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História Holding On To You - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, galerinha!
Bem, eu não demorei muito e amei os comentários de vocês, serio. Já tem um enorme espaço no meu coração.
O cap não ta muito movimentado porque é o primeiro e vai narrar o primeiro contato entre o nosso casal.
Um avisinho: SIM, eu copiei e colei o cap 38 de AFL nesse cap, mas eu TENHO AUTORIZAÇÃO DA AUTORA, minha linda e bela primirinha @CahStyles_.
É só isso.
Boa leitura.

Capítulo 2 - Capitulo I


CAP I

 

Thea Holland

 

 O último dia de férias chegou e com ele veio um sentimento ruim. O de que estava voltando tudo de novo, escola, atividades extracurriculares e umas coisas a mais.

Ava me mandou uma mensagem assim que eu acordei, dizendo que mais tarde as garotas iriam se reunir na casa dela para fazer uma noite só para nós. Eu não estava muito afim de ir, porém fazia um tempo que eu não via as garotas e estava com saudades delas. Como os meus pais não estavam em casa, eu me arrumei e fui ao Johnny Rockets comer um lanche para depois ir a casa de Ava, que já me mandava várias mensagens dizendo que eu estava atrasada.

Quando toquei a campainha, ouvi gritos atrás da porta e tive certeza certeza de todas já estavam lá. Ava abriu a porta com um sorriso enorme e Bella, Jehn, Anne e Meg estavam atrás dela também sorrindo.

    – Finalmente, querida. – Bella foi a primeira a se pronunciar e me dar um abraço.

    – Eu passei no Johnny para comer um lanche.

    – Na minha casa tem comida, obrigada. – Ava disse com a voz afetada.

   – Não foi isso que eu quis dizer. Eu não como desde ontem à tarde, tinha o direito de estar com fome.

   – É, mas não precisava comer um dinossauro em forma de lanche!

   – Gente, parou né? Ela tá aqui e é isso que importa. – Jehn como sempre, a salvadora da pátria.

 Todas entramos e nos jogamos no enorme sofá que Ava tinha.

    – Então, vamos assistir o que? – Meg perguntou.

    – Eu gosto de terror. – Anne foi a primeira a opinar e eu concordei com ela.

    – Terror não! – Bella e Jehn soaram juntas.

 Todas olhamos para Ava e Meg.

    – Podíamos maratonar Friends…– Ava começou exitante.

    – Eu gosto. – Anne disse e todas concordamos.

 Fizemos pipoca, pegamos salgadinhos, roubamos alguns doces da dispensa e voltamos ao sofá. Ava deu o play e tivemos a visão da melhor abertura de todos os tempos, até cantamos I’ll Be There For You junto a televisão.

Quando decidimos que era hora de parar, não se passava das seis horas da tarde. Então as meninas tiveram a ideia de se arrumar para tirar foto.

   – Ah, gente. Eu não quero fazer isso. – Falei com a voz abafada pelo meu braço que cobria meu rosto.

    – Eu ‘tô com a Thea. – Anne concordou.

 Anne e eu discutimos com as meninas e acabou que nós iríamos ser as fotógrafas da noite. No meio de todo o percurso de fazer cabelo e maquiagem os pais de Ava chegaram.

    – Oi meninas. Aonde vão lindas desse jeito? – A mãe dela perguntou.

    – Vamos tirar fotos, tia. – Bella respondeu por todas nós.

Quando elas finalmente estavam prontas, eu peguei a câmera de Ava e Anne sacou o celular do bolso e fomos para fora. Fazia um frio quase insuportável e para ajudar estava ventando.

– Galera, vamos logo que eu ‘tô congelando.– Anne concordou comigo.

Um sonho oculto de Bella era ser modelo, e ela se esforçava para isso, o que fazia ela fotografar muito bem. Quando ela, Ava, Jehn e Meg se juntavam era como se elas fossem modelos profissionais da Moschino de tão bem que elas saiam nas fotos.

– Agora uma de todas nós. – Jehn disse desmanchando sua pose.– Quero colocar em um quadro.

– Jehn, nós já temos várias fotos juntas.– Me pronunciei.

– Mas eu não coloquei nenhuma em um quadro.

– Ok, ok… Vamos, juntem-se.

Coloquei a câmera no contador e nos juntamos.

– Digam queijo.– Bella disse é todas sorrisos tendo a visão retangular do flash em nossos olhos.

 

                                                

                                                                    ×××

 

 Acordar cedo sempre foi um dos meus pesadelos mais sombrios, ainda mais quando a razão para isso era ir a escola.

Doeu levantar da minha cama quentinha? Sim. Eu vou me arrepender disso depois? Talvez. Devo continuar estudando para construir um futuro descente? Sim. Então vamos, queridinha, levante-se!

Peguei o meu celular e as meninas já estavam tumultuando em nosso grupo do WhatsApp mandando fotos das roupas que iriam para escola hoje e dizendo como estavam animadas. Olhei também minha conversa com Aaron que ainda não havia me respondido e bufei. Fechei o aplicativo e abri o Spotify, escolhendo uma musica para ser minha trilha sonora do dia. Pistols At Down do Kasabian foi a selecionada para eu escolher a roupa que consistia em um Jeans, uma blusa preta com um desenho de um Alien no lado direito do peito, um casaco verde do meu irmão e meu amado Vans. Quando eu fui para o banheiro a musica acabou e Bad Habbit do The Kooks começou, dei um gritinho de felicidade e entrei no chuveiro. Seria um ótimo dia.

 

  ×××

 

 Olhei a entrada da escola e um meio sorriso escapou de meus lábios. Caminhei lentamente pelos corredores, cumprimentando alguns colegas de classe, mas procurando por meus amigos.

 De Longe vi Aaron virar o corredor e sorri de orelha a orelha assim que nossos olhares se encontraram. Apressei o passo até seus braços circularem minha cintura num abraço apertado.

– Thea! – Ele disse, me tirando do chão fazendo- me rir fraco.

– Onde você se meteu esses dias? – Perguntei quando nos separamos, batendo em seu braço de leve. – Você não teve coragem e responder minhas mensagens!

– Desculpa – Riu fraco – Tive que viajar de última hora com a minha mãe pro meio do nada e nem sinal eu tinha. – Revirou os olhos, como se tivesse sido a pior viagem de sua vida.

– Ok, eu desculpo. A viagem já deve ter te dado uma lição. – Ele me olhou com uma careta , fazendo-me rir ainda mais. – Vamos, temos que achar o pessoal. – Peguei em sua mão e comecei a puxá-lo entre os corredores.

– É capaz de eles estarem lá fora e você aqui, os procurando igual idiota. – Ele zoou e eu parei no meio do caminho, o olhando feio. Mas, pensando bem, era bem possível mesmo.

 

 

 

Voltei a puxá-lo, agora para fora da escola, e os encontrei perto da porta, conversando animadamente.

Corri até lá e pulei nas costas de Bella, que soltou um grito, segurando minhas pernas por reflexo, fazendo com que nenhuma de nós caísse. Ela virou a cabeça desajeitadamente tentando descobrir quem era, e quando me reconheceu, sorriu.

 

– Sua louca! – Disse, me colocando no chão e se virando, abraçando-me.

– Também estava com saudade. – Ri fraco.

– Nos vimos ontem. – Ela mostrou a língua.

Ri, lembrando da nossa “noite das meninas” na casa de Ava.

Não tivemos muito tempo para conversar, já que logo bateu o sinal de início das aulas. Me juntei com Anne e caminhamos até nossa aula de história, enquanto cada um seguia para sua sala.

                                    

   ×××

                                                                

O sinal para o intervalo soou em meus ouvidos e eu agradeci, pois estava morrendo de fome. Levantei da carteira enquanto juntava meu material, vendo todos os alunos saírem da sala.

– Thea, o diretor quer falar com você. – A professora de filosofia falou quando eu estava pronta para sair da sala, então me virei com o cenho franzido.

– Comigo? Mas eu não fiz nada de errado. – Falei, procurando em minha cabeça algo que eu poderia ter feito.

– Eu não sei do que se trata, querida, mas você é uma ótima aluna, não deve ser algo ruim. – Ela sorriu e eu desviei o olhar envergonhada. – Vá até lá e descubra.

– Tudo bem.

Me retirei da sala bufando. O que poderia ser? Eu estava com fome, não queria falar com o diretor!

Assim que cheguei em sua sala, a porta já estava aberta, então entrei, esquecendo a educação de bater na porta.

E lá estava o diretor. Ele me olhou feio por eu ter entrado feito um furacão, mas o que mais me chamou a atenção foi o garoto sentado de jeito despojado na cadeira em frente a mesa, com calça, blusa, jaqueta e tênis completamente pretos. Ele se virou para mim também e deu um sorriso malicioso, então desviei o olhar novamente para Wilkinson, com a confusão estampada em meu rosto.

– Queria falar comigo? – Perguntei hesitante.

– Sente-se, Thea. – Ele apontou a cadeira ao lado do loiro (oxigenado, devo dizer), que olhava tudo com ar sarcástico. Caminhei lentamente até a cadeira e me sentei. – Bom, esse é o meu sobrinho Sammy, ele é novo na escola e... – O diretor tossiu, olhando feio para o garoto, que mexia nas coisas em sua mesa. – Eu preciso de alguém para mostrar todas as instalações da escola e fazer com que ele se acostume com a rotina.

– Tudo bem, mas... onde eu entro? – Perguntei confusa e ouvi a risada do tal Sammy ao meu lado.

– Bom... – Ele limpou a garganta. Parecia nervoso. – Você é uma ótima aluna e nunca me deu problemas, acho que pode ser um exemplo para meu sobrinho.

– Sim, pode me ensinar muitas coisas. – O garoto usou o maior tom de malícia que lhe era possível e eu senti minhas bochechas esquentarem instantaneamente, arregalando os olhos.

– Calado! – Wilkinson repreendeu e eu apertei minhas mãos no tecido da minha blusa.

– Eu não sei se seria uma boa ideia, senhor Wilk...

– Por favor, Thea! – Ele me cortou, desesperado. – Eu te dou pontos extras. E posso colocar em seu histórico escolar como uma atividade extracurricular. Ajude o meu sobrinho, por favor!

Ele estava implorando? Isso me deixou mais assustada ainda. Ouvi a gargalhada de seu sobrinho ao meu lado e sua cara de pânico aumentar, então fiquei com pena dele.

Mordi o lábio inferior, olhando de soslaio para o garoto que olhava para o tio com expressão cínica. Revirei os olhos, com raiva de mim mesma, ao ouvir as palavras escaparem de minha boca.

– Tudo bem, eu aceito.

×××

 

– Esse é o laboratório de química. – Apontei a porta fechada. – E ali é a biblioteca.

– Seus olhos até brilham quando olha para a biblioteca. Parece até que é apaixonada por ela. – Sammy zombou e eu bufei, revirando os olhos. Me virei irada para ele, não aguentando mais suas provocações.

– Cara, dá para você calar a boca e só fingir prestar atenção no que eu digo?! – Falei irritada, mas ele não se assustou, continuou com sua cara sarcástica que estava me dando nos nervos. – Nesse horário eu já devia estar em casa, fazendo o que eu quisesse, mas não, estou aqui perdendo o meu tempo com um garotinho rebelde sem causa, que fica zombando da minha não tão boa vontade, enquanto eu me esforço para manter a calma. Já faz quase uma hora que estou escutando suas palavrinhas irônicas, mas eu não sou obrigada! Então para, se não eu vou embora e te deixo aqui nesse corredor, totalmente perdido.

– Wow, pensei que fosse aquelas nerds que jamais se defenderiam. – Ele zombou mais uma vez e eu revirei os olhos.

– Ser inteligente e esforçada não faz de mim uma nerd. Eu sou muito mais que isso. – Fechei os olhos e contei até dez. Não se estressa, é o que ele quer. – Esse é o laboratório de biologia e a sala de informática. Ali é o auditório, onde há algumas apresentações, mas a maioria é na quadra, lá fora.

Ele ficou quieto, enquanto eu dizia onde tudo ficava com a voz seca e ácida. Até estranhei, então me virei para ver se ele tinha ido embora. Mas ele me seguia, mesmo que mexendo em seu celular sem o menor interesse no que eu dizia.

– E ali é onde os unicórnios andam de patins para divertir as crianças que trabalham aqui. – Falei e ele riu, levantando o olhar com as sobrancelhas arqueadas.

– Interessante. – Falou e eu revirei os olhos. Ele tinha um sorriso bonito.

Cale a boca, Thea!

– Ali é a sala de música, onde a banda geralmente ensaia. – Falei, apontando a porta. Sammy passou por mim e abriu a porta, entrando em seguida. Franzi o cenho e o segui, o vendo sentado no banquinho atrás da bateria, a analisando.

– Porra. – O ouvi murmurar, com um sorriso nos lábios.

Ele pegou as baquetas que estavam ao lado da bateria e começou a tamborilar sem fazer um barulho alto.

– Você toca? – Perguntei, me arrependendo logo depois.

Eu não devia puxar assunto com ele.

– Sim, tinha uma banda de garagem na outra escola. – Disse, batendo com força em um dos pratos, fazendo um barulho estridente, me assustando.

– Por que veio estudar aqui? – Perguntei após alguns minutos em silêncio, o vendo analisar o baixo também.

– Fui expulso por quebrar a perna de um garoto. – Sorriu maléfico e eu arregalei os olhos. Ele apenas deu de ombros.

Limpei a garganta, tentando me concentrar no que eu devia estar fazendo.

– Vamos continuar, eu quero ir embora logo. – Falei, saindo da sala e nem o esperei, já comecei a andar para o lado externo da escola. Mas ele me alcançou. – Ali temos as piscinas e, aqui, a quadra de futebol. – Falei, passando entre as arquibancadas, vendo os meninos treinarem e as meninas correrem pela lateral da quadra.

– Uh, gostosinhas. – Disse Sammy ao meu lado, fazendo-me bufar.

Anne me viu e acenou, fazendo com que as outras garotas também notassem nossa presença. Jehn fez um joinha com a mão e eu arregalei os olhos, percebendo que ela achava que eu e ele estávamos juntos.

Chloe gritou “pausa” e Anne, Ava, Jehn e Bella vieram em nossa direção.

– Quem é? – Anne perguntou, curiosa e interessada.

– Babaca, o Nash está bem ali. – Bella bateu em sua cabeça, fazendo-a rir.

– Eu não estou fazendo nada! – Ela se defendeu, rindo. – Mas sério, é novato?

– Sou sim, Sammy Wilk. – Piscou para as garotas de modo “galanteador”, fazendo-me revirar os olhos.

– Irritante. – Murmurei.

– Que raiva é essa, loirinha? – Perguntou ele, irônico.

– Argh, você é muito chato! – Falei, me afastando e indo para perto das minhas amigas suadas, com roupas minúsculas cobrindo os corpos bem definidos.

– Gente, o que aconteceu? Nunca vi a Thea tão irritada. – Bella riu, olhando para nós dois de modo acusatório.

– Ele é irritante, sarcástico, e zombou de mim a tarde toda! E eu ainda vou ser a tutora dele, acredita?! “Tudo o que você precisar, fale com a Thea”, diretor imprestável!

– Adoro garotas esquentadinhas. – Sammy disse e eu o olhei com cara feia. As garotas gargalhavam da situação.

–  Fica na sua, Wilkinson. – Falei séria. – Vem, vou te dar a sua grade de horários.

Saí da quadra e entrei novamente na escola dando de cara com Aaron.

– Oi! – Ele disse depois de engolir um pedaço de sua barra de cereais.

– Oi, você já tá indo?

–Sim.

– Me deixa em casa? – Fiz cara de cachorro sem dono, me esquecendo que Sammy estava atrás de mim.

– Deixo.

– Ok, me espera na entrada que eu já vou. – Aaron sorriu assentindo e beijou minha testa antes de sair.

– Seu namorado? – Wilkinson perguntou depois de alguns segundos em silêncio.

– Não é da sua conta. Vamos. – Voltei a caminhar em direção a secretaria e cumprimentei Alana que ficava no balcão.

– Oi, você pode me dar o horário do Sammy? É o sobrinho do diretor. – Ela sorriu e digitou algumas coisas no computador e uma ficha amarela saiu da impressora. – Obrigada.

Soquei a ficha no peito do Sammy e saí andando e percebi que ele estava me seguindo.

– Aonde vai? A Palhaçada Tour já terminou.– O encarei.

– Ah… Tudo bem. Manda um abraço para o seu namorado.– Ele me respondeu e voltou à secretaria, provavelmente indo para a sala do diretor.

 

×××

 

– E aí? Quem era aquele? – Aaron perguntou assim que eu o encontrei.

– Samuel Wilkinson, mais conhecido como babaca. – Respondi sem ânimo. – Você acredita que ele acha que somos namorados? Que absurdo. – Chutei uma pedrinha.

– É…

O resto do caminho foi tranquilo com Aaron dividindo seu fone comigo até chegarmos em casa.

– Até amanhã. – Beijei sua bochecha esquerda.

– Até.

Aaron sumiu pela rua e eu fechei a porta tendo a imagem desagradável do meu irmão jogado no sofá.

– Irmãzinha. – Ele me abraçou e me ergueu do chão.

– Nate, não era para estar na faculdade?


Notas Finais


E ai? O que achararam?
Tenho duas perguntas:
1 Vocês querem os links da roupa?
2 Vocês querem o link das musicas, ou que eu faça uma playlist?
Espero que tenham gostado. Até a próxima :)


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