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História Holding On To You - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente! Eu voltei e eu realmente espero que dessa vez seja para ficar. Eu tenho MUITOS avisos para dar então por favor não me ignorem aqui e leiam tudo.
1 DESCULPA eu prometo que dessa vez eu vou terminar essa fic.
2 Essa não é uma estória independente, então eu aconselho vocês a lerem All For Love que eu vou deixar nas notas finais para vocês lerem.
3 A Magcon, a Willa e o Sammy não me pertencem, mas os personagens originais são de autoria minha e da minha prima, a autora de All For Love
4 Eu não tenho dias exatos para postar, eu posso demorar muito ou postar super rápido depende da situação da minha vida.
Enfim, eu acho que é isso nos vemos lá em baixo e boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo


PRÓLOGO

Sammy Wilkinson

O juiz já apitava pela quarta vez e eu sabia que ele estava me advertindo. De novo.

Ouvi o treinador xingar, mas o ignorei, voltando à minha posição.

O jogo continuou em seu fluxo normal. Scott jogou a bola em minha direção, mas Portman entrou em minha frente e a pegou primeiro. Bufei, mas corri em sua direção e o empurrei com força, o fazendo cair no chão.

– Presta atenção, imbecil. Eu sou o QB* você não.

– Essa é a minha função, idiota. – Portman retrucou.

– Pega leve cara, vocês são do mesmo time. – Steve segurou meu braço.

– Ta. - Resmunguei, enquanto Portman se levantava, me fuzilando com os olhos. - Da próxima vez eu quebro a sua cara, babaca.

O jogo acabou, então caminhei até o vestiário e tomei uma ducha. Me troquei e saí do vestiário, dando de cara com Portman.

Sorri sarcástico para o mesmo e ele bufou. Mas, ao passar ao meu lado, ele esbarrou em mim com força.

– Qual o seu problema?! - Perguntei me virando para o mesmo com fúria. - Está com inveja porque eu sou o melhor?

– Você, o melhor? - Ele gargalhou, negando com a cabeça. - Não me faça rir, Wilkinson.

– Você é um merda, Portman. Se fosse tão bom quanto eu, seria o QB, não o OLB**.

– Eu exerço a minha posição muito bem, obrigado.

– Eu não ligo. – Mal terminei minha frase e senti seu punho fechado em meu rosto.

Nunca senti tanta raiva na minha vida. O peguei pelo colarinho da camiseta e dei o soco mais forte que consegui em seu olho esquerdo, ele mal teve tempo para se localizar e eu o soltei puxando seu braço para trás e torcendo até ouvir um pequeno estalo e tendo certeza de que o luxei. Não achando o suficiente, o joguei no chão e estiquei sua perna pisando no joelho esquerdo até me certificar que estava quebrado.

– Sammy, você tá louco, cara? - Scott correu em direção ao garoto que gemia caído no chão.

Aos poucos, os outros caras se aproximavam para ver o que tinha acontecido. E, como se meu dia não estivesse ruim o suficiente, ouvi a voz do treinador e do diretor, que logo estavam parados, querendo uma explicação, enquanto vários alunos corriam desesperados ligando para uma ambulância.

                                                              
×××
 

– Senhor Wilkinson, você pode me explicar o porquê de ter feito isso com o Portman? - Perguntou o diretor, arrumando a postura em sua cadeira.

– Ele me provocou. - Dei de ombros, afundando ainda mais na cadeira pouco confortável de sua sala. - Não foi nada demais, aprendi na aula de sociologia que o conflito é necessário. - Sorri irônico.

– Você cometeu uma falta gravíssima, garoto, não brinque com isso.

– Vocês estão fazendo muito alarde, não foi nada demais. - Revirei os olhos, irritado por estar naquela sala pela segunda vez na semana.

– Você quebrou o braço e a perna de um aluno! – Elevou a voz.

– Eu não quebrei o braço dele. Foi só uma luxação, nada que uma tala não resolva. – O diretor mudou de cor três vezes antes de respirar fundo e começar calmamente:

– Senhor Wilkinson, essa foi a sua última chance, é a sua penalidade mais grave. Está expulso.

– O quê?! – Soltei um riso nasalado. Ele não poderia estar me expulsando, qual é? É só meus pais darem um dinheiro a mais para ele que ele volta a trás.

– Isso mesmo, senhor Wilkinson.

– Meus pais não vão permitir. - Falei, levantando-me da cadeira com brutalidade.

– Eu já falei com eles e eles já até arrumaram outra escola para você. - Sorriu vitorioso.

– Eu não posso ir para outra escola no final do ano! Estamos no meio do ano letivo!

– Não posso fazer nada.

Bufei saindo da sala.

Eu realmente não acredito que meus pais não vão fazer nada quanto a isso. É claro que eles não vão fazer, eu já devo ter estourado a minha cota de “problemas da adolescência” na concepção deles.

O diretor gritava alguma coisa de sua sala, mas eu não dei importância. O que eu preciso agora, é ir o mais longe possível dessa merda de cidade que é Nova York

  ×××

“Passageiros com destino ao aeroporto de Los Angeles, comparecer ao portão de embarque”

Ouvir a voz robótica do aeroporto nunca foi tão satisfatório, não me despedi dos meus pais ou do meu irmão, mas eles deixaram bem claro que se eu voltasse para a Costa Leste eles me deixariam morar na rua e eu estava possesso. E quando isso acontecia meu lado cínico despertava como uma fera.

O trajeto LAX- NYC nunca me pareceu tão rápido. Meu tio Lucas me esperava com toda aquela sua barriga e calvície que ele ostentava.

– Samuel, você está enorme.

– Você também.

Lucas ficou em silêncio e nos dirigimos até o estacionamento.

Apesar de ter sido ignorante com ele mais cedo, eu gostava dele. E muito. Ele com certeza era meu tio favorito, isso quando eu não o chamava de pai. Ele era quem na maioria das vezes estava ao meu lado, me apoiando e me dando conselhos. Isso até ele conseguir a direção de West High School em 2012.

Ele não fez perguntas e nem deu conselhos, que no momento seria desnecessário, apenas passou em um drive thru e me comprou um lanche.

Quando chegamos em casa, ele disse que tinha um quarto para mim e eu subi me lembrando vagamente da casa onde passei o fim da minha infância. Tomei um banho e me joguei na cama. Estava morto.

     

 ×××

No dia seguinte, quando eu desci para tomar café, meu tio não estava lá. Mas havia um bilhete dizendo que ele estava na escola e voltaria na hora do almoço. Minha tia Carly apareceu na porta com um sorriso doce nos lábios.

– Menino Sammy, você não mudou nada. – Ela deu uns passinhos pequenos e me abraçou. Um abraço bom e materno.

– Você está linda, tia Carly. Onde está o Ben? – Perguntei sobre o meu primo mais novo.

– Na pista. O campeonato regional está chegando e ele disse que precisa treinar.– Ela explicava enquanto tirava uma travessa do forno. – Lucas chega daqui a pouco. Por que não me ajuda a arrumar a mesa, huh?

Peguei os pratos no armário e os coloquei sobre a mesa enquanto Carly contava que Ben queria se tornar um skatista profissional.

Quando o meu tio chegou, ele também me abraçou e disse que depois conversaria comigo, Ben chegou logo depois e fomos almoçar.

– Sammy, depois você me ajuda a melhorar o meu BackFlip? – Ben me perguntou.

– Ajudo sim, garoto. Mas antes, a louça, vamos.

Ben e eu lavamos a louça e minha tia disse que secaria. Meu tio resolveu que agora era a hora de conversar e me chamou para a garagem.

– Seu pai me ligou. - falou, escorando-se em seu carro. Não o respondi, apenas fiz uma careta de reprovação. - A perna de um garoto, Sammy?

– Ele mereceu. - Ri fraco, lembrando da cena. - Ele era um folgado de merda, pediu por aquilo.

– Não acha que foi demais? - Arqueou a sobrancelha.

– Não é como se eu ligasse.

– Você não precisa usar essa máscara  comigo, Samuel. - Ele falou calmo; desviei o olhar. - Desde que eu e seu pai éramos pequenos, ele era desse jeito. Antes entristecia minha mãe por não dar atenção a ela, hoje entristece você. Mas não é se revoltando que você vai melhorar as coisas.

– Ele não gosta de mim, tio. Nem ele e nem a minha mãe. - Desabafei, encostando-me no carro também.

– Não diga isso, eles apenas têm um jeito diferente de demonstrar… - Hesitou em falar. Ele mesmo sabia que estava mentindo.

– Eles amam meu irmão e eu sou o filho bastardo, o diferente. Você sabe que é verdade.

Ele nada disse. Desviou o olhar para o nada e se manteve calado por longos minutos.

– Não conseguirei colocá-lo na escola ainda esse semestre… - Ele começou, tirando-me dos meus devaneios. - Mas teve sorte de faltar apenas duas semanas para o fim das aulas. No semestre que vem você volta.

– Eu vou estudar na sua escola?! - O olhei com os olhos arregalados.

– Mas é claro né, Samuel. Onde mais você estudaria?

Bufei.

– Eu nem queria estudar. - Murmurei, começando a andar para dentro da casa.

– E aqui está o Sammy Wilkinson de volta. - Ele zombou e eu o olhei feio, mesmo que com vontade de abrir um mínimo sorriso. - E pare de chorar, bebezão.


Notas Finais


*Quarterback
**Outside LineBacker
Os dois são posições de jogadores de futebol americano.
All for love: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-magcon-all-for-love-4798195
Espero que tenham gostado.
Qualquer erro me avisem.
Quanto a formatação se não tiver boa me avisem também porque eu publiquei pelo celular
Beijinhos e até a próxima


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