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História Holding On To You - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oi, gente.
Primeiramente (fora temer) Me desculpem pela demora, eu sei o quão chato é esperar para que um capitulo saia, porem eu tive vários motivos que explicam a minha demora, mas não vou ficar me justificando.
Mas para compensar a demora, o próximo capitulo vai ser inteiramente narrado pelo Sammy.
Ah, eu queria agradecer todos os comentários e favoritos, vocês são demais!
Espero que voces gostem apesar de estar bem parado.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 6 - Capítulo V


CAP V

 

Thea Holland

 

Até todas aquelas garotas ficarem prontas, já eram oito e meia da noite. Os garotos nos buscaram na porta de casa e eu nunca vi pessoas do sexo masculino tão animados para ir a um show.

Nate, Sammy, Steve, Ash e eu fomos em um carro e o resto do pessoal se dividiu em outros dois. Tecnicamente, Steve e Ash, outros amigos do Nate estavam responsáveis por todos nós, já que apenas os três tinham vinte e um anos ou mais do que isso.

Quando chegamos à arena, meus olhos se arregalaram. Tinha muita gente e eu entendi a animação dos garotos quando vi os ingressos. Ala VIP, ou seja, além de ver o show, ainda iríamos conhecer o cara.

Os seguranças não pediram nossas identidades, o que eu achei muito estranho, porém deixei quieto. Ficamos exatamente de frente para o palco e tínhamos acesso ao backstage, o que achei muito legal, já que teríamos comida.

Kelly subiu ao palco quando era pouco mais de dez e meia, ou seja, muito atrasado, porém compensou muito.

Ele entrou cantando  Alpha Omega em um mashup deTill I Die e todo mundo foi à loucura.

Antes de Little More e Marry Go Round ele disse umas palavras muito bonitas que mexeu com todo o público presente.

Em Spotlight , Lzzy Hale simplesmente subiu no palco e eu quase infartei. Eu adorava Halestorm, adorava acordar o Nate com gritos e estrondosos sons de guitarra, bateria e baixo.

Nessa hora, eu encarei o Sammy, que gritava o rap juntamente dos garotos, e ele encarou de volta e eu sorri cantando o refrão da música junto a todos.

Ainda sentia o olhar de Samuel em cima de mim, porém decidi ignorar.

Quando o show acabou, todos fomos ao Backstage conhecer o cara. Richard foi super simpático com a gente e disse que éramos pirralhos legais, apesar de ele ter só vinte e seis anos.

Depois que saímos da Arena, fomos a um posto de gasolina somente para comer no Quicksmart, uma lojinha de conveniência com uns lanches muito gostosos.

– Cara, eu tô muito ansioso pro Sam entrar no time. – Cameron começou um assunto.

– Não sei não, cara, você sabe que eu fui expulso da outra escola exatamente por isso. – Sammy colocou uma porção de batatas na boca. – O conselho está de marcação comigo.

– Nada a ver, bro. Nós conversamos com o seu tio. É claro que tem algumas regras que você vai ter que seguir, mas dá pra levar.

Eles começaram a perguntar ao Sammy em qual posição ele jogava e onde ele se destacava. Eu e as garotas nos olhamos com tédio e nos levantamos.

– E aí? Aquele papo sobre futebol tá um saco. – Ava disse bebendo um Squirsh de uva.

– Vamos fuçar a loja, ué.

Nos distribuímos pela loja  e pegamos alguns artigos meio estranhos.

Colocamos óculos de criança da Hello Kitty e alguns acessórios aleatórios, tiramos umas fotos meio anos 2000 e os garotos se juntaram a nós depois de um tempo.

 

×××

 

No domingo, eu fiz absolutamente nada.

Acordei por volta das duas e meia da tarde com meu estômago roncando. Levantei ainda desnorteada e fui até o banheiro. Quando me olhei no espelho, dei dois passos para trás. Eu havia esquecido de tirar a maquiagem e meu delineador e meu rímel estavam escorrendo nas bolsas embaixo dos meu olhos.

Lavei o rosto, prendi o cabelo e desci exatamente do jeito que eu estava.

Quando entrei na cozinha, Maria lavava a louça que parecia ser do almoço e me lembrei que meus pais tinham algum evento hoje à tarde.

– Bom dia, Mali. Você vai almoçar? – Maria perguntou sorrindo docilmente.

– Não, Mari. Vou tomar vitamina. – Peguei algumas frutas vermelhas e bati com água, já que eu era meio intolerante a lactose.

Quando cheguei na sala, estranhei outras vozes sem ser a do Nate.

Caminhei para frente do sofá, tendo a visão de Sammy e Ash jogados no tapete enquanto Nate mexia em um joystick escolhendo seu personagem em Mortal Kombat.

Sammy me mediu de cima à baixo e sorriu. Um sorriso muito cafajeste, então lembrei da minha vestimenta. Estava apenas com um blusão do Superman.

– Oi, Thee. Vai colocar uma roupa, Thee. Temos visitas, Thee. – Nate começou repetidamente.

Sem falar nada, dei meia volta e subi as escadas.

Peguei o notebook jogado em cima da escrivaninha e chamei Meredith no Skype enquanto escolhia uma música.

– Diz. – Ela passava um batom.

– Uau. Vai sair? – Perguntei.

– Talvez. – Ela limpou o canto da boca. – James Morrison me chamou para ir ao cinema.

– O intercambista?!

– Ele mesmo.

– Caraca. Ele é de onde mesmo?

– Luxemburgo.

– Hm… Então tem um europeu no seu pé? – Dei um sorrisinho.

– Me deixa! Afinal, para o que me ligou?

– Nada. – Coloquei um shorts. – Queria só jogar conversa fora. Mas você está de saída, então beijos e tchau. – Encerrei a chamada antes de ela me responder e coloquei um moletom buscando meus tênis de corrida.

O dia estava ameno, não havia sol e estava nublado. Nada melhor do que dias assim para correr.

Desci correndo as escadas e peguei uma garrafa d’água na geladeira, saindo de casa.

Me alonguei na grama do jardim e comecei a correr.

Estranhei quando os meus pensamentos foram até Samuel Wilkinson. Ele era um tanto estranho, mas eu conhecia o tipo dele: daria em cima de todas e, enquanto não fosse o maior cafajeste pegador da escola, ele não iria sossegar.

As lembranças da primeira festa do ano me vieram à mente e eu me perguntei se fui a primeira. Levei a mão até os lábios e sorri. Não entendi a minha reação, mas logo espantei esse tipo de pensamento impróprio e continuei a correr.

Duas horas depois, eu estava chegando em casa, visivelmente suada e descabelada.

– Onde estava? – Nate me perguntou assim que coloquei os pés na sala.

– Estava correndo. – Comecei a subir as escadas e ele me seguiu.

– Ah. Queria saber se você quer ir comprar a mobília da casa comigo.

– Apartamento. E sim, eu quero ir, espera só eu tomar banho.

Entrei no meu quarto e fui até o banheiro tirando as roupas suadas que eu estava usando.

Tomei banho, sequei o cabelo e entrei no dilema de escolher uma roupa.

Acabei com um tipo de vestido com suspensórios pretos e um cropped branco com botinhas de borracha preta.

Passei perfume e um pouco de rímel, descendo as escadas.

– Vamos? – Nate girou as chaves do carro na mão.

Assenti e fomos até a garagem. Nate ligou o carro e Tyler, the Creator começou a tocar no rádio. Ele sibilava os versos do rap e batucava com os dedos no volante.

Paramos em uma loja de móveis e entramos para ver o que havia.

Nate escolheu duas poltronas e uma mesa de centro, logo cansando e dizendo para voltarmos para casa.

– Mas Nate, nós acabamos de chegar. – Argumentei.

– Mesmo assim, eu cansei. E além do mais, estou com fome e preciso comprar um computador, o meu deu pau.

Revirei os olhos e o segui para fora do depósito, indo para uma loja da Apple. Ele queria um MacBook por causa do programa de edição de músicas.

 

Voltamos para casa e quando era pouco mais de oito e meia terminei de ler o segundo livro de uma saga que eu estava acompanhando e fui  dormir.

 

×××

 

A escola nunca me pareceu tão entediante como hoje. As aulas passaram tão lentas quanto lesmas com câimbras e eu não via a hora de chegar em casa.

Samuel, para variar, chegou atrasado de novo.

– Dá para você, por favor, tentar chegar no horário em que combinarmos da próxima vez? – Ele se jogou na cadeira ao meu lado.

– Aquela inspetora barbuda! Quem ela pensa que ela é?! Cuzona do caralho. – Ele xingava sem ao menos prestar atenção em mim.

Revirei os olhos e perguntei fingindo interesse:

– O que aconteceu?

– Nossa, eu estava quase comendo a Stassie embaixo da arquibancada e ela vem com aquele bigode fedorento e dizendo que iria chamar o meu tio. Porra, é a Stassie, caralho, ela é muito gostosa! – Minha boca se abriu diversas vezes procurando o que dizer. Não que eu estivesse incomodada com o fato de ele estar comendo uma menina na escola, mas porra, era a Stassie, a maior puta de todos os tempos.

Respirei fundo, ignorando tudo que ele disse, e comecei a falar sobre o conteúdo da prova de trigonometria.

–Samuel, esse x é sobre dois. – Avisei e peguei a borracha, apagando o que quer que ele tenha feito. Ele me olhou com uma cara feia e bufou, me vendo fazer careta.

Cruzei os braços e fiquei o encarando, ele também não desviou o olhar e ficamos assim durante longos segundos, até ele começar a se aproximar.

– Sai daqui, seu nojento! – O empurrei.

– O quê? Você achou que eu ia te beijar de novo? Sai dessa, Holland. – Ele cruzou os braços e se esparramou mais pela cadeira, se é que isso era possível.

Dei um empurrão em seu ombro e ele me olhou feio.

– O que é?! Você tá com ciúmes? – Eu nunca tinha escutado um absurdo tão grande. Eu dei tanta risada que a minha barriga doeu. Quando recuperei o fôlego, comecei a falar.

– Faça me rir, Wilkinson. Por que eu teria ciúmes de você?

Ele sorriu sarcasticamente.

– Ah, Holland, vai me dizer que você não fica pensando naquele dia da festa.

– Não fui eu quem disse que beijo bem. Além do mais, foi só um beijo. Você está bem grandinho pra saber que isso não altera nada em ninguém hoje em dia.

Não esperei ele me responder. Joguei todos os meus materiais dentro da mochila e saí a passos pesados.

Ele me estressava de um jeito descomunal. Eu nem havia parado para pensar nisso. Quer dizer, quando eu estava correndo sim, mas foi só porque eu estava sozinha, espairecendo.

Fui até o bicicletário, vendo o pneu traseiro da minha bicicleta murcho. Bufei de raiva e chutei o ar como uma criança birrenta.

Eu detestava dias nublados por vários motivos e um deles era que chovia. Ótimo, não tinha como o dia ficar pior.

Voltei para dentro da escola, na esperança de ser uma chuva passageira, mas constatei que era um tempestade assim que começou a relampejar.

Conformada que ficaria um bom tempo lá, peguei um livro e comecei a ler. Okay, eu poderia ligar para o Juan e pedir para vir me buscar, porém meu celular estava descarregado.

– Achei que ia para casa. – Encarei o dono da voz que falava comigo.

– Eu ia mesmo, mas o pneu da minha bicicleta tá furado e está chovendo.

– Eu estou de carro, você quer uma carona? – Pensei um pouco antes de responder, mas aceitei.

Ele pegou a minha bicicleta e colocou no porta-malas de seu carro. O caminho foi silencioso e, quando chegamos, ele devolveu a bicicleta e escorou no carro, sem ao menos se importar se molharia sua roupa.

– Obrigada pela carona e tchau. – Me despedi, mas ele me seguiu. – Aonde vai, Wilkinson?

– Nate e eu vamos jogar. Se não se importa...– Ele saiu na minha frente e entrou em casa.

Bufei e revirei os olhos o seguindo. Subimos as escadas juntos e entramos em quartos diferentes.

Tranquei a porta e fui tomar um banho.Dez minutos depois, saí cantarolando uma música do Jimi Hendrix e aproveitei que não tinha nada pra fazer e comecei a tocar guitarra.

Acabei me empolgando e, quando vi, já estava fazendo solos e me jogando no chão. Quando “acordei” do meu momento rockstar, levantei e desci para comer alguma coisa, já que o meu estômago viu apenas uma maçã hoje.

A casa estava silenciosa e eu estranhei, já que o videogame dos garotos deveria estar fazendo um barulho absurdo. Deixei esse detalhe de lado e esquentei uma lasanha de microondas, não que fosse a coisa mais saudável de se comer, porém, apesar de a comida da Maria ser uma delícia, ela estava no mercado e eu não aguentaria esperar ela chegar.

Depois de lavar a louça que sujei, subi novamente e comecei a fazer um trabalho de história.

 

×××

 

Acordei incomodada com alguma coisa nas minhas costas, o sol entrava pela janela machucando minha visão.

– Ai caralho. – Não pude segurar o palavrão ao constatar que havia dormido em cima dos meus cadernos e estava atrasada.

Pulei da cama, jogando todas a roupas para o alto no caminho até o banheiro. Liguei o chuveiro e me joguei embaixo dele, mesmo com a água congelando de tão fria. Deixei o meu cabelo como estava e me enfiei em uma calça jeans de lavagem escura, um moletom do Bart Simpson e tênis pretos.

Saí tão atrasada de casa que não daria tempo de chegar de bicicleta.

Peguei as chaves do Jeep em cima do aparador que ficava ao lado da porta e fui até a garagem. O carro preto piscou os faróis assim que o destravei e coloquei a chave na ignição.

Nunca corri tanto. Quando cheguei na escola, deixei o carro em um lugar super longe, mas foi o que eu achei.

Joguei a mochila nas costas e corri pelos corredores como se a minha vida dependesse daquilo.

Entrei dois segundos antes do professor na sala de aula e suspirei pesadamente assim que ele fechou a porta.

Meredith e Luna me olharam como se eu fosse uma aberração, e eu deveria estar parecendo uma mesmo. Meu cabelo estava preso acima da cabeça com um elástico de prender papéis, mas eu não me atreveria a soltá-los.

O professor de inglês começou a falar e eu anotei coisas que achava importante.

No intervalo, lanchei com Bella e o resto do pessoal. Eles estavam combinando de ir à praia jogar futebol depois da escola e eu logo me animei.

O resto do dia passou lentamente, porém, algum milagre aconteceu e  Samuel não se atrasou.

– Nossa, alguma boa entidade te possuiu? – Ironizei.

– Ha ha, vamos que eu quero muito ir para a praia. – Ele jogou suas coisas em cima da mesa.

– O dia está favorável mesmo, nem parece que estamos no inverno.

Realmente estava um clima estranho para o inverno, então iríamos para a praia, mas não para tomar banho de mar.

Saindo da escola, fui até a minha casa para trocar de roupa e pegar uma bola de vôlei.

Quando cheguei, só estavam Nash, Anne e Hayes.

– Cadê o resto do pessoal?– Perguntei.

– Cameron, Bella, Chris, Crawford, Jehn e Shawn estão chegando. – Hayes respondeu, já que Anne e Nash estavam ocupados demais se engolindo.

– Ah, quer ir jogando? – Mostrei a bola.

– Claro. – Começamos a passar a bola um para o outro enquanto esperávamos.

Sammy, Jack G e Jack J chegaram, se juntando a nós.

– Para um pigmeu até que você joga bem. – Sammy disse erguendo a bola no alto para que eu não pudesse pegar.

– Nossa, que comediante você é. – Bati na mão dele e a bola caiu.– Babaca.

Bella e Jehn chegaram acompanhadas de Ava e sentaram para conversar.

Os garotos se juntaram para jogar futebol e eu sobrei. Deitei na canga estendida na areia e fiquei ouvindo a conversa das garotas.

 


Notas Finais


É isso.
Perdoem meus erros e me avisem também, caso haja algum.
Até a próxima


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