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História Hope For Two - Capítulo 8


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Notas do Autor


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Capítulo 8 - Clarity


Dylan entrou na sala para deixar a bolsa e Cody já tinha chegado, estava sozinho mexendo no celular.

- Olá! – Dylan disse e o loiro levantou a cabeça e sorriu.

- Oi Dy! – Cody falou – Chegou cedo...

- É, eu meio que acordei cedo, e ainda fiz uma horinha pra chegar. Por que você sempre chega tão cedo? – Dylan perguntou sentando ao lado do loiro.

- Meu pai sai cedo, aí venho com ele. – Cody respondeu e encarou o moreno. – Como foi o final de semana? Transou com seu irmão?

- Cody! – Dylan olhou para os lados e pela janela da sala. – Isso não é coisa que se pergunte.

- Pensei que podíamos ser honestos um com o outro. – Cody riu e tocou o rosto de Dylan – fofo.

Dylan corou

- Certo, podemos, não transamos não, mas eu meio que estou me sentindo mal por algo que eu fiz. – Dylan confessou.

- O que foi? – Cody disse se aproximando, mas então um menino entrou na sala, deixou a bolsa, eles esperaram ele sair para continuar a conversa.

- Bem, eu meio que quis testar se ele realmente sentia algo a mais por mim e eu meio que usei ele e estou me sentindo mal por isso, porque poxa, ele me ama, eu também o amo mas... não do jeito que ele me ama, eu acho ele gostoso e muito... argh – Dylan tagalerou e virou o rosto.

- Ta Dylan eu entendi, você ama seu irmão como irmão e ele te ama como namorado, vamos por assim, você não o ama como namorado, mas ainda assim quer transar com ele, não tem nada demais, e seja lá o que você tenha feito para "usar"... – Cody fez aspas no ar – o Daniel, o que acho muito difícil, aposto que ele gostou.

- Eu bati uma pra ele! – Dylan riu e Cody mordeu os lábios depois gargalhou.

- Puta que pariu, você precisa sair desse quadrado aí viu. – Cody falou.

- Eu quero sair, na verdade, queria te perguntar se hoje, você e eu, a gente, eu... Você... – Dylan olhou para baixo. – na minha cabeça foi mais fácil.

- Sim Dylan, hoje nós podemos, faremos tudo certinho, com cuidado, já que é sua primeira vez, quero que seja especial!– Cody tocou o rosto do moreno – embora eu esteja um pouco surpreso.

- Surpreso? – Dylan perguntou fechando os olhos sentindo o toque do loiro.

- Imaginei que quisesse fazer com o Daniel. – Cody riu

- Não... – Dylan sorriu – Não sei se quero fazer isso com ele, acho que é só uma fase, ou curiosidade e se ele gostar mesmo de mim, não quero dar falsas esperanças para ele, embora, eu tenha gostado muito sabe Cody? Nossa ele olhava pra mim como se só existisse eu no mundo, nunca ninguém me olhou assim, foi bom... – Dylan disse e Cody assentiu.

- É, eu sei como é isso, e isso é perigoso, às vezes ficamos com alguém que está apaixonado por nós, só para nos sentirmos especiais, eu já fiz isso algumas vezes, não faço desde que aconteceu comigo. – Cody confessou e olhou para o chão e Dylan colocou a mão no seu ombro.

- Bem, comigo era o contrário, eu era o boboca que se apaixonava... – Dylan falou e Cody suspirou. – por isso foi bom estar em outro papel uma vez pra variar.

- Ai Dylan só você... – Cody abraçou o moreno. – Não to afim de ir pro refeitório hoje, chama a Holland pra cá.

- OK. – Dylan pegou o celular e mandou uma mensagem para a amiga que chegou logo depois.

- Bom dia pessoas. – Holland disse sem animação e suspirou.

- Eita... – Dylan soltou. – Tá tudo bem Holland?

- Sei lá, acordei meio pra baixo hoje, preciso fazer compras, bem que vocês dois podiam ir comigo depois da aula, aproveito que são dois homens e compro o dobro de coisas, pra vocês carregarem. – Holland grunhiu e Cody balançou a cabeça rindo.

- Se isso vai te fazer feliz...– Dylan concordou – você vem Cody?

- Sempre podemos parar e comer alguma besteira não é? – Cody perguntou e Holland assentiu. – então por mim tudo bem

- Ah! – Holland soltou de repente e se animou. – vocês dois dormiram juntos quinta não é? Nem vieram pra aula na sexta, EU notei viu, podem ir falando! – Holland comandou.

- Somos amigos de foda agora. – Cody falou e Holland arregalou os olhos, Dylan abriu a boca e olhou para Cody. – Que foi? Ela não é sua melhor amiga? – Cody deu de ombros.

- Meu Deus! – Holland deu um gritinho. – que fofo, então estão ficando? – Holland estendeu as mãos para Dylan que recuou.

- Não, maluca! – Dylan grunhiu. – significa que somos amigos, só que com benefícios.

- Aff... – Holland gemeu e recolheu as mãos. – assim não tem graça, amigos assim eu também tenho. – Holland disse e puxou uma serra de unhas do bolso

- Quê? – Dylan perguntou. - E não me contou por que?

- Porque amigos de foda são amigos e quando não se está fodendo com eles, são só amigos, então eu ignoro entende? – Holland explicou e Dylan assentiu. – A aula já vai começar, tchau vocês.

- Gosto do jeito dela pensar! – Cody disse concordando, quando Holland saiu

- É, eu também! – Dylan adicionou e se ajeitou na cadeira.

- Perto do Shopping tem sex shop? – Cody perguntou.

- Tem um sex shop no shopping... – Dylan arfou – Por que? – Dylan notou que a pergunta foi boba – ah, desculpe.

- Seria bom você escolher o lugar também. – Cody mencionou e Dylan corou.

- Eu não conheço muitos locais para essas coisas – Dylan confessou e Cody sorriu.

- Pode ser um hotel também, não é obrigado a transar em Motel, ok? – Cody assegurou e viu que Dylan ficou vermelho. – ok parei, a gente resolve hoje no shopping – Cody finalizou.

A aula se passou normalmente e no final da aula Dylan ligou para os pais dizendo que ia ao Shopping, Holland e Cody parece que fizeram o mesmo. Os três pegaram um taxi e chegaram no local.

- Táxi barato... – Cody comentou ao entrarem.

- Eu não acho, acho que deveriam me levar de graça em um pedestal levantado por 4 homens musculosos. – Holland brincou e Cody franziu a testa.

- Liga não, é a fome! – Dylan explicou e puxou os dois amigos para uma lanchonete.

- Vou comer doce no almoço, sonho da minha vida! – Cody falou e Dylan riu.

- Você parece uma formiga! – Holland conversou.

- Formigas perdem feio para mim – Cody mencionou, olhando o cardápio.

Holland comprou algumas roupas e perfumes e parecia mais contente, depois disso o pai dela veio buscá-la, Dylan e Cody ficaram no shopping.

- Eu sinceramente estou envergonhado, mas vamos. – Dylan chiou, entrando no sex shop com Cody que apenas deu um risinho. Dylan arregalou os olhos ao ver alguns produtos expostos.

- Primeira vez em um sex shop? – Cody perguntou pegando em alguns lubrificantes.

- Sim!  – Dylan respondeu. – O que vamos levar? – Dylan olhou para os produtos e não tinha ideia do que era a maioria das coisas dali.

- Bem, lubrificante, camisinha, algum óleo, você quer mais alguma coisa, ou testar algo? – Cody falou pegando os itens na prateleira.

- Bem... uma corda e algemas... – Dylan brincou e Cody o encarou. – o que foi? – Dylan deu de ombros.

- Nada! – Cody riu – Pode pegar – Dylan expirou o ar e pegou uma corda e as algemas que tinha visto. – pelo visto não vai ser tão monótono.

Quando foram pagar a atendente sorriu para Cody e Dylan sentiu vontade de rir com o que ela disse.

- Acabaram de chegar novos masturbadores masculinos, vocês não gostariam de levar? Meu namorado aprovou. – Ela falou como se fosse algo que falava para todos os clientes.

- Bem não, quer dizer, você quer um Dy? – Cody virou-se para o moreno que corou e apenas balançou a cabeça e olhou para o chão. A atendente apenas sorriu e agradeceu, Cody parecia entretido com tudo aquilo, olhava para Dylan e gostava do que via, de como Dylan era feminino, talvez ele tivesse problemas com isso antes, mas não mais e Dylan era fofo demais, ele era delicado e educado e tinha toques suaves, gostava de como ele podia ser sincero com ele, e de como ele era sincero quando conversavam, como era mente aberta e deixou Cody ajudar com a relação que tinha com o irmão.

E não admirava Cody que Daniel se sentisse atraído por Dylan, ele não era exatamente a pessoa mais linda do mundo, mas era bonito e gentil e doce que fazia qualquer um ficar encantado, ele não entendia como alguém conseguia querer magoar alguém como ele. Se ele não estivesse tão mal com o que tinha acontecido ele na antiga cidade, com certeza iria tentar algo mais sério com Dylan, mas por enquanto ele não podia pedir aquilo do garoto, ele não queria trazer mais problemas para vida dele, mas também não podia esperar para tocá-lo e estar junto dele.

Dylan sorriu para Cody e pensou por que alguém tão bonito como ele iria querer algo com ele, e Cody era perfeito, ele encarou tão normal quando ele falou que talvez sentisse atração pelo próprio irmão, algo que ele ainda não tinha certeza, Cody era gentil e protetor e tão másculo, alguns meses atrás Dylan já estaria apaixonado, mas Dylan ainda estava tão magoada, tão mexido por tudo que tinha acontecido, ele sabia que se deixasse ele se apaixonaria facilmente por Cody, mas ele não iria fazer aquilo agora, ele ainda tinha tantos problemas, ele ainda tinha que resolver o que ele sentia por Daniel, talvez quando ele resolvesse tudo aquilo ele se permitiria se apaixonar por Cody, nem que fosse para se magoar de novo, mas por Cody valia a pena, mas agora não valia, porque seria problema demais.

Dylan pediu a Cody para levar as coisas, ele não queria levar, Cody apenas riu e as levou e ambos foram para casa de táxi.

Cody chegou em casa, estava com as mãos cheia com as sacolas do sex shop e de outras coisas que tinha comprado no shopping e com a mochila e entrou de cabeça baixa e acabou tombando com o pai e deixando as sacolas caírem, alguns chocolates caíram junto com a corda, o lubrificante, as algemas e três pacotes de camisinhas.

- Opa... – Cody sussurrou, sem levantar a cabeça olhando as coisas no chão. Para piorar a situação a mãe entrou na sala.

- Eu ouvi um barulho da cozinha, alguma coisa aconteceu? – Susan olhou para o chão e viu as algemas e camisinhas.

- Que constrangedor! – Cody falou e começou a catar as coisas e o pai dele riu.

- Que bobagem filho, fico feliz que esteja se adaptando a vizinhança. – David falou e Cody colocou as coisas na sacola e deu um sorriso amarelo e foi para o quarto.

Quando Dylan chegou em casa, os pais já pareciam terem dormido, e aproveitando o momento, ele foi direto para o banheiro e tomou um banho e pegou o pacote de cera que tinha comprado.

- Ok, espero que você funcione querida, se não eu terei um encontro com a senhora lâmina. – Dylan falou olhando para cera e lendo as instruções começou a puxar deu um grito um pouco mais alto que esperava – céus, eu até gosto de dor, mas isso é tortura. Ok, respira, respira.

E Dylan ouviu uma batida na porta.

- Dylan? – Era Daniel. – você gritou? Tá tudo bem?

- Agora não por favor. – Dylan falou para si mesmo. – Sim Daniel, estou bem, estou ótimo, pode voltar a dormir.

- Por que você gritou? – Daniel insistiu do outro lado da porta.

- Daniel, por favor, não é assim que eu imagino uma conversa, por favor uma licencinha – Dylan resmungou dando um longo suspiro.

- Ok. – Dani falou e Dylan sentiu na voz do irmão uma pontada de desapontamento.

- Ah o que ele esperava? Que eu fique conversando com ele do banheiro – Dylan falou para si mesmo e respirou fundo. – ok de novo, só mais alguns puxões. – E Dylan gemeu novamente. – Ai, eu não aguento, que dor!

E de novo ouviu batidas na porta, já sabia quem era.

- Oh céus Dani, você ainda ta aí? – Dylan irritou-se.

- Dylan, que porra você ta fazendo? Você ta gritando! – Daniel falou firme e Dylan amaldiçoou a própria incapacidade de controlar os gritos.

- Estou... – Dylan sabia que em outra ocasião não teria problema, dizer que estava se depilando para o irmão, mas com toda a historia do Cody e do ciúmes de Daniel e com Dylan dormindo na casa de Cody,  já que ele nunca tinha exatamente se depilado com cera ele resolveu contornar a situação. – Estou fazendo coisas de garotos, por favor vá embora.

- Que porra? – Daniel deu um riso forçado. – Eu sou um garoto Dylan, puta que pariu, você tá bem?

- Eu estou bem, porra, vai embora! – Dylan pediu tentando controlar o tom para não acordar os pais.

- Você ta gritando por quê? – Daniel era insistente.

- Ai meu senhor Goku, menino eu estou me depilando ok? Satisfeito? Vai embora porque eu estou no meu momento tá? – Daniel não respondeu e Dylan ouviu ele voltando para o quarto. – Obrigado Goku.

E Dylan voltou para o que estava fazendo, quando terminou viu que suas nádegas estavam vermelhas.

- Mas ficou ótimo, vou comprar de novo. – Pensou. – pena que não consegui tirar na frente, olá senhora lâmina. – Dylan falou pegando uma lâmina de barbear, depois tomou outro banho e limpou o banheiro, deixando tudo brilhando e agora ele iria dormir depois dessa tortura.

Entrou no quarto e se jogou na cama.

- Ai meu Deus que tortura! – falou mais para si que para o irmão do outro lado do quarto – Dani quando eu estiver no banheiro e disser vá embora e está tudo bem é porque está tudo bem e você tem que ir embora.

- Você tava gemendo de dor, pensei que tava sei lá... – Daniel insinuou, levantou o braço. – se cortando – Dylan revirou os olhos.

- Aí me faz passar pelo constrangimento de dizer o que estava fazendo – Dylan colocou o travesseiro no rosto.

- Desculpe Dy... – Daniel deu um suspiro – Não faço mais. - O irmão parecia bem arrependido

- Ta tudo bem? Digo, você está com essa aura meio de enterro. – Dylan falou

- Não, está tudo bem Dylan, é so que... – Daniel levantou da cama e foi até cama de Dylan e o segurou pelos ombros. – você não está namorando com esse Cody está?

- O quê? Não! Você está assim por isso? – Dylan perguntou e revirou os olhos. – Daniel, uma hora eu vou namorar, vou sair com garotos, vou ficar uma hora eu vou dar o... – Daniel tapou a boca de Dylan com uma mão.

- Não fale assim de você mesmo Dylan! – Daniel  grunhiu e estava vermelho.

- O quê? Mas o que tem de anormal nisso? É por que eu sou gay? – Dylan perguntou e viu o rosto de Daniel ficar branco. – Se fosse com garotas você acharia super normal né?

- Eu não sei como você pode achar isso de mim, que eu tenho problemas por você ser gay, Dylan não muda nada, eu... sendo reto: eu tenho ciúmes de você, não gosto da ideia de você namorando, pra mim você é meu irmão menor, você é meu... – Dylan cortou a fala de Daniel.

- Seu né? Daniel por mais que eu te ame, eu não sou seu, ninguém é de ninguém. – Dylan mencionou tirando as mãos de Daniel de si, e o loiro virou a cara. – Desculpe Dani, mas é verdade, uma hora eu iria sair com pessoas que não você, isso não significa que eu te ame menos ok? – Dylan explicou tentando see gentil, mas Daniel estava com os olhos vermelhos.

- Eu te amo tanto Dylan. – Daniel confesou sem olhar pro irmão, não é que eu me importe que você tenha amigos, bosta, não é isso, eu só queria que eu tivesse um papel mais especial que todos eles, eu queria... – Dylan colocou uma mão no ombro do irmão.

- Você não precisa se machucar assim Daniel, você sempre será único no meu coração, você é meu irmão, mas eu cresci Dani, existem coisas que não podemos fazer um pelo outro. – Dylan falou sabendo que estava machucando o irmão, mas ele ainda não tinha certeza se queria alimentar alguma esperança, até porque não teria como sustentá-la.

- Claro que não, nós, podemos fazer tudo um pelo outro! Tudo! – Daniel exclamou e parecia transtornado. – eu.. eu... – Daniel parecia sem ar – eu queria tanto poder te dizer... eu... você vai odiar.

- Dani – Dylan chamou e o irmão não parecia ouvir – Dani? – Daniel parecia estar sem ar. – DANI! – Dylan o segurou pelos os ombros e fez Daniel olhar para si. – Está tudo bem! – Dylan gritou e não sabia o que estava fazendo, mas não aguentava mais ver o irmão daquele jeito, ele merecia saber que Dylan sabia dos sentimentos dele. – está tudo bem! – Dylan baixou o tom e se aproximou do rosto do irmão e colocou um beijo nos lábios do irmão, um beijo gentil, infantil, um simples tocar de lábios. Mas Dylan pode ver as pupilas de Daniel se expandirem, pode o misto de confusão e felicidade no rosto do irmão, e como ele instantaneamente se acalmou.

- Dylan! – Daniel  arfou e estava vermelho, mas Dylan sabia que não era de raiva, ele olhava o irmão como se estivesse encarando alguma escultura.

Dylan já não sabia o que dizer apenas sorriu, ele não se sentiu mal por beijar o irmão ou sujo ou qualquer outra coisa, estava contente, mas ainda não tinha certeza do que sentia.

E Daniel continuava sorrindo, até que ele tocou o rosto de Dylan com um mão e o puxou para outro beijo, Dylan não resistiu, ele queria, ele sabia que queria, ainda estava discutindo internamente mas ele queria, mas ele também queria Cody, ele só não sabia quem ele queria mais o Cody que o fazia sentir vivo, lindo, forte ou o Daniel que o fazia sentir como se fosse um Deus em algum pedestal. E o beijo de Daniel era cuidadoso, não tinha a voracidade dos de Cody, era lento, delicado, como se ele tivesse medo de quebrar Dylan, como se ele fosse feito de algo frágil, raro e caro.

E o beijo continuou, Daniel gentilmente empurrou Dylan com o próprio corpo para deitá-lo e continuava beijando-o, foi quando Dylan sentiu o membro rijo de Daniel. Ele não ia fazer uma cena e empurrar o irmão, então encerrou o beijo com alguns selinhos e disse:

- Dani, você está animado demais – Dylan mencionou olhando para ereção do irmão.

- Oh, claro, desculpe, vou vestir uma calça. – Daniel levantou e vestiu uma calça, Dylan sentou-se na cama e observou, viu como Daniel estava corado e feliz, ele não queria estragar o momento, mas também não iria transar com o irmão, não agora, ele não queria perder a virgindade com Dani.

E mesmo com algumas dúvidas e vozes contrárias na sua cabeça Dylan não empurrou Daniel quando ele voltou e o beijou novamente, delicadamente, como se ele fosse uma coisa delicada. Dylan riu entre os beijos.

- O que foi? – Daniel parecia ter sido acendido pelo riso do moreno, ele estava verdadeiramente feliz, seus cabelos pareciam mais loiros, ele parecia um verdadeiro deus solar, e Dylan notou que o irmão era bonito e colocou uma mão no tanquinho do irmão que apenas sorriu mais.

- Você, me beija como se eu fosse quebrar... – Dylan observou deslizando os dedos pela barriga do irmão.

- Talvez eu ache que vá... – Daniel insinuou pegando as mãos do moreno. – Mas você disse que estávamos indo rápido e começou a alisar minha barriga, isso não ajuda viu? – Daniel riu, um riso quase infantil, cheio de alegria.

- Desculpe! – Dylan corou – eu não pensei nisso. Só estava olhando.

- Não se desculpe por isso – Daniel falou tocando o rosto do irmão com as costas da mão.

- Dani, eu... – Dylan sabia que tinha que ser sincero – talvez eu não te ame como você me ama, talvez eu não seja apaixonado por você ok?

Daniel parecia confuso

- Desculpe? – Daniel falou como alguém que não ouvia direito – Dylan, nós nos beijamos...

- Sim, mas isso não significa exatamente que eu te goste do jeito que você me gosta entende? Eu falo isso porque eu te amo e não quero criar falsas expectativas, eu sei que talvez eu tenha fodido com tudo isso te beijando, mas tipo eu já sabia, eu não acho nojento, pra mim é normal e eu não aguentava ver você sofrendo por ter que esconder isso de mim e porra você é gostoso... – Dylan conversou e Dani deu um sorriso forçado. – Mas talvez eu não te ame como você me ama.

- Eu entendo... – Dani suspirou – eu por muito tempo senti vergonha desse sentimento, talvez eu o tenha aceitado, mas eu sei que não tem futuro Dylan, mas mesmo assim eu ainda sinto, e poxa você é mente aberta e eu sei que você ta pensando que tá me usando e talvez você estivesse mesmo seu safado. – Dylan riu – mas agora não mais, obrigado por me falar, eu vou tentar entender, vou tentar não pensar sobre isso, mas obrigado por me dar esse momento.

Dylan suspirou

- Talvez possamos repetir... – Dylan soltou

- O que? – Daniel disse surpreso

- Meu deus, desculpa eu aqui dando falsas esperanças, mas é que tipo isso é tão "proibido" que me excita, desculpe se estou te colocando como objeto, mas eu me sinto assim. – Dylan disse e ficou vermelho

- Então quer dizer que você quer transar comigo? – Daniel falou um pouco distante.

-Sim, digo, talvez – Dylan riu e Daniel o puxou para outro beijo.

- Eu...– Daniel deu um selinho em Dylan – Vou... – outro selinho – tentar... – mais um selinho – não... – uma mordida leve no lábio inferior – me... – mais um beijo – apaixonar...  – outro beijo – e superar isso... – Daniel empurrou Dylan para a cama – Mas saiba senhor Dylan: você não está ajudando me aceitando, aceitando meus beijos, você não esta me ajudando nada com a ideia de que você é meu, com meu ciúmes, você não está ajudando. – Daniel falava em um tom de brincadeira, mas Dylan sabia que era sério.


Notas Finais


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