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História Hoje Eu Quero Voltar Sozinha - Norminah - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oi gente, como vão?!
Hoje eu trouxe um capítulo pequeno, pequeno mesmo, e se trata de uma experiência de Dinah, a forma que ela sonha. Tentei seguir à risca exatamente como assisti e espero que compreendam!

Boa leitura e até a próxima!

Capítulo 7 - E quem disse que a gente precisa?


"E quem disse que a gente precisa?"

Amava dormir de bruços, agarrada aos travesseiros fazendo exageros e volume sobre a cama, coberta até os quadris e sentindo o eriçar gostoso que o ventilador de teto ocasionava na pele bronzeada. Balançava aos cabelos como o próprio estômago, sentindo os embrulhos em cambalhotas de seu interno, era uma noite conturbada. 

De ponta cabeça, trocando os pés pelos fios loiros amarrotados, conturbados e balançados, ali o vento artificial rodeava seu rosto, seus ombros e até balançava a ponta bordada do edredom. Era noite de calor e Dinah vestia-se de seus pesadelos mais frios. 
Incomparáveis à escuridão do quarto, mais escuros que qualquer visão que Dinah já teve em vida. 

As sombras de rostos conhecidos e desconhecidos de mesmo instante, do balancê nada admirado de Dinah, tão longe de estar de bruços. Eram como um espetáculo na ausência de energia - ainda que para Dinah vivesse com esta desde o primeiro momento de vida - tão mais assustador do que qualquer criança desejara ver. Tão mais além que a sombra projetada rente uma lanterna. 

Era a realidade eclodindo em seus momentos de paz. 

Risos ensurdecedores, e a sombra de seu próprio palmo tentando tocá-los, ao rosto, aos lábios de quem se quer sabia ser. Eram altos, atordoantes e digno de cada nova posição que tomava a cama. Parecia uma lanterna em vida e a própria escuridão curvilíneo de suas digitais corrente, era como um televisor, tocando uma película firme que a impedia de sentir, e enxergando tão bem feito um pesadelo de criança. 
Para total azar, não tinha edredons de sobra a fazer uma cabana e crer fielmente que medo algum pudesse adentrá-la. Queria uma cabana fortalecida por seus bichos de pelúcia, as almofadas que roubava da sala e todas as possíveis cobertas, lençóis, fronhas, mantas e capas que encontrava aos armários. Por um momento, desejava volta aos próprios pijamas infantis e não ter colocado a chuva de pelúcias para doação, queria tornar todo o jogo de luz e sombras em bichinhos projetados em falta de energia - o que nunca lhe foi um problema. 

A luz curvilínea de uma silhueta abaixo da própria narina, não enxergava além. Observava e tentava tocá-la, mesmo que isso lhe escapasse a lixa que usava nas unhas. Escuridão. Sombras.

"Deve ser porque faço natação, fazia muito na minha cidade", ouviu distante. Era Normani, tinha total certeza, e se não fosse toda a agoniante forma que insistia em sentir medo, provavelmente suspiraria dentro de todo absorto dormir. 

A chamava e não recebia resposta. "De vez em quando eu fazia academia, também, deve ser por isso", ouvia outra vez. Corria aos palmos sombreados por uma silhueta distante, projetada e intocável, em partes que por vezes desconhecia em tamanha confusão que vestia àquela noite. A chamava, sem uma enésima resposta, não sabia exatamente se era ouvida, tão pouco sabia se a viam também. 
De repente, Camila, era notável, óbvio e agoniante ouvi-la. Era Camila. Rindo escandalosamente de algo que deu na telha, de nada acanhada e confirmando que percebia, percebia algo por algum motivo. Talvez o físico da negra. A chamou também, não ouviu respostas. 

Toda a bruta escuridão tomou seus olhos por míseros segundos antes do desenhar clareado dos rostos das duas, frente a frente, poderiam jurar um mundo e combinar um sistema solar inteiro. "Poderíamos nadar juntas qualquer dia desses", sugeriu a latina. "Putz! Eu tô sem biquíni". 

Normani. Ouvi-la aos sonhos era como em seus momentos desperta. Era como sonhar acordada. Sua voz escapulia tão calma, tão serena, que sonharia apenas com isso, que dormiria embalada aos sussurros dela. 

"E quem disse que a gente precisa?", Camila.

"Fechou", ouviu a negra rir e, naquele instante, não sentiu amores algum. "Você tem meu telefone, né?", de outrora, viu o par de silhuetas conhecidas encostando aos lábios e não recebendo respostas outra vez. 

Dinah despertou do próprio dormir, o mesmo sentimento confuso que despertara ao estômago e em furacões despertando ao próprio peito. Sonhou com a luz e parecia mais amedrontadora que qualquer escuridão que já viu em vida. 



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