História Homens Da Lei - A Rosa Escarlate - Capítulo 29


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Castle, CSI: Miami, CSI: New York, Lie to Me
Personagens Dr. Cal Lightman, Horatio Caine, Jorah Mormont, Mac Taylor, Richard "Rick" Castle
Tags Ação, Drama, Romance, Suspense
Visualizações 2
Palavras 1.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Filmagens


Jorah traduz o bilhete a eles. Isso explica muita coisa. Pérola é filha de Cecília e não de Fernando. Por isso a certidão de adoção. Ela precisava de proteção, muita proteção. E se o assassino de sua mãe estiver atrás dela? E se ele ou ela estiver querendo por a culpa nela pelos crimes que estão acontecendo?

Sendo assim, eles colhem cada pista essencial do caso, colocando em saquinhos de plástico, fotos, tudo que acham de suma importância. Não há marcas de sapato na cena a não ser os rastros das botas de cano e sola baixos de Pérola. Cada peça é fundamental. Retornando à delegacia, Pérola havia já encerrado seu depoimento, digitalizado pelo escrivão e supervisionado pelos detetives Batista e Ferraz.

- Pode ir, senhorita Soriano. - Permite o detetive Otávio Batista.

Aurélio chega enchendo o saco como sempre. Tudo tem que ser do seu jeito. Jorah quase perde a paciência.

- Vai mesmo deixar ela ir embora? - Pergunta Aurélio a Otávio.

- Me prenda. - Fala ele em ameaça, ele é honesto como os outros - Não temos provas suficientes para prendê-la. Deixe ela ir. Ela perdeu o pai.

Mais alguém concorda com tal coisa. Otávio e Rogério saem da salinha e vão para a sala de vídeo, de filmagens. Pérola acaba vendo Jorah lá e continua tão sentida. Ela sai da delegacia sem falar algo e simplesmente senta do lado de fora, tomando ar fresco para esfriar a cabeça. Jorah segue os outros para a sala de filmagens.

A fita é rodada várias vezes. Quem aparece na televisão é Pérola. Só os detetives sabem seu nome verdadeiro. Querem ir com calma na investigação para não dar nada errado.

- Podem nos deixar a sós, por gentileza? - Cal pede com educação, ele não é policial, mas, mostra um jeito investigativo que não é igual ao resto.

- Sim, claro. - Rogério fala - São amigos dela, não são? Se descobrirem algo, por favor, nos avise. Nós a vimos com vocês na festa. Irina nos contou sobre vocês.

Os justiceiros simplesmente sorriem. Sobre isso, Cal deixa sua observação para depois. Rogério e Otávio saem da sala. Cal vê que a televisão está conectada a um projetor. Excelente. Isso facilita melhor sua técnica de observação dedutiva. Jorah rebobina a fita para saberem o conteúdo da gravação. Na verdade, são algumas gravações em três lugares diferentes.

- Estão vendo isso? - Cal mostra as cenas exibidas ao projetor ao rodarem a fita até o final e rebobinarem outra vez.

- São cenas diferentes. - Diz Mac, visualizando cada imagem escaneada à tela e ampliada - Em dias diferentes.

- E, são diferentes reações. - Continua a falar Cal seriamente, apontando cada expressão da garota sobre a tela - Desprezo, nojo e fúria.

- Três pessoas diferentes? - Quer saber Horatio de braços cruzados, observando que são também três locais diferentes da cidade.

Cal olha para ele como sinal de afirmação.

- Com certeza. - Fala positivamente o psicólogo e volta a olhar para a tela - Na última foto, ela está uma fera. Alguém a provocou demais. E parece ser alguém muito pior. Cada foto contém vídeos curtos.

Ele clica no da última foto. Tal comportamento da garota assusta todos os homens.

- Sai. - Diz Melina, rangendo os dentes e depois gritando no clube - Sai! Fique longe de mim, seu louco.

Melina se afasta do homem encapuzado logo que joga água na cara dele. A fúria é evidente e incontestável. Esse homem está brincando com sua vítima faz tempo.

- Não posso deixar ela sozinha. - Fala Jorah seriamente e responsável por seu posto de protetor - Ela está mais frágil e vulnerável a cada momento.

- E vai ficar mais agressiva também. - Fala Cal Lightman seriamente - Seus olhos não mentem. Ela está doente mesmo. E tem pessoas mexendo com quem pode morrer muito em breve. Isso está afetando demais a saúde da garota.

Mac observa mais um detalhe e pensa.

- Como eles conseguiram essas filmagens? - Pergunta, curioso - Será que o delegado quis provar algo sobre ela?

Cal olha para as fotos de novo. A de número 1 tem muito a cara de quem eles já conhecem.

- Esse detetive, braço direito do delegado... - Comenta com todos - Adora infernizar a vida da Pérola. Por isso o desprezo dela por ele. E quanto aos outros dois? Não sei quem são. Mas, já eliminamos o primeiro homem.

Por sorte, Heitor é visto mesmo na primeira filmagem, provocando Pérola em uma lanchonete do centro enquanto não está perto da polícia. O rapaz é mesmo um puxa saco do delegado ou ele age por conta própria? Quer ganhar o que com que faz? Vantagem, poder? Desde quando o rapaz age assim?

Antes ou após Pérola ser caçada pelo delegado? Esse termo caçada é mais como vigiada e perseguida direto. Jorah se retira da sala, deixando os outros com suas mentes bem ocupadas. Seu serviço ainda é útil mais ao lado dela do que na delegacia, onde pode acabar duelando contra Heitor e o delegado por estarem a acusando de algo sem terem provas cabíveis a isso. Pérola e ele acabam se avistando.

- Como se sente? - Jorah pergunta, se sentando ao seu lado.

- Não tenho idéia. - Pérola suspira fundo - Não sei nem o que pensar.

- Eu te entendo. - E realmente entende - Com pessoas que estão contra você e outras te ajudando, não sabe mais em quem confiar.

Ela olha para ele como se ele lesse a sua mente.

- Como sabe disso? - Pergunta ela.

- A gente vive isso o tempo todo, querida. - Ele diz sinceramente e sorrindo - Mas, pode confiar em nós. Acreditamos em você. Haja o que houver, estaremos do seu lado.

- Você é sempre tão amável assim e otimista? - A outra fala docemente.

- Só com quem eu tenho certeza que posso confiar de verdade. - Jorah olha para Pérola - Que eu sei que me ama de verdade, me traz algo de bom, não de ruim.

- E o que sente agora? - Diz Pérola - Você sabe que pode contar comigo mesmo? Eu posso estar fingindo.

Ele dá um meio riso.

- Você não está fingindo. - Jorah a vê através dos olhos e do seu coração feminino - Seu olhar é sincero demais, assim como o seu coração. Você é tão diferente de outros que conheço.

- O que eu sou de verdade? - A pergunta dela é séria.

- Determinada. - A resposta dele vem com uma simplicidade, a deixando emocionada - Te provocam e isso te deixa forte ainda. Não desiste de lutar por si e pelos seus ideais. Sei que não é covarde. Nunca foi. Quer espaço, eu compreendo. Aceita alternativas. Se abre na hora certa.

Pérola sabe que Jorah não mente. Ela enxerga ele do mesmo modo. São iguais. Ambos com os corações partidos e personalidades parecidas. 



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