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História Hope. - Capítulo 6


Escrita por: e jscobae


Capítulo 6 - Hotel.


Hyunjin havia acabado de pegar as roupas nas araras do estabelecimento e corria em direção a filha. Desde que ela saira do abrigo onde estavam ela não desgrudara da filha por um minuto sequer.

Se agachou em sua frente e tentou sorrir.

— Estenda os braços querida, vamos por este casaco. – Pediu, fraco, enfiando a jaqueta na menina.

Do outro lado da sala, Yukhei e Jungwoo analisavam o mapa em mãos, verificando lugares onde a possível base no interior poderia estar. Jungwoo traçava o mapa com suas mãos delicadas e sujas, verificando o perímetro mais perto enquanto conversava com Yukhei.

Da-In que estava sentada num canto ao lado de Mark sem dizer uma palavra, se levantou e balançou a cabeça, andando com sua jaqueta forrada até os dois meninos, tomando a frente das coisas.

— Então, possíveis rotas? – Pôs uma das mãos na cintura e mordeu uma das unhas lascadas. — Estamos nos preparando para sair.

Jungwoo sorriu e então afastou a franja dos olhos.

— Bem, como não sabemos onde exatamente fica essa base, estou traçando alguns trajetos possíveis até a base. – Deu de ombros enquanto apontava para o mapa com uma caneta.

— Entendo. – Ela pediu licença e virou o mapa na sua direção vendo as linhas traçadas de Jungwoo pelo mapa. — Que tal se formos por essa rota que você fez aqui? – Sugeriu apontando para uma com um posto de gasolina no caminho. — O que acha, Mark? – Cutucou, gritando seu nome para ver se ele finalmente saia do seu mundinho particular.

Mark apenas piscou e deu de ombros, se levantando já de roupas trocadas e dando as costas para todos, sem dizer nada.

— O que deu nele? – Yukhei murmuou, exasperado. — Isso é hora de ficar de frescura?

— Eu acho que ele simplesmente não está bem. – Murmurou Da-In.

— Bem, era o mínimo de reação que ele deveria ter ao matar uma criança. – Jungwoo implicou, e então percebeu que ainda não tinha visto Donghyuck em lugar nenhum. — Donghyuck sumiu também, precisava verificar os machucados dele.

Da-In largou o que estava fazendo e massageou as têmporas esgotada.

— Eu vou atrás dele. – Declarou. — Talvez ele precise de alguém.

Donghyuck estava dividido entre dois casacos, o blazer que Mark havia dado a si e um casaco fofinho cor cáqui peludo. Ele estava realmente tentado ao conforto do casaco cáqui, mas então olhou para o casaco de Mark e resolveu ficar com aquela parte de si que acreditava que ele o protegeria sempre. Estupidez, ele sabia, mas ainda assim preferiu o blazer amarelo de Mark.

Assim que terminou de trocar as calças de moletom confortáveis, ele saiu de dentro do banheiro e deu de cara com uma Da-In levemente pensativa. Ela já estava sem o uniforme, vestindo calças de moletom masculinas e uma camiseta preta dois números maiores que si com um casaco colorido por cima chamativo por cima. Donghyuck havia gostado do fato de ela não se importar em se vestir como quisesse. Mas também achava que Da-In não tinha muitas opções.

Tentou sorrir e falhou miseravelmente. Donghyuck daria tudo para ter amigos, para ter família, alguém. Qualquer um. Mas estava absolutamente sozinho, e tinha que aprender a lidar com isso.

— Você está com o casaco dele. – Ela comentou, cruzando os braços.

— Bem, sim. – Deu de ombros, se aconchegando contra o blazer. — Eu escolhi me apegar a essa parte.

Da-In suspirou.

— Você é muito dependente dele, sabia? – Falou, balançando a cabeça. Donghyuck nada respondeu. — Deixa pra lá, acho que isso é uma questão só sua.

Donghyuck deu de ombros, se virando para o lado contrário.

— Você tem algo a me dizer?

Ela fechou o rosto, detestava que lhe ignorassem.

— você sabe que enquanto continuar assim ninguém vai acreditar em você né? — indagou retoricamente. — eu sei que você tem potencial mas só se esconde e depende do mark só porque ele diz que vai te "proteger"

Donghyuck apertou os lábios e nada disse, apenas continuou virado para o lado contrário, pensando.

— o que eu quero dizer é que o que você fez hoje foi corajoso demais — continuou. — você deveria confiar mais em você assim, porque talvez um dia o mark não esteja aqui mais para te defender, como muita das vezes antes disso tudo ele não esteve. ele nunca pensa antes de falar, ele sempre vai ser um merda com você enquanto você não mudar e parar de agir como se fosse uma mera responsabilidade dele.

Donghyuck sabia que dependia de mark, donghyuck sabia que sempre se escondia na sombra dele. Mas nunca foi do seu feitio assumir isso a alguém. Nem era necessário, qualquer pessoa que visse sua situação deplorável saberia.

Queria poder responder a mesma com toda convicção, mas nenhuma palavra saia de sua boca. Se saísse seriam apenas mentiras.

E Da-In simplesmente desistiu de esperar por ele, porque ele simplesmente parecia que tinha parado de lutar. Lutar por si. Donghyuck era movido pela vontade dos outros, de Mark. Era como se eles estivessem conectados. E por falar em Mark, ela precisava fazer com que ele parasse com aquela maldita autopiedade que ele tinha de si mesmo e também mover a bunda magrela em direção ao mapa. Porque eles tinham um longo caminho a percorrer. E ela sabia disso.

Voltou até o átrio principal, e suspirou, dando de ombros.

— Ele vai aparecer daqui a pouco. – Informou a Jungwoo que fez uma careta de tristeza e complacência.

— Eu entendo que ele deve estar passando por um momento um tanto difícil depois de mandarmos ele lá para fora. De novo. – Jungwoo analisou bem a situação e então passou a mão pelos cabelos, um tanto frustrado. — Bem como Mark, e os seus dilemas pessoais.

— Esse drama todo está me deixando cansado. – Yukhei comentou, revirando os olhos. — Todos estão tão sensíveis.

— deixa de ser idiota por pelo menos uma vez yukhei. — da-in disse vendo os que faltavam se aproximarem novamente Já prontos. Não pode deixar de notar que donghyuck já não vestia mais o blazer de mark. E o canadense também pareceu notar.

— Então.. antes de irmos vamos recapitular. — jungwoo se pronunciou fazendo sinal para que yukhei pegasse o mapa. — a algumas quadras daqui tem um posto de gasolina, a gente pode passar lá pra pegar mais suplementos e descansar num hotel que fica bem perto de lá — jungwoo disse mostrando no mapa todos os pontos marcados — lá a gente resolve para onde seguimos depois

— dá pra chegar lá antes de anoitecer?

— eu não sei, provavelmente não. — respondeu.

— a gente vai a pé? — hyunjin indagou enquanto terminava de colocar uma pequena mochila nas costas da filha. — é um pouco longe..

— sim a gente vai. Mas não é tão longe, só umas duas ou três quadras

— Certo, mesmo assim quanto mais cedo a gente for melhor. — da-in disse pegando o taco em mãos. — Vamos?

— até quando você vai me ignorar?

— até quando você vai me seguir?

— a gente tá indo pro mesmo lugar, donghyuck..

— sim, e eu me lembro bem de antes ter dito pra você não olhar mais na minha cara, minhyung. — donghyuck disse num tom baixo, mas sério o suficiente para que mark entendesse a situação.

— por que isso do nada? Eu não te fiz nada

— Certo minhyung, se não fez nada então porque ainda está falando comigo?

— para com isso, o que deu em você?

— o que deu em você, minhyung. Não dá pra você parar de encher o saco e respeitar o meu espaço! — disse apressando o passo tentando ir mais na frente, mas o outro apenas o seguiu novamente — mas que inferno mark, me deixa em paz!

Esbravejou chamando atenção do pessoal do grupo que apenas olhou em reprovação.

— falem baixo porra, ninguém tá afim de morrer por causa de vocês. Discutam depois — yukhei proferiu virando os olhos. Aquilo já estava chato demais.

Andaram por vários minutos se esgueirando e fazendo o máximo de silêncio possível. Com muito custo na verdade.

O sol já começava a ser por e de longe já podiam ver o posto, trazendo uma sensação de alívio no peito. Havia vários veículos deixados ali, por precaução mark e yukhei foram os primeiros a entrar no estabelecimento que havia ali, olhando a volta e checando se não havia ninguém.

— está livre pessoal, vamos — mark alertou vendo os outros entrarem com pressa.

— não tem quase nada aqui!

— não importa, só vamos pegar o que tem e sair logo daqui. — da-in disse enfiando as poucas comidas enlatadas que havia nas prateleiras e jogadas no chão.

Não tinha muito. Mas seria o suficiente para um dia ou dois, isso se economizassem bem o que tinham.

Minjee por outro lado, guardou quantos doces podia na pequena mochila e comendo alguns. Sentia muita falta daquilo.

— não coma muito filha. Você pode passar mal — hyunjin alertou sorrindo um pouco, passando a mão nos fios escuros de minjee que apenas sorriu divertida.

— bom, onde fica o hotel? — donghyuck indagou à jungwoo que pareceu pensar um pouco

— um pouco mais a frente daqui, eu acho que a gente pode tentar pegar algum carro pra chegar mais rápido, é mais perigoso ir a noite agora. — disse parecendo analisar a situação. — Yukhei!

— que foi! — o loiro respondeu aparecendo com alguns saquinhos de salgadinhos

— vamos pegar um carro ou uma das vans? — indagou.

— eu acho melhor uma van.. — donghyuck se pronunciou observando os dois que o olharam curiosos. — um carro talvez não caiba todos nós

— é você tem razão

— finalmente algo útil — yukhei implicou novamente recebendo um revirar de olhos de donghyuck.

No final daquilo já tinham o que precisavam, o único problema era em qual das vãs iriam e se funcionassem. Já haviam testado duas e feito uma gambiarra enorme para que ligassem.

Só restara uma, e yukhei tentava o possível para liga-la, mas parecia não estar funcionando.

— deixa eu tentar — mark ditou recebendo olhar de todos.

— não acha que já fez demais por hoje? — jungwoo disse num tom de deboche.

— vocês não cansam mesmo de brigar — da-in revirou os olhos — deixa ele tentar yukhei

Ela disse e o mesmo trocou de lugar com o lee que mexeu na fiação.

— Ele só vai piorar tudo

— se você calar a boca talvez eu me concentre. — rebateu já estressado com aquilo. Já estava fazendo demais mexendo com aqueles fios correndo risco de tomar um choque numa proporção alta.

O kim apenas fechou mais a cara se virando para frente, apenas emburrou mais ainda quando o som da van ligando fora ouvido.

— consegui! — disse aliviado, lançando um olhar de provocação para jungwoo que apenas ignorou. Todos suspiraram de alívio, menos donghyuck que parecia estar no próprio mundo. Mark queria entender o que havia de errado com ele e o por que dele se distanciar tanto de si.

— Boa, até que enfim deu uma dentro Mark! – Yukhei deu alguns tapinhas em suas costas e então abriu a porta traseira da Van. — Jungwoo dirige?

Mark fora jogado de canto novamente até perceber que ninguém mais estava prestando atenção em si.

Donghyuck passou por si, se metendo dentro da Van, se jogando num dos bancos e chamando Minjee para se sentar ao seu lado.

— Minjee, que tal jogarmos um jogo? – Convidou e Da-In sorriu com orgulho enquanto se juntava aos dois. Hyunjin entrou por fim e então só sobrou Mark para trás, de pé e sozinho.

— Minhyung? – Chamou Donghyuck, o tirando dos próprios pensamentos. — Faz o favor de entrar.

— Ah, claro. Desculpa. – Chacoalhou a cabeça, ainda avoado, entrando na van.

— Bem, rumo ao hotel então, Yukhei, você olha o mapa para mim? – Pediu Jungwoo calmamente, com um sorriso amigável no rosto. Yukhei odebeceu imediatamente, sorrindo de volta para o garoto.

— Claro. – Constatou, abrindo o enorme mapa em mãos, verificando a rota traçada. — De acordo com nosso mapa temos somente dez quilômetros pela frente.

— É o suficiente para que a van aguente. – Disse Da-In, metendo a cabeça no meio dos garotos. — Não é?

— É sim, Da-In. – Tranquilizou Jungwoo.

Com as instruções de Yukhei eles seguiram por uma estradinha mal pavimentada em direção ao interior.

No banco de trás manchado de sangue Mark estava pensativo e afastado, enquanto Donghyuck brincava com Minjee de algum jogo aleatório. Ele parecia mais leve do que quando estava ao seu lado.

O que ele tinha feito de errado? Como poderia consertar seus erros?

Em pouco tempo estavam em frente a um lugar pequeno porém muito bem decorado com uma fachada colorida. Haviam chego no hotel em poucos minutos de rodovia estadual, com a ajuda de Yukhei e Da-In já desciam dos carros silenciosamente. Mark se ofereceu para ir na frente, mas quando viu Da-In já tinha se oferecido para ir em seu lugar. Ela liderava a frente com força e determinação, apertando o bastão contra os dedos firmes e as unhas lascadas.

— Tudo limpo. – Ela sorriu, e então fez um sinal para que Donghyuck tirasse Minjee de dentro da Van. Jungwoo acompanhava a pequena com uma das mãos em sua cabeça protetoramente.

— Vamos? – Mark pegou o bastão e então viu que Donghyuck ficara para trás na Van, vasculhando o chão com força. — Haechan?

— O que você quer? Não vou sair daqui sem estar armado se é o que pensa.

— Você mudou. – Limpou a garganta e então reparou que era um gesto difícil.

— E?

— Tem um pé de cabra ao seu lado. – Apontou para o chão e Donghyuck agarrou o objeto como se fosse parte de si. — Eu posso ir na frente se quiser.

— Não, obrigado. – Empinou o nariz, passando por si com confiança. Por dentro ele tremia, mas não podia mais depender de Mark para tudo.

— Desculpe. – Murmurou passando por si de cabeça baixa, sem saber o que fazer apenas guardou seus pensamentos mais intrínsecos para si.

Donghyuck se juntou ao grupo, os cabelos bagunçados e a cara toda suja. Ele precisava se enturmar então parou ao lado de Da-In e sorriu para Minjee que o encarava firmemente, com medo e assombro nos olhos.

— Cansou de ficar grudado no Mark? – Da-In virou para si por alguns instantes antes de empurrar a porta com um dos ombros. Estava aberta. Estranho.

— Eu só não quero depender dele. – Ditou, segurando o pé de cabra como se fosse um brinquedo perigoso.

— Eu sei. Que bom que o que eu disse fez efeito. – Sorriu fracamente, adentrando o saguão abastado do hotel. Estava vazio. Ela quase gritou quando relaxou os músculos tensos do maxilar e dos ombros. — Galera, olha só isso.

— Não brinca que esse lugar está vazio. – Yukhei comentou, sorrindo. Jungwoo abraçou Hyunjin de lado, feliz.

— Vamos nos instalar em alguns quartos, oq ué acham? – Sugeriu Da-In, baixando o bastão quando Donghyuck a empurrou para fora do caminho em um movimento rápido, a defendendo de um homem encapuzado. Donghyuck tomou uma porrada grande do lado da cabeça e cambaleou. Da-In gritou, e Minjee correu para de trás da mãe e de Jungwoo que ficou em alerta. Protegendo as duas. Yukhei e Mark ergueram os bastões e Donghyuck caiu no chão pingando sangue.

— Que merda! – Mark gritou, correndo em direção ao colega, se abaixando ao seu lado. — Quem é você?

O homem não estava sozinho, consigo estavam uma mulher adulta e um outro homem sem capuz.

— Nós chegamos primeiro. – Ele acusou, tirando do bolso um soco inglês. — Sugiro que para não complicar pro lado de vocês saiam logo daqui.

Jungwoo levantou os braços e então saiu de trás de todos, tomando a frente.

— Por favor senhor, nós dirigimos com muito esforço até aqui e não sabíamos que estava ocupado. Não machuque ninguém, nós temos uma criança conosco, não vai querer esse sangue em suas mãos. – Tentou, se aproximando devagar e com cuidado. Assim que deu mais um passo a mulher do lado de trás sacou uma pistola. Jungwoo parou no lugar, assustados.

— Vocês acham que eu ligo se vocês estão ou não com uma criança? – Ele debochou, se preparando para bater em Jungwoo.

— Por favor senhor, nós realmente não sabíamos que esse lugar já estava ocupado. Nós podemos sair, é que este lugar estava no mapa e–

— Espera. – A mulher com a pistola baixou a arma então olhou pelo canto do olho para o homem do soco inglês, sorrindo. — Acho que não há motivos para tudo isso, Hyun.

— Mas, Yeri– Ele ralhou mas a mulher apontou a pistola para ele.

— Cala a merda da boca e deixa eles em paz. – Ordenou. — Desculpem por isso, só estamos assustados. – Ela baixou a arma e então olhou para Donghyuck que sangrava. — Nós temos uma enfermagem aqui, vocês podem levar o amigo de vocês pra lá.

— Obrigado Senhora, muito obrigada. – Jungwoo se curvou, agradecendo. — Eu sou médico, pode me mostrar onde fica essa ala de enfermagem?

— Claro.

— Mas–

— Hyun! Eu mandei ficar frio! – Apontou a pistola para si novamente antes de abrir um sorriso viperino. — Me siga. O resto do seu grupo, o Hyun vai levar eles até a recepção, podemos deixar vocês se instalarem aqui por uma noite. Não é, Hyun?

— Claro, o que você mandar. – Deu de ombros, pondo o soco inglês no bolso. — Vamos.

Jungwoo seguiu com um Donghyuck hesitante as suas costas. Mark tentou ir junto, mas Jungwoo fez um sinal para que ele fosse com o resto do grupo, como se ele não precisasse dele. Como um cachorro ele apenas obedeceu.

Andaram por uma escadaria com um Donghyuck cambaleando e um Jungwoo atento até a mulher chamada Yeri os guiar a uma sala com inúmeros suprimentos médicos. Os olhos de Jungwoo se encheram de vida.

— Ah, isto é ótimo. Temos tudo que eu preciso pra você, Donghyuck. – Ele sorriu doce e apontou para a maca no canto da sala. — Sente aqui.

— Então doutor, vocês disseram que tem um mapa e um carro? – Ela perguntou enquanto travava a pistola. — Interessante.

Jungwoo verificou o ferimento na cabeça de Donghyuck e então estalou a língua ao ver que teria de suturar o mais novo, novamente.

— Vamos desinfetar isso. – Murmurou para si então sorriu, correndo pela sala pegando tudo que precisava. — Ah, tenho que higienizar minhas mãos, você pode tomar conta dele por alguns instantes? Ele está tonto pela pancada, não o deixe dormir, por favor.

— Sim, doutor. – Ela sorriu e observou Jungwoo sair da sala apressado com as mãos voltadas pro alto. — Esse seu amigo é mesmo ingênuo, não é?

Donghyuck a olhou confuso.

— Achou mesmo que deixaríamos vocês ficarem? – Ela sorriu novamente, destravando a pistola. — Se você fizer qualquer movimento, eu atiro em você.

— Eu–

— Cala a boca. – Ordenou, murmurando. — Onde está esse maldito mapa? Eu aposto que estão indo para a base militar do outro lado da cidade.

— E-eu não sei. – Respondeu grogue, a língua enrolando. Ele precisava avisar os outros.

— Então você é inútil.

E tudo ficou escuro.

Quando Donghyuck acordou ele estava deitado em a cama fofinha coberto por um edredom grosso. Aquilo só podia ser um sonho, ou uma brincadeira. Não existiam mais camas fofinhas.

Ele se levantou de supetão, assustado, vendo Mark parado ao pé de sua cama.

— Mark? – Passou as mãos pela cabeça dolorida, rangendo os dentes.

— A garota disse que você apagou enquanto esperava por Jungwoo na enfermaria. Tiveram de te suturar dormindo.

— O-o quê? – Gaguejou, ainda confuso. Precisava avisar que aquelas pessoas não prestavam. Ele se arrastou até Mark e o agarrou pelo colarinho. — Escuta, você tem que me escutar.

— O que houve? – Segurou uma das mãos de Donghyuck, acariciando o dorso com um dos polegares.

— Essas pessoas Mark, elas são más, muito más. Elas querem nossas coisas, principalmente o mapa que está com Jungwoo.

— Você está maluco, eles nos deram comida, abrigo e–

— Me. Escuta. – Chacoalhou Mark que arregalou os olhos. — Eu não apaguei, ela me bateu! Estamos todos em perigo, se toca Mark!

— Ok, se fosse assim algum de nós já estaria correndo perigo. – Deu de ombros. Donghyuck se levantou e então tropeçou nos próprios pés antes de sair da cama a todo vapor.

— Estão todos nos quartos? – Andou em círculos até parar na frente de Mark que parecia realmente assustado.

— Eu não sei, eu fiquei o tempo inteiro cuidando de você. – Deu de ombros, e Donghyuck gritou.

— Merda vamos logo atrás do pessoal. Temos que sair daqui o mais rápido possível.

Em um do quartos do hotel jazia um corpo amarrado a uma cadeira putrida coberta de sangue fresco. Uma cabeleira platinada pendia para os lados e cuspia sangue sem parar a medida que acertavam seu rosto com mais força dessa vez.

— Última chance, onde está o mapa?

— Eu não o tenho. – Jungwoo respondeu, fraco e dolorido.

— Então vamos aumentar a dose. – Ordenou a mulher quando um dos bisturis da sala de enfermagem foi enfiado com força na sua coxa esquerda. Jungwoo gritou com todas as suas forças e se contorceu na cadeira, chorando. — Onde está o mapa?

— Eu não estou com ele! – Gritou desesperado, o rosto roxo e os lábios inchados e empapados de sangue.

— Tem certeza disso? – Ela girou o bisturi preso na coxa atingindo carne, ossos e artérias. — Se você falar vai ser mais fácil pra você.

— Eu não estou com o mapa. – Ditou pela última vez antes de deixar a cabeça pender para o lado. Estava suando e tinha feito xixi nas calças devido a enorme dor que sentia e a pressão feita nas suas pernas e barriga.

— Você só sabe choramingar. Talvez eu deva pegar a criança?

— NÃO! – Gritou, desesperado. — Não, não.

— Ah, cale a boca, você já me cansou. – Ela apontou a arma para a barriga de Jungwoo, a pressionando contra a carne. — Diga mais uma coisa e eu atiro.

Jungwoo sorriu, e sabendo que não viveria mais do que aquilo ele cuspiu mais sangue.

— Vá para o inferno, sua vaca.

Um disparo soou pelo local como música mórbida e Jungwoo parou de falar. Tripas voaram para fora da barriga quando sangue jorrou para todos os lados.

— Ouviu isso? – Donghyuck correu mais rápido na direção do som. — Eles estão com um dos nossos, isso foi um disparo!

— Calma, não podemos entrar lá sem um plano. Eles tem uma arma, e nós temos o que? — Mark parou Donghyuck que estremeceu.

— O que faremos então?

— Bolaremos um plano e então, entraremos lá e acabaremos com a raça desses malditos. – Segurou os ombros de Donghyuck que assentiu.

Quando olharam para trás viram um Yukhei desesperado, sem saber para onde olhar.

— Pessoal, o Jungwoo sumiu.


Notas Finais


Voltamos finalmente com mais um cap, amo??😔😔😔🙏🙏

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