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História Hora Marcada - (Obi Akitaru x Reader) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Yeiii!

Obi é minha religião em Fire Force, porque ele é incrível além de lindo.

Espero que curtam e se divirtam!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Tempo Contado


O tic-tac do relógio parecia mais pesado aos meus tímpanos, martelando minha cabeça a cada segundo marcado. Olho para o objeto e noto que só resta mais quinze minutos para o homem deitado a minha frente ir embora. Se não fosse o contador de tempo, o silêncio seria maior, já que a respiração calma de Obi não fazia ruído algum. Confesso que me levantei da poltrona duas vezes para chegar perto de seu rosto e ver se realmente estava vivo, pois, estava sereno demais para alguém que me procura quando esta com a mente cheia, mesmo não admitindo problemas. Não deixo de sorrir ao ver a face relaxada e aproveito a situação, passando suavemente as pontas dos meus dedos por sua mandíbula. Assumo também que não é a primeira vez que vejo o seu rosto com as pontas dos dedos enquanto paro para pensar sobre ele.

Será que ele sabe o quão adorável ele é assim?

Aproveito a pouca distância e tento memorizar, mais uma vez, cada traço de sua face. Noto o robusto tórax subir e descer como a respiração pacífica de uma criança. Akitaru é um homem extremamente atraente, que me fisgou na segunda vez que marcou hora comigo. Desde então eu aproveito a uma hora contada para o admirar. É antiético uma psicóloga conduzir a sessão tendo pensamentos voltados ao corpo do paciente, mas é impossível me controlar. Ele é um homem e tanto se tratando de físico, um gostoso, as vestes de seu trabalho não me ajudam a me concentrar, os músculos trabalhados demarcados pela blusa preta do uniforme só me fazem querer a arrancar dele e o macacão só serve para alimentar minha imaginação. Entretanto, por mais pervertida que sou quando se trata do mesmo, mantenho minha postura profissional e não deixo de me preocupar com seu estado mental e emocional, minha agonia maior é vê-lo omitir ou mentir em relação aos seus sentimentos.

Faz dois meses desde que fui enviada para cá, a pedido de Princess Hibana, preocupada com o emocional do garoto Shinra. A capitã da quinta brigada me confessou ter certos sentimentos pelo mais jovem e que faria de tudo para o ver bem, então, aqui estou. Nos tempos livres eu redijo um relatório com as minhas experiências, dependendo do meu desempenho, mais brigadas especiais poderiam ter auxílio de um psicólogo. Ciência e religião não se misturam, com exceção da tecnológia de Haijima, e também entendo que a grande parte dos batalhões são devotos a Chama do Grande Sol, mas também entendo que uma pessoa com nosso conhecimento na equipe para os amparar é de grande vália. Contudo, Kusakabe é a menor das preocupações, pude notar que sabe lidar com emoções e sentimentos, transformando traumas e dúvidas em força para lutar contra o mau maior. O que se tornou mesmo minha dor de cabeça são os mais velhos, Takehisa Hinawa o tenente frio e o capitão da oitava brigada Akitaru Obi, ou melhor, a muralha. Apesar de tudo, Takehisa me disse que tem confiança em mim e agradeceu o trabalho, segundo ele, Arthur está bem menos idiota e tudo graças a minha ajuda. De fato, não é errado Boyle lidar com um certo trauma com a imaginação, desde que ele tenha discernimento do que é real e o que é ilusão.

Já o moreno, bem, eu poderia o conduzir melhor, trazendo a confiança dele pra mim e fazer o trabalho como tem que ser feito, o ajudando a entender as suas preocupações e ansiedades como capitão. Ele é forte e tem um incrível senso de justiça, mas ainda é um humano com emoções. Entretanto, não consigo tirar muito de si, Obi sempre acaba cochilando em meio a consulta. E eu? Eu não o atrapalho. Porquê? Porquê aproveito a situação para ficar o olhando sem ficar constrangida, ensaiando as palavras para dizer o quanto estou apaixonada por ele sem parecer perdida.

Sou uma péssima profissional!

Com o resto de dignidade que me sobra me forço a criar coragem para ter uma conversa de psicóloga e paciente com ele.

O vejo respirar profundamente dando indício que iria acordar, adoraria ficar próxima assim e ver ele se despertar, mas me recomponho e volto ligeiramente a me sentar na poltrona ao lado do divã. Pego a jarra de água presente na mesa baixa de madeira, que fica entre os móveis que estamos acomodados. Despejo no copo até a metade e aguardo o capitão se estabilizar.

As pálpebras se abrem lentamente, revelando as orbes que me enfeitiçam. Um pouco confuso, o moreno ergue o corpo, esfregando os olhos nitidamente cobertos de sono e exaustão. Se espreguiçou ainda com as fortes pernas esticadas sob o confortável estofado. Estendo o copo a ele e ouço o “Obrigado!” quase inaudível se arrastando preguiçosamente por seus lábios, enquanto seus olhos vão para a janela.

— Quanto tempo? — O timbre encorpado então retorna, me recomponho por completa e deixo minha perdição pra trás.

— 198 da Era Solar. — Ríspida o respondi e logo escuto sua risada abafada pelo copo enquanto eu olho as últimas anotações que havia feito no bloco de notas antes dele apagar. — Dez… te restam dez minutos. — Completo a informação a ele, suspirando fundo e cruzando minhas pernas. Apoiando o bloco de notas em minha coxa. — Porque não usa o tempo da consulta restante para me dizer o porque vem toda semana, mas omite ou mente boa parte dos motivos que te tiram o sono? — Encaro seriamente o moreno que me olha pelos cantos dos olhos, mantendo a postura voltada para janela. — Não é obrigado a comparecer caso não queira, mas já que marcou, deveria ao menos se esforçar mais! — Terminou de beber a água, sentando-se no divã e colocando o copo na bandeja. Apoiou os cotovelos nos joelhos, semi juntando as mãos. Fechou os olhos fortemente e virou a cabeça de um lado ao outro estralando o pescoço, suspirando forte a cada som produzido pelas juntas.

— Te irritei dormindo de novo, não é? — Me encarou molhando os lábios se encostando no estofado, relaxando as costas. Me fazendo quebrar o contato visual, voltei os meus olhos para o relógio presente da mesa baixa que nos separa, disfarçando a vontade de ir para o colo dele.

Isso é uma tortura!

— O meu estado emocional é irrelevante. É você o paciente e não eu! — Torno a encarar. Mesmo tendo o ar de raiva estampado em minha face, as minhas emoções realmente não importam em consultas. Estou aqui pelo paciente. — Capitão, é você quem me procurou agendando o horário, logo quer ser ouvido ou ajudado. — Seu olhar se torna distante. Foi a vez das orbes castanhas quebrarem o contato visual, mirando o chão.

— Eu não sei por onde começar. — O vejo ficar confuso e talvez não tenha sido uma boa ideia ter começado essa conversa com pouco tempo. O conhecendo, assim que o despertador tocar ele vai se levantar e se retirar, abrindo a porta me agradecendo pelo tempo, sorrindo genuinamente, me deixando com o coração palpitando e às vezes apertado.

— Por onde você se sentir confortável! — Contínuo tentando criar a linha de confiança para dialogar, embora conversemos muito fora do consultório improvisado, assuntos aleatórios e nada aprofundado, diálogos comuns entre colegas de trabalho, contudo não quero conversas superficiais dentro dessa sala. Não comigo, exercendo o meu papel.

Ao menos tentando!

— O motivo de voltar toda semana… — Vejo o seu pomo-de-adão* subir e descer engolindo a saliva, ou tentando sufocar as palavras. Vejo sua postura ficar tensa, então sorrio simpática para mostrar que não o julgarei independente do motivo. Após uma longa pausa, mostrando o nítido conflito mental de me dizer ou não ele dispara — está bem na minha frente. Você, [S/n]! — Fico atônita, tentando entender o sentido da frase. Controlo o meu eu apaixonada e não me permito ficar contente por isso, me mantendo imparcial a vida alheia — E a resposta da segunda pergunta… O motivo de não dormir… — Novamente apoiou sua postura, com os cotovelos nos joelhos, vejo seu incomodo quando aperta os “nós” das próprias mãos. — Não durmo a noite, pois, o peso de “colocar infernais para dormir” me sufoca. Estava ciente quando formei a oitava brigada, mas as circunstâncias atuais me perturbam. — Atualmente os bombeiros especiais, não só a oitava brigada, vem presenciando vários eventos atormentadores.

— Diz sobre a combustão artificial? — Tento fazer Akitaru desabafar mais um pouco. Vejo que estou conseguindo enfim quebrar a proteção que esse homem tem envolta dos seus sentimentos.

— São pessoas que… — Suspirou fundo e sacudiu a cabeça em negação, na tentativa de jogar os pensamentos para longe. Uma risada nasalada passou por sua garganta, me encarou com o sorriso mais gostoso que tinha. — Mas você me relaxa o suficiente para esquecer tudo por um tempo. — Fico surpresa com a confissão, matando o meu achismo onde pensava que as consultas para ele eram chatas ou banais. — De certa forma imagino que deva ser desagradável dormir enquanto você faz seu trabalho, sei que vai emitir um relatório e será um ponto negativo essas “sonecas”, então eu peço desculpas! — Sorrio com sua preocupação boba e tento converter sua opinião. Não quero que ele pense nisso e desista de retornar aqui.

— Não é desagradável! — Afirmei, enquanto fazia círculos com a caneta na folha, estava constrangida, não sabia que ele me usava para zelar o seu sono, mas eu gostei. — Me formei justamente para te ver dormir. Tem um parágrafo somente sobre isso no relatório. — Descontrai tirando uma risada tímida dele. A expressão envergonhada era novidade para os meus olhos e se pudesse ficaria aqui sentada somente olhando para ele, mas me restam cinco minutos para o convencer a voltar e continuar a conversa. — Brincadeiras a partir. — Limpo a garganta, brevemente. Suas orbes novamente se prendem a mim. — Obi, isso me preocupa… guardar isso pra si. — Estico-me para colocar caneta e papel sob a mesa. — Eu realmente fico bem em pensar que te relaxo ao ponto de fazer o que tem dificuldade, mas se isso é com frequência… quantas horas em uma semana você dorme bem? Já que vem aqui somente as sextas. — Me levanto dando os poucos passos para sentar sob a mesa ficando frente a frente de si. Toco suas mãos, coloco as grandes mãos no meio das minhas, como se as minhas palmas pudessem o proteger de tudo e sorrio encarando o castanho de seus olhos. — Confia em mim! — Um frio na barriga nasce ao perceber suas iris indo em direção aos meus lábios e voltando para os meus olhos duas vezes. Em uma investida rápida ele sela nossos lábios. Um pouco confusa mantenho minha boca fechada, vendo que eu não o correspondo, se separou. Sinto sua respiração pesada e muito próxima enquanto as pontas dos nossos narizes se tocam. Virou o rosto para o lado e só agora entendo o porque o relaxo.

— Desculpa… — Começou, mas logo o despertador ao meu lado o interrompe. O desligo batendo de qualquer forma sem tirar minha atenção dele. — Eu prometo não — Antes de completar qualquer frase, levo minhas mãos ao seu rosto. Trazendo-o de volta para mim, toquei seu queixo gentilmente com os dedos. Me respondeu movendo a cabeça em direção a mim. Os macios lábios tocaram os meus, beijando inicialmente o superior e devagar foi para o inferior escutando um abafado estalinho, me delicio com cada um. Inclinei minha cabeça levemente para o lado assim que sua mão tocou minha nuca. Deixo a boca entre aberta o convidando para prosseguir e logo sinto sua língua deslizar sob a minha em um movimento suave. Saboreio os movimentos doces e gentis. A mão livre vem para a minha coxa a apertando. Me fazendo delirar. Desço minhas mãos para o pescoço passando as unhas sutilmente em sua nuca e me arrepio com o abafado gemido que eu o tirei. Estava delirando com a nossa sintonia, mas o ar faltou. Antes de nos separarmos mordeu suave meu lábio inferior em seguida o selou delicadamente se afastando. Abro meus olhos e me deparo com o seu rosto corado e um lindo sorriso em sua boca, seus olhos abriram calmamente revelando. Nos olhamos densamente. — Gosto de você, [S/n] — Terminou me fazendo bambear.

— Também gosto de você, Obi! — Sorriu e tomou meus lábios novamente, mas nos desvencilhamos assim que ouvimos o alarme de presença de infernal na cidade.

— Podemos continuar nossa conversa mais tarde? — O beijo fervorosa em resposta. Antes de se levanta selou a minha testa e foi em direção a porta antes que Maki venha em sua procura e nos encontre perdidamente apaixonados. — Obrigado! — Diz antes de abrir a porta. — Você é incrível! — Fechou me deixando confusa, talvez mais tarde ele me esclareça isso também.

Me levanto da mesa e sento-me no divã, foi a minha vez de relaxar no sofá, me beliscando para ter certeza que tudo aquilo não era um sonho, mas era tudo real e não consigo tirar o sorriso de boba apaixonada da face e assim fico. Sentada pensando incansavelmente no beijo.


Notas Finais


Coloquei +18, pois penso em fazer mais um cap para acertarem definitivamente as coisas. Se um dia vier a fazer postarei.

Obrigada por ter lido até aqui!
Desculpe qualquer erro!
Espero que tenha gostado,
até mais!!!


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