História Homophobic 2.0 (Newtmas) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Maze Runner
Visualizações 121
Palavras 1.618
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, people!!! >.<

Eu voltei com mais um capítulo bem Bad pro Tom, mas ok, eu espero que curtam!

Capítulo 2 - Sometimes It's Hard To Live


-Thom, não fica chateado com seu pai, ele teve que sair mais cedo – minha mãe diz pela milésima vez

-Eu não estou – minto e pego minha mochila de cima da minha cama, indo em direção à porta

-Eu finjo que acredito – ela retruca irônica

-Tudo bem, mãe, eu já estou indo

-Ok – ela diz simplesmente

Respiro fundo antes de sair de casa e esboço o meu melhor sorriso, afinal, eu não quero que as pessoas saibam pelo que eu tenho que passar todo dia. Vejo as pessoas passando na rua com os seus grupinhos de amigos e começo a imaginar se eles realmente gostam de estarem juntos, ou se estão juntos para causar alguma “impressão”.

Claro que existem amizades verdadeiras, mas, em alguns casos, eu não consigo ver essa amizade... é meio estranho, mas ok.

Entro nos gramados da escola e olho aquela grama coberta de neve, e penso: “eu poderia estar dormindo”. Suspiro angustiado e vejo aquele vapor sair da minha boca. Coloco as minhas mãos nos bolsos do casaco e continuo meu caminho por entre algumas pessoas.

Quando eu encontro alguém que eu conheço o máximo que eu faço é acenar com a mão, e olhe lá. Não, eu não tenho nenhum melhor amigo ou amiga, na verdade, eu só conheço as pessoas dessa escola, nenhuma amizade verdadeira, a não ser a família que eu formei no último ano, que é com as pessoas que fizeram teatro, e são essas as pessoas que eu cumprimento.

Vou até meu novo armário e já esvazio um pouco da minha mochila para logo seguir para a aula, mas, assim que eu fecho a porta do meu armário, eu vejo uma figura conhecida mexendo no armário ao lado do meu.

Ele percebe que eu estou observando e me encara sorrindo.

-Oi, Thomas – Newt diz ainda mexendo nas suas coisas

-E-eu tenho que ir no banheiro – digo e saio correndo daquele corredor.

Sério, Thomas?! Tenho que ir no banheiro?!

O dia mal começou e eu já quero cancelar. Não quero mais isso não. Já começo com tombo.

Eu tento ignorar a minha idiotice e sigo em frente, em direção a minha sala. Logo quando eu entro, escolho uma cadeira na frente e perto da porta, eu gosto de ter a sensação de que eu posso sair daquele local antes que alguém possa me impedir.

 

(...)

Finalmente em casa! Eu já não aguentava mais aquela escola... Apesar de ter algumas pessoas legais, eu sempre fico olhando para o teto sem falar com ninguém. E a pior parte era ver Newt todo santo dia! O sorriso dele é tão lindo... Abro o meu aplicativo de mensagens pelo celular no momento em que me deito na minha cama.

 

Grupo “#Teatro (quarta)”

(01/10/2015)

Brenda: Thomas é o meu menininho tímido que fica vermelho com qualquer coisa. Sou orgulhosa de cada um, e vou sentir falta dos momentos que passamos juntos! Thom, eu aprendi a ir perdendo a timidez contigo! Apesar de que tem muito caminho pela frente, hein? Parabéns, A Bren te ama muitão (Falou a tiazona aqui kkkkkkk)

 

Newt: <3

 

Teresa: Queria dizer que morro de orgulho de você, Tom, desde que fiz você levar uma cusparada na cara a gente iniciou uma amizade muito bonita e tenho muito orgulho do seu crescimento, principalmente como pessoa! Vou sentir muita falta de estar com todos vocês! Amo cada um, e vou sentir muita falta mesmo!

Sonya: Tenho tanto orgulho de você, Tom, mas tanto, que você não faz nem ideia! Te ver evoluir e crescer, não somente como pessoa, mas como ator, foi um presente de Deus! Vou sentir muita falta de rir contigo toda quarta hahahah

Minho: Thomas, você é orgulho da turma! Nosso bebezinho! >.<

Alby: Vou sentir muita falta de todos vocês ano que vem! Pena que a escola cancelou o teatro, né... Se não nós estaríamos aqui de novo ano que vem, com exceção de alguns... =(

Harriet: Vocês são uns amores! Amo cada um de vocês!

Newt: Amei fazer teatro com vocês! A nossa peça ficou incrível, e eu, assim como todos, sinto muito orgulho dela! Nós fechamos com chave de ouro a última peça de teatro da escola!

 

Essas mensagens do ano passado sempre me deixam mais felizes, muitos deles já saíram da escola, outros continuam ainda... E sim, eu fiz uma peça de teatro com o Newt, eu ainda não sei como consegui interagir com ele, mas ok. Apesar de me alegrar ler isso tudo e me sentir um pouco amado, eu sempre sinto lágrimas caírem dos meus olhos, lágrimas de saudades.

Escuto alguém bater na porta, e pela força, eu sei que era meu pai. Eu não queria falar com ele agora, mas eu não acho que tenho escolha.

-Você está chorando? – meu pai pergunta entrando – você sabe que eu não gosto disso, né? – ele diz apontando para minha pantufa de cachorro

Quando eu acho que ele está preocupado comigo ele solta uma merda dessas. Eu nunca entendi como ele faz para mudar de assunto em dois segundos, mas ok.

-Você não precisa gostar – retruco e viro as costas para ele ainda deitado

-Tudo bem – ele diz e se senta na minha cama – me perdoa por não ter ficado de manhã com você... Eu sei que ficou chateado

-Eu não fiquei – digo e me irrito um pouco com suas trocas de humor fáceis – e o que você está fazendo aqui mesmo? Não era pra estar trabalhando?

-Eu dei uma fugidinha – ele sorri e eu nem me esforço em retribuir, a última coisa que eu queria era sorrir – mas eu já tenho que voltar, eu só vim aqui te pedir desculpas

Ele se levanta, e quando ele estava chegando perto da porta eu o chamo:

-Pai.

-Oi?

-Posso te fazer uma pergunta nada a ver?

-Claro – ele diz e franze o cenho

-Se eu fosse gay, você me amaria do mesmo jeito?

Ele me olha meio irritado com o cenho franzido.

-Eu tenho que ir, Thomas – ele diz e sai do quarto pisando forte com os pés.

-Pai! – tento chama-lo, mas ele já estava saindo de casa

Pego a primeira coisa que eu vejo pela frente e taco na porta com raiva, a fechando com um barulho alto. Sorte que eu só tenho coisas fofas nesse quarto, então nada havia se quebrado, mas eu havia machucado o Fly, meu pinguim de pelúcia.

Pego ele do chão e me sento com as costas apoiadas na porta do quarto, permitindo que as lágrimas escorressem pelo meu rosto silenciosamente. Deixo tudo sair, afinal o meu quarto é o único lugar que eu não preciso usar uma máscara, que eu posso ser eu mesmo...

-Me desculpa, Fly, você entende que não foi minha intenção, né? – digo e sorrio fraco para o meu pinguim, e penso como é ridículo eu conversar com um bicho de pelúcia, mas eu não ligo – você sabe que eu te amo, não precisa ficar bravo.

-Está tudo bem, Thomas? – minha mãe pergunta por trás da porta

-Sim, eu só caí na frente da porta – minto

-E você está bem?!

-Relaxa, eu não me machuquei.

-Tudo bem, abre a porta para eu te ver

-Me deixa um pouco sozinho, ok? Eu estou cansado, vou tentar dormir um pouco agora.

-Ok, bons sonhos então – ela parecia meio chateada, mas eu realmente não queria que ela me visse desse jeito

Novamente eu durmo abraçado ao meu travesseiro imaginando que aquele era Newt, mas não era e eu estava cansado daquilo.

 

(...)

Acordo com alguns gritos abafados no andar de baixo da minha casa.

-Você sabe o que ele me perguntou hoje?! – era meu pai – ele me perguntou se eu o amaria da mesma forma se fosse GAY!

-Amor, se acalma, ele pode nos ouvir – minha mãe diz tentando acalma-lo

Eu não escuto mais nada por alguns segundos, até que ele volta a falar, um pouco mais baixo.

-A culpa é sua sabia? Vivia dando bichos de pelúcias para ele, pantufas de cachorro, pijamas de unicórnio. Ele acha que é uma garota, e é melhor você mudar isso antes que ele traga um homem para dormir aqui em casa.

-Você acha que me agrada saber que talvez meu filho seja gay?! Você realmente acha isso?! – agora ela parecia mais irritada, e não parecia se preocupar se eu ouvia ou não. – eu não ficarei nada orgulhosa disso! Mas eu não posso impedir ele de fazer nada...

-Talvez você não possa, mas se eu ver algum macho aqui em casa, pode dizer para o seu filhinho que ele não tem mais casa.

E com isso eu sinto meu coração cair em um abismo negro. Eles não falam mais nada depois disso, por isso suponho que eles tenham ido dormir.

Se eu não tinha ideia do que fazer da minha vida antes, agora eu não tenho a mínima ideia, eu só queria dormir para sempre e nunca mais acordar, nunca mais sentir nada por Newt, ou por nenhum outro garoto!

Seria tão mais fácil... Eu não acho que alguém iria realmente sentir minha falta...

-Você iria sentir, não é, Fly? – pergunto com um sorriso fraco novamente – você seria o único... Talvez o Leonino sentiria também – digo olhando para o meu leão de pelúcia também – mas eu não acho que ele seja muito meu fã – rio sozinho – eu sei que todos vocês iriam sentir minha falta, mas vocês são só pelúcias...

Toda a minha coleção de animais de pelúcia ficava em uma estante do lado da minha cama, onde eu tinha a visão perfeita de todos eles.

-Podem deixar que antes de eu ir embora eu vou doá-los para alguém que goste de vocês tanto quanto eu – digo e sinto mais lágrimas escorrerem pelo meu rosto


Notas Finais


Eu achei meio triste ele ficar falando com os bichinhos de pelúcia dele, mas tudo bem, foi fofinho também...

Até agora eu não estou acreditando quantos favoritos eu tive até agora, e de pessoas tão especiais! >.< Muito obrigado mesmo, galerinha!

Kisses


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