História Hogwarts: uma outra história - Capítulo 53


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alvo Potter, Andromeda Tonks, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Barão Sangrento, Carlinhos Weasley, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Duda Dursley, Fineus Nigellus, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Lilá Brown, Lílian L. Potter, Lino Jordan, Lorcan Scamander, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Molly Weasley II, Murta Que Geme, Neville Longbottom, Percy Weasley, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Ação, Adolescência, Aventura, Magia, Mistério, Romance
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Palavras 7.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 53 - Capítulo cinquenta e três


  Assim que o Sol amanheceu, o Sol adentrou pela janela do quarto dos gêmeos Scamander.

Lysandre foi o primeiro a despertar.

Vestindo apenas seu pijama roxo (com a intenção de acalmar as criaturas com a cor), desceu do quarto pelo cano de bombeiro, e assistiu o Sol por alguns segundos, na janela da cozinha.

A casa dos Scamander era a mais viva que se podia existir. Cheio de móveis muito coloridos e divertidos.

Lysandre recolheu um ovo azul de uma panela d'água, de cima do balcão. Secou com uma toalha e deu um beijinho.

- O quê você ‘tá fazendo?

Lorcan franzia a testa, usando o mesmo pijama, só que verde.

- Cuidando de Berlinda. – Respondeu o gêmeo

- Não é uma boa ideia dá o nome – Lorcan abriu uma barrinha de cereal do armário – Pai vai levar pra Austrália, não podemos nos apegar.

- Eu sei. Só não acho legal ela ficar sem nome.

- E se for ele?

- NãoO que você tá fazendo?

- Comendo?

- Isso? Sabe o que tem Isso? Restos estragados ursos marinhos. Quer comer restos estragados de ursos marinhos?

Lysandre, como o amigo da natureza, acreditava ser uma lástima, devorar carne. Ele optava por comida saudável. O que deixava Lorcan um pouco incomodado pelo irmão “mexer” na sua horta.

- Como sabe que tem? – Perguntou Lorcan

- Consigo ver pela cor. Só um urso marinho teria essa cor de lama.

- Interessante. Acha que pelos de urso marinho traz felicidade?

- Se não comer isso, vai me deixar muito feliz. Por quê? Não tá pensando em usar os pelos dele, né?

- Por que não?

- Porque é muito desrespeitoso! Sabe quantas criaturas são caçadas só pelo consumismo humano? Milhares. Nem vem. Arranje outra coisa.

- Por favor. Prometo não maltratar. Nunca faria isso.

- Não é a mim que deve explicações.

- Quer que eu fale com vô?

- Não tava viajando?

- Voltaram.

- E Louis?

- O que tem?

- Vem pra cá hoje, oras.


- Penteou o carbelo?

- Sim.

- Escorrou or dente?

- Sim.

- Deu um beijo na meŕe?

Louis tascou um beijo na bochecha da sra. Weasley.

O menino se aprontava para visitar os amigos.

Usava um chapéu de pesca e carregava uma mochila pequena de acampamento.

- Pra quêr irro? – Indagou sra. Weasley – Só vá parrar a tarde.

- É que com os Scamander, sempre tem uma boa aventura. Tô pronto.

- Certerra? Num esquecer nada?

- Não. Tchau, meŕe. Tchau, pai.

- Tchau, aventureiro! – Correspondeu sr. Weasley sentado no sofá, lendo Profeta diário

- Não esquerra de tomar – Louis desapareceu através da chaminé – curdado.

- Calma, Fluer – Seu marido dobrou o jornal e a puxou para seu colo – Ele sabe se cuidar. E bem que nós podíamos aproveitar.

- Guir! Tem gente em carra.

- É bom que tampem os ourridos.

Sra. Weasley gargalhava enquanto seu marido a carregava para o quarto.


Molly ouvia música da sua caixinha, deitada na cama.

Se encarou no espelho e tirou os óculos.

- Pois é, Molly. Ou é cega bonita, ou esquisita que pode ver.

- Por que não pede pra um dos trigêmeos te ajudarem? – Perguntou Lucy, sentando ao lado da irmã

- Não é assim tão simples.

- É sim.

- Não é não – Molly se deitou – Os poderes deles não podem ser gastados por besteira.

- Cegueira é besteira?

Lucy deitou ao lado da irmã.

- Uso óculos, não preciso disso.

Embora Lucy vivesse para incomodar a irmã, as duas conseguiam ter uma conversa normal de vez em quando.

- E como vai conseguir um namorado?

- E quem disse que preciso?

- Não precisa, mas quer.

- Lucy, você não tem mais o que fazer, não?

Lucy cruzou os braços.

- Só tô falando que conseguiria ser mais popular se se soltasse um pouco.

- Sai!

- Tá bom – Lucy andou até a porta – Rabinho preso.

Molly jogou um sapato na irmã, a qual saiu correndo.

- Mãe, Molly jogou um sapato em mim!


Hamona desenhava o parto de um cinzal, na sala. Foi a coisa mais nojenta que já fez.

- Que é isso, Monaliza? – Interrogou sra. Weasley, sua mãe – Pirou?

Sra. Weasley era loira como caramelo, de olhos castanhos. Seus cachos eram abertos e brilhavam como os pelos dourados de uma fênix.

- O parto de um cinzal – Respondeu – Pedido de Lysandre Scmander.

- Seu namorado. – Brincou Mike

- Vai se-

- Vai o que, Monaliza? – Interviu sua mãe – Sabe que não gosto desse linguajar. Não foi assim que eu te criei. Cadê o irmão de vocês?

- Lá em cima. – Falou Mike – Hamona, já disse que está linda hoje? Um chuchuzinho.

- Que é, nojento?

- Fala com a gata da Stone.

- Não.

- Por favor. Ela só quer saber dos Imbecis da Sonserina.

- E eu com isso? Eu nem sou tão amiga dela. Só falo de vez em quando porque divide o quarto comigo.

- Melhor do que eu. Por favor.

- Por que não tenta outra? Poser tá superafim de pegar alguém.

- Ela não é muito meu estilo.

- Tem Poch e a Tice.

- Uma é grudenta e a outra chora. Vai lá, Moninha. Por favor.

- Não.

- Faço o que quiser.

- Feito.

- Quando vai falar com ela?

- Quando eu quiser.

- Aproveita e arranja alguém pro seu outro irmão. Martin tem uma quedinha por Molly, e acho que isso não vai acabar bem.

- Por quê? – Perguntaram

- Molly é um amor, mas só vê ele como primo legal. Não quero ver filho meu sofrendo pelos cantos. Cadê Anne?

- Aqui, mãe.

Anne entrou com o braço em volta do de tia Muriel.

- Fomos passear – Revelou Anne – Achei que seria bom dá uma voltinha pelo campo, ouvir os passarinhos.

- Se eu quisesse ouvir barulho, ficaria aqui. No meu tempo, as casas eram silenciosas.

- Acho que só a senhora morava lá. – Resmungou Mike

- Michael! – Repreendeu sra. Weasley – Peça desculpas a sua tia!

- Mil perdões, tia Muriel.

Mike fez como se tirasse o chapéu.

- No meu tempo, os garotos usavam chapéus, não mentiras estúpidas. Me largue, menina! Sou mais velha que você. Tem sorte de não meter a bengala em vocês. Eu vou no banheiro dá uma cagada.

Tia Muriel, resmungando, entrou no banheiro.

Os três adolescentes se entreolharam e caíram na risada.

- Muito bonitos pra cara de vocês – Reclamou sra. Weasley – A tia de vocês passando por necessidades - as risadas aumentaram - e vocês brincando com ela.

- Ah, mãe. A tia Muriel vai viver pra sempre. – Declarou Mike

- Verdade – Concordou Hamona – A gente só tá brincando um pouquinho com ela.

- Brincando. Até você, srta. Anne?

- Desculpe, mãe. É que é engraçado – Abraçou sra. Weasley e beijou sua bochecha – Já disse que te amo?

- Babona. – Brincaram os mais novos

Anne estirou a língua e se jogou em cima dos irmãos.


Louis saiu da chaminé dos Scamander.

- Olá? – Chamou ele – Tem alguém? Lorcan? Lysandre? Sr. e sra. Scamander? Alguém em casa?

Louis levou um susto ao ver um corpo aparecer na sua frente de cabeça para baixo.

- Me siga!

Lorcan escalou o cano de bombeiro, de cabeça para baixo.

- Tá bom.

Louis ajeitou o chapéu e fez um pouco de força para subir.

Não havia escadas na casa, só canos.

Chegou ao último andar. Um lugar claríssimo, pois era uma estufa. Mais conhecido como:

- Bem-vindo a minha Scarverna – Desejou Lorcan – A fábrica de sonhos!

- Não devia ser Scarverna – Corrigiu Lysandre – Olha pra onde estamos. Cavernas são solitárias e escuras. Esse é o lugar mais claro da casa.

- Estraga prazeres.

Dezenas de plantas lindas pelo lugar, e muito, muito Sol.

Sem esquecer do estoque de lunpoções de Lorcan.

- Legal – Admirou Louis – No que vem trabalhando, Lorcan?

- Só vim aprimorando. Você sabe que meu sonho é fazer algo que deixe a pessoa satisfeita pra sempre. 'Tava falando com Lysandre em pegar pelos de ursos marinhos.

- Legal, onde vamos?

- Na casa de vô. – Respondeu Lysandre – Eu vou primeiro!

Lysandre desceu no cano, e seus amigos em seguida.


Dominique levantou animada.

Nem se deu ao trabalho de prender o cabelo, correu escada à baixo.

- Meŕe! Pai! Louis! Cadê todo mundo?

Havia um prato de biscoitos e leite na mesa.

- Isso não substitue ninguém, sabiam? – Dominique mastigou um biscoito - Mas eu vou comer mesmo assim.

Dominique se deliciou com seu café da manhã.

Usou o banquinho para que facilitasse lavar a louça.

Subiu no primeiro andar e bateu na porta.

- Torie!

Só ouviu risadas.

- Sei que está aí, posso te ouvir. – Não recebeu respostas – Não pode dizer que eu não tentei.

Dominique entrou no quarto e viu Victorie pintando as unhas enquanto ria com a melhor amiga.

- O que tá fazendo aqui? – Interrogou a menor

- O que você tá fazendo aqui? – Indagou Victorie – Ignora ela, Lorene. Só tem onze anos.

- Sei como é. Meus outros irmãos são um saco. Semana passada, tive que aguentar Azeila me enchendo porque “roubei” – fez aspas – a saia dela.

- Você roubou?

- Shii! – Pôs o dedo nos lábios – Alguém pode saber.

Riram de novo.

- Roubar é errado! – Reclamou Dominique

- Se intrometer onde não é chamada também. – Rebateu Lorene

- Sai do meu quarto, Dominique.

- Mas-

- Vá embora!

- Vocês se merecem.

Dominique, só de ruim, não fechou a porta.

Riu ao ouvir as reclamações de Victorie.

Pegou o pequeno violão (que seu grand-peŕe lhe deu aniversário) no quarto, sentou na escada, e começou a tocar uma música de nina em francês.


Fred estava como caixa, na Gemialidades Weasley.

Um grupo de garotas risonhas apareceram. Certamente, o motivo era o garoto.

- Tão rindo pra você. – Revelou Roxe, em cima do balcão

- Rir pra mim? Devem tá rindo de mim, isso sim.

- Quer apostar quanto que umas delas vem pra cá, toda bobona?

- Dez galeões.

- Fechado.

Apertaram as mãos.

Roxe desceu do balcão e espiou o irmão escondida em outra prateleira.

Uma menina de quinze anos, cabelos bagunçados cor de rosa, veio até o ruivo.

- Oi. – Cumprimentou ela tímida

- Olá. Em que posso ajudar?

- E-Eu... Eu... – Olhou nervosa para as amigas – Eu...

- Tá tudo bem, Polly?

- Sabe meu nome?

- Claro que sim, é a Bella dama da Grifinória. Como não saberia?

- Pois é. Que boba, eu. – Poser deu um peteleco de leve na própria cabeça – Sou um pouquinho lesa.

- Não acho. Você é bem inteligente.

- Você acha?

- Claro. Você quem armou a briga entre De Talha e Constantine, no ano retrasado.

- Não fui eu, só falei o que eu ouvi e elas se irritaram.

- E isso deu numa das melhores brigas de Hogwarts. Valeu. E então, o que vai querer?

O lábio de Poser tremeu, e em seguida, fugiu da loja.

Suas amigas Bella damas foram atrás.

- Tá bom.

- Pode passar a grana! – Mandou Roxe, com os braços na cintura

- Quê?

- Você não viu? Ela tava superafim de você.

- Não tava não.

- E por que fugiu?

- Sei lá, as pessoas fogem o tempo todo.

- De você? Duvido – É mais fácil eu fugir das pessoas, pensou o garoto – Não seja lerdo, Fred. A tal Poser tá caidinha por você. E ela é uma gata.

- É, acho que sim.

- Ô, Fred, você já beijou?

- Roxe, olha os clientes! Eles tão sozinho, vai, vai!


Os gêmeos Scamander e Louis chegaram numa cabana bem humilde, no meio de uma floresta.

- Cadê vô e vó? – Quis saber Lysandre

Caso se perguntem, os gêmeos chamam os bisavós de avós pois seus avós biológicos faleceram na primeira Guerra bruxa, deixando Rolf Scamander, pai dos meninos, aos cuidados dos avós.

- Não é ela ali?

Louis indicava a uma senhora alegre que cuidava da horta.

- É ela mesma – Confirmou Lorcan – Vó!

Os três meninos saíram da cabana.

- Vó! – Chamaram os gêmeos

- Oh, meus queridos – Vó Scamander se levantou devagarinho – Como estão lindos! E trouxeram seu amigo aventureiro.

- Como vai, sra. Scamander? – Saudou Louis

- Muito bem, querido. Onde está Rolf e Luna?

- Pai tá numa viagem, na Alemanha, e volta amanhã – Respondeu Lysandre – E mãe tá com nosso outro vô. Cadê vô?

- Deve está na Lagoa azul. Por que os aventureiros não vão chamar ele, enquanto a vozinha de vocês vai preparar um chá?

- Daora!

Os gêmeos deram um beijo na avó e junto com o amigo, partiram para mais uma aventura.


Martin brincava de reconstruir sua caixinha de música, no seu quarto.

Era cheio de projetos, bugigangas, invenções. Tudo que pudesse ser construído e reconstruído.

Não demorou menos de seis minutos, e já havia completado seu passa-tempo.

Abriu a caixinha e contemplou a dançarina.

Era ruiva e tinha óculos. Soltou um suspirou ao vê-la girar.

Toc toc. Alguém bateu na porta.

- Pode entrar.

Sra. Weasley entrou no quarto, e abraçou o filho por trás.

- Podemos conversar?

- Claro, que foi?

- Quem é a dançarina?

- Ninguém.

Martin fechou a caixinha e guardou no armário.

- Martin-

- Não é ninguém, mãe. Só uma ideia que veio na minha cabeça.

- Podemos falar sobre essas ideias?

Martin se jogou na cama, abraçando o travesseiro.

- Sabe, quando eu tive sua idade-

- Se apaixonou por pai, eu sei. – Sentou, encarando a parede – Sei que sofreu porque ele tinha uma namorada. Sei que beijou ele na frente da namorada dele. E sei que se beijaram na frente de todo mundo, no último jantar de Hogwarts. Sei de tudo isso, mãe. Mas não é igual.

- Nada se repete duas vezes, Martin. Pode ser parecido, mas nunca é igual.

- Não quero repetir sua história.

- Nem eu quero, sofri muito nessa vida. Quando você e seus irmãos nasceram, prometi a mim mesma que faria de tudo pra que meus filhos fossem felizes. Você é feliz, meu amor?

- Sou. Só que... Podia ser mais.

- Não se preocupe, querido. Tenho certeza que tudo vai se ajeitar.

Deu um beijo na bochecha do filho e abriu a porta do quarto.

- E se... E se ela não gostar de mim?

- Sempre terá outra, Martin. Você é muito jovem, tem muito tempo. Não se lembra a referência do seu nome?

Martin sorriu e deitou novamente.


Molly desceu às escadas e se sentou no sofá para assistir ao cubo de Oz.

Sua casa era extremamente organizada. Até os pergaminhos do trabalho de sr. Weasley estavam em ordem.

Assistia uma cena de curiosidades sobre vassouras.

- Isso é chato! – Reclamou Lucy, de braços cruzados

- E dai? Eu tô assistindo.

Lucy tentou pegar a varinha de Oz (uma varinha cilíndrica preta com a ponta branca), porém Molly puxou antes.

- Mãe! – Chamou Lucy

- Tô assistindo como se faz vassouras. – Avisou Molly

- Só não esqueça de anotar! – Recomendou sra. Weasley, da cozinha – Lucy, por que não assiste com sua irmã?

Lucy bateu o pé no chão com força.

- Que Foi, irmãzinha? Tá estressada, é? Vem assistir comigo.

- Qual o motivo disso? Eu não te fiz nada.

- Se o motivo é te irritar, eu fiz bem.

Lucy fechou a cara e subiu para o quarto.

Molly mudou de cena.

- E hoje, no Vestido ideal.

- Mãe, começou!

- Tô indo – Sra. Weasley sentou ao lado da filha – Adoro essa cena, me faz lembrar quando eu ia me casar. O seu vestido vai ser de lá.

- Se eu me casar.

- Vai sim. Tenho certeza.

As duas ficaram assistindo a cena durante a tarde.


Três meninos aventureiros em missão. Era perigoso, arriscado. Mas estavam seguros em realizar.

- Vô!

- Vô!

- Vô!

- Sr. Scamander!

- Vô!

- Têm certeza que é por aqui? – Perguntou Louis

- Claro – Confirmou Lorcan – Conheço esse lugar como a palma da minha mãAAAAAA!

Lorcan caiu num buraco, pisando na terra falsa.

- Você está bem? – Quis saber Lysandre

- Claro que sim, estou ótimo. – Ironizou o irmão – Eu tenho cara de quem ‘tá bem? Me tirem daqui!

- Não podemos usar varinhas, é contra as regras.

- Calma, eu tenho um plano. – Louis retirou uma corda da sua bolsa – Só temos que prender em alguma coisa.

- Rápido – Mandou Lorcan – Esse lugar é estranho. E olha que sou eu dizendo.

- Lá em cima. – Lysandre apontou para o galho de uma árvore – Louis, me dá uma força.

Louis juntou as mãos para que o amigo subisse. Com um pé nas mãos e a outra no ombro de Louis, Lysandre passou uma corda no tronco.

Louis arregalou os olhos ao avistar um macaco com rosto humano, cauda de cão e asas de pássaro grandes. Um hsigo.

- AAAAAAAHHHHHH!

Louis se desequilibrou e caiu no buraco junto com Lysandre.

Debruçaram em cima do outro gêmeo.

- Saiam de cima de mim!

- Ai minha cabeça. - Lamentou-se Lysandre – Bem que Hamona podia está aqui pra me dá mais de um dos seus beijos milagrosos.

- É, estamos precisando mesmo de um milagre – Alertou Louis - U-Um hsigo!

A criatura tinha um sorriso diabólico.

- É com você, Lysandre – Lorcan empurrou o irmão para frente – Você é o cara das criaturas!

- Sou, mas só quando não ficam rindo assim. Fala você, Louis. Você que é o aventureiro.

- Eu? Eu só leio aventuras. A prática é bem diferente.

- O que ele tá fazendo? – Questionou Lorcan

O hsigo pegou a corda.

- O que é que ele vai fazer? – Indagou Louis

- Ah, não – Uma ideia veio em mente na cabeça de Lysandre – Não faz isso! Não faz – O hsigo puxou a corda e árvore caiu, tampado quase toda claridade – isso.

Louis acendeu um isqueiro.

- A gente nunca vai sair daqui - Desesperou-se Lorcan – Ninguém vai nos achar! Vamos morrer de fome! De frio! Vamos ter que matar um ao outro pra usar a pele como casaco e a carne como comida.

Como você pode notar, Lorcan tem fobia a locais pequenos, escuros e fechados.

- Eu não vou comer ninguém. – Descordou Lysandre

- Nem eu – Apoiou Louis – Calma, eu trouxe mantimentos. Lysandre? Tudo bem?

- E-E-E-E-E-E-E-ESQUELETO!

Havia um esqueleto humano ali jogado.

Os meninos gritaram, o esquero caiu. Escuridão absoluta.

- SOOOOOCORRO! - Berrou Lorcan

Os meninos pararam ao ouvirem uma.boz conhecida. 

- O que você fez, Reck? Sempre aprontando, não é?

- É ele! – Exclamou Lorcan aliviado – Estamos vivos! Estamos vivos! Ou ser a que eu morri? Eu morri?

- Não estamos aqui nem cinco minutos. – Avisou Louis

- Pra mim, foram anos.

A árvore foi tirada do local.

- Vô!


Dominique ainda tocava na escada.

Sua vida era entediante. Claro, tinha Lucy e Roxe, mas não viviam juntas.

Louis ainda ficava com ela, mas tinha sua vida também, e Victorie mal olhava para ela. Até Ted era melhor irmão do que a própria.

Saiu de casa, segurando seu violãozinho e deixou a água gelada tocar seus pés descalços. Adorava aquela sensação de calmaria.

Andou até um pequeno túmulo.

- Olá, Dobby – Cumprimentou – Como está? Desculpe não vir muito. Sou uma pessoa ruim? Sinto muito. Prometo vir mais vezes. Em casa é muito chato. Parece que todo mundo tem o que fazer e eu não. Sou mimada por isso? Não quero ser mimada, quero ter amigos. Muitos amigos. Você tinha muitos amigos? Tem razão, melhor poucos amigos verdadeiros, do que muitos, falsos. Quer ouvir uma música? Prometo não ser a de sempre. Mentira, é sim.

Começou a tocar e cantar a mesma música de nina.

Ao acabar, teve uma ideia brilhante.

- Tenho que ir, tá bem? Prometo vir mais vezes.

Dominique fez sinal de cruz e correu para dentro de casa

Abriu o armário e pegou vários alimentos.

- Vou fazer o jantar. Assim, meŕe vai passar mais tempo comigo. E todo mundo vai me elogiar. Nossa, Nick, como você cozinha bem. Obrigada, não foi nada.


Roxe andava pela loja, saltitando.

Vestia uma camisa de Ballycastle bats (preta com um morcego vermelho no meio), time de quadribol, enquanto ouvia música.

Franziu a testa ao ver algo estranho. Anne entrando em um beco escuro.

- Bizarro. Mãe, posso ir falar com uma amiga? Ela 'tá bem ali.

- Volte logo!

- Tá bom.

Não era doida como Nick, ou curiosa como Lucy. Mas quando via algo estranho, não conseguia se controlar.

Guardou os conectores no bolso e seguiu a prima. Havia muita gente na frente, mal conseguia vê-la.

Chegou a um lugar sem cor, com imóveis cinzas, sem vida. Mais conhecido como a Travessa do Tranco.

Anne entrou em uma loja macabra chamada Borgin e Burkes.

Roxe se escondeu na lateral para que espiasse melhor, da janela.

Anne falou algo com o vendedor . Os dois discutiram por um tempo. Parecia ser algo sério.

O vendedor, de todo bom grado, convidou a menina para uma sala particular, atrás do balcão.

Roxe entrou na loja, muitas pessoas lhe lançavam um olhar feio por ser “traidora do próprio sangue”.

- Em que posso ajudar? – Perguntou o atendente jovem

- Aqui tem banheiro?

- Somente para clientes. Onde estão seus pais?

- Em uma reunião por aqui, não sei bem o que é. Só me pediram pra pegar a encomenda especial.

- Sinto muito, não sei de nenhuma.

- Devia procurar, meus pais não vão gostar nadinha de saber que aqui só têm incompetentes.

- Eu volto num instante.

O atendente entrou em outra sala.

Roxe pulou por cima do balcão, tirou o fio conector da caixinha de música, pôs embaixo da porta e ouviu a conversa da orelha extensível.

- Tem certeza que dará certo? – Certificou-se Anne

- Claro, pode confiar em mim. E claro, vou precisar da sua ajuda.

- Qual o seu nom– O atendente voltou e arregalou os olhos – Ladra! Ladra!

Roxe atirou um spray de bosta de dragão (criação de Dominique) no rapaz e saiu correndo.

Surgiu um campo de força de choque na saída no momento que Roxe iria sair.

Todos olhavam a menina se contorcendo no chão.


- Desculpem meu amigo, ele é um pouco travesso.

Louis, Lorcan e Lysandre seguiam o velhinho da frente, pela floresta.

- Sorte que eu cheguei a tempo, ou ele ia trazer os amigos. – Revelou vô Scamander

- Tem mais?! – Temeu Louis

- Muitos. Só que vivem nas montanhas com a Bruxa malvada do Oeste. Um péssimo lugar para explorar.

- Aonde estamos indo, vô? – Quis saber Lysandre

- Não sei. Achei que vocês sabiam. – Vô Scamander parou – Para onde vamos?

- Vô, será que é errado pedir os pelos de urso marinho? – Perguntou Lorcan

- Se for educado.

- Viu, Lysandre? Eu disse que ia dá certo.

- Porém, precisa conquistar a confiança dele primeiro. Se não me falhe a memória, tem um no Vale encantado.

- Demora muito? – Indagou Louis

- Sete dias de caminhada sem parar.

Os três se entreolharam. Adoravam aventuras, mas tinham hora para voltar.

- A gente pode tomar chá primeiro? – Perguntou Lorcan – Vó disse que estava fazendo-

- Por que não me disse antes? – Interrompeu o senhor – Vamos! O chá de Tina é maravilhoso.


- E o que você disse? – Quis saber Victorie

- Que não, né – Respondeu Lorene – Nunca que eu ia sair com o nojento do Carrow.

As duas riram.

- Prefiro o Prescott – Revelou Lorene – Eu daria sem reclamar.

- Só você mesmo.

- Quê? Vai dizer que ele não é um gato? Um gostoso da porra.

- Menina, fala baixo! Meus pais podem ouvir.

- Relaxa, devem tá com a pirralha da sua irmã. O que acha?

Lorene mostrou as unhas vermelhas.

- Bonito. – Elogiou Victorie

- Pra combinar com a minha calcinha. Vou sair com Lee hoje.

- Barnaby Lee Jr? Pensei que achasse ele burro.

- Ele é gostoso, é isso que importa.

- Tá bom.

- Só tá assim porque ainda é virgem.

- Não vou sair com um cara só por prazer.

- Eu também não – Victorie cerrou os olhos – ‘tá, talvez seja. Mas o que que tem? Garotos fazem isso, por que a gente não?

- Fala como se todos os caras fossem assim.

- Vai dizer que Ted nunca quis transar?

- Quis, mas ‘tá me esperando.

- Por quanto tempo? Se eu fosse você, me ligava. Garoto nenhum espera pra sempre, ele não vai aguentar por muito tempo.

- Você não conhece ele, Ted me respeita.

- Não disse que ele ia te estuprar, só tô falando que ele pode cansar de te esperar.

- Acha que ele pode me largar?

- Ou pior.

- Ted nunca me trairia. Ele até falou de casamento.

- Conversa barata. Sem esquecer que é um metamorfomago, pode se transformar em alguém e-

- Ele me ama e eu amo ele! Ele nunca me trairia, muito menos me largaria!

- ‘tá, entendi. Só mais uma coisa, ele é virgem?

- Quê?

- Se ele é virgem? Antes de vocês namorarem, ele pegava umas meninas.

- Quem não? Eu também fiquei com alguns meninos. E ele disse que sempre gostou de mim, duvido que tenha feito isso.

- Nem com aquela amiga dele, a monitora?

- Quem, a Anne? Nem! São melhores amigos.

- Podem ter sido coloridos.

- Eu duvido, são quase irmãos. E ela é minha prima, nunca faria isso comigo.

- Existe gente fura olho, sabia?

- Não a Anne. Não somos muito próximas, mas tenho certeza que ela nunca faria isso. Na verdade, nunca vi ela namorando.

- Ela é bv?

- Não sei, e eu que não vou me meter.

As duas sentiram um cheiro estranho.

- Torie, não é muito cedo pro jantar?

- Dominique.

Victorie correu como um furacão.


Roxe estava em uma sala fechada do porão, com as mãos presas nos braceletes da cadeira que sentava.

Suava bastante, pois não havia janela além de uma pequena abaixo do teto com barras.

- Devolva – Mandou o mesmo homem que falou com Anne

Ele era alto e careca. E havia uma parte afundada na cabeça como se fosse amassada. Um homem assustador.

- O quê?

- Não me faça idiota, sei que é ladra que anda roubando por todo canto.

- Eu não roubei nada!

- E por que fugiu?

- Um cara me chamou de ladra, o que queria que eu fizesse? Esperasse ele vir com um auror?

- Mentira! Eu só vou pedir uma vez, criança. Devolva! Sei que está com você.

- Já disse, não peguei nada. Não sou ladra!

- Mas é uma bisbilhoteira, ouvindo o que não devia.

- Tem algo que eu não devia saber?

O homem mostrou a varinha.

- Diga, ou-

- Senhor – O atendente que acusou Roxe apareceu – O cliente. Ele está esperando.

- Não se mexa, sua ratinha desprezível! Ainda quero minha cabeça.

- Cabeça?

Os dois saíram.

Roxe se levantou com a cadeira e fez força para cair. Repetiu o ato até que a cadeira se quebrasse.

A janela era muito alta, não conseguiria alcançar. Muito menos, destruir as barras.

- Pensa, Roxe. Pensa. O que meu pai faria? O que meu pai faria? O que... Isso!

Roxe cortou os fios das orelhas extensíveis e esfregou uma na outra, enquanto tocava a música.

Uma pequena explosão aconteceu, e o mesmo atendente entrou imediatamente com a varinha na mão.

Roxe jogou a caixinha de música nele e saiu correndo. Sem esquecer de trancar a porta.

- Alohomora! – Ela o ouviu dizer

Roxe subiu as escadas e esbarrou em alguém.

- Roxe?

- Anne?

- Está ali!

- Calma, ela está comigo! – Interviu Anne – É minha prima.

- Tem certeza? – Interrogou o homem da cabeça afundada

- Claro que sim, acha que não reconheceria minha própria prima? Você está bem? – Roxe assentiu – Ótimo. Já acabei tudo o que tinha pra fazer. Obrigada, senhor. Vamos, Roxe.


- Querida, cheguei!

Vô Scamander sentou, junto com os meninos, na mesa ao ar livre.

- Fez mais um amigo? – Quis saber sua esposa

- Não. Porém, resgatei três aventureiros de uma emboscada.

- Esses caçadores. Não se importam com as pobres criaturas, só com si mesmas. Chá de hortelã, queridos?

- Por favor. – Responderam os três meninos

Um bule flutuante encheu as cinco xícaras.

- Os meninos estavam querendo pelos de urso marinho. – Contou vô

- Ficam muito longe daqui. São dias de caminhada. Ainda lembro, foi onde você me levou no nosso aniversário de dez anos.

- E que aniversário.

Os dois riram.

- Será que não tem outro jeito? – Quis saber Lorcan

- Newt, não tem um urso marinho por aqui perto? – Perguntou vó – Lembra o nome dele? É Clust. Clast.

- Bessis.

- Foi isso que eu disse. É bem pertinho, meninos. Tenho certeza que ele ajudaria.

- Melhor não. Bessis não gosta de visitas.

- Bobagem. Ele amou quando Quennie e Jacob foram.

- Ele tentou come-los, Tina.

- Não foi aquele gatinho da Irlanda, não?

- Não, acho que esse tentou cheirar Flameu.

- Tem certeza? Enfim, Bessis daria com certeza. Por que não leva os meninos até lá.

- Não sei não. Faz tempo que não vou lá, e se ele ficar irritado?

- Ninguém fica irritado com você, Newt.

O casal se beijou.

- Quem está pronto para mais uma aventura?

- Eu! – Exclamaram os três


- Cheguei!

Sr. Weasley guardou o casaco no cabide e a mala, ao lado.

- O que minha meninas estão vendo?

- Silêncio, Percy! Quero ver se elas vão se mudar.

- Elas vão amar – Afirmou Molly – Tenho certeza.

As duas assistiam no cubo de Oz, comendo pipoca.

- Você não viu a casa nova? É linda! Olha, voltou!

- Vocês vão ama-la?

- Ou vão deixá-la?

- Nós vamos...

- Ama-la.

- Isso!

Molly ergueu os braços para o alto.

- Eu sabia! Ponto pra mim!

- Muito bem, sabichona. Você venceu.

- Eu estou perdido.

- Eu quem diga.

Lucy sentava no topo da escada, emburrada.

- A minha filhota não vai me dá um beijo, não?

Lucy correu e pulou para os braços do pai. Sr. Weasley lhe encheu de beijos.

- E você, Molly? Como vai os namoradinhos?

- Ela ainda é bv. – Contou Lucy

- Cala boca!

- Não precisa ficar assim, filha – Acalmou sra. Weasley – Eu só fui perder quando tive treze anos.

- Ela tem quinze.

Lucy riu. Molly ficou toda vermelha e subiu para o quarto.

- Eu falo com ela. E você, mantenha essa língua dentro da boca.

Sra. Weasley subiu as escadas.

- Que foi que eu disse?

- Não pode magoar os sentimentos da sua irmã, filha. Eu já fiz isso, e é meu maior arrependimento. Quando eu e sua mãe não estivermos mais aqui, você só terá sua irmã.

- É mais fácil ela ter só a mim?

- Acredite, Lucinha, sua irmã conquistará muito ainda.

- E eu não?

- Claro que sim. Só que Molly vai conquistar pessoas, você vai conquistar poder.

- Qual a diferença?

- Vai descobrir, você vai descobrir.


Sra. Weasley invadiu o quarto da filha mais velha.

- Mãe! – Repreendeu Molly – Eu podia tá me trocando!

- E eu com isso? Eu que te pari, eu que te limpei. Pensa que tenho vergonha? Sou sua mãe, Molly. Sou a mulher mais te conhece nesse mundo.

- O que a senhora quer?

- Conversar. Ficou magoada com o que sua irmã disse?

- Não, só é uma criança. E eu não preciso de um namorado.

- Tem razão. Você tem o dedo.

- O dedo?

- É, Molly – Sra. Weasley mostrou o segundo e o terceiro dedo levantados – O dedo.

- Ah, não, mãe. Tudo, menos isso.

- Quando eu tinha sua idade, eu estava passando por uma coisa louca. Algo que me fazia subir pelas paredes.

- Mãe!

- Foi aí que eu descobri o dedo – Mostrou os dedos – E foi quando começou.

- Não acredito que ‘tô ouvindo isso.

- Minha primeira vez foi quando eu tinha doze anos.

- Doze anos?!

- Shii, ouve a história, filha. Foi estranho, foi novo, foi gostoso.

Molly gritou com o travesseiro no rosto.

- Eu nunca me senti tão viva. Aí eu fui aumentando a velocidade. Adivinha quem era minha fantasia. Bruce Pitt. Ai, gente! Como aquele homem era gostoso!

- Quem?

- Bruce Pitt. Ele era casado com Jessie Aniston na época. Gente, eu daria pra ele. E daria gostoso.

- Pela ‘mor de Deus, mãe! A senhora é casada!

- Querida, seu pai não se importa onde eu ligo o motor. E sim, onde eu estaciono.

- Mãe!

- Eu mesma. Fazia todo dia. Até quando tava menstruada.

- Eca!

- Meu amor, prazer é vida. É como eu sempre digo, c de amor. Porque quem ama, come buceta. Buceta é prazer. E todo mundo ama ser prazeroso.

- Eu não ouvi Isso! Eu não ouvi isso!

- Filha, é algo normal. Vai dizer que nunca desejou bater de chicote na bunda de um macho. Eu já fiz isso muitas vezes com seu pai.

- Eca! Eca! Eca! Eca! Eca! Eca! ECAAAAA!

Molly correu para o andar de baixo.

- ECAAAAAAA!

- Crianças – sra. Weasley deu um risinho – ainda bem que não falei sobre o que eu fazia com a minha varinha.


- Cuidado – Avisou vô – Ele é um pouco sentimental.

Os quatro estavam em uma caverna.

- Onde ele está? – Quis saber Louis

- Ali.

Vô apontava para uma pequena poça d'água.

- Ursos marinhos se acomodam em lugares escuros que tenha água. – Explicou Lysandre – Mesmo que tenham que diminuir o tamanho. O que faremos, vô?

- Só observem.

Tirou um verme-cego do bolso e jogou no ar.

Um urso de três olhos, chifre pontuado na cabeça e cauda de sereia devorou o verme-cego e voltou para a poça.

Lysandre teve vontade de chorar e vomitar ao ver a pobre criatura sendo sacrificada.

- Não fique assim, Lysandre – Pediu vô – Espere em três. Dois – A lesma voltou para cima e vô pegou e pôs no ombro – Um. Ursos marinhos não comem vermes-cegos, queima a língua.

Lysandre sorriu aliviado.

- Bessis – chamou vô – Bessis. Vim te ver. O que acha de carne fresca?

A criatura deixou a cabeça sair. Seus dentes eram incrivelmente pontudos. Seus olhos eram brancos.

- Olá, amigo. Pode nos ajudar? Assim te ajudamos. Lysandre, pode vir.

Lysandre se aproximou sem medo. Achava a criatura fantástica.

- Pode passar a mão.

- E a carne fresca?

- Não tenha medo. Vai dá tudo certo.

Lysandre passou a mão no pelo do urso marinho. Um pelo grudento, aqueles que dava agonia só de tocar.

O urso marinho lambeu o rosto do garoto, deixando seu rosto coberto de pelos.

E como despedida, a criatura cuspiu no rosto do garoto, sujando quase toda sua roupa.

Louis e Lorcan seguraram os risos.

O urso marinho fez uma careta e voltou para dentro da poça.

- Acho que ele não gostou muito do meu sabor. – Deduziu Lysandre

- Crianças são carne crua.

Vô mexeu no cabelo do bisneto.


Dominique cozinhava uma sopa de ervilha. Ao menos tentava.

Colocou uma concha na boca e fez uma careta.

- Eca! Um pouco de sal deve resolver.

Encheu a mão e arremessou na panela.

- Que cheiro é esse? O café!

Dominique ia mexer na panela fervente. 

- Dominique!

Victorie puxou a irmã para longe e desligou o fogo.

- O que você tem na cabeça? Onde já se viu criança brincar na cozinha?

- Tava cozinhando.

- Cozinhe com seus brinquedos! Quer morrer?

- Que guitarria é essa? E que cherro é esse?

Sr. e sra. Weasley desceram as escadas, usando roupões.

- Essa doida querendo morrer – Acusou Victorie – Mexendo com fogo, meŕe. Com fogo!

- Tava querendo fazer o jantar. - Defendeu-se Dominique envergonhada

- Tá com forme, pega no armarrio – Explicou sua meŕe – O que é irro?

- Uh, sopa de ervilha – Sr. Weasley tentou descontrair a tensão – Não vejo a hora de provar.

- Olha essa bargunça – Reclamou sra. Weasley – Quanta cormida gastarda.

- Fica assim não, Fluer. A gente compra de novo. – Falou sr. Weasley – Nick só queria fazer um bom grado.

- De quê? Morrer? - Irritou-se Victorie – Só faz besteira pra chamar atenção!

- Chata!

Dominique avançou na irmã, e sr. Weasley a segurou.

- A culpa é sua! Se ficasse mais comigo, não teria que fazer o jantar pra que não ficassem tão ocupados!

- Eu tenho dezesseis anos, sua pirralha mimada! Não sou uma criança irritante que nem você!

- Não sou mimada!

- É sim! Só faz bagunça pra chamar atenção!

- Melhor do que ficar horas me arrumando!

- É porque me cuido! Não sou feia que nem você!

- Você é uma péssima irmã!

- E eu não queria ter uma!

Os olhos da pequena se encheram de lágrimas. Soltou-se dos braços do pai e correu para o lado de fora.

- Tá de castigo. – Puniu seu pai

- O quê?

- Não devia ter falado aquilo! Vá pro seu quarto, que eu vou falar com você depois. Melhor mandar sua amiga pra casa, porque vamos ter uma boa conversa.


Anne caminhava de mãos dadas com Roxe, no Beco diagonal.

- Você fez uma baita confusão. – Disse Anne – O que tava fazendo lá?

- Vi uma caixinha de música e achei bonita – Mentiu Roxe – Só toquei e me chamaram de ladra.

- Vamos fazer o seguinte: eu acredito nisso, e você não conta a ninguém que fui lá.

- Por que você foi?

- Tava atrás de uma caixinha de música.

Pararam na frente da Gemialidades Weasley, e Anne se agachou à altura da prima.

- Toma – Anne entregou uma caixinha de música em forma de crânio – ‘Tava procurando por essa.

- E vai ficar sem?

- Volto pra lá depois. Não preciso pedir pra não dizer que foi lá, né?

- Já tenho uma boa desculpa.

- Tá bom – Beijou a testa de Roxe – Se cuida.

- Você também.

Mal sabia a menina que aquela simples frase de despedida devia ser levada a sério. Pois é assim que funciona nessas famílias, todo cuidado é pouco.


Dominique chorava perto do túmulo de Dobby, o elfo livre.

- Nick – Chamou seu pai, sentando ao seu lado – Oh, Nick, não fique assim. Sua irmã que só fala besteira.

- Mentira! – Exclamou – É a mais velha e responsável. Se falou, é porque é verdade.

- Nem sempre. Eu mesmo já errei várias vezes.

- E alguma vez o senhor disse que não queria ter um irmão?

Sr. Weasley ficou sem o que dizer.

- Todo mundo faz alguma coisa. Eu não faço nada, não sirvo pra nada!

- Isso não é verdade. Você é a alegria dessa casa. O que seria de mim sem a minha magrela?

Dominique soltou um sorrisinho fraco.

- Quer que eu castigue ela como?

- Em nada.

- Nada?!

- Não quero que sofra à força. Se for pra pagar pelo o que fez, o tempo fará. Só assim ela se arrepende de verdade.

- Tenho orgulho de você, Nick.

Dominique abraçou o pai e deixou suas últimas lágrimas escorrerem em seu ombro.


- Roxe, não vai tocar na comida? – Perguntou sua mãe

Os quatro jantavam, e estranharam a falta de palavras da garota.

- Sim, claro – Roxe enfiou uma garfada de macarrão – Só ‘tava aqui pensado em Hogwarts.

- Futura grifinória – Apelidou seu pai – Aposto que vai ser uma ótima jogadora. Mais do que já é.

- Vai sim – Confirmou sra. Weasley – E como foi com sua amiga, filha? Demorou.

- Pois é, só colocando papo em dia. Pai, vende caixinhas de música na Borgin e Burkes?

- Só se tiver Magia da trevas – Revelou – Só gente ruim vai lá. Por quê?

- Ouvi um pessoal, na loja, falando sobre uma caixinha de música de lá.

- Estranho. Melhor ficarmos mais alertas.

Fred encarou Roxe desconfiado, e a mesma deu de ombros.


- Inacreditave, Victorie! – Brigou sra. Weasley – Como você pode ser capar de falar irro para sua irmã? É muita maldade! Irro non se faz!

Sra. Weasley andava de um lado para o outro, e Victorie sentava na cama, encarando o mar.

- Você irritou seu peŕe de vierdade! Irritou mermo!

- E o que ela fez?

- Dominique é umar quiança! Você como irmã mar velha devia perceber, e dá um pouquinho de atecion a ela!

- Eu não sou babá dela, não!

- Curta brincar só um pouquin? Curta? Louis birca com ela.

- Eu não sou ele.

- Com toda certeza, seu irmã nunca farria isso! – Ouviram passos pesados – Seu peŕe chegou, querro só ver agora.

Estava certa, sr. Weasley entrou.

- Fluer, nos deixe, por favor. Eu e Victorie vamos ter uma conversinha.

Sra. Weasley fez o que foi pedido.

- Pai, eu-

- Escute! Sua irmã tem onze anos, uma criança carente. Ela quer atenção, é verdade. Toda criança é assim – Victorie abriu sua boca, mas seu pai continuou a falar – Esse ano, ela vai pra Hogwarts, vai fazer um monte de amigos. Nem se preocupe, que ela nem vai lembrar de você. É chato aturar irmão mais novo, é. Eu sei, eu aturei. Mas eu nunca disse isso. Deus sabe o quanto quero todos os meus irmãos bem. E vivos.

- Sinto muito.

- Ainda não acabei.

- À pedido da sua irmã, eu não vou te castigar.

- Não?!

- Como ela disse, o tempo vai. E só assim, você aprende de verdade.

- Não vai gritar, me proibir de sair, nada?

- Como você mesma falou, tem dezesseis anos. Já passou da hora de levar bronquinha de papai e mamãe. Só vim aqui pra te falar que sua irmã é muito boa, e que se você for descer pra pedir desculpas, ela aceita na hora. Mas se eu ver você abusando isso dela-

- Eu nunca-

- Eu só ‘tô avisando. Eu amo você do mesmo jeito que amo seus irmãos. Você não é que nem ela porque tinha muita gente pra brincar. Ela tem quem? Roxe e Lucy não podem vir todo o tempo. Não ignore e nem grite com sua irmã! Ela te ama acima de tudo. Torie, você é monitora da Corvinal. Por que não pensa que sua irmã só tem onze, e não vinte?

Victorie ficou sem o que dizer.

- Peça desculpas se quiser. E se não pedir, não judie dela. Ouviu?

- Sim, senhor.

- Ótimo. Agora tome banho, porque já vem o jantar.


O resto das horas foram normais. Dominique ajudou a sra. Weasley a cozinhar, enquanto cantavam. Sr. Weasley até participava, fazendo as meninas tamparem os ouvidos.

- Cheguei!

Louis saiu da chaminé.

- Como for? - Perguntou sra. Weasley

- Foi demais – Contou Louis – Vimos um urso marinho e um hsigo. Nick, trouxe uma coisa pra você.

- O quê? – Perguntou ela animada

Louis tirou um barbante com um dente um pouco afiado amarrado.

- É o dente de jiboia da Antártida.

- Da Antártida? E tem?

- Os Scamander disseram que sim. É lindo, né?

- Muito.

- Como ser diz? – Indagou sra. Weasley

- Obrigada, Louis.

Dominique colocou o colar.

- Só não fala pro Lysandre porque senão ele tem um enfarte. Lorcan me deu escondido, diz que traz boa sorte. E espero que dê certo no seu primeiro ano.

Dominique abraçou o irmão.

- O jantar estar na mesa!

- Finalmente – Comemorou sr. Weasley – Pensei que não ia sair nunca!

Todos riram.

O jantar foi animado. Todos rindo, brincando. Tirando Victorie, que não disse uma palavra.

Sentia vergonha de como agiu, mas achou melhor não pedir desculpas. Era orgulhosa.

Preferiu acreditar que Dominique esqueceria, e que riram disso em alguns meses. Sempre foi assim, por que mudaria? 



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