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História Hora de ir ao Dentista! - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 4


- Milo, conseguiu devolver aquele pulguento? 

- Tadinho, Kanon, é só um filhotinho. - respondeu Milo, sabendo do histórico com cães do primo.

- Tadinho de mim, aquela fúria peluda… Minha sorte foi o Saga estar em casa, precisei passar as noites fora por causa daquela peste.

- O bichinho é do meu primo, Kanon - interveio Camus, chocado em como o amigo não gostava de cachorros.

- Então mantenha-o seguro, por favor! É um bem que vocês fazem para a sociedade!

Camus olhava em choque para os dois homens a sua frente. Se reparasse bem, até que eles tinham mesmo alguns traços semelhantes, mesmo que algo além daquelas caras de quem apronta todas e o olhar enlouquecido. Observando o rapaz de claríssimos e expressivos olhos azuis, ele conseguiu visualizar alguns traços de seu Saga.

- Tá, mas… Vamos voltar aqui ao que é importante: primos? - perguntou, agora com a sobrancelha erguida.

- Sim - responderam ao mesmo tempo, um com o braço por cima do ombro do outro, e o sorriso de orelha a orelha enfeitando os rostos bonitos.

- Só isso? - tentou ser discreto, mas não tinha como uma vez que Kanon estava ali naquele meio.

- Ah, você fala do beijo? É só um artifício que a gente tem pra fazer meu irmãozão alucinar - viu Milo acenando freneticamente, concordando com Kanon, deixando Camus ligeiramente empertigado. 

Já o loiro menor resolveu olhar longamente para o ruivo parado diante deles, conferindo-o dos pés à cabeça, deixando o francês minimamente constrangido.

- Olha só. Ruivo, bonito, inteligente… Nada mal - começou falando, desviando os olhos para o primo - parece que finalmente Saga aprendeu a lição! 

- Não é? - respondeu Kanon, levando as mãos aos céus - Eu sempre disse que ele queimava meu filme, mas ele nunca levou a sério!

- Trocou de óculos?

- Conseguimos fazer isso.

- Eu ainda estou aqui - resmungou o ruivo.

- Ruivo, eu adoraria expandir o papo, mas já está tarde. Que tal amanhã a gente sair pra um almoço, nós quatro? - Sugeriu Milo

- Pode ser…

- Ótimo então, o Saga paga! - o primo esfregou as mãos animado com a notícia da boca livre, e o rapaz que ficava para trás sequer conseguia esboçar alguma reação.

- Céus… Dê-me luz…

 

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- Não estou acreditando ainda nisso, Ajax. Olha que coincidência! O moço que te salvou ter derrubado Oga na grama. Se não fosse isso, talvez não nos encontraríamos de novo. Ah, não mesmo!

Hyoga já tinha desistido de entender a sanidade das pessoas daquela família. Os pais eram ricos excêntricos, aproveitavam seu dinheiro para sair pelo mundo explorando. Isso lhes rendeu bastante prestígio no meio acadêmico. O primo era um homem digno, mas para aguentar aquele amigo doido lá, só tendo um parafuso a menos. E isso andou se provando nas decisões mais absurdas recentemente. E o irmão pelo visto gostava de conversar sozinho, fingindo que falava com bichos e plantas.

- Toma, seu resmungão, vai aliviar um pouco o incômodo - entregou um copo com água e uma caixa de remédios, além de um pacote de gaze. Tudo isso, claro, depois de colocar Ajax na sua cama e se limpar adequadamente. - Você precisa fazer o mínimo de esforço e falar praticamente nada pelas próximas horas. Já já você vai estar bem.

Tudo o que Isaak recebia do irmão era um olhar fulminante. Conhecia o irmão o suficiente para saber que havia se interessado pelo rapaz e não pode sequer estreitar laços com ele. Ciúme era a palavra. 

- Oga, não precisa ficar mordido. Já sabemos o nome dele, e ele está procurando uma casa por aqui. Com sorte ele se muda para cá para as redondezas. - o finlandês aproveitou que seu irmão não poderia abrir a boca e começou a falar tudo o que queria. - Olha, ele é gato mesmo, muito bonito. Imagina aquele homem daquele tamanho te apertando?

Isaak foi recebido por uma chuva de travesseiros, sendo que o último atingiu Camus bem na hora que este abriu a porta. Sabia que o irmão estava mordido e interessado no rapaz recém conhecido, mas assim como Camus, seu irmão era bem lento para relacionamentos. Talvez, dos três, ele fosse o único que tivesse coragem (ou consciência) para tomar uma iniciativa.

- O que exatamente eu fiz?

- Camus? - os meninos pararam o que faziam e olhavam assustados para o primo mais velho - achei que tivesse ido embora!

- Eu ia, mas vim verificar as portas pra ver se não tinha esquecido nada e aproveitei pra ver como estavam. Ouvi barulho e vim aqui. - o ruivo jogou o travesseiro na cama do irmão mais velho.

- Eu só estava falando com Hyoga o que achei do rapaz.

- Hm… Sei. 

- A carona dele chegou?

- Sim, e você não sabe da maior: ele é primo dos gêmeos.

Os dois rapazes mais jovens se entreolharam e depois encararam o primo. Apesar de Isaak ser o único a falar, a pergunta estava igualmente estampada nos olhos dos dois.

- Primo?

- Sim, pra ver como são as coisas. - Levantou e se pôs a despedir - Já passou da hora. Hyoga, amanhã de manhã eu venho pra ver você, já que Isaak vai trabalhar.

- Não vou não, não tenho pacientes amanhã. Vou ficar em casa.

- Bem, venho então aqui de tarde para ver se precisam de algo, já que seu irmão não pode falar nem fazer esforço.

- Tá bom, mamãe - falou rindo - pode ir, Camus, qualquer coisa eu te ligo.

Primo a caminho de casa, os irmãos já pegavam no sono em suas respectivas camas. Antes de apagar, porém, um dos rapazes pensava consigo mesmo, já imaginando inúmeros cenários diferentes.

“Primo, hein… Será que ele vai mesmo procurar uma consulta comigo? Porque se for, esta vai ser a minha grande chance!” 

Precisava montar um plano, e precisava ser pra ontem! Porque a existência de Milo e a reação do irmão só fez com que seu íntimo despertasse. Já não era mais adolescente, e precisava começar a agilizar a sua vida. Tinha muito a oferecer agora que crescera.

Kanon tinha que ser seu a qualquer custo.


 

~CONTINUA

 



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