História Hold on - You're a not alone - Capítulo 3


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Andrômeda, Ansiedade, Cignus, Cisne, Depressão, Hyoga, Hyoga Yukida, Saint Seiya, Shun, Shun Amamiya, Suícidio, Transtorno Alimentar, Transtorno Mental
Visualizações 37
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AAAAAAH, demorou mais saiu, o título do chap é meio tenso mas ele é bem mais levinho, no próximo, provavelmente, vou abordar um pouco sobre transtornos alimentares e tals.
FINALMENTE ELES VÃO SAIR DO QUARTO!!! E o Ikki apareceu~

Espero que gostem!
Enjoy~

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Morrendo para poder viver


Acabara por acordar sentindo um formigamento incômodo no braço esquerdo, e, resmungando algo inteligível, tentou virar na cama mas fora impedido por alguma força exterior, o que fizera com o santo de Andrômeda abrisse os olhos de forma um pouco assustada,  dando de cara com a imagem de Hyoga terminando de tratar seus ferimentos e impedindo-o, com uma de suas mãos, de mover o braço sob tratamento. O choque passou pelo corpo do moreno e sua mente inundara-se com as memórias de mais cedo, fazendo com que tentasse recolher o braço quase que involuntariamente, o que não fora permitido novamente pelo agarre do mais velho.

- Shun, sei que não é confortável, mas preciso terminar de colocar as bandagens. - sua voz estava calma como sempre, seu tom era como se repreendesse o moreno por brincar com a comida ou falar de boca cheia, o que fez com que as maçãs do rosto de Shun esquentassem, era a sua impressão ou o santo de Cisne o estava tratando como à uma criança? Desviara os olhos do rapaz loiro e aguardou impacientemente que o mesmo acabasse o tratamento.

- Por quê? - a voz do virginiano saiu arranhada de sua garganta, dolorida. Fitava a parede à sua frente com pesar, como se o houvesse obrigado o outro a participar de um crime hediondo, a  culpa assolava seu coração. Chegou a suspirar quando teve seu braço solto pelo outro, fitando o trabalho bem feito de forma triste. Já não sabia o que esperar. Iria Hyoga contar aos outros sobre aquilo? Brigar consigo por conta de como o havia encontrado? Ralhar consigo porque não contara a ele, seu melhor amigo, o que andava fazendo contra si? Ou, na pior das  hipóteses, apenas ajudá-lo e depois fingir que nada aconteceu e deixar que o dono de orbes esmeraldinas se afundasse cada vez mais em depressão até que a ideia de viver em função dos outros não lhe apetecesse mais e pudesse, enfim, dar cabo de si? Os olhos inchados do choro de antes marejaram novamente com aquela possibilidade, nada seria mais doloroso, mais insuportável, mais deprimente do que se o loiro apenas o deixasse à própria sorte, ainda mais depois de demonstrar tanto cuidado. Não soube quando se perdera em devaneios auto-depreciativos e melancólicos, mas soube que despertara dos mesmos ao sentir uma mão a acariciar os seus cabelos, fazendo com que o virginiano olhasse diretamente para o dono da mesma.

- Por quê? Ora, Shun, você é mais inteligente que isso, não? - ali estava o sorriso de lado típico do nipo-russo, o que fizera um esboço de sorriso surgisse nos lábios do menor, que nem, ao menos, percebeu essa reação de seu corpo. - Você é meu  amigo, você é importante, você não está bem e eu sempre vou estar aqui por você… - fora o necessário para que as lágrimas presas pelo santo de Andrômeda caíssem, Hyoga era um amigo maravilhoso, toda a gratidão de Amamiya era expressa pelas lágrimas de alívio que corriam por seu rosto, sendo afastadas dali pelas mãos geladas do cavaleiro de Cisne que, em um movimento rápido, apertou a bochecha esquerda de Shun entre os dedos, fazendo a cara de choro do moreno ficar mais condizente. - Da próxima vez que eu descobrir sozinho que você não está bem, pode ter certeza de que a punição vai ser bem pior! - Ali estava novamente o tom imponente do aquariano, Shun não duvidava do amigo. Tão logo o loiro acabara de falar, a pressão em sua bochecha sumiu e logo se viu novamente contra o peito do amigo. As lágrimas já não mais caíam, e um certo conforto surgia em si. Andrômeda sentiu-se sonolento novamente, aquela sensação de segurança deixava-lhe calmo, a certeza de que o outro não lhe deixaria sozinho alimentava sua alma que buscava cura. Podia não ser uma solução apoiar-se emocionalmente no amigo, mas, naquele momento, parecia ser a opção mais acertada. Talvez fosse o início da jornada de curar sua mente e alma, talvez apenas uma calmaria momentânea antes da tempestade, não sabia. Só queria aproveitar aquele momento, já não estava mais sozinho, para sua total alegria e desespero. Sozinho… algo estalou na cabeça do moreno. Na madrugada ele queria ficar sozinho e havia trancado a porta do banheiro, tinha certeza! Como o outro havia entrado lá?

- Oga… Como você entrou no banheiro? - sua pergunta fora mais para desencargo de consciência do que qualquer outra coisa, ele sabia que, se quisessem, poderiam fazer a mansão em ruínas em poucos minutos ou mesmo segundos. - A porta ‘tava trancada, não ‘tava? - Sentiu então o abraço ser quebrado e uma das mãos que antes lhe rodeavam irem de encontro à nuca alheia, coçando-a.

- Bem… - fora a única coisa que saíra da boca do outro que indicou o chão próximo à porta referida com a mão livre, mostrando pedaços de metal quebrado envoltos de pequenas poças de água, o que arrancara risos divertidos de si, que desculpa daria à deusa encarnada sobre o motivo de sua maçaneta estar destruída? O clima ficara leve, o sorriso maroto típico do santo de Cisne fazia-se presente, mesmo que um quê de culpa sondasse por ali. - Shun, acho melhor você se trocar e descer pra comer, antes que o Ik… - batidas na porta e uma troca de olhares antes de ambos voltarem seus olhares para a entrada do quarto.

- Shun? - a voz de Ikki reverberou pelo cômodo mesmo que o mais velho estivesse do lado de fora. - Tá tudo bem? Você não desceu pro café da manhã… E já está quase na hora no almoço… - mais uma troca de olhares entre os dois ocupantes do  quarto, seguido de um pulo de Shun indo em direção ao guarda-roupas e puxando um moletom qualquer para poder vestir e esconder as ataduras em seu braço. Toda aquela situação deixara o aquariano num misto de diversão e apreensão, a relação entre ele e Fênix não era das melhores, além de que o leonino tinha uma facilidade enorme de entender situações simples de forma errônea, principalmente quando o santo de Cisne estava envolvido. Não sabia se por conta da birra que o outro tinha consigo por conta de ser o “melhor amigo” de Shun, ou pelo gênio forte que raramente permitia que ele visse que estava interpretando algo de forma distorcida, talvez até mesmo ambas as coisas, relação essa que dera uma bela piorada depois dos acontecimentos no santuário, onde Shun quase morrera para salvar o loiro. Não tinha ideia do que se passaria na cabeça no mais velho quando ele o visse ali, junto ao irmão, soltou um riso nervoso ao ver o moreno mais novo, já vestido com o moletom, indo destrancar e abrir a porta.

- Uhm… Oi Ikki… - a voz do virginiano quase não saía, talvez pelo medo de quase ter sido pego com o braço machucado à mostra, talvez pela surpresa de ter o irmão mais velho batendo à sua porta em um momento complicado como aquele. - Ahn… Acabei dormindo demais e perdi a hora… - acabou dizer, omitindo a parte em que havia deixado seu braço, quase que literalmente, aos pedaços. - Já estava pra descer… - tremeu ao ver o outro esquadrinhando seu quarto com os olhos e pousando-os em Hyoga, que se encontrava sentado em uma cadeira ao lado da cama de Shun. Algo estalou na cabeça de Fênix, o que eles dois faziam ali em um quarto trancado? Sim, trancado, pois havia ouvido muito bem a tranca da porta do mais novo antes de a mesma ser aberta. O mais velho puxou o ar com força e freou a imagem irritante de os dois juntos em sua mente. Cisne havia ido tomar o café da manhã, provavelmente estavam conversando sobre algo importante e não queriam ser interrompidos, não que isso o agradasse mais que qualquer outra hipótese, desviou os olhos do nipo-russo, voltando-os ao seu irmão que parecia um tanto quanto deslocado? Não, essa não era a palavra certa, ele parecia receoso, algo não parecia certo, mas não demorou para o sorriso do mais novo surgir, aliviando-o um pouco. Depois conversaria com o mesmo.


Notas Finais


Quem pegou a referência à casa de Libra? ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Esse chap não foi betado, então, qualquer erro de ortografia, gramática, coesão e/ou coerência, me avisem okay?
Kisses, see ya!


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