História Hollywood Boy - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Chandler Riggs, Fama, Mídia, Original, Romance
Visualizações 43
Palavras 2.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


e ai hermanos, como vocês estão? sigo p da vida e querendo férias logo
boa leitura e não esqueçam de me falar o que estão achando ;)

Capítulo 15 - Carneirinhos is over


 

E essa foi a história do sonho maluco de Lea Russel, onde era metida em um contrato que dizia que ela seria a namorada falsa do menino Bryan Wayne na mídia, de como acordou assustada e suada mas logo voltou para sua rotina.

Mentira. A garota bem que queria que não fosse, mas a duríssima realidade era que Bryan Wayne estava com a porta do lado dela do carro aberta e uma mão estendida, para que eles entrassem no maldito jantar de noivado de Penny Campbell e Charlie Maphis que mais parecia um evento luxuoso.

Sem nenhuma outra opção, segurou a mão do garoto e saiu do carro com extremo cuidado para não amassar o vestido que usava. Ele deveria valer sua vida.

Mal ficou de pé e já estava tonta com tantos flash's sendo disparados de uma vez na direção dela e de Bryan. Era extremamente irônica a presença do casal ali e ela estava curiosa pelos títulos das matérias de amanhã.

Foi guiada por Bryan a passar pelo enorme jardim da mansão que a hipnotizou por alguns segundos, antes de Bryan apertar sua mão.

A mão do garoto era tão áspera e fria em contraste com a dela que era exatamente o contrário que era gostoso de segurar, mas ela nunca demonstraria.

Lea mal pôde acreditar quando avistou um tapete vermelho e reparou que os convidados passariam por ali para entrar na festa, sendo alvos de uma sessão de fotos.

Bryan, que estava ao seu lado, se posicionou educadamente atrás da moça claramente nervosa em um ambiente completamente novo para ela e a incentivou para continuarem o caminho sob o olhar gritante de todos no jardim. Bryan Wayne e sua tão comentada namorada estavam ali, ao vivo e á cores.

Chegaram no tapete e estamparam o sorriso mais aberto e falso que tinham para as câmeras com a mão de Bryan ainda nas costas de Lea e a outra afundada no bolso da calça do paletó. O salto alto deixa a garota do mesmo tamanho ou até um pouco maior que ele, e eles conseguiam ouvir a respiração pesada um do outro mesmo com o falatório alto e animado das pessoas que os assistia.

Ele pensava se ela devia estar desconfortável com aquilo tanto quanto ele, e lutou contra a vontade de olhá-la de lado para conferir como ela se saía antes de perder a luta e desviar o olhar para ela, desmanchando seu sorriso segundos depois enquanto se perdia naquele mar de beleza que era o perfil de Lea tão de perto.

A viu apenas no escuro da noite e no seu carro. Não fazia jus ao espetáculo que ela realmente estava ali, sob as luzes dos flash's.

Lea estava tão linda, e tão encantadora, e tão maravilhosa, e tão, caralho.

Todas as vozes na cabeça de Bryan que gritaram com ele toda a semana na ausência da morena se calaram e suspiraram em sicrônia, parando para admirá-la. Não exisitia um Bryan estúpido, com agentes estúpidos, amigos estúpidos e complexos estúpidos, naquele momento o foco da mente bagunçada do garoto era apenas pra Lea Russel e seus olhos de cigana mirando as câmeras com um sorriso ladino por qual homens matariam e morreriam por.

Bryan suspirou e somente quando Lea o olhou pelo rabo do olho e arqueou uma sobrancelha o garoto voltou para si, encarando as câmeras meio perdido por alguns milésimos de segundo e logo voltando a sorrir aberta e falsamente. Era bom nisso, praticara a vida toda. Não importa se estava em um bom ou mau dia, se queria ou não estar ali, seu dever desde que se entendia por gente era sorrir para as câmeras, não importa como se sentia sobre aquilo.

Mas Lea não tinha culpa disso e o fato de ele ser um merda decum fantoche que só serve para engordar o bolso dos seus pais não justificava quase ter manchado a imagem da garota com um par de chifre falsos que nunca seria esquecido pela mídia, a impedindo de ser lembrada por qualquer outra coisa no futuro. 

Em poucos segundos caminharam para fora dali em silêncio, e foi Lea quem o quebrou.

— Bryan...

— Não, não diz nada. — ele murmurou baixo, a encarando assim que acabaram de entrar na casa, recebendo todos os olhares ali que nenhum dos dois resolveu dar atenção — Espera a gente sentar em alguma mesa para eu me desculpar por ter sido um completo idiota e falar o quanto você tá espetacular hoje?

Arqueou as sobrancelhas, pegando sua mão enquanto caminhavam devagar pela mansão repleta de pessoas, a maioria os encarando.

— Você não merece, mas vou te dar o favor de fazer a primeira coisa. — Lea só teve tempo de murmurar isso e Bryan de assentir até que a primeira pessoa os alcançasse.

— Bryan! — era um homem velho que Bryan demorou alguns segundos para reconhecer como um amigo do seu pai.

Tiveram toda a conversa constrangedora de amigo-de-pai-e-filho, Bryan apresentou Lea e logo o homem se retirou, depois de desejar felicidades para o bonito casal.

— Vamos nos sentar? — Bryan apontou com a cabeça para o salão repleto de mesas, e Lea assentiu.

— Sim, meus pés estão me matando. 

Bryan assentiu, imaginando quanto aqueles saltos altos deviam doer. 

— Ainda estou tentando entender por quê Penny chamou você. — Lea zombou assim que se sentaram, e os dois riram juntos.

— Ainda estou tentando entender como Charlie deixou que ela fizesse isso. — o garoto franziu o cenho em confusão, e agora Lea riu sincera, aquela risada um pouco chamativa que fizeram o casal ganhar ainda mais a atenção alheia.

Lea viu duas mulheres a encarando um pouco assustadas e sentiu suas bochechas corarem.

— Ops.

Bryan negou com a cabeça, ainda rindo enquanto um garçom os servia. Pelo menos o riso da garota serviu para chamar a atenção de um.

— Então... - Bryan começou, se remexendo na cadeira em busca de uma posição favorável — Sobre a última semana...

— Bryan, você não me deve nada, mas podia ser pelo menos discreto quando... — Lea engoliu em seco, gesticulando com as mãos já corada — saísse em busca de sexo por aí.

— Eu não saí em busca de sexo! — Bryan murmurou baixo, se inclinando na mesa completamente ofendido.

Era isso que ela pensava? Que ele estava procurando sexo com outras dias depois de ter feito com ela? Que não tinha importado para ele?

Bom, pelas ações dele mostrava que não, mas Bryan nem ao menos lembrava de como foi parar na cama daquela desconhecida, e nem ao menos se chegaram a transar.

— Não, imagina. — Lea rolou os olhos — Saiu para rezar e...

— Eu saí porque Vicent encheu meu saco com isso, pra beber, porque estava cansado do dia que passei na emissora... — Bryan interrompeu Lea, suspirando pesado enquanto listava os motivos que obviamente não era a questão ali — Enfim, a questão é que eu nem ao menos lembro o que fiz desde que comecei a beber, quem era a mulher com quem acordei — admitiu, envergonhado com o olhar julgador de Lea — e muito menos como fui parar lá. Nem lembro se cheguei a fa...

— Você alguma vez lembrou de alguma dessas coisas? — Lea arqueou as sobrancelhas, calando o garoto.

Não.

Ele não havia feito sexo sóbrio há anos antes de Lea.

Na verdade, ele nem se lembrava qual foi a última vez. Bryan perdeu a virgindade bêbado, pra começar.

Talvez nunca tenha feito sexo totalmente sóbrio antes, ele não poderia dizer.

— Foi o que eu pensei. — Lea assentiu, quebrando o silêncio de segundos.

Bryan encarou o prato de salada sem a menor vontade de comê-la ou de ao menos estar ali. Se sentia um pedaço de bosta fútil. Era isso que ele era.

Talvez a única coisa que soubesse fazer direito era dinheiro, e ele devesse se contentar com isso. Não era uma pessoa boa, não para Lea.

— Desculpe. — murmurou, a voz saindo mais fraca do que ele gostaria, demonstrando que estava chateado.

Mas Lea também estava.

— Tudo bem. — ela riu fraco, dando de ombros depois de tomar um gole do vinho que Bryan não provou e nem pretendia — Eu meio que já esperava isso.

Bryan arqueou as sobrancelhas, a mágoa se misturando com raiva.

— Esperava? Você nem me conhecia. — rebateu.

— Todos conhecem Bryan Wayne. — Lea murmurou em tom óbvio enquanto revirava os olhos e sorria dura.

— Você mais do que ninguém deveria saber que nem sempre o que a mídia mostra é a verdade. — se defendeu, analisando firme a expressão fria da garota que nem ao menos lhe encarava nos olhos enquanto o machucava com as palavras.

— É, talvez não. — Lea deu de ombros, finalmente desviando o olhar do salão e encarando Bryan séria, também o analisando — Mas eu te conheci e no final vi que era igualzinho ao que a mídia mostra. 

Bryan retribuiu o sorriso duro da garota, engolindo as palavras como ácido.

Não, ele não era. E mostrou isso para Lea como não mostrava para quase ninguém. Foi gentil com ela como não imaginava ser com nenhuma garota antes, teve atitudes com ela que nunca teve com mais ninguém. Foi um idiota que acreditava que poderia ser ele mesmo com alguém e a pessoa o aceitaria como se fosse alguém normal, não Bryan Wayne. Ele errou a porra de uma única vez e ela tomou isso como verdade só porque queria, porque se ele não fosse da porra de

Bryan Wayne e se não tivesse a droga da reputação destruída, ela teria visto tudo com outros olhos. Teria visto que ela nunca deu a entender que eles tinham algo sério e ele poderia ficar com quem quisesse e não lhe devia satisfação de sua vida. A droga do contrato já era algo sujo e ela se submeteu á isso, assim como ele. Nenhum dos dois estavam certos desde o início e tudo o que faltou foi respeito para todo mundo em volta dos envolvidos. 

Bryan sentiu uma vontade descomunal de simplesmente sair dali e se afundar na sua cama, jogar video game ou simplesmente conversar com alguém que acreditasse nele. Mas aí que está: nem seu pai, nem seus amigos, nem a merda da garota que não saía da sua cabeça, nem mesmo Andrew acreditava nele. Nem ele mesmo acreditava, as vezes. Sua mãe o entendia e seria ótimo se não tivesse em outro país agora, além de ela não saber de nada do que realmente está acontecendo.

Mas dane-se, ele poderia conversar com Leo. Só queria sair dali, mas não podia. Andrew o mataria.

Teria que ficar ali e encarar uma Lea Russel claramente desconfortável com a reação — ou falta dela — dele. Ué, ela também já não esperava por isso? Russel era a própria mãe diná.

O garoto bufou pesado, negando com a cabeça enquanto encarava as pessoas ali. Pelo menos eles não eram mais o centro das atenções. Suspirou aliviado.

— Bryan... — Lea o chamou depois de rever suas palavras e decidir que talvez tivesse ido longe demais, mas Bryan cortou.

— Só cala a sua boca até o final dessa noite de merda. Vamos voltar para casa daqui uma hora, não precisa se preocupar. 

Lea deixou o queixo cair, completamente surpresa. Não esperava que suas palavras fossem afetar tanto assim Bryan Wayne.

— Bryan, dá pra parar de ser infantil? — murmurou baixo — E não fala comigo assim! 

— Por que não? Não é o que você já esperava? — sorriu falso, logo fechando a cara novamente — Tem razão, e é melhor ficarmos calados durante essa hora para evitar mais desentendimentos. Somos colegas de trabalho, precisamos ter uma relação estável. — deixou toda sua infantilidade falar afim de provocar Lea, que riu desacreditada e jogou suas costas na cadeira, não se importando com a compostura de dama que deveria adotar naquele lugar.

— Você é tão infantil. — reforçou, negando com a cabeça depois de arfar raivosa.

— E irresponsável. — Bryan acrescentou.

— E dramático. 

— E galinha.

— E estúpido.

— E delinquente.

— E dissimulado.

— E gostoso.

— E mentiroso. - Lea riu fraco, mas Bryan não acompanhou.

— Vou dar uma volta. — disse por fim, arrumando o casaco do seu paletó antes de levantar-se.

— Vai me deixar aqui? — Lea franziu o cenho, assustada.

Ela nunca esteve em um lugar daqueles antes e se não fosse Bryan ali, estaria surtando. Mesmo sendo um idiota, algo nele fazia Lea se sentir segura em qualquer lugar que estivesse, contando que Bryan estivesse com ela. Isso era ridículo, mas ela preferia acreditar que era algo como quando estamos no colegial e somos mandados para a diretoria, sabe? Sempre preferimos aquele amigo idiota junto.

— Você pode sair e socializar com as dezenas de modelos aqui, afinal é pra isso que assinou um maldito contrato. — Bryan susurrou baixo, parando em pé ao seu lado - Pra crescer no mundo da fama. E aí vai uma dica importante: você precisa socializar com as pessoas do seu meio, fazer amizades, aparecer com pessoas e tudo mais. — deu de ombros — Volto daqui uma hora para irmos embora e você finalmente se ver livre de mim pelas próximas semanas.

Lea engoliu em seco vendo Bryan caminhar pelo salão e o seguindo com os olhos assim como muitas pessoas dali, especialmente as mulheres. Mas ninguém ali estava prendendo um choro, ela sim. E nem sabia o porquê.

Cruzou os braços e tratou se limpar a única lágrima que escorreu, decidida ficar ali durante a maldita hora. Não queria falar com mais ninguém.

E foi assim que Bryan a encontrou quando voltou para a mesa uma hora depois: sentada, sozinha, de braços cruzados e um bico de choro no rosto que ela nem se dava conta que carregava, mas fez o coração do garoto apertar e ele sentir a vontade improvável de abraçá-la e se desculpar. Irônicamente ela sentia a vontade de fazer a mesma coisa com ele, mas ninguém o fez. Bryan apenas tocou no ombro de Lea levemente para chamar sua atenção, mesmo que soubesse que ela já havia o notado ali.

— Vem, vamos pra casa.


Notas Finais


FIGHT! ksoslwwkeoeododprprpdld ai, como eu amo uma treta
não esqueçam daquele feedbackzinho delicioso que me anima a continuar rapidinho p vcs, bjos e até o próximo cap


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