1. Spirit Fanfics >
  2. Hogwarts e a Armada Vermelha - Interativa >
  3. Então não me responda com palavras. - (TEASER 01)

História Hogwarts e a Armada Vermelha - Interativa - Capítulo 2



Notas do Autor


✧♬•*¨*•.。| Oi gente, como estão, espero que bem! Aqui é a co-autora, @LanceAlGhul , trazendo o primeiro teaser desta história pra vocês.

✧♬•*¨*•.。| Antes de vocês lerem, gostaríamos de agradecer pelos 54 favoritos. Sério, vocês são incríveis demais. Muito Obrigada.

✧♬•*¨*•.。| Eu espero que gostem do teaser, meio grandinho, que fiz pra vocês.

✧♬•*¨*•.。| Quero agradecer a @Wiynah pelo banner maravilhoso que ela fez para o capítulo.

✧♬•*¨*•.。| Última coisa, o link para o projeto da nossa querida @QueDiabos , se encontra nas notas finais. Agora sem mais delongas, apresento a vocês Megan Rhys Baron e Katie Beatriz Hunter.

Capítulo 2 - Então não me responda com palavras. - (TEASER 01)


Fanfic / Fanfiction Hogwarts e a Armada Vermelha - Interativa - Capítulo 2 - Então não me responda com palavras. - (TEASER 01)

| Trem para Hogwarts - 5 anos antes |


O primeiro ano é sempre algo difícil de se enfrentar, principalmente quando você leva uma cobra de estimação dentro do trêm. 

Katie Beatriz Hunter sempre foi uma garota meio isolada, nunca teve muitos amigos e nunca foi para a escola, seu padrasto fez com que ela estudasse em casa. A única amiga que ela já teve era Snow, sua cobra, com quem ela falava. Sim, isso mesmo, falava. Bia nasceu com o dom da ofidioglocia, sendo assim, uma das descendentes de Salazar Slytherin.

- O que quer que eu faça? - perguntou Katie em língua de cobra para o réptil - Não posso te soltar aqui no trem sem que alguém entre em pânico. - a serpente sibilou e Bia a encarou - Sei que está com raiva mais não precisa me xingar.

Do lado de fora da cabine, um garoto ouviu a conversa da garota com o animal e decidiu entrar na mesma, achando interessante o fato de alguém ter o mesmo dom que ele.

- Olá… - a morena se assustou e olhou para a porta da cabine onde estava sentada e encarou o menino que a olhava - posso sentar com você? - Katie hesitou por alguns segundos, mas logo fez um gesto positivo com a cabeça e observou o garoto sentar na sua frente - É uma jiboia, correto? - perguntou o menino apontando para o terrário da cobra.

- Sim. Uma jiboia branca pra ser mais exata. - disse a garota.

- Interessante… sou Elijah Del’ Pacio. - disse estendendo a mão para a garota.

- Katie Beatriz Hunter. - disse apertando a mão do garoto, logo a cobra sibilou dentro do terrário - Desculpa, ela só está com...

- Fome? - completou deixando a garota surpresa.

- Sim… como você sabia? - perguntou enquanto pegava sua bolsa e tirando dela a “ração” do réptil.

- Intuição talvez. - disse e a garota riu - Ou talvez não.

- Tudo bem, você me deixou confusa. - admitiu vendo Elijah abrindo um sorriso divertido.

- Me desculpe Bia… posso te chamar de Bia? - a garota assentiu - Então, gosta de falar com ela?

- Sim, ela foi a única com quem conversei durante… - a garota parou de falar repentinamente quando viu o garoto sorrindo, assim se tocando de suas palavras e escondendo o rosto entre as mãos e se xingando internamente.

‐ Então é uma ofidioglota?

‐ Se eu disser não, vai fazer diferença?

‐ Eh… não. - disse rindo e a garota acabou rindo com ele.

Os dois continuaram aquela conversa por um bom tempo. Parecia que Katie havia ganhado seu primeiro amigo.

O trem finalmente parou e os alunos desceram do mesmo vendo o guarda caças da escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o senhor Philip Nilson, que pediu para que os primeiranistas formassem quartetos e entrassem nas pequenas canoas para irem em direção ao grande castelo.

Ao chegarem lá eles se encontraram com uma mulher, parecia estar em seus 40 e poucos anos, sua pele era escura e seus cabelos curtos tão negros quanto a noite.

‐ Alunos, eu sou a Vice Diretora, Professora Maya Goshawk e irei guiá-los até o Salão Principal, onde serão selecionados para suas respectivas casas. - disse fazendo uma pequena pausa para encarar os alunos ali. Katie prendeu a respiração quando os olhos da mulher se fixaram nela durante alguns segundos - As casas são Grifinória, Lufa-lufa, Corvinal e Sonserina. Agora venham.

Eles seguiram a professora Goshawk em direção ao grande salão, onde aconteceria o banquete de boas vindas. Katie estava extremamente maravilhada com a beleza do local e, por esse motivo, acabou esbarrando na garota que estava na sua frente.

- Sinto muito, eu estava distraída. - desculpou-se Beatriz, se xingando mentalmente por aquilo, mas a garota apenas riu e a encarou.

- Tudo bem, eu também estava distraída e deveria ter apressado um pouco o passo. - disse oferecendo um sorriso para Katie - A propósito, sou Megan, ou simplesmente Meg, Rhys Baron. - se apresentou e começou a caminhar ao lado da outra.

- Katie Beatriz Hunter, mas pode me chamar de Bia ou Kat. - disse um pouco sem jeito.

- Tudo bem Bia. - disse com um pequeno sorriso - Então, está mais ansiosa para aprender o que? - indagou puxando assunto com ela e a garota pensou um pouco na resposta que iria dar para a outra.

- Acho que Defesa contras as Artes das Trevas. - disse e viu a menina rir - Algum problema? - indagou achando que falou algo errado.

- Nenhum, só estou rindo pela coincidência. - disse deixando Katie confusa - Minha mãe é professora dessa matéria. - explicou.

- Entendi. - disse e tentou procurar algo para puxar assunto - Pra qual casa você acha que vai?

- Grifinória. - disse direta e decidida - Minha mãe diz que eu puxei a coragem de meu pai.

- Seu pai também é professor?

- Não, meu pai trabalha como auror no ministério da magia australiano, nos mudamos pra cá quando eu e minha irmã nascemos. - disse enquanto caminhava - E você, pra que casa acha que vai? - Beatriz realmente não sabia o que responder. Ela desconfiava que iria cair na sonserina graças a sua descendência com o fundador da mesma, mas ao mesmo tempo, não se identificava com as características da mesma.

- Não sei… - as duas foram tiradas de sua conversa quando as portas do salão se abriram.

Todos os primeiranistas ficaram maravilhados com a decoração do cômodo. As várias velas, que flutuavam no salão, iluminando o mesmo, o teto enfeitiçado, para que se assemelhasse ao céu noturno… tudo era extremamente fantástico.

Os alunos pararam na frente do chapéu e começaram a ser selecionados.

- Megan Rhys Baron. - a professora chamou o nome da garota que foi até o banco e se sentou nele.

Katie pode observar duas mulheres observando a nova amiga da mesa dos professores, pensando em qual delas seria a mãe de Meg. Poucos segundos antes de bater três minutos o chapéu finalmente deu seu veredito.

- GRIFINÓRIA. - muitos aplausos vieram da mesa dos grifanos, que pareciam muito felizes em ter a filha de uma professora com eles.

- Kaya Hazel Smethwyck. - uma garota loira e de nariz empinado, andou a passos rápidos e confiantes em direção ao banco e o chapéu foi colocado em sua cabeça.

- SONSERINA! - falou o chapéu poucos segundos após tocar o couro cabeludo da garota e aplausos vieram da mesa com os integrantes da casa dita.

- Latiffa Labaki. - a menina de pele morena caminhou, um pouco insegura, até o banco onde o Chapéu Seletor logo anunciou a sua casa.

- LUFA-LUFA! - com um sorriso no rosto e passos ligeiros a garota foi se sentar com seus novos companheiros que pareciam muito animados com a nova “aquisição” para a casa.

Mais alguns nomes foram ditos e então Elijah foi chamado, Katie murmurou um boa sorte e ele sorriu para ela.

- GIFINÓRIA. - anunciou e logo o moreno correu para seus novos companheiros que gritavam pela entrada do garoto na casa dos leões.

- Andrey Steve Cullman. - um garoto loiro e de uma beleza notável, andou calmamente até o banco e o chapéu foi colocado em sua cabeça. Alguns segundos se passaram e então o chapéu tomou sua decisão.

- CORVINAL! - a passos lentos, o novo corvino andou até sua mesa onde foi muito bem recebido.

- Antony Carten. - um garoto andou sorridente até o banco, parecia extremamente otimista, mas ao ouvir qual seria sua casa fez uma expressão confusa porém logo voltou a sorrir.

- LUFA-LUFA! - o moreno caminhou até a mesa dos lufanos que lhe deram uma ótima recepção.

A medida que os alunos eram chamados, Katie ficava mais aflita, até que sobrou apenas ela para ser selecionada.

- Katie Beatriz Hunter. - a garota respirou fundo e andou tensa até o banco, o chapéu foi colocado em sua cabeça e começou a falar.

- Vejo ambição de se admirar, uma mente brilhante realmente… deixe-me ver… - após alguns segundos o veredicto veio ao público - CORVINAL! - gritos de felicidade vieram da mesa dos corvinos e até da mesa dos grifanos onde Megan e Elijah aplaudiam. Bia sorriu e então foi se juntar aos seus novos colegas, que a receberam calorosamente em sua mesa.

Após o discurso da diretora, Magdalena Hirsutae Potter, e do jantar de boas vindas, todos se dirigiram para seus dormitórios e Megan e Katie se despediram com um abraço e um desejo de boa noite.

Em seu dormitório, a corvina se deitou na cama e em sua mente veio o sorriso da garota que havia conhecido mais cedo, e seja o que for esse sentimento que sentia em seu peito ao lembrar da Meg, ela gostava.


Quebra de tempo 


O tempo foi passando e aos poucos Beatriz se sentia cada vez mais confusa em relação ao que sentia por Megan, e quando finalmente descobriu, ficou extremamente assustada. Não conseguia mais ficar perto da garota sem ficar nervosa ou não embolar a voz quando ia falar com ela. Bia começou a evitar a grifana de todas as formas possíveis.

O primeiro ano se passou e as férias chegaram. Katie passou as férias na escola, já que seu padrasto, que era um trouxa, deixou bem claro que não queria mais vê-la em casa. Mas ela também não se importava, o homem era cruel com ela e achava que ela era algum tipo de aberração. Preferia mil vezes morar na escola do que se quer pensar em voltar para casa.

A garota recebeu dezenas de cartas escritas por Megan, mas não teve coragem de responder nenhuma durante as férias, mas ela sabia que não poderia evitá-la para sempre.

Logo as aulas voltaram e junto com elas a grifana, que fez questão de procurar a corvina, mas demorou algumas semanas para finalmente consegui achá-la em um local que não conseguiria fugir, a torre de astronomia.

Quando Meg chegou no topo da torre ela se deparou com Katie distraída com um livro. A morena mais velha, parou alguns segundos para admirar a outra, achando que o motivo dela se afastar era o que sentia por ela. Ela havia deixado tão óbvio? Respirando fundo a grifana finalmente tomou coragem para falar com Beatriz.

‐ Porque se afastou de mim? - questionou, mesmo já achando saber o motivo, ela queria confirmar o que a garota achava.

Katie ao ouvir a voz da amiga, fechou o livro imediatamente, se xingando internamente por não ter marcado a página que parou, logo vendo a menina soltando um riso baixo, a fazendo se lembrar do dia que se conheceram. Será que Megan podia ler seus pensamentos?

‐ Eu… - as palavras fugiram da mente da corvina, o que ela iria falar? Que desculpa poderia dar para Meg? Ela sabia que a mesma não era burra e que dificilmente seria enganada. Ela deveria contar a verdade? Podia ser apenas um sentimento bobo. Afinal, a mesma só tinha 12 anos.

Enquanto procurava um modo de fugir, Megan se aproximou a passos lentos em direção à amiga, parando em sua frente.

‐ Por que não respondeu nenhuma das minhas cartas? - perguntou chateada, não queria perder a amizade da garota, mesmo sabendo que seus sentimentos por ela eram outros - Eu fiz algo errado? Algo que te magoou? Me fala por favor.

‐ Você não fez nada, nada mesmo. Eu só… - vendo que estava encurralada e que só tinha uma saída, Katie decidiu falar a verdade - só estava assustada e com medo.

‐ Por que estaria com medo? - indagou curiosa com o motivo do medo da garota que não havia respondido, mas pensou. "Porque estou gostando de você e não sei como dizer, tenho medo de não ser nada e isso acaba te afastando."

Megan a encarou surpresa com o pensamento da outra, extremamente feliz, mas muito surpresa.

Bia, vendo a expressão surpresa da amiga, viu que a mesma havia descoberto. Será que ela havia falado e nem percebeu? Ou…

‐ Me diz que você não lê mentes. - seu pedido fez com que Meg pensasse em uma resposta, mas acabou não falando nada. Apenas reuniu sua coragem e depositou um selinho rápido nos lábios de Beatriz, que ficou extremamente surpresa e vermelha.

‐ Isso responde? - perguntou sorrindo vendo a outra assenti, Megan se afastou mas antes de sair da sala olhou para a garota rindo - Você fica muito fofa de vermelho. Te vejo lá embaixo. - disse finalmente saindo da sala.

Vendo a garota indo embora, Katie cobriu o rosto com as mãos, um tanto envergonhada, mas ao tirá-las do mesmo um sorriso bobo decorava sua face. Ela apanhou o livro e então saiu da torre indo atrás da garota.

Talvez aquilo fosse somente uma paixão boba, um romance de infância que logo acabaria. Ou talvez, fosse um amor puro e sincero que talvez durasse uma vida inteira. Elas poderiam não saber o que o futuro as reservava, mas queriam aproveitar o máximo de tempo juntas.


Quebra de tempo


Um ano se passou, as férias chegaram ao fim e junto com isso a tragédia, o pai de Megan havia sido sequestrado no final de agosto, ninguém sabia quem havia feito isso ou o que aconteceu exatamente. A grifana estava extremamente triste com aquilo e quando voltou para a escola, virou o centro de comentários e fofocas, assim como os irmãos Cullman, que tiveram os pais mortos por trouxas que atearam fogo na casa deles.

‐ Sinto muito pelos pais de vocês. - disse Megan aos irmãos que passaram em sua frente.

‐ Sentimos muito pelo seu pai. - disse Andrey, colega de turma da garota - Ele vai aparecer.

‐ Não se tiver sido sequestrado por trouxas. - disse o loiro mais velho - Se isso tiver acontecido, acredito que não verá seu pai novamente. São criaturas abomináveis e maldosas e deveriam pagar por todo o mal que fazem a nós. - disse se afastando aos poucos.

‐ Sinto muito por isso. - disse o corvino indo atrás do irmão.

A garota suspirou e andou até a torre de astronomia, era o único lugar em que poderia ficar em paz e onde ninguém a visse chorar. A morena, ao chegar no topo da torre, se encolheu em um canto deixando que as lágrimas escorressem por seu rosto. 

Katie que havia visto a namorada subir para a torre, a seguiu e a encontrou naquele estado. Vê a grifana daquele jeito lhe partia o coração e lhe deixava extremamente triste. Logo ela se aproximou e abraçou a menina, que já sabia quem era e a abraçou de volta.

‐ Vai ficar tudo bem. - disse a corvina acariciando os cabelos escuros da namorada, tentando consolá-la - Seu pai vai aparecer, tenho certeza.

‐ Mas e se ele aparecer machucado ou pior? E se ele aparecer morto? ‐ disse Meg com a cabeça repousava no peito de Bia - Eu não quero perder ele Katie.

‐ Você não vai perdê-lo. - disse levantando o rosto da namorada para que a mesma a encarasse - Não importa o que aconteça, ele vai sempre estar com você, em suas lembranças e em seu coração. - disse enquanto enxugava as lágrimas que escorriam dos olhos cinzentos da garota.

Megan não disse nada, apenas selou os seus lábios aos de Beatriz. O beijo tinha um gosto salgado, por causa das lágrimas da menina, mas mesmo assim estava repleto de carinho e amor.

‐ Eu te amo Bia. - disse a garota vendo o sorriso se formar no rosto da outra que acariciou-lhe a face e depositou um beijo em sua testa.

‐ Eu também te amo Meg. - aquela tinha sido a primeira vez que uma havia falado aquilo para a outra. Ambas felizes com o avanço. Katie se levantou e ofereceu sua mão para ajudar a namorada a levantar - Vem, vamos sair daqui. - disse com um pequeno sorriso.

Megan aceitou a ajuda da outra se levantando do chão frio, e juntas as duas deixaram a torre para trás.

Alguns dias se passaram, Corvinal e Grifinória estavam tendo aula de poções com a professora Salma Salina quando a diretora Potter entrou na sala interrompendo a aula.

‐ Me desculpe o incomodo professora Salina, mas poderia liberar a senhorita Rhys Baron? - o sangue de Megan gelou ao escutar seu nome.

‐ Claro. - disse a professora e a grifana se levantou indo em direção a mulher e saindo da sala.

Alguns segundos depois Katie levantou a mão.

‐ Diga senhorita Hunter. - a professora disse.

‐ Já terminei. Posso…

‐ Ir atrás da sua namorada? - indagou Salma deixando a garota vermelha - Vá logo. - disse revirando os olhos e voltando a fazer o que estava fazendo antes.

Katie saiu da sala andando e quando chegou no corredor correu até a sala de transfiguração, onde ouviu a voz chorosa da namorada.

‐ É MENTIRA. NÃO ERA ELE. - gritou Megan dentro da sala para a mãe, que tentava não desabar na frente da filha, a prima de segundo grau, que era a professora de Runas Antigas Lilith Carsei Baron, que tentava conversar com a garota a e diretora que supervisionava a situação.

‐ Sei que não quer acreditar Meg, que seu pai era muito querido por você, mas… - Lilith tentou falar mas a garota saiu correndo da sala.

‐ Megan… - Dinah, mãe da grifana, tentou chamá-la mas a garota já havia saído da sala e se encontrava nos braços da namorada que escutava a conversa.

‐ Vai ficar tudo bem… - disse enquanto deixava a garota chorar com o rosto escondido na curva de seu pescoço.

A situação era que o pai de Meg havia sido encontrado, ou pelo menos as partes dele. Daniel Alves Rhys, havia sido sequestrado e esquartejado por um grupo de trouxas terroristas e as partes de seu corpo foram espalhadas por toda Londres. Megan não queria acreditar naquilo, que seu pai havia morrido. Ela estava triste, mas sentia raiva, de todos os trouxas, ela se vingaria de cada um deles, mataria um por um com as próprias mãos. August estava certo, os trouxas eram criaturas abomináveis e precisavam ser detidos.


Quebra de Tempo


Em um piscar de olhos, as garotas já estavam no quinto ano, mais juntas do que nunca.

‐ E a artilheira da Sonserina, Kaya Hazel, está com a goles em mãos. - o jogo contra Sonserina e Corvinal acontecia na quadra de quadribol, com a casa das serpentes 50 pontos à frente da Corvinal - E Kaya marca dez pontos para sua casa. - 60 agora.

‐ Eu sinto te dizer mais a Corvinal vai perder. - disse Antony que estava ao lado de Megan na arquibancada.

‐ Cale a boca Carten, tenho certeza de que o jogo vai virar.

‐ Parece que o pomo de ouro apareceu e nossa Capitã da Corvinal, Katie Hunter está em uma luta acirrada contra o(a) apanhador(a) da Sonserina. - falou o(a) narrador(a) e gritos de todos os alunos que vieram ao jogo surgiram, cada um torcendo para um time.

Katie focava em capturar o pomo, subindo e descendo com a vassoura atrás dele, ao mesmo tempo que ouvia o(a) narrador(a).

‐ E o capitão da Sonserina, August Cullman, marca mais dez pontos para a Sonserina. - Antony comemorou o ponto marcado por seu ídolo - Parece que não está sendo um bom dia para a Corvinal. - Katie revira os olhos e avança ainda mais na direção do pomo.

O(a) apanhador(a) bate nela e ela revida com outro empurrão, enquanto aumentava a velocidade da vassoura.

‐ E o(a) batedor(a) da Sonserina bate na balaço. - Bia olha para os lados procurando o balaço e percebendo que o mesmo vinha em sua direção, logo ela mergulhou para baixo evitando a colisão.

‐ Toma mais cuidado Hunter. - Megan olhou pra cima vendo Kaya - Ou pode acabar na enfermaria.

‐ Felizmente Kaya, sou mais rápida do que pensa. - disse subindo rapidamente quase fazendo a sonserina cair, se a loira não tivesse um bom equilíbrio, com toda certeza estaria indo pra enfermaria por causa da queda.

‐ Vai ter volta Hunter. - Bia ignorou o comentário da outra procurando o pomo.

Nas arquibancadas a grifana e o lufano observavam a pequena discussão.

‐ Eu acho que elas ainda vão virar amigas. - disse Megan rindo.

‐ Claro, se elas não se matarem primeiro. ‐ disse Antony fazendo Meg revirar os olhos.

De volta ao jogo, Katie parou, flutuando acima dos outros jogadores, procurando o pomo, alguns minutos depois, o(a) narrador(a), anunciou que Kaya havia feito mais 10 pontos para Sonserina deixando o placar 130 a 60 para o time das serpentes. Katie fez uma nota mental para marcar um treino com seu time o mais rápido possível. Logo a garota foi tirada de seus pensamentos quando um vulto dourado passou na sua frente e voou rapidamente para longe e ela o seguiu.

A poucos centímetros de distância do pomo ela estendeu o braço para tentar pegar o pomo mas ele desceu em direção ao chão, Bia o seguiu, mergulhando junto com ele quase colidindo com o chão e então, a poucos centímetros de atingir o solo ela pegou a pequena bola dourada e conseguiu erguer a vassoura antes que a mesma caísse de cara na grama.

‐ E a capitã da Corvinal captura o pomo de ouro, conseguindo 360 pontos para sua casa e encerrando o jogo. A CORVINAL É A VENCEDORA DESSA PARTIDA. - aplausos e gritos vem dos alunos da Corvinal e de alguns alunos da Grifinória e da Lufa-Lufa,que estavam torcendo pela casa. Alguns gritavam o nome de Katie que exibia o pomo de ouro com a mão erguida um um sorriso no rosto.

‐ Eu disse que o jogo ia virar. Me deve três sapos de chocolate e uma caixinha de feijõezinhos de todos os sabores. - falou Megan para o amigo.

‐ Tudo bem, você venceu… posso te pagar depois do jantar? - a garota revirou os olhos e assentiu.

‐ Melhor pagar mesmo. 

‐ Nem de longe que enfrentar a fúria da Evil Monitor. - disse abusando a garota que lhe desferiu um tapa no ombro - Ei.

De volta ao campo, os jogadores desceram de suas vassouras. O time da Corvinal comemorou sua vitória enquanto os alunos da Sonserina observavam. Em algum momento os olhares de Kaya e Katie se cruzaram e a corvina sorriu para ela fazendo a loira revirar os olhos. Era visível para todos da escola a rivalidade entre as duas garotas, elas eram adversárias por natureza e isso provavelmente nunca mudaria.

Dois alunos do time carregaram Beatriz a colocando em seus ombros e logo todos os corvinos e aqueles que torceram para Corvinal, foram para o salão comunal da mesma. Onde a comemoração se estendeu e alguns professores até apareceram.

‐ Black Snake, Black Snake, Black Snake… - esse era o apelido de Katie na escola, graças a sua cobra de estimação e por alguns alunos saberem que ela era uma animaga e que se transformava em uma serpente. Ninguém sabe quem começou com o apelido, mas ele acabou pegando e a garota adorava.

Bia finalmente foi colocada no chão pelos dois alunos que a carregaram, não deu nem um segundo que tocou o solo que a namorada já havia a puxado para um beijo, e todos os alunos que estavam presentes começaram a gritar e aplaudir.

‐ Sabia que iria ganhar. - disse Megan ao se separar da corvina.

‐ Se uma certa Monitora Chefe me der um beijo desse toda vez que eu ganhar, eu prometo que ganho todos os jogos. - Meg riu do comentário de Katie e iria puxá-la para mais um beijo porém a voz de sua mãe a impediu.

- Acho que já está bom por hoje Megan. - a grifana corou violentamente com o comentário da Diretora da Corvinal - Acho que o que aconteceu na torre de astronomia…

- Deixa sua filha namorar e vai atrás da Calissa. - Lilith, que compareceu para comemorar a vitória de uma das únicas de suas alunas que realmente gostava, interrompeu a fala da prima falando da “amiga” da mesma, Calissa Kyrus Curyer, professora de Duelos e Diretora da Grifinória. Megan escondeu o rosto entre as mãos enquanto sua mãe ficava tão vermelha quanto ela, se de raiva ou de vergonha, ninguém sabia - Melhor eu ir agora, parabéns senhorita Hunter, e Meg, namore o quanto quiser. - disse e então se retirou da sala, sendo seguida pela prima.

Assim que saíram os alunos começaram a rir.

- Porque elas tinham que ser minhas professoras mesmo? - perguntou ainda com a face avermelhada, fazendo Katie rir.

- Bem, pelo menos elas já foram. - disse ainda rindo fazendo grifana fazer uma cara emburrada e com um bico muito fofo, na opinião da outra, que não resistiu e beijou os lábios da namorada - Você fica muito fofa emburrada. - logo ela depositou um beijo na bochecha da garota - Eu te amo Meg. - disse abraçando a cintura de Megan, que, por sua vez, passou os braços ao redor do pescoço da corvina.

- Eu também te amo Bia. - disse juntando os lábios com os da garota. Antes que ela pensasse em aprofundar o beijo, ela sente uma coisa em seu bolso e se separa da corvina - Eu tenho que resolver uma coisa agora, mas volto logo, tá? - disse vendo a garota assenti e a soltar - Até daqui a pouco.

- Até. - disse Katie observando a namorada deixando a sala.

Megan andou desceu as escadas da torre da Corvinal dando de cara com Antony no pé da mesma.

- Demorou em? - disse o garoto fazendo a menina revirar os olhos.

- Cala a boca e vamos logo.


Quebra de tempo


As férias finalmente chegaram e Katie, diferente do que acontecia todo ano, foi passá-las na casa da namorada. Por incrível que pareça o pedido veio da mãe da grifana, deixando ambas as garotas surpresas. Mas elas não ousaram discutir com ela.

Ao chegarem na casa dos Baron, Megan puxou a namorada até seu quarto enquanto ouviam os comentários da mãe da garota.

‐ Olha lá o que vocês fazem. - gritou a mulher enquanto as meninas subiam as escadas.

‐ São adolescentes, Dy, pense, pelo menos não é você que lava os lençóis. - disse Lilith indo para seu quarto.

‐ Sou a única santa dessa casa. - disse Ruby, a irmã gêmea de Megan.

‐ E eu não sou Santa? - perguntou Dinah para a filha.

‐ Não pelo o que eu soube na escola sobre a Prof. Kyrus e a senhora. - disse fazendo a mãe ficar vermelha e a corvina riu - Vou pro quarto, até. - disse deixando a mãe para trás.

‐ O que eu fiz pra merecer isso? - se perguntou a professora que logo se dirigiu para seu quarto.

Quando as duas garotas chegaram no quarto, Megan trancou a porta e sorriu pra namorada.

‐ Se minha mãe souber o que vamos fazer ela me mata. - disse a garota rindo.

‐ E o que vamos fazer? - perguntou confusa vendo a garota se aproximar e colocar a mão em sua nuca a puxando para um beijo apaixonado e lotado de carinho. As mãos de Katie foram para a cintura nua de Megan, que usava um cropped preto e uma calça jeans, então a grifana logo se separou. 

‐ Fecha os olhos. - disse a mais velha para a corvina.

‐ O que está aprontando?

‐ Fecha logo. - disse se afastando enquanto a outra revirava os olhos para logo em seguida os fechar. Bia permaneceu com eles fechados durante alguns minutos, começando a ficar nervosa até que sentiu um beijo sendo depositado em seu pescoço ‐ Pode abrir agora. - disse no ouvido da garota que abriu os olhos e a encarou vendo seu sorriso - Agora me segue. - disse indo em direção a janela do quarto e colocando seu corpo pra fora e segurando em um ferro que seu pai, antes de morrer, havia instalado ali para facilitar a subida. Dando impulso com os pés ela subiu no telhado.

Katie a observou, negando com a cabeça a loucura da outra, então riu e logo fez o mesmo.

Megan viu a mesma subindo e ofereceu sua mão para ajudá-la e a menina aceitou a ajuda de bom grado. Beatriz subiu no telhado vendo o lençol estirado sobre o mesmo. Logo a grifana se sentou em cima dele e encarou a namorada rindo.

‐ Está esperando um convite para se sentar? - perguntou vendo a outra revirar os olhos e se sentar do lado dela.

‐ Você é impossível. - disse rindo enquanto a garota deitava a cabeça em seu ombro.

‐ Você não é a primeira que diz isso. - as duas meninas riram da fala de Megan e logo um ao silêncio confortável pairou entre elas, que viam o sol se pôr no horizonte. 

Era como esta assistindo um filme no cinema. Meg já havia perdido as contas de quantas vezes ela, seu pai e sua irmã se juntaram naquele telhado para ver aquela grande bola de fogo saindo do campo de visão deles, dando lugar para outras pequenas estrelas prateadas que iluminavam o céu escuro da noite junto com a Lua. Uma vez, até convenceram Dinah e Lilith a se juntar a eles e aproveitar a brisa fresca de fim de tarde enquanto o Sol aquecia seus rostos. 

‐ Vem aqui com frequência nas férias? - questionou Katie maravilhada com o pôr do sol, mas logo tirou sua atenção dele ao ouvir as palavras que saíram pelos lábios da namorada.

‐ Não, pelo menos, não desde que ele se foi. - falou Megan antes de soltar um longo suspiro. Falar de seu pai ainda fazia seu coração se acontecer de dor.

‐ Sinto muito. - disse, estava realmente arrependida por ter tocado naquela ferida que nunca havia se fechado em sua amada. Ela se lembra do dia que Meg recebeu a notícia do pai, em como seu comportamento mudou com os outros ao redor dela, ofuscando seu lado carinhoso e doce e dando lugar ao frio e cruel. Parecia que as únicas pessoas com quem ela continuava a mesma eram ela, a família e alguns poucos amigos - Não queria que pensasse nisso.

‐ Está tudo bem. - disse em voz baixa, lutando contra as lágrimas que queriam sair - Só espero que ele esteja bem, seja lá onde estiver. - ela abraçou a cintura de Bia que havia passado o braço ao redor de seu corpo ‐ Pra falar a verdade, é a primeira vez que venho aqui depois que ele morreu.

As palavras da garota surpreenderam Katie.

‐ Então porque me trouxe junto? - indagou e Megan soltou-a e a encarou.

‐ Porque foi você que me deu coragem pra voltar. - disse sincera vendo as bochechas da outra ganharem um tom avermelhado e ela sorriu, erguendo a mão para acariciar o rosto da namorada ‐ Tudo parece sempre fica mais fácil quando você está do meu lado Katie. Você entrou na minha vida de uma hora pra outra e agora eu não sei se consigo mais viver sem você nela. - as palavras de Megan eram totalmente verdadeiras, ela não conseguia imaginar um mundo onde ela e a corvina não estivessem juntas.

‐ Eu detesto quando você faz isso e eu não sei o que dizer. - falou com olhos brilhando de alegria, fazendo a grifana rir.

‐ Então não me responda com palavras. ‐ disse puxando a garota para um beijo terno e cativante.

‐ Não queria admitir, mas gostei da sua ideia. - disse beijando Megan novamente, enquanto o sol sumia do horizonte. A morena mais velha cessou o beijo olhando para o relógio em seu pulso.

‐ Ainda temos uma hora antes do jantar, quer descer? - perguntou sugestiva.

‐ E o que vamos fazer quando sairmos daqui? ‐ questionou inocente, vendo a namorada rir e se levantar.

‐ Só vai descobrir se descer comigo. - ela deu um selinho na namorada, vendo a mesma corar, por ter entendido seu recado. Megan riu, perdida na lembrança de seu primeiro beijo com a garota e não aguentou ‐ Você fica muito fofa de vermelho. Te vejo lá embaixo. ‐ falou e finalmente desceu do telhado entrando no quarto pela janela.

Katie sorriu pela fala da garota, foi a mesma que ela lhe disse quando Meg descobriu sobre seus sentimentos por ela. Logo a garota se levantou e desceu indo atrás da namorada.


Notas Finais


✵ | Pessoal a co-autora da fic @QueDiabos resolveu ajudar o pessoal que não sabe mexer muito bem com o Docs ou tem certa dificuldade para decorar os mesmos. Ela está abrindo pedidos pra decoração e criação de docs pra fics interativas;

✵ | https://docs.google.com/document/d/1NIWoz6e0LmD6HuK3F85VxuM5d_L5CmrtE52-wn9Y5Cg/edit?usp=sharing


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...