História Hopeful Eyes (Hiatus) - Capítulo 1


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Carla Tsukinami, Personagens Originais, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz"
Tags Carla Tsukinami, Diabolik Lovers, Kino, Romance, Shin Tsukinami, Triângulo Amoroso
Visualizações 51
Palavras 3.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nova fanfic aqui no site, eu prometi e cumpri minha promessa, aqui está uma fanfic do Karura, mas conhecido como Carla Tsukinami! Essa fanfic não é um projeto igual A Japanese Odyssey, é um fanfic normal, como enredo bem trabalhado e cheiro de surpresas, fiz uma coisa para vocês se orgulharem de mim. Essa fanfic não tem data para entrega de capítulos, e nem a outra, mas não se preocupem que eu vou estar sempre atualizando vocês.
O nome da personagem foi inspirado na Ha Soo Young (Yves) do LOONA, e para sua aparência me inspirei na Kim Yoo Hyeon (Yoohyeon) do Dreamcatcher, em sua era You and I; recomendo muito os dois grupos. Nome dela completo é Yves Damiru Kardiá, e a história dela irá ser contata ao decorrer da fanfic.
Minha fanfic não terá todos os personagens como só irá focar na família Tsukinami, mas haverá alguns penetras na história (hehehe). Estou tentando entrar em contato com o Spirit para colocar o Kino como um personagem, assim como os pais dos Tsukinamis.
Novamente digo, os conteúdos das capas (textura, PSD, entre outros) eu deixo um link do site onde eu pego nas notas finais, exatamente nos meus favoritos.
Chega de enrolação, vamos direito para o começo de tudo. Boa leitura, amorecos!

Capítulo 1 - First blood


Fanfic / Fanfiction Hopeful Eyes (Hiatus) - Capítulo 1 - First blood

 

                Yves

 “Os lírios do jardim do castelo nunca deixam de serem maravilhosos de se apreciar, mais ainda sobre o luar, eles parecem iluminar tudo, mesmo não obtendo nenhum brilho próprio. E o vento também batia no meu cabelo e vazia meus fios esverdeados voaram um pouco.

 Os pequenos sapatos de salto em meus pés faziam meus dedos doerem enquanto eu caminhava pelo meu jardim, onde havia várias flores maravilhosas, emitindo um aroma bom e uma calma absoluta. Meu enorme vestido branco e limpo se arrastava no chão, uma das minhas mãos segurava a saia firme, evitando que eu pisasse no tecido e caísse no chão, seria uma vergonha para a princesa de Vezias.

 Sempre com a postura reta, cabeça para frente e um sorriso doce nos lábios, exatamente como uma princesa deve agir. Eu não tinha nenhum outro refúgio ao não ser o jardim, não podia visitar mais para o centro de Makai — onde se vivia o rei Giesbach, junto aos outros Fundadores mais poderosos — e nem sair do castelo para me divertir com outras pessoas. Sempre trancada no mesmo lugar, recebendo aulas, lendo livros, observando o mundo lá fora sem poder explora-lo... No entanto, mesmo não tendo um irmão para poder conversar, minha mãe me distraia quando eu estava me sentindo triste por estar sozinha.

 Um desejo de meu pai é que eu não poderia sair do castelo para mim não me relacionar com qualquer pessoa por aí. Meu desejo não é sair para procurar um marido, mas sim sentir o ar puro e ver pessoas, sou mantida trancada aqui desde que eu aprendi a andar e falar.

 Vezias é um reino pequeno, não tão poderoso como o de Giesbach, não tendo briga com nenhum reino à fora também, é apenas um clã pequeno dos fundadores. Meu avô passou para meu pai quando meu pai ainda era adolescente, meu pai soube como administra-lo corretamente, mas se apaixonou por uma filha de uma Bruxa poderosa e cruel; essa é minha mãe. Eu sou filha única deles, minha mãe nunca conseguiu dar um filho masculino ao meu pai, infelizmente, ela não pode mais carregar nenhum outro filho depois disso.

 Eu nunca conheci a família da minha mãe, mas soube que era produzida apenas por mulheres, sem nenhum homem. Sendo assim, eu sou uma Fundadora e uma Bruxa ao mesmo tempo? É uma coisa que meus pais nunca souberam me explicar, porém, meu pai insiste em dizer que eu sou apenas uma Fundadora, e que devo me sentir honrada por isso.

 Eu sempre quis conhecer o reino de Giesbach, soube que ele tem dois filhos, eu poderia conhece-los. Mas como? Nem para festas reais eu saio, imagina para poder me encontrar com o filho de outro Rei, ainda mais sendo um homem. Eu nunca estive tão desesperada para sair desse castelo, já andei tanto por ele que conheço cada centímetro desse lugar.

 Fechei meus olhos, suspirando profundamente.

 Não havia ninguém importante no castelo, meus pais haviam saído para receberem recados, me deixando por supervisão dos criados e dos guardas. De todos esses anos, essa é a primeira vez que sou deixada sozinha completamente, com criados me impedindo de sair. Eu, princesa de Vezias, deveria ter uma liberdade, eu deveria poder mandar em mim mesma agora que estou mais crescida e prudente dos meus atos.

 O castelo nunca foi tão frio e silencioso, tanto silêncio que estava fazendo minha cabeça explodir e algo em meu peito se acender. Mesmo por ter sido deixada por supervisão, eu sou a maior daqui, são eles quem deveriam receber ordens minha, não ao contrário.

 Caminhei até o lugar que eu nunca havia passado durante minha vida inteira até aqui, tocando na maçaneta da enorme porta para abri-la.

— Yves-Sama, a Senhorita não pode sair do castelo, ordens do seu pai. — Minha mão se afastou milímetros da maçaneta após ouvir uns dos criados, mas eu a coloquei novamente, abrindo a porta por fim, ignorando-o. — Yves-Sama, não!

 Senti sua mão em meu braço direito, o que me fez virar minha cabeça para trás, encarando-o seria.

— Não toque em mim! — Ele recuou, assustado. — Eu vou sair por um momento, e meu pai não pode ficar sabendo disso. Se você, ou qualquer pessoa daqui, falar alguma coisa para ele, eu vou prendê-los nas masmorras! — Ameacei, colocando um tom grave em minha voz.

— Yves-Sama, a Senhorita nunca me tratou assim, desde que a vi nascendo e aprendendo a andar e falar. Tudo isso é o desespero por sempre permanecer trancada aqui?

 Suspirei, fechando meus olhos por um tempo.

— Você sabe melhor que eu o tanto de tempo que eu estou trancada nesse lugar, portanto, apenas por essa vez, não diga nada ao meu pai. — Falei, o olhando com o olhar de piedade. — Apenas uma vez...

— Se seu pai descobri que a deixei sair, eu serei morto! Yves-Sama, eu tenho amor por minha vida, não me dê esse infortúnio! — Ele implorou, se ajoelhando no chão diante a mim. Tão ação me deixou surpresa e assustada ao mesmo tempo, nenhum dos criados do castelo se ajoelhou diante a mim, implorando por misericórdia, apenas ao meu pai. Porém, eu não posso ser mole e desistir dos meus sonhos, mesmo com dó por ele, eu preciso ter minha liberdade em mãos.

— N-Não precisa disso! — Estiquei minha mão para ele, o ajudando a se levantar do chão. — Eu irei assumir qualquer tipo de consequência, não se preocupe!

— E se alguma coisa acontecer com você, Yves-Sama?

— Eu sou forte, sou uma fundadora, tenho em mente que se qualquer coisa acontecer comigo, eu saberei como reagir.

— Mas a Senhorita não foi treinada para lutar, Yves-Sama!

— Você está me deixando com raiva! — Disse firme, fazendo-o se afastar novamente. — Irei assumir qualquer consequência e responsabilidade. Ponto! Eu não quero ouvir mais nenhum tipo de protesto, entendido? — Ele assentiu, abaixando a cabeça. — Será um passeio rápido, logo estarei de volta! — Sorri, fechando meu punho esperançosa.

 Sendo assim, pela primeira vez depois de tantos anos, eu deixei o castelo. Mesmo tendo caminhado apenas alguns metros, eu já estava me sentindo livre, respirando o ar que o lado de fora daquela prisão tinha. Não foi uma sensação ruim, quando coloquei meus pés mais para frente, todos os pensamentos negativos se apagaram automaticamente da minha cabeça.

 O lado de fora.

 Tudo parecia bem mais diferente, como se eu tivesse chegado em um novo mundo. Um pássaro que finalmente deixou a gaiola onde era mantido trancafiado, e com sua liberdade em mãos novamente, poderia voltar a voar por onde queria e sentir o ar bater em si mesmo. Eu me sentia como um pássaro, que agora está podendo voar novamente, mesmo que essa liberdade seja por tão pouco tempo, esse pássaro estará preso novamente dentro de sua gaiola, lamentando-se por tal situação.

 Eu comecei a girar, deixando meus braços moles para girarem junto comigo, um ato tão infantil para minha idade, mas eu estou livre, isso o que importa. Eu queria ver outras pessoas, mas ser vista poderia trazer notícias ao meu pai sobre minha saída, então era melhor evitar ser vista por outras pessoas.

 Caminhei meio que sem rumo, mantendo em minha mente o local onde o castelo estava para não me perder, até que cheguei em um bosque. Me sentei em uma pedra, sentindo minhas pernas se arrepiarem com o gelado dela. Bati em minhas pernas meio que impaciente, suspirando em seguida. Eu deveria ter trazido um livro para ler, seria uma boa distração.

 Foram alguns minutos sendo jogados fora, comigo apenas observando o céu e alguns bichos da natureza passando. De repente, um som rouba minha atenção, fazendo minha cabeça se virar para o lado de onde o som havia vindo, enxergando uma figura meio embaçada, mas que veio se aproximando de mim lentamente. Uma figura conhecida, tentei sair do local discretamente, mas já haviam me visto.

— Ora, ora, a princesa que nunca pode sair do seu cativeiro aqui do lado de fora do castelo. É isto mesmo? — A sua voz masculina se aproximou, ficando atrás de mim. — O que aconteceu? Seu pai não está em casa? Você fugiu? — Indagou, cutucando minha cabeça.

 Me virei para trás lentamente, me arrependendo mentalmente por tal ação, assim podendo encarar novamente o filho mais novo de Giesbach, Shin Tsukinami. Havia se passado tanto tempo após a última vez que eu havia o visto, foi em uma visita à minha casa, em que Giesbach trouxe sua esposa Krone e seus filhos Carla e Shin para fazer uma visita ao meu pai e minha mãe. Até esse ponto, todos já devem saber sobre minha condição.

 Engoli em seco, pensando que Shin poderia contar para o meu pai sobre eu ter saído.

— Está calada. — Riu. — Pelo o que vejo, você saiu sem permissão do seu pai. Alguém vai estar muito encrencada quando YAdam ficar sabendo disso, hein!

— S-Shin-Sama, por favor, não conte nada para o meu pai! — Implorei, juntando minhas palmas e as esfregando.

— Estava tão desesperada para sair de casa, que agora está implorando para eu não contar nada ao seu pai. — Shin literalmente gargalhou de mim, me deixando seria. — Se rebaixando em tão nível, — disse, ainda rindo — esse é o melhor espetáculo que eu já presenciei.

— Isso não é engraçado, Shin-Sama... — Rosnei, separando minhas mãos e franzindo meu cenho. — Você não deve entender o que é ficar trancada por anos em um lugar, eu quero ser livre!

— Tão sonhadora, isso é hilário! — Shin voltou a rir, eu percebi que tentar convencê-lo seria inútil, isso só resultaria em eu ser mais humilhada ainda por ele, minha única chance seria voltar para o castelo, ele iria me dedurar de qualquer forma.

— Eu vejo, vou voltar para o castelo se é assim... — Lamentei, abaixando a minha cabeça, suspirando profundamente.

— O quê? — Ele parou, me encarando.

— Shin-Sama, você não quer que eu volte para o castelo? Pois bem, eu estou voltando agora mesmo para lá! — Me virei para voltar minha trilha, mas Shin segurou meu braço, me virando para ele novamente, um pouco mais bruto do que o esperado.

— Em qual momento eu disse para você voltar para lá? — Indagou, sério. — Qualquer criado da sua casa pode contar para o seu pai além de mim, nunca confie nesse tipo de pessoa.

— Eu estava ciente disso quando pensei em sair, mas isso não me impediu de fazê-lo. — Me aproximei dele, esperançosa. — Por favor, Shin-Sama, me ajude nessa!

— Vou pegar leve com você, deixando você partir como se eu não tivesse te visto passar por aqui. — Senti um peso ser retirado das minhas costas naquele momento. — Porém, você ficará me devendo uma coisa... — Ele se inclinou sobre mim, me olhando nos olhos com um sorriso malicioso nos lábios.

— E do que isso se trata? — Indaguei, me inclinando um pouco para trás.

— O que você acha? — Suas mãos seguraram meus braços, me empurrando contra uma árvore próxima a nós, me deixando encurralada. — Você é uma garota até que bem bonita, — comentou, enquanto seu dedo brincava com uma mecha do meu cabelo — nós dois poderíamos ter algo, não é mesmo?

— Não vou me submeter a isso, me perdoe, Shin-Sama! Há outra coisa que eu possa fazer além disso?

 Shin se afastou de mim, me encarando com as sobrancelhas juntas.

— Por agora, eu não estou pensando em nada além disso. Então, você pode sair, mas antes... — ele se inclinou novamente sobre mim, sorridente — me beije!

— Eu não quero beija-lo! — respondi, o empurrando para longe de mim. — Te beijar é a mesma coisa que me envolver com você, e eu não quero me envolver com você, Shin-Sama.

— Como ousa dizer que não quer se envolver comigo? — indagou, raivoso. — Eu sou o melhor de todos os caras que você provavelmente já viu, ou você tem simplesmente o desejo de morrer ao me recusar?

— Claro que não, eu estou apenas sendo sincera com Shin-Sama.

— Pois bem, se é assim que você deseja... — Shin começou a caminhar até mim, cerrando os punhos com força. Eu me encolhi, colocando minha mão em meu rosto, pensando que ele estava vindo para me bater.

— Shin! — Alguém gritou, fazendo com que Shin olhasse para trás no mesmo segundo.

— Merda... — Rosnou, voltando a olhar para mim. — Você teve sorte agora, mas eu ainda vou te pegar, Yves!

 Shin adentrou a floresta, indo em direção ao grito.

 Suspirei aliviada, mas eu ainda tinha que enfrentar meu pai. Shin estava certo sobre os criados, eles sentem mais medo do meu pai do que de mim, qualquer pressão feita em cima deles e eles me relatam tudo para meu pai. É frustrante saber que apenas uma liberdade custa tudo isso, eu apenas queria conhecer o mundo do lado de fora do castelo, mas eu não entendo realmente o porquê do meu pai me privar de tal coisa, não é apenas por causa dos homens.

 Eu ainda sou jovem, isso me dá vontade chorar, mesmo que seja inútil gastar minhas lágrimas nisso sendo que não irá resolver nada. Implorar, me ajoelhar diante do pai, chorar por isso, nada funciona, eu já tentei e a resposta sempre é a mesma; não. Muita persistência quase me colocou na masmorra do castelo, assim eu não teria liberdade nenhuma.

 Senti algo cair sobre minha cabeça, a molhando. Coloquei minha mão sobre o local, olhando para cima, sentindo mais gotas molharem meu rosto. Estava começando a chover, ainda estava fraca, mas as gotas d’agua começaram a ficar mais grossas, e o vento assoprou mais forte, fazendo meus fios esverdeados voarem junto ao meu vestido.

— Ah, não... — Lamentei, esticando minha mão para que caísse algumas gotas nela também. — É tão bonito, mas veio em um momento desagradável. — Sorri. — Onde há um lugar para eu me esconder? Se eu molhar meu vestido ele estragará, esse é um dos meus favoritos.

 Ao meu redor, avistava-se apenas árvores enormes e flores, mas havia uma pequena caverna. Olhei para a rota de volta para o castelo, que estava se tornando pura lama, minha única opção era me esconder ou o meu melhor vestido iria se tornar apenas um trapo.

 Agarrei-me a saia do meu vestido com força e sai correndo, adentrando a caverna sombria. Era tão escura e fria, mas estava me protegendo da tempestade lá fora.

 A chuva não estragou minha felicidade de te finalmente saído de casa, pelo ao contrário, presenciar um elemento da natureza me deixou extremamente feliz, eu via a chuva apenas através da janela do meu quarto, enquanto estudava ou lia algum livro. Eu queria poder ter presenciado isso antes, mas só despois de crescida eu tive esse prazer.

 Suspirei, apoiando minha cabeça em meus joelhos.

 Olhei ao redor por onde eu estava, percebendo algo brilhando fraco no final da caverna. Me levantei e caminhei lentamente até essa luz, onde se fez a figura de alguém pequeno agachado chorando, com uma iluminaria ao seu lado quase se apagando por conta do vento. Evitei me aproximar mais para não correr o risco de ser vista, mas era algo tão pequeno, parecia ser uma criança perdida.

— Com licença. — Chamei, vendo-o levantar sua cabeça lentamente. — Você está perdido?

 Sua cabeça se virou para mim, seus olhos estavam lagrimejando e sua expressão era de dor. Mesmo em tal estado, era um menino muito bonito, seus cabelos pretos, com a franja sobre seus olhos escuros, todos seus traços eram muito bem desenhados, me perguntei o que uma criança como essa estava fazendo em um lugar como esse.

— Aonde estão seus pais? — Questione-o, aproximando minha mão de sua cabeça para acariciar seus cabelos.

— Eu não tenho pais... — Respondeu em um tom baixo, quase que em sussurro.

— Oh! — Arregalei meus olhos, afastando minha mão de sua cabeça. — Então, por que você não foi atrás de alguma ajuda?

— Eu não conheço ninguém, você é a única pessoa que veio me ajudar... — Ele se virou, olhando para mim com os olhos brilhando. — Você vai me ajudar?

— A-Ah, claro, qualquer coisa que eu possa ajudar, eu ajudo.

— Tudo mesmo?

— Sim, eu sou uma princesa, meu dever é ajudar o povo que vive no meu reino. — Concordei, balançando minha cabeça.

— Se é assim, você poderia apagar o fogo dessa iluminaria? — Indagou, dando-me sua iluminaria. — Eu estou enfeitiçado aqui dentro por uma bruxa muito má, e eu só posso sair daqui se alguém apagar essa chama para mim.

— Algo tão fácil assim, — observei a chama dentro do frasco — eu posso liberta-lo sendo assim...

 Um ato tão gentil, assim deixará meu pai orgulhoso de mim. Fazendo isso, meu pai talvez possa me perdoa por ir contra as regras deles e me deixar ter minha própria liberdade.

 Sorri, abrindo a pequena portinha daquele frasco, onde crescia uma pequena chama roxa. Aproximei meu dedo do fogo, lançando para cima dele um pouco de magia, o apagando completamente, deixando o local em uma profunda escuridão, até mesmo eu, que posso enxergar no escuro, não pude ver nada, minha visão ficou totalmente escura.

 Fiquei tateando tudo em minha volta, tentando encontrar o garotinho novamente, mas eu não conseguia pegar absolutamente nada. Até que minha visão voltou ao normal, e não havia mais ninguém em minha frente, onde o garotinho estava, nem a iluminaria estava em minhas mãos.

— Obrigado por me libertar, Yves. — Disse uma voz extremamente grossa, bem diferente da do garoto que estava comigo. Me virei para trás, vendo apenas os pés de um homem adulto, mas até que eu levantasse minha cabeça para cima, dando-me com um homem, provavelmente mais velho que eu.

— Eu vejo que Vezias possui uma ótima herdeira do trono. — Zombou, rindo. — Seus pais nunca te ensinaram a não confiar em estranhos?

— Quem é você para zombar de uma princesa? — Questionei-o, me levantando do chão e o encarando.

— Um demônio igual a você, e agora que você me libertou dessa maldição, se eu tiver posse do seu sangue e do seu coração, serei bem mais forte do que antes, até mais que o próprio rei Giesbach. Apenas se eu ir tomando cada gota do seu sangue especial, ou devora-la completamente, serei o novo rei. — Ele se aproximou de mim, eu tentei recuar, mas acabei sendo encurralada na parede por ele. — Não adianta você tentar fugir, meus planos são esses e você não tem como escapar.

— Meu sangue não é especial, é o mesmo que o seu, idiota! — Gritei, recebendo um tapa forte na cara do mesmo. Senti o gosto de ferro na minha boca, que eu tive que inclinar meu corpo para cuspir no chão. Voltei para cima, o encarando seria. — Você fez muito mal em ter batido em mim...

— Por quê? Você vai me bater? Pelo o que eu sei, a princesa não foi treinada para lutar, apenas para fazer o seu papel inútil de princesa. Agora... — ele retirou uma faca do seu bolso, pegando minha mão com força — vamos ao que me interessa.

— Não faça isso! — Tentei puxar minha mão de volta, mas foi em vão, ele a segurou firme, fazendo um enorme corte na palma da minha mão, que começou a jorrar sangue.

— O cheiro está tão bom... — comentou, levando minha mão até seu nariz e respirando, sentindo melhor o cheiro. — Eu vou devora-la!

 Ele ignorou o corte em minha mão e me atacou no pescoço, perfurando minha carne rudemente, me fazendo gritar de dor. Eu estava literalmente sendo devorada, mas não conseguia confronta-lo. Tentei de todas maneiras afasta-lo, até tentei usar magia além da minha força, mas tudo falhava na hora, nem pensar direito eu não estava conseguindo.

 Está estava sendo minha morte, ser devorada por um demônio, apenas por eu não conseguir me proteger sozinha e nem pensar. Odeio ter esse tipo de pensamento, mas como eu sou uma princesa, meus hábitos deveriam ser diferentes, mas continuo não me arrependendo de ter saído do castelo, agi dependentemente, sem ter que receber uma ordem — mas indo contra uma regra.

 De repente, ele se afastou de mim bruscamente, eu caí de joelhos no chão totalmente enfraquecida, sentindo alto escorrendo do meu pescoço para as minhas costas. Olhei para a entrada da caverna, vendo alguém se aproximando de nós dois e soltando uma magia roxa contra o homem que estava me atacando.

 Como uma fundadora, eu tenho cura rápida, mas eu não estava conseguindo me curar, aquilo estava me enfraquecendo mais e mais, literalmente me derrubando. Tentei olhar quem havia me ajudando antes de desmaiar, e me surpreendi ao ver o filho mais velho de Giesbach... Carla.”


Notas Finais


Então, vocês gostaram? Ai meu Deus, eu estava louca para enviar essa fanfic, espero do fundo do meu coração que vocês tenham gostado, beijos!

Meu perfil no DeviantArt: https://www.deviantart.com/sarangh4echimchim/favourites/


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