História Hold On (Malec) - Capítulo 24


Escrita por: e manucaximenes

Postado
Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Asmodeus, Criminal, Lemon, Lilith, Malec
Visualizações 536
Palavras 1.595
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quase que nao posto.

Aviso: Conteúdo pesado

Divirtam-se

Capítulo 24 - Obsessed


Fanfic / Fanfiction Hold On (Malec) - Capítulo 24 - Obsessed

 

Arfar. Ejacular. Se retirar de dentro da mulher. Enrolar o preservativo. Levantar da cama. As ações foram feitas de maneira sequenciais e ritmadas, quase como um ritual, mas na verdade era algo mecânico.

Lorenzo levantou-se e foi até a janela, acendendo um cigarro olhando a paisagem das ruas do Queens antes de voltar-se novamente para a mulher em sua cama.

Era muito bela de fato, os sedosos cabelos loiros, os brilhantes olhos verdes, a pele alva, o corpo cheio de curvas, os seios fartos, realmente um corpo criado para dar prazer e havia dado muito, mesmo que naquele momento a expressão de êxtase que tinha visto no rosto da mulher minutos atrás tivesse sido substituída por tédio e um olhar desfocado.

Sabia que os gemidos aparentemente deliciados e o rosto contorcido em tesão não eram reais, eram apenas encenação, mas não importava, tinha extraído seu objetivo daquele corpo e era o que queria.

Mas por esses motivos que preferia se deitar com homens, mulheres simulavam de mais, fingiam de mais, com homens não, se não tinha esperma não tinha orgasmo, e por isso mesmo que ansiava em ter o mais velho dos Lightwood em sua cama lhe transmitindo toda veracidade que Camille não conseguiu, não que o rapaz fosse tão especial assim, mas, ele pertencia a Magnus e o homem queria tudo que fosse de Magnus, inclusive o garoto, era seu direito tomar o lugar do Bane em tudo que lhe possuía, já havia começado por Camille que era a cachorrinha mais fiel do outro, teria todos os amantes que ele teve em sua cama, todo seu dinheiro em sua conta, todos os pertences de sua casa, e sua cadeira na Bane’s, iria destrui-lo e tomar o seu lugar, era obcecado, as poucas pessoas que um dia souberam da verdade perguntavam “Por que você é tão obcecado por ele?” e pensar nisso fez a mente voar para longe há quase vinte e cinco atrás, quando o menininho novo de olhinhos puxados entrou na sua escolhinha.

...

 

O ano letivo havia começado e vários alunos novos haviam sido matriculados na escolhinha, o pequeno Lorenzo já estava ali fazia dois anos, tinha vindo da Espanha ainda bebê e já estava prestes a completar sete.

E então o viu, o novato era um garotinho muito bonito, os olhinhos puxados de cor diferente simpático e todo mundo pareceu gostar dele.

Lorenzo não tinha amigos, havia nascido com lábio leporino e a cicatriz em seu rosto não o deixava muito bonito, além de ser retraído e não falar muito, mas daquele menino em especial ele queria se aproximar, via como ele se portava, via como se vestia, e via o quanto ele era bonito, era aquilo que ansiava em ser, se fosse como aquele novato todo mundo gostaria dele, e então tomou uma coragem que nunca teve e se aproximou.

- Oi, meu nome é Lorenzo. Você é novo aqui?

- Sim!

O garotinho o respondeu sem o olhar direito, visivelmente desinteressado, aquilo desagradou o pequeno Rey, ele só estava sendo simpático.

- Como é o seu nome?

- Magnus.

- Oi Magnus, você quer ser meu amigo?

E pela primeira vez Magnus o olhou diretamente no rosto, franzindo o nariz para ele.

- Eca, não, sua cara é muito feia. Isso pega?

Lorenzo saiu correndo e se trancou no banheiro, e ninguém nunca mais o viu naquele colégio, a marca no seu rosto suavizou com o passar dos anos, era quase imperceptível agora, mesmo que nem de longe fosse um homem bonito, mas a marca que as palavras que um menino de sete anos deixou nele nunca saiu.

...

 

- E, então, Belcourt, pensou no que eu te disse?

- Eu só quero o Magnus, Rey, e se seu plano for me trazer ele, eu concordo.

- Você sabe que ele não terá mais nada não é? Será um homem com a roupa do corpo apenas, o dinheiro, a casa, tudo vai ser meu.

- Eu não me importo com isso, eu não quero dinheiro, minha família tem dinheiro o suficiente, eu quero ele, só ele, só para mim.

O olhar da mulher estava alucinado e ali ele viu que ela seria facilmente manipulável, Lorenzo até pensou em perguntar por que ela também era obcecada por ele, mas na verdade nem queria saber, cada um com suas razões.

- Então precisamos agir, temos que atingi-lo onde ele é mais vulnerável. E onde ele é mais vulnerável é no Lightwood, Magnus parece gostar dele e...

- NÃO! – Camille o interrompeu gritando, o rosto distorcido de fúria. – Ele não gosta dele, ele não... o rapaz é só um brinquedo... Magnus precisa se distrair e... eu não estou por perto mas eu vou estar e... é a mim que ele ama, ele tem que amar, ele só pode gostar de mim.

Lorenzo viu que ela estava perdendo o controle, eram dois obcecados afinal, precisaria acalmá-la ou tudo iria por água a baixo, estava lá exalando ódio então decidiu que alimentaria sua fantasia, a garota parecia nervosa, ofegante, com falta de ar.

- Calma. É claro que é de você que ele gosta, ele só não percebeu isso, mas quando o Lightwood tiver fora do caminho ele verá o quanto ama você.

Camille abriu um sorriso sonhador, sonhador e psicótico ao mesmo tempo.

- Sim... é claro que sim, Magnus me ama só precisa enxergar isso não é? O que eu devo fazer?

- Precisamos causar uma distração. Você vai atrás do rapaz, vai fazer algo a ele que desfoque toda atenção de Magnus e deixa-lo de guarda baixa, quando ele estiver indefeso eu o destruirei.

- Você não vai machuca-lo não é? Eu não quero ele ferido, Magnus é meu e eu o quero inteiro!

- É claro que não minha querida, só vou te tirar as posses dele e então ele será todo seu.

Vestindo-se saiu do quarto deixando a mulher ainda nua no hotel.

Sabia que teria que lidar com ela mais tarde, pois ela lhe cobraria a parte que ele havia lhe prometido, mas não iria ter, pois Lorenzo tiraria tudo de Magnus para depois o mata-lo, matá-lo como ele matou a criança que um dia ele havia sido.

...

 

A cabeça de Camille estava dando voltas, tudo o que ela conseguia pensar eram nas palavras de Lorenzo, era na forma como Magnus Bane observava o seu brinquedo, observa aquele que estava tomando o seu lugar, mas o que mais estava enlouquecendo a loira... Era a forma como Magnus encarava aquele rapaz.

Ela encarava-se no espelho, observando os seus sedosos cabelos loiros, os brilhantes olhos verdes, a pele alva, o corpo cheio de curvas, os seios fartos... Ela não conseguia entender, não conseguia compreender como aquele homem não a desejava, como ela o desejava.

Não a queria, como ela o queria.

Camille fora criada para dar prazer aos homens com quem se deitava, para agarrar um bom marido, para ser a amante perfeita, aquela que seduzia com apenas um olhar.

E ela sabia que conseguia, sempre conseguiu, com exceção de Magnus... Com exceção do homem que ela amava... Com exceção do homem que fazia o seu coração pulsar.

-Como você pode, Magnus? Como pode não me amar? –Questiona, furiosa, batendo repetidas vezes no espelho a sua frente, só parando quando a sua mão estivesse ensanguentada.

...

Magnus veste a sua calça, deixando-a confusa.

-Aonde vai? –Questiona, ofegante.

O olhar de repulsa de Magnus fez com que o corpo de Camille tremesse, fez com que ela sentisse a necessidade de abraçar as suas pernas e ficasse em posição fetal.

-Eu já fiz o que eu queria... Agora eu tenho coisas mais importantes a fazer. –Afirma, vestindo a sua blusa social, fazendo-a engolir em seco. –O quê? Achou que eu iria ficar e bancar o namoradinho? –Questiona, soltando uma gargalhada sarcástica. –Você é patética, Camille... Eu não banco o namoradinho, eu não tenho interesse em ninguém que fique ao meu lado, eu não tenho interesse em um consorte... Eu só quero foder e é exatamente que você serve... Foder. –Afirma, pegando o seu paletó. –E talvez até para isso não sirva, já que eu já tive transas bem melhores. –Garante, com desdenho, fazendo-a engolir em seco.

-Eu... Eu... Eu... –Interrompe-se, desconcertada.

Camille não entendia, não entendia o porque de Magnus estar agindo daquele modo, depois de todo o jogo de sedução, depois de tanta corte, depois de tudo o que ela teve que fazer para que ele desse uma chance, uma atenção.

E quando ela, finalmente, acredita que conseguiu tudo o que sempre quis... Magnus está agindo como se ela fosse menos do que lixo.

-Você... Você... Você... Você é patética, Camille. –Garante, sarcasticamente. –Sempre será patética. –Afirma, taxativo, analisando-a com asco na sua voz e no seu olhar.

-Por que você... Por que você me quis, então? –Questiona, confusa.

-Porque você foi a primeira a abrir as pernas para mim esta noite... E tenho certeza de que continuará abrindo... Sempre que eu quiser, não é? Mas não foi a última, não se iluda, quem sabe eu não encontre o Woosley por ai e ganhe um boquete decente, porque o seu é terrível–Questiona, maldosamente.

Magnus analisa Camille uma ultima vez, fazendo-a se encolher ainda mais, deixando-a com o coração quebrado, fazendo-a se sentir um lixo.

...

Camille seca as suas lágrimas, cobrindo as marcas do seu pesar com maquiagem, assim como lhe foi ensinado, escondendo as olheiras, escondendo as marcas de dor, enquanto colocava mais um sorriso malicioso nos lábios, o sorriso que era sua marca registrada.

A sua mascara.

 


Notas Finais


Música do capitulo:

https://www.youtube.com/watch?v=NGq8J74xIBI

Kisses kisses amores


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