História Hopeful Eyes (Hiatus) - Capítulo 2


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Carla Tsukinami, Personagens Originais, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz"
Tags Carla Tsukinami, Diabolik Lovers, Kino, Romance, Shin Tsukinami, Triângulo Amoroso
Visualizações 37
Palavras 3.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu novamente, com mais um capítulo. Então, antes de falar sobre essa fanfic, queria dizer para as pessoas que estão esperando atualização de A Japanese Odyssey, que, provavelmente, só semana que vem haverá capítulo, essa semana será apenas Hopeful Eyes que eu irei atualizar. Não se preocupem, AJO não vai entrar em hiatos, pelo ao contrário.
Para aquele que não são dorameiros viciados, não perceberam que o enredo dessa história é inspirado no dorama Hwayugi, mas nem tudo, claro. Foi apenas uma ideia, eu não vou fazer tudo igual ao dorama, tenho outros planos bem diferentes.
É apenas isso mesmo, espero que gostem do capítulo. Me perdoem se tiver algum erro de gramática durante a leitura, às vezes eu sou cega e deixou passar (heh).

Capítulo 2 - Chase me


Fanfic / Fanfiction Hopeful Eyes (Hiatus) - Capítulo 2 - Chase me

 

                Fevereiro

                13/02

                Yves

 O eclipse lunar trazia para a noite um ar tão obscuro, tanto que não havia quase ninguém no restaurante em que eu trabalhava cantando. Há alguns meses atrás foi o meu despertar como humana, após ter dormindo por séculos, sendo cuidada pelas minhas tias e minha avó por parte de mãe. Eu ainda me lembro perfeitamente do dia do meu infortúnio, em que eu tive que ser transformada em um ser totalmente impotente, e fui adormecida para acordar em um mundo como o de hoje.

 Geralmente no eclipse lunar, os fundadores se tornam mais fortes do que já são, mas isso agora para mim não significa mais nada, eu irei continuar sendo uma humana no final de tudo. Uma humana, mas com o sangue de uma fundadora, junto com uma maldição, que para qual demônio que tomar ou simplesmente me devorar, irá se tornar bem mais forte e poderoso; é o que minha avó disse, eu mesma presenciei isso. Por isso, tento evitar me cortar ou deixar meu sangue amostra, pois apenas com o seu cheiro atrai os demônios até mim. Agora como uma humana, eu devo temer aquilo que eu já fui no passado, em busca de salvar minha própria vida.

 Antigamente eu não entendia o porquê de ter sido transformada em uma humana, eu poderia ter morrido junto com todos os outros fundadores. Porém, agora eu entendo melhor o porquê, minha avó aproveitou que tem uma neta especial nas mãos, e vai aproveitar o poder que a tal traz para ela. Minha avó e minhas tias não são fundadores, são bruxas, as únicas que sobreviveram por séculos. Minha mãe morreu, mesmo sendo bruxa, ela — junto com o meu pai — morreu há muitos e muitos anos atrás, tudo por conta de uma doença que atacou pouco tempo depois de eu ter adormecido.

 Eu enxergo o mundo que estou agora, tudo é bem mais diferente do que antes, finalmente eu posso sentir prazer de estar vivendo em alguma época. Hoje eu posso sair de casa, mesmo que minha avó tenha feito regras sobre isso, eu tenho um pouco da minha liberdade nas minhas próprias mãos, coisa que eu não tinha antigamente.

 Eu tive que voltar a estudar, senão eu iria ser uma analfabeta do futuro, que só teve aulas quando nem os humanos existiam direito. Para ajudar a pagar toda as contas da casa onde estou morando, arrumei um trabalho como cantora amadora em um restaurante, aproveitando minha boa voz para o canto e meu carisma para ganhar algum dinheiro e sobreviver.

 Sobreviver como humana tem um lado bom e um ruim, nisso eu preciso fazer sacrifícios para sobreviver, mas cada ação há uma reação ou até mesmo algum sentimento por alguma pessoa, tudo faz meu coração quase explodir em meu peito. Uma ação boa me faz sorrir, eu gosto de ver que todos se agradam com a minha música, e eu agradeço com um sorriso enorme no meu rosto. Não é que eu nunca fui bondosa, eu era antigamente também, mas mais agora.

 Eu obtenho todo o amor do mundo.

 Afastei minha boca do microfone assim que a música acabou, não havia praticamente nenhum público para me ouvir cantar, mas ainda havia um cliente lá no fundo, que fico me encarando desde que chegou. Era meio impossível enxergar seu rosto por conta de um cachecol enorme que ele estava usando, mas seu olhar era tão familiar para mim.

 Ouvi uma das funcionárias aplaudindo ao lado do meu palco, roubando minha atenção. A encarei por um tempo, depois voltei a olhar para frente, não vendo mais ninguém sentado naquela mesa.

— Maravilhosa como sempre, Yves. Obrigada por cantar está noite, mesmo que não houvesse quase ninguém para ouvir. — Disse Bora, agradecendo pelo o meu trabalho duro.

— Esse é o meu trabalho, e a noite está tão sombria que me deixou no clima. — Me virei para a janela, olhando a lua no céu. — Ela é extremamente bonita...

— Sim, sim. Bem, é melhor você voltar para casa, uma menina nova como você não deveria estar na rua tão tarde. Venha, eu te acompanho até o ponto de ônibus! — Bora fez um sinal com a mão, indicando para eu descer do palco, enquanto ela foi pegar nossos casacos.

— Bora-San, você reparou no homem que estava sentado aqui quase agora? — Perguntei, apontando para o assento em que aquele homem desconhecido estava, enquanto eu colocava meu casaco. Bora olhou para o lugar onde eu estava apontando, fazendo uma expressão confusa.

— Oh, sim. Realmente havia um homem ali, ele não quis nada, ficou apenas sentando, observando você. — Bora se virou para mim, me encarando com a boca entreaberta. — Você acha que ele pode ser um empresário?

— Eu não sei ao certo, — balancei minha cabeça — o olhar desse homem me pareceu um pouco familiar.

— Talvez ele esteja de volta amanhã, você pode tentar vê-lo melhor, e tirar suas próprias conclusões. — Ela deu de ombro, indo para a porta, a abrindo um pouco. — Vamos! — Falou, andando um pouco para trás para eu passar.

 Já se passava da meia noite, as ruas estavam todos vazias e geladas. Mesmo com Bora vindo embora junto comigo, eu ainda estava com medo de andar por aquele lugar. Bora é uma humana igual a mim, mesmo que eu não precise de nenhuma proteção, ela não pode me proteger de nada além de um inseto.

 O ponto de ônibus ficava um pouco longe de onde eu trabalhava, e onde eu trabalhava ficava muito longe da minha casa. Insisti para minha avó não vir me buscar, eu sei como me cuidar sozinha, e estou muito crescida para precisar que me busquem em tal lugar.

— Eu te deixo aqui então. — Bora parou de andar, me fazendo parar também. — Pois bem, eu te... — Algo fez um barulho alto, fazendo Bora parar de falar imediatamente, olhando assustada para trás de mim.

— B-Bora-San? — Gaguejei, virando meu corpo lentamente para trás, depois minha cabeça, vendo algo se aproximar de nós duas. Recuei um pouco, vendo aquilo se aproximando cada vez mais de nós duas, nos mostrando a figura de um lobo enorme. — Ah, não... — me virei para Bora, que estava encarando aquilo ainda assustada. — Bora-San, por favor, mantenha a calma...

 Eu tentei controlar a situação, e mesmo que Bora não tivesse gritado, o lobo avançou para cima dela, tentando morde-la, se não fosse eu me colocar na frente da mesma, evitando o ataque. Porém, isso não resolveu, Bora acabou sendo atacada de qualquer jeito, e eu fui lançada para o chão de repente, perdendo toda minha força.

 Minha cabeça caiu no chão, e meus olhos se fecharam involuntariamente, perdendo todos os meus sentidos. Permaneci por longo tempo daquela maneira, até que minha visão voltou novamente, junto com a minha força. Eu ainda estava no meio da rua, levantei meu corpo, olhando para os lados. Me virei para trás, segui olhando todo o chão ensanguentado, até chegar no corpo de Bora caído no chão, totalmente coberto de sangue.

— BORA-SAN! — Gritei, engatinhando até seu corpo, levei minha mão até seu braço, que sujou toda minha mão de sangue. A toquei novamente, virando-a para mim, me deparando com um enorme aranhão em sua barriga. — Bora-San, acorde! — A chacoalhei, não recebendo resposta nenhuma da mesma. Aproximei meu ouvido do seu peito, tentando ouvir algum batimento cardíaco; mas nada. — Ah, não...

 Minhas roupas e minhas mãos estavam todas encharcadas do sangue dela, e Bora estava bem ali em minha frente, morta. Meus olhos se encheram de água, mas eu não consegui derramar nenhuma lágrima sequer.

 Funguei, tateando minhas roupas — as sujando ainda mais de sangue — em busca do meu celular, que não encontrei. Procurei por todos os lados a minha bolsa, vendo-a ainda no meio da rua, com todas minhas coisas espalhadas no chão. Fui até lá, juntando todas as minhas coisas, mas quando movi minha mão para pegar meu celular, alguém pisou em minha mão forte, me impedindo de move-la.

 Olhei para o seu sapato, subindo meu olhar para seu rosto, sentindo algo em meu peito doer quando o encarei. Após tantos anos, após tanta coisa que aconteceu, eu finalmente encarei o rosto de quem havia me salvado no dia do meu infortúnio, Carla Tsukinami. Porém, sua bota de couro estava pisando forte em minha mão, tanto que minha mão já estava começando a ficar roxa por causa da falta de circulação.

— C-Carla... — sussurrei seu nome, encarando seus olhos amarelos. De repente, um flashback passou por minha cabeça, o olhar daquele homem no café era idêntico ao que Carla estava lançando sobre mim agora, completamente parecido. — A-Ah... — vacilei, todas minhas palavras haviam ido embora com a presença dele, como se o mesmo tivesse as tirado.

— Veja o que você se tornou, Yves. — Sua voz profunda e grossa saiu um pouco abafada por causa de seu cachecol, que estava em volta de seu pescoço. — Andar com esse vampiro deixou seu cheiro repulsivo, — seu pé saiu de cima da minha mão, fazendo o sangue voltar a circular por ela — mas ainda temos sorte por ela não ter te mordido em lugar algum. — Ele se inclinou sobre mim, agarrando meus cabelos com força, me fazendo levantar do chão.

— Ahhh... O que você está fazendo? — Gemi, tentando inutilmente empurra-lo para longe de mim.

— Cale a boca! — Ele puxou mais meu cabelo para trás, deixando meu pescoço totalmente amostra para ele, mas me causando mais dor ainda. — Esse sangue de Fundadora não deveria estar correndo por suas veias, onde também está esse sangue especial, devo imaginar que você não sabe o motivo exato para ter sido transformado em um mero ser mortal. Mas já que é você, tudo seu será de grande ajuda para restaurar nosso clã, usufruindo de todos esses elementos especiais, seu corpo me pertence agora.

 Aquelas palavras feriram minha honra, mesmo que eu tenha sido uma fundadora anteriormente e meu sangue ainda continua o mesmo, não significa que eu serei dominada por um               Fundador Rei, em busca de restaurar algo que eu não sou mais. Isso apenas garante que serei usada como uma fonte de poderes e de filhos, coisa que eu mesma não estou disposta a ser.

— O que o faz pensar que eu concordo com isso? — Perguntei, afrontando-o.

— Não é uma escolha sua, traidora! — Meu cabelo foi puxado mais, mas logo foi solto. — Eu quem deveria perguntar o que você pensa tentando se colocar sobre um Rei como eu, agora que é uma simples humana impotente. Está aproveitando que eu não posso mata-la?

— Estou aproveitando minha liberdade, coisa que será mantida ainda, não estou dentro de nenhuns planos seus, Carla. — Após afronta-lo mais uma vez, uma parte do meu rosto ardeu, onde ele havia me dado um tapa forte. Coloquei minha mão gelada sobre minha bochecha, voltando meu rosto para encara-lo. — Você realmente me bateu?

— Se continuar reclamando dessa maneira, irei fazer pior do que bater em seu rosto. — Ameaçou, sua voz estava mais grossa e aterrorizante do que antes, senti um calafrio correr por todo meu corpo com sua voz e seu olhar. — Você estava quase me fazendo rir dando esse show, achando que tem alguma autoridade sobre mim. — Ele agarrou meu pescoço com força, trazendo-me para bem mais perto, o que deixou nossos corpos colados um ao outro. — Você não tem mais para onde correr, Yves. Se você acha que sua avó tem poder o suficiente para me derrotar, está completamente enganada. Agora — apertou mais meu pescoço, me deixando quase sem ar — seu corpo inteiro, junto com todo o seu sangue especial, pertence a mim!

— V-Você pode até me bater o quanto que for e insistir nisso, mas... — parei, tentando recuperar algum ar para falar — o meu corpo já tem um dono, que sou eu!

 Carla riu.

— Sua tentativa de ser uma mulher independe não funciona comigo, agora mesmo você está totalmente desarmada diante de mim, logo essa sua guarda irá abaixar, enquanto isso, ficarei satisfeito em te punir a cada vez que você me desrespeitar.  — Carla estava começando a ficar embaçado, pela falta de ar, minha visão estava começando a ficar turva, tentar usar minha força iria ser inútil sendo que Carla é bem mais forte que eu.

 Segurei seu pulso teimosa, tentando evitar que eu desmaiasse e tivesse minha liberdade completamente tomada por ele. Agora eu sou o ser mais impotente do mundo, mesmo não sendo exatamente inútil por causa do meu sangue, mas eu quero fazer esses sacrifícios para sobreviver, viver, me apaixonar, sentir todos os sentimentos exigentes, entre outras as coisas que o ser humano pode proporcionar para mim.

 Minha mão deslizou para o lado, caindo do seu pulso, um sorriso se fez em seus lábios, provavelmente pensando que minha guarda havia caído finalmente.

— Isso mesmo, seja uma boa garota e eu não terei motivos para te punir. — Sua mão foi se afrouxando aos poucos, fechei meus olhos, deixando o ar voltar para os meus pulmões lentamente. Esperei até que sua mão soltasse meu pescoço, meu corpo se inclinou para frente, tomei um pouco mais de fôlego e olhei para cima, o encarando. — Seus olhos estão me olhando de uma maneira desagradável, você realmente pensa que eu não consigo ler seus pensamentos?

 Eu havia sido pega no pulo, afastei meu corpo para trás quando ele tentou me segurar novamente, e consegui tomar tempo para correr dele, mas eu realmente saí correndo o mais rápido que eu podia dele, não me importando se fosse inútil fazer isso. Não sei de onde eu consegui tanta velocidade, mas eu consegui correr tão rápido que passei por duas ruas inteiras, até que minhas pernas falharam e eu cai de joelhos no chão, os ralhando.

 Meu coração estava acelerado, senti minha garganta ardendo de sede por causa dessa corrida. Virei para trás, checando se não estava sendo perseguida por ninguém, e por sorte, não havia ninguém naquela rua a não ser eu. Me levantei, tentando me manter intacta em pé. O vento bateu em meus joelhos, que estavam com um pouco de sangue saindo, e o vento havia espalhado o cheiro do sangue para todo lado.

 Ouvi um uivo alto de longe, olhei para trás, onde estava uma enorme escuridão, até parecia que alguém havia apagado todas as luzes da cidade. Tentei correr em direção a minha casa, mesmo que mancando e sentindo dor, minha liberdade estava em minhas mãos, minha única salvação era eu mesma naquela hora, e se eu não lutasse para mantê-la, talvez nunca mais eu a teria de volta.

 Faltava apenas mais algumas quadras, só mais alguns únicos passos e eu estaria de volta em minha casa, na proteção da minha vó e das minhas tias. Porém, com apenas mais alguns metros de distância da rua da minha casa, meu corpo inteiro enfraqueceu e eu cai de joelhos de novo no chão. Aprendi que qualquer ser vivo tem seu infortúnio e, infelizmente, os dos humanos é a fraqueza, mesmo que eu seja forte mentalmente, sou apenas uma humana agora, qualquer tipo de luta que eu tente contra algum ser sobrenatural é inútil afinal.

 Ouvi passos se aproximando de mim, tentei me levantar para atacar, mas fui pega antes mesmo de me defender. Encarei seu rosto, mas não era Carla, era um homem de cabelos vermelhos, ele parecia um pouco mais impressionado do que eu, senti um peso enorme sair de cima das minhas costas e meus batimentos cardíacos se acalmaram.

 Eu ainda poderia fugir, se não foi Carla, ainda me sobrava uma única esperança de conseguir fugir dele. Tentei puxar minha mão, que ele estava segurando, mas não fui solta, e um sorriso se fez em seus lábios de repente.

— Quem é você? E por que você cheira tão bem dessa maneira? — Questionou, puxando-me pelos ombros para mais perto, mas eu o cortei, consegui afastar um pouco o meu corpo para longe do dele.

— Poderia me soltar agora, por favor. — Pedi, ignorando suas perguntas.

— Você acha mesmo que eu vou deixar uma presa de cheiro tão bom escapar dessa maneira? — Até esse ponto, percebi que ele era a pior opção de “salvação”, quase pior que um Fundador me perseguindo. Coloquei um pé para trás, forçando meu corpo para trás na esperança de me afastar dele. — Não tente, eu vou sugar seu sangue, garota! — Ele se jogou em cima de mim, não de dando nenhuma chance de me defender, senti o vento começar a bater em uma parte do meu pescoço, onde uma parte da minha roupa foi abaixada para deixar meu pescoço exposto. — Sem nenhuma marca, melhor assim.

 Todo meu corpo foi segurado, eu não consegui mexer nenhuma parte minha. Senti uma dor em meu pescoço, como se fosse duas agulhas grossas perfurando profundamente minha carne em busca de sangue, e ele estava conseguindo, eu ouvia o som de cada gole de sangue que ele tomava. Minha visão deu uma leve embaçada, mas eu tentei me manter forte para não desmaiar, falando para mim mesma que eu poderia me livrar desse vampiro, eu consegui me livrar do Rei dos Fundadores.

 Essa foi minha primeira experiência sendo mordida por um vampiro, e foi uma das piores sensações que eu já senti, toda dor que suas presas proporcionaram para mim não me agradou.

 Ele não parecia querer parar de me sugar, talvez pelo sangue ser especial ou delicioso, pedidos e ataques estavam sendo completamente inúteis, eu realmente já não tinha mais nenhuma opção para me salvar desse vampiro, ainda mais por eu estar ficando tonta. Foi exatamente na mesma hora que seus braços me seguram mais fraco, que eu consegui o empurrar e — ainda meio tonta e fraca — tentar fugir dele.

 Apenas tentar, pois ele me segurou novamente, dessa vez mordendo meu ombro. Minha cabeça tombou para frente, senti tudo girando em minha volta, meu sangue estava indo embora muito rápido e já não havia nenhuma força restante em mim para lutar.

— Seu sangue é extremamente bom, posso sentir uma energia passando por todo o meu corpo. — Comentou o vampiro, voltando a morder outra parte do meu pescoço, sugando meu sangue e minha energia.

 Um fleche de luz passou pelos meus olhos, escurecendo tudo, após isso, quando minha visão voltou ao normal, eu estava deitada no meio da rua exatamente no mesmo lugar. Levantei um pouco minha cabeça, sentindo as marcas que aquele vampiro havia feito no meu pescoço doerem. Minha cabeça doía tanto também, eu tentava levantar e não obtinha nenhum sucesso.

 Eu desisti completamente de me levantar, estava me entregando aos poucos.

 A luz da rua inteira se apagou, me deixando na total escuridão. Aos poucos, eu estava perdendo minha consciência novamente, deitei minha cabeça sobre minhas mãos, e olhei para frente, onde estava a silhueta de alguém alto em minha frente.

— É, Nii-San não vai gostar nem um pouco disso. Você está muito encrencada com ele, Yves.


Notas Finais


Que isso hein, produção! Traz o medidor de pressão ai, man, que isso está um estouro!

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