História Hogwarts, uma história diferente - Capítulo 56


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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Daphne Greengrass, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Ernesto Macmillan, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Lilá Brown, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nick Quase Sem-Cabeça, Nymphadora Tonks, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Pedro Pettigrew, Percy Weasley, Personagens Originais, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Remo Lupin, Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Ted Lupin, Theodore Nott, Tom Riddle Sr., Viktor Krum
Tags Dramione, Harry Potter, Liny
Visualizações 58
Palavras 5.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - "Recaída"


Desde que Hermione tinha sido atacada tão brutalmente, o assunto não fora outro. Nem mesmo o ataque a Dino Thomas tinha sido tão relevante. Dino tinha sido a segunda vítima oficial da Seita, o que preocupou muito as autoridades da escola. Mas, graças ao incidente com a Granger e as garotas da Sonserina que a espancaram em grupo - uma delas usou até um bastão para agredí-la -, Hogwarts inteira comentou sobre isso. Dumbledore certificou-se de que essas garotas fossem punidas, e, por mais que fosse um caso de expulsão, suspendeu as seis garotas irrelevantes por uma semana. Para não perderem tempo arrumando malas, ficaram na escola mesmo, mas realizando serviços de limpeza e organização juntas dos elfos domésticos, assim como fizera Lívia.

Uma semana tinha se passado desde o incidente. Hermione tinha sido liberada depois de três dias se recuperando dos machucados, embora ainda estivesse com alguns hematomas bem visíveis na parte do rosto e braços. Suas pernas tinham sido totalmente ignoradas, para sua sorte, mas o abdômen e o pescoço foram atingidos com muita força pelo bastão. Fora realmente um ato de crueldade, e, dias depois descobriram que o motivo dessa brutalidade foi o quase beijo entre ela e Draco, na noite do pós-jantar especial. As amigas de Astoria, que eram seguidoras fiéis da mesma, recusaram-se a admitir que Astoria estava envolvida nisso, mas, com certeza, estava. Também tinha um pouco de vingança nisso. Ela queria que Lívia se sentisse culpada de ter colocado poção da verdade na bebida dela. Graças a isso, toda a escola ficou sabendo que ela tinha espinhas nas nádegas e que tomava remédio para defecar. Aquilo acabou com a reputação de Greengrass.

Agora, numa quinta-feira, Mione desfrutava de um almoço maravilhoso, na mesa da Grifinória, com seus amigos ao lado, sorrindo e se divertindo. Ainda sobre essa história, algo não tinha ficado muito claro. Uma coisa que fora revelada para Draco quando ele e Granger estavam sozinhos na ala hospitalar deixou o garoto muito abalado e triste, de forma que nenhuma outra coisa deixaria. O suposto namoro de Rony e Hermione. Será que ela tinha inventado para afastá-lo ou era verdade?

Lívia: Estão mesmo namorando? - A garota pergunta indiscretamente para o ruivo e a castanha, como que demonstrando certa dúvida.

Rony: Íamos contar pra vocês, mas sempre algo nos impedia. - Explica, um pouco rubro.

Hermione: Lamento ter descoberto pelo Draco, Lívia, eu juro que ia te falar. 

Lívia: Não, imaginem, sem problemas. Não vejo nenhum mal nisso, só que é estranho ver vocês dois juntos. Vocês que viviam reprimindo um ao outro, como se fossem crianças brigonas. - Ela ri ao fazer essa comparação. Os outros a imitam.

Luna: Tipo você e o Harry? - Sugere ingenuamente.

Harry: Não! Nem se compara. Rony e Hermione sentiam algo um pelo outro, nós não.

Luna: Mas parece. - Replica insistentemente.

Lívia: Luna, coma o pudim! - Ordena, servindo outro pedaço de pudim para a loira.

 Esta aceita sem pestanejar.

Simas: Ah, meu caro Ronald, fico tão feliz que você e Hermione estejam juntos. Mas, lamento dizer que não são o único casal da mesa. - Ele diz de forma misteriosa, instigando a curiosidade de todos.

Lívia: Que é? Já tá namorando a Katie também?

Simas: Não, não. Não sou eu quem está namorando aqui. É a Gina, que está bem quieta desde que o assunto namoro começou. - Ele aponta para a ruivinha encolhida em um canto, ao lado de Dino, comendo um pouco de salada.

Rony: Quê?? - Exclama, levantando-se exaltado do banco. - Ginevra Molly Weasley, quem é o pervertido que está tentando tirar sua ingenuidade, hein? 

Gina: Não me chame de Ginevra, já disse mil vezes! Além do mais, não te devo satisfação, você não é a mamãe. - E cruza os braços teimosamente.

Rony: Foi bom ter mencionado a mamãe, pois se lembra do que ela disse? Eu estou no comando, mocinha! Eu sou o manda chuva, agora.

Hermione: Rony, deixe ela e se acalme! - A garota intervém, puxando o braço do ruivo e fazendo-o sentar.

Rony: Estou calmo, estou calmo. - Levanta os braços em sinal de rendição. - Mas quem é? Só pra eu saber...

Gina: É o Dino. Dino e eu estamos namorando, não é, lindo? - Ela agarra o braço do negro e este beija suavemente sua cabeça.

Rony: Ahh! Então é você? Seu traídorzinho de merda! 

Hermione: Rony! - Ela repreende, enquanto os outros riam dessa cena cômica.

Dino: Acho que está na hora de você aceitar Rony. Eu gosto de verdade da sua irmã e seria incapaz de fazer mal a ela. Juro! - Cruza os dedos e dá sua palavra a ele.

Rony: Uhum, sei.. então, já que é assim, sem maldades, o que vai fazer se ela aparecer nua na sua frente, hein, pangaré? Fingir que é um santo e mandá-la se cobrir? 

Gina se envergonha com a pergunta totalmente indecente do irmão e esconde o rosto nas mãos. O mesmo fez Hermione.  

Lívia: Nossa, que pergunta mais idiota. É claro que ele vai preferir tirar a roupa também. Como acha que as pessoas transam? De pijama? - Gina ficou ainda mais constrangida com essa insinuação, tanto que se engasgou com a água que bebericava.

Rony: Pois bem, senhor Dino, é isso que vai fazer. E se acha que eu vou permitir que faça esse tipo de safadezas com a minha irmã está muito enganado! - Dizia com o peito estufado, cheio de orgulho.

Gina: Engraçado você dizer isso, Rony. Quer dizer que você pode e eu não? 

Era a vez de Rony se engasgar. Como era possível que ela soubesse de Elizabeth? Antes que a garota pudesse revelar esse segredo, que fora suficiente para fazê-lo se calar, várias corujas entraram pelas janelas do salão com cartas dos pais e presentes de recordação. Rony, que completara dezesseis anos no dia primeiro de março (já estavam no dia oito), recebera de sua mãe um pacote pequeno e bem embalado, que era um pouco pesado. Parecia ser um tipo de caixa, que guardava algo novo e misterioso. O ruivo resolveu abrir. Seu presente chegara atrasado, mas talvez valesse a pena esperar. Quando a embalagem de papelão saiu, um papel de presente estava enrolado em volta da caixa original do presente, e também foi retirada. No momento em que viu o que era, o garoto vibrou. Era um aparelho móvel. Os celulares haviam sido introduzidos no mundo mágico há pouco tempo, por que o ministério não via utilidade nesses pequenos aparelhinhos caros. Mas tinha virado um tipo de produto consumido pelos jovens, como meio de comunicação entre eles, uma vez que os adultos e idosos ainda preferiam as cartas para tratar de assuntos mais formais e mais extensos. Rony era o único do grupo, com exceção de Gina, que não tinha um. Ele estava muito emocionado e imediatamente ligou o seu.

Hermione estava muito preocupada com seus pais, preocupada com o que iam fazer a respeito da surra que deram nela. Para sua sorte, eles só estavam mesmo angustiados, e não tinham demonstrado sequer um sinal de agressividade e revolta. Lívia, por sua vez, recebera uma carta bem curta de seu pai, dizendo que estava bem e que as coisas em casa, por mais solitárias que fossem, estavam ocorrendo como o planejado. Ele deixou escapar que sentia muita falta dela e de sua mãe, o que a fez sentir vontade de chorar por um instante, mas se conteve. Era verdade que seu pai estava mais próximo nos últimos meses, e ela não sabia se era por obrigação ou se ele realmente estava com vontade de socializar com sua filha - e com o filho Mike também, que tinha recebido uma carta dele. O problema é que ela queria notícias de sua mãe, e tinha absoluta certeza de que seu pai também não sabia, o que a deixava mais preocupada ainda. Harry, por outro lado, não recebera nada desde o dia em que um tal de A.M. lhe enviara uma carta codificada dizendo que Sirius estaria o esperando em uma caverna na montanha de Hogsmeade. Ele ainda não fazia ideia de quem era A.M., e, até o momento, só ele e Rony sabiam da existência da carta. Começava a pensar em um monte de pessoas amigas de Sirius Black que começassem com essas inicias e, por mais que tivesse certeza que conhecia alguém assim, não conseguia se lembrar.

Não teve tempo de ficar decifrando códigos, pois o sinal para a primeira aula da tarde tocara. Já no segundo período, teriam aula com Dolores, que pareceu muito mais satisfeita ao ver a cara enojada de Lívia. A mulher não teve compaixão nenhuma deles e obrigou-os a escrever em cinco folhas de caderno. Logo depois a aula foi de Herbologia, onde Neville conseguiu surpreender a todos sobre suas habilidades com as plantas e também conseguiu irritar Malfoy ao derrubar pus de mandrágora no uniforme novo dele. A professora Sprout tirou cinco pontos da Grifinória por isso. Depois a aula foi com o professor Binns, de história da magia, onde ninguém, exceto Hermione, prestou a mínima atenção. Lívia e Rony começaram a jogar xadrez bruxo no meio da aula. Após isso, uma aula de transfiguração, com Minerva e, por fim, aula da Sibila, adivinhações. Essa com certeza foi a hora mais chata no dia de Mione, que odiava a matéria.

Trelawney, após pedir um trabalho super importante pra eles, começou a sentir más vibrações sobre o corpo de Harry e transformou o resto da aula numa sessão especial das possíveis mortes de Harry Potter. A mulher disse que ele teria um destino muito trágico pela frente, e que tinha de tomar cuidado com quem o rodeava. Obviamente, o garoto fingiu escutar. 

Sibila: Potter, lamento dizer, mas creio que deva se afastar um pouco das mulheres, Potter. Talvez a sua amada possa te machucar muito. Você pode ser vítima dessa amada, pode ser vítima de qualquer amigo que se diz seu amigo. - Ela proferiu veementemente com os olhos fechados e os braços totalmente abertos. 

Lívia: Sim, verdade. Inclusive, Potter, você poderia virar gay. O Malfoy tá solteiro, sabia?

A galera toda ri disso, incluindo a própria Sibila. Finalmente, depois que a mulher parou se prever coisas, deu continuidade a aula e pediu para que começassem os trabalhos. Eram sobre a interpretação de sonhos dos colegas. Escolheriam um colega qualquer para interpretar seu sonho mais recente que se lembrava. A sala prorrompeu em barulhos e gritos enquanto faziam perguntas referentes ao trabalho um para o outro. De certa forma, a professora gostava desse barulho, mas atraiu Umbridge para lá e instigou a mulher a dar bronca neles por estarem berrando feito loucos. Ninguém prestara atenção, pelo contrário, trocavam bilhetes entre si. 

Nessa onda de trocar papéis, dois miúdos pedaços de pergaminho caíram sobre a mesa de Hermione e, curiosamente, não eram de Lívia, ou Harry, ou Rony. Muito menos de Draco, nem ao menos tinham assinatura. Ela não conseguiu ver quem havia  jogado o papel, mas resolveu ler. Um deles, com uma mensagem muito estranha, dizia assim:

 "Pensa que sua situação debilitada te livra, não é? Mal sabe o que te espera..."

Esse era o primero, e deixou a castanha muito confusa. A seguir, abriu o segundo, que era pior, em sua opinião. Ao lê-lo, teve certeza de quem o escrevera e ficou nervosa. Dizia assim:

"Caso não saiba quem sou, espero que o terceiro ataque te ajude a descobrir. Quando seu dia chegar, terá uma grande surpresa."

Só com essa outra frase, Mione suspeitou - e estava quase certa - de que a Seita estava por trás disso. E se estivesse certa, um terceiro ataque ocorreria. Também estava constando no papel que, não importasse quando, ela seria uma das vítimas. Isso foi o suficiente para fazê-la se descontrolar e cair aos prantos, chamando atenção de toda sala para si, inclusive das duas professoras, Dolores e Sibila. Ninguém estava entendendo o que acontecia, mas Lívia correu pra falar com ela. A menina foi levada mais uma vez para a enfermaria para uma conversa com madame Pomfrey sobre uma possível recaída. A verdade é que ela não iria contar sobre as ameaças a ninguém que não fosse Lívia, nem que isso fizesse os outros pensarem que tinha problemas psicológicos, que era o que estava acontecendo.


                                  ***


Enquanto Hermione estava sendo interrogada por madame Pomfrey, Harry fora convocado a apresentar-se imediatamente na sala do professor Dumbledore. A princípio ficou um pouco receoso, mas logo se lembrou de que o diretor era seu amigo, e não faria nada de mal a ele. Ao entrar, acompanhado de Minerva, não encontrou nada. Logo viu-se sozinho naquela imensidão de sala, pois a professora se retirara. Nem Fawkes estava lá para lhe fazer companhia. A única coisa viva presente naquela sala era o chapéu seletor. De repente, como se tivesse aparatado (coisa que Mione dizia ser impossível acontecer em Hogwarts), Dumbledore aparece no andar de cima que a sala possuia, onde ficavam as mil e uma estantes de livros - Hermione adorava aquele patamar. Assim que viu o garoto parado a sua frente, Albus mandou-o sentar em uma cadeira a sua frente.

Harry: Pra que me chamou? - Pergunta depois de se acomodar em uma poltrona.

Dumbledore: O dia está lindo, não? - O homem diz aleatoriamente, olhando para o céu nublado e cinza que fazia as seis e meia daquela tarde.

Harry: Vai chover, professor. 

Dumbledore: E a chuva não é linda? Me diga, conhece alguém que odeia a chuva? - Indaga, certo que não.

Harry: Por incrível que pareça, conheço. Hermione. Ela odeia a chuva porque diz que não gosta de ficar com a roupa molhada. Garotas. - O menino dá de ombros enquanto o professor o fitava satisfeito. Parecia que tinha chegado no ponto em que Dumbledore queria.

Dumbledore: Bem, é exatamente sobre ela que quero falar. Não somente sobre ela. Na verdade, fiquei sabendo que hoje ela teve uma recaída, é verdade?

Harry: Não sabemos se foi uma recaída. Lívia diz que não é, mas eu não confiaria muito nela se fosse o senhor. - Palpita, parecendo irritado só de pronunciar a garota.

Dumbledore: Hum.. - Murmura pensativo. - Bem, e por que ela acha que não foi uma recaída? 

Harry: É que, de acordo com ela, o choro dela na aula de Sibila foi uma coisa sentimental, e não física. Se fosse uma recaída ela choraria de dor, suponho eu que Lívia queira dizer isso. O que ela acha é que Mione está com algum problema pessoal, mas não quer contar. Muitos estão dizendo que, com tudo isso da seita ela ficou louca, está com problemas psicológicos, sei lá. Na minha opinião, Hermione está com medo das meninas que a agrediram.

Dumbledore: Então, de acordo com Lívia, Granger está com problemas maiores,  que prefere guardar em segredo. Você pensa que só está com medo, e o resto da escola a considera louca ou dizem que teve uma recaída? - O moreno confirma a pergunta com a cabeça. - Que confusão. 

Harry: Agora Hermione está conversando com a madame Pomfrey. Ela está analisando as possibilidades de uma recaída, ou outra coisa. Espero que traga resultados. 

Dumbledore: Bom, seja o que for, acredito que será resolvido. Mas ainda não disse tudo. Harry, agora preciso que se acomode na poltrona, pois o que vou lhe contar não é fácil. É sobre a Seita e tem a ver com você. - Diz com ar de seriedade e tensão.

Harry: Comigo? Mas o que eu fiz pra eles? - Indaga, levemente alterado.

Dumbledore: Você não fez nada. Receio que isso englobe muito mais que apenas um grupo terrorista formado por adolescentes. 

Todo esse mistério estava deixando o moreno um tanto quanto nervoso. 

Harry: Como assim, professor, eu não estou entendendo.

Dumbledore: Andei investigando essa tal de seita e, pelo que minhas pesquisas indicam, não será fácil para ninguém. Ainda não sei quem é o mentor dessa atrocidade, mas alguns membros do grupo são fáceis de identificar. Ouça, tem gente de fora envolvida nisso, Harry. Creio que estão usando os alunos como infiltrados, para que realizem seu trabalho sujo e não deixem rastros que nos levem até eles. Alguns alunos entram e nem sabem a quem estão servindo. Esse grupo está sendo planejado há muito tempo, foi muito estudado. Cada passo, cada segundo foi cronometrado para que o plano de separação entre os nascidos trouxas e bruxos de puro sangue aconteça. É justamente por isso que eu tenho absoluta certeza de que o líder da seita não é um aluno. É muita coisa, muitos detalhes que um adolescente de onze a dezessete anos não seria capaz de desenvolver. 

Aquilo que o velho dizia tinha todo sentido, embora não houvesse provas. Era fácil se infiltrar em Hogwarts, uma vez que vários alunos entendedores dos macetes da escola estavam ajudando. Era um plano desumano de separação de raças, como se os nascidos trouxas fossem os judeus e os sangue puros, os alemães. Como se o nazismo voltasse a existir. Era algo muito preocupante que estava tomando uma proporção enorme. Se as coisas não melhorassem, Hogwarts teria de encerrar o ano letivo justo no começo, e havia a possibilidade de uma nova guerra começar, só que, dessa vez, sem a presença do Lorde das Trevas.

Harry: Quer dizer que há infiltrados aqui? Professor Dumbledore, se isso for verdade, podemos estar correndo um grande perigo. Muitos nascidos trouxas estão saindo da escola, professor, estão com medo. - Comenta com a voz carregada de pavor. - Diante de toda essa situação, a única pessoa que me vem a cabeça é Salazar Slytherin. Não era ele quem queria essa separação? Eu sei, está morto, mas as ideologias são dele, professor. Essa ideia estúpida de sangue puro era dele. Não consigo imaginar outra pessoa para ser mentor dessa palhaçada a não ser um sonserino.

Dumbledore: Não, não, Harry, é aí que você se engana. Está julgando milhares de pessoas que não tem culpa nenhuma nisso. Não posso negar que existe grande probabilidade de alguns serem da casa da Sonserina, não posso. Mas é só porque muitos se deixam levar pelas ideologias de Salazar. Algumas apenas seguem seus princípios para não serem julgadas pelos outros sonserinos. Ainda assim, há outros que preferem transformar essa ideia que têm da Sonserina. Não duvido que há gente da Grifinória envolvida nisso. Muito menos da Lufa-lufa e Corvinal. Há gente de todos os tipos, Harry. Portanto, pense antes de julgar alguém sem conhecer. Isso poderia ter magoado algum deles, principalmente sua amiga Lívia. 

Harry: Ela não é minha amiga. - Corrige, como se estivesse ofendido. - Aliás, ela não ficaria chateada, Lívia não tem sentimentos.

Dumbledore: Potter, sei que você tem problemas com ela, mas não tem o direito de falar assim. Cada um tem um jeito de demonstrar seus sentimentos, e Lívia tem dificuldade em demonstrar os dela. Muitas vezes desconta tudo nas pessoas sem perceber que isso pode machucar o outro. Eu aposto como ficaria muito triste se você acusasse sem provas as pessoas da casa que o avô dela fundou, justamente por serem da casa que ele fundou. - Explica, tentanto fazer Harry entender. - É como quando ela diz que seu pai foi um bruxo ruim. Você se sente mal.

Harry: Mas é diferente. Pelo menos eu sei que meu pai não tinha planos para separar pessoas por linhagem. O avô dela, por mais que ela não queira admitir, foi quem causou tudo isso, indiretamente. Ele deu a ideia.

Dumbledore: Mas não foi ele quem começou a guerra. O que quero que entenda é que não podemos acusar somente aos sonserinos. Há muito mais gente envolvida nisso. Creio que os verdadeiros mestres desse grupo podem até estar presentes no ministério da magia.

Harry: E quem poderiam ser? - Essa era a pergunta que não parava de rondar seu cérebro.

Como se não quisesse responder, o homem beberica um pouco de um líquido verde presente em sua xícara e fica pensando no que dizer.

Dumbledore: Uns meses atrás, eu li uma matéria no Profeta Diário. Era sobre um fugitivo de Askaban. Peter Pettigrew. Fugiu sem deixar rastros. Ele já não se transforma em rato, mas, com certeza teve ajuda de alguém para realizar tal proeza. No dia do primeiro ataque, outra notícia. Zabini, o pai de Blásio, também fugira de Askaban. Até o momento só o seu padrinho tinha conseguido fazer isso sozinho. Acredito que estão ajudando-os a sair da prisão para realizar algum tipo de malfeitoria. Se estiver certo, os possíveis mentores da seita são...

Harry: Comensais da morte. - Completa a contragosto. O homem assente com a cabeça, parecendo meio decepcionado e cansado de tudo aquilo.

Dumbledore: É por isso que você pode estar em perigo, mais que nós. Os comensais devem estar atrás de alguma coisa além dessa separação. Acredito que tenha a ver com a morte de Voldemort. O ministro da magia e eu tivemos uma conversa muito séria na semana passada. Eu e ele entramos em um acordo, mas são assuntos muito difíceis pra você. Algumas das coisas que te contei, Cornélio não sabe, justamente porque não sei se é verdade. Só peço para que não comente sobre isso com ninguém, nem com Rony e Hermione, pois é um assunto muito sério. Me dê sua palavra, Harry.

Harry: Eu juro, professor Dumbledore. Não contarei. - Promete com a mão sobre o peito.

Dumbledore: Que bom. A Ordem da Fênix e você são os únicos que sabem das minhas investigações, por isso o sigilo. 

Harry: A Ordem se juntou de novo? Então o assunto é sério mesmo? - O garoto voltara a se angustiar, mas não deixou transparecer.

Dumbledore: Eu disse. Mas o ministério não quer que as pessoas se desesperem, por isso Fudge me impediu de encerrar as aulas se não for caso de extrema emergência. A tendência é que as coisas piorem. Vão piorar até para Sirius. Por isso ele não está te respondendo.

Com essa afirmação, Harry ficou confuso. Como ele sabia das cartas codificadas de Sirius? Será que ele era A.M.? "Albus.. como era mesmo o nome do meio dele?", O garoto se perguntou mentalmente.

Harry: Sabe algo de Sirius? - Indaga, demonstrando preocupação.

Dumbledore: Certamente que sei. Sirius está tentanto um novo julgamento. Se ele for inocentado dessa vez, os dementadores param de correr atrás dele. Se o ministério não ajudar, os dementadores o matarão. É um caso de muito risco, por isso ele está se escondendo. Está na caverna de sempre, em Hogsmeade. - Essa última parte ele sussura. - Por isso conseguiu um advogado que está resolvendo todos os seus assuntos pessoalmente.

Harry: A.M.! - Exclama empolgado. - Eu sei. Mas quem é A.M.?

Dumbledore: Sinceramente, Harry, pensei que fosse mais esperto. Alastor Moody certamente não se esqueceria de você como se esqueceu dele. - Responde com um leve sorriso no rosto.

Harry: Olho-tonto! Como pude me esquecer dele? Era tão óbvio! Preciso contar isso ao Rony, ele estava me ajudando a decifrar a carta. - E sai correndo após dizer isso.


                              ***


Eram vinte pras sete quando Lívia encontra Mike pelos corredores. Ele estava indo diretamente para o salão principal, para jantar quando foi impedido por sua irmãzinha querida para falar de um assunto em particular.

Lívia: Mike, preciso falar com você. - Diz, fazendo-o parar de andar.

Mike: Ah, Lívia, agora não dá. Tô indo jantar, depois a gente se fala. 

Lívia: Não, Mike, é agora! É um assunto sério. 

O garoto se rende e os dois vão para o dormitório dela. Lá, Lilá é obrigada a se retirar para dar privacidade aos dois. Ela vai direto pro salão principal e se encontra com Gina e Mione. Lívia, no quarto, se acomoda em sua cama e convida o irmão para sentar-se ao lado dela. 

Lívia: Mike, como era a carta que o pai te escreveu? - Pergunta sem demonstrar um interesse muito específico no assunto. Parecia ser uma pergunta rotineira.

Mike: Sério? - Ele franze o cenho pra ela. - Ele disse que tá com saudade e que quer me ver logo.

Lívia: Aí é que está o problema!

Mike: Que é? Papai não pode amar a gente? 

Lívia: É lógico que pode, mas ele nunca demonstra. Ele também disse isso pra mim, pela primeira vez. Me diz, alguma vez você já o ouviu dizer isso pra alguém que não fosse minha mãe? - Indaga, esperando uma resposta dele.

O garoto de cabelo loiro escuro ficou pensando e, realmente, nunca tinha visto seu pai demonstrar carinho por eles.

Mike: Tem razão. - Afirma, parecendo preocupado.

Lívia: Eu sei, e isso me preocupa. Acho que ele tá triste. Ele tá com saudade da mãe. Eu tô com saudade da mãe. - Diz, tentando segurar a vontade de chorar ao mencionar ela.

Mike: Ela não é minha mãe, você sabe, né?

Lívia: Lógico que sei. Só tô dizendo que eu acho que é isso. No começo ele não demonstrou, mas agora, que ela não volta, ele começou a se desesperar. Mike, só quero ajudar nosso pai. 

Mike: É estranho você querer isso depois de tudo o que faz. Nem parece que ama ele.

Lívia: Eu sei que não sou uma boa filha, mas eu amo ele. E me sinto mal por fazer tudo aquilo. Só queria que ele me notasse. Mas não me faça sentir pior. Quero que na próxima visita que ele vier, a gente se divirta em família. Só nós três. - Era um pedido simples, mas de coração. Ela realmente queria aquilo.

Mike: Tudo bem, faremos isso. 

O garoto a envolve em um abraço caloroso e carinhoso. Lívia estava precisando de um desses naquele momento.

Lívia: Valeu. É por isso que gosto de você. 

Mike: Não, você gosta de mim porque eu sou gatão e incrível. Simplesmente o melhor irmão da Terra. 

Lívia: Até parece. Não sei o que as outras meninas vêem em você. Todo feio. - Ela ri da própria piada.

Mike: Não sei o que os meus amigos vêem em você. 

Lívia: Provavelmente meu corpinho de deusa grega. - Responde cheia de pompa.

Mike: Ah tá. Acho melhor você começar a usar mais pano nesse corpinho de deusa grega porque os garotos adoram ficar te espiando enquanto você não vê. Estou de olho, hein? - Ele faz um gesto com os dedos e sai do quarto dela para poder comer.

Enquanto o menino atravessava os corredores da ala feminina, Lívia pode escutar gritinhos histéricos das garotas que o viam passar. Umas simplesmente estavam assustadas por verem um garoto alí, e outras derretidas por ser Mike. Minutos depois, a loira troca de roupa. Veste uma saia preta e uma camisa vermelha e dirige-se para o salão principal. Ao invés de ir para a mesa da Grifinória dessa vez, resolveu sentar-se entre Draco e Blásio, que conversavam sobre o jogo de Quadribol. Lívia já tinha conversado com Marcus Flint e pedido para que não trapaceassem nem nada. Como ele tinha uma queda por ela, aceitou uma trégua. Naquele momento, Blásio tinha em mente que Córmaco já estava interessado na Lívia. Que já estava tentando ficar com ela. Zabini também queria ficar com ela, e demonstrou isso durante a janta toda, mas, graças a astúcia da menina, ela o apresentou Lilá. A primeira vista não era tão interessante, mas se tornou uma opção, uma vez que a irmã de seu amigo já estava laçada pelo capitão da Grifinória. 

Malfoy, durante todo o jantar, pareceu muito chateado. Ele ainda não tinha superado o namoro de Rony e Hermione, e Lívia era a única que sabia. Por isso foi jantar com ele. Ela ficou abraçada com o loiro o tempo todo, não permitindo que se sentisse sozinho. De certa forma funcionou, mas ele voltaria a se chatear. Logo superaria. Quem não estava nada feliz com essa situação era Harry, que, mesmo da mesa da Grifinória, fuzilava os dois com o olhar. Quando não era Córmaco, era Zabini. Quando não era Zabini, era Malfoy. "Por que ela tem que ser tão gostosa?", ele se indagava no pensamento, com um pouco de raiva daqueles "mosquitos" em cima dela.

O jantar terminou logo, e a maioria dos alunos foi pra sua sala comunal. Harry e Rony estavam sentados no sofá, conversando e terminando a pilha de deveres de casa que tinha sido acumulada por eles mesmos. Tinha um relatório de Snape sobre os sereianos - que era pra estar pronto há muito tempo -, o trabalho que Sibila acabara de passar, as quinhentas frases repetidas de Umbridge, o desenho do sistema solar, da profesora Sinistra. Era realmente muita coisa. Resolveram ir dormir quando já estavam muito cansados. Eles sabiam que eram onze horas, e se Neville não chegara na sala comunal ainda, estava com Luna. Dino provávelmente estaria com Gina, sua nova namorada, e Simas, nem sinal de vida. Subiram os degraus que davam para a ala masculina. Foram até a última porta do corredor, seu quarto, e abriram. Ao adentrar o portal, encontraram Simas deitado em sua cama, com Katie Bell em cima. Os dois estavam se beijando freneticamente como se fosse o último beijo que pudessem dar na vida. Quase se engolindo.

Pensando ser uma ótima ideia para a ocasião, Rony e Harry soltam um grito de comemoração, demonstrando estarem muito empolgados com a cena. Os dois beijoqueiros se assustaram com os berros e quase caíram da cama. Katie se levantou de cima do garoto e encarou o ruivo e o moreno como se fosse uma criminosa. 

Simas: O que vocês querem aqui? - Pergunta arrogantemente e sem paciência.

Harry: Esse é nosso quarto também, garanhão. 

Rony: Katie Bell, quem diria que você estaria no nosso quarto atracada com esse daí, hein? - Ele provoca, arrancando risos de Harry.

Katie: Não enche! Vocês dois são muito chatos! Vão ver o que vou pedir pro Córmaco fazer com vocês. - E se retira bufando, deixando a ameaça no ar.

Harry: Ai, que medo do Córmaco que eu tenho! Se eu pego ele de jeito, o moleque vai parar na enfermaria! - Ele diz aquilo num tom muito mais pessoal que brincalhão.

Simas: Satisfeitos? - Ele expressava a total irritação naquele momento. Sua diversão da noite tinha sido perdida.

Dino: Alô, pessoal! - Cumprimenta, abrindo a porta e se jogando na cama.

Harry: Simas estava se atracando com a Katie aqui no quarto. - O garoto fofoca, achando a maior graça nisso.

Dino: Hmmm! - Murmura com um tom de malícia.

Rony: Posso saber onde e com quem você estava? - Indaga de braços cruzados, parecendo a própria Molly Weasley.

Dino: Eh.. no pátio. Gina Weasley. 

Rony: Hum! 

Harry: Não vai encanar com ele agora, Rony.

Neville: Quem tá brigando? - O outro faz o mesmo que Dino ao entrar.

Rony: Ninguém. - Responde grosseiramente.

Dino: Simas tava pegando a Katie aqui no quarto. 

Simas: Vão ficar fazendo fofoca da minha vida, assim mesmo? - Ele se ofende e vira pro lado oposto de sua cama, fingindo dormir.

Harry: Coitadinho, ele ficou chateado! 

Rony: Quem devia estar chateado é você, Harry Potter. - Diz em tom de repreensão.

Harry: Ué, e por quê? - Pergunta de cenho franzido.

Rony: De todos nós você é o único que tá solteiro. 

Harry: O Simas tá solteiro.

Rony: Mas ele tá ficando com alguém. Você está literalmente solteiro, sozinho, sem ninguém. Precisa arranjar uma namorada. - Aconselha, como se fosse a pior coisa do mundo estar sem uma namorada.

Harry: Me poupe. - O garoto também enfia a cara no travesseiro e finge não escutar.

Dino: Mas ele tem uma namorada, só não é oficial.

Neville: Quem? - Indaga, curioso.

De repente, a porta se abre com tal violência que todo mundo sabia de quem se tratava. Slytherin aparece vestida com uma camisola cinza cheia de listras horizontais, como se fosse o uniforme dos presos de Askaban. A garota parecia extremamente zangada, de braços cruzados e o cabelo curiosamente bagunçado. Ela ficou rodeando o quarto, andando de um lado pro outro como se procurasse alguma coisa específica e quando encontra - um sofá embutido na janela do quarto -, começa a aprontar uma espécie de cama com as coisas que encontrou ao revirar o guarda roupa deles.

Simas: Essa é a namorada dele. - Murmura, possibilitando que somente ele e Neville escutassem.

Harry: Que merda você está fazendo, garota? - Indaga, demonstrando estar muito incomodado com a presença dela alí.

Lívia: Vou dormir aqui. - Responde decididamente.

Rony: Dormir aqui? Se Filch te pega ele nos mata, sabia? 

Lívia: Sabia, mas não ligo. Eu sei muito bem me cuidar e me recuso a dormir naquele quarto com aquelas meninas ridículas. 

Neville: O que aconteceu? - Pergunta muito curioso e preocupado ao mesmo tempo.

Lívia: Não sei o que deu nelas, mas todas, sem exceção, compraram um mesmo hidratante de pele que cheira tão doce que eu fiquei com diabete só de inalar aquele xorume em forma de creme. A ala feminina tá infectada com aquele cheiro podre de doce, e aqui está melhor. - Depois de terminar de arrumar sua cama, a loira se estira no sofá, sentindo-se melhor, e tenta dormir.

Harry: Por que não foi dormir com o Córmaco? Seu amorzinho lindo do coração? - Pergunta pra provocar.

Lívia: Já fui lá, mas os amigos dele me olham como se eu fosse um pedaço de carne, e o Córmaco não gostou muito, então vim pra cá.

Simas: Deixa ela aqui, Harry, cala essa boca. - o garoto exclama, apagando a luz do quarto e deixando somente um abajurzinho ligado para clarear.

Lívia: Boa noite pra todos, cuidado com o que tem debaixo da cama. - Ela adverte, sorrindo de forma maligna e assustadora.

Por mais infantil que essa brincadeira fosse, saindo da boca dela, fez os garotos se arrepiarem.



Notas Finais


Fim do chapter.
Espero que tenham gostado
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Beijos Potterhead ♥🔥


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