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História Hora de ir ao Dentista! - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 5


Alguns dias já haviam se passado, e Hyoga foi apesar da implicância inicial do primo e do irmão, mimado até não poder mais. O jovem russo desde criança ficava manhoso sempre que ficava inutilizado. Quando pegou catapora, havia sido um show de horrores, até que os pais tivessem parado tudo para dar a devida atenção ao menino.

Muito sorvete, muito smoothie, muito milkshake, inclusive até ele não aguentar mais e implorar por algo salgado, e só nessa hora que perceberam que ele já estava melhor. Já haviam aprendido os truques do rapaz e eram imunes a eles.

Isaak passara todos esses dias planejando inúmeras possibilidades diferentes para conseguir se aproximar de Kanon de maneira infalível, já supondo que o tal primo, Milo, não entraria em contato. Qual não foi a sua surpresa quando o paciente daquela quarta-feira era justamente o loiro recém conhecido.

O dentista ficou num nível de animação que até o fazia parecer parte da família dos gregos e não daquela colcha de retalhos de diferentes nacionalidades que era a sua. E para a sua alegria, Milo adorava falar. Adorava mesmo. Falava pra caramba, e foi assim que o começo de uma estratégia se iniciava em sua mente.

Precisava primeiro manter proximidade com o rapaz de olhos azuis, e depois se tornaria seu amigo. Parecia algo mesquinho e interesseiro… Bom, era mesmo, mas ainda assim seus princípios não lhe permitia tentar esse grau de proximidade com qualquer um. Via no rapaz uma aura sincera que lhe dava alguma esperança de tudo dar certo entre eles.

O lado não tão bonito daquilo tudo estava em também se aproveitar do interesse do irmão.

Hyoga o agradeceria depois.

Querendo ou não.

- Milo, então você está há todo esse tempo sem ir a um dentista?

- Pois é, doutor…

- Por favor, apenas Isaak. - pediu com um belo sorriso.

- Tudo bem… Pois é, Isaak. Achar bons dentistas hoje é tão difícil. O último queria fazer procedimentos desnecessários nos meus dentes. Até extração e implante ele citou. Caí fora.

Viu ali uma chance.

- Tem mesmo uns profissionais que não possuem ética alguma - podia não parecer, mas sua consciência gritava horrores naquelas horas - mas não sei até onde tudo isso é verdade e até onde tudo isso é mentira. Se você não se importar, queria dar uma olhada hoje nos seus dentes e passar alguns exames só pra gente descartar qualquer possibilidade de algo realmente estar aí escondido.

- Ah, ótimo! Assim eu acho que fico até mais tranquilo.

E seguiram durante toda a consulta papeando, ainda que o grego estivesse com a boca aberta. Milo foi o melhor paciente que Isaak teria em toda a sua carreira, pois ali ele conseguiu proficiência em conversas ininteligíveis. 

- A princípio não há nada de errado, nem mesmo uma única cárie, mas você vai procurar esses exames de imagem aqui para eu verificar o que há, e a gente poder fazer tudo com calma.

- Ótimo! Quanto é a consulta?

- Ajax não tem preço, Milo. Eu sou grato de verdade por encontrá-lo e devolvê-lo tão bem cuidado. - o sorriso foi sincero. Apesar das segundas intenções, o finlandês estava sendo verdadeiro sobre não aceitar pagamento do grego. - Pode ficar tranquilo.

- Eu vou virar paciente, hein?

- Assim espero, porque aí sim eu vou cobrar - e ambos riram. - Te espero quando os resultados saírem.

- E o seu irmão? 

- O que tem ele?

- Melhorou?

- Ah, sim. Três dias depois já estava reclamando nos meus ouvidos, pois não aguentava mais tomar sorvete.

- Que bom que ele já conseguiu resolver os problemas dele.

- Nada, aquilo é só o começo. - aquela afirmação espantou Milo - Hyoga tem muita dor de cabeça por causa da dentição. Já tirei alguns dentes e agora vamos precisar colocar aparelho. Nem falei pra ele ainda, mas a pior parte ainda não passou.

A careta do grego fez o finlandês rir. Todo mundo fazia aquela cara quando ouvia um dentista dizer que viria ainda mais dor pela frente.

- Coitado… - falou consigo mesmo - Bom, espero que tudo fique bem com ele.

- Vai ficar sim!

- Obrigado, Isaak. E mande lembranças ao seu irmão por mim.

Se despediram, com Isaak comemorando internamente o primeiro passo dado.


 

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Camus estava sozinho terminando de esquentar a carne que estava na assadeira quando a campainha tocou. Nem precisou se dar o trabalho de ver quem era, apenas abriu a porta e recebeu o convidado com um imenso sorriso e um beijo carinhoso.

- Trouxe vinho para nós e uma torta - o ruivo olhou para as mãos do namorado e sorriu balançando a cabeça.

- Você quer me engordar, não quer?

- Não, só quero te ver feliz - deu mais um beijo no namorado, depositando o vinho na bancada e abrindo a geladeira pra guardar o tiramisù - E talvez te lambuzar de torta - falou sedutor em seu ouvido, apertando-o contra si, sentindo o ruivo se arrepiar.

- Você não tem jeito…

- Tenho sim, e tenho fome também.

- Então vamos, porque já está tudo pronto.

A refeição foi bem tranquila, com eles colocando o papo em dia, já que aqueles dias haviam sido muito corridos para ambos.

- Conheci seu primo - Camus falou enquanto levava um pedaço da carne à boca.

- Milo?

- Sim. Ele havia achado o cachorro do Isaak.

- Ah, o filhote é do seu primo? Que coincidência!

- Coincidência foi o Kanon ter aparecido logo em seguida.

- Sim, ele e Milo se desencontraram, e desde a chegada do mascote lá em casa, Kanon precisou ir pra outro lugar - aquilo tirou uma risada do ruivo.

- Mas o que mais me chamou a atenção foi a forma como eles se recepcionaram… Kanon nunca diz se está ou não com alguém, achava que ele estivesse sozinho.

- Mas até onde eu saiba, meu irmão está solteiro - Saga bebeu um gole do vinho, até que a luz se fez em seu semblante - Ah, eles se beijaram?

- Sim. Foi só um selinho, mas mesmo assim.

- Eles sempre fazem isso, principalmente para me atazanar.

- Foi o que eles disseram, mas… Apelar assim? - Saga olhou com desdém pro namorado.

- Até parece que você não sabe que teu cunhado não tem limites. E Milo não fica atrás.

- Então aquilo é mesmo só implicância com você?

- Mais ou menos - repousou a taça na mesa - Camus, não queira entender aqueles dois, só posso dizer que não há limites ali, e que se eu quisesse, eu estava no meio daquela confusão entre os dois. - Viu o namorado ficar chocado com a revelação - Só aceita que eles gostam de curtir um pouco a vida.

Camus não era pudico, mas pela reação do primo russo, sabia que talvez já fosse bom ele nem criar muitas esperanças.

 



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