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História Hold on - Capítulo 1


Escrita por: e tropicalista


Notas do Autor


boa leitura!

para T.H., me desculpe por não ter conseguido salvar você.

Capítulo 1 - One-shot


Aquele era para ser o último teste, a essa altura todos os demônios infelizes deveriam estar com suas bundas demoníacas infelizes dentro do inferno com os portões fechados, mas Crowley era mais forte do que pensavam. Ele conseguiu se soltar com a ajuda não intencional de Abaddon e agora tinha Sam e Dean nas paredes. Os garotos, antes de ir haviam feito feitiços de conexão psíquica com Bobby, que estava se recuperando ainda do tiro no ombro direito que tomou de Dick Roman no Bunker junto de Kevin. O que significa que agora, com certeza o caçador estava a não muito tempo daquela velha igreja abandonada.

— Castiel, por favor — Dean orava pelo anjo. Não sabia se havia algo que Cass pudesse fazer, nem se voltaria pra casa naquela noite. Mas se fosse para morrer, que sua última visão fosse Castiel, antes de se render ao descanso eterno.

—  Ele não vai vir, meninos  — Crowley riu cinicamente apertando mais as gargantas dos irmãos — EU SÓ QUERO SER AMADO! EU MEREÇO SER AMADO — gritava a plenos pulmões, Alce poderia jurar que viu uma lágrima escorrer dos olhos dele neste momento.

Talvez deixá-lo mais humano não tenha sido uma boa ideia, sua raiva agora havia triplicado e os sentimentos humanos só pioravam tudo. Ele estava irritado e confuso. E tentando matar os irmãos.

— Crowley, eu amo você — Bobby adentrou batendo fortemente as portas de madeira apodrecida da igreja abandonada. 

— Como você pode amar um monstro, Bobby?! — vociferou.

— Eu sou apaixonado por você, seu grande idiota, por que acha que eu usei a língua? — ele franziu o cenho.

— Eu sou um monstro, Bobby Singer — seu tom melancólico fez Bobby hesitar por um instante, engolindo em seco.

— Solte meus garotos para continuarmos essa conversa — um passo a frente foi dado pelo caçador, o rei desviou o olhar — Solte-os, Crowley — gritou.

— Solte-os ou eu mato você — Castiel pegou o rei do inferno por trás, virando-o para si e colocando a mão em sua testa, seus olhos brilhando em um azul vivo e os dentes rangendo em pura cólera.

— Não será necessário — Sam e Dean caíram, encontravam-se quase que no teto do local. Dean estava inconsciente e um pouco azulado devido a falta de oxigênio, Sam tossia desesperadamente, mas ainda estava acordado.

— Por favor, aguente — esta foi a última coisa dita por Castiel, que caminhou até Dean e o pegou nos braços, vendo a bochecha do homem se umedecer com suas lágrimas preocupadas — está tudo bem — sua mão direita foi ao encontro da esquerda de Sam  e os três foram transportados para o bunker.

Cas colocou Sam em sua cama e levou Dean para o quarto, onde começou a tentar curá-lo. Metatron havia tirado sua graça, porém não toda, ainda restava-lhe um pouco. Mas não sabia se seria o suficiente para curar Dean, estava cansado pelas duas longas viagens. 

—  Eu não quero desistir de você, não sou tão forte assim, por favor, Dean — Chorava com os dedos na testa do loiro — só quero ouvir você dizendo alguma besteira, fazendo algum comentário infame ou sarcástico ou alguma referência que não entendo —  eu ainda preciso de você, eu prometo te amar pelo resto da minha vida, por favor, não me deixe — o corpo de Dean continuava imóvel, estava começando a ficar gelado. Sua graça havia se esgotado.

Castiel estava sem chão. Sentado em uma cadeira olhando para o corpo de Dean, do homem que amava, lentamente ficando cada vez mais... morto.

— Eu nunca disse isso, Dean, porque sabia que você não sentia o mesmo. Eu amo você. Eu amo você como em milhares de anos nunca havia amado ninguém antes. Me desculpe por não ter conseguido salvar você — as lágrimas corriam pelo rosto triste do anjo, que se levantou, tirou seu sobretudo e lentamente cobriu o Winchester até a cabeça.

Começou a sair lentamente do quarto e se apoiou no batente, o cheiro de Dean ainda estava grudado em suas roupas. Ele sempre teve razão, sem sua graça, é apenas um bebê de sobretudo.

— Com licença, rapaz — com um pulo assustado, Castiel virou-se e pode ver Crowley e Bobby lado a lado no corredor.

— Veio acabar o que começou? — disse entre dentes.

— Vim consertar as coisas — ele abriu caminho entre o anjo e a porta e entrou, o anjo o seguiu. Com um estalar de dedos, Castiel pode vislumbrar quando as cores vívidas começaram a ser devolvidas ao rosto de Dean, que abriu os olhos e inspirou pela boca desesperadamente, buscando por ar — agora que seu namorado está vivo, Castiel, eu estou saindo com o meu. 

— Seu o quê? — Crowley e Bobby deram as mãos e o rei os teletransportou para a antiga cabana de Bobby.

Se querem saber o que aconteceu depois disso, Crowley deixou o inferno nas mãos de Meg — a melhor das piores decisões que poderia ter tomado — e foi viver com Bobby. O amor do Singer era puro, verdadeiro, o mudou completamente. Ele tinha razão, no final das contas, merecia ser amado — era apenas isso que precisava. E Dean e Castiel? Bem... eles estão namorando agora. Mesmo diante de todo o perigo, o sobrenatural e o preconceito, Castiel e Dean se amam. E um amor verdadeiro merece ser vislumbrado pelo mundo.


Notas Finais


amodiei essa one, enfim, acontece nas melhores famílias.
obrigado por ler


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