História Hogwarts Terceira Geração - Interativa - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
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Palavras 6.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero mesmo que gostem e me desculpem a demora (estou de férias e postarei com mais frequência que o normal nesses dias antes de voltar às aulas) e os erros. Sem tempo de revisar tudo... Mas boa leitura!

Capítulo 29 - A Virada do Ano


Lary Malfoy - POV's

Finalmente, tínhamos um norte e sabíamos o que deveria ser feito para ajudarmos a todos os estudantes que haviam sido atacados pelas esferas. Depois do dia em que passamos no Beco Diagonal, começamos a trabalhar todos escondidos para traçarmos um plano com o objetivo de adquirir todos os ingredientes necessários para o antidoto. Ainda assim, também fizemos o possível para aproveitarmos cada momento com nossos familiares, em nossas casas e pela Inglaterra. Quase não havia me falado com a Marie direito nos últimos dias, por ter passado todo o tempo com meus pais e meus irmãos, até nos encontrarmos novamente para o ano novo, na casa da vovó Hermione e do vovô Ronald.

Passamos a manhã toda e após o almoço nos divertindo em partidas de xadrez bruxo contra o vovô. Ele realmente era um mestre da estratégia. Eu era terrível, quase sempre perdia, logo, nos primeiros minutos, enquanto Marie, como sempre, ficava próxima de vencer o seu mestre. Os dois sempre gostaram de passar todo o tempo que podia juntos e se desafiando, portanto ela fora sua aprendiz no jogo e aprendera muito com ele. Já eu, preferia apenas observá-los. Eu sempre fora mais ligada ao meu avô Draco, apesar de amar o vovô Rony também, e me orgulhava de ter pessoas tão admiráveis como avós e de dividi-los – ele e a vovó Hermione – com minha prima e melhor amiga, Marie.

_Muito bem, amendoim! - Esse era um apelido carinhoso do senhor para a ruiva. Ele começara a chamá-la assim depois de que, quando ela tinha uns 3 anos, comera tanto amendoim que se engasgou e espirrou ao mesmo tempo, fazendo com que um pedaço de amendoim saísse pelo seu nariz. Foi realmente engraçado. Eu, por volta de meus 5 anos, estava junto deles na sala de estar da casa dos nossos avós, sem nossos pais, apenas Freddie, em seus 4 anos, e Klaus, em seus 6 anos, que estavam brincando com o trenzinho mágico no andar de cima - Ótima jogada!

Sentada, com meu vestido longo e verde água claro e um bolero de couro falso de dragão bronze, no sofá marrom, abraçando meus joelhos contra o busto, observei-os e senti uma enorme gratidão por tê-los junto de mim. E também, analisei o quanto eram parecidos. Marie, com certeza, era uma espécie de Ronald Weasley feminina. Ambos eram realmente gentis, doces, engraçados e, especialmente, sabiam a hora certa de consolar e dar um ombro amigo. Essa era uma qualidade que a vovó Hermione sempre usava para se referir do senhor ruivo, quando contava histórias de quando eram jovens e se conheceram em Hogwarts. E, além disso, os dois eram mestres do xadrez bruxo, amavam quadribol – inclusive fizeram, ou no caso de Marie, faz parte do time da Gryffindor – e até mesmo se pareciam na fisionomia. A garota havia puxado os genes dos antigos Weasley, com seus cabelos lisos cor de fogo e sua pele extremamente branca. Ao contrário de mim, que possuo os cabelos tão claros que quase parecem brancos, talvez não tão claros quanto os cabelos do papai ou do vovô Draco, porém eu havia puxado o meu outro lado da família, o lado Malfoy, igualmente ao meu irmão mais novo Frederich, enquanto Klaus, o mais velho, fora o único que nascera com a aparência semelhante a das famílias Granger, de nossa avó.

De repente, escutei o barulho de algo batendo no vidro fechado da janela. Desviei o olhar para, assim, ser capaz de notar uma coruja-buraqueira cutucando o bico repetidas vezes no vidro. Era Cowl, a coruja da família de James Sirius Potter. Me levantei de um salto, do sofá em que estava jogada, e caminhei em direção a janela. Marie e o vovô continuaram sentados no tapete felpudo cor de creme, enquanto se concentravam no jogo sobre a mesinha de vidro no centro da sala. No momento em que puxei as cortinas beges e abri os vidros, a coruja deslizou pelo cômodo e pousou no braço do sofá mais próximo. Ela crocitou em minha direção e estendeu a pata direita, onde percebi conter um envelope preso. Desenrolei o papel e apanhei um petisco para dar a Cowl. Ela rapidamente alçou voo e me deixou com a carta em mãos. Abri cuidadosamente e revelei um pergaminho com a letra bem alinhada de Thomas.

"Querida Lary,

Depois de acompanhar você e a Marie no natal quando visitamos o Max no St. Mungus, eu pensei que talvez quisessem saber e ir com a gente hoje visitá-lo no ano novo. Vamos passar a tarde com ele antes de irmos para a virada com a família. Ele ficaria feliz se vocês fossem.

Tom"

_Hey! O Tom vai visitar o Max! Ele nos chamou para irmos também - Exclamei em direção a Marie e, finalmente, roubei sua atenção quando toquei no nome do garoto.

_Vocês não vão encontrar com todo mundo no mirante para ver os fogos? - Ela perguntou, e então encarou o tabuleiro - Cavaleiro negro 3B vai para o 5C - A peça começou a se movimentar por magia e se posicionou na casa citada pela ruiva, dessa forma, comendo uma torre do vovô Rony.

_Nós vamos estar lá antes da meia-noite. Tom disse que vamos passar com a família, só vamos dar uma passada no St. Mungus... E agora Jack e Brendan também estão dividindo um quarto por lá... Seis alunos atacados... - Mordi o lábio inferior - Temos mesmo que dar um jeito...

Marie se virou para me encarar e arqueou as sobrancelhas para fazer com que eu me calasse. Nenhum dos adultos sabiam do nosso plano. Havíamos recebido ordens de deixar o Ministério e os professores trabalharem nisso, mas mesmo assim estávamos agindo por conta própria. Tínhamos de ser discretos e não revelar nada que prejudicasse a AH. Engoli em seco e encarei o vovô, torcendo para que ele não tivesse pego minha referência ao plano. O senhor nos encarou e soltou uma breve risada, com certeza, por estarmos tão tensas.

_Relaxa crianças... Os melhores bruxos estão trabalhando nisso... Afinal, não há mais ninguém que possa salvar a escola, não é mesmo? - Ele intercalou o olhar entre nós duas e, por fim, piscou em nossa direção.

Suspirei e me abaixei para lhe dar um abraço apertado. Eu entendera a sua indireta. Era óbvio. Vovô era um Gryffindor como nós duas, ele sabia bem o que era se esforçar ao máximo, enfrentar as consequências de sua coragem e se colocar na frente dos outros antes de si mesmo pelo bem de todos. Ele mesmo participara do trio que mais causou problemas – ou seria, salvou a comunidade bruxa diversas vezes? – quando estava na escola, e ele participara da Armada de Dumbledore. Sabia que ele não contaria nada. Ele estava do nosso lado. Vovó Hermione podia levar isso como uma imaturidade e querer nos impedir, porém ele não. Eles eram a prova de que os opostos se atraem, assim como meu avó Draco e minha falecida avó Astoria. O simples pensamento me fez me lembrar de Max... Não que nos atraíssemos, apenas éramos opostos, ou senão, porque brigaríamos tanto? Desviei esses pensamentos da minha cabeça e me voltei em direção a Marie, me afastando do vovô.

_Você vem? Vamos nos encontrar lá agora. Vou usar a rede de flu e ir ver o Max.

A ruiva se distraiu do jogo por um segundo e me encarou. Ela abriu a boca, mas em seguida, calou-se e pousou as mãos sobre o colo. Ela abaixou a cabeça, pensativa. Não entendi qual era a dificuldade em aceitar e ir comigo ver o nosso melhor amigo, contudo ela balançou levemente a cabeça.

_Não... Eu vou jogar com o vovô e, prometi a vovó que mais tarde iria ler um livro com ela, como quando era pequena - Eu franzi o cenho.

Marie não iria visitá-lo? Ela se preocupava tanto com ele. Nunca imaginei que deixaria de vê-lo. Talvez, tenha mesmo me surpreendido com sua declaração para fazer com que a ruiva mordesse o lábio e suspirasse. A garota ia me dizer algo, quando um movimento fez com que nossa situação constrangedora fosse interrompida. Ronald acabara de dar o cheque mate no rei de sua adversária.

_É, foi um bom jogo - Ele riu e se espreguiçou.

_O que? - Marie se voltou para ele - Não mesmo! Prepare-se para uma revanche!

Soltei um leve riso e por um momento me esqueci de que teria de ir sozinha até o hospital. Acenei para o vovô, me despedi de Marie e gritei para o resto da casa que iria encontrar com todos mais tarde no mirante, porém antes passaria no St. Mungus com os Potter. Por fim, apanhei o pó de flu e me encaminhei para a lareira.

~*~

Quando eu atingi a sala de espera, percebi que a mesma recepcionista, de pele escura e belos cabelos rebeldes, que estava trabalhando no dia do natal, estava mexendo alguma papelada por trás de um computador. E mais uma vez o hospital estava quase que totalmente vazio devido a um feriado mundial. Suspirei, ao não notar ninguém além de mim na recepção e me encaminhei até a moça.

_O que deseja? - Ela não levantou os olhos dos papeis.

Informei que iria visitar o Max. A mulher me disse que ele estava no quarto andar, apesar de eu já saber disso, e me disse para ir até lá, mas que avisasse que o horário de visita acabaria em cerca de 4 horas e que era para esvaziarem o quarto, uma vez que quatro pessoas já estavam lá, ou seja, os gêmeos e seus pais. Assenti com a cabeça e deslizei pelos corredores silenciosos até o elevador, e posteriormente, o quarto andar. Observei de relance os quartos ao lado do de Maxwell, onde em um se encontravam duas garotas quartanistas Hufflepuff e, no outro, um garoto quintanista Slytherin e o setimanista Gryffindor, e nosso grande amigo, Brendan. Finalmente, me detive na porta entreaberta do quarto do meu capitão de quadribol, que dividia com um primeiranista Hufflepuff. Empurrei levemente a porta e pigarreei.

Patrícia estava sentada em uma poltrona verde de hospital, Thomas estava ao lado da cama de seu melhor amigo em Hogwarts, Jean, e o tio James e a tia Georgia estavam abraçados encarando Maxwell em sua cama. Ele estava, como antes, com uma camisola hospitalar, uma coberta bastante quente pelo frio do inverno, que se encontrava do lado de fora, e com alguns tubos contendo soros mágicos para mantê-lo vegetando e saudável enquanto em coma. Todos se voltaram para me encarar. Georgia e o marido deram as mãos e caminharam em minha direção.

_Ah, querida, fico feliz de vê-la aqui. Nós vamos te deixar dar uma olhada em Max - A loira com os cabelos presos em uma trança comentou e disperçou pelo corredor com o moreno, que me lançou um aceno de mão, logo, atrás.

_Ahn, a recepcionista pediu para esvaziarem o quarto. Parece que ia ficar muito cheio... - Tom e Tiça caminharam até a porta - Ahn, mas fiquem se quiserem.. Seremos só três... - Mexi os pés inquieta.

_Não. Vamos deixar você um pouco sozinha. Eu quero comprar um doce de gengibre daquelas maquinas no final do corredor - Pati comentou e arrastou o gêmeo junto porta a fora.

Suspirei fundo e me voltei para encarar os dois pacientes no quarto. Jean realmente muito jovem e delicado. Prometi mentalmente que iria tirá-lo dessa, por fim, me dirigi até a cama do mais velho. Maxwell em seus 15 anos. Me sentei na beirada da cama e encarei seu rosto inexpressivo. Seus olhos estavam fechados, contudo eu conseguia enxergar os azuis profundos em minha mente. A imagem de ver o brilho dos seus olhos na penumbra da noite durante o Halloween em Hogwarts apareceu em meu cérebro. Senti uma imensa falta de escutá-lo gritando comigo durante os treinos de quadribol, ou de ouvir suas piadas sem graça e de ver seu sorriso debochado, porém, tendo de admitir, bastante fofo. Apanhei sua mão esquerda gélida e cobri-a com minhas luvas alaranjadas de inverno.

_Hey, Max... Olha, saiba que já sabemos como te livrar dessa, vamos fazer o antidoto o mais rápido - Sorri fraco - Não pense que desistiríamos de você - Apertei mais sua mão - A Marie estava meio ocupada, mas ela queria também poder te desejar um feliz ano novo, sei que sim - Olhei ao redor para me certificar de que ninguém estava nos observando, antes de continuar - E eu ainda não estou usando o meu colar, porque sei que você iria querer entregá-lo diretamente a mim. Vou esperar por isso, ta legal? Sei que você vai acordar e vai voltar com aquele sorriso bobo e vai me irritar de novo... Seu garoto irritante - Ri levemente e senti meus olhos marejando, porém desviei qualquer tristeza da minha cabeça. Prometi a mim mesma que não choraria mais, por Max, por Jensen ou por qualquer outra pessoa. Tinha de ser forte - Quer saber? Sinto saudades de te irritar de volta. A vida não é a mesma sem suas gracinhas... Eu não sou a mesma sem você lá.

Suspirei novamente e estiquei a minha mãe direita para retirar sua franja delinear da frente dos seus olhos, enquanto minha mão esquerda ainda cobria a sua. Ele estava tão distante, mas eu sentia que ainda mais perto de mim do que jamais estivera. Era engraçado pensar que esse ano estava se revelando tão diferente. Normalmente, eu brigaria com Max a todo momento, porém agora que ele era capitão, as coisas ficaram ainda mais complicadas. Ele roubara meu sonho e ainda sim estava fazendo um papel tão bom, eu sentia inveja ao mesmo tempo que orgulho. E perceber que ele realmente se importava comigo me deixou tão vulnerável. Ele me confessou isso quando fui atingida no primeiro jogo de quadribol, além de querer me ajudar quando meu pingente arrebentou. Max me convidara para ir ao baile de Halloween porque ele confiava em mim e apreciava minha presença. E ele foi tão doce comigo quando eu estava me sentindo sufocada naquela noite. Não sei porque demoramos tanto para perceber o quanto nos importávamos um com o outro, todavia quando ele foi atacado senti como se tivessem tirada uma das coisas mais preciosas de mim.

Permaneci por um bom tempo apenas encarando-o e tentando colocar a confusão que percorria minha mente em ordem. Passei todos os nossos momentos como em um filme, especialmente toda a diferença que esse ano estava se revelando para mim. Naquele momento, ao observar o rosto sereno e profundamente distante de Max, fez com que Jensen se afastasse e deixasse com que minhas emoções pelo quintanista aflorassem. O que eu senti quando ele me beijou voltou a tona e me dei conta de que nunca havia me sentindo assim antes. Já fora beijada duas vezes antes. Uma no terceiro ano, quando um garoto me deu meu primeiro beijo na vida durante um dos meus primeiros bailes de Halloween. Agora ele formara no ano anterior e estava com uma namorada. Porque eu não me senti estranha quando ele me beijara, foi novidade para mim, mas me fez perceber que não iria querer nada sério. Enquanto que o segundo cara que me beijara fora meu primeiro namorado por cerca de apenas três meses quando percebi que ele não era o cara certo. Arrogante, competitivo, negativo e machista. Um garoto Slytherin, Robert Lautner, que levava a sério essa política antiguada de sangues-ruins, como eles se referem aos nascidos trouxas. No começo me sentia bem com ele, mas o que senti quando Maxwell me beijou foi completa gratidão por te-lo me protegendo como estava fazendo e um calor dentro do meu corpo. Algo que nunca sentira antes.

Fechei os olhos e me forcei a imaginar o brilho dos olhos azuis de Maxwell durante aquele momento. Me abaixei em sua direção e só parei quando senti seus lábios secos contra os meus. Ele poderia estar em coma. Poderia estar mal e, um pouco, desidratado. Poderia estar distante, mas eu sentia que ele poderia nos escutar e sentir nossa presença e que isso poderia muito bem fazê-lo lutar e não desistir. E eu queria que ele voltasse, que não se entregasse a essa maldição que o envolvia. Aquela sensação de proteção que sentira naquela noite, agora estava diferente. Quando eu o beijei senti que ele era quem estava seguro. Eu queria protegê-lo. Era uma relação mútua. Ele me protegeria e eu faria o mesmo. Lutaria com toda a minha garra para mantê-lo seguro. Exatamente como me sentia com Marie ou com a Leny. Eu estava sentindo com ele agora. E ao pensar na Leny, me senti realmente mal por discutir com ela por conta do Jensen. Eu ainda não entendia porque estava me sentindo tão traída, porém não queria perdê-la e muito menos que nossos últimos momentos fossem se desentendendo assim. Precisava concertar as coisas com a segunda pessoa que mais importava para mim, depois da ruivinha clarividente.

Meu corpo se aqueceu completamente com aquele simples selinho e não era mais necessário usar meu casaco felpudo de camurça por cima de meu vestido longo verde e água. Uma espécie de calor de apoderou de mim e, percebi que os seus lábios antes frios, agora estavam aquecidos. E também ele também estivesse mais corado e com uma aparência mais saudável por não estar mais com frio. Abracei-o apertado, tomando cuidado para não tocar nos tubos que o envolviam nas veias e no nariz, permitindo que ele respirasse e recebesse nutrientes. Aquele contato fez com que eu pudesse ouvir seu coração. Ele estava até que bastante agitado para alguém em coma, talvez ele pudesse mesmo sentir minha presença e a de sua família. Talvez fosse mesmo bom termos vindo vê-lo.

Então, os gêmeos voltaram com alguns doces de gengibre e bolos de abóbora em mãos. Eles sorriram envergonhados quando me notaram abraçada a Max, porém quando me recompus ereta novamente, eles se aproximaram e me estenderam um bolinho. Apanhei sem graça e passamos o restante da tarde comendo, bebendo suco e fazendo companhia para Maxwell. Seus pais também ficaram um pouco mais com ele, antes de termos de ir nos arrumar e encontrar com o pessoa no mirante. E todo o tempo que pude, continuei segurando na mão do moreno, porque queria que ele se mantê-se seguro e aquecido como eu me sentira quando estávamos apenas nós dois no Lago Negro, há exatamente dois meses.

Frederick Norman Malfoy - POV's

Depois de passar todo o dia junto de Klaus e Marie na casa da vovó Hermione e do vovô Rony, depois que minha irmã fora no hospital visitar o Maxwell, recebi uma carta de Violet informando de que ela, Malina e as irmãs Potter se encontrariam na casa do tio Harry e da tia Ginny antes de irmos todos ao mirante juntos. Ela estava me chamando para me encontrar com elas, por isso parti para lá com Klaus, porque ele era o único que podia aparatar comigo, enquanto Marie continuou lendo um livro com a vovó.

Passamos todo o tempo juntos na sala conversando, inclusive sobre os ingredientes do antidoto e como faríamos para conseguir a maioria deles, uma vez que eram bastante raros ou estranhos. Estávamos mesmo desesperados em conseguir salvar nossos amigos, que aquilo estava tomando conta de nosso feriado, por isso, não desejando mais ver o rosto preocupado de Violet, que antes eu só notava quando ela estava visitando suas melhores amigas, Glenda e Gisele, resolvi mudar de assunto. Empurrei seus cabelos para trás dos ombros e passei meu braço para envolvê-la.

_Hey, sabe o que deveríamos estar preocupados hoje?

_Que amanhã é meu aniversário? - Hazel brinca sorridente - É engraçado eu nascer junto com o novo ano, todos os anos.

_Foi um presente para todos nós quando você nasceu - Júlia abraçou-a - Bem, quando o ano estava começando.

Jessie, Violet e Klaus sorriram para a garota. Ela abraçou a ruiva ao seu lado, porém eu tive de interrompê-los, porque não era bem sobre aquilo que eu estava prestes a dizer.

_Na verdade, eu sei que seu aniversário é importante, mas o que mais importa hoje é quem ficará ao nosso lado durante a meia-noite. Quem estiver com você durante a virada do ano é quem passará o resto do ano com você... - Todos me encararam curiosos - Bem, isso é o que a lenda diz. E eu já sei bem quem vai estar comigo - Pisquei para Violet e a garota riu sem graça.

_Eu? - Perguntou tímida. Ela sempre teve dificuldades em entender quando a estávamos elogiando ou paquerando.

_Sempre. Você - Puxei-a para um selinho apaixonado e todo mundo começou a nos zoar.

Klaus mostrou a língua. Hazel tapou os olhos e Júlia fez barulho de vômito. Contudo eu sabia que eles estavam apenas com inveja e ciúmes. Klaus e Hazel confessaram seus sentimentos, mas não haviam ficado realmente juntos e eles queriam estar assim como eu com Violet. Sei que sim. Mas o garoto me afirmara que sabia bem o que teria de fazer para quebrar esse momento constrangedor dentre eles depois que expuseram seus sentimentos e, agora, se ignoravam sem saber o como agir. Enquanto, Júlia e Jessie estavam distantes de seus garotos, por isso pareciam mal. Na verdade, Jess estava bem mais mal visivelmente que todos. Ela fungou baixinho e abaixou os olhos para seus pés em um coturno quentinho preto.

_Você ta bem, Jess? - Júlia perguntou quando percebeu que a garota estava choramingando.

Me senti mal por ter comentado sobre a tradição do ano novo, quando claramente ela estava preocupada por conta de Brendan ter sido atacado. Justamente agora que eles se acertaram, ela teria de ficar sozinha novamente e torcendo para que ele melhorasse, logo, e pudesse voltar para seus braços. Violet franziu o cenho e apertou minha mão bem forte. Eu sabia que ela queria dizer que estava feliz por estarmos juntos e não como os setimanistas. Então, a ruiva puxou-a para tomar um pouco de ar do lado de fora e ficamos os quatro nos encarando em silêncio.

Jessie Potter - POV's

Quando Freddie comentou que passaríamos o ano todo ao lado da pessoa que passasse a virada do ano conosco, percebi o quanto desejava que essa pessoa fosse Brendan. A lembrança do momento em que ele desfaleceu sobre Klaus na loja do Beco Diagonal e como tentei fazer de tudo para reanimá-lo voltou a me assombrar, assim como estava fazendo a todo momento nos últimos dias. Apenas o pensamento de que poderia não passar o ano seguinte junto dele fez com que algo se rompesse dentro de mim. Meu coração se apertou e ficou difícil respirar. As lágrimas apenas me atingiram e comecei a fungar baixinho.

Júlia me arrastou para o quintal, porque ela era a única que poderia me ajudar naquele momento. Hazel com certeza era uma irmã e amiga incrível, mas ela era inexperiente no assunto e muito imatura para muita coisa, já Júlia as vezes poderia ser bem mais madura do que eu, mesmo eu sendo a mais velha de nós três. Ela era bem mais segura quanto aos seus sentimentos e emoções e admirava o quanto ela era durona.

Me joguei em seus ombros e deixei com que o choro me dominasse. A garota apenas afagou meus cabelos com uma mão e acariciou as costas do meu suéter com a outra. Me senti melhor por poder contar com ela, apesar de não ser capaz de afastar as lembranças e preocupações para com meu namorado que me atingiam a todo instante. Decidi me expor com ela. Eu precisava de algo mais que um ombro amigo. Precisava escutar seus conselhos e sua voz segura e serena para me manter calma.

_Jú... Eu me sinto tão sozinha, sem rumo... O que é que eu vou fazer? Quando eu estou aqui sã e salva e ele não está em segurança? Como posso ficar bem com isso?

_Relaxa, Jess. Primeiro, respira fundo - Ela sussurrou de volta e fiz como havia me falado - Agora, você não pode desabar. Você é uma guerreira. Uma corajosa Gryffindor. Brendan sabia disso, é por isso que ele gosta tanto de você. Precisa ser forte para que ele também possa ser. Use de toda a sua esperteza para conseguir reunir todos os ingredientes e vamos conseguir ajudá-lo. A Lilith e a Joey já estão reunindo as esferas e elas já vão levar até a diretora de sua casa para que possamos nos livrar dos Slytherol e, só vamos precisar acordar os alunos.

A ruiva me afastou delicadamente pelos ombros e me encarou nos olhos. As lágrimas se recusavam a cessar enquanto eu tentava parar de soluçar. Me sentia bem melhor depois de ouvir suas palavras porque estava conseguindo voltar a me colocar em um rumo. Eu via a luz no fim do túnel e sabia que era para lá que deveria seguir meu caminho. Contudo, meu corpo ainda se forçava a reagir daquela forma desesperada.

_Vamos parar de chorar agora - Ela começou a limpar meu rosto molhado com suas mãos envoltas em luvas de lã preta e com buracos para os dedos. Fechei os olhos e respirei fundo, cessando os soluços - Isso. Confiança. Segurança. E repita comigo: Nada de chorar. Nada de fraquejar. Eu sou forte e guerreira.

_Nada de chorar - Franzi os olhos e forcei as lágrimas a pararem de cair - Nada de fraquejar - Abri meus olhos e endireitei a postura - Eu sou forte e guerreira - Consegui abri meus lábios em um fraco sorriso quando aquela afirmação me atingiu e Júlia sorriu ainda mais abertamente e tranquila para mim.

_Essa é a minha garota - Ela me abraçou bem forte e, finalmente, começamos a caminhar de volta para a sala d'A Toca.

Eu sabia o que deveria ser feito. E eu não iria mais chorar. Prometi a mim mesma que seria completamente forte e segura de agora em diante. Conseguiria reunir todos os ingredientes, afinal eu era a pessoa que mais conseguia reconhecê-los. Todos precisavam de mim e dos meus conhecimentos para os NIEM's, uma vez que após tanto estudar conseguira reunir toda informação possível para nos ajudar com o plano. Brendan e todos dependiam de mim e tinha de ser forte para poder lutar e protegê-los. Quando cheguei na sala, Hazel se levantou e veio me perguntar se estava me sentindo bem. Suspirei e deixei que ela me abraçasse antes de afirmar, que melhor impossível.

_Precisamos fazer isso juntos. Vem aqui - Estiquei minha mão para o centro. Hazel colocou a dela sobre a minha, em seguida Júlia - Hogwarts precisa de nós - Violet, Freddie e Klaus, também se aproximaram e colocaram suas mãos sobre as nossas - Pela Armada de Hogwarts!

_Pela Armada! - Todos exclamaram em seguida.

Então, jogados nossas mãos para o alto.

Vicent Klaus Malfoy - POV's

O restante do dia antes de aparatarmos, acompanhados ou não como era o caso de mim e Jessie, em direção ao mirante para nos encontrarmos com várias famílias bruxas, as quais passariam a virada do ano juntas; eu passara pensativo em um dos quartos d'A Toca com o casal, Violet e Freddie, ao meu lado.Eu precisava decidir o que daria de aniversário a Hazel. Me sentia completamente confuso, porque por maisque tivéssemos exposto todos os nossos sentimentos nessa mesma casa alguns dias atrás, nossa relação estranha e nossa conexão peculiar não haviam alterado de maneira alguma, talvez até mesmo se agravado, agora que sabíamos que realmente estávamos conectados e, em contra partida, não estávamos mesmo dispostos a ser o primeiro a dar o braço a torcer e encarar o que viria depois de uma conversa tão profunda como aquela.

Violet soltava risadas das coisas banais e bobas que meu irmão dizia, pois por mais que ele tentasse ser engraçado, era desastroso. Ambos estavam apoiados no parapeito da janela e observavam a vasta região deserta e linda, onde se localizava a antiga moradia bruxa. Frederich abraça-a pela cintura e a morena deitava a cabeça em seu ombro. Me joguei em uma das camas em que estava sentado para que pudesse ficar de costas contra o colchão e cobri minha cabeça com o travesseiro para bloquear o mundo ao meu redor eme concentrar somente em Hazel e no quando ela merecia um presente diferente. Ainda estava confuso se deveria dar-lhe algo que mostrasse o quanto ela era uma amiga especial, ou se deveria me arriscar e dar algo que mostrasse o quanto ela séria uma namorada perfeita. Como ela reagiria? O que eu deveria esperar? Esse era mesmo momento certo para dar um passo tão alto e incerto? E se ela não estivesse pronta? Afinal, Haz estava prestes a completar 14 anos. Ela ainda era uma jovem garota e eu não queria de maneira nenhuma incomodá-la ou fazer algo que ela não estivesse pronta, por mais inocente que o gesto fosse.

Flashes de todos os momentos ainda mais estranhos e peculiares pelos quais havíamos passado desde que o ano começara percorreram o labirinto de confusões em minha mente. Um vislumbre da primeira noite em Hogwarts, quando eu a observara juntamente de Frederich da mesa da Ravenclaw tomou conta de meu cérebro. Ela estava realmente linda nas vestes vermelhas e douradas de sua casa, apesar e tão jovem e ingênua. Seu olhar demonstrava o entusiamos de sempre que fazia com que ela parecesse estar sempre rodeada por uma luz incessante não importa por onde andasse, mesmo preocupada com a canção do chapéu pelo que a expressão dela e das meninas representava aquela distância. De repente, me peguei lembrando de um dos primeiros dias de aula quando ela apareceu junto de Júlia e Jessie, e eu estava tocando violão com Brenda. Me senti tão nervoso quando Jú apontou para meu caderno de músicas sendo que todas eram escritas para uma garota bem a minha frente. E havia me sentido tão relaxado, exatamente no momento em que ela me sugeriu uma música trouxa de um dos meus cantores favoritos, Havelin, e começamos a cantar juntos depois de um tempo. Ouvir o som de sua voz sempre me deixou em êxtase como se nada no mundo pudesse me tirar daquele momento. Embora, antigamente eu pensava que era porque sempre tivemos uma conexão quando éramos os únicos que gostavam de passar um tempo discutindo o mundo trouxa e o bruxo ou o quanto eram incríveis, diferentes e, também, semelhantes a suas maneiras, ou os mais artistas – um músico e uma pintora desenhista – do grupo inteiro. Depois, outra lembrança veio até minha mente, quando estávamos nas arquibancadas para o jogo da Gryffindor contra a Hufflepuff e eu a avistei tão pura e alegre. Ela estava com Júlia e Jessie, porém por ser a mais animada do trio, era a única com um coração dourado em uma das bochechas e na outra, um vermelho. Ela gritava e dava vivas enquanto as outras duas apenas batiam palmas e sorriam. Contudo, certamente não sorriam tão verdadeiramente quanto a morena. Haz possuía aquele sorriso nos lábios que fariam com que qualquer pessoa fizesse qualquer coisa. Tinha um poder inquebrável e eu nunca conseguia desviar o olhar dele. Também, a noite do baile, quando notei o quanto ela estava crescendo e se tornando realmente bonita e desejável, apesar de não estar exagerada, fez com que acabasse causando contenda entre meu par, Jess, e a garota. Mas observar seu rosto distante durante toda a festa fez com que algo dentro de mim doesse. Não pude evitar sentir vontade de tirá-la dos braços daquele garoto durante a dança, mas tinha que deixar Jess feliz, não podia magoá-la. Apesar de não ter conseguido me controlar depois de perceber que ela fugira durante minha música.

E agora... A lembrança de seu olhar sonhador quando havíamos tida aquela conversa antes da ceia de natal e a sua preocupação comigo quando tivera que enfrentar a Travessa do Tranco, faziam com que eu a quisesse ainda mais próxima de mim. Queria garantir que seu sorriso poderoso, seus olhos sonhadores e sua animação constante fossem protegidos de todo o mundo. Que ela nunca perdesse o brilho que a rodeava. Isso era o que eu realmente desejava.

_Ta legal, cara? - Freddie saíra de seu momento fofo com Violet e eles caminharam minha direção, porém a garota disseram que teria de ir ao banheiro e nos deixara sozinhos por um instante.

_Ah, claro... - Retirei o travesseiro do rosto e me seitei observando meus pés - Só estou preocupado com o que deveria dar a Hazel em seu aniversário. Queria surpreendê-la.

_Bem, sabe que a mamãe comprou aquele kit de lápis de cor mágicos que deixam o desenho com um aspecto mais real, 3D, né? Aquilo com certeza vai deixá-la surpresa - Ele se sentou na cama ao lado.

_Eu sei... - Balancei a cabeça - Mas isso não é algo especial para nós. Eu realmente queria dizer algo com o presente perfeito... Sinto falta de poder falar com ela sem que nos preocupemos com o que dissemos aquela noite. Apesar de ter significado tanto para mim... - Suspirei confuso.

O loiro me observou por algum tempo, enquanto continuava tentando imaginar o gesto mais perfeito que poderia fazer por ela. Por nós. Até que ele se levantou e colocou a mão no meu ombro, decididamente.

_Você vai saber o que fazer. Não precisa ser algo tão grandioso contando que represente o quanto ela significa para você.

Balancei a cabeça em concordância enquanto ele deixava o cômodo, provavelmente para encontrar com Violet. Contando que represente o quanto ela significa para você. Naquele momento, tudo fez sentido e soube exatamente o que deveria fazer para Hazel. Sorri com o pensamento a mil e o coração aos pulos. Freddie era um gênio e me dera a ideia perfeita.

~*~

Faltando alguns minutos para a meia-noite já estávamos todos aconchegados com nossos casacos de inverno no mirante. A vista de toda a imensidão de árvores e um vasto rio da Inglaterra, a iluminação das estrelas e de pequenas lanternas dava uma sensação maravilhosa e perfeita para a ocasião. Os adultos nos deixaram ficar a frente e alguns foram se encontrar com seus colegas ou amigos bruxos que também apostaram pelo local. Frederich pegou na mão de Violet e a levou para que pudessem estar juntos durante a virada. O trio, Patrícia, Tom e Malina correram para a grade e se debruçaram aos risos. Marie, Leny e Lary estavam juntas, até o momento em que Jensen as encontrou e se juntara a elas. O olhar de Lary e Leny foi completamente o oposto. A loira agarrou-o pelo pescoço em um abraço apertado e o puxou para o lado, fazendo com que ele ficasse entre ela e Lary. O moreno acenou para a de cabelos curtos, que sorriu fraco. Ela estava desconfortável, por isso Marie entrelaçou o braço na amiga. Coraliny estava em algum lugar no meio da multidão acompanhada de Luke. Jessie ficara com o casal, Júlia e Raimond, e Hazel próximos a grade. Me senti, de certa forma, contente por não avistar Maxon junto deles novamente. E respirei fundo.

Me aproximei das irmãs Potter e acenei para elas. Todas retribuíram, todavia pude perceber a insegurança dominando o olhar da menor. As palavras de Freddie ecoaram em minha mente: " Quem estiver com você durante a virada do ano é quem passará o resto do ano com você...". Desejei profundamente que essa pessoa fosse a morena. Me coloquei ao seu lado, enquanto Júlia abraçava Raimond e do outro lado da ruiva, Jessie se apoiava no parapeito. Sussurrei para a morena, que se virou para mim um pouco nervosa:

_Se importa se eu ficar do seu lado? - Ela mordeu o lábio inferior.

_Sim... Quer dizer, não, pode ficar - Ela apertou suas mãos em luvas azuis.

_Sabia que você sempre morde o lábio quando ta nervosa? - Sussurrei sem nem ao menos perceber qual seria o efeito de minhas palavras.

_Ahn... Não - Se a luz não estivesse tão escassa poderia apostar que ela havia corado, e não era porque estava fazendo muito frio - Acho melhor eu parar com isso, então.

_Não! - Minha voz saiu mais alta, de repente - Digo, você fica realmente muito linda quando está mordendo o lábio.

Sorri para ela. Eu estava me descontrolando por estar ao lado dela. Hazel brincava comigo sem nem ao menos saber e aquilo estava me torturando à espera da virada do ano. Ela se virou para frente meio sem graça e encarou a paisagem. Decidi fazer o mesmo. E permanecemos todo o tempo durante os últimos minutos até a meia-noite observando a vista encantadora. Finalmente, quando a contagem regressiva começou, todos os bruxos se calaram e se reuniram em uníssono para começar a exclamar animadamente, uns com os outros. Encarei-a de relance e percebi que a morena fazia o mesmo:

_Dez! Nove! Oito!

Sorri para ela e a garota fez o mesmo. Sem medo agora Haz estava mostrando a sua arma mais poderosa. Aquele sorriso que fazia com que eu fizesse qualquer coisa sem nem ao menos pensar a respeito.

_Sete! Seis! Cinco!

Nos viramos cerca de 90º graus para nos encaramos mais de perto. Seus lindos olhos castanhos mergulharam nos meus e aquele olhar sonhador e apaixonado estava de volta com toda a força, fazendo com que me derretesse por dentro.

_Quatro! Três! Dois!

Lá estava ela. Aquela garota cheia de entusiasmo. Aquela voz encantadora deixando seus lábios para proclamar a contagem regressiva. E me senti tonto quando sua luz me atingiu. Ela era pura energia e calor. Era isso que eu sentia ao encará-la de tão perto e foi quase imperceptível ouvir o último número, apesar de todos estarem aos gritos ao meu redor.

_Um...

Não esperei nem mais um segundo para dar o último passo decisivo até a morena e puxá-la para ainda mais perto com uma mão pela cintura, enquanto a outra encontrava seu pescoço e se apoiava dentre seus cabelos sedosos. O cheiro de seu perfume cítrico e ao mesmo tempo doce invadiu minhas narinas,no instante em que aconteceu... Meus lábios se encaixaram perfeitamente nos dela e fogo percorreu todo meu corpo causando uma combustão instantânea em meu coração. O barulho das vivas e desejos de ano novo contraponto aos fogos que incendiaram o céu a cima de nós eram a trilha sonora para aquele momento. Hazel apoiou ambas as mãos em meus ombros, depois de ter se recuperado do choque de surpresa por termos nos beijado, e me puxou para mais perto – como se isso fosse possível. Nossos corpos se encaixavam perfeitamente um no outro e se aqueciam a medida que selávamos aquele momento. E quando, nos afastamos, permanecemos apenas cerca de sete centímetros distantes um do outro. Seus braços ao redor de meus ombros e meus olhos mergulhados nos dela.

_Feliz aniversário, princesa - Sussurrei para ela. Eu era oficialmente o primeiro a lhe desejar os parabéns.

_Obrigada... - Ela riu - Isso foi... Uau... Muito bom - Haz não se importou em morder o lábio novamente, apesar de eu ter certeza de que ela se dava conta disso agora - Posso te contar uma coisa?

_Claro. Diga.

_Bem, pode ser bobeira, mas... - Ela desviou o olhar insegura, mas logo, me encarou novamente - Queria que soubesse que esse foi meu primeiro beijo e eu estou mesmo contente por ter sido com você.

Algo dentro de mim dizia que ela realmente nunca havia beijado outro garoto. Ela era muito jovem e inocente. Contudo aquela afirmação fez com que me sentisse honrado por poder ser seu primeiro e desejar que fosse o último. Sorri abertamente para ela e permiti que ela deixasse sua cabeça em meu peito, onde ela se encaixava perfeitamente como se seu corpo tivesse sido modelado exatamente para completar o meu.

_Eu também fico feliz por isso... E, saiba que essa é a primeira vez que eu me senti completamente diferente quando estava beijando alguém.

Massageei seus cabelos enquanto sentia sua respiração contra meu casaco e seus batimentos desesperados em sintonia com os meus. E eu não estava mentindo quando afirmara aquilo. Já havia beijado uma garota, Pamela Bones, também Ravenclaw da minha turma, em meu quinto ano e ela fora a minha primeira namorada, apesar de ter durado apenas cerca de quatro meses. Ela sempre mostrara estar apaixonada por mim, então, deixei que rolasse, mas realmente tive de terminar por não querer dar-lhe esperanças demais ou usá-la, porque ela era uma amiga incrível, mas não a via como algo mais. Após isso ela passou a não falar quase nunca mais comigo, apesar de dizer que estava bem. E ano passado, uma veterana, Lalisa Yang, me beijara após ganharmos um dos jogos de quadribol. Ela era do nosso time, antes de se formar, porém após isso ela mesma veio até mim e pediu desculpas por ter feito aquilo. E ela afirmou que não poderia ficar comigo porque estava indo estudar na Islândia durante sua faculdade de medibruxaria. Ela era divertida, mas agradeci por ela ter desistido de ter algo comigo, porque eu já estava a fim de Hazel, bem, desde sempre eu estivera, mas quando fiquei com Pamela fora porque imaginava que ela não sentia-se da mesma forma e, também, porque ela era jovem demais para mim.

Agradeci mentalmente por estar errado quanto a essas afirmações passadas e me concentrei nos fogos multicoloridos e de desenhos de diversos animais diferentes que se moviam no céu. Essa era a magia do mundo bruxo que por mais que pudéssemos, os dois, amarmos o universo trouxa, era impossível não se sentir lisonjeado por fazer parte do mundo onde tudo ganhasse vida, exatamente como as sensações que a morena proporcionavam em meu interior


Notas Finais


Então, é isso... No próximo cap. todos estarão de volta a Hogwarts e com a AH ainda mais ativa... Espero que tenham gostado e que apreciem o que há de vir... Ate a próxima!

XOXO


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