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História Hogwarts: uma outra história - Capítulo 8


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Notas do Autor


Oi mozões, espero servir de entretenimento pra vcs nessa quarentena.
Todos protegidos em suas casas, certo??
Trouxe mais um cap grandinho, boa leitura ❤️

Capítulo 8 - A nossa causa


Fanfic / Fanfiction Hogwarts: uma outra história - Capítulo 8 - A nossa causa

Seus pés com certeza afundariam no chão a qualquer momento, enquanto ela marchava determinada para a torre de astronomia, onde desconfiava que ele estivesse. Abriu a porta com um baque estrondoso, os cabelos voando pela cara e os olhos faiscando de estresse.

Viu uma menina gritar e se cobrir assustada, enquanto o único garoto presente contorcia a cara em ódio, ambos deitados sobre um monte de almofadas improvisadas. Sem perder a pose furiosa, ela estreitou os olhos com um sorriso escarninho.

- Precisamos conversar! – declarou resoluta.

- Ficou louca?! – ele indagou bestificado e indignado. – Podia ter esperado, não é?!

- Não, não se pode esperar! Vista-se mais rápido, garota! O assunto é urgente! – ralhou um tanto quanto histérica, e chegou a rir quando viu a menina tropeçar desajeitada para fora da sala, com a saia mal abotoada e com a blusa amarrotada.

- É bom que seja realmente importante, Pansy, porque eu...

- Mamãe me contou! – cortou-o zangada com os braços cruzados sobre o peito.

O rapaz franziu o cenho, ainda sentado e sem camisa. – Contou? Contou o quê?

- Da sua missão! Por que não me disse?!

Ele deu de ombros. – Achei que não ia querer saber, depois do escândalo que deu ao receber a sua... Agora que descobriu, veio aqui pra tripudiar sobre mim e jogar na minha cara que não vai me ajudar, da mesma forma que lhe neguei apoio?

A menina cerrou os punhos. – Garanto que sinto muita vontade de fazer isso, mas nossa causa é algo além do meu orgulho. – sibilou entredentes.

- Isso é uma oferta? De ajuda? – inquiriu com uma sobrancelha erguida.

- Sim, seu retardado, estou dizendo que precisamos nos organizar, não quero você estragando meus planos. Você ao menos tem um?

- É claro que tenho. – respondeu friamente.

- Ótimo, espero que tenha tido o bom senso de não se aproximar diretamente do Potter, isso é trabalho meu.

- Achei que seu trabalho era se aproximar da Granger.

- Sabe muito bem que ela me detesta! Potter é o modo mais acessível. Ele sabe tudo sobre ela! Mas você não pode dizer isso, não é? – provocou venenosa.

Ele fechou ainda mais a cara. – Meu trabalho vai além do Potter, deve saber.

- Da mesma forma que o meu com a Granger. E quanto à Blaise?

- Deve se infiltrar entre os corvinais. Disse que Goldenstein é a meta.

- Ok, então boa sorte, e tente não estragar tudo.

- Te digo o mesmo.

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Simas nunca estivera tão eufórico, narrava com detalhes as últimas aventuras tidas com Dino, que confirmava com extremas ênfases cada uma das palavras que saíam da boca do amigo. Enquanto isso, Rony e Neville se debruçavam sobre os próprios joelhos, demonstrando grande interesse. Harry, de braços cruzados, ouvia atentamente à tudo com a boca entreaberta, com as costas apoiadas no dossel da própria cama.

-... Foi a melhor sensação que eu já tive! – Dino comentou animado, com certa arrogância. – Vocês precisam ir!

Neville engasgou com a própria saliva. – E como vocês encontraram isso?

- Já faz um tempo que comentam por aqui... Caminhamos até encontrar. Meia hora depois de Hogsmead. – disse Simas, ainda com um enorme sorriso.

- Vale a pena. – opinou o Thomas.

- E como passaram pelos feitiços da McGonagall? – Rony perguntou ainda extasiado com as histórias.

- As passagens secretas. – os dois responderam em uníssono, como se fosse óbvio.

Harry riu. – Agora que abriram esse bordel, metade de Hogwarts vai fugir durante as noites...

- Mais um motivo para irem o mais rápido possível! Enquanto a diretora não sabe e não aumenta as proteções. – Simas praticamente berrou.

O Potter riu mais uma vez, seu amigo com toda certeza ainda estava afetado pela farra. Neville franziu o cenho.

- E Parvati? – indagou confuso, recebendo um olhar repreensivo de Dino e um amargurado de Simas.

- Ela não estava lá, se é o que quer saber... – respondeu rouco e repentinamente mais calmo.

- Ela terminou com você? – Ron perguntou compreensivo, vendo o amigo assentir.

- Olha só! Já são três e meia, melhor irmos dormir. – Dino exclamou em um tom falsamente cansado. Simas se direcionou à cama em total silêncio. Neville pareceu bastante arrependido em ter tocado no tal assunto. Rony coçou a nuca e se deitou também. Harry bocejou e também caminhou para a cama sem dizer uma palavra.

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Acordou com uma luz ofuscantemente intensa lhe cobrindo toda a cara, o que o fez contorcer o rosto em uma careta quase de dor. Mexeu um pouco a perna e ficou feliz em constatar que a dor diminuíra. As cortinas da cama esvoaçavam com o vento fresco da manhã. Resmungos distantes chegavam aos seus ouvidos, abafados pelo som de água caindo.

- Tem alguém aí ainda? – a pergunta veio do banheiro, e pertencia à Ron. Suspirou demoradamente antes de gritar um sonoro ‘sim’. O ruivo se manteve calado por um tempo, até que o pedido veio sem jeito. – Pode jogar uma toalha pra cá? Esqueci de trazer...

O moreno praticamente escorregou para fora da cama, alcançou a toalha com dificuldade e lançou para o lavabo, escutando os agradecimentos do outro. Aquilo, por um momento, o fez se esquecer de toda a briga com Ronald.

- Ronald... – chamou, ganhando o silêncio como resposta por longos minutos.

O ruivo apareceu na porta do banheiro, já vestido, com um rosto apático. – Oi.

- Ainda sente raiva de mim? – indagou realmente curioso.

Ronald não respondeu de imediato, correu os olhos pelos próprios pés e, depois de minutos, ergueu a cabeça para encarar o outro. – Sim. - Harry assentiu, mostrando compreensão. Sem mais, girou nos calcanhares e passou a catar as roupas que vestiria após o banho. – Mas... – o ruivo cessou as palavras ao ver o outro se virando, de repente o que planejara falar se perdeu na mente. – Eu... Eu sinto... Quero dizer... Você era um bom amigo...

- Ainda sou seu amigo. – o moreno o cortou com um revirar de olhos. – Resta saber se você ainda é meu amigo também...

- Queria conseguir esquecer tudo aquilo... Voltar a ser o que éramos antes... Sermos o antigo trio... Mas, eu simplesmente... Não consegui ainda, lembro-me de Hermione sangrando e morrendo na enfermaria, e de socar a sua cara...

- E você acha que eu esqueci? – indagou rouco, tanto pelo pouco tempo acordado, quanto pelo fluxo de emoções que estava sentindo. – Acha que eu e Hermione não queremos voltar a falar com você, ou que esquecemos tudo que aconteceu naquele dia? Eu a carreguei até a enfermaria, e também bati em você...

- Não vou pedir desculpas. – declarou com o olhar nos próprios pés. – Não seria sincero.

- E nem precisa. Nós três extrapolamos. - Ron então assentiu e ergueu a cabeça mais uma vez, conseguindo até sorrir. – Amigos? – falou com a mão estendida.

- É bom ter você de volta. – admitiu risonho, em meio ao aperto de mão.

- Te digo o mesmo, Weasley!

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Hermione não se deu ao trabalho de sequer esconder o choque ao ver os dois rapazes descerem os degraus dos dormitórios com risadas compartilhadas e com os braços escondidos pelas caixas que carregavam. A menina estava estática, no meio da sala comunal, com a boca entreaberta e os braços pendurados ao lado do corpo.

- Mas... O que... O que é isso? – Ron diminuiu a velocidade das passadas, nervoso com o que ela poderia fazer.

- Resquícios da reunião da noite passada. – Harry respondeu com um sorriso realmente largo enquanto erguia um pouco a caixa, provocando o mesmo gesto nela.

- Sabe muito bem do que estou falando. – ela então encarou o Weasley, que engoliu em seco.

- Fizemos as pazes. – o ruivo respondeu num fio de voz.

A garota soltou uma risada sarcástica. – Ah, fizeram? Depois de tanto tempo, não é? Como você se permitiu?

- Hermione... – Harry tentou intervir, mas recebeu um olhar assassino imediato da amiga.

- O que o fez mudar de ideia? – indagou desconfiada para Rony.

O rapaz deu de ombros. – Há semanas que tenho pensado sobre isso. Fui idiota sim, mas quem de nós três não foi?

Ela pareceu morder a própria língua, pois não falou mais nada, apenas assentiu e passou a caminhar para o buraco do retrato, tendo os dois em seus calcanhares.

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- O que era tão importante para uma reunião no meio da madrugada? – perguntou desconfiada, com uma sobrancelha erguida. O menino à sua frente riu e passou a fitar a extensão do corredor. – Harry.

- Se eu contar, você vai nos achar retardados.

- Claro, porque eu não acho ainda. – ironizou antes de vê-lo encara-la chateado. Com um sorriso doce, ela o pegou pela mão, usaria sua melhor arma. – Pode me falar. – disse enquanto brincava com os dedos dele, os olhos, porém, fixos nos dele.

- Você é monitora. – argumentou levemente distraído, mais preocupado com os movimentos que ela fazia com seus dedos.

- Acha que eu te daria detenção?

- Gina está me chantageando porque me poupou de uma, não ando muito a fim de dever favores à todo mundo.

- O que ela está fazendo é ridículo. – murmurou irritada, soltando as mãos dele.

- Também não é o fim do mundo. – comentou se aproximando para abraça-la. – A próxima visita à Hogsmead vai demorar um bom tempo, pode ser que esse lance do Liguer esfrie até lá. – disse confiante enquanto andava lentamente, levando a amiga consigo.

Muitos alunos corriam por causa do atraso, provavelmente aula de Trato das criaturas mágicas ou de herbologia. Ronald trocava algumas palavras com Luna Lovegood bem diante da sala de Feitiços, onde teriam aula em poucos minutos. Hermione ergueu uma sobrancelha para o amigo ruivo, um sorriso malicioso brincando nos lábios, vendo a loira sorrir agradecida para o Weasley antes de sair saltitando pelo corredor.

- O que foi? – Harry indagou para o rosto impaciente de Ron.

- Gina! Você sabia que ela anda de namorico com o Liguer?!

- Luna te contou? – Hermione perguntou alarmada, Luna nunca fora de fazer fofoca.

- Não! A irmã dele fez questão de berrar no meio do corredor! – respondeu com as orelhas avermelhadas.

- E onde está Gina? – o moreno quis saber, um tanto quanto perturbado.

- Sei lá! Luna não me deixou ir atrás dela! Também não sinto vontade de sair perambulando pelo castelo com ela falando sobre nargulés e phogotens!

Hermione abriu a boca para falar algo, mas o ruivo adentrou a sala de aula com pressa, abrindo a porta com uma braçada estrondosa. Os outros dois se entreolharam antes de seguirem os passos do amigo. A sala ainda olhava assombrada para Ronald, mas ele se mostrava indiferente à isso, se sentou na cadeira mais escondida que encontrara, foi Harry quem o achou.

Hermione se adiantou para sentar ao lado do amigo ruivo, enquanto Harry ocupava o assento atrás dele. Ouviram a narrativa do Weasley de como Catherine Liguer o puxou pelo braço no meio do corredor e passou a ameaçar sua irmã como a perfeita maluca que é, até que o lugar ao lado de Harry foi ocupado.

Pansy o cumprimentou com um aceno de cabeça, um sorriso pequeno estampado na cara, para disfarçar a satisfação em ter ouvido parte da conversa.

- Vejo que fizeram as pazes... – comentou baixinho perto do ouvido dele.

Harry assentiu com um pequeno sorriso antes de procurar Draco Malfoy pela sala, que tinha um semblante cansado enquanto se sentava. – Acho que vocês também, não?

- Eu te disse que logo voltaríamos a nos falar. – retrucou dando de ombros.

Hermione ouvia os murmúrios dos dois, vez por outra virava a cabeça para olha-los por cima dos ombros. Nunca escondera de Harry a desconfiança que tinha da Parkinson, mas ele insistia em manter contato com ela. Ron compartilhava de seu incômodo, fazia careta sempre ouvia a voz abafada dela.

Mesmo com o professor falando, os dois cochichavam como se fossem amigos de longa data. Era ridículo. Seu sangue fervia sempre que escutava uma risadinha baixa de Harry, perdeu as estribeiras quando o percebeu despejando um beijo na cabeça dela ao final da aula. Levantou-se no impulso e passou a recolher as coisas com certa brutalidade. O professor gritava para que os alunos apanhassem as folhas para o trabalho que passara, Harry se prontificou de pegar três e entregou uma folha a Ron, que tinha o cenho franzido para Hermione.

Ela pegou a folha que Harry lhe estendia com brusquidão e a socou de qualquer jeito dentro da mochila, antes de sair da sala com pressa. Os meninos trocaram olhares confusos e se retiraram também. Granger subiu as escadas de mármore, provavelmente iria à biblioteca, os dois rapazes a viram desaparecer na primeira curva da escada e se conformaram em seguir sozinhos para a sala de Adivinhação.

- Desde quando você e a Parkinson são amigos? – quis matar a velha curiosidade.

Harry deu de ombros. – Não somos tão amigos, apenas nos falamos. Desde aquele trabalho de DCAT.

- Fiz dupla com Malfoy. – comentou torcendo o nariz.

- Sinto muito. – disse rindo. – Lembro a sua cara quando viu a lista de pares.

- Ele tentou me dar ordens, achava que eu seria um escravo.

- Por isso não fez os feitiços?

- Nunca tirei muitas boas notas em DCAT, mas ele... Foi divertido ver a cara dele. Eu sabia os feitiços, você ensinou alguns na AD.

- Você é inacreditável. – acusou rindo.

- Aquele cara é um idiota. – comentou com os ombros subindo e descendo. – Isso não está te impedindo de sair com a amiguinha dele, não é? – brincou malicioso.

O moreno corou antes de dispensar um murro fraco no ombro do amigo. – Não estou saindo com ela.

- Não é o que Mione acha... – comentou ainda sorrindo.

Harry franziu o cenho. – Mione? E o que ela acha?

- Posso não namorar mais ela, mas ela já gostou bastante de mim, sei reconhecer quando ela está com ciúme.

O riso de Potter foi inevitável. – Do que diabos você está falando?

- É isso mesmo que você está pensando, Potter. Ela está com ciúme de você com a Parkinson. E tem lá seus motivos.

O moreno revirou os olhos. – Lá vem você de novo. Mione e eu não temos nada.

- Isso não a impede de gostar de você.

- Mas somos amigos. Ela me vê como um irmão.

Ronald fitou o teto demoradamente sem cessar os passos, rogou por paciência e, enfim, fitou o amigo ao seu lado. – As meninas têm razão, você é um lesado nessa parada de amor. – e apressou os passos, deixando para trás um Potter confuso e chocado.


Notas Finais


Como estamos na nave? Todos bem, ne?


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