História Hora de recomeçar - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Tags Emma, Morrilla, Once Upon A Time, Regina, Swan Queen
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Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


“Foi como perder parte da minha vida em um acidente aéreo, me senti perdida no mundo e sem rumo algum, aquilo não pareceis nenhum pouco real.” — Regina Mills.

Capítulo 1 - Flashback, o acidente.


Fanfic / Fanfiction Hora de recomeçar - Capítulo 1 - Flashback, o acidente.

A adolescência costuma ser uma época de grandes mudanças físicas e mentais, para Roland não estava sendo diferente, mas a mudança mental era um pouco mais intensa pois suas ideias sobre a vida e nossa família começaram a ser de muitas dúvidas, talvez pelo casamento forçado que os pais estavam vivendo ou por só darmos atenção a Phoebe, ele estava tão perdido e tentava se achar em algum canto do mundo, suas amizades decaíram demais e as discussões entre ele e Robin passaram a ser diárias, ele não aceitava as atitudes do pai que para mim eram absolutamente normais e o achava um grande pai, mas os dois tinham uma espécie de segredo, pois sempre que meu filho falava Robin abaixava a cabeça. Nos últimos dois meses Roland tentou suicidar-se mais de cinco vezes e aquilo estava mexendo muito com meu psicológico e com de todo mundo, larguei meu emprego temporariamente e pedi para que me descontassem das férias, antes meu filho do que qualquer outra coisa, deixei tudo de lado para me dedicar mais a ele e a Phoebe já que sempre fui uma mãe cheia de tarefas no trabalho e em casa, mas o problema não era comigo, para mim ele era um ótimo filho, mas era só Robin chegar do trabalho que tudo desmoronava, o silêncio reinava entre todos, só dava eu e Phoebe tentando animar  as coisas. Estava exausta de toda aquela situação e então conversei com Robin, eles tinham que se resolver de uma vez por todas, eu não conseguia nem fechar os olhos direito sem me preocupar em como eles iam ficar, combinamos então de fazerem um programa de pai e filho para ver se voltavam a se aproximar um pouco, se não fosse pelos dois então que fosse por mim e pela Phoebe, por minha saúde mental, ambos toparam e em uma semana eles iam começar, me sentia ansiosa para resgatar a minha família. Na semana do combinado eu e Phoebe montamos uma lista de 30 coisas que eles deviam fazer durante 30 dias, ou seja, era uma coisa para cada dia do mês e nosso objetivo com aquela lista era que pelo menos conseguíssemos ter um clima melhor dentro de casa, selecionamos as coisas preferidas de Roland primeiro e depois as de Robin, pois ele podia esperar mais do que o menino, que era o meu maior foco naquele momento. A primeira coisa da lista era que eles fossem acampar. Pegaram a estrada e foram para o lado urbano da cidade, lá Robin ensinou o filho a pescar, a caçar a sobreviver no meio da floresta contra os bichos e ao frio. Quando voltaram foram recebidos com pizza e refrigerante, na primeira noite já conseguimos comer em paz sem que um ficasse de cara feia para o outro, eu já até podia escutar mais a voz dos dois, não diretamente falando um com o outro, mas era um bom começo. A segunda coisa da lista era escalar uma montanha, sabia que aquilo ia fazer com que eles fossem obrigados a falar um com o outro, pois ninguém escala uma montanha sozinho e nem sem a ajuda de uma segunda pessoa e eles teriam que pedir ajuda em algum momento, meu maior medo era que um deles se machucasse mesmo que Robin soubesse tudo sobre, quando chegaram em casa tive que fazer um curativo nos dois, tinham se ralado, mas nada grave demais e aquela noite eles brincaram zombando um do outro pelo que passaram para chegar ao topo da montanha e em comemoração nós comemos um McDonalds. A terceira coisa era pilotar um jatinho, era de porte pequeno, desde criança Roland tinha aulas particulares com o pai e aquele era o programa preferido dos dois antes de começarem a brigar. Eles iam sobrevoar de uma cidade a outra e Roland seria o segundo piloto, aquele dia de manhã eles se falaram e até se abraçaram e eu me sentia com vitória, estava com uma felicidade que não cabia dentro de mim. Após toda a revisão do jatinho eles estavam prontos para decolar e então fui desejar boa sorte aos dois, até dei um beijo em Robin e o abracei, acho que aquilo estava fazendo bem até para nós dois.

 

Regina: Vão lá, mostrem que vocês são os melhores pilotos desse mundo! Eu amo vocês e obrigada por estarem fazendo isso por nós.

 

Robin: Eu sou o melhor, ele só aprendeu comigo, um pequeno aprendiz do rei dos jatinhos!

 

Roland: Ainda bem que eu não puxei esse narcisismo dele porque é óbvio que eu sou o melhor... Nós também te amamos, mãe. 

 

Phoebe: Ei, eu queria aprender a dirigir o helicóptero! — fez cara de tristonha.

 

Roland: Não é dirigir, é pilotar, pirralha. E não é um helicóptero, isso é pra fracote, isso é um jatinho, só para profissionais.

 

Robin: Filhão, não seja tão mal com a sua irmã. Princesa você pode aprender a usar o cartão de crédito do papai que nem sua mãe faz, ela é profissional nisso! Que tal?

 

Phoebe: Eu acho a melhor ideia do mundo. Aí fazemos programa de mãe e filha.

 

Roland: Vamos logo pai, a gente tá perdendo tempo, quero chegar para ver a primeira rodada do jogo. Tchau mãe e princesa do crédito!

 

Robin: Temos que ir, eu amo vocês, meninas! 

 

Regina: Tomem cuidado, nada de manobras e usem o cinto.

 

Phoebe: Tchau, quando voltarem vai ter la-sa-nha!

 

Nos afastamos deles pois o vento que o jatinho ia levantar era capaz de fazer tudo voar e inclusive pessoas, fiquei na área segura e eles se equiparam, se prepararam ligando os motores e mandaram “tchau” com a mão e o sorriso que eles estavam nos lábios me preenchia toda de amor e em questão de segundos vi eles decolarem, meus cabelos se bagunçaram com todo aquele vento, abracei Phoebe e íamos esperar até que o jatinho fugisse de nossa vista para então entrar no carro e pedir para o motorista nos levar ao shopping, mas algo imprevisível aconteceu. Não tinha reação para aquilo que estava se passando diante de meus olhos, o jatinho havia explodido não deixando nem mesmo uma poeira de rastro, isso porque foi todo o metal que pegou fogo, começando das assas principais, foi tão forte que estremeceu as placas subterrâneas, meu mundo estava aos poucos perdendo a cor e em meu peito faltava o ar, vi Phoebe correr e não tive forças para impedi-la, as lágrimas corriam involuntariamente em meu rosto dei um grito mudo que arranhou a garganta, os seguranças de voo se aproximaram do local, os destroços que caíram há alguns metros de onde eu estava deixaram bem claro que não tinha nem 1% de chances de ter alguém vivo naquele jatinho, queria muito sair correndo em direção a onde todos estavam, mas não tinha coragem de ir até lá e me deparar com uma realidade que nunca ia esquecer, preferia me lembrar deles felizes no jatinho prontos para decolar, a fita da minha vida começou a passar na mente, o dia do meu casamento, o dia do nascimento de Roland, a primeira vez que ele entrou em um avião, a primeira fala, o primeiro dia de aula, os seus aniversários . De tanto eu pensar minha mente começou a girar e eu caí ali mesmo, desmaiando, fui socorrida e levada para um hospital de pronto socorro.

 

 Acordei em uma maca, estava medicada e com uns curativos na cabeça, procurei por Phoebe e a cada segundo minha mente me enviava um flash de tudo o que aconteceu e meu coração começou a doer de novo, parecia ser perfurado a cada batida, semelhante a dor de amor só que cinco vezes pior, entrei em desespero e tirei todos os fios que estavam ligados à mim, com certeza minha filha precisava de companhia aquele momento e eu também queria estar com ela para ver se minha dor amenizava, a encontrei na sala de espera de braços cruzados e tão indefesa e confusa olhando de um lado para o outro assustada, abri meus braços e ao tê-la perto a envolvi de forma acolhedora e materna, estava desacreditada que aquilo estava acontecendo com a gente, meu plano era apenas fazer minha família voltar ao normal novamente e no fim perdi parte da minha vida naquele acidente aéreo. Durante o dia recebi muitas visitas de parentes, de policiais querendo depoimento já que eu era uma das únicas presente, mas ninguém trazia nenhuma notícia sobre meu marido e meu filho, queria saber se pelo menos eles teriam um velório, depois de mais de cinco horas de espera um dos seguranças vieram fazer a declaração do porquê do acidente ter acontecido e disseram a hora do velório que seria naquele mesmo dia, eles tinham cuidado de tudo para mim e não me deram nem mesmo um centavo para eu pagar, além do mais iam ter que me pagar ano após ano pelo erro deles na revisão do jatinho, pois era grave demais, um erro que jamais poderia ser cometido.

 

No velório tinha muitas pessoas que eu não conhecia e outras que já tinha até esquecido da existência, nem o tempo chuvoso impediu os colegas de trabalho de meu marido de estarem em seu último contato com o mundo antes do enterro. Zelena, minha melhor amiga e madrinha de Phoebe me ajudou de todas as formas dando forças como se fosse ela naquela situação, estava tão triste mesmo que não conhecesse Robin e não fosse próxima de Roland. Nada do que diziam confortava meu coração, apenas me deixavam ainda mais apavorada e eu via a hora de tudo aquilo acabar e eu poder sair dali e não falar com mais ninguém até que eu me curasse. O enterro para mim foi menos doloroso, a corda que sustentava o caixão foi descendo e eu já não tinha mais lágrimas para chorar e por isso ouvi comentários idiotas como: “nossa, como é fria” mas ninguém sabia o que estava se passando em minha mente, a única pessoa que estava se sentindo vazia que nem a mim era a minha filha, ela chorou do começo ao fim, ficamos o tempo todo abraçadas para ver se assim diminuía aquele sentimento, parecia que meu corpo estava completamente inflamado. O padre rezou, todos deram as suas últimas palavras aos dois, os colegas da escola de Roland trouxeram a taça que ganharam no último campeonato para deixar em seu caixão em memória e consideração, aquilo com certeza significava muito para ele e me confortou de certa forma saber que mesmo com seus últimos problemas ele foi muito querido pelas pessoas, principalmente por mim. Antes de começarem a jogar a terra e finalizar tudo Phoebe correu para perto e cheguei a pensar que ela iria se jogar dentro do buraco, mas a única coisa que fez foi impedir o coveiro de começar seu trabalho, depois ela se ajoelhou e tirou do bolso de seu casaco um colar que ia dar para seu irmão e ela tinha um parecido, jogou para o buraco e arrancou uma rosa do anel de flores e também mandou para o mesmo lugar e logo começou a falar em um tom choroso, mas que todos ainda presentes escutaram.

 

Phoebe: Deem mais valor a aquilo que vocês ama, entendam de uma vez por todas que depressão não é um drama, ok? Roland estava passando por essa fase e não era um show de adolescente. Ele queria ser escutado, sabe lá Deus o porquê, mas eu sei que o Roland que vocês viram ultimamente não era meu irmão. Hoje ele me deixou, levando também meu pai e então eu peço deem mais valor às pessoas, deem mais valor aos seus pais, eles não tem culpa, só querem ajudar, mesmo que batam boca todo dia, eles te amam...

 

No fim do dia eu estava em casa, meus pés doíam, minha cabeça estava latejante e eu só queria um banho e minha cama. Me sentia com medo de caminhar dentro da minha própria casa, medo de se deparar com uma grande lembrança que machucasse, aquele lugar era cheio deles dois e eu só queria me apegar a tudo que os lembrava e nunca mais sair dali, mas não podia. Phoebe passou a dormir comigo todos os dias para que não tivéssemos pesadelos, ela ia à escola e chegava em casa de mau humor, não aguentava ver as pessoas a olhando como a coitada da turma e não queria levar o mérito de ir em encontros que sonhou a vida toda só porque seu pai e irmão tinham morrido, por isso ela frequentava constantemente o psicólogo da escola e passava seu intervalo na diretoria, longe da piedade que a fazia chorar lembrando todos os dias do acidente. No trabalho que tive que voltar, eu empurrava com a barriga porque agora era a única que trabalhava e a herança de meu marido não seria eterna, nem a indenização, eu podia ficar em casa se quisesse durante um tempo, mas estar sozinha me deixava sufocada até com o ar. Em um feriado prolongado resolvi arrumar as malas para ir à casa de praia para esfriar a mente e Phoebe se divertir um pouco, pois ela amava a praia, longe de todos e deixando o endereço só para Zelena nos visitar. Era longe e escondida do mundo, poucas pessoas imaginariam que em meio a tanta estrada e montanhas ia existir residências particulares, a casa que cresci a minha infância inteira, mas abri mão para morar com Robin depois que casamos, pois era longe de seu emprego, e então ela virou casa opcional e temporária para feriados. Estar lá me fazia ficar mais aliviada e menos focada no acidente, pois eram poucas as lembranças em família que tínhamos ali e por isso a melhor opção para eu e Phoebe naquele momento de nossas vidas. Zelena ia nos ver toda a semana trazendo o seu filho RJ, ela nunca nos disse porque de seu filho ter um nome daqueles, mas eu adorava o menino, nós sempre conversamos por horas e horas enquanto Phoebe cuidava e RJ, ela era meu melhor passatempo, além de minha filha, mas com ela eu podia falar de tudo que eu estava sentindo sem ser egoísta com ninguém.


Notas Finais


Muito triste a perda da Regina e Phoebe, né? Podem apostar que tudo vai valer a pena uma hora. Aguardem!


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