História Hold Me Tight - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jimin, Kookv, Namjin, Park Jimin, Taekook, Vkook
Visualizações 105
Palavras 4.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oin oin gente! ^^
Eu demorei? Demorei, mas voltei
Vocês sabem o motivo, as benditas provas
Eu sinto muito por isso, mas é algo inevitável, vocês sabem
Enfim, chega de enrolações
Escrevi esse capítulo com muito carinho, então espero que gostem ^^

Capítulo 39 - Meu pequeno desejo


Fanfic / Fanfiction Hold Me Tight - Capítulo 39 - Meu pequeno desejo

Pov’s S/n ON

Bom, hoje o Jimin não me acordou em plena 5:00 da matina — pelo menos isso, né, amore? — como havia feito no dia anterior. Acho que nem ele aguentaria acordar cedo depois do tanto de energia que gastamos andando pelas ruas de Tokyo. Ninguém é de ferro, né?

Nós acordamos um pouco depois do meio-dia, mas iremos conseguir curtir um pouco de Akihabara. Ah, e talvez iremos ver a Tokyo Tower à noite. Um sonho talvez? Seria tão bonitinho ver aquelas luzes todas iluminando a noite escura e dando mais destaque à torre, tendo uma bela visão.. Só sei de uma coisa, irei tirar altas fotos. Preparem-se memórias do meu celular e da minha câmera, porque hoje tem — acho que isso já virou um vício.

Obviamente que o primeiro a acordar foi o Jimin. Eu nunca acordaria por vontade própria, nunquinha. E dessa vez ele decidiu me acordar com abraços sufocantes em pleno verão. Ma-ra-vi-lha. E também senti umas cócegas nas minhas pernas, mas tentei ignorar.

“Nunca ignore nada que Park Jimin faz, porque com certeza não é algo que você não deva se preocupar.”

Jimin: Ei, S/n. Acorda, amor. Eu não quero ficar acordado sozinho. — Faz uma voz manhosa e consigo ver sua cara de neném emburrado ao abrir um pouco os olhos.

S/n: Jimin, eu tô com sono… — Digo me virando, ficando de costas para ele.

Jimin: Eu também tô, mas quero sua atenção. Sou uma criança carente que merece atenção. — Agarra minha cintura novamente e permanece grudado as minhas costas igual à um coala.

S/n: Jiminnie, eu sei que você merece atenção, mas ainda tô com sono.

Jimin: Por favorzinho. — Começa a me provocar com toques e cócegas no rosto, no nariz e no pescoço.

S/n: Você é muito carente, Jiminnie. — Viro em sua direção novamente e sorrio carinhosamente. — Vem cá, criança carente. — Abro os braços e faço sinal para se aproximar.

Jimin: Finalmente consegui sua atenção. — Sorri e se abriga em meus braços.

S/n: Você é besta mesmo, viu? — Rio e começo a afagar seus cabelos, agora prateados.

Jimin: Eu não sou besta, eu sou carente. É extremamente diferente. — Tenta defender sua hiper carência.

S/n: Sei! Carente da relação. — Beijo seu rosto e faço cócegas debaixo de seu queixo.

Jimin: Sou mesmo, isso não é novidade para ninguém. — Ri e se agarra mais ainda ao abraço. — Vai me dizer que não gosta da sua criança carente, birrenta e ciumenta?

S/n: Não, eu não gosto. — Faço suspense.

Jimin: Nossa, é isso mesmo? Vou me trancafiar no banheiro e não vou sair nunca mais! — Birra em ação.

S/n: Eu não gosto, eu amo a minha criança carente, birrenta e ciumenta. — Rio e lhe dou um selinho em meio a um sorriso.

Jimin: Também amo muito minha preguicinha distraída. — Sorri e me abraça mais forte, da forma que mais gosto. Um abraço apertado sempre é muito bom em todos os momentos.

Ficamos assim por um tempinho, até eu resolver tomar ânimo para viver e levantar da cama. Jimin reclamou um pouco de eu ter levantado e largado ele igual à um “pano encardido”. Mas não era ele que estava há minutos atrás me insistindo para acordar? Bipolaridade tá foda, hein moço.

S/n: Jimin, você que me pediu para acordar! — Minha indignação está à mil.

Jimin: Eu pedi para você acordar e não levantar. — Continuou com aquela cara de criança birrenta e também “pano encardido”, como ele havia dito.

S/n: Porra, Jimin! Especifique da próxima vez! Eu sou lerda, esqueceu?

Jimin: Foi mal, foi mal!

S/n: Tá bom, mas agora deixa eu começar a me arrumar, porque tô parecendo um cadáver ambulante.

Jimin: Mas você está bonita assim.

S/n: Ah tá! Tu é cego, né?

Jimin: Tecnicamente, sim. — Ri e mostra seus óculos em cima do criado-mudo.

S/n: Nem me venha com a história do problema de visão! — Faço um sinal de “pare” e ao mesmo tempo falo o famoso “stop it” do Jin oppa. — Eu tô com uma regata e um short, ambos velhos, sem maquiagem e o cabelo bagunçado. Claro que estou ma-ra-vi-lho-sa! Não, não, maravilhosa é pouco, esplêndida! — Digo brincando.

Jimin: Eu te acho bonita de todos os jeitos. — Sorri e faz um coraçãozinho.

S/n: Quando dizem que o amor é cego, realmente não mentem. — Rio e retribuo seu coraçãozinho fofo.

Enquanto estava andando em direção ao banheiro, passei em frente a um espelho próximo à cama e vi uma bela obra de arte em minhas pernas. Inacreditável como a minha felicidade pode virar raiva de um segundo para o outro.

O Jimin tinha escrito em minhas pernas “Eu sou do Jimin” e “O Jimin me ama muito” de uma caneta preta que estou torcendo para que não seja permanente. Acho que nunca o olhei de uma forma tão fuzilante.

Viu? Nunca se deve ignorar nada que o Jimin faz, porque pode ser uma bela pérola explosiva jogada na sua cara. Era esse o motivo das cócegas nas pernas, a bendita ponta da caneta.

S/n: Jimin… Jimin que merda é essa?!

Jimin: Meu amor por você?

S/n: Tá, eu percebi que você me ama, mas por que demonstrar isso escrevendo nas minhas pernas?!

Jimin: Para que os caras que ousarem olhar para suas pernas verem que você tem um namorado.

S/n: Meu Deus… — Praticamente dou um tapa na minha cara de tanta indignação. — Você vai me ajudar a limpar, porque eu tô com calor e nem ferrando que vou usar calça ou ir assim na rua. — Digo, indo em sua direção e puxando-o pelo braço. — Não é caneta permanente, né?!

Jimin: Não é, não. Fica tranquila. — Ri.

S/n: Eu vou tomar banho e tentar tirar essa tinta. Se não sair, você vai me ajudar a tirar, beleza?

Jimin: Beleza.

S/n: Ok, já volto então.

Depois de alguns minutos árduos e cansativos, sai do banho com as mãos já cansadas de tanto esfregar. Esforços inúteis. Essa merda de tinta não saiu completamente, minhas pernas parecem dois borrões pretos.

Antes de chamar pelo Jimin para me ajudar a terminar de limpar a sua bagunça, me enrolei em uma toalha, obviamente — jamais ficaria sem roupa em sua frente. Tá, não digo “jamais”, mas não agora e também existem toalha pra que? Para se secar e usar de vestido provisório, meus amores.

Jimin: Me chamou? — Diz em frente a porta do banheiro. — Aí meu Deus! V-Você e-está só de toalha! D-Desculpa, d-desculpa! — Seu rosto fica roxo de tanta vergonha e vira rapidamente pedindo desculpas.

S/n: Jimin, não precisa ter vergonha. Até parece que nunca viu uma garota de toalha. — Puxo-o pelo braço e faço-o olhar para mim, rindo.

Jimin: E-Eu só vi a minha mãe quando era criança. — Diz olhando para mim, timidamente.

S/n: Primas? Filmes? — Continuo rindo da sua inocência imprevisível.

Jimin: E filmes, só.

S/n: Ok, senhor inocência. Eu sou terceira, então. — Rio e puxo-o para se aproximar. — Agora me ajuda a limpar a sua bagunça de criança ciumenta.

Jimin: P-Posso? — Pergunta, ainda com êxito de tocar nas minhas pernas para me ajudar a limpar.

S/n: Se eu pedi ajuda é porque você pode, né, bobinho? — Dou uma risadinha e ele ainda continua um pouco tímido, mas logo começa a me ajudar.

Quando ele tocou nas minhas pernas, percorreu um arrepio tão grande em minha espinha. Como tudo no Jimin não é “normal”, sua voz, seu sorriso, seu corpo, seu caráter… Suas mãos também não são. Elas são totalmente opostas às minhas. Ao contrário de fracas e frias, suas mãos podem ser pequenas iguais as minhas — tá, as minhas são mais, mas ele tem umas mãozinhas também —, mas são fortes e quentes, o que me deu aquele famoso frio na espinha. Ele estava tentando me ajudar timidamente, mas cada vez que ele tocava minha pele, me dava um arrepio que nunca havia sentido. Isso que é ser a inocente do grupo, qualquer coisa já treme na base — acho que todo mundo do nosso grupinhos sabe que minha inocência foi sumindo com o tempo, mas eu não podia perder a piada, né? Não me martirize, por favor.

Depois de mais alguns minutos árduos e cansativos, conseguimos terminar de limpar a bagunça que o Jimin fez em minhas pernas. Ele saiu do banheiro e deixou vestir-me. Coloquei uma roupa bem simplesinha — uma saia azul bebê e uma blusa branca com alguns detalhes bonitinhos — e meu All Star, porque sou dessas que usa tênis com saia. Sai do banheiro e me deparei com o Jimin estatelado na cama com os braços abertos. Se eu não ri na hora, com certeza ri internamente, porque foi sensacional.

S/n: E agora presenciamos a trágica morte de Park Jimin, um jovem coreano de 16 anos que era admirado por sua gentileza e fofura pelos quatro cantos do mundo. — Digo brincando e me aproximando do pobre cadáver.

Jimin: Que besta. — Ri da minha brincadeira e me puxa para perto de si. — Morri com a sua beleza. — Sorri.

S/n: Teve um infarto em me ver só de toalha? — Rio e entro na brincadeira.

Jimin: Tive mil infartos. — Rimos e ele me abraça carinhosamente. — Você realmente é linda, S/n.

S/n: Você é mais, Jimin. — Sorrio e lhe dou um selinho.

Jimin: Ah tá, sei, sei. — Ri.

S/n: É verdade, amor. E não é apenas eu que acho, mas as suas “fãs” também. — Tiro uma mecha de cabelo de cima de seu olho e começo a acariciá-lo com a minha cara de puro ciúmes.

Jimin: E esse ciúmes? — Ri e aperta um lado de minhas bochechas.

S/n: Quem disse que eu estou com ciúmes? — Nego sua afirmação. — Eu com ciúmes? Jamais.

Jimin: Sua cara diz tudo, ciumentinha. — Coloca uma mecha de cabelo atrás de minha orelha e me rouba um beijo calmo.

S/n: Abusado você, hein? — Brinco e lhe dou um tapinha no ombro de leve.

Jimin: E você gosta que eu sei. — Sorri de uma forma atrevida e me rouba outro beijo.

S/n: Que menininho esperto esse Park Jimin. — Rio. — Eu amo você. — Lhe dou selinho.

Jimin: Eu também amo você. Amo muito, muito. — Sorri e me puxa para um abraço carinhoso.

S/n: Sua fofura é fora de série. — Sorrio e aperto suas bochechas.

Ficamos conversando por mais um tempinho até finalmente, às 15:00 horas, começarmos a nos mexer para ir à Akihabara. Cara, é bem provável que eu vá enlouquecer quando pisar naquele bairro maravilhoso, cheio de coisas do universo geek, Otaku e eletrônicos. É agora que a minha mãe me mata por estourar meu cartão de crédito. Já estou até sentindo um par de chinelos bem no meio das minhas pobres costas de menina sofredora. Essa vida… Preciso conversar seriamente com o ser que escreveu o rumo da minha vida, porque não tá dando certo, não. Precisamos mudar isso, senhor.

Nós pegamos o metrô e andamos um pouco até chegar em Akihabara. Vocês sabem como é o paraíso? Pois é, eu também não morri para saber como é, mas com certeza Akihabara é bem próximo dele. Eu praticamente morava nesse bairro quando vivia aqui em Tokyo, mas não importa quantas vezes venha aqui, sempre será incrível.

Eu e o Jimin praticamente ficamos hipnotizados com o tanto de coisas que nós gostamos. Pelo jeito não vai ser só uma senhora S/m que irá dar a louca, e sim uma senhora Park também. É hoje que a gente fali essas merdas todas.

Nós andamos pelas ruas e entramos em várias lojinhas, onde compramos alguns presentinhos para nós dois e para os nossos geeks. Eu comprei um Cosplay, porque sou dessas que realmente é doida por essas coisas. Olha, essa bodega é cara igual à um rim, mas quem disse que eu ligo? Virar a Hinata de Naruto é muito mais importante para minha sanidade mental, comprei até umas lentes muito loucas de Byakugan. Se o Jimin comprou um de Naruto só para combinar comigo? Mas é claro, meus amores. Em minha defesa, não fui eu que mandei, ele que quis alimentar sua infância também. Se ele é Otaku também, não é minha culpa, amigos.

Eu também comprei alguns acessórios de Mario para meus “bffs” e alguns joguinhos para nosso “pequeno” — pequeno entre aspas, porque de pequeno, esse jovem não tem nada — coelhinho. Comprei algumas bugigangas para minha mamãe para amenizar minha surra ao descobrir meu crime, outras coisas úteis para meu pai e coisas inúteis e sem nexo nenhum para minha priminha querida, que adora coisas de retardados igual à mim. O correio vai ser o mesmo preço que um rim também? Vai, mas o que o carinho por uma prima idiota não faz? Vou vender até minha alma — se é que essa merda vale alguma coisa, né? Não posso me esquecer que ainda sou a S/n e não a Ariana Grande. É capaz do capeta nem querer minha alma.

Quebra no tempo

Depois de muito tempo — realmente, foi muito tempo — andando e gastando com coisas inúteis pelas ruas de Akihabara, já estava praticamente de noite quando acordamos para nossas realidades de consumistas ferrados. Se estouramos nosso cartões? Isso é fato, mas vamos rezar por nossas pobres almas. Vai que Deus ouve nossas preces, não é mesmo?

Bom, voltando ao passeio. Nós decidimos deixar nossa loucura por Akihabara e fomos em um fast-food próximo. Eu ia pedir um sanduíche de tamanho pequeno e o Jimin ficou bravo comigo.

“Mas por que?”

Bom, viva os acontecimentos comigo e entenda direitinho.

Nós tínhamos entrados no estabelecimento normalmente — claro que não foi normal, nós estávamos com aquele lugar trancado, não passava nem um átomo, mas assim, o que custa tentar disfarçar, né? — e entramos na fila do caixa.

Jimin: Amor, o que você vai querer comer? — Entrega o cardápio em minhas mãos.

S/n: O menor que tiver.

Jimin: Não, não. Comendo pouco de novo?!

S/n: Jimin, você sabe que eu não sinto muita fome.

Jimin: Tá, mas você fica fraca por causa disso! — Diz em um tom de preocupação. — Eu não me esqueci daquele dia que você quase desmaiou!

S/n: Eu sei, me desculpe. — Tento acalmá-lo.

Jimin: Só não quero te ver mal de novo. Você é muito importante para mim, eu me preocupo muito contigo. — A preocupação ainda não sai de sua voz.

S/n: Eu como o médio, então, se isso te fizer feliz. —  Logo surge um sorrisinho em seus lábios e me abraça.

Jimin: Muito obrigado.

S/n: Eu que devo agradecer pela sua preocupação. Você é um amor. — Sorrio. — Agora deixa eu fazer o pedido, senão vão matar a gente por parar a fila. — Rio e começo a fazer o pedido em japonês.

Depois de pegarmos nossos sanduíches, sentamos em uma mesinha e comemos normalmente — sempre que eu falar normalmente, não é bem isso, risos. Conversamos um pouco sobre coisas bem idiotas e aleatórias, como batatas ambulantes e sorridentes, e decidimos ir para a Tokyo Tower, porque já eram 19:00 horas.

Se eu estou ansiosa? Estou quase colocando meu pâncreas para fora do corpo.

Entramos no metrô e descemos na estação Akabanebashi, que são apenas cinco minutos à pé. E ao chegarmos lá, logo entramos na área da torre.

A vista realmente é incrível, sem sombra de dúvidas. As luzes acesas realçou o lugar e deixou a torre ainda mais chamativa. Motivo? O verão. Nessa época do ano, as lâmpadas alaranjadas são substituídas por umas de coloração branca e bem chamativas. Não sei com o que posso comparar, mas é bem bonito, só digo isso.

Jimin: Que lindo… — Olho para o lado e só vejo o garoto que estou de mãos dadas, obcecado por aquelas luzes, com os olhos brilhando e um sorriso bobinho no rosto. Parecia aquelas crianças que acabaram de ganhar mais um carrinho de brinquedo para a sua coleção.

Sua felicidade estava tão grande que até transparência em seu rosto. Seu sorriso parecia tão sincero, tão verdadeiro, que me fez sorrir automaticamente e sentir vontade de protegê-lo, de estar ao seu lado o tempo todo, lhe fazendo uma companhia agradável ou apenas enchendo o saco com uma preocupação em relação a sua imprudência. Eu apenas queria estar ali, lhe dando o amor e valor necessário, estando com ele por todos os segundos que necessitasse de mim. Momentos bons, momentos ruins, eu queria estar ao seu lado lhe apoiando da maior forma que conseguir.

Naquele momento, só pude pensar o quanto eu o amo, o quanto ele é importante para mim. Acho que são momentos assim que nós paramos para pensar e percebemos o quanto amamos as pessoas que estão ao nosso lado, o quanto queremos protegê-las com nossas vidas.

Foi ele que me aceitou independente da minha etnia, da minha aparência ou do meu jeito. Que me amou, mesmo sabendo que sou dessa forma, que o meu jeito não é um dos melhores. Que me protegeu, mesmo sabendo a quantidade de problemas que isso poderia lhe causar. Que me escolheu, mesmo sabendo que existia uma outra garota bem a sua frente mais bonita, mais alta, mais rica, não era estrangeira e vinha de uma família nobre. Todos esses fatos, me fizeram amar o Jimin cada vez mais. Me fizeram querer estar ao seu lado ainda mais.

Então, se um dia me perguntarem se eu me arrependo de ter escolhido amar Park Jimin, irei dizer, sem exitar, que jamais me arrependeria, porque isso é o que me faz sentir completa. Sem ele, nada seria igual. Eu seria apenas uma estrangeira solitária e excluída pela sociedade coreana, sem amigos, sem diversão, sem amor, sem nada, absolutamente nada.

Eu definitivamente amo Park Jimin.

S/n: Jimin.

Jimin: Oi, amor. — Logo responde o garoto de olhos pequenos e brilhantes, com um lindo sorriso. Ele definitivamente sorri com os olhos.

S/n: Eu te amo. — Digo subitamente, totalmente sem pensar, apenas ouvi meu coração e decidi falar, por mais que seja uma das milhares de vezes que já disse.

Jimin: Tão de repente… — Sorri com as bochechas rosadas, um pouco envergonhado. Ele provavelmente deve ter sentido que esse “eu te amo” não foi apenas da boca pra fora, ou em um momento bonitinho e a pessoa acaba falando. Eu realmente disse do fundo do meu coração e isso era totalmente perceptível.

S/n: Eu te amo, Jimin. — Digo mais uma vez e o mesmo apenas me abraça fortemente. O carinho que ele quis transmitir foi tão bom, que realmente não consegui conter as lágrimas. Eu estava tão feliz em tê-lo comigo, que foi impossível de contê-las. Foi automático. Eu consegui me sentir totalmente amada poucas vezes na minha vida, e a grande parte delas foram com ele. Com o Jimin.

Jimin: Eu também te amo. Amo com todo o meu coração. — Retribuo seu abraço na mesma intensidade. Ele foi verdadeiro, deu para perceber só pelo tom de sua voz.

S/n: Sabe, Jimin… — Ele olha para mim atentamente e enxuga minhas lágrimas. — Eu jamais amei alguém como amo você. — Sorrio da forma mais sincera que já sorri em toda a minha vida.

Jimin: Eu também, pode ter certeza. Ninguém me fez sentir tão especial quanto me sinto ao seu lado. Eu te amo, amo mesmo. — Assim que ouço isso, sorrio automaticamente e corro para lhe dar mais um abraço.

Nós ficamos assim, abraçados, por bastante tempo. Apenas observando a vista da torre iluminada e pensando em como seria se ficarmos juntos para sempre. Eu estou disposta a aguentar acordar todos os dias com uma criança birrenta me perturbando com suas birras matinais, a aguentar cada crise de ciúmes por um motivo bobo, a levar bronca por causa da minha alimentação. Nada disso é difícil e cansativo quando se trata dele. Por ele, não ligo de acordar às 5:00 da manhã. Bom, depois dessa, nem vem duvidar que eu amo ele. Acordar cedo é um verdadeiro saco, quer maior prova de amor que essa? Licença.

S/n: Jimin.

Jimin: Sim?

S/n: Posso te contar uma história?

Jimin: Claro, pode sim. — Sorri.

S/n: Quando tinha uns 13 anos, eu já morava aqui no Japão. Naquela época, ainda estava um pouco desanimada com a mudança, porque era apenas meu segundo ano morando aqui e tinha aquelas pessoas que não me aceitavam e tudo mais. Eu só pensava em terminar meus estudos logo e voltar para o Brasil. — Ficou calado e com muita atenção, começou a ouvir minha história. — Um dia, cheguei na minha mãe e perguntei se algum dia iria encontrar um garoto que me amasse e aceitasse mesmo sabendo que sou estrangeira. Minha mãe disse que com certeza iria encontrar, mas não acreditei nela e ela decidiu me apoiar falando várias coisas bonitas e também me contou uma crença japonesa sobre essa torre, a Tokyo Tower. Ela disse que reza essa crença romântica que os casais que observarem as luzes da torre, se tornarão felizes juntos. Obviamente que como toda criança, fiquei fascinada pela crença. Por um segundo da minha vida, pensei que realmente poderia encontrar o garoto dos meus sonhos e observar as luzes com ele. Mas, logo essa minha fantasia foi desaparecendo com o passar dos meus anos escolares e acabei deixando-a de lado por completo. Foram cada coisas que escutei que me fizeram desistir completamente dessa fantasia. Mas, assim que conheci você, tudo mudou completamente. Você fez com que o meu pequeno desejo se realizasse. — Quanto terminei de falar a última palavra, meus olhos já estavam totalmente marejados. Eu estava me contendo para não chorar igual à uma criança, mas realmente estava difícil. A minha felicidade era tanta, que não cabia no peito, então transbordou pelos olhos.

Jimin: Não chora, meu amor. — Me puxou para um abraço apertado e carinhoso. — Não importa o que essas pessoas lhe disseram, você é especial. Qualquer cara que falar o contrário, é um babaca por completo. — Continua. — Sobre o seu desejo, eu fico extremamente feliz em poder estar contigo e fazer com que ele tenha se realizado. Eu prometo que sempre estarei ao seu lado e sempre farei o meu melhor para te ver feliz. — Separa o abraço e começa a enxugar minhas lágrimas com um sorriso no rosto.

S/n: Muito obrigada por tudo, Jimin. Eu definitivamente te amo com todo meu coração. — Abraço-o novamente e pude perceber que ele deu um sorriso.

Quebra no tempo

Depois de ficarmos observando e tirando várias fotos na Tokyo Tower por bastante tempo, decidimos voltar para o hotel, porque já estava tarde para um cacete. 22:00 horas, “crianças deveriam estar na cama esse horário”. Lembrei da minha mãe me falando isso quando pequena — ainda sou, mas quando eu era criança, beleza? Nada de bullying.

Assim que chegamos no quarto, tomamos nossos lindos e maravilhosos banhos, vestimos nossos pijamas — ou roupas de mendigos, como preferir chamar — e decidi ligar para o Jin oppa de novo. Eu queria ligar para o Tae também, mas tipo, ele está com o seu “Kookinho”, então acho melhor não atrapalhar. Vai que atrapalho um momento constrangedor deles.

Nem quero imaginar, apaga isso da memória, S/n, apaga.

Chamada de vídeo ON

Jin: Alô?

S/n: Oi, oppa!

Jin: Oi, S/n! Como foi o dia hoje?

S/n: Foi incrível. — Sorrio.

Jin: É mesmo? Que legal. — Sorri. — Mas o que os senhores estavam fazendo até tarde na rua?

S/n: Nem vem bancar uma de mãe, não, Seokjin oppa.

Jin: Tá, tá. Mas onde vocês foram?

Suga: Yo, S/n! — Empurra o Jin oppa da cadeira do computador e invade a call. Se eu ri? Eu ri pra cacete. A vontade de ser legal é grande, mas a de ser uma filha da mãe é maior.

S/n: Yo, Yoon oppa! — Digo, ainda rindo.

Jimin: Eu ouvi um barulho. O Jin hyung caiu da cadeira? — Se aproximou, todo curioso.

S/n: Não, o Yoongi oppa empurrou ele mesmo. — Rio.

Jimin: Puta merda, eu precisava ter visto isso. — Começa a rir.

Jin: Min Yoongi, seu filho da puta! — Grita, ainda no chão.

S/n: Olha a boca, oppa! — Chamo sua atenção, só para ser chata mesmo. — E se a tia Min fosse puta, o Yoongi oppa já tava rico.

Suga: Ih, vamos parar de falar da minha mãe, vamos?

Jin: Ah, não se intromete, sua criança intrometida!

S/n: Ih, estressou. Tá de TPM?

Jin: Tô sim, vou esfregar o P na tua cara. — E o Jimin só rindo da nossa briga de criança e o Yoon oppa só nos olhando, ainda indignado com a história da tia Min.

S/n: Caralho, a bicha acordou do lado esquerdo da cama. Yoon oppa, chama o Nam oppa para aquietar essa revolta no rabo dele. — E agora é a vez dos antigos “cenoura” rirem.

Jin: S/n, vai transar e não me enche o saco. — A vergonha bateu na puta que pariu e voltou? Com certeza, mas tinha que manter minha boa pose de menina das tretas.

S/n: Ih, não sou eu que tá precisando, não. Revoltado.

Jin: Jimin, vê se dá um jeito na sua namoradinha?

Jimin: Ih, não me mete nessa treta, não. Depois quem apanha sou eu.

Jin: Mas que porra, hein!

Suga: É esperma.

Jin: Vai tomar no cú, você também!

Depois de mais um tempinho, conseguimos controlar a TPM do senhor Kim. Nós conversamos sobre coisas bem idiotas e inúteis e decidimos desligar por causa do horário.

Como Min Yoongi disse: “Vocês estão atrapalhando meu precioso sono, seus estrumes.”

Delicado como uma flor de Lótus, né? Até eu queria ser delicada assim, objetivo da minha vida. Anota aí.

E depois assistimos um filme até pegarmos no sono.

Bom, hoje definitivamente foi um dos melhores dias da minha vida. Anota aí também, 21 de julho.

Pov’s S/n OFF

 

// Continua //


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Tava tudo muito bonito, poético, mas tinha que vir a Akemi e estragar tudo com a sua comédia ruim, né? kkkk
Sorry, sorry
Meu Deus, lembrei do SuJu agora kkk
Eu chorei kkk
Eu sou uma merda mesmo, sinto vergonha de mim mesma kkk
É isso c:
Todos os comentários são bem vindos!
Beijos de cogumelos <3
Pergunta: O que vocês mais querem na fic?
Me: Que ela não seja uma merda kkk (engraçado, porém trágico)


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