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História Home partner. - Na Jaemin fanfic. - Capítulo 14


Escrita por: ceci_kxy

Notas do Autor


Cecilinha gameplay voltou mais para baixo hoje, porém ainda sim, viva.

Bem, até agora de noite mesmo eu acabei o ead de hoje por isso devo estar desanimada (e amanhã tem mais eeeee), porém aaa, ler os comentários de vocês me animou e escrever o fim desse cap também me animou, então, cecilinha está se recuperando.

Gente, to em crise interna de escritora.
primeiro: não sei se dps de um one shot e uma short fic posto uma longfic do jeonghan, seungcheol ou soobin. Pelo amor de deus, me ajudem.
segundo: vim me questionando bastante sobre a qualidade de minha escrita e fiquei com muito medo de ela estar decaindo, por que para mim realmente parece isso e parece que eu estou bem pior que outros escritores da plataforma por ai :(. o que vocês acham?

Mas enfim o cap... Pelo titulo vocês já devem saber, então, apenas apreciem e surtem. Bom dia.

Obrigada muito pelos mais de 150 favoritos, achei que isso não ia chegar a esse nivel de fama, vocês são incriveis e me dão força para permanecer escrevendo!<3

(Se tiver com algum erro, sinto muito e peço que me corrijam. Eu revisei, só que estou exausta).

Boa leitura!

Capítulo 14 - I like you.


Fanfic / Fanfiction Home partner. - Na Jaemin fanfic. - Capítulo 14 - I like you.

Gong Minji ೃ

 

Eu estava andando o mais rápido que podia de volta para minha casa, ignorando Jaemin que chamava meu nome, enquanto me seguia.

No momento em que eu vi aquele beijo, além de um aperto no peito, senti certa raiva daquilo. Não que eu estivesse com raiva por que estava com ciúmes do Jaemin — talvez um pouco —, mas sim raiva por ele não conseguir enxergar que ela estava só usando ele, raiva por ele não vir logo para o mundo real e perceber que ela não gosta dele de verdade, só gosta do que ele pode oferecer a ela. Isso me estressava. Irrita-me ver Jaemin sendo usado e não fazer algo para acabar com isso. Eu me sinto irritada por ele não ouvir a mim, que não estou me aproveitando dele.

— Minji, espera aí! — Ele chamou mais uma vez e eu então parei repentinamente, me virando para ele e fazendo nossos corpos se colidirem levemente.

— Vamos, fala o que você quer! — Falei ríspida, esperando que ele respondesse logo.

Ele ficou quieto, parecendo pensar no que iria falar.

— É que sobre aquele beijo... É... — Ele começou, porém não sabia como continuar.

— Você não precisa me explicar sobre quem você beija ou deixa de beijar, não somos namorados, ficantes e nem nada! — Falei cortando ele. — Não precisa explicar o que eu vi. — Minha voz saiu em mais um murmúrio raivoso, por que sim, eu queria que ele explicasse tudo.

— Sim, nós não temos nada mesmo! Mas então, por que você saiu tão brava de lá? — Ele perguntou, ficando um pouco raivoso.

— Não temos nada, então por que você veio atrás de mim querendo explicar o que eu vi?! — Falei logo após ele, deixando-o sem palavras.

— Isso não vem ao caso, eu perguntei primeiro! — Jaemin cruzou os braços.

— Certo... Então você quer saber?! Okay então. — Respirei fundo, me segurando para não desmaiar ele ali mesmo e sair correndo depois. — Eu saí brava de lá por que você é um idiota! — Reclamei e dei as costas para ele, voltando a andar.

— Nossa. Muito maduro de sua parte! — Ouvi Jaemin voltando a andar e logo senti o garoto segurar minha mão, me virando para ele mais uma vez. — Eu sei que você me acha idiota, e daí?! Só por isso?

— Você é um idiota por que acredita naquela loira, por que você acha que ela não está te usando, quando ela está sim! E adivinha só, você está sendo tirado como otário mais uma vez, que divertido! — Falei alto e rápido, rindo ironicamente ao fim da fala.

— Minji... — Jaemin começou a falar.

— Nem começa, você vai dizer que eu sou doida e que eu estou pirada, mas na verdade, o único pirado aqui é você que confia nela e não vê que é só mais um idiota nas mãos dela. Logo, logo, você vai se tornar inválido para ela e ela vai atrás de outro que possa fazer algo para ela! — Esbravejei o que eu pensava, me arrependendo em seguida por ter soltado palavras tão insensíveis.

— Ela não é assim! Você só faz pré-julgamentos sem saber como ela é ou não é! Você deveria se meter mais na sua vida, afinal, nós não temos nada mesmo! — Ele disse e, mesmo arrependida, meu orgulho começou a gritar em minha cabeça. — De verdade, foi um erro bem grande ter vindo aqui falar com você!

— Certo, e é um erro maior ainda esperar que você abra os olhos! — Falei. — Quer saber? Espero que você e essa loira fiquem juntos mesmos, são dois idiotas que se merecem! — Disse da boca para fora, dando as costas para ele e saindo andando mais rápido.

Céus, por que ele tem que ser tão cego ao ponto de não ver o que ela faz com ele?! — Pensei intrigada, ficando cada vez com mais raiva dessa situação. — E por que me incomoda tanto que ele seja enganado por ela?! — Senti certa agonia invadir meu corpo, ficando cada vez mais intrigada buscando respostas para aquilo.

Ao chegar à frente de casa entrei, batendo o portão e a porta na hora de fechar. Fui direto para meu quarto, querendo arrancar aquela cama de lá e bater com ela na cabeça de Jaemin para ver se ele tomava juízo pelo menos por um instante. Tranquei minha porta, tirei meus sapatos e me joguei na cama, enterrando meu rosto no travesseiro e gritando, tentando extravasar a raiva que senti ao ver ele e aquela loira com os lábios colados em um selar.

— Eu não ligo para nada daquilo. — Me virei na cama, observando o teto e soltando um grunhido alto. — Merda, eu ligo sim. — Peguei meu travesseiro e coloquei sob meu rosto, sentindo algumas lágrimas escorrendo pelo estresse. Sentei na cama, estranhando que eu estava chorando por raiva. — Eu geralmente não choro...

Levantei-me desconfiada e fui até meu armário, pegando um absorvente e uma roupa intima reserva, colocando no meu bolso do moletom, saindo do quarto e indo para o banheiro. Fiz todo o processo cotidiano que vocês, garotas, já sabem e vi que minhas suspeitas estavam certas.

— Certo, eu não iria chorar por Jaemin se não estivesse de TPM. — Pensei alto e logo me despi indo direto para debaixo do chuveiro.

Não demorei tanto para tomar aquele banho, queria sair do banheiro sem trombar Jaemin no meio de casa, por isso me apressei. Após o banho, sequei meu corpo, vesti as peças intimas junto com o absorvente, me enrolei na toalha e sai do banheiro.

Ao fechar a porta fui em direção à porta do meu quarto, porém parei ao ver Jaemin na sala, me encarando sem reação. Revirei os olhos e entrei no meu quarto, trancando a porta mais uma vez, tentando me manter calma e não sair do quarto, seminua, para dizer tudo que eu queria dizer.

Peguei um pijama no meu armário e vesti-o, logo colocando um moletom azul por cima, moletom esse que era de Jeno, porém eu tinha me esquecido de devolver. Sorri fraco ao sentir o cheiro de lavanda que não saía, mesmo depois de eu já ter lavado com o meu amaciante.

Ele deve ter feito um feitiço, só pode. — Ri fraco, sentando na minha cama e pegando meu celular em cima do colchão. — Falando nele... — Meu celular começou a tocar, exibindo a foto de Jeno na tela.

Atendi, respirando fundo.

— Oi Jeno. — Falei, tentando parecer o mais simpática que podia.

Aigoo... Que tom de voz é esse? — Ele perguntou assustado. — Ainda está com raiva de Jaemin?

— Brigamos de novo, estou com raiva dele. — Falei, sentindo a raiva voltar ao lembrar-me de Jaemin.

Aigoo, o que foi desta vez? — Jeno riu.

— Ele beijou aquela noona dele. — Falei e Jeno ficou quieto. — Mas o pior é que ela só fez isso para usar ele e conseguir ter mais ele na mão dela, ai eu disse isso e ele brigou comigo. — Expliquei, secando meu cabelo com a toalha.

Vocês dois, realmente... — Jeno ria, porém eu ainda estava com raiva. — Hey, eu tô aqui no portão da sua casa, abre aqui e aproveita e extravasa para mim tudo que está sentindo. — Ele disse e notei seu tom mais tímido.

— Por que não ligou para Jaemin abrir o portão para você? — Franzi o cenho, em dúvida.

Por que eu vim ver você, não Jaemin. E eu já sabia que ele estava em casa. — Jeno respondeu e com toda certeza suas bochechas estavam coradas. Sorri imaginando.

— Certo, mas você vai me ajudar a pentear o cabelo agora. — Desliguei e me levantei da cama, indo até a porta, destrancando ela e abrindo em seguida. — O que faz aqui? — Vi Jaemin na minha frente com o punho erguido, fazendo menção de que ia bater na porta.

— Ah, nada. — Disse e se afastou.

— Ótimo. — Passei por ele e fui o mais rápido que consegui para fora de casa, abrindo o portão para Jeno, vendo o garoto sorrir assim que me viu.

— Minji! — Disse animado.

— Jeno! — Imitei sua animação, o vendo me olhar de cara feia em seguida.

— Pelo visto você está brava mesmo. — Disse e eu assenti, dando espaço para que ele entrasse e eu fechasse o portão. — Woah, eu vou ter que aguentar você xingando Jaemin mais uma vez?

— Você vai ter que me segurar para não sair do quarto e grudar no pescoço dele. — Falei revirando os olhos e o ouvi rir.

Eu e Jeno fomos para dentro de casa, logo recebendo o olhar pesado de Jaemin sobre nós.

— Jeno?

— Jaemin!

Eles falaram no mesmo instante. Jeno com se sorriso e Jaemin com o cenho franzido.

— O que faz aqui? Eu não me lembro de ter te chamado... — Jaemin disse em dúvida.

— Claro. Você só se lembra daquela loira. — Alfinetei, vendo Jaemin me encarar.

— Bem, vamos? — Jeno me olhou, interrompendo o início de uma discussão.

Saí andando e fui até meu quarto, esperando que Jeno entrasse para eu fechar a porta, vendo por um ultimo instante o Jaemin emburrado nos seguindo com o olhar. Virei meu corpo, vendo que Jeno parecia um pouco nervoso. Ri fraco e logo fui até minha cômoda, pegando uma escova de cabelo.

— Pode sentar, vou precisar que penteie meu cabelo. — Sentei-me na cama e vi Jeno se sentar ao meu lado. Entreguei para ele a escova e virei de costas para ele, sentindo Jeno começando a fazer o que eu pedi.

Jeno era mais cuidadoso que Jaemin — não que Jaemin não fizesse as coisas com cuidado, ele faz, porém não quando se trata de mim —, suas mãos eram leves e eu praticamente não o sentia penteando meu cabelo. Além de Jeno ter mais cuidado do que Jaemin, algo mais era diferente... Sempre que eu obrigava Jaemin a pentear meu cabelo, ele fazia reclamando, diferentemente de Jeno, porém, além disso, tinha algo a mais.

Só de saber que Jaemin estava atrás de mim, meu coração acelerava e eu me sentia nervosa. Isso não acontecia com Jeno, e isso me deixava incomodada.

— Preciso que vire, já acabei aqui. — Jeno disse e então fiz o que ele pediu, ficando frente a frente com ele, percebendo sua face mais nervosa. — Pode ir falando o que aconteceu entre você e Jaemin. — E começou a pentear a parte da frente do meu cabelo.

— Eu o vi beijando a loira, ai ele veio atrás de mim e começamos a discutir. — Jeno pareceu um tanto desconfortável ao ouvir que Jaemin tinha vindo atrás de mim, porém preferi pensar que era coisa da minha cabeça. — Aí eu acabei falando que ele era um otário que estava sendo enganado por ela e que ela iria descartar ele em breve... — Resumi aquilo, falando um pouco mais baixo por sentir um pequeno arrependimento me invadir.

— Por que você pensa isso dela? — Jeno perguntou, começando com sua “sessão terapia”.

— Você sabe que Jaemin faz os trabalhos de faculdade dela, não sabe? — Perguntei e Jeno assentiu fraco, focado no meu cabelo. — Ela só está usando ele e ele não percebe isso! Isso fere profundamente meu senso de justiça. — Falei e Jeno riu fraco.

— Haechan já disse algo parecido com o que você disse para Jaemin, só que ele ficou bravo e disse que estava fazendo por que queria e ninguém o obrigou. Decidimos não nos intrometer, por que sabemos que Jaemin é um cabeça-dura. — Jeno falou e eu suspirei fraco. — Mas a noona dele não parece ser alguém que força os outros...

— Vocês garotos não tem o sexto sentido não?! Eu sabia que estava alguma coisa estranha quando ela fez Jaemin carregar todas aquelas caixas. Poxa Jeno, como confiar numa garota que olhou para sua bunda? Eu sei que é difícil não olhar por que é bem destacada, mas precisa mesmo encarar?! — E então as palavras saíram como uma metralhadora atirando.

— Espera, ela olhou para a minha bunda?! — Jeno perguntou franzindo o cenho, eu apenas concordei, vendo o garoto ficar envergonhado e pasmo ao mesmo tempo. — E espera... Você acabou de assumir que já olhou para a minha bunda? — Perguntou devagar, então logo quando me toquei senti-me envergonhada.

— Isso não importa, estamos falando dela! — Desviei o olhar, cruzando os braços e apenas ouvindo Jeno rir.

Céus, que constrangedor.

— Aigoo... — Ele disse parando de rir aos poucos, segurando meu queixo entre o polegar e o dedão, me fazendo olhá-lo. — Vou abrir uma exceção para você e não denunciar você por assédio. — Brincou e acabamos rindo. — Mas não se preocupe que a próxima encarada que ela der, eu denuncio ela. — Disse e arrumou minha franja, que já estava um pouco grande, com os dedos da mão que estava livre.

— Certo, aí eu bato nela. — Falei maléfica e Jeno me olhou em repreensão, me fazendo dar a língua. — Não vou bater com você por perto mesmo. — Dei de ombros.

— Você é mesmo inacreditável... — Jeno disse e eu pude notar seu olhar desviar rapidamente para meus lábios.

E então eu fiz algo que muitos iriam querer me apedrejar por isso.

— Eu... Tenho um design para terminar!

Eu quebrei o clima que tinha surgido.

Sinto muito Jeno, eu não posso beijar alguém que goste de mim e eu não goste de volta... — Pensei me levantando, evitando olhá-lo.

Sentei-me na cadeira giratória da minha mesa de estudos, abri meu notebook e liguei, tentando não ficar tão nervosa por ter acabado de — indiretamente — dado um gelo em Jeno.

 — Certo, eu vou te ajudar! — Jeno falou e se levantou a cama, vindo até o meu lado. — Onde eu me sento? — Olhou em volta, tentando descontrair. — No seu colo? — Perguntou e eu ri.

— Claro! Como adivinhou? — Girei a cadeira em direção a ele, com um tom sarcástico.

— Tá bom então. — Ele sorriu maléfico e virou de costas, se sentando em meu colo, pegando em meus pulsos em seguida e fazendo-me entrelaçar os braços ao redor da sua cintura.

— Ya, Jeno! Você é pesado! — Falei rindo e tentando me soltar, porém o garoto me segurava, e mesmo sem fazer esforço nenhum para isso, ele era mais forte que eu.

Antes que eu conseguisse me soltar, a porta foi aberta, revelando Jaemin com um rosto sério. Jeno pigarreou e se levantou, provavelmente se sentindo envergonhado.

Esse menino tem uma dualidade que nem eu consigo acompanhar. — Pensei me referindo a Jeno, porém deixei isso de lado e olhei para Jaemin, esperando que ele falasse logo o que queria.

— A porta tá aí para bater. — Falei e ele revirou os olhos. — Tá... Mas para que você entrou aqui? — Fui direto ao ponto, vendo Jeno ir pegar um banco que ficava no canto do meu quarto.

— Eu... — Ele parou um pouco para pensar. Eu não acredito que nem ele sabe o por quê... — Vim por que queria saber se Jeno está com fome. Quer almoçar Jeno? — Olhou para o garoto que se sentou ao meu lado com o banquinho.

— Não, obrigado. Vou ajudar Minji agora. — Jeno falou, parecendo querer passar alguma mensagem subliminar para Jaemin.

— Certo... — Jaemin respondeu, porém permaneceu ali parado. — É bom que deixem a porta aberta. — Falou e eu arqueei as sobrancelhas. — Esse quarto não toma um ar... Vai acabar mofando.

— Olha que meigo... Mas não precisa se preocupar, aqui tem janela. — Respondi ironicamente andando até ele. — Se me dá licença, eu tenho que trabalhar. Depois, quando formos fazer a maquete, nós conversamos. — Ao empurrar ele para fora do quarto, fechando a porta instantaneamente.

— Você tá mesmo brava com ele. — Jeno disse rindo e observando-me sentar novamente na cadeira ao seu lado.

— Eu fui educada. — Falei em um tom raivoso, vendo-o rir mais uma vez.

— Vocês não mudam mesmo.

Apenas comecei a fazer o que eu tinha que fazer, prestando atenção na tela do computador e começando a fazer aquele design que a empresa tinha designado a mim. Jeno estava apenas observando e dando suas opiniões a respeito de cores, tamanhos, fontes etc., sempre tentando me fazer rir e me agradar.

Vez ou outra eu notava seu olhar sobre mim durante mais de três minutos, isso me deixava sem graça, porém nada que chegasse a me desconcentrar ou deixar desconfortável. Eu gostava da presença de Jeno ali por isso.

Duas horas se passaram e eu tinha conseguido acabar os dois designs, isso por que eu já tinha adiantado algumas coisas e tudo foi bem mais descontraído e leve de fazer com Jeno me entretendo e ajudando. Eu estava de pé, na calçada de casa, falando algumas coisas com Jeno, que logo, logo, iria embora para sua casa.

— Ah, certo... Acho melhor que eu devolva sua blusa, certo? — Falei, fazendo menção em tirar aquela peça de tecido do meu corpo.

— Ah, não! — Jeno me impediu. — Pode continuar usando. Ele fica bem em você. — Disse com um sorriso tímido, me fazendo sorrir também.

— Mas mamãe, ela não era casada com outro menino? — Antes que eu pudesse responder Jeno, uma criança que passava do outro lado da rua falou nos olhando em dúvida. Assim que a mãe do garoto notou que eu e Jeno olhávamos para eles, ela repreendeu-o baixinho e puxou ele para dentro de casa, fazendo Jeno voltar o olhar mais uma vez para mim.

— Pensam que eu e o Jaemin somos um casal desestruturado por conta das brigas e por terem descoberto que moramos juntos. — Expliquei e revirei os olhos.

Ficamos um minuto em silêncio, apenas olhando em volta, ficando sem assunto.

— Bem... Então tch-

— Minji. — Jeno me chamou baixo, interrompendo minha despedida. Apenas o olhei curiosa. — Eu tenho algo para pedir para você, mas pode soar estranho... — Vi que as bochechas de Jeno coraram e isso só fez com que eu ficasse ainda mais nervosa.

— O que? — Minha voz saiu em um fio, torcendo para que ele não pedisse o que eu estava imaginando.

— Eu... Posso te dar um abraço? — Ele perguntou e eu me senti aliviada, mas ainda sim estava um pouco nervosa.

— Ah, claro. — Sorri fraco, tentando não apertar as bochechas do Lee ali mesmo. Ele é fofo, isso nem um cego pode negar.

— Certo...

Jeno me olhou por alguns instantes até se aproximar lentamente, passar os braços ao redor da minha cintura e apoiar a cabeça em meu ombro, me trazendo para perto. Sorri fraco e retribui o abraço, também puxando ele para perto. Pude notar que a respiração de Jeno estava mais pesada e ele tentava cada vez mais esconder o rosto, que provavelmente estava corado.

Ficamos assim por alguns longos minutos, até que Jeno se afastou e deu um leve selar na minha bochecha, depois se afastando por completo.

— Bem, agora eu vou indo. — Ele disse e saiu andando rapidamente, me deixando sem reação.

Eu me sentia um pouco culpada quando o assunto era Jeno. Eu não gostava de Jeno dessa maneira e ele gosta de mim, isso já é um completo caos. Eu não quero parecer que estou brincando com os sentimentos de Jeno ou estou iludindo ele, porém, eu não queria dar um gelo nele ou ser super grossa, até por que ele não merece isso. Eu nunca agi com segundas intenções com Jeno, apenas ajo com ele como um amigo que eu gosto bastante, porém tenho medo que ele confunda as coisas e ache que eu esteja iludindo ele de certa maneira.

Será que alguém consegue me entender ou eu só estou fazendo nós em uma linha infinita?! — Mordi os lábios, me sentindo um tanto frustrada por temer que Jeno ache que eu só estou brincando com ele.

Notei que Jeno já tinha sumido do meu campo de visão, então apenas fui para dentro de casa, trancando o portão e a porta assim que passei por eles. Vi Jaemin sentado no sofá me olhando com a cara fechada, me deixando um tanto incomodada.

— Tá incomodado?! — Perguntei, cruzando os braços e direcionando minha atenção para ele.

— Sim, você me incomoda. — Respondeu se levantando e cruzando os braços também.

— Uma pena então, que tal ir com a sua loira amável e agradável?! — Rebati, revirando os olhos.

— E que tal ir com Jeno?! Quem sabe ele te abrace mais e dê mais beijos... — Falou irônico.

— Ai que fofo, ele tá com ciúmes, até me senti tocada. — Falei irônica, colocando a mão no peito. — Quem sabe a sua noona não roube mais beijos seus, não é?!

— Pelo visto, o ciúme aqui não é meu...

— Ah, Jaemin, me erra! — Falei começando a andar. — Você começou todo esse papo e agora tá querendo reverter tudo? — Parei na frente de Jaemin, deixando um bom espaço entre os nossos corpos.

— Isso não estaria acontecendo se você não tivesse ido à casa de Jeno, ficando sozinha no quarto com ele para fazer uma maquete e começasse a beijar ele! — Jaemin esbravejou e eu franzi o cenho.

— Você por acaso está enlouquecendo?! Que tipo de fanfics você tem criado na sua cabeça?! — Perguntei mais confusa ainda.

— Isso também não importa! — E então Jaemin saiu andando irritado, entrando em seu quarto e batendo a porta. 

— Quebra! Não foi você quem comprou! — Gritei irritada.

— Nem foi você, então fica quieta! — Gritou de volta.

— Jaemin, se eu entrar aí eu juro que só saio depois de ter e enforcado! — Respondi no mesmo tom, porém dessa vez ele não respondeu e só resmungou algumas coisas.

Por que ele tem que agir de maneira tão confusa?! — Pensei sentindo certa irritação, me jogando no sofá em seguida.

[***]

Tinha se passado mais de uma semana e durante essa semana eu e Jaemin tínhamos não tínhamos nos falado direito, na verdade, nos falamos apenas uma ultima vez — e sim, como previram, foi uma briga idiota, mas que para mim foi algo muito sério na hora.

Eu pensava em falar com Jaemin, porém o lado mais raivoso do meu cérebro voltava com todas as brigas e palavras ditas nos últimos dias. Desde o que ele disse quando eu vi a mãe dele, até quando eu o vi beijando a loira. Lembrar-me disso me deixava irritada e eu suprimia mais uma vez a vontade de ir falar com Jaemin e encher o saco dele como antes.

Porém, tinha algo que me intrigava mais do que todas essas brigas e raiva repentina: a vontade repentina de me comunicar com Jaemin.

Eu não tinha essa necessidade de falar com ele, exceto das vezes que eu queria encher o saco dele, claro. Antes eu só queria ver ele irritadinho com todos seus habituais gestos quando eu estava perto, porém agora eu só queria falar com ele, ter uma conversa idiota durante alguma refeição, um desabafo implícito durante uma sessão de desabafo na laje ou uma troca de apelidos carinhosos — lê-se ofensivo — durante nosso turno de trabalho. Sentir essa vontade de falar com Jaemin só me deixava confusa e eu me peguei cada vez mais presa em meus devaneios que tratavam a respeito de decidir o que eu sentia pelo Na.

Eu não deveria pensar isso. — Me debrucei na mesa. — Senhor, eu não posso nem cogitar sentir algo por Na Jaemin, isso seria como fazer júpiter se colidir com saturno... Seria trágico! — Pensei, balançando a cabeça em negação.

— Senhorita Gong, está prestando atenção?! — Ouvi a voz do professor de cálculo me chamar e falar. Levantei a cabeça lentamente, rezando internamente e pedindo para que ele não me fizesse uma pergunta.

— Sim. — Falei, assentindo com a cabeça.

— Certo, então me responda esse cálculo. — O professor disse e foi até o quadro, iniciando um cálculo enorme.

Antes que ele completasse o que fazia, batidas na porta foram ouvidas, o que interrompeu o professor. O mais velho andou até a porta e abriu a mesma, dando para a sala a visão do enfermeiro, dez anos mais velho que eu, parado ali.

— Posso ajudar? — O professor perguntou ranzinza.

— Sinto muito incomodar, é que chegou o medicamento que Gong Minji tinha pedido mais cedo e ela pediu para que eu chamasse-a imediatamente. — Falou e eu concordei de leve comigo mesma, sabendo que aquilo era verdade, pois minha cabeça estava explodindo hoje. — Preciso que ela me acompanhe e assinale que realmente pegou o remédio.

— E não daria para fazer isso quando a aula acabasse? Faltam dez minutos mesmo. — O professor perguntou e o enfermeiro riu entretido.

— Bem, os alunos precisam da cabeça para fazer uma conta enorme dessas, certo? Se a cabeça estiver doendo, não vai ser muito bom e a produtividade vai cair. — Falou olhando para o quadro. — Ou o senhor não se importa com a saúde de seus alunos? — E ele então ameaçou o orgulho do professor.

O desgraçado é mesmo um expert em diálogo e em persuadir pessoas... Faz jus ao signo que tem.

— Claro que me importo! — Disse e após isso permitiu que eu saísse com o enfermeiro.

Andamos lado a lado e após alguns passos eu pude respirar tranquilamente.

— Obrigada. — Falei aliviada. — Ele ia arrancar minha cabeça fora se eu errasse aquele cálculo... Coisa que eu com certeza faria. — Falei e comecei a rir com ele.

— Você não deve ser tão ruim. — Falou e eu notei seu olhar sob mim.

— Bem, eu sou péssima em cálculos, o meu lado é mais para desenhos mesmo. — Dei de ombros e entrei primeiro que ele na enfermaria.

Sentei-me em uma cadeira e pude descansar um pouco ali, sentindo um ar um pouco mais fresco por conta do vento que entrava através da enorme janela aberta que tinha ali. O enfermeiro mexeu em seu armário com medicamentos, veio até mim e me deu uma pílula na mão, indo pegar um copo d’água e me entregando em seguida.

— Suas dores continuam ainda? — Perguntei e eu assenti. — E os sangramentos nasais? — Assenti mais uma vez.

— Meu deus, você já sabe de toda minha ficha médica. — Ri negando e bebi água, engolindo a pílula.

— Você foi mesmo ao médico? — Ergueu uma sobrancelha e eu assenti. — Quando?

— Na adolescência. — Sorri sem graça e acabei com aquela água. — Mas fique tranquilo, eu estou melhor e tô comendo bem. — Mentirosa.

— Você deveria ir com mais frequência... Digo isso por que me preocupo com você. — Ele falou, flertando comigo de novo, o que me fez engolir seco. — Minji... — Ele ia falar mais alguma coisa, porém o sinal tocou na hora.

Graças a deus.

— Bem, preciso ir agora, depois conversamos. — Falei e sorri educadamente, saindo de lá o mais rápido que eu consegui. — Foi por pouco... — Suspirei fundo assim que tinha conseguido ir para um corredor vazio,

— Minji. — Ouvi uma voz suave e me assustei um pouco, abrindo os olhos e vendo Renjun com minha mochila em mãos.

— Que susto! — Coloquei a mão no peito, controlando minha respiração que tinha acelerado um pouco por conta daquele susto. — O que foi? — Perguntei calma, olhando para ele curiosa.

— Jaemin... Quer dizer, Jeno. — Pigarreou, me fazendo franzir o cenho. — Pediu para eu te entregar isso. — Ele disse e me entregou minha mochila, me fazendo ficar surpresa. — Bem... Tchau.

— Fala que eu agradeci Jaemin. — Falei um pouco alto, o vendo saindo andando rapidamente.

Ri fraco, negando com a cabeça.

Apenas segui meu caminho, indo em direção à secretaria da faculdade, entrando em uma sala aonde iriam me atender em poucos minutos. A secretária viu meu rosto e acenou para mim, me chamando para ir até a mesa dela. Sorri e me levantei, indo até a cadeira que tinha em frente à mesa dela, sentando-me em seguida.

— Então, o que traz aqui, Minji? — Falou simpática e eu ri fraco.

— Vim pegar o boleto para que eu possa pagar a faculdade. — Disse e coloquei uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.

— Certo... — Mexeu um pouco em seu computador, logo me olhando em dúvida. — Aqui está marcando como pago... Alguém pagou cinco meses adiantados. — Disse e eu franzi o cenho.

Meus lábios ficaram entreabertos, demonstrando a quão surpresa e perplexa eu estava naquele momento, afinal, quem pagaria cinco meses da minha faculdade? Com certeza seria alguém que eu conhecia, não teria cabimento em ser alguém que eu não conhecia e que não me conhecia. Não existe um justiceiro pelos jovens universitários frustrados.

— A senhora pode me dizer o nome da pessoa que pagou? — Perguntei e ela me olhou meio incerta. — Acho que como essa vaga pertence a mim, eu tenho o direito de saber, certo?

— Ah, claro... É só que essa pessoa não queria ser identificada. — A senhora murmurou e logo pigarreou, ajeitando os óculos de armações grandes e grossas no rosto. — Gong Harim. — Disse e eu engasguei com a saliva.

Minha mãe...

— Certo, muito obrigada mesmo. — Falei e me levantei, me curvando para a senhora que se despediu de mim.

Saí daquela sala, pegando meu celular em mãos enquanto ainda andava.  Disquei o número da minha mãe, logo clicando no botão verde e iniciando a ligação.

Woah, Minji! — Minha mãe atendeu e eu logo ouvi seu tom surpreso. — Aconteceu algo? Você nunca me liga...

— Vamos nos encontrar agora, preciso conversar com você. — Falei séria, ajeitando minha mochila nas costas. — Onde você pode me encontrar?

Agora? — Ela perguntou, parecendo um pouco assustada pelo meu tom de voz. — Certo... Podemos nos encontrar no mesmo restaurante de antes?

— Não. — Respondi rapidamente, lembrando-me das más lembranças da ultima vez. — Podemos nos encontrar naquela praça próxima a esse restaurante. O que eu tenho para falar é rápido.

Okay, eu estou saindo de casa agora! — Minha mãe falou.

— Já estou chegando. — Me despedi e desligamos.

Andei mais rapidamente e cheguei logo até aquela praça. Sentei-me em um daqueles bancos brancos e cruzei os braços, olhando em volta, reparando bem nas pessoas que estavam ali.

Tinha grupos de amigos conversando alto, tinha grupos de amigas rindo e cochichando algo, tinham idosos sentados em bancos alimentando pombos, algumas pessoas com cachorros e poucos casais. Os casais pareciam muito felizes, todos muito alegres e, mesmo os mais tímidos, pareciam felizes só de estarem quietos um do lado do outro.

Woah... Eu os invejo... — Olhei para aqueles casais e não pude evitar que uma pequena dose de inveja me invadisse.

— Minji? — Vi que minha mãe tinha chegado, me fazendo lembrar o motivo de deu ter ido ali.

— Mãe. — Falei a vendo sentar do meu lado. — Chegou rápido...

— Eu vim de carro. — Ela disse, deixando-me surpresa.

— Olha... Meu pai permitiu que você dirigisse? — Falei ironicamente, revirando os olhos.

— Já faz um tempinho desde que eu não obedeço tudo que seu pai fala. — Falou baixo, porém mudou de assunto antes que se aprofundasse naquele assunto. — Mas então... O que tem para me dizer?! — Colocou mais uma vez seu sorriso mínimo no rosto.

— Foi você quem pagou cinco parcelas da minha faculdade, não foi? — Olhei para ela diretamente nos olhos, esperando que ela respondesse, mesmo que eu já soubesse.

— Filha...

— Mãe. — A interrompi. — Eu não quero parecer ingrata ou algo do tipo, porém, se eu me lembro bem, eu pedi para que vocês ficassem longe dos meus assuntos... Acho que mais de uma vez. — Suspirei, passando a mão pelo meu cabelo. — Muito obrigada de verdade, porém desde a ultima vez que nos encontramos, eu tinha deixado bem claro que queria que vocês não pagassem mais isso para mim.

— Mas Minji... Eu fiz isso por que queria te ajudar, afinal, eu sou sua mãe. — Ela disse e segurou minhas mãos.

— Se quisesse me ajudar, não teria visto em silêncio tudo que meu pai fez. — Falei, sem desgrudar nossos olhares. — Mães protegem os filhos, não deixa que eles sofram ou fiquem com o sentimento de abandono.

Minha mãe se calou e esse silêncio fez minha mente voltar para um ponto que eu estava tentando evitar a mais de uma semana.

Se você pensou em Na Jaemin, você acertou.

Recordei-me da discussão que tivemos quando eu estava na casa dele e de todas as coisas que disse para ele — muitas vezes sem pensar. Eu disse coisas realmente duras para ele, mesmo que o que ele tenha me dito, tenha machucado mais, pelo menos, eu acho... Porém foi só agora que eu percebi que enquanto falava aquilo, estava me mantendo em certa ignorância e com falta de empatia, sem ver o lado de Jaemin.

Senhora Na disse coisas que me fizeram entender que na verdade, Jaemin a abandonou, porém... E sobre Jaemin? Qual foi o lado dele? E se na verdade ela não protegeu Jaemin como uma mãe deveria proteger o filho? Pelo ela que me disse, ela tinha sérios problemas com álcool, e, pensando nisso agora, talvez esses problemas tenham feito Jaemin sofrer e sentir a sensação de abandono, mesmo estando morando com a mãe.

Talvez Jaemin tenha sido como eu... Talvez ele tenha se mudado para conseguir excluir essa lacuna que a sensação de abandono deixou.

— Filha... — E minha mãe chamou minha atenção mais uma vez. — Sinto muito mesmo, eu juro que as coisas logo mudarão, porém... Enquanto isso me deixa te ajudar. — Pediu e eu pude ver nos olhos delas que ela realmente queria ajudar.

— Mãe, se continuar assim, talvez eu nunca aprenda a crescer ou amadurecer... E outra, não quero que meu pai descubra e faça várias outras chantagens, não só comigo, mas com você também. — Suspirei e soltei nossas mãos, me levantando depois. — Obrigada, mas eu vou ter recusar de novo. — Ela também se levantou, olhando bem para o meu rosto, como se quisesse guardar bem a imagem. — Até mais mãe, se cuida. — Sorri fraco e sai andando, indo até um ponto de ônibus e me segurando para não chorar ali mesmo e voltar para abraçar ela feito uma tola.

[***]

Passaram-se mais alguns dias, completando duas semanas em que eu e Jaemin praticamente não nos falamos, tendo pequenos diálogos de coisas básicas apenas.

Isso me deixava frustrada, não apenas pelo fato de não estar falando com ele, mas também pelo fato de não saber o porquê eu queria tanto conversar com Jaemin. Também pude notar que algo me fazia ver Jaemin de maneira diferente nos últimos dias.

— Sabe... Eu olho para ele e sinto um balanço estranho no estômago... Entende? Parece que um dos meus hobbys virou olhar pra ele, é como se fosse inevitável não olhar... Você tá me entendendo, não tá? — Perguntei para meu reflexo. — Tipo, isso não é algo comum. Só seria comum se eu gostasse dele. —   Deitei no chão, me contorcendo de rir, porém logo parei e me sentei mais uma vez, revendo meu reflexo. — Não, isso não é possível... Ou é? — Arregalei os olhos.

— Tá falando sozinha? — Jaemin perguntou parado na porta do meu quarto, me arrancando um grito pelo susto. — Certo, eu não ligo. Precisamos terminar a maquete. — Falou e saiu de lá, indo provavelmente para a sala.

Sorri de leve, planejando tentar puxar um assunto com Jaemin para fazer ele me responder, porém, claro, com o meu jeitinho.

Levantei-me do chão, peguei minha mochila e fui até a sala, sentando-me de frente para Jaemin no chão e deixando a mochila ao meu lado. A maior parte de nossa maquete já estava feita, porém faltava fazer alguns bancos com palito de sorvete, alguns prédios com caixas de leite e outros pequenos detalhes. Tirei os materiais que eu iria usar da bolsa, deixando ao meu outro lado no chão.

— Se precisar de algo, pode pedir. — Falei e Jaemin apenas me olhou por uns segundos, voltando a prestar atenção no que estava fazendo.

Passaram-se quarenta e cinco minutos que estamos fazendo esse trabalho, Jaemin se concentrando apenas em focar naquilo, já eu, além de fazer a maquete, estava tentando puxar assunto com Jaemin enquanto eu o irritava.

— Ya Nana...

— Aish, chega! — Jaemin falou alto, se levantando do chão, ficando em pé e cruzando os braços enquanto me olhava. — Você está me incomodando desde que sentou aí, o que é que você quer?! — Ele esbravejou, me fazendo sorrir minimamente por ele finalmente ter cedido e ter falado comigo direito.

— Finalmente falou comigo hein! — Falei e me levantei também, esticando um pouco as costas.

— É sério que foi só por isso?! — Revirou os olhos. — Se você não percebeu, eu não queria falar com você! Por que você tem que insistir em ser uma chata todas às vezes?!

E depois dessa fala mais uma discussão se iniciou, como sempre, deixando ambos irritados. Eu e Jaemin reclamávamos e falamos alto como dois pré-adolescentes brigando por uma banda ou algo do tipo. A discussão, como todas as outras, era bem idiota, mas também como todas as outras, eu e Jaemin nos irritávamos mais do que o normal.

— Por que você insiste tanto em encher meu saco?! É toda vez isso! — Jaemin grunhiu pela raiva. — O que é? Você por acaso gosta de mim?! — Esbravejou.

E então eu segui os meus impulsos, sem pensar na hora de falar.

— Sim, eu gosto! Eu gosto de você, Na Jaemin!


Notas Finais


É TIROOOOOOOO.

Bem, esse foi para matar vocês mesmo, mas e ai? Estão vivos? Gostaram? O que acharam?
Espero muito mesmo que tenham gostado, me esforcei para fazer algo legalzinho para vocês!

Se tiver algum erro, pode falar nos comentários, não se esqueçam! (e respondam minhas perguntas nas outras notas, bom dia).

Até breve!


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