazer um amigo novo.

-Você e o Rosier são muito amigos, mas já tiveram algo além de amizade?

Ao ouvir aquilo, Chester sentiu um arrepio. Ele já tinha ouvido muitas vezes aquela mesma pergunta em relação a Rowan, mas a Félix era a primeira vez.

-O que? Não, nunca. Na verdade, somos quase irmãos.

-Entendo… Desculpe… - Barnaby estava um pouco constrangido. Ele percebeu que o garoto não esperava aquela insinuação.

-Não tem problema. Mas por que a pergunta? - O corvino não cabia em si de apreensão.

-Ah… - Apesar de enfermo, o menino ajeitou-se sentado com os pés para fora da cama, fechou os olhos e aproximou-se lentamente do novo amigo.

Chester não sabia o que fazer, mas também não tinha muito tempo para decidir, então apenas obedeceu sua vontade naquela fração de segundos que tinha para pensar enquanto o garoto foi se aproximando, e o beijou.

O monitor não sabia o que pensar. Ele nunca havia se relacionado com ninguém do mesmo sexo antes e não sabia porque aquilo estava acontecendo. O fato era que ele queria. Se não quisesse, poderia simplesmente parar a qualquer momento. Durante o beijo seus pensamentos se dividiam em confusão e vontade de aproveitar o momento.

Os dois chegaram a um ponto em que o medo maior era que algum dos outros enfermos acordasse, ou madame Pomfrey fosse medicar alguém e os visse. Chester já estava também sentado na maca, enquanto tinha uma das mãos apoiada no colchão e a outra na perna de Barnaby.


Rowan estava dormindo no sofá da sala comunal da Corvinal. Apesar do cansaço ela não foi para o dormitório, já que seu amigo a havia feito companhia durante uma hora inteira da sua detenção e o mínimo que ela podia fazer era esperá-lo, pensou ela. Quando ele chegou, contou-a sobre o que acabara de acontecer na ala hospitalar.

Durante o trajeto para o salão comunal de sua casa, Chester refletiu e decidiu que contaria tudo apenas para duas pessoas: Rowan e Félix. Ele tinha a esperança de que algum de seus amigos pudesse ajudá-lo em sua confusão, já que ele sabia que se sentia atraído pela sexo feminino mas gostou bastante do que aconteceu entre ele e Barnaby.


Notas Finais


Comentáriooos please <33


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