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  3. Chapter - III

História Home Sweet Home - Imagine Levi Ackerman. - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus blimblins! Tudo bem com vocês? Espero que sim.
Para a alegria de alguns, venho trazer mais capitulo dessa lindeza.
MUITO OBRIGADO A VOCÊ, BLIMBLIM, QUE LÊ TODOS OS CAPITULOS, FAVORITA E COMENTA! DEVO TUDO A VOCÊS! MUITO OBRIGADAAAAAA PELOS 19 FAVS (É POUCO, MAS SIGNIFICA MUITO PARA MIIIMMMM!!!! <3<3)

Queria saber a opinião de vocês para uma coisa. Estava querendo escrever uma história sobre jujutsu kaisen, o que acham?

Bom era isso, até as notas finais! xoxo
AVISO: ESSE CAP NÃO FOI REVISADO!

Capítulo 3 - Chapter - III


Fanfic / Fanfiction Home Sweet Home - Imagine Levi Ackerman. - Capítulo 3 - Chapter - III

Era cedo, mal havia amanhecido, os poucos raios de sol que atravessavam as pequenas frestas do teto daquele distrito acariciavam o meu fios pretos que estavam soltos formando uma bela cascata ondulada sob a mochila vermelha cheia de utensílios pessoais. Tragava um cigarro tranquilamente enquanto minha cabeça estava a mil, meus olhos apreciavam a vista do topo da escadaria, aquilo fazia eu me sentir como um pássaro livre e feliz.  

"Queria que essa sensação durasse para sempre", pensei enquanto deixava a fumaça se esvair de meus pulmões de uma só vez formando um anel, que foi desmanchado pela brisa suave que batia ali.

Quase não havia dormido nada pensando na minha resposta, aquele era um momento decisivo para mim e minha vida patética. As palavras de Erwin conseguiram atravessar meu peito e me fizeram ceder, não havia cedido a ideia de morrer pela humanidade ou qualquer balela do gênero, mas sim que um dia todos nós iremos morrer. Então, se todos vamos dessa para melhor, por que não viver por minhas próprias vontades até lá? Por que não viver sem medo, sem receio de falhar e quebrar a cara? Por que não viver sendo eu mesma e me orgulhar disso? 

Mas Midori, você não se importa de receber ordens? Claro que me importo, mas se essa for a condição para que eu saia daqui e tenha uma vida digna eu obedecerei. Isso não vai me matar ou mudar quem eu sou. 

Ouvi passos pesados pelas minhas costas, olhei por cima de meu ombro direito e vi Mike andando até mim. Me coloquei de pé, dando um último trago e jogando a bituca próxima de meu pé. 

-- Que bom te ver por aqui, senhorita. - o loiro disse dando um pequeno sorriso. - Achei que fosse ter que implorar para aceitar o acordo. - terminou dando um leve suspiro de alívio. 

-- Mal me conhece, mas já me ama tanto assim, capitão? - perguntei rindo minimamente. Talvez ele não seja tão babaca quanto eu pensava. 

-- Capitão? - repetiu com um semblante confuso, mas logo sorrindo em seguida. - Até poderia chorar, mas tem muita gente aqui. - brincou limpando suas lágrimas imaginárias. 

Dei um soco leve no ombro do maior e ri de sua brincadeira. Lado a lado caminhávamos tranquilamente conversando sobre coisas aleatórias e nesse pouco tempo havia percebido sua mania estranha. Cheirar os outros. 

-- Desculpe por ontem, estava meio irritada com o papel de otária que seu amiguinho me fez passar. - falei colocando uma mecha de cabelo atrás de minha orelha esquerda. - Afinal, qual o problema dele? - indaguei revirando os olhos, claramente irritada só de lembrar da cena patética. 

-- Sem problemas, não é como se fosse o fim do mundo. - Mike respondeu com seu semblante sério. - No fim, todo mundo acabou se exaltando, mas o importante é que você não é tão babaca como eu havia achado, meu lótus. - completou parando a frente de uma pequena escadaria que dava em uma grande porta de ferro fechada. 

-- Espera ai? - falei parando ao seu lado com uma feição indignada. - Tão babaca? Meu lótus? Tu tá perdendo a noção do perigo? - completei cruzando os braços à frente do peito. 

O mesmo riu e deu duas batidinhas no topo de minha cabeça e naquele instante senti meu coração parar, minha boca se abria, mas dela nenhuma palavra saia. Fazia muito tempo que não recebia nenhuma demonstração de afeto sem segundas intenções, por mínima que fosse e eu conseguia sentir que aquilo era sincero. 

-- Pronta para subir, meu lótus? - o loiro perguntou sorrindo ladino, seus olhos se fecharam com seu sorriso. Que expressão fofa....- O que foi? Quer me falar alguma coisa?

Podia sentir que meu queixo havia caído levemente, deixando meus lábios entreabertos, aposto que meus olhos brilhavam. Não posso mentir, Mike foi um dos poucos que havia conquistado meu respeito, por mais que o mesmo não tenha feito nada demais, mas só pelo fato do oficial me tratar de igual para igual, não me mandar os olhares podres e lascivos, podia sentir as grandes e grossas barreiras de meu coração rachando aos poucos. 

-- Eu meio que sou sua cadete agora, não é? - indaguei em um tom baixo fitando meus coturnos pretos desgastados, ele apenas assentiu. - Então, eu prometo que não vou te deixar na mão. Vou fazer tudo que puder para te deixar feliz e não se arrepender da sua escolha! - disse com um fio de voz, sentindo minhas bochechas arderem enquanto desenhava um círculo com o pé esquerdo na areia fofa em que pisavamos.

-- Oe, os pombinhos já terminaram? Temos um trabalho para fazer. - uma voz masculina, vinda do grande portão de ferro que agora estava aberto minimamente, se pronunciou nos interrompendo. 

Dirigi meu olhar até o dono da voz, o moreno de olhos cinzentos, e por de trás daquele corpo pequeno e musculoso havia luz. Uma luz dourada tão formosa que foi o suficiente para me desnortear, sem pensar muito corri até ela, me esgueirando alegremente, fazia tanto tempo que não sentia meu coração bater tão intensamente. Minha destra alcançou a maçaneta e sem pensar muito empurrei aquela porta tão pesada, senti o vento bater em meu rosto e meus cabelos me causando pequenas cócegas, meus lábios se torceram um sorriso amplo e alegre. 

-- Isso é muito bom. - sussurrei de olhos fechados, apenas sentindo cada sensação em uma tentativa de nunca mais esquecê-la. 

-- Bem-vinda ao distrito superior, pirralha. - Levi disse com sua expressão indiferente, que posso estar muito errada, mas que provavelmente não saia de seu rosto. 

-- Você fala isso como se fosse muito velho, nanico. - retruquei o encarando com um sorriso sacana, vendo que estava mais alta que ele graças a meu calçado. Em resposta apenas obtive um resmungo e uma carranca emburrada, ri com isso. - Deixa de ser sem graça, baka-san. - falei divertida vendo ele manter sua expressão. - Pelo visto, você não é muito divertido, hm? 

-- E você uma irresponsável que não leva nada à sério. Ou melhor, uma garota que banca a durona, mas na realidade não passa de uma estúpida e interesseira. - rosnou direcionando um olhar ardente em minha direção. - Diga que estou errado. 

-- Na realidade só queria ser amigável e mostrar que não sou uma criança e que separo bem as situações que me ocorrem. - falei devolvendo seu olhar penetrante. - Se você gosta que te tratem mal, está falando com a pessoa certa. Eu posso ser cruel, te mastigar e cuspir logo em seguida, posso te rasgar em pedaços se quiser é só você me dizer, Levi. - completei me aproximando do mesmo, mantendo o contato visual.

-- Capitão Levi, cadete. - o mesmo falou com um sorrisinho sínico. - Adoraria ver você tentar cumprir suas ameaças. 

-- Não foram ameaças, senhor. - ditei calma, sorrindo ladina. Ele realmente acha que  vai me ganhar nesse joguinho? Oh, Levi, você não perde por esperar. - Foram sugestões, sabe a diferença ou é ignorante demais para isso também? 

O moreno abaixou sua cabeça sorrindo minimamente, o mesmo passou sua destra pelos fios que caiam sobre seus olhos, se virou e foi em direção a uma carruagem que tinha passado despercebida pelos meus olhos. 

-- Você realmente sabe cutucar uma onça com vara curta. - meu capitão disse colocando sua canhota sobre meu ombro esquerdo. - Depois não reclame. 

-- Não se preocupe, eu aguento um pouco de pancada. - falei sem tirar o sorriso sapeca que ocupavam meus lábios. Nossa conversa se encerrou por ali, silenciosamente seguimos até a carruagem e dali, fomos em direção a cidade. Minha nova vida.    


                                                                                             [§]


Já haviam se passado duas semanas que eu havia me instalado no quartel do reconhecimento, todos haviam me recebido muito bem e eu estava muito feliz vivendo naquele ambiente, me sentia mais leve, mais disposta a seguir minha vida. Nesse meio tempo o capitão nanico não me dava descanso, eu sempre o respondia e acabava sendo punida. Ou era lavar o estábulo, limpar o quartel sozinha, ficar de guarda no período da noite, lavar as roupas, triplicar meus horários de treinamento ou qualquer outro tipo de tortura. Aquele homem ia me deixar louca!

-- Não aguento mais isso, Reiner. Me ajuda seu loiro de farmácia! - falei levemente irritada com o cadete, o cutucado com a pá suja de esterco. - Mexe esse rabão seu ai para alguma coisa. - bufei cruzando os braços. 

-- Para de sujar minha roupa, sua bruxa. - o mesmo falou rindo enquanto se levantava para me ajudar a terminar a organização daquele local. - Ou melhor, suja mesmo. Quem lava é você. - alfinetou o mesmo mantendo seu riso. 

-- Primeiramente, bruxa é a tua bunda. - falei apontando o indicador para ele, que me encarava com um ar debochado. - Segundamente, você tem toda razão, nunca critiquei. - completei voltando a limpar a última baia restante rindo levemente. 

Reiner Braun foi um dos cadetes que eu mais havia me aproximado, talvez fossem seus olhos tão misteriosos e tristes que prenderam minha atenção. Sentia como se fosse minha obrigação fazê-lo sorrir e sendo bem sincera não ligava em fazer palhaçada para ver ele e o moreno, Berthold, felizes e sorridentes. 

-- Terminei, ufa. - declarei suspirando pesado, esticando meus braços para cima, logo sentindo duas mãos envolverem minha cintura e me levantar. - Me solta, Rei! - exclamei entre risos, mas me concentrando para fingir estar brava com ele. 

-- É o Jean Cara-De-Cavalo, bobona. - uma voz calma, cujo dono era bem conhecido por mim pronunciou. Eren Yeager.

-- Você sempre tem que estragar as coisas, não é Eren? - o bicolor disse perto de meu ouvido direito, ele estava claramente decepcionado. - Agora não tem mais graça. - continuou resmungando e me colocou no chão, seu semblante estava fechado e seus lábios estavam unidos em um biquinho fofo. 

-- Oe, Midori-Senpai! - uma garota com seus fios castanhos presos em um rabo de cavalo gritava a alguns metros de distância do estábulo. - Midori-Senpai, eu roubei esse pedaço de carne dos superiores, você pode esconder aqui? Deu trabalho demais roubar e se ficar comigo vou querer comer tudo de uma vez. - a menina disse após correr em minha direção enfiando um pedaço grande de carne dentro de minha blusa social. 

-- Oi para você também, Sasha. - falei rindo, afagando seus fios que estavam bagunçados pelo vento. - E sim, eu guardo essa belezinha aqui. - falei indo em direção a uma baía perto dos garotos que estavam ali, soltando um piso e dando de cara com uma caixa de madeira cheia de palha, guardei a carne e coloquei tudo de volta no lugar. 

-- Obrigada, estou te devendo uma! - a garota das batatas disse me abraçando fortemente. 

Estar ali, ser abraçada, me sentir aceita e amada era algo surreal. Fui tirada de meus devaneios por um anúncio feito por Ymir. 

-- O capitão está chegando todos se reúnam. - a mulher gritou chamando a atenção de todos os cadetes, inclusive a minha. Quem diria que esse seria meu destino? Ser a cadelinha dos capitães. 

Guardei os utensílios que usei para limpar aquele ambiente e calmamente caminhava até o amontoado de pessoas enfileiradas e dos dois cavalos bicolores selados. Mike estava sério e Levi não estava diferente, mas antes que pudesse me pronunciar o moreno me cortou. 

-- Onde estava que não estava aqui para a recepção? - perguntou ríspido, descendo do cavalo e colocando as rédeas em minhas mãos. 

-- Estava organizando o estábulo, como o senhor havia pedido. - respondi em um tom calmo, vendo seu semblante se torcer em mil expressões.  

-- Achei que havia dito que quando os superiores chegam você deve estar lá para recepcionar, assim como todos os outros cadetes. - Levi cuspiu tais palavras e eu realmente não entendia o porquê de estar sendo tratada assim. 

-- Sei que é difícil ir para as missões e essas coisas, mas não desconte sua raiva por ter falhado em mim. - ditei em um tom firme, tomando as rédeas das mãos de Mike que preguiçosamente andava de volta para a porta de entrada do quartel. - Achei que estivesse claro isso, mas não sou sua cadete. Não te devo satisfações. 

Pude ver o punho dele se fechar, claramente irritado com o que eu disse, mas eu não me importava, essa era a verdade. Que venha mais uma punição eu não ligo. 

-- O turno da noite é seu. Esteja preparada. - o capitão falou em um tom rude, dando as costas para mim. - Caso não esteja, uma carruagem pode te levar até o distrito subterrâneo novamente. 

-- Mas eu já fiz isso noite passada, me dá um desconto. - rugi irritada com aquilo, isso era injusto. 

-- Não desconte sua raiva por ser uma fraca e incompetente em mim, cadete. - ele disse sem nem olhar para trás. - Caso eu ouça mais uma reclamação, o próximo turno também será seu. Entendido? 

-- Sim, capitão. - disse entre dentes. Isso era ridículo e extremamente injusto, mas o que eu poderia fazer? Ele é meu superior. 

Fitei o chão e senti a brisa se chocar contra meu corpo, era bom. Poder observar o verde da grama, as árvores balançando e o céu azul era algo impagável. Deveria ser um crime privar tantas pessoas de poder sentir aquilo. Apenas levei os cavalos até suas respectivas baias e coloquei bastante feno e água fresca para os mesmos, depois daquilo fui até meu quarto descansar um pouco, pois a noite seria longa. 

" Eu consigo fazer isso, isso é fácil demais! Vou esfregar na cara daquele idiota que posso fazer muito mais do que pensa, não é uma noitezinha de sem sonhos que vai me fazer desistir de tudo isso. Porque eu tenho algo para proteger. "


Notas Finais


Obrigada por ter chego aqui, meu blimblim! Tu mora no meu coraçãozinho de pudim <3
E por favor, se vocês tiverem alguma critica a fazer fiquem a vontade!

até a próxima! XOXO


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