1. Spirit Fanfics >
  2. Home >
  3. Fronteira - Parte 2

História Home - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


ENQUANTOO ELE DORMIA
MAL ELE SABIA
QUE LÁ NA CASA DELA ELA SENTAVA E ESCOLHIA
QUEM ELA QUERIAAA
ESSA MINA É SOLTAAAAA
VAI TER QUE SUPERAAAAR

Ok eu vou parar de cantar agora kkkkk

mais um capítulo chegooou! Espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 2 - Fronteira - Parte 2


Uma mulher se movia lentamente por entre as árvores, tentando ao máximo ficar escondida. Seus olhos estavam focados na janela, porém, eles não tinham expressão nenhuma. E ela só tinha um pensamento: matar, a natureza deve seguir seu curso, matar…

Seu colega tinha falhado na missão de matar a culpada de tudo aquilo. E agora o corpo dele descansava no fundo do lago. Deus, ela daria tudo para sentir o sangue quente da outra mulher escorrendo por seus dedos, enquanto ela lentamente enfiava uma faca em sua garganta.

Continuou a se mover, se aproximando cada vez mais da porta. É claro que os tolos a abrirão no exato momento em que James ver seu doce e inocente rostinho. 

Mal sabia ele, que ela agora só tinha um único propósito:

Matar Elishia McKellar.

*****

Dentro da cabana, Elishia McKellar estava sentada em uma cadeira, as pernas apoiadas contra o peito e um cobertor sobre seus ombros. Vestia uma roupa de Kate, porém a ressuscitada era maior que ela, fazendo com que as calças e a blusa ficassem grandes e largas. Bem, pelo menos ela já não estava mais com as roupas molhadas e sujas.

William pairava como uma sombra em volta dela, protegendo-a como se alguém fosse quebrar o vidro e tentar cortar a garganta da médica a qualquer minuto. Ela também temia isso, afinal, a sensação da lâmina gelada em seu pescoço ainda estava viva.

Seu braço doía, apesar dos analgésicos fortes que tinha tomado e da imobilização improvisada, mas afinal, possivelmente estava quebrado. E a febre insistia em não ir embora, apesar de não ter um motivo aparente para ela estar com tanta febre. E se não bastasse tudo isso, sua cabeça também doía por causa dos cortes. Além disso tudo, quando tentaram forçá-la a comer um pouco, ela vomitou no chão da cozinha. 

Definitivamente, Elishia poderia ser considerada uma das pessoas mais azaradas do mundo.

Seus olhos estavam quase se fechando por conta do cansaço, mas ela não queria dormir. Tinha medo dos pesadelos.

Mais cedo, quando ela acordou depois de terem cuidado de seus ferimentos, ela recebeu vários olhares de ódio. Então, em meio as lágrimas que molhavam sua face pálida, ela murmurou que nada do que fez foi por maldade e que ela se arrependia de todo mal que fizera, prometendo consertar a fronteira como uma “forma de compensar”.

-Mas eu sei que - ela sussurrou e William apertou seu ombro para transmitir algum conforto - se traição tivesse perdão, o diabo voltava a ser anjo.

-Eu só preciso saber uma coisa - Kirstie tinha dito, num tom quase desesperado - você não era sapatão?!

-Eu namorei com a Alison por um bom tempo - Elishia explicou, a dor de cabeça piorando - foi ela quem segurou a minha mão enquanto eu morria lentamente sem conseguir respirar. Mas a Alison é meu passado - Elishia sorriu - e atualmente temos o termo “bissexual” - ela brincou, na esperança de aliviar o clima tenso.

-Eu também tenho uma pergunta - Charlie ficou meio nervoso - o que é “sapatão”?

-Mulher que namora mulher - a médica foi direta ao explicar, arrancando um olhar confuso de William - que foi? Eu namorei mulher já.

Ao sentir uma mão delicada pousar em seu ombro, Elishia voltou a realidade e  abriu os olhos, se deparando com William ajoelhado ao lado dela.

-Quer ir deitar um pouco? - ele perguntou.

-Não - ela sussurrou, extremamente teimosa.

-Você está praticamente dormindo sentada - ele acariciou o cabelo dela.

-Se eu for me deitar agora, os demônios que me assombram a noite apenas virão mais cedo.

-E eu vou estar lá para espantá-los - ele prometeu. 

-Ta bom - ela cedeu.

Elishia passou o braço em torno do pescoço de William e ele a ergueu nos braços com o máximo cuidado o possível.

-Vai ficar tudo bem - ele prometeu, a deitando na cama e beijando seus cabelos loiros.

-Espera - repentinamente, Elishia se sentou na cama, sorrindo - eu acho que entendi! - ela comemorou.

-O que foi? - ele perguntou, visivelmente confuso.

-A fronteira foi criada para manter vocês seguros - ela divagou - se vocês ultrapassarem, vocês voltam ao estado em que estavam, ou seja, mortos. E agora a fronteira está se contraindo. Mas eu posso ultrapassá-la, pois eu usei uma combinação diferente para me trazer de volta! É isso!

-Elishia, eu não entendo…

-Eu não posso recriar a fronteira! Mas eu posso destruí-la! Preciso do meu equipamento…

-No momento a única coisa que você precisa é descansar - ele disse.

-Mas eu já me sinto bem! - ela garantiu. E, de repente, seu rosto se contraiu em uma careta de dor.

-O que foi? - William perguntou, preocupado.

-Minha cabeça tá doendo muito - ela se deitou, enquanto levava a mão até a testa.

-Calma, já vai passar - ele murmurou, acariciando o cabelo dela. Porém, Elishia não lhe deu a mínima atenção - você consegue me ouvir?

E novamente, ela não respondeu. 

*****

Uma mulher de baixa estrutura, cabelos loiros e óculos lutava contra a fechadura de sua casa - que ela estava enrolando para trocar a meses, diga-se de passagem - enquanto lutava para segurar um guarda-chuva. Maldita tempestade, não poderia ter esperado pelo menos mais meia hora para cair?

Por ser a CEO da Smoak Technologies, tinha sido obrigada a ficar na empresa até mais tarde, em reunião com Oliver Queen, CEO das Indústrias Queen, mas para sua sorte, ele lhe pagou um café na saída.

-Laurel não vai ficar com ciúmes? - ele brincou.

-Ela te odeia - Felicity o lembrou - especialmente depois que você pediu o prefeito em namoro na frente de Star City toda, porque por sinal, o prefeito é justamente o pai dela. Você tem uma quedinha pelos Lance, né? Primeiro a Sara, depois a Laurel, quase pegou a Lauren e agora o Quentin! 

-E quase peguei você - Oliver tinha brincado, recebendo em troca um chute na canela e um “até o próximo jantar em família”, que Felicity havia resmungando.

-Laurel! - Felicity chamou, começando a sentir frio - Abre a porta por tudo que existe de mais sagrado! - e dizendo isso, começou a esmurrar a porta.

Depois de alguns minutos sem obter respostas, começou a gritar mais alto, enquanto ainda socava a porta:

-DINAH LAUREL SMOAK LANCE! ABRE ESSA MALDITA PORTA AGORA!

Será possível que ela tinha ido visitar a irmã gêmea, Lauren Drake Lance, que morava a três casas de distância? Ou talvez a irmã mais nova, Sara Sharpe-Lance, que morava com a esposa Ava a cinco quarteirões dali?

Foi até a janela mais próxima - a essa altura já tinha ficado encharcada - e bateu com força. A cortina estava aberta, mostrando o quartinho cor de rosa da pequena Mia, que também não se encontrava no quarto.

-Laurel! - Felicity gritou.

-É a mamãe! - ouviu Mia gritar, enquanto entrava no quarto corria em direção a janela.

-Bebê - Felicity disse para a criança de cinco anos - fala pra mamãe Laurel abrir a porta ou ela vai dormir lá na tia Lauren.

Naquele momento, Felicity ouviu a porta ser destrancada por uma Laurel que tinha macarrão nos cabelos.

-Foi mal - ela riu, e Felicity entrou na casa bufando - eu tava tentando fazer o jantar. Enjoei daquele macarrão que a gente pede todo dia.

-A cozinha tá destruída? - a loira menor perguntou, despindo a roupa molhada e entrando no banheiro.

-Quase… Vou tentar esquentar aquele resto de pizza.

-É uma ótima ideia. 

*****

Enquanto isso, na pequena cidade de Yohanna, Elishia dormia tranquilamente. Mais cedo, ela havia tido uma crise de dores de cabeça que não tinha desde as épocas do colégio. E quando conseguiu recuperar o foco, concluiu que provavelmente estava com alguma concussão.

Kirstie estava sentada na janela, escovando os cabelos negros e percebendo que eles tinham crescido um pouco - quando voltou à vida, eles estavam na altura dos ombros, agora já estavam quase na altura de seus seios - e que por um momento a cabana tinha ficado muito silenciosa.

Charlie estava sentado próximo a ela, tentando aprender a usar um telefone do século vinte e um. Kate estava sentada no chão ao lado dele, os cabelos loiros quase ruivos cobrindo metade do rosto.

William enfim havia deixado o quarto em que Elishia estava, mas continuava próximo a porta. James afiava uma faca, ou pelo menos fingia afiar, pois Kirstie sabia que seus olhos não saiam de cima de Kate, apesar de ambos estarem com outras pessoas.

Largou a escova de lado e continuou encarando a paisagem do lado de fora. Estava esfriando, provavelmente não iria demorar muito para o inverno chegar.

Por um momento, pensou ter visto alguém se mexer nas sombras. Curiosa, fixou os olhos o máximo que pode, na esperança que o vulto passasse de novo. E quando isso aconteceu alguns segundos depois, brincou:

-Kate, seu namorado tá tentando entrar.

-Para! - Kate pediu, evitando totalmente o olhar de James.

-Ele tá morto - James declarou, enfim percebendo que conhecia o cara que tentou matar a doutora McKellar.

-Oi? - Kate sussurrou.

-Foi ele que quase matou a Elishia - o policial de cabelos negros explicou.

Kate não teve tempo de responder, pois naquele momento, alguém bateu na porta.

 


Notas Finais


TRÊS BATIDAAS NO MEU VIDRO
QUANDO EU VIII ERA UM BANDIDOOO
FALOU PERDEU EU DISSE UE PERDI MESMOOOO
MAS FOIII O GRANDE AMOR DA MINHA VIDAAAAAA
SO LEVA O CARRO E DEIXA AS BEBIDAAAAAAAAS

Comentem oq acharam, please!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...