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História Home partner. - Na Jaemin fanfic. - Capítulo 9


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Notas do Autor


Cecilinha Gameplays voltou para o barraco, por que o bom filho a casa torna.

Acho que já fazem sete dias (ui ui, O chamado, sai daí Samara), bem, não me lembro bem por que eu nunca vejo a data da ultima postagem, sinto muito por isso KKKKKKK.
Bem, como muitos sabem (ou não), as aulas voltaram dia 8 de fevereiro - pelo menos aqui em SP - e agora eu to estudando novamente e comecei o primeiro do EM, então... Esses dias eu foquei muito meu cérebro no EAD e a escrita acabou ficando em segundo plano, e mais uma vez, sinto muito por isso, é que eu realmente quero focar nos estudos (eu sempre fiz isso, mas agora por ser meu primeiro ano no ensino médio, eu quero fazer mais que antes). Mas, não se preocupem, ainda vamos ter capítulos regularmente, afinal, eu amo muito escrever e amo muito ver vocês lendo a história e comentando!<333

Aliás, falando nisso de postagem de capítulo, eu quero bastante postar dois capítulos em uma semana só por que eu realmente gosto bastante dessa história. Muitas vezes isso não é possível por que eu não me agrado com o que fiz ou tenho bloqueio (e agr, tem estudos né KKKKK), porém, eu vou me esforçar e trazer ao menos dois em uma semana, mesmo com os estudos prometo trazer algo de qualidade!
Eu vou dando pequenos passos, diminuindo aos poucos a demora de postar e logo logo vocês terão capítulos com no máximo 4 dias de diferença, eu juro! (juro que vou tentar ao menos kkk).

Bem, para alguns que entenderam o título, sabem que por ai vem encrenca, então KKKKKKK, surtem.
Escolhi a foto do Jaemin pitico mas não confiem não viu, no fim do capítulo vem a bomba, agora leiam para saber o que é!

Ah, mais uma coisa, eu vou escrever um pouquinho todo dia e tudo mais, mas por favor, não fiquem chateados se a postagem demorar 7/8 dias para acontecer por favor :(, segunda feira voltam as minhas aulas presenciais (e eu to mto feliz por isso) e é capaz de as vezes eu ter trabalhos e não conseguir escrever todo dia para postar logo. </3
Fico feliz que possam me entender e esperar meu tempo, e se você não conseguir entender e nem esperar meu tempo, tá tudo bem, tem váaaarias fanfics do nct na plataforma para você se entreter :(:

Agora, sem mais delongas... Fiquem com o Jaemin pitico e o capítulo<3

Boa leitura!

Capítulo 9 - Discovered.


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Na Jaemin ღ

 

Tá bom, agora eu acho que vou ter mesmo um treco.

Minji falava tudo empolgadamente, enquanto eu apenas ouvia tudo, tentando não voar no pescoço dela e me segurando para não desmaiar ali mesmo.

— Vamos Jaemin, reage! — Ela me pressionou e eu ainda não sabia o que falar.

E tudo ficou turvo e em seguida preto.

— Jaemin, tá tudo bem? — Minji me chacoalhava, dando tapas leves em minha bochecha. — Jaemin! — Comemorou a me ver abrir meus olhos. — Você realmente desmaiou por eu ter dito que vamos trabalhar juntos? Quão dramático você é?!

— Eu não morri? — Perguntei e ela negou, balançando a cabeça. — Teria sido melhor ter morrido. — Resmunguei me levantando daquele chão gelado e coçando minha testa com a colher de pau que eu tinha na mão.

Fui até a cozinha, colocando a colher dentro da pia e desligando a boca do fogão que terminava de ferver a água do chá. Minji me seguiu, contando desde o começo da história de como conseguiu o emprego justo no mesmo lugar que o meu, enquanto eu apenas terminava de preparar aquele chá de camomila.

Eu sabia que iria precisar de um chá de camomila para me acalmar, eu estava sentindo que algo não ia bem... — Pensei, misturando açúcar naquele líquido já coado.

Servi um pouco em uma xícara para mim e fui até o sofá com a xícara em mãos, me sentando e dando um gole com cuidado no chá, afinal ele estava quente. Minji continuou a falar, sentando ao meu lado.

— Espera... — Falei baixo, mas ela não pareceu ouvir, já que continuou a falar. — Cala a boca! — Falei mais alto, a garota ouviu e então se calou, esperando que eu falasse. — Quer dizer que um homem de entregas de moto quase te atropelou na frente de onde eu trabalho, você xingou ele por ter derrubado seus currículos, quase saiu na porrada com ele, meu chefe viu e te chamou para conversar e contratar? — Perguntei, recapitulando tudo que ela acabara de me contar. Ela assentiu sorrindo. — Isso é loucura... — Passei a mão no cabelo, frustrado com tudo aquilo.

— Ache o que quiser... — Ela se levantou e deu ombros. — Apenas aceite que vamos trabalhar juntos. — Deu a língua e saiu andando.

— Gong Minji! — Soltei minha xícara às pressas na mesa de centro e gritei com ela, logo correndo atrás dela pela casa. — Você pode tratar de pedir demissão! — Ela começou a correr também fugindo de mim.

— Eu não vou me demitir, pode tirar seu cavalinho da chuva! — Gritou ofegante, correndo cada vez mais rápido para fugir de mim.

Não sei nem por que disse isso sabendo que não vai funcionar... — Revirei os olhos. — Mas o que vale é tentar né...

— Ya, Gong! — Começamos a correr dando voltas no sofá e na mesa de centro. — Eu te ajudo a conseguir outro emprego, apenas largue esse!

— Não! É meu primeiro emprego, não vou largar por sua causa! — Ela disse e acabou se distraindo por um momento e parando de correr.

— Peguei!

Ao gritar isso agarrei a cintura dela por trás, apertando-a fortemente e brigando com ela, ordenando que ela largasse aquele emprego. Minji tentava se soltar, falando que não ia largar o emprego por nada e ameaçando de quebrar a minha cara quando se soltasse. Com todos esses movimentos e tentativas de escapar, o bumbum da garota acabou roçando no meu... Bem, vocês sabem onde...

Naquele momento eu travei, pois senti uma sensação estranha, um misto de choque, excitação e surpresa. Deixei que ela escapasse de meus braços, enquanto eu tentava raciocinar todas aquelas situações que eu senti e que não deveria ter sentido, muito menos com ela.

Eu não acredito que eu... Ah meu deus, eu sou um pervertido! — Arregalei os olhos, sentindo meu rosto corar fortemente.

— Jaemin...? — Ela veio se aproximando e eu me forcei a voltar com os pés no chão.

— Não! — Gritei assustando ela. — Não chega perto! — Falei sem graça e saí correndo para me esconder no meu quarto, trancando a porta e me enfiando em baixo das cobertas.

Eu não acredito que senti isso... Meu deus, eu sou imundo! — Falei pasmo comigo. — E pior, foi com Gong Minji! Eu não deveria ter ficado assim por conta dela! — Senti minhas bochechas corarem mais e enfiei minha cara no travesseiro.

Eu queria até me arriscar a olhar dentro da minha calça — mais especificamente da cueca —, porém não teria coragem de fazer isso sabendo de toda a situação e de quem causou isso.

[***]

Passei o resto do meu dia trancado no quarto, esperando que meu corpo acalmasse os nervos e preparando meu psicológico e minha coragem para ver Minji de novo. Até agora só consegui que meu corpo se acalmasse.

Minji tinha batido na porta e chamado meu nome, porém eu fingi estar dormindo, evitando que ela falasse comigo.

Senti um cheiro de queimado dentro de minhas narinas, estranhei de início e tentei ignorar, porém ao perceber que a fumaça vinha da minha cozinha me levantei correndo, destranquei a porta e saí do quarto, indo para o cômodo da onde saía o cheiro.

— O que está acontecendo aqui?! — Gritei ao ver Minji abrindo as janelas da sala e da cozinha.

— Acabei esquecendo o bolo no forno enquanto fazia uma ligação com Jeno. — Explicou rapidamente, fechando a porta de vidro do forno e segurando firmemente a forma com carvão dentro, usando luvas para não se queimar.

Ela deixou no mármore da pia, observando o bolo recém-queimado enquanto tirava as luvas.

Senti certo incômodo com a fala dela, porém não sabia ao certo por quê. Deve ser por conta do desperdício...

— Minji, você veio na minha cozinha, gastou meus ingredientes para algo que nem deu certo... — Recapitulei tudo falando lentamente, tentando engolir tudo aquilo me mantendo calmo.

Nossa cozinha e nossos ingredientes. — Ela me corrigiu, dando ênfase em “nossos” e “nossa”.

— Eu já sei, eu já sei. — Revirei os olhos. — Só quero que me explique uma coisa... Por que inventou de fazer algo se você não sabe como faz? — Meu tom saiu mais grosseiro, mas eu juro que estava me controlando.

— Ya, eu nem gastei tanto! Pare de fazer tempestade em copo d’água! — Minji revirou os olhos, parecendo se irritar comigo.

— Nem gastou tanto? — Ri ironicamente. — Você gastou gás, gastou farinha, leite, achocolatado, manteiga, ovos, óleo, essência de baunilha, açúcar... — Comecei a citar tudo, levantando os dedos contando tudo aquilo.

— Tá, tá, eu já sei! — Me interrompeu. — Eu compro mais amanhã, não se preocupe senhor pão duro. — Me ofendeu, pois estava claramente frustrada pela receita ter dado errado.

— Aliás, por que estava falando com Jeno? — Não consegui conter minha curiosidade, então perguntei como quem não queria nada.

— Isso vem ao caso agora?! Eu apenas quis falar com ele por que ele é o único cara que é legal comigo, diferente de você que está me enchendo o saco agora! — E então Minji me atacou como um tigre ataca um javali após vinte dias sem comer.

— Não precisa me tratar assim só por que o seu bolo virou um bloco de carvão! Eu não fiz nada, então guarde a sua raivinha para você. — Retruquei no mesmo tom que ela, sentindo certa irritação por aquele tratamento.

Minji me deu as costas e tornou a olhar para o bolo.

Não sei se naquele momento pela raiva, frustração e até mesmo chateação ela não pensou direito, porém, ela fez algo totalmente idiota. A Gong pegou a forma quente nas mãos, esquecendo que a outra ainda estava em alta temperatura, em seguida soltou rapidamente, espremendo os olhos.

— Você por um acaso é burra?! — Indaguei após ouvir seu grito de dor. Aproximei-me e puxei seu pulso, vendo sua mão agora avermelhada. — Esqueceu que estava quente?! Você é tão idiota! — Reclamei indo ligar a torneira para colocar a mão dela em baixo da água corrente, porém ela puxou antes que eu o fizesse.

— Eu não quero a ajuda de um idiota que nem você! — Se afastou. — Se você não quer me ajudar, ao menos não venha me tratar desse jeito!

— Ah certo, então que tal você ir para a casa do seu amado Jeno e pedir para ele encher seu machucado de beijinhos?! — Acabei soltando isso ao vento, irritado.

— Pelo menos ele não vai ser um idiota que nem você! — Retrucou e então saiu andando para a sala. — E sabe que isso não é uma má ideia?! — Pegou o celular e foi em direção à porta.

— Ya! Aonde você vai?! — Perguntei.

— Adivinha?! — Perguntou ironicamente. — “Para a casa do meu amado Jeno”! — Engrossou a voz, me imitando e logo saindo de casa.

Por que ela tem que ser assim?! — Pensei irritado. — Até quando eu me preocupo ela age assim! Que ela perca o braço também, eu não ligo para ela! — Saí da cozinha, irritado com toda aquela situação.

Passaram-se então duas horas desde que essa discussão ocorreu e eu pensei bastante durante esse tempo.

Massageei minhas têmporas e forcei meu cérebro a pensar no por que de eu ter me irritado naquela hora, me causando uma pequena e incômoda dor de cabeça. Comecei a relembrar o que falamos e tentei lembrar qual foi a parte dela que me irritou.

“Acabei esquecendo o bolo no forno enquanto fazia uma ligação com Jeno”. — Lembrei-me do que Minji disse que me fez sentir um desconforto. — “Eu apenas quis falar com ele por que ele é o único cara que é legal comigo. Diferente de você que está me enchendo o saco agora!”. — Ao lembrar essa frase senti uma pequena raiva voltar, respirando fundo e comprimindo no fundo do meu subconsciente.

— Isso não é normal... — Pensei alto. — Será que o Google explica? — Deitei no sofá e peguei meu celular ao meu lado, desbloqueando-o e abrindo o Google. — “O que significa sentir raiva quando alguém fala de outro alguém para a gente.” — Pesquisei por voz, esperando o resultado de olhos fechados.

Ouvi a mulher do Google falar que a pesquisa estava pronta, então me sentei mais uma vez, abrindo os olhos e lendo em voz alta.

— “Se você sente raiva, incômodo e até mesmo insegurança quando uma pessoa fala de outra para você...”. Mas eu não sinto insegurança... Site mentiroso viu. — Atrapalhei a leitura. — Foco, Jaemin! — Briguei comigo. — “muito provavelmente você está sentindo ciúmes e muito provavelmente é de alguém que você goste, seja um amigo próximo ou um paquera!”.

Li aquilo e não pude evitar me engasgar com a saliva, pela surpresa ao ler aquilo e por achar todo aquele texto um absurdo. Soltei o celular no sofá e fui para o quarto de Minji, buscando por algo.

— Site mentiroso... Onde já se viu eu com ciúmes da Gong?! — Ri ironicamente. — Eu não sinto ciúmes, ela que se dane com o Jeno, por mim eles podem se engolir, se beijar, até mesmo namo... — De um jeito estranho, eu tentava falar aquela palavra, porém não saía de jeito nenhum.

Eu só posso ter pirado. — Decidi ignorar toda aquela bobagem e prestar atenção no cômodo que eu estava.

Olhei em volta e vi o quarto de Minji desorganizado, como já era esperado por mim. Andei lentamente por ali, chegando perto da cama e parando em pé ao lado da mobília. Eu ia abrir a gaveta do criado-mudo, porém um sutiã rosa rendado estava pendurado ali, me fazendo engolir seco.

Senti a sensação de mais cedo começar a voltar, então logo me apressei em pegar aquela peça e jogar para longe, evitando que eu olhasse para aquilo e sentisse tudo de novo.

— O que faz aqui? — Ouvi a voz de Minji e acabei gritando pelo susto, me virando em direção a porta em seguida. — E por que você jogou meu sutiã longe? — Ela estava escorada no batente da porta, de braços cruzados.

— É que ele é tão pequeno que é insignificante olhar para aquilo de perto. — Procurei uma resposta rápida que escondesse o fato de eu ter ficado envergonhado.

“Pequeno”... — Pensei no que eu tinha dito. — Eu deveria mentir melhor... — Neguei fraco com a cabeça. — Espera aí, o que eu estou pensando?! — Assustei-me assim que notei que pensamento eu acabara de ter.

— Ha Ha... Muito engraçado. — Ela disse ironicamente e se aproximou de mim, ainda com seus braços cruzados. — Vamos, fala logo o que é.

— Eu estou com dor de cabeça, vim ver se você tinha aquele remédio. — Falei qual era meu primeiro objetivo ali, então a garota pareceu entender. — Pode me dar um comprimido?

— Eu deveria te deixar morrer. — Gong resmungou. — A sua sorte é que Jeno melhorou mil vezes meu humor... Senta aí. — Empurrou-me na cama e com isso em sentei naquele colchão.

Vi Minji se afastar e se aproximar da mesa de estudos dela que continha dois cadernos abertos, mexeu em uma pequena caixinha e tirou uma cartela de remédios, cortando em volta de um comprimido e logo entregando aquele único comprimido na minha mão.

— Agora pode ir. — Falou e suspirou pesado, evitando me olhar.

Será que ela ficou chateada por mais cedo? — Comecei a me perguntar a encarando. — E eu me importo?! Mas... E se ela tiver ficado mesmo? E daí?! Ela estava com Jeno! — A briga interna então começou.

— Minji, sobre hoje mais cedo... — Iniciei, vendo ela me olhar. — Acho que não foi legal da minha parte ter te xingado daquele jeito por eu estar bravo por outro motivo que não era você...

— Quer dizer que se você estivesse bravo por minha causa, você me xingaria daquele jeito? — Pareceu ofendida.

— Claro né, você teria me irritado sua sonsa. — Revirei os olhos, vendo o quão obvio aquilo era. — Mas o que eu tô querendo dizer é... Des-

Antes que eu falasse, uma buzina foi ouvida em som alto na frente da nossa casa.

— Eu pedi uma pizza. — Ela riu e se afastou. — Eu aceito seu pedido de desculpas apenas se você assistir “irmãos a obra” comigo a noite inteira, se não for isso, eu te odiarei pelo resto da minha vida. — Então Minji saiu do quarto.

Será que ela tem algum tipo de bipolaridade? — Comecei a teorizar comigo mesmo. — Tipo... Ou ela consegue mudar o humor dela? — Fiquei mais perplexo. — Por que cara, se eu fosse ela, me odiaria pelo resto da vida... Mas, e se ela estiver tentando não ficar brava comigo por um motivo a mais...

— Com certeza não é isso. — Concordei comigo.

— Vem logo, Na Jaemin! — A ouvi berrar da sala.

[***]

Estávamos trabalhando nesse exato momento e meu chefe me encarregou de orientar Minji durante esses primeiros dias e me certificar que ela não botaria fogo na loja.

Mal sabe ele que se ela me irritar, vai ser eu quem vai tacar fogo na loja com ela dentro e tudo. — Pensei passando a mão no rosto, me controlando para não me frustrar mais com Minji que acabara de perguntar a mesma coisa pela sétima vez.

— Eu já disse que é na terceira prateleira! — Esbravejei, assustando a garota. — Quer que eu desenhe agora?! — Ela apenas me encarou sem dizer nada e saiu com aquela caixa em mãos.

Aquilo me deixou um pouco intrigado, mas ignorei, voltando minha atenção para o caixa e focando apenas em registrar os novos itens que chegaram hoje cedo no sistema. Minji ficou encarregada de repor o que estava faltando nas prateleiras com os novos produtos e era isso que ela fazia agora. Eu tive de explicar para ela como deveria colocar e onde deveria colocar, e mesmo que eu fosse alguém paciente, com Minji a minha paciência evaporava — como eu já disse antes.

Hoje a loja estava sem tanto movimento, o que eu agradeci, pois poderia registrar aqueles novos itens em paz, a não ser por Minji que nunca decorava nada. A mais baixa veio em minha direção mais uma vez, com uma pilha de caixas vazias em mãos.

— Preciso que leve essas caixas para o fundo, eu já acabei de colocar todos os itens nas prateleiras. — Falou séria, me encarando.

— Certo... — Salvei o que eu já tinha registrado e saí de trás daquele balcão, pegando as caixas das mãos dela e vendo a garota estralar os dedos. — Limpe aquelas mesas dos cantos, por favor, clientes comem lámen ali.

— Okay. — E então foi para trás do balcão, pegar ali embaixo o que precisaria para limpar ali, no caso, um pano e um produto.

Dei as costas, indo para o fundo da loja e deixando as caixas naquele quartinho médio. Percebi que tinham umas coisas fora do lugar certo, então decidi apenas arrumar elas da maneira certa. Essas coisas eram caixas vazias, sacolas, panos, produtos de limpeza, vassouras... Entre outras coisas assim.

Por conta disso acabei demorando um pouco mais naquela sala, porém nada que tirasse muito do meu tempo. Eu estava saindo daquela sala, porém ouvi Minji conversando — discutindo — com alguém, isso me fez parar ali mesmo e ir me esconder em um canto daquela sala que me permitisse ver aquela briga sem interrompê-la.

Eu deveria parar de ser assim, e se ela matar um cliente? Eu vou ser visto como cúmplice! — Antes que eu pudesse terminar minha fala vi a mão de Minji bater com raiva no balcão de madeira.

— O que faz aqui? — A voz de Minji mudou totalmente, ficando em um tom raivoso.

— Quero falar com Jaemin. — Vi minha noona se aproximar do balcão, se escorando ali com papéis em mãos. — Onde ele está? — Ela olhou em volta, me procurando com os olhos. Acabei sorrindo bobo. — Não me diga que além de chantagear ele a morar com você, você também roubou o emprego dele? — Vi minha noona cruzar os braços e falar de um jeito que ela não usava comigo.

Ah, mas ela deve estar num dia ruim...

— Ah claro, eu me aproveitei de Jaemin até que ele se sobrecarregasse e depois manipulei a cabeça dele para fazer o que eu quisesse. — Minji respondeu como se mandasse uma indireta para ela, cerrando os punhos em seguida.

— Como você é engraçada. — A mais velha riu. — Enfim, eu estou com pouco tempo agora, então... Quando você o ver, entregue isso para ele. — Jogou alguns papéis no balcão e eu podia jurar que naquele momento Minji iria puxar o cabelo dela e bater a cabeça da loira no balcão.

 — Espera... — Minji pegou os papéis e eu torci para que ela não rasgasse-os. — Isso aqui é o tema de mais trabalhos?! Por que você não faz sozinha, sua sirigaita?! — Minji ficou mais brava do que já estava antes. — Por acaso se aleijou? — Soltou as folhas no balcão, abriu um energético e deu um grande gole.

— Jaemin está fazendo isso por que quer, não é como se eu obrigasse ele...

— Se você manipula alguém para fazer algo para você, é como se estivesse obrigando a pessoa a fazer aquilo. — Minji ia jogar energético na cara dela, porém minha noona foi mais rápida e segurou o pulso dela com força.

— Lembre-se que a partir do momento que eu entro aqui no seu turno, eu sou cliente, então trate de me tratar bem... A não ser que você queira ser demitida com um dia de trabalho... — A loira sussurrou próximo ao ouvido de Minji, rindo em seguida.

Não gostei de ver Minji ser tratada assim, muito menos por minha noona, porém, não consegui me mover para impedir algo. Eu apenas fiquei ali, escondido.

— O que é seu está guardado... — Minji soltou o próprio pulso. — Não se preocupe, se eu for dar uma na sua cara, não vai ser aqui e muito menos agora. — Ameaçou a mais velha, que pareceu surpresa pela coragem de Minji.

— Você não sabe com o que está se metendo...

— Sei sim... Com uma loira podre. — Minji deu mais um gole no energético, encarando a loira com desprezo. — Tenha um bom dia, senhora. — E então sorriu de forma educada e gentil, sem parecer que há poucos segundos atrás tinha ofendido a loira. — Boa tarde. — Falou para um cliente que acabara de entrar na loja, esse foi para as prateleiras finais.

— Apenas entregue para ele. — E então minha noona apenas saiu, deixando Minji sozinha no caixa.

Eu tinha certeza que Minji estava xingando ela mentalmente de todos os xingamentos possíveis, mesmo com um sorriso sereno para o novo cliente, seus pulsos estavam cerrados fortemente, deixando na cara a sua raiva naquele momento.

— Ah... Com licença... — O cliente que parecia um adolescente foi até o caixa com um refrigerante e salgadinhos em mãos, logo deixando ali no balcão. — Eu vou levar isso... — Vi suas bochechas corarem por Minji ter olhado ele nos olhos.

Fiquei abismado com aquela cena, porém ainda sim fiquei apenas observando.

— Você é jovem, deveria comer muitas verduras para ficar saudável. — Minji disse, registrando o código daqueles produtos no computador.

— Eu tenho dezessete anos e você não parece ser tão mais velha que eu para me dar essas dicas. — O garoto riu fraco. — Você tem quantos anos?

— Me sinto lisonjeada em parecer mais jovem para você. — Ela sorriu, guardando os produtos na sacola. — Tenho vinte anos, sou uma idosa perto de você. — Exagerou, arrancando uma risada do garoto.

Por que ela tem que sorrir tanto?

— Você é bem jovem para ficar falando para alguém comer vegetais... Por um acaso sua vó falou tanto isso para você que ficou grudado na cabeça? — Perguntou enquanto contava o dinheiro.

— Na verdade... — Minji hesitou um pouco, abrindo a gaveta do caixa. — Foi um garoto que me ensinou isso, ele mudou bastante meus hábitos alimentares... E eu agradeço bastante ele por isso. — Ela pegou o dinheiro e guardou enquanto falava.

Acabei sorrindo inconvenientemente por isso, sabendo que era eu o garoto.

— Ah, entendo... Seu namorado? — O jovem perguntou recebendo o troco. Minji apenas negou com a cabeça. — Então... Pode me passar seu número, noona? — Ele foi descarado ao estender o celular para ela.

Como assim "noona"?! Agora já virou palhaçada. — Pensei, andando até lá para intervir.

— Está fora do protocolo ter interações assim com clientes. — Falei a primeira coisa que se passou na minha cabeça ao chegar lá. Minji me olhou com fogos nos olhos, me fazendo engolir seco. — Sinto muito... — Falei para o garoto mais novo que apenas assentiu meio decepcionado e saiu da loja.

— Ya, o que há de errado com você?! — Ela me perguntou assim que ele saiu da loja. — Nem tem essa norma no protocolo! — Me deu um tapa no braço. — Ele era tão bonito... — Choramingou.

— Ele é mais novo.

— São três anos de diferença apenas, não é como se eu fosse quarenta anos mais velha que ele! — Minji reclamou e eu apenas dei ombros. — Por que me atrapalhou, por acaso gosta de mim? — Descruzou os braços, me provocando.

— O que são esses papéis? — Mudei de assunto, fingindo que eu não sabia o que era e indo pegar.

— Ah isso... — Minji descruzou os braços e esbarrou de propósito no energético, o fazendo cair sobre os papéis e derramar todo o líquido nas folhas brancas. — Papéis da faculdade da sua noona...

— Ya, Gong Minji! — Esbravejei seu nome, tirando a latinha de energético ali de cima, mesmo sabendo que não adiantava mais.

— Opps... — Disse fingindo que se sentia mal por aquilo na maior cara de pau.

[***]

Estávamos na faculdade, em uma aula antes do intervalo. A professora falava sobre o trabalho que faríamos em dupla e que teríamos de montar uma maquete de uma rua com prédios, uns diferentes dos outros.

— A dupla dessa vez vai ser com vocês, porém lembre-se: nem todo mundo que é seu amigo não vai te causar prejuízo. — A professora idosa citou. — Após o intervalo eu vou estar aqui novamente com um papel para marcarem as duplas, então, estejam decididos até o fim do intervalo.

Ela então se calou, permitindo que nós escolhêssemos quem iriamos fazer dupla.

Eu ia escolher Renjun como sempre, e provavelmente, Jeno escolheria Minji como dupla e eu nem mesmo ligava. Porém tinha algo que me deixou em certo desespero e com toda certeza me desagradou também, afinal, eu não poderia fazer o trabalho com Renjun, que era praticamente uma máquina de fazer maquetes.

— Minji, precisamos conversar. — Falei parando em sua frente, chamando sua atenção e de Jeno que estava do seu lado.

— Pode falar. — Respondeu.

— A sós... — Falei me praguejando mentalmente e vendo Jeno me olhar um tanto enciumado.

Minji não entende, porém sabia que era sério afinal, eu quase nunca falava com ela, quem dirá a sós. Ela então se levantou, disse que voltaria rápido para Jeno e saiu da sala comigo, após avisarmos a professora.

— O que foi? — Minji perguntou parando em frente à porta assim que ela foi fechada.

— Aqui podem nos ouvir, vamos a um lugar mais silencioso.

Segurei seu pulso sem apertar e a puxei, levando-a para uma sala no fim do corredor que não estava sendo usada. Entramos e eu tranquei a porta, logo me virando para a garota, que se sentou em uma mesa.

— Isso está estranho... O que você quer Jaemin? — A garota perguntou e claramente ela estava nervosa.

— O que acha? — Perguntei em um tom mais grave, me aproximando dela lentamente, vendo o nervosismo da garota só aumentar.

Fiquei entre suas pernas e apoiei minhas mãos na mesa, uma de cada lado de seu corpo, deixando nossos corpos praticamente grudados e nossos rostos a centímetros de distância. Vi a garota fechar os olhos, não sei se para evitar me olhar ou esperando algo. Acabei sorrindo de lado por aquilo.

— Você realmente deve ter muitas fantasias comigo. — Comecei a rir alto, me afastando e vendo a cara de desnorteada da garota.

— Ya, Na Jaemin! — Gritou ao se tocar de tudo, então logo levantou e veio em minha direção.

Saí correndo pela sala, desviando das fileiras de mesas e carteiras que tinham ali, tentando fugir de Minji, que parecia que estava em um ódio tão grande que pode até me matar hoje mesmo.

Após minutos correndo ela conseguiu me alcançar, me dar uns tapas e puxões de cabelo. Agora estávamos com os cabelos bagunçados e ofegantes pela corrida, sentados um de frente para o outro esperando que nos recuperássemos.

— Diz o que você quer logo. — Ela se pronunciou com raiva.

— Temos que fazer esse trabalho juntos. — Fui direto ao ponto.

— O que?! Não, eu já disse que vou fazer com Jeno! — Minji começou a se negar, me irritando.

— Vê se pensa um pouco! — Interrompi toda a sua ceninha. — Se eu fizer com Renjun e você com Jeno, algum deles vai querer ir à nossa casa fazer esse trabalho, e mesmo se eu levasse Renjun que já foi lá, mas nunca te viu lá, teria grandes chances de ele te ver lá. — Ela se manteve calada, querendo mais explicações. — Já que provavelmente vocês poderiam se cruzar na hora errada ou até mesmo Jeno insistir em te levar em casa por que acabou o trabalho tarde. — Terminei a explicação e ela pareceu compreender meu lado.

— Certo, você tem razão... Mas, por que temos que manter em segredo que moramos juntos?

— Como eu disse, eu não quero Jeno frequentando minha casa por sua causa e tem alguém que não pode saber de onde eu moro e com quem eu moro. — Lembrei-me da minha mãe, suspirando triste. Minji também pareceu lembrar-se de alguém, pois ela ficou mais pensativa nesse instante. — E se os meninos souberem, Haechan vai saber e se depender dele, até o lixeiro da rua dele sabe. — Falei e ela riu, concordando.

— Então... Vamos fazer esse junto, okay? — Ela me estendeu a mão, esperando que eu apertasse.

— Não foi você que disse que isso era brega?

— Cala a boca! — Ela reclamou. — Estou me adaptando ao seu jeito brega. — Eu ri e então apertei sua mão.

Assim que soltamos nossas mãos, eu ajeitei meu cabelo e ela a roupa que estava um pouco amassada. Saímos da sala e fomos andando lado a lado para a nossa, sem falar nada.

— É sério gente, eu vi Jaemin levando Minji para uma sala vazia e fechando a porta! Ele a puxou pelo pulso e tudo! — Haechan estava em frente à porta da nossa sala aberta, fofocando mais uma vez. A sala começou a rir, outros se calaram e outros sussurravam. — Eles estão atrás de mim não é? — Choramingou.

Eu e a Gong nos entreolhamos e logo demos um chute na parte de trás do joelho de Haechan, o fazendo cair ajoelhado.

— Aish... Por que você ainda insiste em fofocar sobre a minha vida? — Minji reclamou enquanto Haechan levantava, nos olhando com raiva.

— Que isso? Bonnie e Clyde? — Ele esbravejou. — Vai dizer que o que eu vi foi mentira?! Você esse cabelo de arara azul e ela com esse cabelo de esfregão tingido são muito fáceis de reconhecer! — Haechan se referiu a mim e a Minji, a sala riu, porém eu me senti profundamente ofendido.

— Eu estava planejando como iriamos te assassinar na hora do intervalo... Não podíamos ter sido descobertos. — Minji falou ironicamente, porém Haechan pareceu intimidado.

— Vocês... — Ele me olhou e eu assenti. — Mãe! — Haechan saiu correndo da sala, arrancando risadas de todos ali.

Minji foi se sentar e começou a falar com Jeno, provavelmente explicando que iria fazer o trabalho comigo. Eu me sentei e comecei a falar a mesma coisa para Renjun, que apenas concordou.

— Okay, eu faço com Chenle... — Ele deu de ombros. — Mas e responde uma coisa... Você vai fazer com quem?

— Gong Minji.

— O QUE?! — Engasgou com a saliva, arregalando os olhos pela surpresa.

[***]

Eu e Minji andávamos lado a lado seguindo o percurso para a nossa casa, o que não era feito normalmente, já que além de não nos suportarmos por muito tempo perto um do outro, também evitávamos ir para casa juntos, já que poderiam suspeitar de nós.

Usamos a desculpa que iríamos apenas debater alguns assuntos sobre o trabalho e logo tomaríamos nosso rumo. Jeno e Haechan pareciam desconfiados, porém, foi só ver eu e Minji discutindo novamente por algo idiota que a desconfiança logo sumiu. Minji falava de fato sobre o que poderíamos usar para a maquete e vez ou outra eu palpitava sobre algo.

— O que quer comer hoje? — Minji perguntou pegando o celular em mãos.

— Você não vai cozinhar não, né? — Perguntei fazendo uma careta.

— Eu vou pedir por aplicativo. — Ela revirou os olhos, virando a tela do celular em minha direção.

— Graças a deus. — Agradeci olhando para o céu, rindo em seguida ao sentir seu tapa em meu braço. — Já que vai pedir... Sugira algo.

— Que tal... Comida italiana?

— Muito enjoativa... O que acha de comida brasileira? — Sugeri. — Tem uma coisa muito boa, acho que o nome é... Feijãoada, ou... Fejada... Não sei, só sei que é gostoso. — Perdi a paciência tentando pronunciar aquilo então apenas deixei para lá a pronuncia.

— Nunca comi, vamos tentar isso! — Minji pareceu animada, logo pesquisando por aquilo e pedindo duas porções do que eu não sabia pronunciar, junto com arroz, salada, churrasco e mais alguns acompanhamentos. — Okay, chega daqui a trinta minutos.

— Okay, dá para darmos uma pequena arrumada na casa enquanto isso. — Falei e estranhamente Minji mão reclamou, apenas assentiu e pegou suas chaves para abrir o portão de casa.

Que estranho... Será que o santo da faxina desceu nela hoje? — Comecei a pensar, entrando em casa e vendo-a trancar novamente o portão.

Fomos para dentro de casa, cada um para seu quarto, eu para me trocar e ela provavelmente também faria o mesmo. Ao fechar a porta me despi, ficando apenas com minha cueca preta e andando até meu guarda-roupa enquanto dobrava minha camiseta e minha calça. Olhei meu reflexo no espelho que tinha na porta do guarda-roupa e sorri minimamente, começando a fazer poses na frente do mesmo, posses essas que definiam ainda mais meu abdômen e meu bíceps braquial.

— Jaemin, me respo... — Minji entrou no quarto sem eu esperar, vendo-me naquela situação. Virei meu corpo em sua direção, com os olhos arregalados, assustado com a aparição repentina da garota no meu quarto. — Aish, desculpa! — E então seu rosto corou ao me olhar de cima abaixo.

Minji fechou a porta rapidamente, me deixando ali sem reação e sem saber o que deveria fazer agora.

— Mas me deixa ver um negócio aqui... — A garota falou e abriu a porta de novo. Seu olhar passou pelo meu corpo todo, parando no meu abdômen e lentamente descendo.

— Ya, Gong, sua tarada! — Gritei jogando um sapato em sua direção. A garota riu e fechou a porta antes que pudesse ser atingida.

Senti meu rosto esquentar fortemente e, provavelmente, ficar totalmente vermelho também.

Apressei-me em vestir algo e vestir a outra roupa. Eu usava uma camiseta com uma estampa de óvni e um bermudão vermelho com uma listra branca, por que à tarde de hoje estava um pouco mais quente que o habitual. Calcei meus chinelos e saí do quarto, vendo Minji na sala vestindo um short jeans escuro de cintura alta e uma camiseta florida por dentro dele.

Assim que percebeu meu olhar ela riu me olhando, decidi apenas ignorar e ir para a cozinha, parando em frente a pia e começando a lavar a louça.

— Hey, modelo de topless, o que eu tenho que fazer? — Minji caçoou de mim e riu em seguida, me fazendo suspirar cansado.

— Você vai me encher o saco durante a semana toda com isso, não vai? — Perguntei sem ânimo e ela assentiu sorrindo. — Vai varrer a sala e o corredor.

Ela assentiu e saiu indo pegar a vassoura e logo começando a varrer onde eu disse. Minji mudou bastante desde que começamos a morar juntos, no começo ela deixava tudo jogado em todo o lugar e era uma guerra civil para ela limpar algo, hoje em dia ela ainda é desorganizada e preguiçosa para faxina, porém, agora as coisas delas ficam mais bagunçadas no quarto dela e ela consegue se incomodar com algo sujo e limpar sem eu ter que falar toda vez — mesmo que não tenha mudado muita coisa, já é um grande avanço e a minha paciência agradece.

Eu mudei um pouquinho ela... Agora ela é um ser humano um pouco mais tolerável. — Pensei e acabei sorrindo orgulhoso de mim mesmo, enquanto ariava aquela panela que na noite passada foi usada para fazer arroz.

[***]

Passaram-se longos minutos, eu estava na cozinha tomando água, escorado no balcão, enquanto Minji estava sentada em um banco de frente para o balcão e apoiando os cotovelos ali, enquanto contava o que tinha pensado para a maquete.

— Se fizermos com caixa de leite e de sapato pode ficar algo bem bonito! — Ela comentou, parecendo bem animada.

— Você realmente gosta de fazer maquetes não é? — Ri de sua empolgação ao concordar. — Algum motivo especial? — Dei mais um gole.

— Quando eu era pequena minha mãe fazia maquetes e teve uma vez que eu e ela fizemos uma para brincarmos, só que antes que pudéssemos brincar, ela mudou... — Gong pareceu triste ao se lembrar de sua mãe e eu não ousei perguntar o porquê. Não somos tão próximos assim...

Ouvimos a campainha tocar e ela se levantou em um pulo.

— Deve ser nosso almoço, eu vou buscar! — A garota saiu rapidamente de casa com suas chaves e eu deixei aquele copo na pia, abrindo o armário e pegando outros dois copos e pratos.

Deixei-os em cima do balcão e logo peguei talheres, ajeitei tudo em uma pilha e segurei com as duas mãos, indo para a sala assim que ouvi Minji entrar.

Vi Minji sentada no sofá com um feitio nervoso enquanto mantinha suas mãos juntas, segui seu olhar e me segurei para não deixar as coisas caírem no chão ou desmaiar naquele instante.

— J-Jeno?

 


Notas Finais


É agora que o pau vai torar, senhor jesus KKKKKKKK
E ai, já infartaram?

Jaemin pesquisando as coisas no Google e seguindo as dicas de Hong Joshua, graças a deus hein...
E a Minji ficando quieta muitas vezes nesse cap hein? Será que tem algo a mais? Nunca saberemos pois o pov não foi dela, oh mundo cruel. E admitam, se vocês fossem Minji já teriam descido a porrada naquela noona, eu sei que sim.

Definição desse cap; surto atrás de surto.
Mas e ai? O que acharam? Gostaram? O que acham que vai acontecer agr? Comentem aí KKKKKKKK

Bem, por hoje foi isso e eu só queria fazer que já tenho fic de uns 7 idols montada para depois dessa aqui... Só um aviso mesmo cof

Até logo!


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