História Holy Hell - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Aventura, Demonios, Medo, Mistério, Morte, Revolta, Sobrenatural, Sobrevivencia
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Palavras 1.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii trevosos fofuxos :3 Como vcs estão? Bem, espero que gostem dessa história. Um pequeno aviso: Essa história foi tirada apenas da minha mente, personagens, denominações e etc, outro aviso essa história pode contém cenas fortes/inapropriadas. Contudo espero que gostem dessa nova história. Boa leitura! :3

Capítulo 1 - Sky Piece: A Cidade Perfeita


Fanfic / Fanfiction Holy Hell - Capítulo 1 - Sky Piece: A Cidade Perfeita

Sky Piece, a cidade que possui a fama de ser a cidade dos sonhos, considerada ótima para turista e outras pessoas que procuram visitá-la ou morar na mesma. O clima na maior parte do tempo é agradável, também há chuvas grossas ou até mesmos enormes tempestades podendo ser de neve, algumas vezes, mas os habitantes afirmam que ainda sim é a melhor cidade para se viver, mesmo com seus momentos sombrios, que por vezes me assustam.

Sou a Íris, uma dos habitantes dessa cidade. Morei no orfanao, acho que desde que nasci, hoje já consigo "me virar" sozinha. Trabalho numa cafeteria. Apesar de que não era isso que eu queria, como tinha que começar a trabalhar para sair do orfanato foi o que consegui. E aqui estou, pensando enquanto caminho para mais um dia de trabalho. Não dormi bem. Pesadelos, eles me acompanham desde pequena, o mais estranho é com se quisessem me dizer algo. O que estou dizendo isso é bobagem. Além de que tenho que me apressar para abrir a cafeteria.

(Alguns minutos depois)

Pronto! Tudo está arrumado. Foi mais fácil do que imaginei * suspiro *.

— Oiii! - alguém grita.

— Ambie? – falo assustada – Nunca me assuste assim.

— Desculpe! -risos- Não achei que você ia se assustar tão fácil. Você está longe ultimamente. O que houve?

Ela está certa tenho estado bem aérea nos últimos dias. Mas não sei se deveria contar-lhe a verdade, não temos tanta intimidade. Tenho que dizer algo, se não ela vai me fazer perguntas o dia todo. Como  muitos nessa cidade sabem que sou órfã, qualquer que tenho o usam como argumento, mas já me acostumei. 

— Estava pensando na minha mãe e na minha família, pensando no que sera que aconteceu com eles – há um pouco de verdade, as vezes me pego pensando se seria melhor ou não.

— Deve ser difícil para você não ter seus pais, confesso que não imagino como seria não ter tido meus pais comigo, quer dizer como alguém seria capaz de viver sem saber o que é receber carinho, beijinho de boa noite, ter seus pais sorrindo para você, se sentir amada por eles e… - ela para e olha para mim – Aii desculpe, que falta de sensibilidade a minha - sinto um tom de deboche em sua voz, se fazer de inocente é um clássico dela.

— Não se preocupe, acabei que tive minha independência e  maturidade apesar de tudo, não preciso ser queridinha do papai, e nem ficar bajulando ninguém para conseguir algo. Acredita que muitos preferem o caminho mais fácil, que bom que você não é uma delas – sorrio sarcasticamente – vamos trabalhar.

— Vamos - ela entendeu o que quis dizer.

(Algumas horas depois)

Já são 4 h PM, está quase perto de fechar. Hoje foi agitado, mas diminuiu a tarde. Estou tão cansada que só penso em voltar para casa. Essa é a minha vida. Monótona? Talvez. Sempre a mesma coisa, o movimento diminuindo, Ambie dando encima do mesmo cara que vem aqui às 4 h PM, antes era só pelo café, mas agora acho que ele tem um motivo a mais para vir aqui e eu cansada querendo nada mais que minha casa.

[Porta abrindo]

Um homem se senta no balcão. Ele aparenta ser um daqueles caras descolados, bonitos, que gostam de ficar chapado em festas. Esse cara é o Josh, estudávamos na mesma escola. Estranho é que ele não gosta de lugares como o café, deve ter um motivo relevante para estar aqui. Me aproximo para atendê-lo:

— O que deseja?

— Você se surpreenderia se eu ti dissesse que o que eu desejo – olho para ele indiferente – Ah você está falando do café… o café mais forte que tiver. – pego a xícara coloco sobre o balcão e logo após despejo na mesma.

— O que foi? Você levou um daqueles foras inesquecíveis ou a ressaca de ontem pegou forte?

— Não foi nenhum fora, nem ressaca… Me diz uma coisa por quê você ainda se convence que não gosta de mim? - diz mudando de assunto.

— Não é convencimento, é certeza.

— Adoro isso em você, sabia?

— Hum… Apenas não caio em suas cantadas baratas. Sei o que quero e tenho consciência, o que ainda me pergunto se você tem.

— Então me diga senhorita, o que você quer? – me aproximo e sussurro – que você pague a conta – me afasto com um leve sorriso.

— Ok, você me pegou – risos – esperava algo mais quente nesse seu sussurro mas não.

— Poxa, sinto muito ter acabado com suas expectativas. Odeio ter que parar essa conversa tão “agradável”, mas estamos fechando.

— Ok! Posso pelo menos te acompanhar até em casa?

— Se dizer que sim você vai me deixa em paz? 

— Pelo menos por hoje, não garanto nada amanhã – risos.

Conhecendo ele, não vai parar nem tão cedo. Porém, vou ficar livre dele por um tempo.

Estamos andando até a minha casa, Josh está falando bobagens. O pôr do sol está tão lindo que estou enfeitiçada, um alívio preenche meu peito, é uma ótima sensação. Já consigo enxergar minha casa, porém Josh está calado a um bom tempo, me pergunto o que passa por sua cabeça.

— Terra chamando Josh, na escuta? - ele ficar com um olhar de surpresa e confuso.

— Desculpe, estava … O que você estava dizendo mesmo?

— Nada, apenas estranhei, você ficou calado de repente.

— Ah não se preocupe - ele sorri docemente, o que é estranho mas prefiro deixar quieto.

Chegamos, agora é dar um jeito e achar a chave nessa bolsa. Enquanto procuro a chave, o ele só me observa fixamente, estou começando a ficar desconfortável.

— Íris, e.eu - ele gagueja e fica um pouco corado, realmente estranho, a não ser que... não seja o que estou pensando – sei que você acha que sou um idiota, babaca, o que seja, mas – merda, é mesmo o que estou pensando – gosto mesmo de você e sei que você…

— Olha, não precisa... – sou interrompida por ele.

— Por favor, me escute, tá bem? Mesmo que demore muito tempo, mostrarei que não sou o que pensa. Acredite em mim, porque você é diferente das outras garotas e talvez tenha sido isso que me fez gostar tanto. Por favor não me peça para desistir porque não vou.

Não sei o que pensar ou como reagir diante dessa situação, simplesmente não esperava que ele fosse falar esse tipo de coisa, não é do feitio dele, será mesmo que ele está dizendo a verdade. Suas palavras me transmitiram sinceridade, o que nos nossos anos de convívio sinto ser a primeira vez.

Ele se aproxima, meu coração acelera, ele coloca sua mão em meu pescoço e me abraça, depois ele me olha nos olhos e se despede me dando um beijo na testa. Entro em casa, ainda surpresa com o que acabará de acontecer.  Preciso de um banho de água quente para me distrair.

(No dia seguinte)

São 6 h AM, parece que o sono não quis dar as caras, ontem não sai da minha cabeça. O que fez você falar aquelas coisas Josh? Vou aproveitar minhas folgas para descansar colocar as ideias em ordem, sair e caminhar um pouco.

O ar do parque é reconfortante e acolhedor. Essa vista, o pôr do sol sobre o lago, não está quente mas também não está frio. A natureza pode nos surpreender a cada instante. Acabo por sorrir, isso me deixa feliz, me traz paz, algo que não tive por anos. Mais tenho que me preparar, vou me mudar daqui em 3 meses. Me aproximo do lago e me sento a beira dele, observando aquela imagem diante de mim, até que uma mão repousa sobre meus ombros. Ao olhar percebo que é a pessoa na qual evitei pensar durante todo o dia.

— Josh? O que faz aqui? 

— Estava dando uma volta pelo parque quando te vi parada aqui, quer companhia? - ele pergunta mas claro que a resposta não importaria, já que ele iria se sentar ao meu lado de todo jeito.

— Se quiser, fique à vontade. - digo parecendo desinteressada, ele se senta e  respira fundo logo em seguida.

Ficamos em silêncio por um tempo afinal nenhum do dois sabia como reagir depois de ontem. Para ser sincera estou sem graça, não sei o que falar, espero que  não fale nada, que fique calado pelo menos hoje ou não saberei como olhar para ele sem pensar no ocorrido. Porém minhas expectativas foram em vão, ele começou a falar.

— É estranho, não acha? -  me pergunta

— O quê? - pergunto curiosa

— A maneira como as coisas acontecem na nossa vida, na maneira como as pessoas chegam nela, como elas vão embora, como elas mexem com ti – ele para e me olha como se quisesse uma reposta, porém estou tão sem graça que não consigo dizer uma palavra.

— E essas maçãs? - ele pergunta sorrindo ao perceber minhas bochechas corarem.

Escondo meu rosto com meu cabelo. Ele retira meu cabelo do rosto e diz:

  — É a primera vez que te vejo ficar tímida perto de mim – ele acaricia minhas bochechas até os meus lábios, sinto meus batimentos acelerarem.

Nossos rostos estão próximos, ele coloca uma das mão dentre meus cabelos e a outra em minha cintura e então me beija. Seu beijo é doce, calmo como a brisa, nossas bocas dançam em harmonia com os nossos corações. Momento perfeito demais para se capaz de existir, nos afastamos um pouco mas nossos olhares se cruzam e permanecemos imóveis, um leve sorriso surge em meu rosto, não achei que seria capaz de senti algo tão bom como o que estou sentindo, por anos evitei sentir qualquer coisa que remetesse a esse sentimento.

— Estava errado.

— Sobre?

— Sobre este momento – fico intrigada – achei que ele seria bom mas ele foi maravilhoso.

Olho para ele e o admiro enquanto ele faz o mesmo. Não dá para imaginar se isso é real. Meus pensamentos somem e fico ali concentrada. Ficamos até anoitecer, depois nos fomos para nossas casas. Horas se passaram, são praticamente 1 h AM, estou deitada no sofá, pensando nele enquanto a chuva cai. Como foi que isso aconteceu? Parece não ter explicação para o que estou sentindo. Até que adormeço no sofá.

Embora estivesse exausta, pesadelos me rodeiam todas as noites, nessa não é diferente. Acordo assustada com o som dos trovões, me sento e repouso minha cabeça entre as pernas e procuro me acalmar, um mal pressentimento me preenche, algo está para acontecer. 


Notas Finais


Enfim este foi o primeiro capítulo dessa história. Espero que tenham gostado e lembrando que o feedback de vcs é muito importante para mim! Bjs e até o próximo capítulo, trevosos fofuxos! :3


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