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História Hope or Despair? - Capítulo 4



Notas do Autor


Aviso:

Todos os atos de violência presentes nessa obra são pura ficção para lembrar o universo em que foi baseada. Em hipótese alguma pensem nisso como um incentivo ou o certo a se fazer, glorificando os atos errados. Você assiste "The Avengers" e nem por isso quer salvar o mundo, então não leve os atos a seguir como exemplo.

Obrigado pela atenção.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Hope or Despair?


"Ele disse até amanhã..." Hadou pensou angustiada, fazia dois dias que o esverdeado não aparecia na escola, todos estavam preocupados com o garoto, até mesmo o Terrorista de Nível Super Colegial.

- Talvez ele só tenha ficado doente. - Yaoyorozu tentava tranquilizar a garota de cabelos azuis.

- Ele poderia ter dado justificativa, mas não tem nada.

- O Deku deve ter se perdido por aí, do jeito que é lerdo... - Katsuki resmungou.

Dabi e Shigaraki reviraram os olhos, nunca admitiriam estarem preocupados com o garoto de sardas.

- Ele nunca falta. - Hadou murmurou, estava preocupada com esse desde que o mesmo foi embora depois da conversa que tiveram no pátio.

- Ele só deve estar ocupado, Nejire-san. - Kirishima tentou tranquilizar a mesma.

- Certo... - suspirou.

Mas ela sabia, algo lhe dizia: não veriam Midoriya por um bom tempo…


...


Alguns passos ecoavam pelo longo corredor que levava à sala 1-B, onde saltitante em euforia uma pessoa se encontrava caminhando.

- Então... - se pronunciou assim que conseguiu ver uma mulher alta olhando por uma pequena janela de vidro - Como anda nosso pequeno experimento? - sua voz não pôde deixar de soar animada.

- Como o esperado, lindamente desesperador. - disse a mulher.

A pessoa animada se aproximou e pôde ver os alunos da 1-B cometendo assassinatos.

- Tão lindo, tão desesperador... - suspirou satisfeita - É magnífico.

- O "Deku" também está pronto. - a mulher murmurou àquele que contemplava a visão.

- Está tudo correndo tão bem... - soltou em excitação.

- Sim, porque você é um gênio. - a mulher falou com admiração.

- Certo, porquinha, agora vamos ver o Deku. - decretou.

- Como quiser. - a mulher concordou passando a acompanhar aquele que já se pôs a caminho.

- Você vai precisar dar um jeito neles. – se referia aos seguranças - Eu acabei de fazer as unhas, não quero estragá-las antes de me encontrar com o Deku. - falou encarando as próprias unhas.

- Tudo bem. - a mulher falou com as bochechas coradas - Tudo por você.


...


"Deku" olhava para o chão com desinteresse, estava trancado em uma sala escura e não tinha vontade de fazer nada. Sua mente deixava até de se dar ao trabalho de pensar por alguns momentos, apenas se manteve sentado sobre o colchão de uma pequena cama de solteiro.

No entanto, sua atenção se voltou para a porta que foi aberta iluminando o local.

- Oh, Deku! - ouviu uma voz animada.

O - agora - moreno mal moveu a cabeça para encarar o indivíduo que parecia animado em lhe ver. Esse por sua vez pareceu não se importar com aquilo, se aproximando mais do homem de olhos vermelhos.

- Eu esperei tanto tempo para te ver! - disse em euforia.

- Quem é você? - Deku perguntou, sua voz não transmitia interesse.

- Não importa! O importante é que estou aqui para te fazer um convite.

- Convite?

- Sim. - um sorriso se fez presente em seu rosto - Eu quero que venha comigo.

- "Ir com você" para...? - perguntou notando uma segunda presença na porta da cela.

Dessa vez uma mulher com sua vestes um pouco sujas de sangue.

- Para causar desespero no mundo!

O homem suspirou, agora ele tinha todos os talentos, poderia facilmente acabar com as pessoas que lhe perturbavam, porém decidiu ouvir o que tinham a lhe oferecer.

- Por quê?

- Como assim "por quê"? - um sorriso se abriu em sua face se aproximando mais do homem de cabelos negros.

Esse sequer demonstrou reação quando viu a figura a frente puxar uma faca escondida em suas vestes logo em seguida correndo para lhe atacar.

Em poucos segundos a pessoa que antes portava a faca estava no chão, o pé de Deku sobre a mesma que continuava rindo como se fosse a coisa mais divertida do mundo.

- Se você está aqui deve saber exatamente quem sou, então por que tentou me atacar? - o homem não conseguia entender nem com todos os seus talentos porque aquela pessoa ria tanto.

- Não é incrível?! - a voz soava animada - Eu te ataquei mesmo sabendo que você pode me matar. Não acha lindamente desesperador?!

- ...

Midoriya olhou para a mulher que acompanhava a pessoa sob seu pé, a mulher parecia que também tentaria lhe atacar.

- Não faça nada sua porca imunda! - o indivíduo que estava sendo pisado gritou.

A mulher prontamente parou onde estava, mas não conseguia deixar a feição preocupada para a cena a sua frente.

- É entediante, não é? - a voz voltou a lhe chamar atenção.

- ...

Deku apenas continuou ouvindo o que a pessoa tinha a dizer.

- Você tem todos os talentos e está trancado aqui dentro…

- Não é como se fora daqui fosse muito mais interessante. - o homem de cabelos escuros falou com desânimo.

- Mas poderia ser. - um sorriso pintou seu rosto.

- Como? - uma de suas sobrancelhas se ergueu.

- Com o desespero. Sabe, a esperança é harmonia. Um coração justo indo para a luz, isso é tudo. O desespero é o oposto completo de esperança. É confuso e imprevisível. Ele amontoa amor, ódio e todo o resto. Porque não saber onde você vai acabar é desespero. Desespero é tudo o que não se pode prever. Apenas a imprevisibilidade do desespero te salvará de um futuro entediante. - um sorriso um tanto quanto psicótico apareceu em seu rosto - Apenas o desespero pode acabar com até a última gota de esperança.

O moreno de olhos carmesins lentamente retirou o pé de cima da pessoa que continuava rindo, o garoto se pôs de pé.

- Me mostre o que tem a me oferecer. - falou com calma enquanto lentamente caminhava para fora do local, não se importou com os corpos dos seguranças que estavam espalhados pelo chão.



- Cadê o Aizawa-sensei que não chega? - Tenya olhava o horário em seu relógio de pulso.

O professor havia os deixado ali para ir em busca de Midoriya, no entanto, não tinham tido nem sinal dos dois até o momento.

- Nós deveríamos ir atrás deles! - a Contadora de Nível Super Colegial falou animada - Não podemos deixar que o Sensei e o Deku-kun corram perigo.

Os outros sorriram para Uraraka, o sorriso da mesma conseguia ser bastante contagiante.

- Ótimo! - a gamer que já não aguentava mais ficar parada se levantou - Vamos nos separar e tentar encontrar os dois, no final do horário de aula nos encontramos aqui, tudo bem?

Os outros concordaram em uníssono.

Estavam prestes a saírem da sala quando a chegada de uma pessoa os surpreendeu, Todoroki sorrindo ao entrar no local.

- Boa tarde! - o bicolor os cumprimentou com um pequeno sorriso.

- Todoroki-kun. - Iida fez uma pequena saudação para o cumprimentar - Estávamos para sair agora.

Shouto piscou seus olhos heterocromáticos ao notar que seus colegas de classe estavam tensos, o meio-ruivo não esperava uma recepção mais acalorada, afinal ele costumava dar azar àqueles que se aproximavam demais.

- Sair? - inclinou a cabeça em confusão - Cadê o Izuku? E o Sensei?

- O Midoriya-kun sumiu. - Ochako falou fazendo os olhos do estudante se arregalarem - O Aizawa-sensei foi tentar encontrar ele, mas ainda não apareceu. Estávamos indo procurá-los.

"Eu sou mesmo um azarado." Shouto pensou decepcionado, ele pensou que finalmente poderia ver o esverdeado de novo.

- O que estamos esperando? Vamos salvar a Esperança. - disse o bicolor já saindo da sala.



- Por que estamos procurando aqui? - Nejire perguntou ao Shouto que olhava os arredores.

Esse havia começado a subir em alguns pequenos degraus que levavam até a estátua do primeiro diretor do Topo da Esperança.

- Não sei. - Todoroki deu de ombros enquanto segurava seu guarda-chuva.

O meio-ruivo se aproximou da estátua e tocou na mesma, sem querer acabou apertando um "botão" que estava escondido na mesma.

- Nossa... - Hadou arregalou os olhos quando de repente uma escada apareceu.

- Uma passagem secreta? - esse pareceu surpreso por um momento.

- Você já esteve aqui? - Nejire o olhou igualmente surpresa.

- Não, foi apenas um golpe de sorte.

A menina pareceu apreensiva por um momento, principalmente quando o bicolor segurou uma arma.

- Todoroki-kun... - desistiu de falar com o garoto, o mesmo já estava descendo as escadas.

Os dois foram seguindo caminho pela longa escadaria, parando apenas ao chegarem a uma pequena salinha vendo alguém sentado em frente a tela de um computador.

- Quem é você? – Nejire perguntou.

Os olhos dos estudantes se arregalaram quando o homem se virou para os encarar, por um momento Todoroki sentiu suas pernas ficarem bambas.

- Izuku? - o bicolor perguntou para o garoto.

O homem de agora cabelos negros e olhos vermelhos mantinha a expressão desinteressada para os dois a frente.

Por sua vez, a arma na mão do Todoroki prontamente foi ao chão ao notar de quem se tratava a pessoa ali. Enquanto que os olhos de Nejire repousaram sobre o computador que o mesmo antes assistia o "massacre" que havia acontecido tempos antes na escola.

- Quem são vocês? - Deku perguntou aos estudantes espantados.

- Izuku-kun, nós... - Nejire gaguejou, o maior se abaixando para segurar a arma.

- Izuku? - esse ergueu a sobrancelha quando pegou o objeto no chão.

Por um instante sua atenção se voltou ao vídeo por causa de um grito agudo, nesse mostrava o momento onde uma das estudantes era baleada. Aquilo traria desespero?

- Izuku... É você... - o garoto de olhos heterocromáticos gaguejou - O que aconteceu com você?

- Ah... Entendo, vocês devem ter conhecido o outro.

- Outro? - Hadou perguntou assustada.

Mais ainda quando ouviu um som de disparo se fazer presente resultando em um grito seu. Olhos heterocromáticos se arregalaram ao sentir uma pressão em seu peito, o bicolor acabou caindo no chão. Midoriya atirou nele?

- O que você pensa que está fazendo, Midoriya?! - Nejire praticamente gritou com o mesmo se ajoelhando ao lado do bicolor.

De alguma forma, esse não estava sangrando apesar do furo em sua camisa.

O esverdeado inclinou a cabeça, por algum motivo ver o garoto naquele estado fez sua mão tremer por um momento. Todoroki levou a mão trêmula pelo choque ao bolso retirando o celular agora quebrado do mesmo.

- Entendo... - a voz do homem de sardas soou repousando a arma sobre a mesa antes de começar a se aproximar do garoto - Você tem sorte.

- ... - Shouto ficou em silêncio quando o homem se abaixou perto de si e tocou sua bochecha.

- Mas eu também tenho. - disse Izuku.

Por um momento Todoroki pôde ver um brilho esmeralda nos olhos carmesins.

- Você ainda é a Esperança. - o menor sussurrou.

- Esperança? – franziu o cenho.

Por um momento vendo a mão do bicolor subir ao alcance do rosto, se colocando sobre a sua.

- Izuku... - o bicolor suspirou.

Hadou tremia levemente, ela nunca pensou que sentiria medo do amigo, mas aqui estava ela: com medo de Izuku.

- Meu nome é Deku.

- Não é. - o bicolor rebateu o encarando - Seu nome é Midoriya Izuku.

- Todoroki, é melhor irmos embora... - a gamer sussurrou.

- Mas, nós temos que ajudar o Izuku! - o menor gritou.

Deku se afastou do mesmo, por algum motivo ficar perto do menino não estava lhe fazendo bem, então ele resolveu ir embora.

- Ele não precisa de ajuda, Todoroki, ele atirou em você. - a garota falou vendo o bicolor se esforçar para levantar ao notar o outro indo embora.

- Temos que ajudar ele, ele é a Esperança!

- Ao menos vamos chamar nossos amigos para ajudar, ainda temos que achar o Sensei! - a menina gritou.

- Mas ele está indo embora!

- Se acalme, por favor. - essa pediu já um pouco nervosa - Nós não sabemos o que aconteceu com ele, podemos só piorar tudo.

O bicolor parou de lutar, por um momento sentiu a grande necessidade de chorar, porém decidiu seguir a menina. Talvez se achassem o Sensei tudo melhorasse…


...


- Vocês acham que o Sensei pode estar aqui? - Tenya olhava um tanto quanto receoso para a escadaria da passagem secreta.

- O Izuku estava. - Shouto o respondeu sendo o primeiro a começar a descer.

- Então vamos salvar os dois. - Katsuki resmungou irritado ao seguir o menino, nunca admitiria que estava preocupado com os dois.

- Espera, Bakugou-sama! - Kirishima choramingou antes de seguir o loiro.

Os demais não se viram tendo outra opção além de os acompanhar, Hadou ainda caminhava com certo medo do que poderia acontecer depois de ter visto Izuku atirar no bicolor.

A garota caminhava mais atrás do grupo, um pequeno sorriso em seu rosto ao ouvir os comentários animados de seus amigos. Eles tinham esperança de que salvariam Midoriya e Aizawa.

Aquilo aos poucos ia lhe contagiando até que chegassem em um pequeno caminho com corredores que o dividiam.

- Por onde agora? - Dabi perguntou ao bicolor que ditava o caminho, afinal, estavam contando com a sorte do mesmo para encontrarem algum dos dois.

Shouto respirou fundo antes de guiar seus colegas pelo corredor esquerdo, estavam tão distraídos que não perceberam que Nejire ficou para trás quando o chão se abriu sob seus pés.

Essa arregalou os olhos quando se viu escorregar, soltando um pequeno grito antes de sentir seu corpo se chocar contra uma superfície dura.

- Ai... - choramingou.

- Nejire-san!

A garota olhou para cima ao ouvir o som de passos apressados, ficou contente em ver Aizawa.

- Sensei!

- Nejire-san, você está bem? - o homem questionou a ajudando a levantar.

- Estou, obrigado. – respondeu ao já estar de pé - Onde o senhor estava? Estávamos procurando por você e pelo Izuku.

- Eu também estou procurando pelo Izuku. - disse o moreno.

A garota estava tão feliz em o encontrar que não notou que o homem estava um pouco... Estranho.

- Venha. - esse pediu - Eu sei um lugar onde ele pode estar. - o homem pediu abrindo um pequeno sorriso - Depois que o encontrarmos, vamos atrás dos outros.

- Certo.

Hadou confiava cegamente no professor, então apenas deixou que o mesmo lhe guiasse, ela nunca poderia imaginar que seria traída pelo homem.

- Pronto, aqui. - o mesmo falou chegando em uma espécie de elevador - Fica lá embaixo.

- Vamos então, Sensei. – caminhou até a entrada do elevador.

- Nejire-san.

- Sim?

- Me desculpe.

A Gamer foi surpreendida ao ser empurrada para dentro do cubículo, as grades do elevador se fecharam e a última coisa que pôde ver foi a expressão enlouquecida de seu professor quando o elevador começou a descer.

- Sensei?! - gritou apavorada.

- Não se preocupe, Nejire-san, logo você estará tão desesperada quanto eu. - foi a última coisa que conseguiu ouvir antes de perder completamente a visão do professor.


Notas Finais


Hoi-Hoi!~
Eu e a @Kohinata_Senpai abrimos um servidor no discord, se gosta do nosso trabalho e tem interesse, participe!~ Sz

Lá iremos perguntar qual gênero vocês preferem para a nossa próxima fic!

Link: https://discord.gg/63k3qj3


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