História Hold Your Breath - Capítulo 1


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Goku, Vegeta, Zamasu
Tags Fantasia, Gobul, Gokuebulma, Gokuxbulma, Oceano, Romance, Sereia
Visualizações 49
Palavras 2.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores!

Essa é a primeira história que eu escrevo que não é Yaoi rsrs

É bastante simples, mas é feita de coração.

Pi, essa Gobul é dedicada à você com muito carinho ❤️

Espero que gostem 🥰

Capítulo 1 - Reino das Profundezas


Fanfic / Fanfiction Hold Your Breath - Capítulo 1 - Reino das Profundezas



Oceano. Uma grande maravilha do nosso mundo. Na superfície um azul, às vezes esverdeado, mas sempre belo e intrigante. Suas ondas nos convidam a se aproximar, nos hipnotizam com a beleza das águas e do  som tranquilizador.

Mas cuidado, o mar esconde seus perigos… ou o perigo está na superfície?

Suas profundezas guardam muitos mistérios, muitas lendas. Criaturas que podem existir ou não, mas o fato é que as profundezas guardam também muita beleza. Beleza que se descoberta pelas mãos humanas, podem se tornar negócios, dinheiro. Vidas que se transformam em ouro.

É uma pena que o ser humano seja tão ganancioso.







Um garotinho de quatro anos brinca na praia Tartaruga junto de seus pais. Seus cabelos brancos balançam com o ondular da brisa leve que sopra, seus olhos cinza estão concentrados no castelo de areia que habilidosamente constrói.

É uma criança incrivelmente inteligente, esperta e talvez até madura para sua idade. Chega a assustar os seus pais com conversas que adultos teriam dificuldade para manter.

Ele sabe que não pode entrar no mar sozinho, conhece os riscos muito bem, mas adora estar ali enquanto seus pais trabalham.

Um movimento nas águas do mar chama sua atenção. Parece um grande peixe. A criança curiosa é atraída pelo movimento. Ele se levanta e se aproxima da beira da água. Seus pais nem percebem, estão jogando a rede para pescar mais afastados e trazer o sustento para dentro de casa.

Mais uma vez ele vê o movimento. Seus olhinhos de criança se abrem assim como a boca pequena quando vê uma mulher surgir na água.

É loira de cabelos cacheados. Seus olhos azuis mostram tanta curiosidade e perplexidade quanto os dele. Ela se aproxima mais da beira, completamente fascinada pelo ser que vê à sua frente.

– Zamasu, não vai na beira do mar. - A mãe do garotinho grita assustando a mulher na água.

A loira se vira de repente e volta a mergulhar, mas a parte que foi possível ver do corpo da mulher quando ela se afastou, deixaria o garotinho obcecado por toda a sua vida. Uma cauda de peixe, comprida na cor avermelhada.

– Mamãe eu vi uma mulher peixe. - Zamasu fala com a mãe assim que ela o pega no colo.

– Mulher peixe? Uma sereia? - A mãe questiona o garotinho enquanto se afasta. Mas os olhos do menino estão no ponto onde a mulher desapareceu.

– Sereia. - Ele repete o nome, gravando imediatamente em sua mente. - É, eu vi uma sereia.

– Filho, sereias não existem.

– Existe sim, eu vi. - O pequeno Zamasu insiste de cenho franzido. Ele sabe bem o que viu.








Zamasu tinha toda razão.

No oceano vasto, uma sereia nada de volta para seu lar. Está animada, ela passa por entre os peixes coloridos rodopiando e sorrindo.

Pela primeira vez viu o ser que habita na superfície, um humano como seus pais a ensinaram.

Ir à superfície é proibido em seu mundo, é uma regra absoluta. Humanos para o Reino das Profundezas, são seres perigosos que têm capacidade de destruir a beleza desse mundo, apenas para trocar por riquezas.

Os ancestrais foram passando de geração em geração o medo da superfície e dos seres que habitam nela.

Mas Panchy está feliz. A sereia loira é curiosa e, escondida do marido nadou por muitas águas até a beira da praia, apenas para ver um humano mesmo que fosse de longe.

Seu marido se preocupa com sua curiosidade, pois a bela sereia adora se aventurar, procurando pelo mar por coisas que a permitam conhecer um pouco desse mundo desconhecido. Para ela, o fato de ser desconhecido não significa que seja perigoso.

Mas ainda assim o tritão se preocupa, principalmente agora que Panchy carrega no ventre seu primeiro filhote, mesmo que isso não a impeça de se aventurar.

Então, para que chegue logo em seu lar e não ganhe outra bronca do marido, Panchy muda sua rota indo por um atalho. É a primeira vez que passa por ali. O local está escuro e as águas mais frias. Ela começa a sentir medo mas quando decide voltar e ir pelo mesmo caminho de antes, algo ao longe chama sua atenção.

Criatura curiosa como é, não poderia perder essa oportunidade. É um navio naufragado, mas não deve ter muitos anos que está ali.

Panchy entra por entre os escombros, olhando tudo atentamente, procurando por qualquer coisa que a faça conhecer um pouco mais da superfície. 

Com cuidado para não machucar a barriga protuberante, ela entra dentro dos compartimentos. Com um sorriso de satisfação encontra um sapato, apesar de não saber para que serve aquele objeto. Ela pensa nas possibilidades e o joga para o lado sem encontrar função adequada.

Ela se aprofunda em sua busca, mal percebe que o tempo passa. Até que um achado faz a sereia recuar de susto. Um esqueleto humano. Ela já havia visto alguns assim em suas aventuras, mas sempre estranhou as duas extensões que haviam no lugar da cauda.

Passado o susto ela se aproxima do esqueleto. Ele tem a mão por dentro da roupa cheia de lodo, como se estivesse protegendo algo ali, e dentro dessa roupa sai um brilho azul, reluzente. Ela puxa com cuidado o monte de ossos e vê que na mão do esqueleto tem um objeto.

Panchy segura o objeto por entre os dedos e aproxima o rosto para olhar. É pequeno frasco com uma substância azul, e essa substância tem um brilho, uma luz própria. A sereia loira observa fascinada o brilho azul como se estivesse hipnotizada.

Então ela se lembra do marido e com o frasco na mão ela nada de volta para seu lar.

O Reino em que vive é uma beleza sem precedentes. As casas individuais, que ali se chamam conchas são construídas entre corais. Há várias espécies de peixes, água vivas e todo tipo de animais marinhos. As milhares de cores e conchas dão vida ao Reino das Profundezas, onde vivem sereias e tritões, escondidos dos olhos gananciosos dos humanos. Há gerações vivem no mais profundo oceano para proteger a sua espécie e poder viverem em paz.

É um reino organizado governado por um Rei chamado Vegeta.

Assim que retorna, o tritão de cabelos lilases a espera de braços cruzados e semblante sério.

– Estava se aventurando novamente? - Ele pergunta na língua das profundezas.

– Eu encontrei aquela coisa dos humanos e… - Panchy empolgada, tenta contar ao marido que encontrou um navio mas logo é interrompida.

– Eu já te pedi para esquecer os humanos. São seres hostis e perigosos minha linda Panchy. 

A sereia se lembra da criatura que viu na beira da praia, e não consegue entender o que tem de perigoso ali.

– Olha que lindo que eu encontrei. - Ela mostra o frasco com a substância brilhante nas mãos.

O tritão arregala os olhos assustado.

– Isso é coisa dos humanos. Deixe isso longe de nós Panchy.

– Mas meu amor, qual o perigo…

– Jogue fora Panchy. - O tritão fala mais alto com o semblante duro e encara sua jovem esposa.

Panchy sente raiva, jamais entenderá o ódio que os seres das profundezas sentem pelos seres da superfície.

Com o semblante fechado, ela aperta o frasco em sua mão, com raiva por não poder ter sua curiosidade saciada.

O frasco se quebra com a força imposta sobre ele. A sereia se assusta com a dor do corte profundo que se abriu em sua delicada pele.

Ela abre a mão e olha o líquido grosso que saiu do frasco, ele não se mistura com a água. O brilho que emana dele banha seu rosto e o de seu marido, que também encara a substância sem fazer a mínima idéia do que aquilo seja.

Então algo surpreendente acontece. O líquido azul entra pela ferida aberta em sua mão como se tivesse vida própria e rapidamente seu corpo a absorve.

Imediatamente sua visão fica nublada. Se sente enjoada e a última coisa que vê é seu marido nadando as pressas até ela. Panchy pisca os olhos enquanto ele a leva no colo, e vê os lábios dele se movendo chamando por seu nome mas não ouve nada. Tudo vira escuridão.

Panchy ficou extremamente doente. Nenhum curandeiro do reino foi capaz de a ajudar. Seu marido sabe que foi aquela substância dos humanos que fez sua amada adoecer, mas não sabe como a curar. Ele teme por sua vida e pela vida do filhote que ela carrega no ventre.

A substância a envenenou completamente, mas ela se agarrava a vida. Dizia que só iria após dar a vida à seu filhote, que seu marido não sabia se sobreviveria também.

Os últimos meses de gestação se passam. Panchy ficou cada vez pior, mas conseguiu resistir ao difícil parto. Ela escuta o choro de bebê e seu marido lhe mostra seu filhote, que milagrosamente sobreviveu ao envenenamento da substância azul.

– É uma fêmea Panchy. Seus cabelos são azuis e… tem algo diferente nela.

Panchy tenta ficar com os olhos abertos para ver sua filhote mas, suas forças aos poucos deixam o seu corpo.

– Panchy meu amor. - Ela escuta a voz desesperada de seu marido. - Olha nossa filhotinha amor. - Ele aproxima o bebê e no momento em que a garotinha abre os olhos azuis como se soubesse que veria sua mãe, Panchy fecha os seus para sempre.

Bulma, foi o nome que seu marido ouviu ela sussurrar antes de partir.







Vinte anos depois…



Bulma foi o nome dado à sereia que milagrosamente nasceu naquele dia. Hoje, uma fêmea adulta e deslumbrante. Seus cabelos compridos são azuis, diferente da cor de qualquer outra sereia e tritão que já existiu.

Sua cauda também é diferente das outras criaturas que vivem no mundo das profundezas. Suas escamas são petrificadas e têm um brilho diferente, como se fossem belíssimas jóias preciosas. Suas cores variam entre o azul, o rosa e o roxo. Devido à isso é mais pesada, e Bulma se tornou mais forte para conseguir carregar esse peso. Sua pele é levemente perolada, é uma criatura rara e incrivelmente bela.

Seu pai sabe o motivo de Bulma ser tão diferente. Sabe que aquele líquido que o corpo de sua amada Panchy absorveu é o responsável por ela ser única . Porém ele nunca contou isso a ela, com medo que sua filhote desperte curiosidades sobre os humanos como sua amada.

Todos os dias ele enfatiza a importância de não ir à superfície, e sobre os perigos que vivem ali. Mal sabe que sua filha puxou a sua mãe e é tão aventureira e curiosa quanto ela.

A sereia é atrevida e agitada, mas ao mesmo tempo doce e delicada. Seus olhos azuis são os mesmos de sua amada Panchy. 







O tritão observa sua filhote dormir encolhida no canto da concha. Passa bons minutos pensando o que fazer. Diversos tritões do reino têm o procurado pedindo sua filha em casamento. Sua beleza rara chama a atenção de todos, parte de sua vida que Bulma odeia. 

Ela não gosta de ser diferente, principalmente porque essa diferença a faz ser desejosa aos outros machos, que acreditam que seus filhotes vão ter caudas diferentes como a dela e serão fortes.

A disputa por sua mão tem sido acirrada, mas o velho tritão está guardando sua filha para o príncipe, pois sabe que o Rei a pedirá para ele. O problema é que Bulma não quer se casar, nem com o príncipe e nem com ninguém.

Com um suspiro ele nada até sua concha e dorme, no dia seguinte pode pensar sobre isso.





Assim que Bulma percebe que seu pai dormiu ela se ergue. Com um sorriso sai de sua concha e nada rapidamente para longe.

Todas as questões que envolvem o Reino têm deixado Bulma triste. Não quer se casar sem amor, muito menos com o filho rabugento do Rei.

Todos os dias quando seu pai dorme ela nada para longe para ficar um tempo sozinha. É claro que ela o obedecerá, só tem o seu pai na vida. Mal sabe o que houve com sua mãe, seu pai nunca lhe fala dela, apenas sabe que o velho tritão sofre pela perda da amada mesmo depois de vinte anos.

Bulma deseja ser livre, se sente presa nesse Reino sem poder escolher o que quer para a própria vida, ou pelo menos gostaria de poder ser uma sereia normal, sem toda a diferença que faz com que chame tanta a atenção.

Perdida em pensamentos ela acaba indo mais longe do que deveria. Nem percebeu por onde passou. Ela gira em torno de si mesma olhando tudo em volta e vê uma caverna submersa.

Logo sua curiosidade é ativada. Bulma nada até ela e entra, está bastante escuro mas ela vê que lá no final tem uma luz. Com cuidado a sereia azul corta caminho por entre as águas e chega até onde  tem a luz prateada. Olha para cima de onde vem o brilho e nada até ele, ainda mais curiosa que antes.

A caverna parece nunca ter fim. Durante o percurso Bulma nota que a água está diferente. Passou de salgada para doce. É a primeira vez que sente em sua pele água doce, e é muito agradável.

Então a caverna submersa chega ao seu fim e Bulma nada mais alguns metros para ver o que é essa luz. Pela primeira vez na vida ela coloca sua cabeça para fora da água e nem percebe que respira naturalmente dessa forma também.

A luz que atiça sua curiosidade é o brilho de uma enorme lua cheia.

Bulma arfa e abre a boca, completamente deslumbrada com a dama prateada que vê pela primeira vez. E só depois de a encarar por um bom tempo, a sereia percebe que está na superfície.

– Por mil peixinhos, meu pai vai me matar. - Ela leva a mão à boca percebendo que desobedeceu o seu pai, mesmo sem perceber.

Mas já que está ali, ela decide explorar. Com cuidado olha em volta. O local onde está é cheio de rochas. É possível ouvir barulho de insetos. Em volta da lagoa há diversas plantas e flores de todos os tipos. Vagalumes fazem festa por entre as cores escurecidas pelo anoitecer.

É um lugar mágico.

É claro que ela não sabe o que são essas coisas. Algumas plantas se parecem com as algas que tem no Oceano, mas o fato é que Bulma está fascinada e encantada com a superfície.

Então ela se move na água ainda olhando todo o lugar e escuta um som, uma melodia.


Os sonhos mais lindos sonhei

De quimeras mil, um castelo ergui

E no teu olhar, tonto de emoção,

Com sofreguidão, mil venturas previ


Bulma sabe que é a voz de um macho e que é um canto, mas não entende a linguagem. Ela se aproxima devagar, o canto a enfeitiça e ela se deixa mover dentro das águas hipnotizada, tamanha é a beleza da voz.


O teu corpo é luz, sedução

Poema divino cheio de esplendor

Teu sorriso prende, inebria, entontece

És fascinação, amor


Escondida por trás de uma rocha, Bulma vê pela primeira vez um humano. O dono da voz que a enfeitiçou.



Notas Finais


A música que o humano canta é Fascinação de Elis Regina. Segue o link:

https://youtu.be/QiIRQhGxi4E

Sou apaixonada por essa música ❤️

Espero que tenham gostado ❤️


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