História Hope - Capítulo 14


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Categorias Cameron Dallas, Demi Lovato, Hailee Steinfeld, HyunA, Justin Bieber
Personagens Cameron Dallas, Demi Lovato, Hailee Steinfeld, HyunA, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Anjos, Cupidos, Falsa Grávidez, Lucifer, Romance, Suspense
Visualizações 187
Palavras 2.232
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Favoritem a história e não percam os próximos os capítulos. :) E muito obrigado a quem já favoritou. <3

Cap dedicado a Bia que é uma bebê que comenta e me motiva a continuar. <3333

Capítulo 14 - Caos!


Fanfic / Fanfiction Hope - Capítulo 14 - Caos!

"Você atira em mim, mas eu não caio, sou feita de titânio. -Titanium - sia"

 

 

Por todos os lugares há milhões de pessoas querendo amar e milhões de pessoas querendo ser amadas, e ali observando Lola e Justin através da vitrine da loja sorrindo um pro outro eu percebi o quão eu era uma delas. Há milhões de histórias de amor apenas esperando pra acontecer e serem contadas. Um pouco a frente de onde eu estava havia uma praça de alimentação com alguns alunos, sentado sozinho estava Fred vidrado em um livro, tão distraído que se quer percebeu que mais a sua frente estava Lize apenas torcendo pra ser notada por ele. Observando os dois eu percebi o quanto eu sentia falta de ser cupido e colecionar histórias, mas parei pra pensar por alguns segundos e percebi que eu não precisava necessáriamente de flechas pra juntar duas pessoas. 

Levantei do banco em que estava sentada e caminhei até o banheiro feminino, adentrei uma das cabines e respirei fundo me tornando visível, sai da cabine e me olhei no espelho, sorri de canto, eu realmente parecia uma adolescente normal. Sai do banheiro e fui até Fred sentando ao seu lado.


— The child? Adoro esse livro. — Falei sorrindo tendo sua atenção voltada pra mim.  — Sou Hope. — Estendi a mão pra cumprimentá-lo e fui retribuída no mesmo instante.
— Sou Fred. — Ele sorriu soltando minha mão. — Já leu o livro? — perguntou fechando o mesmo e pondo sobre a mesa.
— Com certeza! quer saber o final? — brinquei.
— Não, você não faria isso. — Ele semicerrou os olhos sorrindo. — Ergui aos mãos em rendimento.
— Não faço, se.. — Fingi mistério e ele riu. — Se eu puder te apresentar uma amiga. 
— Eu faço esse sacrifício. — Ele entrou na brincadeira e eu ri, Lize não tirava os olhos de nós então não foi muito difícil chamar sua atenção. Acenei com a mão e a chamei pra perto. — Oi, Lize! — Sorri como se a conhecesse a anos, ela me olhou confusa mas sorriu sentando-se ao meu lado. — Fred, essa é Lize, a amiga de que eu estava te falando, e Lize, esse é Fred. — eu sorri pros dois que já não prestavam mais atenção em mim enquanto se cumprimentavam. — Vou deixar vocês conversarem. — Sussurrei sem querer chamar atenção. Era como ser um cupido de novo.

Caminhei me distanciando um pouco e sorri vendo os dois conversarem, os corações acelerados, as mãos suando mas não conseguiam parar de sorrir um para o outro. Senti uma presença ruim, algo próximo do que sentia ao ver Celeste mas não era ela ali, era diferente. Disfarçadamente olhei ao redor fingindo admirar as lojas e ao longe o avistei, um homem vestido de terno e gravata me observava com uma câmera em mãos, ele sabia quem eu era e isso fez meu coração disparar. A pergunta ali era: Como ele sabia quem eu era? E o mais importante, como um humano descobriu minha existência? Ainda sem chamar a atenção caminhei fingindo não vê-lo e adentrei a loja, os olhos de Justin imediatamente vieram pra mim e ele sorriu. 


— Hope. — Falou meu nome mas logo recuou, ficou com medo de as pessoas acharem que ele estava falando sozinho. Esqueci de avisar a ele que estou visível? 
— De onde conhece ela, Justin? — Lola me encarou dos pés a cabeça, desconfiada. Ela sabia que me conhecia mas não lembrava de onde e eu agradeci por isso.
— Você pode vê-la? -Perguntou de olhos arregalados.
— É claro que sim Justin, eu por acaso sou cega? — sua grosseria o irritou então eu tomei a frente antes que ele falasse algo.
— Olá Justin, é um prazer vê-lo fora da empresa! — sorri. — E você deve ser Lola, eu trabalho como secretária na empresa de Justin, ele fala muito de você, é um prazer conhecê-la. — Soei doce e forcei um sorriso pra ela. 
— É um prazer me conhecer, não é? Pena que eu não possa dizer o mesmo. — Falou com grosseria e tudo que eu queria era jogá-la através das paredes daquela loja. — E eu espero que não seja assim que você se veste na empresa do pai do meu filho. — Deu um passo em minha direção tentando soar ameaçadora
— Lola, Charlote trouxe o que você pediu. — Justin a puxou distanciando-a de mim e ela deu de ombros se virando e indo em direção a vendedora. — Hope, seus olhos estão quase brancos. — Ele falou baixo. — Você tem que se controlar, por favor. 

 

Eu sempre soube que o fato de Lola conseguir despertar em mim o pior dos meus lados, um lado que eu mal conheço não seria uma coisa boa, a simples menção do nome dela era capaz de me irritar profundamente, e agora tê-la tão próximo e falando tudo aquilo foi o suficiente pra que o ódio me subisse a cabeça a ponto de eu não conseguir me controlar, e na verdade eu talvez não quisesse. Roupas começaram a voar para todos os lados, os cabideiros se jogavam contra a parede, Lola e as vendedoras estavam assustadas de mais abaixadas atrás do balcão pra prestarem atenção em mim ou em Justin. Fechei as mãos em punho e no mesmo instante as roupas caíram no chão e o barulho alto das vitrines se estilhaçando e virando milhões de pedaços soou por toda a loja seguida de um silêncio que ninguém foi capaz de quebrar. Encarei Justin uma última vez e me virei saindo dali.

Caminhei rápido pelo shopping voltando ao banheiro feminino que por sorte não tinha ninguém e novamente me tornei invisível aos olhos humanos. Me olhei no espelho e apertei a pia com ódio até meus dedos ficarem brancos, larguei a pia e encarei o espelho a minha frente fazendo-o se quebrar seguido de todos os outros. Passei minhas mãos por cima dos ombros levando-as as costas e finquei minhas unhas puxando e rasgando a parte de trás da minha blusa, respirei fundo e finquei as unhas novamente mas dessa vez nas minhas costas e puxei rasgando minha pele, gritei alto sentindo o suor escorrer pelo meu rosto, cai de joelhos e apoiei as duas mãos sobre o chão, lentamente senti minhas asas saírem através dos rasgos que eu mesma havia feito. Gritei novamente e finquei as unhas no chão fazendo um buraco no mesmo e quebrando algumas delas, gotas de suor caiam junto ao sangue que escorria das minhas costas. Quando por fim minhas asas estavam expostas me segurei na pia e levantei sentindo meu corpo dolorido, as abri quase totalmente e me olhei através do espelho quebrado, meus olhos estavam completamente brancos e minha blusa agora avermelhada pelo sangue. Encarei a parede e com um manear de cabeça a arranquei do lugar levando junto todas as pias e a joguei contra as vitrines da loja em frente, alguns gritos de pessoas assustas foram ouvidos e eu apenas ignorei. Um burburinho de pessoas começava a se formar ao redor do caos que agora estava ali, havia vidro e pedaços da parede por grande parte do extenso corredor. Abri minhas asas totalmente e caminhei causando uma pequena destruição de outras vitrines por todo o caminho que fiz até parar em frente a Justin que era o único que podia me ver, fechando minhas asas junto ao corpo fiquei o encarando por alguns segundos e apontei pra cima, mesmo assustado ele acompanhou com os olhos a direção em que meu dedo apontava, ainda o olhando dei um pequeno sorriso e em seguida um enorme buraco se formou no teto de concreto enquanto os pedaços dele caim ao meu redor, abri minhas asas e levantei voo saindo dali e deixando pra trás um enorme caos.

Voei pela cidade passando pelos prédios com rapidez, minha mente estava nublada, eu não conseguia me controlar nem entender. Senti um enorme aperto em meu peito, uma sensação de sufocamento a cada km que eu me distanciava, eu conhecia bem os sintomas, era o teletransporte que estava pra acontecer mas sentindo o poder através de mim eu consegui controlá-lo até certo ponto. O aperto em meu peito aumentou e eu acabei perdendo o controle das minhas asas e cai com violência sobre um carro amassando completamente o capô dele e ativando o alarme que soou alto chamando a atenção de algumas pessoas que passavam. Senti mais uma vez uma presença ruim mas dessa vez bem pior do que qualquer uma que já senti antes. Me ajoelhei sobre o carro e tentei levantar, uma tentativa falha. Ergui a cabeça e a alguns km's de mim ele me encarava imóvel, um Antero mais poderoso e que eu não conhecia. Meu corpo se arrepiou por completo quando ele sorriu pra mim e abriu suas asas que eram do tamanho das minhas e tão negras quanto, um sensação de queimação correu por todo o meu corpo, como se fogo estivesse me queimando de dentro pra fora, o aperto em meu peito tornou-se insuportável seguido de uma dor aguda e então eu gritei, um grito alto o suficiente pra disparar o alarme de todos os carros próximos, minha cabeça latejou e em mais um grito as janelas de todos os prédios ao meu alcance foram estilhaçadas causando pânico em todos que presenciavam, eles não podiam me ver mas aos estragos que eu estava causando, sim. O encarei por uma última vez e então o teletransporte aconteceu. 


Justin's Point Of View


— Era ela Justin, eu tenho certeza. — Lola insistiu no mesmo assunto.
— Você está ficando louca. — Revirei os olhos.
— Não seja idiota! Eu não estou ficando louca. — cruzou os braços e me encarou.
— E você por acaso viu asas nela? — Perguntei com desdém.
— Não preciso ver! era ela Justin, eu tenho certeza, era o demônio que eu vi na sua casa naquele dia. — Apertei o volante do carro até meus dedos ficarem brancos tamanha era a força que eu usava. — alé..
— CALA A BOCA! — Gritei a interrompendo e perdendo o último pingo de paciência que me restou.
— Mas Justin, o que..
— CALA A PORRA DA BOCA, LORELEI! — Gritei novamente e parei o carro bruscamente. — Desce. — me virei a encarando. Estava encolhida no banco assustada. 
— Você não pode me deixar aqui. — Suplicou ainda em tom arrogante.
— Sai da merda do meu carro antes que eu perca a paciência de vez com você. — Proferi entre dentes sem olhá-la. Ela tirou o cinto e saiu do carro, abriu a porta traseira pegando as bolsa e se afastou. Dei partida e sai com o carro podendo finalmente respirar, Lorelei não calou a boca um minuto desde que saímos daquele maldito shopping. 

Alguns minutos dirigindo e cheguei ao estacionamento do meu prédio, guardei o carro de qualquer jeito em um das vagas deixando-o quase atravessado mas não me importei, não estava com cabeça pra isso. Se aquilo iria me render uma boa dor de cabeça com os outros moradores reclamando? Com toda certeza! Se eu estou ligando pra isso? De jeito nenhum! Caminhei apressado e peguei o levador começando a contar os andares pra me distrair, odeio essa caixa de metal, me sinto sufocado sempre que entro em um. Adentrei minha casa e já fui direto até o sofá me jogando nele e respirando fundo. Fechei os olhos e pude finalmente assimilar tudo o que tinha acontecido naquele shopping. Pensei em Hope e em como ela agiu, não era o anjo que eu conheci ali, eu nunca a vi daquela forma. Claro, eu nunca me perguntei; como um anjo pode ter asas negras? Eu nunca parei pra pensar nisso até aquele momento, na realidade da coisa eu nunca parei pra pensar nas consequências de nada relacionada a ela. Hope apareceu na minha vida e disse ser meu anjo da guarda e foi simples assim, eu nunca parei pra pensar em todo os resto, questionar algo, não que eu ache que Hope seja uma pessoa ruim mas vê-la daquela forma me fez perceber que as coisas não tem somente um lado bom. Hope me causava uma confusão interna que mais ninguém no mundo conseguia ou já conseguiu, mesmo assustado eu ainda estava ali jogado no sofá preocupado com ela, imaginando onde ela estava ou o que estaria fazendo, se estava bem... Eu ainda não entendi o que aconteceu, eu tenho milhares de perguntas mas acredito que não será Hope que terá as respostas.  Encarei o notebook jogado ao meu lado e fiquei pensando por alguns minutos considerando se deveria ou não fazer aquilo. Peguei o mesmo e o abri, ter uma empresa que monta sistemas de segurança me torna muito bom com computadores. Entrei no site dos correios e invadi o sistema apenas pra confirmar que Meredith recebia cartas, o que eu duvidei muito considerando que ela mora no meio do nada e que é mais de uma hora de viagem da cidade até onde ela reside. Fucei o site por alguns minutos e encontrei o endereço dela e junto dele o número de telefone que era exatamente o que eu queria. Salvei o número no meu celular e depois de limpar todos os meus rastros digitais fechei o notebook jogando-o de volta ao meu lado. Olhei aquele número por um certo tempo tentando criar coragem pra ligar e tentando pensar se eu realmente deveria fazer isso. Em um ato de coragem apertei a tecla verde iniciando a chamada. O celular chamou mas ninguém atendeu, na terceira tentativa quando eu estava quase perdendo as esperanças ouvi sua voz doce do outro lado da linha. 
 



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