História Hopeless - Capítulo 41


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Romance, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 41 - A Future Ahead


Nos encontros seguintes, Erik começou a pensar com muita mais seriedade sobre a sua decisão. Esta hesitação o fez arrastar a decisão dele por mais um mês. Também não havia contado a Nero sobre a proposta de emprego. Mas neste caso fora porque ele queria esperar que a parceria com Mile se concretizasse oficialmente.

Nos primeiros dias, ele se atrapalhou. Não era fácil ter que se dividir entre o trabalho no RH na empresa, e também como sócio de Mile. Afinal, ele não queria que fosse uma participação pequena, em que não fizesse quase nada. Pelo contrário, queria o máximo de participação possível, para assim colaborar com ele.

A modo que estivesse cada vez mais participativo. Na verdade, ainda estava em processo de adaptação e boa parte do seu trabalho era no setor financeiro e com a administração das contas da empresa. Um pouco parecido com o que ele fazia no antigo trabalho. Mas diferente daquela vez, agora ele tinha a total liberdade e confiança do amigo. O que tornava o trabalho um pouco melhor. Com tudo isto, estava tendo que deixar as palestras para apenas uma vez ao menos. Mas não era problema.

Na verdade, Erik estava pensando em parar, pois apesar de ajudar pessoas, estava cansado de ficar remoendo o problema e se sentia bem o bastante para deixar o passado para trás. Não achava que ficar remoendo sobre este assunto ajudaria, talvez só o prejudicasse na verdade. De qualquer forma, era algo que ao menos por enquanto iria continuar, mas provavelmente nos próximos meses iria parar.

Agora que estava em paz com seu trabalho, estava focado em sua relação com Nero.

Estava se tornando realmente séria a ideia de o propor. Erik até tentou pensar nisto em outra hora, mas simplesmente não conseguia. Era algo que não saia da sua mente mesmo que tentasse e se queria tanto, era melhor seguir este passo, assim poderia ser feliz, era o que pensava. Pensando nisto, nesta noite quando voltava para casa, comprou um par de alianças douradas as quais foram cuidadosamente guardadas numa caixinha preta de veludo.

Fez alguns dos afazeres de casa, depois de lavar a louça do jantar, e deixar Amaya terminar os afazeres da escola de música, se sentou no sofá da sala, com a caixinha de alianças nas mãos. Encarava as alianças enquanto pensava em tudo o que passara com Nero, desde do momento em que o conhecera até agora. Pensava principalmente em todo o tempo que acabaram perdendo e em toda hesitação de Erik devido aos problemas e medos pessoais.

Afinal, depois de perder Marlon, nunca que em sua vida pensou que sequer cogitaria a ideia de se casar de novo. Muito menos que iria sentir amor por outro alguém. Nunca que realmente parou para pensar nisto na verdade. Com Amaya, sua prioridade se tornou somente a sua filha, embora ele mesmo não se desse conta de que estava priorizando muito mais o bem-estar financeiro do que o emocional.

De lá para cá, tanta coisa mudou.

Ele mesmo mudou, de forma tão natural que mal percebeu. Depois de toda a humilhação e dos dias que passou preso injustamente, Erik realmente começou a valorizar mais a vida, a liberdade e a filha, a felicidade dela. Por isto ele tem trabalhado tanto, se esforçado tanto por todos estes anos. E ele pode sentir orgulho de si mesmo. Amaya está indo bem, está feliz e segura. Foi um enorme esforço e muitos sacrifícios, e claro que cada um deles valeu muito a pena. E se valeu tanto, provavelmente seja a vez de ele tentar se feliz de novo.

Debruça o corpo um pouco mais para frente, pensando nisto. A corrente com a cruz pulou para fora de suas roupas. Encarou a cruz brilhante, ainda intacta apesar de todo o tempo que passou. Christopher disse que Marlon teria orgulho dele. Será mesmo? Será que se Marlon pudesse vê-lo agora iria sentir orgulho?

Não sabia, mas esperava que sim.

Ele amou Marlon tanto quanto foi possível e ainda o detinha com carinho no seu coração. Mas infelizmente, Marlon partiu e não vai mais voltar. Ele nunca mais vai estar lá, a morte é o fim e nada pode reverter isto. Erik ainda está vivo e ele tem o direito de viver, de tentar se feliz com outra pessoa que amava, pois embora não tivesse pensado nisto antes, agora este era o desejo sincero do seu coração. Amaya parecia lidar bem com isto também, não existia razão para não tentar. Poderia errar e se magoar, só que nunca saberia também se não tentasse. A única questão que estava o fazendo hesitar era; considerando tudo, valia mesmo a pena tentar?

-Pai, eu quero um doce.

Erik se assusta com a presença repentina da filha. Esconde a caixinha dentro do bolso da calça, e tenta disfarçar. Porém, já é tarde. A menina viu as alianças e o encara curiosamente.

-Você já jantou. Daqui a pouco é hora de dormir, nada de doce. Vai escovar os dentes.

-O que você escondeu aí, pai? — Questiona ela, esticando o pescoço para tentar ver o que ele havia escondido.

-Uh... Pode comer um pouco de sorvete. Deve ter ainda um pouco no congelador. — Erik levantou, tentando ir para a cozinha e fugir do assunto.

Amaya no entanto, teimosa como era, correu para a sua frente, o questionando persistente.

-São assuntos do pai, Amaya. — Diz, tentando disfarçar.

-Vai dar para o tio Nero aqueles anéis?

Erik suspirou profundamente, Amaya realmente era muito esperta. Esconder qualquer coisa dela era praticamente inútil, acabava sempre descobrindo de um jeito ou de outro. Com certeza, ela seria uma mulher de garra, exatamente como ele desejava que ela fosse.

Desiste de tentar mentir, volta a sentar-se no sofá e a chama para perto.

-Vem aqui, filha. — Ele estica o braço direito, Amaya vem para perto, ainda o fitando curiosamente, até ansiosa poderia se dizer. Puxou novamente a caixinha do bolso da calça. Abriu, mostrando as alianças para a menina. Ainda não havia mandado gravar nada, pois estava hesitando era verdade. — Apesar de eu ter amado muito seu pai, e de não estar nos meus planos. Nero se tornou uma pessoa muito especial no meu coração, e quando isto acontece, existe uma hora, um momento em que se quer oficializar esta relação, este sentimento. Isto se chama de casar, e eu estou pensando em pedir Nero em casamento.

-Mas não era só as mulheres que são pedidas em casamento?

-Era, mas hoje em dia, pessoas do mesmo sexo podem se casar oficialmente, como eu me casei a bastante tempo com seu pai.

-O que vai acontecer se você casar com ele?

-Provavelmente ele virá morar conosco e fará parte da nossa vida, será seu padrasto, mas você claro, não precisa o chamar assim se não quiser.

Amaya faz um bico, pensativa.

-Teremos que nos mudar de novo?

-Não. Aqui é a nossa casa, é aonde fica o trabalho do papai e seus amigos. Não vamos nos mudar por um longo, muito longo tempo. — Replica simples, para a tranquilizar. — Mas já que você quer saber tanto, me responda, o que acha de Nero vir morar conosco e fazer parte de nossas vidas diariamente?

Amaya encara as pequenas mãos, cogitando e montando os cenários em sua cabeça infantil.

-Tio Nero é legal, eu gosto dele. — O tom de voz dela fica hesitante. Erik se arrepende de ter feito a pergunta. Considerando que a única pessoa além dele que ela teve morando junto foi Christopher, pode ser cruel fazer uma pergunta destas assim repentinamente. Porém, já tendo sido feita, ele continua.

-Mas...? — Pede, porém ela permanece em silêncio. — Pode me dizer se não se sente confortável com isto. Eu vou ouvir. — Pousa a caixinha em cima da perna, para continuar com a conversa dela.

Amaya olha para ele incerta e pergunta.

-Vou ter que jogar fora as coisas do papai?

-Nunca. — Ele a abraça, percebendo que a filha está triste. A vira de frente para ele, para que lhe olhe nos olhos. — Marlon nunca vai deixar de ser seu pai. — Erik pega a aliança na correntinha no pescoço dela, e segura firme, ainda com o olhar firme diante dela. — Marlon sempre será seu pai, sempre terá sido o amor da minha vida. Nada vai poder substituir ele, e nem a importância que ele deve ter na sua vida, e que teve na minha.

-Mesmo?

Apesar da pergunta a beira da concordância, Erik percebe o hesitar na menina. E pensa. Fita a corrente em seu pescoço e depois fita a filha. Sem dizer nada, tira a correntinha com a aliança do pescoço dela que vai protestar, mas não o faz quando vê Erik retirando a corrente de cruz de seu pescoço. Ele a segura no ar, na frente dos olhos da filha.

-Sabe de quem era isto? — Questiona com a corrente brilhante em mãos.

Amaya nega com a cabeça.

-Era do seu pai. Ele nunca tirava isto, nem mesmo para tomar banho. A única vez que ele tirou foi quando me deu, poucos dias antes de você nascer. — Contou, evitando mencionar o falecimento. Não queria que Amaya associasse o seu nascimento com a morte do pai, embora estivessem interligadas, a menina não deveria nunca pensar que sua vida ao mundo era alguma espécie de maldição. — Ele me deu por um motivo especial. Me disse que era para eu me lembrar de sempre ter fé na vida. E sabe de uma coisa, eu acho que está na hora de você ter fé na vida também, e na memória do seu pai, para que você nunca se esqueça do quanto ele te amou, e do quanto ele te amaria se ele pudesse ter te visto crescer.

Erik abre o fecho da correntinha com a aliança, e coloca a aliança junto da cruz, a qual em seguida, coloca no pescoço da filha lhe dando um beijo rápido na bochecha, junto de um aviso sério:

-Esta é uma memória muito importante do seu pai, e é uma peça de ouro branco. Significa que vale dinheiro e que não vai estragar nunca, então tome cuidado para não perder e não conte aos amiguinhos que é de ouro, está bem?

-Sim.

Amaya segura a bela cruz prateada com pedras vermelhas incrustradas.

-Eu amo você, Amaya. — Falou seriamente e o mais verdadeiro possível. — E nada, nem mesmo com quem eu me relacione vai mudar isto. E ninguém, nem mesmo Nero vai estar acima de você, está bem? — Era uma promessa, não apenas uma afirmação. Ela depende dele afinal, e sempre será sua filha, sempre será sua prioridade.

-Promete? — Pede ela, para ter segurança.

-Prometo. — Diz firme, e estava certo disto. Amaya precisa de estabilidade e de felicidade, tudo o que estava tentando de todo modo dar a ela nos últimos anos e esperava que mesmo com esta possível mudança importante, isto continuasse.

Amaya toca a cruz a segurando por alguns segundos, olha a caixa de alianças pousada sobre a perna de Erik. Ela fica em silêncio por algum tempo, um longo tempo, até se debruçar e abraçar o pai.

-Se o papai sorrir, então tudo bem. — Ela diz baixo, perto do seu ouvido. — Tio Nero é legal também.

Erik fica contente com a resposta da filha, lhe abraçando de volta fortemente. Ele espera que ela seja feliz, foi o que sempre quis. E quem sabe, ela poderia ser ainda mais feliz com Nero cuidando dela.

-Ele vai cuidar de você também. — Disse a ela, disto tinha certeza. Afinal, Nero já havia demonstrado todo o cuidado e zelo que tinha por Amaya nos seus momentos mais difíceis de sua vida. Amaya assentiu, enfim concordando.

Gostou da conversa que teve a menina. Ela tinha que participar mais destas coisas também, pois envolveria ela no final das contas. Agora ele podia realmente tomar uma decisão, e só esperar que Nero concordasse. Com expectativa e nervosismo se misturando a alegria, ele esperava que sim. Era uma porta para a felicidade afinal, só teria que abrir e esperar para ver o que aconteceria agora.

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Decidido a parar de hesitar e ter a coragem que um homem deveria ter. Erik levou as alianças para o final de semana em que deveriam passar juntos. Na noite de sexta, saíram para jantar. Erik pensou em pedir no restaurante mesmo. Acabou não sendo, não sabia qual seria a reação de Nero, e também ele estava muito cansado e estressado por conta do trabalho. Tanto que depois do jantar, Nero foi direto para cama, devido a uma dor de cabeça. Erik dormiu no sofá, pois teve que resolver algumas questões do trabalho no RH. Por sorte, pôde resolver tudo pelo notebook, e com algumas ligações, sem precisar de sua presença física. Madrugou fazendo isto, acabando por dormir sem mal perceber.

Quando acordou já era de manhã e Nero perambulava pela casa com o celular na mão, mandando mensagens de voz para alguém. Pelo assunto, parecia ser algo do trabalho. Novamente, Nero aparentava estar bastante chateado e ainda cansado. Como ele parecia estar ocupado, Erik se ofertou para fazer o café da manhã.

Nero mal o respondeu, Erik foi fazer o café.

Por sorte, já estava acostumado com a casa dele, não teve problemas em achar os utensílios e nem os ingredientes para fazer um farto café da manhã, mesmo que já passasse das onze da manhã. Atraído pelo cheiro do café e das panquecas com mel, Nero apareceu na cozinha antes de Erik ter que chamar.

-Você melhorou tanto na cozinha que daqui a pouco vou querer te contratar para cozinhar para mim.

-Você também cozinha bem.

-Mas eu tenho preguiça e você não. — Nero puxou a cadeira e se sentou, apoiando os cotovelos sobre a mesa enquanto o fitava.

Erik serviu uma caneca de café com algumas gotas de leite para Nero, e também se sentou.

-Obrigado. — Agradeceu assim que pegou a caneca.

Nero se serviu das panquecas e das torradas, comia lentamente apesar de estar com ares de fome. Erik por outro só tomou o café, devido a ansiedade, estava sem fome.

-Eu sinto muito. — Nero diz, depois de terminar de comer. — Está sendo incrivelmente chato, não é? É que o trabalho não larga do meu pé. Estou começando a odiar muito aquela merda, sério.

-Se quiser me compensar, tem um jeito. — Começou ele. Erik teve uma ideia, e seria o melhor jeito de fazer isto.

-Qual?

-Se arruma, e vamos sair. — Disse, a surpresa estava para ser montada. — Quero dar uma volta.

-Acabamos de comer. — Aponta para os pratos vazios.

-Não precisamos sair para comer.

-Ok. — Nero iria perguntar, porém Erik o fita sério, e logo fica subentendido que não é para fazer perguntas. — Como quiser, senhor. — Nero ri baixo, e saí da mesa.

Erik ainda fica para lavar a louça, e arrumar a cozinha. Ainda tem tempo de trocar de roupa quando Nero fica pronto. Fazendo suspense, Erik não conta a Nero aonde vão. Apenas o faz entrar no carro e dirigi. Erik dirigi até uma praça aberta com enormes árvores que fica nas proximidades do bairro. Escolheu o local, pois devido ao outono as folhas estão vermelhas e laranjas, dando uma linda visão, praticamente fazendo lembrar os parques de Londres na mesma época. Erik estaciona o carro, e convence Nero a sair com ele, pois devido ao frio, ele realmente não queria sair.

Ele insiste, segura a mão dele e o leva até debaixo de uma grande árvore, um carvalho antigo, a árvore mais velha da cidade. E o ponto aonde está vazio, poderão ter privacidade. Erik o coloca de frente para ele, e respira fundo. Está nervoso, as mãos suam, mas ele se esforça para se manter firme.

-Por que me trouxe para este lugar? Está frio hoje.

-Porque eu tenho duas propostas para você. — Replica Erik, ganhando coragem. — Primeiramente, aceitei ser sócio da empresa de publicidade do meu amigo e...

-Parabéns, mas o que tem isto?

-Tem que ele quer que a área principal da empresa tenha aulas para atrair público. E eu estou convidando você para trabalhar conosco e dar as aulas. Um ótimo salário e com um pouco de tempo, você mesmo poderá construir a própria escola, se assim desejar.

Nero quase sorri, porém prefere se manter realista.

-É uma proposta, mas me parece somente um sonho. Não existe garantias, não tem como eu largar tudo sem ter uma...

-O que me leva a uma segunda proposta. — Erik coloca a mão no bolso do casaco, e tira a caixa. Abre a mesma, mostrando a Nero. As alianças douradas já estão com os nomes deles gravados.

Antes de Erik dizer, Nero já entendeu.

-Você está...?

Os olhos de Nero arregalaram ao ver as alianças na pequena caixa preta, numa mistura de surpresa e alegria.

-Casa comigo? — Erik pede, com um sorriso gigante no rosto. Nunca pensou que sentiria esta felicidade de novo.

Nero também sorri, mas é de nervoso.

-Você está brincando, né?!

-Não, estou falando sério. — Garante sério. —  Casa comigo?

-Ah, meu...

Nero ainda está muito surpreso, completamente estupefato.

-Prefere algo mais formal como...? — Ele se ajoelha com a perna boa, estica a caixinha na direção dele e repete o pedido. — Apesar de todo tempo que demorou, você, Nero, aceita se casar comigo?

-Eu... Mas e...?

-É você que amo, Nero. E você que eu quero no meu presente.

Nero não pode mais se conter, era o que ele queria, era o amor e o sonho dele se realizando ao mesmo tempo. Ele se joga nos braços de Erik, derrubando ambos. As folhas laranjas no chão amortecem a queda deles. Beija os lábios dele demoradamente, e quando finda o beija, o olha também sorridente.

-Eu aceito. Deus, sim. — Nero mal se contém de tanta felicidade, a realidade do pedido finalmente caiu em seus ombros, e como ele estava feliz. Possivelmente o dia mais feliz da vida dele. Nero o beija novamente. Erik o abraça retribuindo o beijo com todo o carinho e amor no seu coração, o qual neste momento bate fortemente com a felicidade de um futuro melhor a frente dos dois. 



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