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História Hogwarts: uma outra história - Capítulo 12


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Notas do Autor


Mores, como tenho essa história adiantada, e faz tempo que a atualizei, achei justo trazer esse capítulo hoje.

Hoje não vou conseguir responder os comentários do capítulo anterior, mas vou fazer isso tlvz amanhã kkkkk prometo.

Nas notas finais explico o motivo do meu sumiço kkkkk

Capítulo 12 - Savage


Fanfic / Fanfiction Hogwarts: uma outra história - Capítulo 12 - Savage

- Vai mesmo me ignorar? – o tom ofendido dele a irritou ainda mais, mas ela manteve a boca fechada e apressou os passos. – Não pode fazer isso! – falou inconformado. – Eu quase morri!

- Ora, cale essa maldita boca, Ronald! – explodiu. A sala comunal parou, todos encaravam a ruiva, que agora corava profundamente. O rapaz abriu a boca para dizer algo, mas a aparição de Hermione o interrompeu. Gina imediatamente seguiu a amiga porta afora, enquanto o ruivo se limitava a observar as duas saindo. – Quanto tempo pretende manter isso? – indagou num sopro, não tinha mínima paciência para os dramas do irmão, ou para os rostinhos tristes de Harry e de Neville.

Hermione suspirou longamente, ela estava tão destruída quanto os dois morenos, mas se mostrava tão orgulhosa quanto um sonserino. – Não sei. Quanto tempo durar a minha raiva.

Gina soltou um muxoxo, detestara a forma como o irmão estava lidando com a situação. Ele simplesmente desatava a falar, como uma provocação, sempre que via uma das duas. Era insuportável. Ainda mais percebendo como ele se divertia com aquilo.

- Sente raiva dos três? – ela se surpreendeu com a própria pergunta.

Hermione diminuiu a velocidade dos passos inconscientemente. – Mais ou menos.

- Sente raiva só do Harry...

A morena franziu o cenho e fitou a amiga como se tivesse ouvido o maior absurdo. – Os três foram àquele...

- Sim, mas você não se importa tanto assim com os três.

Granger se engasgou, chocada com a interrupção. – O quê?! Não! Quer dizer, sim! É claro que me importo!

- Entendeu o que eu quis dizer...

- Não entendi não.

- Não me faça dizer em voz alta, Hermione. É muito estranho, pra mim, ter que falar sobre isso, sabe muito bem, nós dois já namoramos e você até pouco tempo era minha cunhada...

- Você... Você enlouqueceu! É isso! Enlouqueceu.

A ruiva revirou os olhos, cederia daquela vez, não queria se alargar naquele assunto em pleno saguão de entrada. Notou que Luna vinha do lado oposto, saíra das escadas que levavam às masmorras, provavelmente tivera aula de poções.

- Olá, meninas. – saudou com a típica voz pastosa, recebendo respostas baixas. – Ainda no plano de maltratar os garotos? – indagou sem encarar as duas grifinórias nos olhos.

- Não estamos maltratando... Só não falando com eles. – Hermione explicou entediada.

- Bem, o Harry parece bastante maltratado pra mim. – disse Lovegood, indicando algo atrás dos ombros das duas com o queixo.

As meninas viraram-se apenas o suficiente para ver um Potter carrancudo e assanhado caminhar apressado para o salão principal. Neville vinha logo atrás, cabisbaixo e com os ombros caídos, e seguia o caminho do amigo.

Hermione sentiu o coração falhar uma batida com o que vira. Queria feri-lo de alguma forma, e agora se sentia o pior ser humano da terra. Uma vozinha em sua mente ainda martelava dizendo que ele merecia, que preferira a companhia de uma mulher paga do que a sua, que a trocara... Quase em simultâneo, outra lhe lembrava do pequeno detalhe: Harry Potter não passava de um amigo. Ele não era nada mais que um confidente. E ela, por consequência, não era nada além de companhia para ele. Ele não a traíra, até por que não lhe devia fidelidade amorosa.

A lembrança do que aconteceu na frente da sala de Minerva lhe causou enrubescimento imediato. Quer dizer, o que diabos foi aquilo? Agiu como uma completa maluca, como se fosse a coisa mais natural do mundo simplesmente beija-lo. Mas isso chegava a ser bobagem perto do modo como se sentiu naquele momento, foi como se sentisse posse, isso sim era bizarro. Oh, Merlin, estava enlouquecendo e tinha plena consciência disso.

Quando percebeu, já soltava um suspiro demorado. Poderia ponderar em voz alta, talvez discutir com as meninas uma forma de romper com aquele plano. Mas, ao abrir a boca, uma gritaria, seguida de baques surdos e ensurdecedores, lhe invadiu os ouvidos. Algo a empurrara para o lado com uma força suficiente para afasta-la das amigas. Cadernos e folhas voavam pelo espaço recheado de alunos. Ergueu os olhos rapidamente, apoiando-se na parede ao seu lado.

Luna estava no chão, sentada, um tanto quanto atordoada. Gina levantava furiosa, fitando um menino esparramado no chão. O garoto se debateu atrapalhado, escorregava em algumas folhas, e levantou-se com rapidez.

- Ei! – Luna chamou ainda abalada, os olhos azuis fixos no pingente sustentado pelo cordão dourado segurado pelo menino. – Meu amuleto. – o moleque fitou o objeto e sorriu maldoso antes de sair correndo. – Mas hein?

- Desgraçado. – Gina soltou irritada. – Venha, vamos pegar esse pirralho. Hermione! Você é a monitora chefe! Faça alguma coisa!

A morena só teve tempo de entreabrir a boca, ainda chocada, antes de ver a ruiva correr desabalada pelo corredor com Luna em seus calcanhares, berrando à plenos pulmões:

- vinte pontos pra quem segurar aquele pestinha!

Um perfeito estardalhaço se instaurou ao longo daquele andar. Dezenas de alunos tentando pegá-lo, mas o moleque parecia experiente na arte de escapulir das mãos alheias, um ladrãozinho profissional, na opinião de Gina.

- Gina... Ele vai... Subir. – Luna ofegava já alguns passos atrás da ruiva, que parecia incansável.

A Weasley, ao notar a amiga bastante cansada, se percebeu igualmente arfante. Diminuiu as passadas até cessar a corrida, despejando uma última olhada para o primeiro lance de escadas que formava caminho para o andar de cima. O garoto estava lá, parado, com um sorriso desafiador na cara, provocando-a.

Vai ver ele só queria aquilo mesmo, provoca-la. O melhor a fazer era acabar com a diversão dele, não? Erguendo as palmas das mãos, ela declarou desistência, e, com um sorrisinho triunfante, notou a decepção do rosto do garoto. Deu as costas e exibiu um semblante vencedor para as amigas, mas teve a certeza de ter a face transfigurada em ódio ao sentir uma pancada nas costas. O maldito lhe acertara com algo. O tilintar no chão denunciou ser o amuleto.

- Gina, Gina não! – Hermione gritou apressada ao ver a amiga sacar a varinha.

- Expelliarmus! – o garoto pulou, os estudantes presentes prenderam a respiração.

O raio explodiu em luzes ao atingir a parede grossa atrás do menino, que se levantava ainda sorridente. Antes de sumir dali, ele ainda ergueu o dedo do meio para a Weasley, que bufou furiosa.

- Gina! – Hermione berrou esganiçada em meio a uma corrida desesperada para alcançar a amiga, que já desaparecia no alto da escada, em busca do pestinha atrevido. – Ela vai mata-lo! Chamem a McGonagall! – gritou sem olhar para trás enquanto saltava os degraus de dois em dois para vencer o lance mais rápido.

Foram sete malditos andares, em que Gina disparava muito à frente com o pequeno demônio. Luna vinha um pouco mais atrás de Hermione, que berrava desesperada pela Weasley, tentando acerta-la com algum feitiço paralisante.

Depois de dezenas de corredores e degraus, Gina sorriu ao ver o pirralho trombando com um garoto, provavelmente do sexto ou até mesmo do sétimo ano, mas fechou a cara ao ver de quem se tratava.

- Olhe por onde anda! – a voz de Draco Malfoy ecoou pelo corredor vazio, o menino se debatia enlouquecido com o braço preso pela mão do loiro.

- Não o deixe escapar! – Ginevra alertou em uma ordem, permitindo-se diminuir os passos.

- O que está acontecendo? – ele indagou com a sombra de um sorriso. Gina revirou os olhos, previa uma série de provocações. Já Draco, controlava todo e qualquer movimento de seu corpo, seu plano precisava ser perfeito.

- Não é da sua conta! – ela respondeu irritada apressando os passos novamente, a varinha ainda em punho, e o menino se remexeu ainda mais, tentando acertar chutes no Malfoy.

- Malfoy! – a voz de Hermione repercutiu pelo corredor, ao que o loiro entreabriu a boca e franziu o cenho antes de dispensar um rápido olhar furioso para a criança. – Não deixe que ela chegue perto desse garoto! Ela quase o matou no saguão de entrada!

- Mas o q... – a voz dele morreu ao ver a ruiva erguer a varinha, iria acertar o menino, sem dúvida. – Protego! – bradou na defensiva, sacou a varinha tão rápido que mal percebera, o menino escapuliu dali no mesmo instante em que o jato luminoso da ruiva se espatifava no escudo do Malfoy.

- Merda! Ele fugiu! – ela vociferou tão vermelha quanto os cabelos. – É claro que não vou mata-lo! O que pensam que eu sou?! – falava se atropelando nas próprias palavras, de tão nervosa. – Ele tentou roubar a Luna! Que tipo de monitor chefe é você?! - gritou furiosa para o rapaz. – Precisa pega-lo! – apontou para o lance de escadas quase escondido por onde o pirralho passou.

- Ele vai pra torre de astronomia... – comentou um pouco alto antes de disparar atrás do menino.

Gina ergueu os braços em um pedido por paciência antes de segui-lo. Hermione, que já os alcançava, não cessou os passos, e correu diretamente pelo caminho feito por eles. Luna arfava tão branca quanto um fantasma, esgotada e sem o menor fôlego.

Draco via os pés do garoto a três degraus de distância, mas manteve a velocidade em que estava, a porta da sala de astronomia não custaria a ser aberta pelo moleque. Gina vinha falando alguns degraus atrás do loiro, soltando faíscas pela varinha.

Ela podia ver o menino, podia ver o quão perto Malfoy estava, e o quão sem preparo físico ele era. Aquilo com certeza explicaria o porquê de tantas derrotas no quadribol. Escutou um baque surdo seguido de tilintares, alguns gritos e uma gargalhada abafada. Acelerou os passos, o pirralho devia ter interrompido algum casal. Ao chegar, deu de cara com as costas largas de Malfoy, tentou desviar, mas ele virou-se de supetão, ao que ela franziu o cenho.

- Er... Weasley... – ela não quis escutar, esticou o pescoço e jogou a cabeça para o lado, foi quando viu.

Seus olhos se ampliaram antes de pulsarem assustados, seu estômago explodiu e sua garganta secou de imediato. Por cima do ombro de Malfoy, via o rosto apavorado de Philip Liguer, que tremia nervoso, os cabelos assanhados e os lábios avermelhados. Uma garota loira de rosto claro a encarava como se estivesse diante de um monstro, os primeiros botões da blusa amassada desabotoados. Ela também estava assanhada, mas parecia mais calma que Philip, que balbuciava palavras as quais Gina preferia bloquear da audição.

O que fora fazer ali mesmo? Ah, o garoto. Bem, o garoto simplesmente sumira. Ela varreu o local com os olhos, não conseguia vê-lo. Ouviu uma arfada e cogitou ser de Hermione. Luna falava alguma sandice. Gina não ouvia nada. Não raciocinava mais nada. Viu Philip dar dois passos, mas Malfoy, que ainda a encarava, virou-se instantaneamente.

- Pra minha sala, Liguer, agora... – falou com o braço esticado o suficiente para empurra-lo.

- Não me toque! – Philip sibilou despejando uma tapa na mão de Draco.

- Gina... – Hermione chamou num fio de voz.

- Hei, Gina! – Philip falou quase ao mesmo tempo.

A ruiva não encarou ninguém, apenas deu as costas e saiu da sala à passos largos. Draco fitou Hermione por cima do ombro, ela indicou Philip e a garota loira com o queixo e vasculhou rapidamente a sala com os olhos.

- Eu cuido disso. – declarou Draco, seriamente.

Sua preocupação com Gina era maior que a curiosidade de saber por que Malfoy estava daquele jeito. Então, mesmo com as sobrancelhas erguidas, ela encarou Luna e a chamou em silêncio para saírem dali.

- E onde está o menino? – a voz da loira se distanciou ao som de tal pergunta.

Draco não escondeu o pequeno sorriso que brotara em seus lábios. Ao voltar-se para Liguer, mudou o semblante para duro.

- Sabe que tenho que fazer alguma coisa, não? Mesmo que não te culpe tanto... – disse dispensando um rápido olhar mal intencionado para a menina, que revirou os olhos lhe mostrando a língua.

Philip olhou para trás rapidamente antes de encarar o Malfoy. – Diga logo o meu castigo e me deixe ir, sim? – ele sacudia as mãos, apressado.

Draco riu levemente, faria uma perfeita novela se não soubesse que o tempo da poção de Pansy estava se esgotando. – Como eu faria a mesma coisa que você, divirta-se na sala de troféus. – Philip bufou cansado e saiu correndo.

Ao ver o Liguer sumir pela porta, ele aguardou alguns segundos, os suficientes para escutar os passos do rapaz chegando no fim dos degraus. Com um sorriso maldoso, ele voltou-se para a menina já não tão loira. Com palmas altas e lentamente periódicas, ele aprovou o trabalho da amiga.

- Bravo, bravo, simplesmente fantástico! – elogiou animado.

A menina se transfigurava lentamente, já possuía cabelos negros e o tamanho começava a diminuir. – O lesadinho até que beija bem. – comentou abotoando os botões soltos. – Ideia minha, gostou?

Draco assentiu satisfeito com tudo. – Genial!

- E quanto a mim? – outra voz encheu o ambiente. Blaise Zabini caminhava até os amigos enlaçando a gravata verde da sonserina.

- Você teve sorte de não ter sido apanhado por ninguém. Agora toda a escola vai procurar o maldito garoto que enlouqueceu Gina Weasley.

- O que você fez? – a menina perguntou para o moreno, que deu de ombros.

- Peguei um amuleto da Di-Lua e acertei as costas da Weasley com ele.

- Merlin, você é tonto ou o quê? Ela vai te procurar! Idiota! – Pansy reprimiu.

- E nunca vai encontrar.

Draco e Pansy desistiram de tentar enfiar mais alguma coisa na cabeça avoada de Blaise, então simplesmente se entreolharam e saíram dali. Chegando no corredor, cada um dos três tomou rumo individual, não podiam ser vistos juntos depois do incidente.

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Hermione e Luna se entreolhavam periodicamente, tendo uma Gina calada e apressada bem à suas frentes. Não se atreviam a dizer qualquer coisa, esperavam o momento em que ela explodiria, que ela começaria a gritar ensandecida. Ela se encaminhava para a sala comunal, o que já significava muita coisa, tendo em vista o horário de almoço, lá Philip não entraria.

A ruiva bateu o retrato com um baque, alguns grifinórios saíram logo depois com semblantes intrigados, e se mostravam mais curiosos ainda ao verem Luna Lovegood, uma corvinal, bem diante da passagem da mulher gorda.

Luna não disse nada, apenas girou nos calcanhares e se posicionou para descer as escadas. Hermione a seguiu em silêncio, dariam aquele tempo para a Weasley.

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As batatas dos elfos pela primeira vez lhe causavam náuseas, mas isso aparentemente era um efeito provocado apenas em si, Ronald devorava quantas lhe cabiam na boca com ganas. Neville trocava palavras com Parvati e Lilá, as duas se mostravam muito interessadas em algo que o Longbottom parecia saber detalhadamente. Se não conhecesse as duas, Harry podia cogitar a possibilidade de Neville estar explicando algo sobre herbologia... Com certeza, se tratava de algo relacionado à aventura que tiveram no bordel de Hogsmead.

- Deixe que falem! Não devo nem mesmo um nuque a ninguém daqui. – Rony comentou com os ombros sacudindo com energia ao ser alertado pelo amigo.

Harry ergueu uma sobrancelha, sabia muito bem que o amigo adoraria ser mencionado pelos corredores que sobrevivera a um ataque ocorrido em um lugar tão adulto quanto àquele. Decidido a não discutir com o ruivo, Potter limitou-se a balançar a cabeça de um lado para o outro antes de remexer novamente no próprio prato.

- Não vai comer isso, vai? – assustado com a ambição do Weasley, o moreno levantou o olhar com certo incômodo. Rony sustentava a face de dúvida, realmente esperava por uma resposta.

- Pode comer. – disse vencido pelo cansaço, antes de virar a cabeça para a porta do salão.

- Ela já deve ter comido. – opinou Ron abafadamente devido à comida que enchia sua boca. – Com certeza está na biblioteca se divertindo com um livro asquerosamente grosso. – completou após engolir o bolo alimentar com certo esforço.

Harry sorriu com a ideia, realmente era do feitio dela. – Vou andar, nos vemos na sala de feitiços.

- Ela não vai te dar ouvidos. – retrucou com um revirar de olhos, sabia muito bem por onde o amigo andaria.

Harry franziu o cenho, fazendo-se de desentendido, e continuou seu caminho. Iria mesmo atrás dela, mas decidiu mudar seu rumo devido ao comentário de Ron, ela não queria papo mesmo, e ele tinha orgulho forte o suficiente para frear tais impulsos.

Quando percebeu, subia os degraus do primeiro lance de escadas, seus pés o levaram para lá mecanicamente. Nunca caminhara tão devagar, não tinha concretamente um destino em mente, queria apenas andar. Esse plano não seria realizado, ele logo raciocinou ao ver bem diante de si, em um dos corredores do terceiro andar, Guilherme McKinnon, que, diferentemente do habitual, não tinha o sorriso zombeteiro no rosto.

- Treino? – perguntou com uma fagulha de alegria, seria um ótimo passatempo que poderia ajuda-lo até mesmo a esquecer um pouco a realidade.

Guilherme negou com a cabeça, ao que o mais novo franziu o cenho. McKinnon então se aproximou a passos largos. Exibiu um livreto cor de mel, e Harry nem titubeou em segura-lo com firmeza, segundos depois já sentia o velho puxão no umbigo.

O local era bastante diferente da casa de veraneio que esteve da última vez que vira o ‘professor’. Estava no meio de uma clareira, em uma floresta que parecia ser bem densa e fria, pequenas nuvens saíam de sua boca e de seu nariz conforme ele respirava. Guilherme andava de um lado para o outro, tinha o rosto fechado e parecia se controlar para não berrar.

- O que foi dessa vez?

McKinnon cessou os passos e qualquer movimento, encarou o jovem rapaz quase ao seu lado com irritação. – Me diga você! Todos os jornais do mundo bruxo andam dizendo que você e mais outros retardados foram afugentados por um bando de forasteiros no meio de uma fornicação coletiva! – a altura de sua voz intensificava o tom grosseiro com o qual falara.

Harry cerrou os punhos, não gostara nem um pouco do modo usado pelo mais velho. – E o que exatamente você tem a ver com isso?

- Eram comensais, seu idiota! – berrou furioso. – Querem te matar e você sai por aí desprotegido no meio da noite!

- Não estava desprotegido! Sobrevivi, não é?!

- Sabe quantas pessoas morreram naquela noite?!

- Acha que não penso nisso todo momento desde então?! Não preciso que você fique me lembrando!

- É bom que lembre mesmo! Assim pode criar mais responsabilidade!

- Não venha me falar sobre responsabilidade! – sibilou agora realmente irado, avançando passos suficientes para encostar a ponta da varinha no pescoço de Guilherme.

- Oh, porque você derrotou o grande Lorde das Trevas! É mesmo, havia esquecido. Desculpe-me, grande senhor, pelo meu atrevimento! – ironizou após empurrar o peito do garoto com enorme força. – Acha que só porque conseguiu mata-lo pode ter uma vida tranquila?! Você apenas mudou de fardo! A vida dos outros não vale uma fodida noturna naquele prostíbulo, imbecil!

- O que quer de mim, afinal?! Um pedido de desculpas?!

- Quero que bote na maldita cabeça que não pode se dar ao luxo de ter uma vida normal! Você é um homem marcado! Sempre foi! Centenas de vidas dependem da sua!

- A sua, por exemplo, não?! – pela primeira vez, McKinnon preferiu ficar em silêncio. – Por isso tanto alarde! Todo esse treinamento. Toda a proteção! Toda a espionagem! Não se trata de honra alguma! Você é tão egoísta quanto Ele!

- Não me compare com Ele! – berrou furioso brandindo a varinha. - Ele é tão assassino dos seus pais quanto é dos meus! Não admito que...

- Então mate-me se eu menti! – declarou alto, em um desafio, com os braços abertos. Em seguida sentiu um peso imenso sobre o peito e já voava pelos ares.


Notas Finais


E aí, como estão todos? Kkkkk prometo n demorar muito pra continuação, em virtude desse final tenso, já tá escrito msm.

Enfim, demorei pq, mesmo já tendo boa parte adiantada, eu tava adaptando a fic pra atender aos pedidos de vcs (pra quem n sabe, essa fanfic é uma bem antiga q eu comecei qnd era adolescente, por isso q já tem boa parte escrita, mas eu tô remoldando sutilmente o enredo pra ficar mais interessante e do agrado de vcs), sim, estou aqui para servir kkkkkk.

Porém, mesmo com esse adiantamento dos capítulos, eu não postei nas últimas semanas pq:

1. Tô em plena época de provas, e prova online frita o cérebro do cristão kkkk pq vc faz com medo de a internet cair e perder a nota, fora a tensão do tempo por questão q é limitado kkkkk.

2. Tem umas semanas q eu ando molenguinha, com febre, tosse e garganta inflamada. Então já devem perceber q estou como suspeita kkkkk mas calma, pelo amor de Deus, tá tudo bem por aqui. E não tenho confirmação pq não fiz o teste pra Covid, então podem se acalmar kkkkk tô só em casa e me cuidando bem. Pode ser só a minha rinite dando o ar da graça. Mas, se for Covid, eu tô bem. O problema é q isso acarretou em minha prostração pra atualizar as histórias, por isso n surgi aqui nem nos dias q anteciparam essa semana de provas.

Psé, foi basicamente isso, eu estudando e tbm borocoxô = essa história paradinha.

Porééém, como já disse, ela está bem adiantada, então com certeza eu posto o capítulo novo nesse fim de semana sim.

Bom, basicamente é isso, só quis justificar mesmo pra n pensarem q abandonei vcs em plena quarentena kkkkkk n abandoneeei naaao kkkkkk.

Enfim, beijão mozões 😘🥰
Até a proxx


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