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História Holding On To You - Capítulo 4


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Notas do Autor


Hello!
Vocês são maravilhosas é a única coisa que eu tenho a dizer aqui em cima, e também, muito obrigada pelos comentários maravilhosos que vocês deixaram aqui, vocês realmente tem um espaço enorme no meu coração.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Capítulo III


CAP III

 

Thea Holland

 

Eu gelei. O ar escapou da minha boca e voltou repetidamente.

– Aaron, eu… Eu não, Aaron… – Eu não conseguia falar. Todas as palavras sumiram e minha garganta secou. Eu comecei a coçar o meu pescoço em sinal de nervosismo.

Me lembrei do dia em que Bella insistiu para que eu fosse a praia com as garotas.

– Mas e você, Thea? Quem acha que é o mais bonito? – Perguntou Hannah e todas me olharam.

– Eu? Não acho ninguém. – Me atrapalhei com as palavras. Droga, eu odiava como gaguejava quando estava nervosa.

– Com certeza você acha alguém! Fala quem é. Não estamos falando quem gosta, só acha bonito –  Disse Chloe.

– Argh, ok… O Aaron. – Tenho certeza que corei na mesma hora. Elas começam a me zoar e eu mandei elas se foderem.

Respirei fundo.

– Aaron, me desculpe. – Eu saí correndo.

Nossa Thea, como você é estúpida.

Eu realmente não sabia como reagir a isso, mas eu sabia que não deveria sair correndo. Eu definitivamente não estava pronta para uma declaração dessas, meu Deus!

– Thea! Thea, por favor não vai embora. – Ele segurou meu braço. – Eu não quero perder você, em nenhum sentido. Você realmente não é obrigada a aceitar o meu amor, só não vai embora, me escuta. Eu não quero perder a sua amizade, eu não esperava que você retribuísse ou… – Eu não sei o que me deu. Só que quando eu percebi estava pendurada em seu pescoço e o beijando.

– Eu não sei como reagir a muitas coisas, mas você falando muito me incomoda. – Dei uma risadinha e beijei seu pescoço.

Ficamos um bom tempo trocando carícias, o que me pareceu super estranho, porque Aaron é o meu melhor amigo, e a culpa disso é totalmente minha. Eu não sou burra, fui eu quem o coloquei na friendzone, mesmo sem querer. Eu era expert em fazer isso, e não era como se eu ignorasse suas investidas em mim, eu percebia cada uma delas e ficava muito envergonhada quando ele me observava por muito tempo. Uma vez nós nos beijamos, mas foi um tanto forçado já que estávamos jogando Truth or Dare  e eu falei para ele ignorar e disse que não era nada de mais.

– E agora? – Perguntei. – Eu realmente não quero um relacionamento. E também queria que ninguém soubesse, sobre nós, eu digo.

– Calma, Thee. Vai ser mais um segredo nosso. – Ele sorriu.

Quando voltamos, todos nos olharam com caras maliciosas.

– Vocês podem desmanchar essas caras, ou eu vou tirar com areia. – Eu disse saindo de perto do Aaron.

– Nossa, Thee. – Nash colocou a mão no peito.– Que agressividade.

Eu mandei o dedo e todos nós nos despedimos. Meu irmão decidiu que iria deixar Samuel em casa o que fez com a viajem dobrasse seu tempo original e eu fiquei muito brava.

– Parece que estou por fora, – Nate começou depois de um longo tempo em silêncio.– não sabia que você estava namorando.

– E não estou.– Bufei.– Aaron é somente o meu amigo, conheci ele ano passado assim que entrei na escola.

– Ah, sim. Eu tinha esquecido que amigos se beijam. – Ironizou.

– Você é muito ridículo, sabia? – O encarei pelo retrovisor. – Quem disse que nós nos beijamos?

– Você realmente acha que ninguém viu quando você saiu correndo, ele te segurando pelo braço, falando alguma coisa e do nada você colando no pescoço dele? – Ele devolveu o olhar.

Eu afundei no banco traseiro.

– Não significa nada, ok? – Respondi vendo o pouco movimento pela janela do carro.

– Ok.

Quando chegamos em casa, quase tudo estava apagado, exceto pela luz da varanda e do quarto dos meus pais. Nate entrou primeiro e fez um sinal com a mão para fazer silêncio, e assim fiz.

– Nathan e Thea, nem adianta fazer silêncio, sabemos que estão aí em baixo e que acabaram de chegar. – Escutamos a voz do meu pai no andar de cima.

– Merda. – Sussurrei.

Eu e Nate subimos as escadas enquanto resmungávamos e meus pais riam da nossa situação. Entramos no quarto deles, os encontrando já deitados e assistindo Grey’s Anatomy na televisão.

– Onde estavam? – Meu pai perguntou.

– Na praia. Estávamos comemorando a classificação da Thee nas estaduais. – Nate respondeu a pergunta que meu pai provavelmente faria.

– Oh, parabéns filha! Estou muito orgulhosa de você. – O amor por esse esporte era de família, minha mãe também jogou na época do ginásio e na faculdade.

– Obrigada, mãe. – Sorri.

Eles nos desejaram boa noite e nos falaram para irmos dormir, porque eu não faltaria a escola amanhã.

Depois de tomar banho, eu comecei a pensar .

Por que eu beijei o Aaron? Eu realmente não deveria ter feito aquilo, não naquele momento. Ele pode confundir as coisas e por mais que eu ache ele bonito, eu não gosto dele, não desse jeito. Ele é literalmente o meu melhor amigo, eu o vejo como um irmão. Foi muito errado eu ter feito isso com ele, deveria ter pensado duas vezes antes de o beijar.

E com esses pensamentos eu rolei na cama a noite inteira. É muito difícil eu perder o sono, acho que isso nunca aconteceu na minha vida, mas hoje eu não fui capaz de piscar os olhos. Eu precisava conversar com Aaron urgentemente.

 

“A gente precisa conversar

                                           Thee”

 

Encarei o visor do meu celular que marcava quatro e trinta e cinco da madrugada e levantei da cama, rumando até o meu banheiro me encarando no espelho, eu tinha sérios problemas com a auto estima e quando alguém me elogiava, de certa forma eu piorava. Senti lágrimas grossas descendo pelo meu rosto conforme me lembrava das palavras de Aaron, meu cérebro só podia estar de brincadeira.

Liguei o chuveiro e deixei um bom tempo assim, até o banheiro encher de fumaça e eu me despir para entrar no box embaçado.

Eu não sei quanto tempo eu fiquei lá em baixo, mas foi o suficiente para eu me sentir melhor. Saí me enrolando em uma toalha e me secando dentro do banheiro, já que sair despida estava fora de cogitação por estar muito frio. Me vesti com meu pijama e meu roupão grosso e desci as escadas encontrando tudo apagado.

Fiz o máximo de silêncio possível enquanto fazia um chá de camomila e afundava em pensamentos.

Tomei o chá acompanhado de biscoitos de gengibre, sentada na mesa e com os fones de ouvido explodindo em músicas tristes.

Quando subi novamente, o sol já estava nascendo, decidi sair mais cedo. Coloquei várias camadas de roupa antes de sair de casa e fui até o píer. Fiquei sentada lá um bom tempo, antes de perceber que já estava atrasada e perderia a primeira aula.

– Thea? –  O diretor Lucas pareceu bem surpreso.– Você não deveria estar em aula?

– Deveria.

– E por que não está?

– Eu perdi a hora, Senhor Lucas. Me desculpe.

– Tudo bem, você nunca me deu problemas. Mas por favor, não repita este feito, não cai bem em você.

Apenas assenti, pegando a autorização de sua mão.

Bati na porta e entrei, tendo a visão de vinte e sete cabeças me olhando simultaneamente.

– Licença. – Eu entrei deixando o papel na mesa de Gerald, o professor de geografia.

No intervalo, enquanto eu esperava um pedaço de pizza, Luna me contava como seu namorado era um babaca.

– Ele sai todo santo dia  com aqueles amigos estranhos dele e nunca atende minhas ligações.

– Termina então. – Disse fazendo cara de nojo ao notar que era pepperone. – Você quer? Eu não gosto de queijo.

– Eu gosto dele. – Ela disse pegando a pizza da minha mão.

– Converse com ele.

– Você realmente acha que ele me escuta?

– Deveria, ele é o seu namora – Antes de continuar uma voz nos apareceu.

– Thea.

– Oi.

– Você não respondeu minhas mensagens. Disse que queria conversar comigo, mas você me deixou no vácuo.

– Me desculpe Aaron, eu me distraí. Mas a gente pode conversar agora. – Olhei para Luna pedindo desculpas silenciosas e ela apenas sorriu, concordando que eu poderia ir.

Eu e Aaron andamos até o campus e sentamos embaixo de uma árvore.

– E então? – Ele perguntou jogando uma pedrinha.

– Sobre ontem… – Eu o olhei. – Não acho que fiz a coisa certa.

– O que quer dizer?

– Que te beijar naquela hora foi precipitado, eu não deveria ter feito aquilo. Eu amo você Aaron, mas não do jeito que você diz me amar, entende? Você é o melhor amigo que já tive, sério. Mas eu realmente não quero confundir as coisas, eu nem acho que você gosta de mim de verdade, só me acha legal ou bonita, por passar tempo de mais comigo e me conhecer de um jeito que poucos conhecem. Por isso.

Ele encarou o céu nublado um bom tempo, antes de olhar para mim e sorrir.

– Eu tinha certeza que faria isso, para uns você é uma caixinha de surpresas, imprevisível mas eu te conheço, Thee. Você chorou ontem à noite, eu tenho certeza, você disse a si mesma que minhas palavras não eram verdadeiras. Mas eram, isso é um fato. Eu amo você, Thea Holland, mas eu entendo, entendo mesmo, do fundo do coração. Eu não posso forçar você a me amar do jeito que te amo, nós não somos tão maduros mas podemos lidar com isso, e é por esta causa que ninguém pode forçar nada nas nossas vidas.

– Você não está chateado?

– É claro que estou. Mas estou feliz porque você me contou, você não escondeu como costuma fazer, e isso é muito bom. E quanto a minha chateação, uma hora ela passa. A vida segue, não é mesmo?

– E é por isso que você é o melhor amigo do mundo. – Me joguei em cima dele é caímos na grama dando risada.

 

×××

 

– Então, se você somar tudo, delta vai dar 237. – Apontei no meu caderno.

– Impossível.

Eu estava passando o conteúdo anterior ao Samuel e ele estava indo muito mal.

– Como impossível, Wilkinson? É o resultado que está no livro.

– Mas o meu deu 327 – Ele estendeu o caderno pra mim.

– Puta que pariu… – Suspirei passando a mão pelo rosto. Eu odiava matemática e ter que explicar a matéria para uma pessoa que tinha diploma em me irritar era horrível. – Vamos de novo ok? – Peguei o livro e grifei partes que achava importante, não que tivesse muitas palavras, mas algumas e uns números eram muito úteis para usar de exemplo. – Entendeu o porquê de 237?

– Não muito. Mas eu estou cansado, vamos. – Ele juntou os materiais e levantou.

– Vamos aonde? Você ainda tem que estudar biologia e literatura, não vamos a lugar algum.

– Podemos pelo menos sair da escola? Já estamos aqui há duas horas. – Entortou a cabeça.

– Tudo bem. – Juntei meus materiais e levantei. – Vamos aonde?

– Eu estou com fome. – Empurrou a porta da escola.– Gosta de comida chinesa?

– Samuel, são duas e meia da tarde? Nem deve ter restaurante chinês aberto à essa hora.

– Não tem hora para comer rolinhos primavera ou frango xadrez. – Subiu em um skate. – Você tem um meio de transporte? – Remou devagar.

– Bicicleta. – Andamos até o bicicletário e eu tirei minha “magrela”.

Fomos até China Town e paramos em um pequeno restaurante. Sammy parecia conhecer o local, já que cumprimentou o garçom simpaticamente e pediu seus rolinhos primavera.

– E o seu namorado? – Perguntou.

– Será que eu vou ter que tatuar que eu não tenho um namorado?

– Vocês se beijaram ontem.

– Faça- me o favor. Estamos no século vinte e um, você realmente acha que só porque as pessoas se beijam, elas namoram? – Respondi indignada.

– Calma, esquentadinha.– Ele riu.– Eu só estava brincando.

– Nossa, muito boa a sua brincadeira. Merece um prêmio de brincadeira do ano. – Revirei os olhos e cruzei os braços.

Os rolinhos chegaram e ele pegou um par de hashi, me oferendo o outro.

– Você não respondeu se gostava ou não de comida chinesa, mas eu pedi para duas pessoas. – Eu soltei um riso frouxo e peguei os hashis.

– Você é sem graça, Samuel.

Acabou que nós realmente não estudamos, ao contrário, Sammy me contou quase toda sua vida, inclusive que ele foi tecnicamente expulso de casa.

– Nossa que radicais. Meu irmão da um pouco de trabalho, mas eu não acho que meus pais chegariam a esse ponto. – Comentei.

– Nate disse que seus pais são “quadrados”.

– Não exatamente. Mas eles prezam por uma boa educação e imagens feitas. – Paramos em frente à minha casa. – Você vai entrar? Eu acho que Nate está em casa.

– Não, Os Jack’s me chamaram para jogar basquete, provavelmente Nate estará lá também. – Bagunçou os cabelos. – Suas amigas estarão lá. Disseram que iriam ensaiar alguma coisa para a próxima temporada do futebol da escola.

– Então você fez a coisa primordial do ensino médio. – Ele fez cara de dúvida. – Amizades. – Infelizmente as mesmas que eu, mas posso relevar. – De qualquer maneira, eu não vou. Elas vão ficar pulando e gritando West High até ficarem cansadas e roucas. Prefiro ficar em casa praticando yoga.

– Espera, você faz yoga? Essa eu quero ver.

– Claro que não! Sai daqui, Wilkinson. – O empurrei.

– Mas você faz yoga ou não?

– Não é da sua conta, vai embora. –. Eu literalmente bati a porta na cara dele.

Sim, eu pratico yoga, e eu gosto muito. Por isso, assim que me certifiquei que ele não estava mais na minha porta, eu subi e coloquei uma roupa confortável e peguei uma garrafa d'água.

Uma hora depois, eu estava discutindo com a Bella dizendo que quarta feira não era dia de festa.

– Por favor, amiga. Vai ser legal e esse ano nós ainda não fomos a nenhuma festa.

– Deve ser porque o ano acabou de começar?

– Mas estamos no meio do ano letivo. Todos temos amizades e festas para ir. Vamos por favor. As meninas vão, Luna e Meredith também.

– Você nem fala com elas. Como sabe que elas vão?

– Tenho meus contatos. – Tenho certeza que ela sorriu.

Ah droga, eu odeio o modo como eu vivo me contrariando.

– Está bem. – Bufei e ela soltou um gritinho do outro lado da linha.

– Eu te amo! – Desligamos a ligação e eu fui a jornada de achar uma roupa.

– Oi, Thee. – Nate entrou no meu quarto.

– Eu não cobro para bater na porta. – Disse terminando de vestir uma camiseta.

– Você não vai a uma festa usando uma camiseta do Perl Jam. – Ele disse cruzando os braços.

– Eu vou sim. – Dei um nó atrás da blusa, que era maior do que eu. – Eu uso o que eu quiser. – Coloquei meus amados Chuck Taylor.

– Nossa, 'tá muito linda para ir a uma festa. 'Ta maravilhosa, vai assim mesmo. – Nate Ironizou.

– Eu já 'tô indo de má vontade, ok? Não começa. – Saí do quarto e ele me seguiu.

– Vamos antes que os sentinelas dos nossos pais nos vejam, vulgo, nossos vizinhos. – Nate dizia enquanto pegava as chaves.

Fomos para a garagem e Nate pegou seu carro,  buscamos Jack G e Samuel e o caminho foi um verdadeiro saco.

Ela me chama, eu exibo ela, eu estou somente fudendo, se é conveniente, você se deita na vagina, isso é uma coisa fraca, vai passando a vagina por aí, isso é uma coisa G, mas você não é da família, então o que é esse "nós" merda? Você algema o seu em seguida põe coleira nele... – Ouvir os garotos gritarem essa letra estava me dando nos nervos.

Não era como se eu não gostasse de Rap, mas esses eram realmente muito baixos, enfim, quando chegamos a festa já estava lotada, havia pessoas na parte da frente da casa que também deveria estar lotada na parte de trás.

– Sejam bem vindos! – Matt, o namorado de Luna nos recepcionou.

– E aí, bro? – Todos os garotos fizeram um toque e entramos.

Logo todos se dispersaram pelo local e eu me encontrei sozinha. Sentei em um sofá e fiquei encarando a festa por um bom tempo, até sentir o estofado afundando.

– Oi. – Me virei, encontrando o olhar de Meredith.

– Meth, não sabia que ia vir. – Sorri.

– Não queria vir, mas a Luna apareceu na porta de casa e me jogou dentro de um carro. Disse que eu não poderia perder a festa do Matt. – Eu concordei vendo um movimento na porta, Bella, Chris e Crawford entravam juntos.

O casal foi para um lado e Crawford entrou na cozinha, provavelmente procurando por algo para beber.  Decidi que faria a mesma coisa, levantei e Meredith veio em meu encalço.

– Você quer alguma coisa? – Perguntei misturando vodca e CocaCola.

– Quero me manter sóbria, só Coca. – Ela me estendeu um copo.

Saímos da cozinha e voltamos à sala, encontrando Jehn e Ava.

– Oi! – As duas disseram em sintonia.

Don't Let Me Down começou a tocar e Jehn soltou um grito.

– Meu Deus! Eu amo essa música, vamos! – Ela saiu puxando eu, Ava e Meredith para o meio da sala que parecia ser a “pista de dança” e começou a fazer uns movimentos muito legais, ela dançava muito.

Eu apenas me mexia de um lado para o outro e cantava a música, bebericando meu copo de vez em quando.

– Nossa amiga, você ta muito animada. – Me virei encontrando Bella, sem o Chris.

– Aonde está o seu chaveiro? – Sua feição ficou confusa. – O Chris.

– Tá por aí… – Olhou em volta. – Ei, vamos ali comigo?

– Ali aonde, senhora Dallas? – Perguntei.

– Ali. – Ela puxou meu braço - bruscamente, devo dizer- e gritou para as meninas que já voltaríamos.

Ela passou na cozinha e pegou algumas bebidas e misturou, eu nem tive tempo direito para identificá- las, já que ela logo virou tudo de uma vez e disse que estava pronta. Eu fiquei sem entender nada.

Nó paramos perto da escada, que tinha uma mini portinha em baixo, logo Chris e Sammy apareceram.

– E aí, gatinha. Me apresenta sua amiga. – Sammy se pronunciou sorrindo.

Eu revirei os olhos e Bella e Chris se encararam. Eu conhecia esses olhares, ah não.

Foi muito rápido, Bella abriu a pequena porta de baixo da escada e Chris me empurrou em cima do Sammy, fazendo com que caícemos dentro daquele armário, ou seja lá a droga que for aquilo.

Eu corri até a porta, porém notei que não havia maçaneta do lado de dentro, empurrei a porta com toda minha força, mas estava trancada por fora.

– EU VOU TE MATAR, BELLA DALLAS, VOCÊ ESTÁ ME ESCUTANDO?! EU VOU QUEBRAR CADA OSSINHO PRESENTE NESSE SEU CORPO GIGANTE E VOU DAR PARA AQUELES LEÕES COMEREM! EU VOU DAR UM TIRO DE FUZIL NO SEU CÚ, ABRE ESSA PORRA AGORA! – Eu nunca havia estado tão irritada.

Quando parei, notei que Sammy ria da minha cara e eu dei um tapa no peito dele, mas não um tapinha qualquer, um tão forte, que até estalou. Ele parou de rir na hora e eu espero que ele tenha  feito uma das feições mais satisfatórias que eu já vi na vida, de dor.

– Para de rir, Wilkinson, ou quem eu vou matar vai ser você.

Ele me encarou de cima é nessa hora eu percebi o quão alto ele era, ou o quão baixa eu era, não sei.

Estava apertado, aquele lugar não tinha nem um metro quadrado, e apesar de estar frio lá fora, fazia um calor infernal lá dentro. Ao que tudo indicava, a luz estava queimada, então estava escuro, muito escuro.

Senti sua respiração próxima à minha testa e suspirei.

– Você… Está chegando perto de mais, Samuel. – Sussurrei, apesar do barulho lá fora.

– Eu sei. – Ele devolveu.

Senti sua mão levantar o meu queixo e eu procurei seus olhos. Pela pouca luminosidade enxerguei só uma parte de seus cabelos.

Eu senti ele chegando perto, cada vez mais perto. Minha respiração pesou, e senti meus olhos começarem a fechar.

Droga, não.

Ele me deu um selinho.

Meu coração acelerou quando o senti passar a língua pelos meu lábios, pedindo permissão.

Merda.

Eu me afastei e o empurrei, virando o rosto.

– Hoje não, Wilkinson.


Notas Finais


E então? O que vocês acharam? Eu realmente espero que tenham gostado.
Eu não vou colocar o link das músicas, mas se vocês quiserem escutar a primeira música é I Mean It do G-Eazy e a segunda é Don't Let Me Down dos The Chainsmokers.
É isso, até mais ;)


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