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História Home - Capítulo 1


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Notas do Autor


Yo :3
Sim, eu sei que faz um tempo que eu não posto nada, mas acho que fazer algo de vez em quando me ajuda kkk
Esse casal vem sendo um dos meus OTPs já tem tempo, e queria ter feito uma das 100 Ones sobre eles, mas me desviei muito do foco. Fica aqui então a minha tentativa de fluffy HADASHDUHASUD

Para uma melhor experiência, procurem no YouTube "home gabrielle aplin s&r", para que possam ouvir essa música maravilhosa que deu ritmo à essa fic <3

Boa leitura!

Capítulo 1 - Único - Butterflies, Moon and Future


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Finalmente, Tanjirou podia deitar na cama da ala hospitalar da Mansão das Borboletas em paz consigo mesmo. Não havia mais o que temer, e a calmaria havia chegado.

A derrota de Muzan gerou muitas consequências negativas e isso era inegável. Porém, os benefícios também podiam ser levados em conta: os demônios, agora sem terem o que temer, se agrupavam em lugares, o que facilitava de serem mortos; não havia mais o medo constante de uma ameaça maior, e muito menos a presença de onis fortes o suficiente para suportar as emboscadas dos Pilares restantes; e, o melhor de tudo, pelo menos para o rapaz ruivo, Nezuko era agora uma humana novamente.

A tranquilidade no espírito do rapaz ao perceber que havia conseguido cumprir todos os seus objetivos era imensa. Estava vivo, sua irmã estava bem e o maior inimigo que conhecia estava morto. 

Quer dizer, estava em paz, mas sentia-se perdido. O que faria agora? Nunca havia parado para imaginar o que faria após realizar tudo que planejava, e isso o deixava imensamente frustrado nesse momento. Nunca teve muitas expectativas em sua infância, pois pensava estar destinado a ser um mercador de carvão, e, depois de Nezuko se tornar um demônio, se prendeu única e exclusivamente ao objetivo de exterminar aquela raça e torná-la humana.

O que fazer a seguir? Infelizmente, nem Oyakata, nem Shinobu, nem Giyu estavam vivos naquele momento para guiá-lo tal qual fizeram anteriormente, então resolveu caminhar pelo residencial Kochou em busca de uma resposta para seu coração inquieto.

Já era de madrugada, então não se importava de sair vestindo apenas um yukata azulado. Tudo ao seu redor seria completamente silencioso se não fossem as corujas a piar e o vento balançando os galhos das árvores, além das pequenas borboletas a voar pelos corredores e jardins do lugar. Mas um cheiro doce e forte invadiu as narinas sensíveis de Tanjirou, fazendo-o parar na mesma hora. Não sentia medo, incerteza, dúvida… Apenas paz, com aquele leve aroma que o lembrava a sensação confortável e quase nunca presente de estar na companhia da sua família. A sensação de alegria.

Tão rápido quanto percebeu, suas pernas o levaram em direção à fonte do perfume. Reconheceu o caminho que fazia, apesar de estar tão centrado em sentir o ar, e sabia onde daria: a pequena lagoa com uma rocha no centro no jardim de trás da mansão. E estava correto.

A Lua alta naquela noite o permitia enxergar perfeitamente na escuridão, e a silhueta sobre a pedra do lago era inconfundível aos olhos do Kamado. As borboletas voando ao redor da pessoa apenas confirmavam quem pensava ser.

- Kanao! - o chamado fez a Tsuyuri virar em alerta. Estava tão distraída em seus pensamentos que nem mesmo seus sentidos foram capazes de detectar a presença dele. As borboletas deixavam a cena extremamente mais bonita.

- Oh Tanjirou! Boa noite! Também saiu para pensar na madrugada? - quando os olhos se encontraram naquele momento, um pequeno sentimento de tristeza o preencheu. O olho direito quase cego o fazia se sentir culpado.

- Me sinto meio perdido com o que fazer agora. Quer dizer, Muzan está morto e não temos mais o que fazer, já que Obanai, Mitsuri, Himejima e Shinazugawa estão cuidando de tudo enquanto descansamos. - ele coçou a nuca, sem graça.

- Eu quero achar o que fazer agora. E você, o que faz aqui? - as bochechas dela avermelharam e ela desviou o olhar, algo atípico da morena. O cabelo solto a deixava ainda mais bela a luz da lua.

- Eu… Bem, estava pensando no futuro. - disse simplesmente, sem pensar muito e tentando afastar os pensamentos que tinha anteriormente.

- Eu sempre ouvi as ordens da Shinobu, agora não sei o que fazer quando eu quem preciso dá-las. 

- É estranho podemos ser “normais”, não? Fazia tempo que pensava no futuro e não só se estaria vivo amanhã. - o sorriso dele era reluzente. Estar ao lado dela lhe dava paz, apesar dele não entender o porquê.

- Mas acho que vou buscar uma família agora. Minha mãe sempre me ensinou que ao lado daqueles que você ama que você se sente completo. - o puro pensamento de pensar em Tanjirou tendo uma família com alguém se não ela a incomodou. Ela não queria que ele fosse embora.

- Um futuro… Ao lado de quem se ama? - ela repetiu para si mesma. Imediatamente, seus olhos se dirigiram ao rosto suave e meio enfaixado do ruivo ao seu lado. Corou intensamente, afastando aquelas ideias uma vez mais.

- Tem alguém que você ama, Kanao? - a pergunta dele fez sua cabeça girar. Ainda hesitante, mas confirmou com a cabeça

Apesar de ser estranho, o fim da luta trouxe mais uma coisa que os fez se aproximar: a dor. Era compreensível, afinal; a menina havia perdido sua mestra e irmã, e ele, o companheiro que o permitiu concluir seus sonhos. As noites que passaram juntos, sentados sobre o chão frio lado a lado enquanto as mensageiras da morte voavam ao redor deles, a se lamentar os fizeram ficar mais próximos, e os sentimentos antes dormentes pela adrenalina acharam  espaço para desabrochar após dois anos. 

- Inosuke? - a pergunta dele a deixou apreensiva. Deveria falar? Ou não? Sentia-se extremamente nervosa e sua cabeça só pôde menear negativamente.

- Quem então? Obanai? Uzui? Zenitsu? Himejima? Shinazugawa? - cada nome dito causava a mesma negação repetida. Até que a última pessoa que ele pôde pensar saiu proferida de suas palavras.

- Er… Eu? - após muitas tentativas, um aceno tímido deu a resposta mais inesperada para ele. O medo da resposta a fez tremer, e ela resolveu sair de lá. Já estava emocionalmente quebrada o suficiente, não precisava daquilo. As borboletas repousadas sobre ela voaram, amedrontadas.

Porém, o braço forte de Tanjirou agarrou sua mão, trazendo-a mais para perto e fazendo-a abraçá-lo. Seu coração palpitava, sua mente se tornava mais e mais turva e o calor em seu corpo apenas aumentava. Mas se sentia confortável. Extremamente confortável, apesar de ser incapaz de falar. Passaram cerca de 5 minutos dessa maneira, tempo que ela teve para retribuir o gesto e aninhar-se no peitoral do rapaz.

- Isso foi inesperado, e não sei muito o que falar, Kanao. Mas… - o tom dele era tão alegre, e as borboletas que voavam ao redor dele pareciam mágicas de tão belas. Ela apertou abraço, claramente ansiosa.

- Acho que sinto o mesmo que você, apesar de não saber falar direito. - ele riu baixinho, em seguida olhando para ela e se chocando. Lágrimas desciam de seus lindos olhos violetas, e ele fez questão de limpá-las antes de prosseguir.

- Eu me sinto como se você fosse minha família. Não como eu me sinto com Inosuke, Zenitsu ou mesmo Nezuko. É como se… Eu me sentisse a pessoa mais calma do mundo apenas por sentir seu cheiro. Então, acho que é isso. - colaram as testas, fechando os olhos em seguida. Contando até três, pronunciou as quatro palavras que mudariam sua vida.

- Eu te amo, Kanao. - uma lágrima solitária escorreu pelo olho dele. Diferente de todas que havia derramado nos últimos meses e anos, aquela gota era diferente. Ele se sentia completo, como se dizer aquelas palavras o aliviasse.

A Tsuyuri, por outro lado, apenas processava tudo aquilo. Havia esperado tanto, suprimido tanto, tentando tanto evitar aqueles sentimentos por ele, mas foi impossível, no fim, evitar do amor tirar sua razão. O casulo vazio que era Kanao se foi quando ele apareceu, aquela primeira vez, há 2 anos atrás, quando ele fez a proposta de fazê-la seguir seu próprio coração.

E aquele mesmo coração que ele havia libertado agora pertencia a ele, e vice-versa. As borboletas e a Lua eram testemunhas do amor puro que havia ali crescido, regado a dor, companheirismo e sorrisos discretos e brilhantes. E foram também testemunhas do beijo doce e inocente, além de desajeitado, com qual selaram a promessa de serem o futuro um do outro.

 


Notas Finais


Só isso mesmu. Ja nee~


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